Parlamento proíbe a exploração de animais silvestres em circos na Inglaterra

Por Rafaela Damasceno

Após anos de protestos de organizações em defesa dos direitos animais – inclusive a PETA -, o Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei para proibir a exploração dos animais silvestres em circos na Inglaterra. A lei começa a valer para todo o país a partir do dia 19 de janeiro de 2020.

Ativistas protestam contra a exploração dos animais em circos e seguram cartazes

Foto: PETA

Circos não são lugar para animais silvestres em pleno século 21 e estou feliz que essa legislação colocará um fim nessa prática”, declarou o secretário do Meio Ambiente, Michael Gove.

A campanha contra os animais em circos incluiu ações por e-mail, segundo a PETA, em que a organização contatou parlamentares em 2011, 2014, 2016 e 2017. Até mesmo celebridades protestaram no Parlamento, o que foi difícil de ser ignorado.

A petição da PETA teve dezenas de milhares de assinaturas, a prova de uma mudança na visão da população em relação a exploração dos animais. A organização também fez anúncios ao longo dos anos, que foram apoiados por artistas como a banda Little Mix.

Em 2012, a PETA também divulgou uma imagem do primeiro ministro David Cameron, maquiado como um palhaço. O anúncio pedia para que ele parasse de fazer palhaçada e aprovasse a lei que havia prometido, que livraria os animais dos circos.

Foram anos de luta, mas a lei finalmente entrará em vigor. Os animais silvestres não pertencem aos circos. Forçá-los a realizar truques é uma prática cruel e bárbara, além de toda a pressão psicológica e estresse a que são submetidos. Eles não devem viver enjaulados, assustados e abusados.

No Brasil, há diversas leis locais para a proibição da prática, mas a federação nunca emitiu uma lei válida para todo o país. Alguns estados que adotam a proibição são Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná etc. O projeto de lei 7.291, que visa erradicar a prática em todo o Brasil, corre no Congresso desde 2009.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Parlamento aprova moção para declaração de emergência climática e ambiental

Reino Unido se torna a primeira nação a declarar emergência climática | Foto: Adobe

Reino Unido se torna a primeira nação a declarar emergência climática | Foto: Adobe

O Parlamento do Reino Unido aprovou por unanimidade uma moção para declarar estado de emergência climática depois que o líder trabalhista, Jeremy Corbyn, apresentou a proposta durante um debate na Câmara dos Comuns.

O Reino Unido é o primeiro país do mundo a declarar emergência ambiental e climática, que foi uma das demandas apresentadas pelos ativistas e defensores do meio ambiente do grupo Extinction Rebellion (Rebelião contra a Extinção, na tradução livre) que fizeram prostestos no último mês em áreas movientadas de Londres.

Enquanto a moção reconhece a ação legislativa atual como ‘insuficiente’ – o governo não tem que agir legalmente sobre ela.

Destruição irreversível

“Não temos tempo a perder. Estamos vivendo em uma crise climática que vai seguir numa espiral perigosamente fora de controle, a menos que tomemos medidas rápidas e dramáticas agora”, disse Corbyn.

“Não se trata mais de um futuro distante. Estamos falando de nada menos que a destruição irreversível do meio ambiente durante nossas vidas de membros desta Casa (parlamento)”.

Nosso planeta nosso futuro

O líder trabalhista, que também afirmou que as crianças que fazem greve de ir a escola, pedindo por mudanças ambientais, estão “à frente dos políticos” – e refere-se à crise climática como “a questão mais importante do nosso tempo”.

Ele acrescentou: “Os jovens sabem disso. Eles têm mais a perder. Eu estava, como muitos membros desta Câmara por todos os lados, profundamente emocionado há algumas semanas fora deste Parlamento cheio de cor e barulho feito pelas crianças cantando: Nosso planeta, nosso futuro”.

Histórico da proposição

A Declaração de emergência ambiental e climática foi declarada após os protestos em massa denunciando a inação política no enfrentamento da crise tomarem conta das ruas de Londres no último mês.

O Partido Trabalhista foi o responsável por colocar a proposta em votação da Câmara dos Comuns (parlamento do Reino Unido), essa que era uma das principais demandas do movimento XR (Extinction Rebellion – Rebelião pela Extinção), cujos ativistas realizaram diversos protestos no último mês.

Jeremy Corbyn afirmou seu desejo de que outros países seguissem o exemplo do parlamento do Reino Unido em se tornar a primeira nação do mundo a declarar uma emergência climática.

A ação foi apoiada pela ativista de 16 anos, Greta Thunberg, que foi indicada ao prêmio Nobel da paz por sua campanha para combater a mudança climática.

Os ativistas do grupo XR (Rebelião Contra a Extinção) pedem ao governo para “dizer a verdade, declarando uma emergência climática e ecológica”, estabelecendo a necessidade de uma mudança urgente.

Corbyn elogiou “o ativismo climático inspirador que temos visto nas últimas semanas” e disse que foi um “massivo e necessário alerta para uma ação rápida e dramática”.

Como parte de seu protesto, o grupo que paralisou partes movimentadas do centro de Londres que foram ocupadas por ativistas, enquanto um pequeno grupo de ativistas do XR foi até a casa de Corbyn usando uma trava de bicicleta em uma cerca e, em seguida, colando-se a ela.

Corbyn disse: “Para os jovens, a emergência climática é a causa de sua geração. E nós, nas gerações mais velhas, devemos encarar isso seriamente. Temos que ter uma abordagem muito mais focada e séria em relação às mudanças climáticas e aos danos que estamos causando em nosso planeta”.

“Queremos um mundo para aqueles que são os países mais afetados e os menos culpados pelas mudanças climáticas e para os nossos jovens. Na quarta-feira, o parlamento do Reino Unido terá a chance de ser o primeiro no mundo a declarar uma emergência ambiental e climática, que, esperamos, desencadeie uma onda de ação de parlamentos e governos em todo o mundo ”.

Esperança e compromisso

O partido trabalhista luta para que o Reino Unido alcance emissões líquidas nulas antes de 2050, uma ambição que fica muito aquém do proposto pela Extinction Rebellion (XR) para um prazo de 2025.

A oposição apontou para números oficiais mostrando uma redução de 2% nas emissões no ano passado, sugerindo que um nível compatível com as emissões líquidas zero não seria alcançado até 2100.

A atitude do partido trabalhista foi elogiada por Thunberg, a adolescente sueca que provocou uma onda de protestos pelo combate à mudança climática em todo o mundo.

Ela disse: “Traz esperança ver um grande partido político europeu acordar e propor uma declaração de emergência climática nacional. É um importante primeiro passo porque envia um sinal claro de que estamos em crise e que as crises climáticas e ecológicas em curso devem ser a nossa prioridade. Não podemos resolver uma emergência sem tratá-la como uma emergência.

“Espero que os outros partidos políticos do Reino Unido se unam e aprovem juntos esta moção no Parlamento – e que os partidos políticos em outros países sigam o seu exemplo.”

O partido trabalhista vai usar uma moção de oposição para pressionar o parlamento a agir com urgência para evitar mais de 1,5% do aquecimento global, o que exige que as emissões mundiais caiam 45% em relação aos níveis de 2010 até 2030, atingindo o zero líquido antes de 2050.

A proposta exigirá metas para o lançamento em massa de para transporte e fornecimento de energia renovável e de baixo carbono, medidas de proteção ambiental adequadamente financiadas para reverter a tendência de declínio das espécies e planos para avançar para uma economia com desperdício zero.

Parlamento vota declaração de emergência climática e ambiental esta semana

Foto: The Independent/Reprodução

Foto: The Independent/Reprodução

Membros do parlamento votarão esta semana sobre a possibilidade de declarar emergência ambiental e climática após os protestos em massa sobre a inação política no enfrentamento da crise que tomaram conta das ruas de Londres nas últimas semanas.

O Partido Trabalhista forçará uma votação da Câmara dos Comuns (parlamento do Reino Unido) sobre o assunto, uma das principais demandas do movimento XR (Extinction Rebellion – Rebelião pela Extinção), cujos ativistas paralisaram partes da cidade em abril.

Jeremy Corbyn afirmar seu desejo de que outros países sigam o exemplo do parlamento do Reino Unido caso o bloco de países se torne a primeira nação do mundo a declarar uma emergência climática.

Foto: The Independent/Reprodução

Foto: The Independent/Reprodução

A ação foi apoiada pela ativista de 16 anos, Greta Thunberg, que foi indicada ao prêmio Nobel da paz por sua campanha para combater a mudança climática.

Os ativistas do grupo XR (Rebelião Contra a Extinção) estão pedindo ao governo para “dizer a verdade, declarando uma emergência climática e ecológica”, estabelecendo a necessidade de uma mudança urgente.

Corbyn elogiou “o ativismo climático inspirador que temos visto nas últimas semanas” e disse que foi um “massivo e necessário alerta para uma ação rápida e dramática”.

Como parte de seu protesto, o grupo que paralisou partes movimentadas do centro de Londres que foram ocupadas por ativistas, enquanto um pequeno grupo de ativistas do XR foi até a casa de Corbyn usando uma trava de bicicleta em uma cerca e, em seguida, colando-se a ela.

Foto: The Independent/Reprodução

Foto: The Independent/Reprodução

Corbyn disse: “Para os jovens, a emergência climática é a causa de sua geração. E nós, nas gerações mais velhas, devemos encarar isso seriamente. Temos que ter uma abordagem muito mais focada e séria em relação às mudanças climáticas e aos danos que estamos causando em nosso planeta”.

“Queremos um mundo para aqueles que são os países mais afetados e os menos culpados pelas mudanças climáticas e para os nossos jovens. Na quarta-feira, o parlamento do Reino Unido terá a chance de ser o primeiro no mundo a declarar uma emergência ambiental e climática, que, esperamos, desencadeie uma onda de ação de parlamentos e governos em todo o mundo ”.

O partido trabalhista luta para que o Reino Unido alcance emissões líquidas nulas antes de 2050, uma ambição que fica muito aquém do proposto pela Extinction Rebellion (XR) para um prazo de 2025.

A oposição apontou para números oficiais mostrando uma redução de 2% nas emissões no ano passado, sugerindo que um nível compatível com as emissões líquidas zero não seria alcançado até 2100.

A atitude do partido trabalhista foi elogiada por Thunberg, a adolescente sueca que provocou uma onda de protestos pelo combate à mudança climática em todo o mundo.

Ela disse: “Traz esperança ver um grande partido político europeu acordar e propor uma declaração de emergência climática nacional. É um importante primeiro passo porque envia um sinal claro de que estamos em crise e que as crises climáticas e ecológicas em curso devem ser a nossa prioridade. Não podemos resolver uma emergência sem tratá-la como uma emergência.

“Espero que os outros partidos políticos do Reino Unido se unam e aprovem juntos esta moção no Parlamento – e que os partidos políticos em outros países sigam o seu exemplo.”

O partido trabalhista vai usar uma moção de oposição para pressionar o parlamento a agir com urgência para evitar mais de 1,5% do aquecimento global, o que exige que as emissões mundiais caiam 45% em relação aos níveis de 2010 até 2030, atingindo o zero líquido antes de 2050.

A proposta exigirá metas para o lançamento em massa de para transporte e fornecimento de energia renovável e de baixo carbono, medidas de proteção ambiental adequadamente financiadas para reverter a tendência de declínio das espécies e planos para avançar para uma economia com desperdício zero.

Candidata vegana vence oponente pró-agropecuária em disputa por uma vaga no parlamento

Foto: Emma Hurst

Foto: Emma Hurst

Emma Hurst prometeu que não será mais “um político cheio de promessas vazias”, dizendo que planeja fazer “o que for preciso” para realizar mudanças em favor dos animais.

A candidata do partido Animal Justice Party (Partido pela Justiça Animal, na tradução livre), derrotou o liberal-democrata David Leyonhjelm na disputa por uma segunda cadeira no parlamento de New South Wales (NSW) pelo seu partido – juntando-se ao colega político AJP, Mark Pearson.

Leyonhjelm estava tão confiante que iria vencer, que publicou um post em um blog intitulado “Um manifesto para um crossbencher (membro independente ou de um partido menor do parlamento)” muito antes de os resultados serem anunciados, em que ele escreveu: “com base na contagem até agora, é evidente que eu já fui eleito”.

Mudança para os animais

Hurst disse anteriormente ao Plant Based News que estava concorrendo ao parlamento porque se sentia “enojada com a forma como o atual governo permitia que grandes corporações fossem cruéis com animais simplesmente por lucro”.

“Mudando as políticas e a lei, e bloqueando outras leis que causariam danos aos animais, tenho certeza de que podemos construir um país que seja gentil e respeitoso com todas as espécies”, acrescentou.

Foto: Ciao/Reprodução

Foto: Ciao/Reprodução

“Minha promessa aos animais é esta: vocês tem tudo de mim. A leoa no circo – eu vejo você. O porco no matadouro – eu vejo você. O rato no laboratório de testes – eu vejo você. O peixe esmagado no fundo de uma rede de arrasto – eu te vejo. Eu conheço seu sofrimento, e eu nunca vou ficar em silêncio. Eu vou seguir em frente não importa o que a vida jogue no meu caminho, porque as crueldades infligidas a vocês devem acabar, e eu farei tudo o que posso para ver isso acontecer. Vocês tem tudo de mim”.

Fazendo a diferença

Depois que sua vitória foi anunciada, Emma Hurst publicou uma declaração no Facebook, dizendo: “Você acreditou que o Animal Justice Party poderia fazer a diferença no parlamento. Você acreditou que juntos poderíamos mudar o mundo. Você acreditou, e por causa de sua confiança, nós ganhamos! Hoje escrevo para contar a maravilhosa notícia de que os animais têm outra voz no Parlamento em NSW”.

“Nós mostramos mais uma vez que quando todos nos reunimos, nosso movimento é mais poderoso do que qualquer coisa, que os “Atiradores” e os “Pescadores” ou o “Partido Nacional” podem nos atacar que não fará diferença. Dezenas de milhares de pessoas votaram no Animal Justice Party porque viram o que nós vimos: que é hora de mudar. E nós faremos a diferença”.

“Mas isso é apenas o começo. Agora o verdadeiro trabalho começa. Eu não serei um político cheio de promessas vazias – eu pretendo fazer o que for preciso para realizar as mudanças para os animais, porque ainda existem milhões de galinhas em gaiolas, existem coalas tendo seus lares demolidos, e há animais levando tiros vindos do céu (alvejamento aéreo). Por eles, devemos agarrar esta oportunidade”.

Foto: Emma Hurst/Facebook

Foto: Emma Hurst/Facebook

“Agora temos a chance de conseguir outro membro no parlamento nas eleições federais. Eu nunca estive mais confiante de que conseguiremos. Vamos ser implacáveis, audaciosos e tenazes. Vamos exigir mudanças. Vamos nos levantar sem medo e entrar com tudo neste novo momento”.

Excitante

“Conheço Emma há muitos anos, ela atuou em diversas funções em organizações de defesa animal, incluindo a Animal Liberation e a PETA”, disse Katrina Fox, fundadora da Vegan Business Media, ao PBN.

“Ela é inteligente, apaixonada e articulada e sua mudança para a política é uma vitória para os animais. A Lei de Prevenção à Crueldade com Animais é administrada em nível estadual, para que Emma tenha a oportunidade de fornecer uma voz muito necessária aos animais em New South Wales em questões como o desmatamento, a agricultura e os códigos e padrões da indústria de produção e de abate”.

“Ela também tem interesse em proibir gaiolas industriais para galinhas, acabar com corridas de galgos e parar a destruição dos habitats dos coalas.

“O governo da Coalizão precisará do apoio de cinco parlamentares para conseguir aprovar a legislação, caso o partido do trabalho (Labor) se opuser. Emma e o membro do AJP Mark Pearson serão dois desses articuladores, o que significa que qualquer legislação prejudicial aos animais não terá um passe fácil”.

“Emma prometeu não ser uma política cheia de ‘promessas vazias’ e eu acredito nela. Ela está comprometida em criar uma mudança real para os animais. É emocionante ter uma terceira voz para todos os animais na política australiana e espero que mais membros do Animal Justice Party sejam eleitos em nossa próxima eleição federal em 18 de maio”, conclui Katrina

Portugal aprova fim do plástico no comércio de pão, frutas e legumes

O Parlamento de Portugal aprovou por unanimidade, na quinta-feira (11), o projeto de lei que ficou conhecido como “Os Verdes”. A proposta proíbe o uso de plástico ultraleve e cuvete – pequeno tubo circular ou quadrado, selado em uma das extremidades, feito de plástico – no comércio de pão, frutas e legumes.

Foto: Pixabay

A medida será avaliada agora pela 11ª Comissão Parlamentar, que irá discutir eventuais alterações. O objetivo é colocar o projeto em vigor em junho de 2020. As informações são do “O Jornal Econômico”.

O texto da proposta estabelece a necessidade de encontrar alternativas aos sacos plásticos. O não cumprimento da medida implicará em multas, com valores que ainda serão definidos pelo governo.

A medida proíbe o uso de “sacos de plástico ultraleves – os sacos de plástico com espessura inferior a 15 mícron, disponibilizados como embalagem primária para pão, frutas e legumes a granel” e as “cuvetes – embalagem ou recipiente descartável, geralmente envolvido em plástico ou em poliestireno expandido (esferovite), destinado a agrupar ou acondicionar pão, frutas e legumes”.

A proibição beneficia o meio ambiente e os animais marinhos, já que o plástico polui a natureza e, ao chegar aos oceanos, adoece e mata animais que o confundem com alimento e o ingerem.