Gatinha presa em engrenagem de carro é salva por mecânicos

Foto: Midas of Frankfort

Foto: Midas of Frankfort

Um homem esperava tranquilamente por sua refeição na janela do drive-thru de um restaurante, no Kentucky (EUA), quando notou um funcionário dando-lhe alguns olhares estranhos. Ele rapidamente notou então, que miados altos e aflitos, estavam sendo reproduzidos pelo alto-falante do drive-thru – e eles estavam vindo de algum lugar embaixo do seu carro.

Ele parou e olhou debaixo do carro, e suas suspeitas foram confirmadas: havia uma gatinha presa debaixo do automóvel, e estava claro que a filhote não tinha como sair sozinha.

Foto: Midas of Frankfort

Foto: Midas of Frankfort

Felizmente, havia uma loja de mecânica, chamada Midas de Frankfort, bem ao lado do restaurante, e então o gerente do estabelecimento foi até lá para ver se algum dos mecânicos poderia ajudar.

Eles imediatamente concordaram em ajudar e trouxeram o carro até a loja para que pudessem trabalhar no resgate. Todos estavam incrivelmente preocupados com a pequena gatinha, e esperavam que eles pudessem libertá-la do carro o mais rápido possível.

Foto: Midas of Frankfort

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“Ela tentou se arrastar por um buraco no chassi traseiro e se alojou ali mesmo depois de perceber que não poderia recuar para trás para sair”, disse D. Scott Bourne, proprietário e diretor da Midas of Frankfort, ao The Dodo.

A gatinha já estava presa há várias horas e estava notavelmente muito confusa e assustada. Enquanto a equipe de mecânicos trabalhava para desmontar o carro e libertá-la, eles conversavam com ela e acariciavam-na gentilmente, esperando ajudá-la a entender que estavam ali para ajudá-la.

Foto: Midas of Frankfort

Foto: Midas of Frankfort

“Ela era muito dócil porque estava muito cansada e desidratada”, disse Bourne. “Era mais de 32 °C graus do lado de fora e é difícil dizer o quanto estava quente sob o veículo”.

Finalmente, depois de mais de uma hora de trabalho desmontando partes do carro, os mecânicos conseguiram libertar a gatinha, e todos ficaram radiantes ao ver que ela parecia estar saudável e sem ferimentos.

O dono do carro ficou tão grato aos mecânicos por ajudar que se ofereceu para pagá-los, mas eles recusaram. Tudo o que eles queriam era ajudar a gatinha, e saber que ela estava em segurança e bem, era pagamento suficiente.

Foto: Midas of Frankfort

Foto: Midas of Frankfort

A gatinha, mais tarde chamada de Marigold, foi cuidada por seus salvadores durante a noite e depois levada diretamente ao veterinário logo pela manhã. O veterinário determinou que ela tinha cerca de 9 semanas de idade, e além de ácaros na orelha e alguns pequenos cortes e arranhões, ela estava em ótima saúde. Marigold de alguma forma sobreviveu à sua provação ilesa, graças ao amor e determinação de seus salvadores.

Marigold já foi adotada por alguns amigos de seus salvadores e está se acomodando maravilhosamente bem em sua nova casa. Ninguém sabe exatamente de onde ela veio ou como ela acabou presa debaixo do carro, mas de alguma forma ela encontrou seu caminho para onde deveria estar, e está muito feliz por ter uma nova família que a ama e protege.

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População de girafas sofre declínio acentuado

Foto: Nature Picture Library

Foto: Nature Picture Library

Uma das espécies de girafas que sempre teve uma população saudável e numerosa foi oficialmente declarada ameaçada de extinção, o que significa que os números de indivíduos da espécie estão extremamente baixos. A girafa Masai foi listada como ameaçada de extinção fato que agora lança uma luz sobre a gravidade da situação desses animais e a urgência de medidas para proteção das girafas.

Esta raça específica de girafa que vive no Quênia e na Tanzânia sempre teve uma população saudável, apesar de outras raças de girafas lutarem para sobreviver na natureza, graças a ameaças como caça, comércio ilegal de animais selvagens e caçadas de troféus.

A listagem da espécie como ameaçada é um apelo imediato para que sejam tomadas medidas de regulamentação do comércio de girafas, bem como, uma razão forte para proibir imediatamente a caça de girafas por troféus.

Estudo apontam que, das nove espécies de girafa, duas delas foram listadas como ameaçadas de extinção e duas como criticamente ameaçadas, o que significa que as girafas precisam ser protegidas com urgência ou a situação pode ficar perigosamente difícil de ser revertida.

Os animais selvagens da África são algumas das espécies mais ameaçadas do planeta, com diversas variedades de espécies enfrentando futuros incertos, principalmente devido a questões relacionadas a humanos.

Elefantes, leões, tigres, leopardos, girafas, rinocerontes, etc., esses animais estão todos correndo o risco de serem extintos do planeta como resultado das ações humanas. As autoridades responsáveis caminham de forma muito lenta quando se trata de resolver os problemas que levaram a essa ameaça tão presente.

A caça para a venda de partes do corpo desses animais e a caça particular de troféus representam ameaças diretas aos animais selvagens, ambas movimentadas por indústrias criminosas que visam apenas o lucro e ambição. Outra medida de impacto seria a proibição da exportação de produtos feitos de derivados de girafa. O comércio de partes de animais selvagens possui uma demanda alta que estimula os caçadores a matarem

A África está a caminho de perder alguns dos animais mais reconhecidos e icônicos do planeta porque, como comunidade global, simplesmente não está fazendo o suficiente para protegê-los.

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Processo judicial pede a inclusão das girafas na lei americana de proteção às espécies ameaçadas

Foi preciso que grupos de conservação entrassem com uma ação judicial, para que o governo americano considerasse incluir as girafas na lista de espécies protegidas pela lei americana. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA anunciou ontem (25) que a espécie pode se qualificar para proteção sob a Lei de Espécies em Perigo (Endangered Species Act) da América.

O processo de 2018, foi elaborado em conjunto pelo Centro de Diversidade Biológica, Humane Society International, Humane Society dos Estados Unidos e Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, busca uma resposta à sua petição legal de abril de 2017 para a proteção das girafas na Endangered Species Act (ESA, na sigla em inglês).

A espécie está gravemente ameaçada pela perda e fragmentação de seu habitat, aumento populacional humano e caça, assim como pelo comércio internacional de esculturas, peles e troféus de ossos de girafas.

De acordo com as informações no processo, os Estados Unidos representam um enorme mercado para partes de girafas com mais de 21.400 esculturas ósseas, 3.000 peças de pele e 3.700 troféus de caça importados na última década.

Limitar a importação e o comércio nos EUA proporcionaria às girafas proteções importantes, e um lugar na lista da ESA (Endangered Species Act) também ajudaria a fornecer financiamento essencial para o trabalho de conservação na África.

“Só os EUA, importam em média mais de um troféu de girafa por dia, e milhares de peças desses animais são vendidas internamente a cada ano”, disse Anna Frostic, advogada da Humane Society dos Estados Unidos e da Humane Society International. “O governo federal deve agora avaliar rapidamente o papel que estamos desempenhando no declínio da espécie e como podemos trabalhar para salvar esses animais únicos.”

A população de girafas da África despencou quase 40% nos últimos 30 anos. Atualmente, são apenas cerca de 97 mil indivíduos.

“Este é um grande passo para proteger as girafas do uso crescente de seus ossos pelos fabricantes de armas e facões dos EUA”, disse Tanya Sanerib, diretora jurídica internacional do Center for Biological Diversity, em comunicado. “É repugnante que tenha sido necessário um processo para levar a administração Trump a agir. Salvar da extinção todos os animais deveria ser a decisão mais fácil do mundo”.

Com menos girafas do que elefantes restando na África, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), elevou o nível de ameaça das girafas de “menos preocupante” para “vulnerável” em sua “Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas” em 2016. Essa descoberta foi confirmada em 2018 juntamente com uma avaliação do status de “criticamente ameaçada” de duas subespécies de girafa e uma avaliação de “ameaçada” para outra.

“Os Estados Unidos há muito tempo são cúmplices no comércio de peças de girafas, então é hora do governo federal fazer algo para ajudar na preservação dessa espécie”, disse Elly Pepper, da NRDC. “O país tomou medidas para ajudar a limitar o comércio de numerosas espécies em perigo. Infelizmente, agora é hora de agir para garantir que as girafas permaneçam no planeta. Elas precisam das proteções da Lei de Espécies Ameaçadas e precisam delas agora”.

Conhecidas por seus pescoços de dois metros de comprimento, padrões de estampa na pele distintos e longos cílios, as girafas atraem a atenção humana há séculos. Novas pesquisas revelaram recentemente que elas vivem em sociedades complexas, muito parecidas com as em que vivem os elefantes, e têm características fisiológicas únicas, incluindo a pressão sanguínea mais alta de qualquer mamífero terrestre.

A IUCN atualmente reconhece uma espécie de girafas e nove subespécies: África Ocidental, Cordofão, Núbio, reticulado, Masai, Thornicroft, Rothchild, Angolano e Sul-Africano. A petição legal pede que toda a espécie seja protegida.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem tem 12 meses para decidir se a listagem das girafas na Lei de Espécies em Perigo está garantida.

Traficante é preso com mais de 40 partes de animais ameaçados

Foto: DNP/Facebook

Foto: DNP/Facebook

Um esforço de colaboração conjunta entre a força-tarefa Phaya Sua dos Parques Nacionais, Departamento de Conservação da Vida Selvagem e Meio Ambiente (DNP, na sigla em inglês), polícia e oficiais do distrito de Ratchaburi Suan Phueng, resultou na prisão, terça-feira última (28), de um traficante que usava a internet para vender partes de espécies protegidas online para o mundo todo.

Em um post feito na página da DNP no Facebook, o departamento revelou que 23 pedaços de pele de leopardo-nebuloso (Neofelis nebulosa),13 pedaços de pele de gato-bravo-dourado-da-asia (Catopuma temminckii), nove pedaços de pele de leopardo-asiático (Prionailurus bengalensis), e dois pedaços de chifre de cervos-latidores (Muntiacus muntjak) estavam entre os itens apreendidos na operação.

De acordo com o jornal The Nation, o criminoso, Adul Matleuang, foi preso depois que policiais conseguiram e executaram um mandado de busca e apreensão para sua residência localizada em Tambon Tha Keuy. Suas atividades ja estavam sendo rastreadas há meses segundo as autoridades.

Foto: DNP/Facebook

Foto: DNP/Facebook

O departamento estimou que o “custo monetário do prejuízo causado à vida selvagem” recuperado na casa de Matleuang totalizaria em torno de 408.700 bahts tailandeses que se converteu em pouco mais de 12 mil dólares.

Matleuang foi detido e levado para a delegacia de Suan Phueng e responderá por crime contra a vida selvagem e tráfico de animais protegidos.

Pés de elefante e peles de urso polar estão entre troféus de caça importados para a Grã-Bretanha

Foto: The Telegraph/Divulgação

Foto: The Telegraph/Divulgação

Pés de elefante, peles de ursos polares e um tapete feito de um leão morto estão entre as partes de espécies ameaçadas de extinção enviadas à Grã-Bretanha como troféus em um único ano, segundo informações do Telegraph.

Um total de 86 partes de corpos de animais raros, muitas deles ameaçados de extinção, foram importadas pela Grã-Bretanha durante os anos de 2017 e 2018.

A análise do catálogo de controle mantido pelo órgão internacional que controla esses embarques revela que existe uma indústria próspera de caçadores de troféus com assassinos ansiosos por celebrar suas mortes com lembranças extravagantes.

De acordo com as regras internacionais, esses troféus só podem ser trazidos para o Reino Unido desde que não afetem a sobrevivência de qualquer espécie.

Embora a caça envolva atirar em espécies ameaçadas, muitos países permitem caçadas profissionais turísticas, muitas vezes deixando que animais mais velhos ou mais fracos sejam mortos. Os defensores da caça, afirmam que seu “esporte” ajuda na conservação das espécies e pode fornecer o turismo necessário para áreas pobres.

No entanto, defensores dos direitos animais condenam a prática. Mais de 150 deputados assinaram um Early Day Motion (EDM) pedindo ao secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, que proibisse a importação de troféus. Mais de 280 mil pessoas assinaram uma petição on-line pedindo à Defra que proíba a entrada de troféus de leão enviados para o Reino Unido.

As importações de troféus de caça já foram proibidas pela França, Austrália e Holanda. De acordo com arquivos mantidos pela Cites, a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, que supervisiona o acordo assinado pelos governos em relação ao comércio e ao movimento de animais selvagens, 82 das espécies ou criaturas mais ameaçadas cujo futuro é incerto se o comércio não for cuidadosamente controlado para o Reino Unido de 2017 a 2018.

Chris Packham, ambientalista e apresentador de televisão, disse que os números relacionados aos troféus de caça o deixou “envergonhado de ser um conservacionista britânico”.

“O fato de que isso está acontecendo é como se fosse uma cuspida na cara da nação de amantes de animais que está despertando para o fato de que não há vida selvagem suficiente para ser desperdiçada e que matar animais selvagens por diversão é um negócio sujo”.

“Eu, como a maioria dos outros, gostaria de uma proibição imediata da importação de troféus para o Reino Unido. Esta sanção teve um impacto comprovado e rápido em outros locais”.

Joanna Lumley, a atriz e defensora dos direitos dos animais, disse:
“Eu sou contra qualquer tipo de caça, e acho que as pessoas que são colecionadores de troféus são péssimas”.

Zac Goldsmith, MP (membro do parlamento) de Richmond e defensor dos direitos animais que apresentou o EDM (projeto de lei), disse ao Telegraph: “A caça aos troféus envolve matar algumas das mais belas espécies de animais selvagens do planeta simplesmente por diversão”.

“Não é apenas prejudicial às próprias espécies em extinção, a evidência mostra que a importação dessas partes de animais também oferece cobertura para um comércio cruel”.

“De várias formas, isso prejudica as comunidades que dependem da vida selvagem para obter receita de turismo. Já é tempo de proibirmos a importação dos chamados “troféus” para o Reino Unido ”.

Um porta-voz do Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais disse sob as regras da Cites que tais troféus só podem ser trazidos para o Reino Unido sob regras estritas.

No início deste ano, a ministra do Meio Ambiente, Therese Coffey, disse que estava planejando uma mesa redonda com organizações de todos os lados do debate em torno da caça aos troféus em um futuro próximo.