Cerca de 40 coelhos abandonados após a Páscoa são resgatados por adolescentes

Foto: WAN/Reprodução

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Um grupo de adolescentes salvou a vida de 37 coelhos que foram abandonados na floresta de Portage, Indiana (EUA); provavelmente por algum criador inescrupuloso que tentou lucrar com os animais inocentes antes do fim de semana de Páscoa.

De acordo com o jornal Northwest Indiana Times, Johnny Frazier, 18 anos, que estava entre os jovens que resgataram os coelhos, descreveu o evento que se desenrolou na noite de quinta-feira, quando ele e seus amigos avistaram os animais deslocados que “pareciam estar acostumados a ficar perto de humanos”, como uma surpresa inesperada.

O adolescente responsável pelo resgate explicou que havia procurado a polícia, o Portage Animal Control (Centro de Controle de Animais) e a Hobart Humane Society (ONG de bem-estar animal), em busca de ajuda. Infelizmente, nenhum dos solicitados deu um passo à frente para ajudar os jovens, apenas um deles afirmou que “não tinha condições de absorver a multidão de coelhos.

Os rapazes perceberam que eles eram a única chance de sobrevivência dos coelhos, tomando assim a decisão de ajudar os animais. Eles reuniram a maioria dos coelhinhos e os realocaram temporariamente na casa do avô de Frazier.

A Fazenda da Erin, uma instituição sem fins lucrativos que funciona como abrigo e também conta com uma equipe resgate de animais, sediada em Hobart, estava entre aqueles que posteriormente ajudaram com o resgate dos coelhos.

Foto: WAN/Reprodução

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“Nenhum dos coelhos é castrado, então estamos assumindo que todas as fêmeas estão grávidas”, afirmava um post na página da ONG no Facebook, afirmando também que nenhum abrigo para animais ou coelhos aceitou esses animais que foram claramente negligenciados antes de serem descartados.

“Meu medo é que estes coelhos tenham sido usados como reprodutores de quintal, criados para que seus bebês fossem vendidos em lojas para a Páscoa. Entre os resgatados não há apenas jovens coelhos, mas muitos adultos que provavelmente foram muito explorados já e não produzem mai,s por isso foram descartados, por não dar mais lucro” dizia o post da ONG.

A Fazenda da Erin também compartilhou seu apreço pelo grupo de “bons samaritanos e resgatantes locais que capturaram todos os coelhos, encontraram casas para eles e voltaram à floresta no escuro tentando pegar o resto”.

Depois de doar gaiolas e suprimentos para coelhos, a Fazenda da Erin levou seis dos coelhos para seu santuário, que estarão disponíveis para adoção após 30 dias, depois de serem liberados por veterinários.

Petiscos de Páscoa são opções para presentear animais

Os animais também podem comemorar a Páscoa, celebrada neste domingo (21), com petiscos e produtos personalizados. O G1 consultou lojas que vendem produtos para saber sobre produção e preços. E também buscou orientações de um veterinário para saber sobre os riscos do chocolate no organismo dos animais.

Ovos de Páscoa para cachorro são apostas de pet shop de Uberlândia — Foto: Flaviane Azambuja/G1

Uma pet shop no bairro Martins, em Uberlândia (MG), tem diversas opções de produtos. “Nós encomendamos um bolinho de páscoa com flocos de carne, também conhecido como Colomba Pascal, ovinhos de chocolate e ovo de Páscoa, que custa R$ 25. Também temos adereços temáticos”, disse a empresária Fernanda Pereira Faria.

Os itens de Páscoa variam de R$ 2 a R$ 25 e os acessórios são encontrados a partir de R$ 3. De acordo com a empresária, a expectativa é que as vendas aumentem 15% no estabelecimento e a saída de chocolate gire em torno dos 30% nesse período.

A empresária ainda contou à reportagem que a procura vem de tutores que gostam de mimar os companheiros de quatro patas.

A gerente de projetos Michelle Martins costuma comprar chocolate para o cão dela. “Eu trato meu cachorro como um membro da família, como um filho mesmo. Então ele também merece um petisco na Páscoa” disse.

Mas nem todos os animais são adeptos de produtos diferentes. Como por exemplo a yorkshire da advogada Cristiane de Faria. Ela contou que a alimentação da cadela de dois anos sempre é a base de ração.

“Eu não costumo dar outros tipos de alimentos para a Olívia além da ração. Já tentamos agradá-la com petiscos, mas ela não sabe brincar e também é muito pequena. Quanto experimenta esse tipo de comida, ela deixa de se alimentar por dias esperando o agrado”, disse a advogada Cristiane de Faria.

Cuidados

O veterinário Cláudio Yudi fez um alerta sobre os riscos alimentar aos animais com chocolate feito para pessoas. “Embora muito saboroso para humanos, há duas substâncias no chocolate para consumo humano, a teobromina e a cafeína, que são altamente tóxicas para cães. Portanto, não devemos oferecer tal alimento para eles”, ressaltou.

O veterinário ainda disse que essas substâncias, encontradas em maior quantidade em chocolates amargos, podem causar diarreia, vômito, tremores nas patas, fraqueza, aumento da quantidade ingestão de água, aumento do volume de urina, febre e convulsão.

“Os sintomas aparecem entre seis e 12 horas após a ingestão, podendo ocasionar até a morte do animal. Não existe tratamento específico para este tipo de intoxicação, sendo necessário, na maioria das vezes, a internação do animal e controle dos sintomas por meio de medicamentos e fluidoterapia”, contou o veterinário à reportagem.

Sobre a produção caseira do petisco para os animais, o veterinário disse que só vale aqueles que contêm apenas aromas e essências de chocolate. As indústrias têm estes tipos de substância disponíveis para os cães, mas somente de uso industrial.

“Fazer um agrado com guloseimas, festas e outras mordomias para os nossos queridos amigos peludos é sempre muito bom, mas devemos sempre ser muito responsáveis pela alimentação e que não haja exageros. Eles merecem todo o nosso respeito”, completou o Cláudio.

Fonte: G1

Celebre a Páscoa estendendo a compaixão a todos os seres vivos

Foto: Pixabay

A Páscoa é comumente conhecida como uma celebração cristã em homenagem à ressurreição de Jesus Cristo três dias após a crucificação. Ela também possui uma vertente hebraica mais antiga, uma celebração de oito dias que comemora a libertação do povo hebreu do cativeiro egípcio. A palavra Páscoa é uma derivação do termo hebraico Pessach, que significa “passagem”.

Diante disto é possível inferir algumas reflexões sobre o que significa esta data e o quanto ainda devemos avançar e clarear a consciência para transformar sua essência em realidade. Anualmente, milhões de animais em todo o mundo sofrem torturas indizíveis por meses para satisfazer alguns minutos de prazer e satisfações de seres humanos em ceias de Páscoa.

Foto: Pixabay

Aprisionados e condenados à morte, animais criados exclusivamente para o consumo humano nunca têm a oportunidade de respirar ar puro, alimentar e acarinhar seus filhotes ou brincar e interagir de forma saudável com outros membros de sua espécie. Antes de chegarem a supermercados e açougues, passam toda a vida em locais imundos, pequenos, sofrem com ferimentos, doenças e maus-tratos, como milhares de investigações secretas realizadas em todo mundo comprovam.

Além da crueldade extrema que sofrem porcos, vacas, peixes e galinhas, há também a indústria paralela que explora animais como objetos recreativos. Milhares de coelhos, pintinhos e patinhos são dados como presentes e lembrancinhas para crianças, para posteriormente serem abandonados após seus tutores perceberem que cuidar de um ser vivo requer muita responsabilidade, tempo e recursos.

Foto: Pixabay

Quando não são abandonados em parques ou abrigos, muitos desses animais possuem destinos aterradores como serem mortos para consumo humano ou esquecidos em gaiolas até o fim de suas vidas. Fazer de um animal um novo membro da família é um grande ato de compaixão, mas dá-lo de presente como uma lembrança simbólica impulsiva definitivamente não é a melhor maneira de fazê-lo.

Compartilhar o pão na Páscoa é uma excelente oportunidade de repensar hábitos e propor atitudes que possam fazer do planeta um lugar melhor e mais pacífico para se viver. Uma chance de olhar de forma compassiva para todos os animais indefesos que compartilham conosco nossa caminhada neste mundo e concluir que todos têm direito à vida, à liberdade e à felicidade.

Prefeitura de Pato Branco (PR) usa coelhos vivos em decoração de Páscoa

Imagens registradas por moradores de Pato Branco (Fotos: Divulgação)

Enquanto o Governo do Paraná, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, está realizando a campanha “Páscoa Consciente!”, contra a objetificação dos coelhos na Páscoa, a Prefeitura de Pato Branco (PR) está utilizando coelhos vivos na decoração da “Páscoa Feliz” na Praça Presidente Vargas.

A iniciativa, embora pareça inofensiva a muita gente, pode despertar em muitos visitantes, principalmente crianças, o interesse por comprar coelhos. No entanto, coelhos não são brinquedos ou presentes que podem ser descartados a qualquer momento.

Como bem destacado pela campanha “Páscoa Consciente!”, do Governo do Paraná, após a Páscoa muitos coelhos são abandonados em lixeiras, parques e praças, e acabam morrendo de frio e fome. Outros são atropelados ou atacados por cães.

Ainda assim, a Prefeitura de Pato Branco, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, emitiu nota informando que os animais em exposição no cenário da “Páscoa Feliz” são muito bem tratados e estão em um ambiente em adequadas condição de higiene.

A prefeitura alega que o uso de coelhos é resultado de um “estudo técnico e legal” em relação ao tamanho, estrutura física e posicionamento do espaço aprovado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

Seja isso verdade ou não, visitantes tiraram fotos de coelhos deitados no piso de cimento depois de registrarem temperaturas superiores a 30 graus. E o que a prefeitura também parece não entender é que não se trata apenas de garantir o suposto bem-estar dos animais em exposição, mas sim que usá-los como “objetos de decoração” reforça uma ideia de que os coelhos estão disponíveis para atender todos os nossos caprichos humanos.

Imagine quantas crianças não passaram ou passarão por dia no cenário da “Páscoa Feliz” ansiando por um coelho? Simplesmente porque acharam os animais bonitinhos. Sem dúvida, a exposição, ainda que de forma não intencional, acaba incentivando a objetificação e o comércio de coelhos.

Cerca de 30% dos britânicos planejem refeições sem carne na Páscoa

Foto: Reprodução | Meu Bistrô

Quase um terço dos britânicos que incluem carnes e produtos de origem animal em sua dieta estão planejando consumir opções vegetarianas e veganas nesta Páscoa. A pesquisa One Poll, realizada pela empresa The Meatless Farm Co., ouviu cerca de mil pessoas e concluiu que 30% dos entrevistados darão uma chance à compaixão no feriado que celebra a ressurreição de Jesus.

Para o CEO de The Meatless Farm Co., Rob Woodall, é impossível ignorar as transformações do mundo em relação à conscientização sobre o meio ambiente, os direitos animais e a saúde. “Estar atento à forma como vivemos e nos alimentamos tornou-se uma prioridade no mundo de hoje e os números revelam uma enorme mudança no sentido de comer mais vegetais no Reino Unido. Uma em cada oito pessoas se identifica como vegetariana ou vegana”, disse em entrevista ao Plant Basead News.

E completa: “Pequenas mudanças podem ter um grande impacto e é ótimo ver que muitos britânicos que comem carne estão agindo. Se as pessoas trocassem apenas uma refeição por semana sem carne poderia fazer uma grande diferença. Devemos investir em alternativas saborosas e familiares. Para muitas pessoas, dietas baseadas em produtos de origem estritamente vegetal não são uma moda passageira, não tem a ver apenas com uma escolha alimentar, é encontrar um equilíbrio entre o que é saudável, saboroso e bom para o planeta”, concluiu.

Campanha incentiva as pessoas a não comprar coelhos na Páscoa

De iniciativa da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo do Paraná, a campanha “Páscoa Alternativa” foi lançada na última terça-feira (9). O objetivo é incentivar as pessoas a buscar alternativas à compra de coelhos nesta época do ano.

Foto: Divulgação / SEDEST

Por serem associados à Pascoa, é comum que coelhos sejam comprados com a aproximação dessa data. Muitos deles são tratados como objetos adquiridos para presentear as pessoas, especialmente as crianças. No entanto, passada a euforia da época, o animal frequentemente é deixado de lado e, em muitos casos, devido aos gastos e trabalho que dão, os coelhos são abandonados.

Todos os anos, após a Páscoa, muitos desses animais são encontrados na rua em situação de completo abandono. Frágeis e indefesos, eles morrem atropelados, de frio, de fome ou até após serem mordidos por cachorros, que agem seguindo um instinto de defesa. As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

A Secretaria reforça que abandonar animais é crime e recomenda que as pessoas optem por alternativas ao comércio de coelhos e comprem, por exemplo, chocolate ou até mesmo coelhos de pelúcia, que trazem consigo a representatividade da Páscoa, mas evitam abandono e maus-tratos.

Abril Laranja

Neste mês é comemorado o Abril Laranja, instituído pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais. A data é dedicada à prevenção aos maus-tratos a animais e tem o objetivo de fazer as pessoas refletirem sobre o tema.

A crueldade cometida contra os animais, que o Abril Laranja tem o intuito de combater, não se restringe, porém, à violência física. Também configuram maus-tratos ações de negligência e omissão que resultem em sofrimento, inclusive psicológico, ao animal, como abandonar ou manter o animal permanentemente preso a correntes, deixá-lo sem abrigo para proteção da chuva e do sol, não fornecer alimentação adequada e cuidados veterinários, privá-lo da ventilação ou luz solar, mantê-lo em locais pequenos e sem higiene, entre outros.

Denúncias de maus-tratos contra animais podem ser feitas, em Curitiba, através do número 156, da prefeitura. Nas demais localidades, a população deve se informar sobre o canal de denúncia de cada município, que geralmente são as secretarias de Meio Ambiente ou a própria prefeitura.

Páscoa: chocolate é tóxico para animais e pode levá-los à morte

Na Páscoa, o consumo do chocolate aumenta significativamente. Os animais, no entanto, não podem comer nenhuma quantidade do produto, que é tóxico para eles. Isso porque o fígado dos cães e gatos não metaboliza a teobromina, uma substância presente no chocolate que está relacionada à quantidade de cacau e afeta o sistema nervoso central dos animais.

Foto: Pixabay

“Dependendo da quantidade ingerida e do tamanho do animal, os sintomas vão desde vômito, diarreia, taquicardia até convulsões, podendo levar à morte em alguns casos”, alerta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News.

Os chocolates amargos e mais escuros, que têm maior concentração de cacau, são ainda mais tóxicos. No entanto, o chocolate branco e ao leite também fazem mal à saúde dos animais. As informações são do portal Terra.

O risco existe desde pequenas a grandes doses ingeridas pelo animal. Além disso, como a teobromina demora até seis dias para ser eliminada pelo fígado, ela é perigosa tanto para os animais que consumiram muito chocolate de uma só vez, quanto para aqueles que ingeriram poucas quantidades em dias sucessivos.

A substância, no entanto, não é o único problema. Isso porque o chocolate tem altas doses de gordura e açúcares, o que também faz mal aos animais.

Caso o animal acabe ingerindo chocolate, a orientação é levado ao veterinário com urgência. A quantidade necessária a ser consumida para causar intoxicação varia de acordo com o tamanho do animal, o estado de saúde dele, a sensibilidade individual e o tipo de chocolate ingerido.

Os sintomas de intoxicação costumam aparecer cerca de quatro a cinco horas após a ingestão do chocolate. “O aparecimento de convulsões significa um prognóstico ruim na maioria dos casos e, muitas vezes, podem resultar em morte”, ressalta Vininha.

É importante, portanto, não só não oferecer chocolate ou produtos que contenham chocolate aos animais, como estar atento e não deixar ovos de páscoa, bombons e similares em locais aos quais cachorros e gatos tenham acesso.

“Se a ideia for presenteá-los com guloseimas alusivas à data comemorativa, opte pelas fabricadas com ingredientes próprios para seu consumo. O mercado oferece muitas opções, incluindo chocolates sem cacau e açúcar e petiscos em formato de cenoura e coelho”, conclui Vininha.