Conheça os cuidados com os animais domésticos durante as temperaturas mais baixas

Foto: GLADSKIKH TATIANA/SHUTTERSTOCK

Foto: Tatiana Gladskikh/SHUTTERSTOCK

Dia 21 de junho marca a chega oficial do inverno, estação em que as temperaturas normalmente caem, os dias se tornam mais nublados e secos e os cuidados com os animais requerem atenção especial.

Em janeiro de 2016 um cãozinho que morreu congelado na rua em Seaville em Nova Jersey no EUA comoveu o mundo. A foto do animal foi utilizada em uma campanha de conscientização para tutores manterem seus animais dentro de casa no inverno.

Sujeitos ao frio, resfriados e condições de saúde como nós, os animais precisam de cuidados redobrados e atenção especial na estação mais fria do anos pois só tem aos tutores para protege-los e prover-lhes os cuidados adequados em caso de necessidade.

Muitos tutores de cães acreditam equivocamente que, como os animais domésticos têm um “cobertor próprio” de pelo, eles podem tolerar o frio melhor do que os humanos. Este não é necessariamente o caso. Como nós, essas criaturas cobertas de pelos estão acostumadas com o calor do abrigo interno de uma casa e o frio pode ser tão duro para eles quanto é para nós seres humanos. Seja qual for o ponto de vista adotado pelo tutor no inverno, uma coisa é certa: é uma época em que os animais domésticos precisam de um pouco de cuidado extra.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Embora o animal doméstico da família possa amar passear e passar o tempo ao ar livre, no inverno até mesmo o cão mais agitado pode ficar com frio. Orelhas, patas e rabos são suscetíveis ao frio.

É importante levar seu cachorro para passear, fazer exercícios e brincar, mas dê preferencia a sair com ele apenas no sol, quando a temperatura cair, não o deixe ao ar livre por longos períodos de tempo. Uma boa regra é sair com ele e voltar quando você estiver pronto para entrar, ele provavelmente também estará. Se ele estiver sozinho no seu quintal, verifique com frequência para se certificar de que ele não está mostrando sinais de frio.

Alguns cães são abençoados com uma pelagem espessa que os mantém aquecidos naturalmente, mesmo em temperaturas muito baixas, mas cães com pelagem fina podem precisar usar um suéter ou agasalho quando saem para passear no inverno.

Uma boa pelagem deve ir do pescoço até a base da cauda e também proteger a barriga. Mas mesmo os casacos caninos não evitam o frio nas orelhas, nos pés ou da cauda, por isso, mesmo com um agasalho confortável, não mantenha o seu cão de pelo curto por muito tempo exposto a temperaturas muito baixas.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Animais domésticos não devem dormir em um piso frio no inverno. Escolher a cama certa é vital para garantir que seu cão ou gato fique aquecido. Cobertores podem criar um ambiente confortável; camas levemente levantadas podem manter seu cão fora dos pisos frios ou do concreto, e camas aquecidas próprias para pets podem ajudar a manter a rigidez das articulações do envelhecimento. O ideal é colocar a cama do cão ou gato num local quente, longe de correntes de ar, azulejos ou pisos frios, de preferência em seu local favorito onde ele já durma todos os dias, para o animal não se sinta desconfortável em uma área desconhecida.

Se está muito frio para uma pessoa ficar na rua sem casaco, provavelmente está muito frio para um cachorro também, então é importante prestar atenção ao seu comportamento enquanto ele estiver ao ar livre.

Foto: Barkinglotinc

Foto: Barkinglotinc

Ao perceber que o cão está choramingando, tremendo ou aparentando ansiedade, e parou de brincar e parece estar procurando por lugares para cavar, então é hora de trazê-la para dentro.

Cães idosos

O tempo frio freqüentemente agrava condições médicas existentes em cães, particularmente artrite. É muito importante manter um regime de exercícios com o seu cão artrítico, mas tenha em atenção as superfícies escorregadias e certifique-se de que o seu cão tem uma área de descanso quente e suave para recuperar após a atividade.

Se você ainda não deu ao seu cão sênior um suplemento comum natural para lubrificar as articulações e aliviar o desconforto da artrite, talvez seja melhor adicionar uma delas no inverno. Assim como as pessoas, os cães são mais suscetíveis a outras doenças durante o inverno.

Foto: Petradioshow

Foto: Petradioshow

O clima rigoroso do inverno traz uma grande variedade de preocupações aos proprietários responsáveis. O frio intenso, a umidade paralisante ou os ventos cortantes podem causar desconforto para esse cão especial em sua vida. Prestar atenção especial ao bem-estar do seu amigo durante a temporada de inverno irá garantir que ambos aproveitem a temporada ao máximo.

Mantenha estas dicas de cuidados de inverno em mente e aproveite tudo o que o inverno tem para oferecer. E não se esqueça de que o inverno aconchega-se ao seu amigo canino e é uma ótima maneira de todos se aquecerem.

Fonte: Dogs Naturally Magazine

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Espaço para animais domésticos é inaugurado em praça em Santo André (SP)

Um espaço denominado “PetPraça” foi inaugurado, na última semana, pela Prefeitura de Santo André (SP) na Praça Presidente Kennedy, na Vila Bastos. Durante a inauguração foi anunciada também a criação da Diretoria da Causa Animal, que passa a fazer parte da Secretaria de Meio Ambiente.

Foto: Reprodução / Repórter Diário

“Em Santo André, cerca de 40% das famílias tem um animal em casa. Por isso, elaboramos a construção deste espaço exclusivo e financeiramente barato feito pela nossa equipe. Com este sucesso, a proposta é ampliar esta iniciativa, por isso vamos levar este modelo para mais 10 praças até 2020”, disse o prefeito Paulo Serra. “Ideia surgiu por sugestão dos usuários da praça, em especial do Grupo Auamigos, que faz um trabalho com os animais da região. Parabéns a todos os envolvidos”, completou. As informações são do portal Repórter Diário.

O prefeito falou, também, sobre a Diretoria da Causa Animal. “Neste segmento já temos a parceria do secretário de Meio Ambiente, Fabio Picarelli, a diretora de vigilância à saúde, Ana Lúcia Ferreira Oliveira Meira e agora o diretor do Departamento de Bem Estar Animal, José Henrique Mioto. Com isso iremos desenvolver ainda mais políticas públicas nesta área, que é sinônimo de qualidade de vida e companheirismo. Já tivemos mais de mil adoções nesta gestão, dobramos a capacidade das castrações e agora teremos mais obras, projetos e inaugurações para oferecer qualidade de vida em Santo André”, reforçou o prefeito.

O secretário de Manutenção e Serviços da Prefeitura de Santo André, Vitor Mazetti, comemorou a inauguração da PetPraça e lembrou que ela foi construída de maneira sustentável. “Tivemos investimento de baixo custo, cerca de R$ 8 mil, em que utilizamos materiais recicláveis, como tubos, dutos de PVC, entre outros, oferecendo funcionalidade e sustentabilidade. Tudo isso tem um simbolismo muito grande para todos, já que a comunidade pode conviver ainda mais de forma harmoniosa”, disse.

Esta é a segunda PetPraça instalada na cidade. A primeira está localizada na praça Marechal Hermes. O espaço recém-inaugurado conta com brinquedos para os animais, como passarela, gangorra, túnel de arcos, pneu e obstáculo com barra paralela, além de grama, areia e pedrisco no chão, iluminação, cerca com alambrado, bancos e papeleira.

“Por muitas vezes, vimos nossos animais presos na coleira, sem condições para correr livres e aproveitando este espaço da melhor maneira possível. Reunimos nosso grupo Auamigos, que já tem mais de 150 membros, e levamos nossas considerações à Prefeitura. Fomos prontamente recebidos e a equipe de lá já se organizou para que tudo fosse concretizado. Agora sim podemos curtir mais momentos tranquilos com animais”, disse Sônia Aparecida de Carvalho, idealizadora da Auamigos, do qual fazem parte um grupo de frequentadores da praça.


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Tutor ajuda seu cãozinho de 20 anos a passear por parque

A relação entre um cão e seu tutor ultrapassa o entendimento de muitas pessoas. Dependência, admiração, cumplicidade e fidelidade são sentimentos presentes durante toda a vida em que passam juntos. Não importa a idade, raça ou temperamento, estes animais incríveis ensinam muito sobre o que é o amor verdadeiro.

As imagens mostram o tutor Abraham, passeando com eu cão idoso ‘Gabriel’ por um parque infantil em Puente Alto, na Região Metropolitana de Santiago, no centro do Chile.

O animal sofre de problemas de mobilidade e se esforça para andar por conta própria e precisa ficar apoiado pelo estômago para se manter de pé. Lado a lado eles caminham com passos bem lentos e, de vez em quando, Abraham diminui ainda mais a velocidade para que Gabriel possa recuperar o fôlego e continuar seu passeio.

Um vizinho do tutor foi quem fez a filmagem e a compartilhou escrevendo: “Este é meu vizinho, ele é um homem admirável.”

“Ele anda com o cachorro todos os dias para que ele possa se exercitar.”

“Ele é um exemplo para todas aquelas pessoas que pensam em abandonar seus animais.”

De acordo com a mídia local, Gabriel está na família há 20 anos e Abraham não apenas cuida dele, mas também de seu irmão que vive acamado e de sua mãe idosa.

O lindo e comovente momento entre os dois encantou a internet.

“Belas imagens que são uma verdadeira demonstração de amor por um animal doméstico”, comentou Isa Gamboa.

“Isso é incrível, um exemplo real para a sociedade – é assim que devemos cuidar de todos os idosos e animais”, escreveu Gavita Gonzalez.

A verdade sobre os passeios com elefantes

Obrigados a trabalhar mais oito horas por dia, no calor escaldante elefantes são explorados pelo turismo | Foto: Animals Asia

Obrigados a trabalhar mais oito horas por dia, no calor escaldante elefantes são explorados pelo turismo | Foto: Animals Asia

No sudoeste da Ásia, em países como Indonésia, Tailândia e Vietnã, é comum encontrar ofertas de passeios com elefantes nos principais pontos turísticos. Esses passeios são oferecidos como parte do pacote de viagem em sites de agências de turismo famosas e inúmeras fotos de turistas montados em elefantes pelo mundo são postadas nas mídias sociais.

Emboscados na selva

Criar elefantes em cativeiro é reconhecidamente difícil e requer altos padrões de bem-estar.

Assim sendo, a grande maioria dos elefantes utilizados nos passeios com turistas foram capturados na selva.

Elefantes são animais altamente sociais e vivem em grande bandos na natureza. Jovens elefantes quando caçados são separados violentamente de suas famílias e amigos a quem eles provavelmente nunca mais verão de novo.

Traumatizados

Para fazer com que os elefantes obedeçam, eles devem temer humanos. Isto é feito por um processo chamado de “crush”, um método em que os animais são pressionados ao extremo até o ponto em que “quebram”.

Elefantes tem uma memória excelente e este abuso bárbaro é normalmente o suficiente para que eles permaneçam apavorados de medo de seus captores para o resto de suas vidas

Trabalhando até a morte

Uma vez que são vendidos para a indústria do turismo, os elefantes são obrigados a trabalhar para cobrir os gastos com sua manutenção (comida, abrigo) e gerar lucro para seus proprietários. Elefantes usados em passeios com turistas estão disponíveis praticamente o dia todo, todos os dias, com este único fim.

Quando não há turistas, os elefantes são amarrados e permanecem a espera deles. Quando os turistas chegam, os elefantes são obrigados a trabalhar por oito horas seguidas carregando em suas costas imensos grupos de pessoas num calor absurdo.

Não há leis que protejam os elefantes na indústria do turismo e o trabalho em excesso é uma forma comum de abuso. A imprensa do Vietnã reportou inúmeros casos de elefantes morrendo de exaustão e má alimentação nos últimos anos, é como se eles estivesse trabalhando até a morte, literalmente.

Exaustos e mal alimentados, elefantes sucumbem de cansaço | Foto: Animals Asia

Exaustos e mal alimentados, elefantes sucumbem de cansaço | Foto: Animals Asia

Incapazes de expressar comportamento naturais

No ambiente de cativeiro onde o bem-estar dos elefantes é deixado de lado em função do ganho financeiro, os animais inevitavelmente sofrem.

Na selva, elefantes estão habituados a andar por muitos quilômetros todos os dias em busca de sua comida preferida. Eles interagem o tempo todo com outros elefantes, criando laços pelo contato físico ou se comunicando através de longas distancias usando ruídos subsônicos

Elefantes adoram brincar e se banham na água antes de tomarem um “banho de poeira”, o que é feito na intenção de evitar ataques de parasitas.

Correntes curtas prendem os elefantes pelo tornozelo | Foto: Animals Asia

Correntes curtas prendem os elefantes pelo tornozelo | Foto: Animals Asia

Mas no cativeiro ou nos passeios com turistas nada disso é possível.

Quando não estão levando turistas nas costas por dinheiro, os elefantes ficam presos por correntes curtas, colocadas ao redor de seus tornozelos. Eles não tem oportunidade alguma de caminhar, procurar por comida, tomar banho no rio, ou interagir entre os seus iguais. Manter elefantes presos em condições como estas, onde eles não possuem sequer o básico para seu bem estar, causa sofrimento extremo a esses animais é uma forma de crueldade severa.

Dinheiro do turismo alimenta a continuidade desse ciclo

Tragicamente, a indústria do mundial do turismo alimenta a demanda por passeios de elefante. Enquanto os turistas estiverem dispostos a pagar para passear e interagir com os elefantes durante as férias, os animais continuarão a ser caçados e escravizados. Eles continuarão a ser vendidos e condenados à vidas de miséria e servidão, e serão espancados até quebrar seu espírito e sua vontade.

Elefantes asiáticos ameaçados de extinção

A situação do elefante asiático se encontra em estado crítico. A espécie está na lista de animais ameaçados de extinção pela IUCN – União Internacional Para Conservação da Natureza – e seus números só tem caído.

As maiores ameaças a continuidade da espécie na selva são as mortes causadas pela busca do marfim e a caça motivada pelo entretenimento e indústria do turismo.

A verdade é inegavelmente clara: ao fazer passeios de elefante, turistas se tornam cúmplices em um ato de extrema crueldade animal além de empurrar o majestoso elefante asiático mais rápido em direção a sua extinção.

Ativista publica carta aberta sobre crueldade dos passeios com elefantes

Abbas Mvungi é um ativista tanzaniano e fundador da Friends & Protectors of Wildlife Organization (FP Wildlife), uma organização que utiliza a educação para sensibilizar crianças e adultos sobre a importância da conservação da vida selvagem. No site, denunciam os problemas da caça na Tanzânia, a qual já eliminou cerca de 60% dos elefantes do país.

(Foto: Reprodução / Grito Silenciado Blogspot)

Numa tentativa de sensibilizar os turistas, Mvungi publicou uma carta aberta sobre a crueldade dos passeios com elefantes. Atualmente, ele está angariando fundos para a realização de um documentário sobre a caça. Interessados em colaborar podem fazer uma doação clicando aqui.

Confira a carta na íntegra:

“Queridos turistas,

Os elefantes não vos querem nas suas costas. Eles querem estar na selva, derrubando árvores e brincando nos rios. Isto é o que não vos dizem quando vocês vão montar um elefante. Para fazê-los carregar turistas, o que é algo totalmente contra o seu instinto, os seus espíritos precisam de ser quebrados.

(Foto: Reprodução / Grito Silenciado Blogspot)

Para isso, os bebês elefantes são torturados por cerca de três dias seguidos, num processo chamado Phajaan ou Crush – porque, basicamente, a tortura esmagará o espírito dos animais. Eles são amarrados, espancados, golpeados com anzóis e deixados com fome até que os seus olhos fiquem sem brilho e sem vida e deixem de resistir. Agora, o elefante está treinado e pronto para se submeter à vontade dos seus tutores e transportar turistas.

Vocês ainda querem ir lá e pagar por esta atividade turística cruel? Espero que não. Por favor, não montem elefantes! E, por favor, façam com que os vossos amigos e familiares saibam para não apoiar esta prática cruel.

Por Abbas Mvungi”

Fonte: Grito Silenciado Blogspot