Hotel de luxo abandona o uso de foie gras por razões éticas

Foto: PETA

Foto: PETA

Um hotel de luxo em Bath abandonou o foie gras após anos de campanha da ONG vegana Viva !.

Em 2011, a Viva! liderou uma campanha bem-sucedida em parceria com a Bath & North East Somerset Council para proibir a venda de foie-gras em todos os pontos de venda registrados pelo conselho em todo o distrito.

O Gainsborough Bath Spa adotou essa política agora, retirando o controverso alimento de seu cardápio.

Foie Gras

O foie gras é condenado no mundo todo devido ao seu método desumano de produção. Gansos e patos são alimentados à força, fazendo com que seus fígados inchem até 10 vezes o tamanho normal e depois são mortos.

De acordo com Viva!, isso prejudica a função dos órgãos, restringe o fluxo sanguíneo e dificulta a respiração das aves.

Foto: Woodstock Sanctuary

Foto: Woodstock Sanctuary

A produção de foie gras foi proibida em vários países – incluindo a República Checa, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Noruega, Polônia, Turquia e Reino Unido, mas os varejistas ainda podem importá-lo da França, onde cerca de 75% do foie gras do mundo é produzido.

”Emocionados”

“Nossa campanha de sucesso para proibir a venda de foie gras nos restaurantes em Bath, apoiada pelo vereador Paul Crossley, foi muito bem recebida pelos estabelecimentos locais e pelo público. E por isso estamos muito satisfeitos com o The Gainsborough – um hotel que pretende estabelecer o padrão ouro para hotéis de luxo – estendeu esta proibição ao seu menu, “Viva! O gerente de campanhas, Lex Rigby, disse em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Dado que a produção de foie gras é proibida no Reino Unido devido à prática desumana de alimentação forçada, a ideia de que o foie gras é um item de luxo é uma piada de mau gosto. Esperamos que este compromisso seja um precedente para outros hotéis não apenas em Bath, mas em todo o Reino Unido e no mundo”.

“Esta vitória não poderia ter acontecido sem o compromisso e vigilância contínuos do Conselho de Bath & North East Somerset e estamos orgulhosos de trabalhar com eles nesta questão. Há ainda mais trabalho a ser feito até que esta indústria cruel chegue ao fim, é um lembrete oportuno para todos os fornecedores em Bath e esperamos ver um compromisso mais amplo do setor de hospitalidade “.

O Conselheiro Dine Romero, líder do conselho de Bath & North East Somerset, acrescentou: “Saudamos intensamente a decisão sensata do Gainsborough de remover o foie gras de seu cardápio. O conselho simplesmente não pode apoiar a venda de alimentos que envolvam tal crueldade em sua produção”.

“Simplesmente bárbaro”

“É difícil até de acreditar que o foie gras existe. Alimentar os animais até que seu fígado aumente dez vezes o tamanho original é simplesmente bárbaro, e o rótulo de ‘luxo’ que o produto ostenta é quase risível”, disse Connor Jackson, CEO da Open Cages (Gaiolas Abertas, na tradução livre), em comunicado enviado ao Plant Based News.

“Estamos absolutamente entusiasmados em ver as empresas optarem por enfrentar o sofrimento desnecessário ao fechar as instalações da fazenda de criação de gansos ou abandonarem o uso de foie gras em seus cardápios. Qualquer restaurante do Reino Unido que ainda esteja servindo foie gras vai dar uma boa repensada em suas práticas: a crueldade contra animais é um mau negócio.”

A Open Cages está pedindo que Michael Gove e o governo do Reino Unido proíbam a venda de foie gras, pós-Brexit, e também convocando os restaurantes a remover o produto, que é resultado de crueldade e abuso, de seu cardápio.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Animais têm patas arrancadas e até cabeça decepada em Patos (PB)

Um filhote de cachorro foi encontrado neste sábado (29) com a patinha traseira mutilada. O cachorrinho agonizava de dor e foi resgatado por estudantes da UFCG de Patos, no Sertão da Paraíba. Um gato teve as quatro patas arrancadas. Outro teve as duas patas arrancadas e a cabeça decepada.

Foto: Reprodução / Portal Patos Online

As cenas foram flagradas em várias localidades, entre as quais bairros Mutirão, Jatobá, Monte Castelo e também centro de Patos. Na manhã deste sábado (29), o caso foi levado ao conhecimento da Delegacia de Polícia Civil e um Boletim de Ocorrência (BO) registrado.

O crime grotesco pode estar sendo cometido pela mesma pessoa. É o que acredita Alick, pois em anos anteriores o fato foi registrado neste mesmo período. A estudante está contando com o apoio da Organização Não-Governamental Adota Patos para saber os passos que podem ser dados para que o crime seja interrompido.

A ONG Adota Patos pede a ajuda da sociedade patoense para encontrar o criminoso. Que souber informações que leve ao suspeito deve ligar no número 197 (Disk-Denúncia).

Foto: Reprodução / Portal Patos Online

Fonte: Patos Online


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA!


Documentário conta a história da mulher que arriscou tudo para resgatar e abrigar aves

Foto: Supplied

Foto: Supplied

O documentário premiado, For The Birds (Pelos Pássaros, na tradução livre), dirigido pelo cineasta vegano Richard Miron, tem atraído a atenção do publico e da crítica por onde passa.

O filme consta a história de Kathy cujo amor por seus patos, galinhas, gansos e perus – todos os 200 deles – chama a atenção de resgatadores de animais locais e coloca seu casamento em perigo”, diz a sinopse do filme.

Miron conheceu Kathy em 2011, quando ele estava trabalhando como voluntário para o santuário Woodstock Farm Sanctuary. Miron seguiu com sua câmera enquanto os trabalhadores do abrigo tentavam negociar com Kathy a liberação de seus animais domésticos.

Mas a devoção de Kathy a seus pássaros – e seu fervor em proteger a vida que construiu com eles – logo fascinou Miron, cujo filme contempla o impacto do amor de Kathy pelas aves.

“For the Birds” permanece com Kathy por mais de cinco anos, documentando as consequências pessoais e jurídicas da paixão de Kathy, observando sem julgamentos sua luta, seu sofrimento e suas alegrias, segundo o site Plant Based News.

“Quando fui fazer esse filme, meu plano inicial era contar uma história sobre resgate de animais, mas apresentá-lo sob de vários pontos de vista”, diz Miron.

“Mas como a história teve incontáveis reviravoltas nos últimos cinco anos, ela se transformou em algo que eu nunca poderia ter previsto. Quanto mais eu filmava, mais inspirado eu era para me aprofundar na história humana permeando a história dos pássaros.”

Mas o que faz “For the Birds” se destacar é sua edição primorosa de acordo com o New York Times, que cuidadosamente constrói uma história a partir de múltiplas perspectivas, simpatizando com Kathy, Gary e os trabalhadores do santuário Woodstock Farm Sanctuary. Miron evita conclusões fáceis sobre o que leva Kathy a resgatar as aves e seu amor por elas, e ele fica com ela o tempo suficiente para a sua história surpreender.

A recompensa de sua paciência é um retrato psicológico que desenvolve mais mistérios quanto mais revela. De sujeira e do abandono, brota a vida – não menos preciosa por suas origens enlameadas ou tristes.

O documentário, que foi exibido em mais de 20 festivais de cinema ao redor do mundo, recebeu o Grande Prêmio do Júri de Melhor Documentário no New Orleans Film Festival e no Ridgefield Independent Film Festival.

Algas impedem livre acesso de gansos e patos a lago em São Pedro (SP)

Uma denúncia feita pelo morador de São Pedro (SP) e proprietário da página do Facebook SOS Meio Ambiente São Pedro, Haroldo Botta, indicou que o excesso de algas no lago do bairro Novo Horizonte está prejudicando a qualidade de vida dos gansos e patos que vivem no local.

Foto: Haroldo Botta

“Ano passado a prefeitura fez uma limpeza por causa de excesso de taboas, assim como do aumento da profundidade do lago. Levaram um mês para fazer isso, em agosto, e levou mais de dois meses para encher novamente”, disse Botta. “Não demorou um mês e estava tomado por essas algas, que impedem 13 gansos, e 16 patos de nadarem, ou terem uma vida saudável no local”, completou.

Botta afirma que visitou o lago na última semana e constatou “uma saída de esgoto do bairro, e que provavelmente é a causa da eutrofização”. Eutrofização é o crescimento excessivo de plantas aquáticas em um nível que afeta o uso desejável da água.

A ANDA entrou em contato com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro (SAAESP) para buscar explicações sobre o possível despejo irregular de esgoto no lago, mas recebeu a resposta, do diretor-presidente do órgão, Thiago Silva, de que o lago em questão não era de responsabilidade da SAAESP e que, portanto, o órgão não tinha informações a respeito do que poderia ou não estar sendo despejado no local. Thiago ainda repassou à questão à prefeitura, a quem repassou a responsabilidade por dar explicações sobre o assunto.

Foto: Haroldo Botta

A ANDA tentou contato com a prefeitura, através dos telefones disponíveis no site oficial do município, mas não conseguiu contato. Por essa razão, um e-mail foi enviado para Luis Carlos Piedade, responsável pela Secretaria de Obras, Meio Ambiente e Serviços Públicos. Piedade, no entanto, não respondeu ao questionamento da redação sobre o possível despejo irregular de esgoto no lago.

Botta lembrou ainda que “o vereador Robson Pedrosa (PSL) fez um requerimento em novembro do ano passado, e reiterou o pedido mês passado” para que alguma providência sobre o excesso de algas no lago fosse tomada, “mas até agora nada foi feito”.

Foto: Haroldo Botta

Ao ser questionado sobre a chance das algas terem nascido em excesso devido à limpeza feita em 2018 pela prefeitura no lago, Botta afirmou que “há algumas possibilidades quando se mexe num local como esse: excesso de luz do sol, adubos, ou esgoto”. Ainda segundo ele, “com o acúmulo de algas, a água pode ficar ácida e prejudicar a saúde dos animais”. Apesar de afirmar que a limpeza pode ter interferido na questão, Botta acredita que é mais provável que um possível despejo irregular de esgoto no local seja “a causa desse desequilíbrio”.

O morador contou ainda que os peixes que viviam no lago foram retirados do local. Ele não soube informar para onde os animais foram levados e, devido à impossibilidade de contato com a prefeitura, a ANDA não conseguiu essa resposta. Botta afirmou também que pretende acionar a unidade de Piracicaba, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que é responsável por fiscalizar questões ambientais em São Pedro.

“Os animais na cidade são considerados como ‘coisas’ pela atual administração”, criticou Botta.

Foto: Haroldo Botta

Foto: Haroldo Botta

* Por Mariana Dandara

Produtor de foie gras usa óleo de motor para lubrificar os tubos enfiados na garganta dos gansos

Foto: Unsplash/Krzysztof Kowalik

Foto: Unsplash/Krzysztof Kowalik

O foie gras é um alimento produzido às custas de muito sofrimento e dor de gansos e patos indefesos, mas considerado uma “iguaria de luxo”. Produzido do fígado de aves que são engordadas por meio de uma alimentação forçada onde grãos de milho são enfiados pela goela abaixo dos animais indefesos por meio de um tubo, um processo cruel conhecido como “gavagem”.

De acordo com uma investigação secreta do grupo de bem-estar animal Open Cages, uma fazenda na Ucrânia, a MHP Farm, que é uma das principais produtoras de foie gras, tem usado óleo de motor para lubrificar esses tubos de alimentação antes de empurrar violentamente a comida pelas gargantas de gansos e patos.

Os gansos também foram vistos sendo violentamente jogados em gaiolas, o que os feria. Algumas aves machucadas e mortas também foram deixadas sofrendo e apodrecendo em pilhas, em vez de receberem cuidados médicos.

O investigador disfarçado disse ao Independent que os gansos estavam claramente em sofrimento após serem alimentados à força e jogados de lado, com alguns deles vomitando e ofegantes ao extremo.

Foto: Change.org

Foto: Change.org

“O que eu vi não pode ser comparado com o que eu originalmente esperava ver. Eu trabalhei lá por cerca de um mês para não causar suspeita saindo logo depois do primeiro dia, mas foi muito difícil para mim ”, disse ele.

“Eles trazem aves para reprodução em um caminhão. Em cada seção deve haver 12 aves, mas na verdade existem cerca de 40, portanto eles já estão em um estresse terrível e são agressivos um com o outro ”.

“Eu vi muitos casos em que as aves tentavam sair da gaiola, mas se feriam nos pinos do equipamento e imediatamente morriam diretamente sobre as demais ou sangravam até morrer”.

A MHP, maior produtora de aves da Ucrânia, mantém cerca de 20 mil aves em sua unidade industrial de foie gras. Ela conseguiu vender 50 mil toneladas de foie gras no ano passado, que foram em sua maioria produtos exportados.

“As práticas documentadas aqui foram vistas repetidas vezes em fazendas de foie gras, o que significa que qualquer foie gras vendido em lojas no Reino Unido veio de fazendas com níveis semelhantes de crueldade contra animais”, disse o Representante da Open Cages no Reino Unido, Connor Jackson.

Foto: Unsplash/Krzysztof Kowalik

Foto: Unsplash/Krzysztof Kowalik

“Ao permitir a venda de foie gras em nossas lojas e restaurantes, estamos colocando dinheiro nos bolsos dessa indústria vergonhosa”.

“Enquanto o foie gras importado permanece no cardápio, os gritos desses animais sofridos e macerados nos assombrarão nos próximos anos”.

Em resposta, um porta-voz do MHP disse em uma declaração: “Nós levamos nossas responsabilidades em relação aos animais que criamos muito a sério”.

“A política da MHP sobre o tratamento humano dos animais foi criada de acordo com as melhores práticas globais e abrange o processo desde a produção até o embarque, com um ciclo integrado de revisão e melhoria contínuas”.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

“Como exportador certificado para a UE, nossas instalações são regularmente auditadas pelas autoridades competentes.”

“Se nossos altos padrões de qualidade não forem cumpridos, tomaremos medidas imediatas para corrigir isso. Não vamos comprometer o bem-estar animal ”, concluiu o porta-voz.

Garotinha de 9 anos pede aos vândalos que parem de matar os patos do lago

Foto: Grimsby Telegraph / BPM Media

Foto: Grimsby Telegraph / BPM Media

Uma menina ficou desolada depois de ter se deparado com três latas de lixo, enormes e lotadas, jogadas por vândalos em um lago do parque onde ela costuma ir.

Yaela Crane, de 9 anos, passou seu feriado de páscoa arrastando com varas de pescar e retirando o lixo do lago e colocando cartazes de conscientização em volta do parque, incentivando as pessoas a reciclarem seu lixo em dispensadores especializados nessa operação, em vez de jogá-lo no lagos.

Apesar de todo o seu trabalho duro e dedicação, os cartazes foram rasgados e despejados junto com as lixeiras na noite de segunda-feira.

As lixeiras estavam cheias de porcarias que são tóxicas para a vida selvagem, incluindo detergentes, sacos de lixo para recolher coco de cães, alimentos para animais em decomposição, bandejas usadas em refeições para viagem e xícaras de café, junto com garrafas e latas de plástico.

Acredita-se que um grupo de jovens arrastou as lixeiras por uma longa distância até o People’s Park, em Grimsby (Inglaterra), antes de levá-las deliberadamente e jogá-las na água.

Foto: Grimsby Telegraph / BPM Media

Foto: Grimsby Telegraph / BPM Media

Yaela disse: “Eles têm que parar isso ou para de frequentar o parque”.

“Não queremos pessoas assim em nosso parque. As pessoas querem poder ver os patos e os cisnes. Esta é a casa deles. Nós não queremos que eles morram”.

Sua mãe, Nicola Bainbridge, disse: “As crianças testemunharam tantas coisas no parque, incluindo patos e cisnes sendo massacrados ao longo dos anos”.

“As crianças visitam os animais todos os dias. Elas fizeram cartazes e os colocaram em árvores com a ajuda do meu irmão que mora em frente ao parque”, disse a mãe de Yaela.

Mas até isso esse vândalos foram capazes de destruir. “É um parque tão bonito. Mas as pessoas fazem essas coisas horríveis”.

“É constante e não é justo que as crianças vejam isso”.

Foto: Grimsby Telegraph / BPM Media

Foto: Grimsby Telegraph / BPM Media

O vereador Matthew Patrick disse que conversou com oficiais da polícia para garantir que o lixo seja limpo. “É horrível”, concordou ele.

Parques são espaços abertos para todos desfrutarem. Eles estão abertos a pessoas que os respeitam.

“Espero que quem fez isso seja pego pela polícia. Esta é a minoria que estraga um espaço comunitário para a maioria”.

Startup francesa pretende lançar o foie gras livre de crueldade em 2023

A nova startup francesa de tecnologia de alimentos, Suprême, decifrou o código para criar foie gras (ou patê de fígado de ganso) através do uso da agricultura celular, sem a necessidade cruel e repugnante de alimentar forçadamente patos e gansos até que seus fígados fiquem hipertrofiados.

“Tudo começa por um ovo de pato ou ganso”, descreve a empresa em seu site. “Pegamos algumas células desse ovo e lhes abastecemos com todos os recursos que são necessários para crescer. Finalmente, nós ajustamos a combinação desses nutrientes para replicar naturalmente o efeito da alimentação forçada no nível das células”.

A empresa planeja estrear seus primeiros produtos de foie gras até 2023.“Queremos reinventar a mais controversa delicadeza francesa— foie gras”, disse o fundador da Suprême, Nicolas Morin-Forest.

“Hoje, 67% dos consumidores franceses rejeitam a maneira como é produzido o foie gras.” Além do patê, as startups do setor de carnes baseadas em células estão trabalhando para criar versões livres de morte de muitos produtos animais de considerados de luxo, incluindo o bife japonês wagyu, lagosta e atum rabilho.

Como é feito o foie gras

A produção deste patê tido como “iguaria francesa” é um dos exemplos mais cruéis de exploração e violência contra os animais. Para arrancar o fígado de patos e gansos e fazer o famigerado prato, os exploradores primeiro precisam deixar o órgão doente e hiperatrofiado para isso as aves são engordadas de maneira forçada, várias vezes por dia, tendo um tubo de metal de 20 a 30 centímetros enfiado na garganta até o estômago.

A ave tem de que engolir em somente alguns segundos uma quantidade tão grande de milho, que o fígado acaba por atingir praticamente dez vezes o seu tamanho normal, e desenvolve uma doença chamada esteatose hepática.

Pouco após este choque diário da engorda, a ave sofre imediatamente de diarreias e vômitos. Além disso, as dimensões do seu fígado hipertrofiado tornam a respiração difícil e o movimento doloroso.

Se este tratamento continuasse, provocaria a morte dos animais engordados. Mas os executores agem antes e tiram a vida desses animais indefesos. Os mais fracos chegam muitas vezes à sala de matança já moribundos, e outros tantos nem conseguem resistir até lá: a taxa de mortalidade dos patos é de dez a vinte vezes mais elevada durante o período de engorda.

Essa rotina cruel e desumana a que são submetidos esses pobres seres é inaceitável. O boicote desse tipo de alimento é imperioso e além de ser a atitude ética e compassiva correta a ser tomada é uma luta que precisa ser abraçada em favor do bem-estar e das vidas desses animais indefesos.

Ativistas protestam em restaurante londrino pela proibição do foie gras

Foto: Animal Equality

O protesto da Animal Equality UK em frente ao restaurante Duck and Waffle faz parte de uma campanha nacional que pede ao governo do Reino Unido a proibição da importação do produto e levará as pessoas às ruas em 10 cidades: Londres, Arundel, Bath, Cheltenham, Colchester, Dundee, Hull, Huntingdon, Peterborough e Portsmouth.

A ação foi coordenada pela agência global de proteção animal Animal Equality, que documentou o sofrimento extremo de patos e gansos em dezenas de fazendas de foie gras na França e na Espanha. As informações são do Plant Based News.

O foie gras

“Embora seja ilegal produzir foie gras no Reino Unido devido ao extremo sofrimento causado pela alimentação forçada, ainda causamos que um quarto de milhão de patos e gansos sofram essa agonia a cada ano importando quase 200 toneladas desse produto cruel”. disse o Dr. Toni Shephard, diretor executivo da Animal Equality UK.

“Como uma nação de amantes de animais, isso não pode continuar. Estamos pedindo que Duck e Waffle proíba o foie gras de seu cardápio enquanto continuamos a pressionar o governo por uma proibição de importação.”

A Animal Equality acrescenta que a campanha #FOIEGRASFREEGB é apoiada por MPs e celebridades entre os partidos, incluindo Evanna Lynch, Ricky Gervais, Rachel Riley, Susie Dent, Joanna Lumley e Peter Egan. Com o Reino Unido deixando a UE, não há barreira legal para promulgar uma proibição.

A Índia é atualmente o único país do mundo com essa lei. Mais recentemente, em janeiro de 2019, a proibição da Califórnia à venda e produção de foie gras foi confirmada pelo Supremo Tribunal.

Chef de cozinha acena com patos mortos para ativistas veganos durante protesto

Foto: DxE

Clément Leroy, chef do restaurante, interrompeu o protesto sacudindo os animais enquanto os ativistas gritavam: “Não é comida, é violência.” Os membros da DxE protestavam contra o uso do foie gras no restaurante The Square, em Mayfair.

De acordo com um dos ativistas, o chef “parecia estar orgulhoso da crueldade envolvida.”

“Ele estava acenando cadáveres em volta da área de preparação de alimentos”, acrescentou.

“Tenho certeza de que os oficiais locais de segurança alimentar estarão interessados ​​em suas ações.”

“O DxE é uma organização mundial de defesa dos direitos dos animais que promove protestos pacíficos para despertar a sociedade para a crueldade e o sofrimento envolvidos na produção de carne, laticínios, peixes e ovos“, disse um comunicado do DxE.

“Nosso objetivo é despertar a compaixão das pessoas a fim de criar um mundo vegano.”

Anti-vegano

Sv3rige, que está preparando uma ‘turnê’ anti-vegana pela Europa, comeu a cabeça de um porco cru, no evento anual VegFest de Brighton, no Reino Unido. O patético youtuber realizou a mesma manifestação macabra no ano passado em um festival de comida vegana em Amsterdã.

“O cara que come porcos mortos crus apareceu no VegFest. Para comer seu porco morto cru na frente de todos nós … O que é meio triste!”  Vir a um evento vegano para comer uma cabeça de porco crua como se fosse uma conquista? “, twittou Veggie Vince, um influente vegano.

Ativistas da  Direct Action Everywhere, ficaram em volta do homem, segurando cartazes dizendo “carne é assassinato” e “Não é comida, é violência”.

“Eles começaram a perturbar as crianças e os membros do público, e com isso em mente, a polícia chegou, deu-lhes um aviso e mandou-os embora”, contou o gerente da Vegfest UK, Tim Barford. As informações são do Plant Based News.

“O interessante foi que tínhamos membros do público que comiam carne dizendo que esse espetáculo revoltante os encorajara a desistir de comê-la. Parece que o protesto anti-vegano realmente encorajou as pessoas a se tornarem veganas.”

Suprema Corte dos Estados Unidos defende proibição do foie gras na Califórnia

A Suprema Corte dos Estados Unidos confirmou nesta segunda-feira (07) a proibição do foie gras na Califórnia, encerrando uma longa batalha legal entre ativistas pelos direitos animais e defensores da prática abominável.

Foto: Pixabay

O mais alto tribunal dos EUA rejeitou um recurso apresentado por produtores de foie gras contra uma lei que proíbe a venda de produtos obtidos a partir de gansos ou patos forçados a uma alimentação excessiva para aumentar seu fígado. As informações são da ABS CBN News.

A lei, aprovada em 2004 pela Califórnia em nome dos direitos animais, traz uma multa de US $ 1.000.

Entrou em vigor em 2012, foi suspensa pelos tribunais em 2015 – mas depois foi confirmada em recurso em 2017.

Produtores de foie gras do Canadá e de Nova York, junto com um dono de restaurante da Califórnia, apelaram para a Suprema Corte em defesa dessa iguaria que eles chamaram de “talvez a comida mais difamada e incompreendida do mundo”.

Eles argumentaram que um estado não poderia proibir um produto autorizado pelo governo federal.

Eles tiveram apoio da França que chamou a lei da Califórnia de “um ataque à tradição francesa gastronômica e cultural”.

Foto: Pixabay

O tribunal superior descartou o recurso sem explicação. Como tal, a lei da Califórnia permanece em vigor.

“Esta vitória dos animais reflete incansáveis ​​esforços de ativistas para se opor à indústria arcaica do foie gras”, disse o grupo de defesa dos animais PETA.

“Agora que a Califórnia pode impor essa proibição, a PETA pede que as pessoas denunciem qualquer restaurante que seja pego servindo essa prato ilegal e terrivelmente produzido”, disse a presidente da PETA, Ingrid Newkirk, em um comunicado.