Peixe-boi Paty se prepara para retornar à natureza

Por David Arioch

A fêmea com quatro anos e nove meses foi levada, entre os dias 29 e 30 de julho, para o cativeiro de aclimatação em Porto de Pedras, em Alagoas (Foto: Michelly Gadelha)

De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o peixe-boi Paty está se preparando para voltar para casa. A fêmea com quatro anos e nove meses foi levada, entre os dias 29 e 30 de julho, para o cativeiro de aclimatação em Porto de Pedras, em Alagoas, na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais.

Lá, ela será preparada para a soltura, devendo se adaptar às variações das marés, interagir com outros animais do manguezal e receber alimentação natural. Paty é o primeiro encalhe de filhote vivo de peixe-boi em Alagoas, ocorrido em outubro de 2014, na praia de Pratagy em Maceió. Durante os anos de permanência no cativeiro, o animal se desenvolveu bem e hoje tem 2,48 metros de comprimento, pesando 317 quilos.

Na época, o peixe-boi foi resgatado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) e pelo Instituto Biota de Conservação, e foi transportado para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS/ICMBio em Itamaracá (PE). As equipes ainda tentaram encontrar a mãe do filhote recém-nascido, mas ela não foi localizada.

Segundo a coordenadora-substituta do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene) e responsável pelas ações de conservação do peixe-boi marinho, Iara Sommer, é uma fêmea com comportamento bastante sociável com as outras fêmeas, contudo, mantém uma postura arisca quando se sente ameaçada, demonstrando que, apesar do tempo em cativeiro, apresenta características positivas para um animal que em breve será reintroduzido.

O transporte do peixe-boi Paty da base avançada do Cepene até o cativeiro natural em Porto de Pedras, na APA Costa dos Corais, foi realizado por via terrestre utilizando um caminhão munck, em uma piscina forrada com colchões umedecidos. A ação teve início na segunda às 23h30, com a retirada do animal do recinto, estabilização na piscina e formação do comboio com seis veículos, incluindo dois batedores e o caminhão.

O trajeto durou mais de cinco horas e durante todo o período o animal teve sua temperatura, frequência cardíaca e comportamento monitorados por uma equipe composta pela veterinária Michelly Gadelha, biólogos e tratadores.


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Filhote de peixe-boi é resgatado na Flona de Caxiuanã (PA)

Por David Arioch

O peixe-boi foi encontrado este mês pelos moradores da comunidade Itaperú, no Rio Anapú (Foto: ICMBio)

Servidores da Floresta Nacional de Caxiuanã (PA) resgataram um filhote de peixe-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis). O animal é um macho de aproximadamente um mês de idade, pesa seis quilos e foi batizado de Itaperúzinho, em homenagem à comunidade ribeirinha onde o localizaram.

O peixe-boi foi encontrado este mês pelos moradores da comunidade Itaperú, no Rio Anapú, se debatendo às margens do rio, e, segundo os moradores, não estava junto da mãe. Os moradores resgataram o animal e entraram em contato com a chefia da Flona de Caxiuanã. Foi acionado então um plano de resgate do mamífero, já que devido ao pouco tempo de idade e a identificação de ferimentos, havia risco de morte.

Itaperúzinho foi colocado num tanque improvisado e transportado até o município de Portel, com apoio da Coordenação Regional do ICMBio de Belém, que disponibilizou um veterinário especializado para prestar as orientações sobre os cuidados preliminares a serem adotados. Depois o mamífero foi transportado para Santarém, onde existe um centro de reabilitação e reintrodução da espécie à natureza.

Este é o segundo resgate de peixe-boi da Amazônia na Flona de Caxiuanã. Em 2016, foi resgatada na Vila do Brabo, na comunidade Santo Antônio, uma fêmea chamada Kaluanã. Ela também recebeu os cuidados iniciais da equipe da Flona e posteriormente foi auxiliada pelo Grupo de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (GEMAM) e veterinários do grupo Bioma, pertencente à Universidade Federal do Pará (UFPA).

Kaluanã foi transferida para o zoológico da Unama, em Santarém, para receber os cuidados necessários para sua reabilitação e devolução ao seu habitat.

Filhote de peixe-boi é encontrado preso à rede de pesca no interior do AM

Um filhote de peixe-boi foi encontrado nesta sexta-feira (19) no município de Silves, a 206 km de Manaus (AM). As pessoas que o encontraram acionaram as autoridades.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros informou que o filhote foi encontrado em uma rede de pesca. Bombeiros lotados no município de Itacoatiara, a 270 km de Manaus, realizaram o resgate.

O animal foi levado em seguida para o quartel dos Bombeiros, onde foi entregue à Polícia Ambiental.

O filhote foi encaminhado para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), na Zona Centro-Sul da capital amazonense.

Fonte: G1

Filhote de peixe-boi é resgatado por agentes ambientais no Pará

Um filhote de peixe-boi com pouco mais de um mês de vida foi encontrado sozinho por moradores da comunidade Maria Tereza, em Óbidos, no Pará.

Foto: Ascom Prefeitura de Óbidos/Divulgação

O animal foi resgatado por agentes ambientais na terça-feira (2) após os moradores acionarem a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema). Para levar o filhote em segurança até a sede da secretaria, uma operação foi montada. As informações são do portal G1.

A equipe que fez o resgate afirmou que o peixe-boi está sendo alimentado e recebendo os primeiros cuidados. Ele ficará aproximadamente seis meses sob os cuidados da Sema, por ser um filhote. Depois, será devolvido à natureza.

O animal marinho deve ser levado para um sítio. O local adequado para a transferência dele ainda está sendo avaliado pela Secretaria.

O peixe-boi amazônico mede entre 2,8 a 3,0 metros de pesa até 450 quilos. Dócil e com movimentos lentos, o animal é vulnerável e corre risco de extinção. Apesar da espécie ser protegida desde 1967, esse animal ainda é vítima da caça. Além disso, a morte acidental em redes de pesca, o encalhe de filhotes órfãos e a degradação ambiental também oferecem riscos à sobrevivência do peixe-boi.

Ele tem o corpo escuro, com uma mancha esbranquiçada ou rosada no peito. Ao contrário do peixe-boi-marinho e do peixe-boi-africano, esse animal não tem unhas nas nadadeiras peitorais e é o único a viver exclusivamente em água doce.

O peixe-boi-da-amazônia é herbívoro e se alimenta de capins flutuantes, tendo papel fundamental na cadeia alimentar e no ecossistema aquático onde vive, já que ele controla o crescimento dessas plantas e também fertiliza o solo das águas com suas fezes e urina, contribuindo para a manutenção do ambiente.