Homem cria “cadeira de rodas flutuante” para salvar a vida de peixinho-dourado

Foto: Caters

Foto: Caters

Muitas pessoas preferem a companhia animais fofinhos e peludos, mas não todos, há também aqueles que amam os animais domésticos que vivem a água, como os peixinhos-dourados.

Embora seus tutores não possam realmente acariciá-los como a um cão ou um gato, isso não significa que eles não amem seus minúsculos companheiros. Tomemos por exemplo, o estilista de 32 anos Henry Kim, da Coréia do Sul, que tem um amor inegável pelo seu peixinho-dourado.

O homem de bom coração e apaixonado por peixes garante que nenhum animal é deixado para trás quando se trata de cuidado e atenção, seja marinho ou terrestre. Então, depois de perder alguns deles para uma doença, Henry inventou uma “cadeira de rodas flutuante” que salvou a vida de seu amado peixe.

Foto: Caters

Foto: Caters

Infelizmente, peixinhos-dourados são conhecidos por serem comumente afetados pela doença da bexiga natatória. Esta doença perturba sua capacidade de regular adequadamente o ar que entra e sai da bexiga natatória, fazendo com que os peixes nadem de lado ou de cabeça para baixo.

“A desordem da bexiga pode ser causada por muitas razões, como comer demais ou por nadar em águas impuras. Eu normalmente a encontro em peixes que vem da Tailândia ou da China para a Coréia ”, disse Henry.

Foto: Caters

Foto: Caters

Para ajudar o peixe, Henry teve uma ideia brilhante. Ele decidiu criar um dispositivo minúsculo que faz com que o peixe permaneça em uma posição correta enquanto estiver debaixo d’água.

Depois de passar inúmeras horas on-line procurando idéias e pesquisando maneiras de resolver o problema, Henry inventou algo que ele chama de “cadeira de rodas flutuante” – um dispositivo de flutuação feito de plástico que permite que os peixes afetados nadem normalmente.

Foto: Caters

Foto: Caters

“Peixes com esse problema só vivem alguns meses, mas graças a esse dispositivo, um dos meus peixes viveu até os cinco meses de idade. Minha cadeira de rodas “flutuável” os ajuda a se manter à tona e ter uma vida mais longa ”, disse Henry.

Henry Kim | Foto: Caters

Henry Kim | Foto: Caters

Assista ao vídeo do peixe dourado aproveitando a invenção de Henry abaixo:

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Pescador corta barriga de filhote de tubarão-martelo e o joga de volta ao mar para morrer

Por Rafaela Damasceno

Ryan Dowling foi testemunha de um assassinato cruel em Queensland, na Austrália. Ele afirma ter visto um pescador rindo enquanto cortava um filhote de tubarão-martelo, espécie ameaçada de extinção, da cauda até a cabeça. Depois, o homem jogou o animal agonizante de volta à água, sabendo que ele morreria.

O pescador segura o tubarão-martelo pequeno em uma das mãos

Foto: Ryan Dowling , Facebook

Ryan disse ao Yahoo News que o ato era assombroso e que não havia motivo algum que pudesse justificá-lo. Ele ainda contou que conseguiu tirar fotos do crime e levará às autoridades.

Ele postou a foto em seu Facebook com a legenda: “Que diabos há de errado com as pessoas atualmente?”. Um outro pescador respondeu que odeia os tubarões quando está pescando, mas que sempre os solta quando se prendem em suas iscas. “É rápido tirá-los do anzol e devolvê-los ao mar”, escreveu ele.

O doutor Leo Guida, da Sociedade Australiana de Conservação Marinha, reconheceu o animal como um tubarão-martelo-recortado. A espécie está ameaçada de extinção e precisa ser extremamente protegida, porque além de tudo ajuda a manter o ecossistema marinho sob controle.

“Os tubarões-martelo-recortados diminuíram aproximadamente 84% nas águas de Queensland”, afirmou ele.

O pequeno filhote de tubarão-martelo é segurado pelo pescador

Foto: Ryan Dowling, Facebook

A espécie, assim como os outros tubarões, é essencial para a saúde da Grande Barreira de Corais, porque mantém a cadeia alimentar regular. A barreira tem mais de dois quilômetros de extensão e é considerada o maior organismo vivo da Terra. Além disso, abriga diversas espécies – entre elas peixes, estrelas-do-mar, moluscos, tartarugas, golfinhos e tubarões.

A pesca é sempre prejudicial ao ecossistema. Ela afeta diretamente na cadeia alimentar dos animais e pode prejudicar permanentemente as vidas marinhas.


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Peixe espadarte é torturado e morre ao ser atacado por banhistas na Grécia

Por Rafaela Damasceno

Inicialmente confundido com um tubarão, um espadarte (peixe que pode atingir até 4,5 metros e um peso de 540 kg) foi atacado por banhistas na praia de Chalkida, na Grécia. Desesperado e claramente assustado, ele tentou fugir e nadar para longe, mas foi puxado pela cauda diversas vezes enquanto várias pessoas observavam, gravavam e riam. Alguns lançaram objetos em sua direção.

Acredita-se que o espadarte tenha nadado até águas tão rasas para pôr ovos. De acordo com a WWF (World Wide Fund for Nature), pescadores estão capturando muitos espadartes novos que não chegaram a se reproduzir.

Os espadartes são muito populares em pratos de frutos do mar e por isso são pescados há décadas. Eles costumam ser encontrados em todo o mundo, nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, assim como no mar Mediterrâneo.

Um espadarte nadando no mar

Foto: Franco Banfi/Getty Images

Com o aumento da pesca, o número de espadartes está diminuindo cada vez mais.  Eles são capturados antes de ter uma chance de procriar.

No vídeo divulgado pelo site Daily Mail, é possível perceber que o grupo que persegue o animal parece encarar aquilo como um jogo. Eles riem, agarram, puxam, batem, como se ali não estivesse uma criatura viva.

Ninguém fez nada para impedir a perseguição cruel.

Mais de 100 peixinhos dourados morrem ao serem usados como decoração em casamento

Foto: Unsplash/kazuend

Foto: Unsplash/kazuend

Uma dama de honra compartilhou a história on-line contando como o casamento de sua melhor amiga foi fácil de ser planejado, tudo ja estava pré-embalado na sala de recepção do buffet, no salão de festas onde seria realizada a festa – incluindo convites, bolo, bufê, mesas, cadeiras e decoração.

A única personalização da celebração em que a noiva teria que decidir e opinar era a peça central de decoração que ficaria sobre as mesas dos convidados.

“O local oferecia uma variedade de recipientes de vidro que a noiva poderia preencher com o que quisesse”, escreveu a dama de honra no fórum. “Vasos cilíndricos altos, pratos decorativos, tigelas, globos, este tipo de enfeite”.

“A forma do recipiente escolhido por ela dependia do que a noiva pretendia exibir nela. Ela queria flores? Velas? Seixos? Não, ela teve uma ideia bem mais sinistra”.

A dama de honra então revelou o que fez de sua ex-melhor amiga uma bridezilla (noiva monstro): descrita como amante de animais, às vezes vegetariana outras vegana, e apoiadora pública da PETA – incoerentemente a noiva queria ter um par de peixinhos dourados vivos em um globo de vidro como peça de enfeite central de cada mesa.

Quando questionada sobre o que seria feito dos peixinhos após o casamento, a noiva disse que eles seriam levados para casa pelos convidados como uma lembrança do evento.

A dama de honra expressou suas preocupações com o bem-estar dos animais e apontou que nem todos gostariam de levar para casa o peixinho dourado, mas a noiva descartou suas preocupações e seguiu em frente com o plano.

Embora a dama de honra tentasse ficar de olho nos pares de peixinhos dourados nas decorações centrais das mesas, a maioria deles já havia morrido durante a noite.

Nenhum dos convidados levou para casa os peixinhos, o que deixou a equipe do buffet sem saber o que fazer com eles.

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

A noiva e o noivo também partiram rapidamente para sua lua de mel, não se preocupando em assumir a responsabilidade alguma sobre o ocorrido, o que deixou a dama de honra encarregada em lidar com os peixinhos dourados abandonados.

“Naquela noite, entrei numa grande loja de animais de estimação com meu enorme vestido de cetim de festa vermelho comprido até o chão, saltos batendo nos ladrilhos e comprei um grande tanque retangular, um filtro e algumas embalagens de comida para peixe”, disse ela.

“Alguns deles já estavam mortos quando cheguei em casa e mais morreram na manhã seguinte. Mais mortes ocorreram de novo à tarde, à noite e na manhã posterior. No terceiro dia, restaram cinco vivos e fomos perdendo um peixinho por dia até restar apenas um.

“E o último? Está vivo a cinco anos. Eu o batizei de Sun. Ele ficou comigo por mais tempo do que minha amizade com a noiva durou e muito mais do que o casamento dela”.

Esta não é a primeira vez que uma noiva foi chamada de “bridezilla”(noiva monstro) por agir contra os animais.

Neste mês, uma noiva desabafou suas frustrações em uma página de casamento no Facebook, ao se recusar a fornecer “comida especial” para veganos e outros convidados com restrições alimentares, enfatizando que ela “não é responsável pelas necessidades alimentares” de seus convidados.

Ela deixou claro que não forneceria alimentos à base de vegetais para seus amigos veganos, então eles precisavam trazer sua própria comida, o que resultou em uma reação de revolta nos membros do grupo de casamento no Facebook.

No início deste ano, uma noiva vegana também enfrentou reações adversas tanto de veganos como de comedores de carne por proibir todos os seus parentes que comiam carne, incluindo seus pais, de ir ao seu casamento.

Os veganos a apoiaram por escolher realizar um casamento vegano, pois se alinhava ao estilo de vida livre de crueldade deles, mas ao mesmo tempo eles chamaram a atenção de noiva para o modo como ela estava tratando sua família, especialmente quando os chamava de “assassinos”.

Hambúrguer e filés de peixe veganos chegam ao Brasil

Foto: VegNews

Foto: VegNews

A marca brasileira de alimentos veganos Superbom recentemente lançou um hambúrguer “que sangra” como o produto de origem animal e filés de peixe já prontos para a seção de congelados de supermercados no Brasil.

O Hambúrguer Gourmet – que é feito de proteína de ervilha e é isento de glúten e soja – tem um aroma, sabor e textura semelhantes aos hambúrgueres tradicionais.

“Para garantir o máximo de benefícios para os consumidores, desenvolvemos uma fórmula com alto teor de proteína – 15g de proteína por hambúrguer – suculência, fibra alimentar, vitaminas A, B12 e B9 e minerais como ferro e zinco”, Cristina Ferriera Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Superbom, disse ao site Food Navigator-Latam.

O maior desafio da empresa ao formular o hambúrguer foi conseguir uma textura comparável a um hambúrguer tradicional feito à base de animais, e a companhia conta que levou quase um ano para acertar. Os novos filés de peixe vegano do Superbom também são feitos com proteína de ervilha.

“O filé de peixe vegano é um item inovador porque há poucos alimentos veganos que simulam a carne de peixe no mercado brasileiro”, disse David Oliveira, Diretor de Marketing da Superbom. “Portanto, temos boas expectativas de receptividade dos consumidores com essa novidade.”

Semelhante às tendências em outras partes do mundo, a popularidade e a disponibilidade de hambúrgueres veganos inovadores estão crescendo no Brasil. Neste mês, a startup Fazenda Futuro começou a distribuir o Futuro Burger vegano – feito com a ajuda de inteligência artificial – em lojas e restaurantes no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Prejuízos para o meio ambiente causados pelo Brasil

O jornal The New York Times publicou uma reportagem especial e interativa destacando que carnes e laticínios produzidos no Brasil são piores para o meio ambiente em comparação aos produzidos nos Estados Unidos. A justificativa, referenciada por um estudo da Universidade de Oxford, é que a agropecuária brasileira ultrapassa a dos EUA em emissões de gases do efeito estufa.

Ainda assim, o NYT aponta que alimentos de origem animal como carnes e laticínios, independente de região ou país, juntos são responsáveis por 14,5% dos gases do efeito estufa gerados a cada ano – o que equivale às emissões de todos os carros, caminhões, aviões e navios do mundo todo.

Enquanto a carne tem a maior pegada climática por proteína, alimentos baseados em plantas têm o menor impacto. No ano passado, o estudo da Universidade Oxford publicado na revista Science calculou as emissões médias de gases de efeito estufa associadas a diferentes alimentos – reforçando e detalhando diferenças.

Considerada pelo jornal britânico The Guardian como a maior análise já feita sobre os efeitos da produção agrícola, a pesquisa intitulada “Reducing food’s environmental impacts through producers and consumers”, e realizada pela Universidade de Oxford, que reúne dados de quase 40 mil fazendas que produzem 40 produtos agrícolas em 119 países, informa ainda que 80% das áreas agrícolas do mundo são destinadas à criação de animais para consumo, o que é bastante prejudicial ao meio ambiente.

A reportagem do NYT também ressalta que alguns tipos de queijos podem ter impacto maior do que alguns tipos de carne – como a costeleta de cordeiro. Além disso, o que gera ainda mais preocupação, segundo a publicação, é que alguns especialistas acham que esses números podem subestimar o impacto do desmatamento associado à agropecuária, o que significa que pode ser ainda pior.

Porém há uma certa unanimidade em classificar os alimentos à base de plantas como mais benéficos ao meio ambiente do que qualquer dieta que contenha alimentos de origem animal. Para quem quer reduzir o seu impacto ambiental, o New York Times recomenda que comece cortando carnes e laticínios. A publicação também sugere o consumo de leguminosas em substituição às proteínas de origem animal.

Veterinário opera peixinho com tumor e salva sua vida

O peixinho oranda laranja, que tem um ‘capuz-bolha’ em sua cabeça chamado de ‘wen’, tem seis anos e precisou ser submetido a uma cirugia para a retirada de um tumor que atrapalhava sua visão.

O tutor procurou o veterinário Abou-Zahr, um exótico entusiasta de animais, quando percebeu que o ‘wen’ de Eric havia crescido demais, tirando sua visão.

O procedimento de 30 minutos aconteceu clínica veterinária da Great Western Exotics em Greenbridge, Wiltshire.

O Dr. Tariq Abou-Zahr disse: “Eric foi cedado usando um anestésico especial para peixes colocado em água”.

“Ele foi imerso inicialmente para dormir, então um tubo foi colocado em sua boca para permitir o fornecimento de anestésico e água sobre suas guelras durante todo o procedimento.”

A equipe usou uma pinça eletrônica para controlar a perda de sangue durante a operação.

“Nós usamos a cirurgia de rádio e instrumentos cirúrgicos muito finos para remover o tumor sob sua mandíbula”, acrescentou o Dr. Abou-Zahr.

“O tumor foi enviado para ser analisado e, felizmente, era benigno, embora bastante invasivo – o que significa que há uma chance de que ele retorne.”

“Os peixes são animais de domésticos como qualquer outro animal e é bom ter um tutor disposto a dar-lhes o melhor atendimento e tentar curá-los quando estão mal.

“Na verdade, só realizei esse tipo de operação três ou quatro vezes antes.”

“É uma pena que muitas pessoas não saibam que podemos fazer muito para tratar peixes hoje em dia. As pessoas tendem a descartá-los quando adoecem.

Eric se recuperou bem da cirurgia e já está de volta nadando em seu aquário.