Ativistas veganos pedem que a Prada abandone o uso de peles de animais exóticos

A casa de design Prada receberá um pedido formal para abandonar o uso de peles de animais exóticos em sua reunião anual em Milão, amanhã (01 de maio).

Ativistas veganos da PETA pedirão à Prada que alternativamente concorde em fazer visitas sem aviso prévio a seus fornecedores em conjunto com ONG para avaliar o bem-estar dos animais.

A gigante da moda admitiu no passado que não tem certeza de como os animais cuja pele a marca usa são tratados – o que levou a essa solicitação.

Animais exóticos e pele

“A PETA está confiante de que se os executivos da Prada puderem ver em primeira mão o sofrimento que é causado aos animais usados para fazer as malas, bolsas, pulseiras de relógio e sapatos da marca, eles acabariam com a venda de peles exóticas imediatamente”, diz a diretora da PETA, Elisa Allen.

“A Chanel baniu peles exóticas depois de reconhecer que não pode obtê-las eticamente, então a Prada deve seguir o exemplo e parar de lucrar com o sofrimento e a morte de avestruzes, crocodilos e outros animais selvagens”.

A ONG divulgou um vídeo, expondo as empresas que matam de avestruzes por sua pelugem, dizendo: “Como as imagens revelam, as jovens aves são mantidas em confinamentos insalubres antes de serem espremidas em caminhões de carga, transportadas para matadouros e finalmente eletrocutadas antes de suas gargantas serem cortadas”.

Foto: PETA Índia

Foto: PETA Índia

A instituição também investigou a indústria de peles de répteis, descrevendo as condições em que os animais eram mantidos em “pequenos e imundos cercados de concreto, alguns mais estreitos que o tamanho de seus corpos”, afirmando que “os crocodilos são mortos brutalmente por um corte imenso que abre seu pescoço de lado a lado e hastes de metal usadas para esmagar sua coluna vertebral.

Foto: PETA Índia

Foto: PETA Índia

Especialistas relatam que os crocodilos podem ficar conscientes por mais de uma hora após sua medula espinhal ter sido rompida.

Chanel e as peles exóticas

A PETA quer que a Prada siga os passos da gigante de moda francesa, Chanel, que anunciou ano passado que deixaria de usar peles de animais exóticos, incluindo peles de raposa; crocodilo; lagarto; serpente; e arraia. Enquanto alguns produtos ainda existem nas criações da Chanel, eles não serão mais usados nas próximas coleções.

Bruno Pavlovsky, presidente da Chanel Fashion e Chanel SAS, disse que se tornou cada vez mais difícil encontrar peles que atendam aos padrões da empresa em termos de ética e qualidade, e a marca voltará seu departamento de pesquisa sobre desenvolvimento de tecidos criados para as “indústrias agroalimentares”.

Ele acrescentou: “Nós fizemos isso porque a situação é óbvia, há muito sofrimento envolvido, ninguém nós impôs isso. É uma escolha livre”.

Celebração vegana

A notícia foi recebida com alegria e várias celebrações foram realizadas pelos ativistas veganos, incluindo os filiados à PETA.

“As rolhas de champanhe estão pipocando na PETA, graças ao anúncio da Chanel de que está abandonando o uso de pele e couro de animais exóticos – incluindo crocodilo, lagarto e cobra”, disse o diretor de Programas Internacionais da PETA, Mimi Bekhechi, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Por décadas, a PETA e suas afiliadas vinham pedindo à marca que optasse pela moda livre de crueldade em que nenhum animal teve que sofrer e morrer para que suas coleções de moda ganhassem vida, e agora é hora de outras empresas, como a Louis Vuitton, seguirem o exemplo da marca icônica e adotarem o mesma atitude ética”.

Músico Morissey pede à Canada Goose que pare de matar animais para fazer casacos

Foto: Charlie Llewellin

Foto: Charlie Llewellin

O músico e ativista vegano, Morrissey, pediu publicamente à empresa de moda Canada Goose que “pare de matar animais para fazer casacos”.

O cantor inglês, que está prestes a embarcar em uma turnê no país, escreveu para o diretor executivo da empresa, Dani Reiss, pedindo que ele “faça a escolha ética mais correta e pare de utilizar pele de coiote e penas de gansos” nos casacos da marca.

Ativistas da ONG PETA vão acompanhar Morrissey em sua turnê, coletando assinaturas de fãs, para uma petição que pede à companhia de roupas que “abandone o uso de peles e penas”.

Carta vegana

“A Canada Goose reviveu quase que sozinha a cruel indústria de armadilhas, na qual os animais presos podem sofrer por dias e tentar roer seus próprios membros antes que o caçador volte para espancá-los até a morte”, escreveu Morrissey na carta.

“Nenhum adorno de moda vale esse tipo de sofrimento. E os gansos são confinados em gaiolas apertadas e carregados por centenas de quilômetros para serem mortos, sob todas as condições climáticas possíveis, antes de serem pendurados de cabeça para baixo e terem suas gargantas cortadas – muitas vezes enquanto ainda estão conscientes – dessa forma suas penas podem ser enfiadas em jaquetas e casacos”, dizia o texto da carta.

“Essa faixa ou gola de pelo de coiote não mantem ninguém aquecido, e há uma abundância de materiais isolantes superiores que podem substituí-los, compostos de todo tipo de coisa, de lã biodegradável a cascas de coco. É por isso que outros fabricantes de roupas, incluindo For All Kind, Save the Duck e HoodLamb não usam mais com peles e penas em seus produtos”, conclui Morrisey na carta.

Morrissey e controvérsia

Morrissey enfrentou muita controvérsia em razão de alguns de seus pontos de vista nos últimos anos, por opiniões e declarações feitas por ele, como a que ele chamou os chineses de “subespécie” e classificou a carne halal como “algo maléfico”.

Em uma entrevista em 2018, o cantor ridicularizou o prefeito de Londres, Sadiq Khan, por seu sotaque, dizendo que “ele não era capaz de falar corretamente”.

Essas opiniões levaram alguns veganos a criticar o cantor, incluindo o proeminente blogueiro vegano e promotor de eventos Fat Gay Vegan, que escreveu um post sobre o cantor após a entrevista de 2018 dizendo: “A dedicação de Morrissey em salvar os animais não lhe dá um passe livre para promover o [partido político de extrema-direita] pela a Grã-Bretanha. Eu ainda escuto, ocasionalmente, músicas antigas dos Smiths e de Morrissey, mas a menos que ele mude radicalmente sua linguagem chula e as opiniões preconceituosas que ele promove, eu nunca comprarei outro lançamento musical ou ingresso de concerto até o dia que eu morrer”, disse o blogueiro vegano.

“Eu não sei se Morrissey é pessoalmente racista e nem estou declarando que ele seja. Estou afirmando apenas que não apoiarei um artista que usa seu discurso associado a políticos de extrema-direita que, na minha opinião, está repleta de racismo. Eu também continuarei a me opor a todas as pessoas que fazem o mesmo”, conclui Fat Gay.

Noruega vai proibir em 2025 criadouros de animais para extração de pele

O governo da Noruega apresentou ao Parlamento, na quarta-feira (10), um projeto de lei que proíbe a criação de animais para extração de pele. A proibição terá início em 2025 e é resultado de um acordo político feito em janeiro de 2018, quando o governo conservador se aliou ao pequeno partido liberal, que exigiu o fim da prática cruel.

Vison preso em gaiola onde ficará até ser morto (Foto: Pinterest)

O projeto conta com um programa de indenizações aos proprietários de criadouros e proíbe que animais sejam criados e mortos para “vender ou usar sua pele”. Para o setor peleiro, as indenizações tem valor insuficiente.

O governo determinou o pagamento de 500 milhões de coroas – o equivalente a cerca de 52 milhões de euros – em indenizações aos criadores para que eles busquem outras atividades no mercado de trabalho.

Atualmente, a Noruega é responsável por 1% da produção mundial de pele de vison e entre 2 e 3% da produção de pele de raposa.

A crueldade da indústria de pele

Os animais explorados pela indústria podem ser criados em cativeiro, mantidos aprisionados em gaiolas, vivendo vidas miseráveis, ou capturados no habitat, por meio de armadilhas frequentemente cruéis.

Quando o animal atinge a maturidade e o inverno chega – período em que o pelo está mais longo e abundante -, ele é morto. Essa morte pode ser provocada a pauladas, por estrangulamento ou eletrocussão. Neste último caso, os animais são eletrocutados a partir da introdução no ânus de ferramentas que fritam os órgãos internos.

Após a morte, os animais são escalpelados. Em casos mais cruéis, a pele é tirada com os animais ainda vivos.

Alemanha desativa última fazenda de pele do país

Foto: Unilad

Foto: Unilad

A fazenda que ficava em Rahden na Renânia, Norte-Vestfália, no oeste da Alemanha, “agora está vazia”, segundo a PETA, sinalizando o fim da produção de peles em mais um país da União Europeia.

A maioria das peles vendidas no mundo vem de fazendas de animais de criação, como martas, raposas, guaxinins, coelhos e chinchilas.

O fazendeiro já havia sido objeto de uma petição on-line, criada em março deste ano, exigindo o fechamento de sua fazenda.

O texto da petição, que teve mais de 1.300 signatários, dizia: “Embora as condições de manutenção dos animais sejam péssimas e signifiquem um sofrimento sem fim até uma morte causada por envenenamento por gás, o proprietário obteve permissão para continuar a tortura dos animais até 2022”.

Proibição de peles na Alemanha

De acordo com a PETA, o fazendeiro fechou a fazenda antes do prazo previsto em 2022, devido a pressão do governo e as inspeções frequentes e não anunciadas. Ele afirmou também sentiu o peso das pressões dos ativistas – a PETA, principalmente, vem fazendo fortes campanhas no país há mais de duas décadas.

A Alemanha proibiu as fazendas de peles em 2017 – o país deu aos agricultores um período de transição de cinco anos para a eliminação completa do setor. A PETA credita a vitória aos seus intensos esforços de campanhas, petições, protestos e anúncios contra as peles para ajudar a transformar o projeto em lei.

Segundo a PETA, a maior organização de defesa dos direitos animais no mundo, 85% das peles da indústria de peles vêm de animais mantidos em cativeiro em fazendas de produção de peles. “Essas fazendas geralmente abrigam milhares de animais, e os tipos de abuso, crueldade e assassinato com os quais essas instalações criminosas se envolvem são notavelmente semelhantes e hediondos em todo o mundo”.

Segundo a Fur Free Alliance, ONG que atua em defesa dos animais atingidos e explorados pela indústria de peles, as fazendas de pele tiram a vida de 100 milhões de animais no mundo todo a cada ano.

Felizmente a Alemanha agora é 100% livre de pele

A moda descarta o uso de pele

Etiquetas famosas de moda em todo o mundo, incluindo Armani e Tom Ford, começaram a mudar para o uso peles artificiais em suas coleções. Designers de marcas de luxo estão se posicionando contra a prática do uso de peles: Donatella Versace anunciou que se afastará do uso de peles ano passado, dizendo que ela não quer matar animais pela moda. Diane von Furstenberg recentemente retirou as peles e o angorá de suas coleções, e Jean-Paul Gautier chamou a indústria de “absolutamente deplorável” em novembro passado.

E os desfiles seguiram o exemplo; A Semana de Moda de Amsterdã, no mês passado, aconteceu sem o uso de peles, assim como a London Fashion Week no outono passado.

Proibição do uso de peles

Um número crescente de governos pelo mundo está aprovando legislações que proíbem o uso de peles; na União Europeia, a Noruega e a República Tcheca anunciaram a proibição das fazendas de peles no ano passado. Los Angeles tornou-se a maior cidade dos EUA a proibir o uso de peles em fevereiro, e a cidade de Nova York está atualmente se preparando para aprovar uma legislação semelhante.

Segundo a PETA, “muitas vozes poderosas”, incluindo Jhené Aiko, Penélope Cruz, Taraji P. Henson, Eva Mendes e a primeira-dama Melania Trump deram voz às campanhas anti-peles, “depois de aprender sobre a horrível crueldade por trás de cada casaco de pele”.

Mais de 60 mil focas são por mortas por ano no Canadá

Jonathan Hayward/Shutterstock

Jonathan Hayward/Shutterstock

A temporada anual de caça às focas bebês no Canadá corre o risco de continuar em um nível ainda pior uma vez que lobistas tem trabalhado fortemente junto ao governo para que sejam eliminadas as restrições vigentes aos massacres brutais.

O governo canadense permite o extermínio em massa desses animais com o objetivo de comercializar de sua pele. Notícias recentes relatam que novos e intensos lobbies tem ocorrido junto ao primeiro-ministro Justin Trudeau.

A temporada sangrenta tem atraído severas críticas de defensores dos direitos animais, os métodos cruéis usados pelos caçadores para matar as focas incluem empalamento, goles de machados e tiros.

A maioria dos animais mortos são filhotes que tem entre duas semanas e três meses de idade, fotos da ONG The Human Society mostraram os bebês sendo sendo espancados, macerados cruelmente antes de serem arrastados para os barcos de pesca.

Nos últimos cinco anos, mais de 1 milhão de focas foram mortas no país, não satisfeitos, os lobistas trabalham agora pela suspensão das normas protetivas nas licenças comerciais, permitindo a caça em uma reserva natural em Quebec e a liberação para o lançamento de uma caçada comercial em massa em British Columbia, segundo informações do jornal The Independent.

As focas mortas são em sua maioria focas brancas (Pagophilus groenlandicus) e em um grau menor focas cinzentas (Halichoerus grypus). Os números mostram que desde 2002 um número expressivo de mais de 2 milhões de focas brancas foram mortas, sendo que 66.800 apenas em 2016 – isso por menos de mil caçadores ativos.

Stewart Cook/Shutterstock

Stewart Cook/Shutterstock

O número recente de focas mortas apresenta uma queda significativa em relação aos números registrados em meados da década de 2000, com 218 mil focas mortas em 2008, 355 mil em 2006 e 366 mil em 2004.

A razão para a queda no número de animais mortos é a proibição em nível mundial (alcançando 37 países) da venda de peles de focas, o que levou o mercado global desse item ao colapso. Mas os defensores das focas afirmam que a cota de mortes aumenta a cada ano, mesmo com a diminuição da demanda por peles.

Assumindo a frente das acusações contra a caça na Costa Leste do Canadá, dentro e ao redor de Newfoundland, a ONG Humane Society argumenta que a atividade cruel esta sendo até subsidiada pelo governo desde que vários países no mundo proibiram as importações de peles de foca.

A entidade classifica a caça as focas como um ato brutal, economicamente nula e além de ser responsável por dizimar populações inteiras de animais.

Combatendo argumentos dos caçadores, o órgão afirma que, 6 mil pescadores participam do extermínio fora de temporada e isso equivale a apenas um vigésimo de sua renda.

Alguns grupos de lobby da indústria pesqueira tentam afirmar que as focas devem ser mortas para proteger os estoques de peixe, mas nada pode estar mais longe da verdade”, disse a ONG.

A Humane Society afirma que a verdadeira causa do esgotamento dos estoques de peixes na Costa Leste do Canadá é a pesca humana e não a ação das focas.

A Pacific Balance Pinniped Society (Sociedade do Equilíbrio de Pinípedes do Pacífico), um grupo de caçadores de focas, afirma que as águas ao redor de Britsh Columbia são “atormentadas por uma superpopulação” de focas e leões-marinhos, como forma de tentar justificar o sacrifício dos animais.

Os cientistas contestam este argumento e alertam que ele pode até pôr em perigo as baleias, afirmando que uma queda nas populações de focas, que são parte da cadeia alimentar desses cetáceos gigantes, pode impactar na alimentação deles.

Foto: Humane Society Internacional

Foto: Humane Society Internacional

“As focas estão sendo usadas como bode expiatório, assim como as baleias já foram acusadas uma vez pelo declínio da pesca”, disse Hal Whitehead, biólogo marinho de Halifax, Nova Escócia, ao The Guardian.

A Humane Society acusou a tentativa da associação de caçadores de colocar a culpa pela queda do número de peixes nas focas de “uma argumentação conveniente para a indústria pesqueira”. Dessa forma eles desviam a atenção de suas “práticas irresponsáveis e ambientalmente destrutivas que continuam até hoje”.

Relatos mencionam denúncias de filhotes sendo esfolados vivos e sua carne sendo deixada em pilhas para apodrecer, pois há mercado apenas para o óleo extraído das focas e para seus pênis que são tidos como afrodisíaco em algumas partes da Ásia.

A fim de evitar danos às peles, a maioria delas é morta com tacos ou “hakapik” – uma ferramenta desenvolvida especialmente para a caça as focas, que tem uma “cabeça” de martelo em uma ponta, usado para esmagar seus crânios de um lado e do outro um gancho para arrastar suas carcaças.

O extermínio vergonhoso desses animais foi amplamente prejudicado pela proibição da importação de peles de foca pela UE. A Índia juntou-se mais recentemente à proibição que une 37 países, incluindo os EUA.

Pamela Anderson parabeniza a proibição de peles e foie gras na Bélgica

Foto: Getty Images

Como ativista pelos direitos animais, Pamela Anderson escreveu para parabenizar Ben Weyts e o governo flamengo por sua decisão de proibir a criação de animais para peles e alimentação forçada para produção de foie gras. A criação de peles já está proibida na região da Valónia e em Bruxelas, embora nenhuma delas tivesse instalações de cultivo de peles.

Em julho do ano passado, o governo flamengo decidiu proibir as duas atividades e, na semana passada, a medida foi aprovada pelo parlamento flamengo.

“Fico feliz em ouvir de meus amigos do GAIA e da PETA que o governo flamengo decidiu proibir o cultivo de peles, bem como a prática cruel de alimentação forçada para a produção de foie gras.”

“Esta é realmente uma excelente notícia para as centenas de milhares de animais indefesos que foram vítimas de uma indústria implacável por tanto tempo. Saúdo os seus esforços duradouros, bem como as considerações éticas do governo flamengo. Ao fazer isso, a Bélgica se tornará um país livre de criação de peles, um exemplo para os governos e uma fonte de inspiração para inúmeros defensores dos direitos dos animais em todo o mundo, dedicados a uma sociedade livre de crueldade. Em nome dos animais, obrigado, Flandres. Obrigado, Bélgica.”

No início deste mês, ministros de bem-estar animal das três regiões belgas – Weyts, Bianca Debaets para Bruxelas e Carlo di Antonio para a Valônia – expressaram sua oposição à proposta de um novo centro europeu de referência para o bem-estar dos animais criados por suas peles.

O centro, proposto pela Comissão da UE, foi descrito por Michel Vandenbosch, presidente da Gaia na Bélgica, como “um centro de promoção da indústria de peles”. Com a oposição dos três ministros regionais, a Bélgica se junta a outros sete estados membros da UE – Áustria, Croácia, República Tcheca, Luxemburgo, Holanda, Reino Unido e Eslovênia – que se opõe à proposta.

Amsterdam Fashion Week abandona o uso de peles de animais

“O movimento compassivo da Amsterdã Fashion Week é uma resposta ao clamor público em relação à moda”, apontou a organização” (Foto: Patricia Munster)

A Amsterdam Fashion Week começou hoje, e com uma boa notícia. O uso de peles de animais foi abolido do evento. A organizadora, Daniel Bles, disse que a AFW se orgulha de se tornar uma Semana de Moda livre do uso de peles.

A organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), que colaborou para essa decisão, comentou que é uma mudança que já era desejada por muitos holandeses, considerando que a maioria da população da Holanda não utiliza peles. “O movimento compassivo da Amsterdam Fashion Week é uma resposta ao clamor público em relação à moda”, apontou a organização. O evento termina no domingo.

Vale lembrar também que na próxima segunda-feira começa a segunda edição anual da “Semana Nacional Sem Carne” na Holanda. A iniciativa, que se estende por todo o país, tem como objetivo estimular a população a reduzir ou se abster do consumo de alimentos de origem animal em benefício do planeta, considerando o impacto da produção de carne.

ONG lança campanha para ajudar as pessoas a descobrir se a pele é falsa ou não

A pele animal está saindo de moda e cada vez mais os consumidores estão atentos a terrível realidade por trás da produção destes tipos de produtos.

Celebridades e grifes famosas já abandonaram o uso do material por questões éticas e de bem-estar animal.

Agora, com a New York Fashion Week em curso e London Fashion Week prevista para começar no dia 15 de fevereiro, Animal Defenders Internacional lançou uma campanha on-line #IsThatFurReal.

A intenção do movimento é ajudar pessoas a reconhecerem realmente o material usado na fabricação dos itens.

“Sem saber que peles verdadeiras são rotuladas erroneamente ou não rotuladas, e baratas, os consumidores podem, sem saber, apoiar o sofrimento dos animais”, disse o presidente da Animal Defenders International, Jan Creamer, em comunicado. As informações são World Animal News.

“A Animal Defenders International está aqui para ajudar o público a evitar peles de animais e ajudar a parar este comércio cruel”.

A ADI está encorajando pessoas a compartilhar fotos e vídeos de itens que eles estão interessados, e pode não ser falsa com a hashtag #IsThatFurReal no Facebook , Twitter e Instagram . Nas próximas duas semanas, a ADI monitorará os posts e aconselhará o público se a sua pelagem falsa pode, de fato, ser real.

Como avaliar e reconhecer a pele

Sem análises laboratoriais, que a Advertising Standards Authority (ASA) baseada no Reino Unido  e o Comitê de Prática Publicitária (CAP) afirmam ser o método mais preciso para identificar peles sintéticas de animais e faux, o teste de três etapas a seguir é mais útil:

Se a pele estiver presa a um tecido de malha, ela é falsa; Pelos podem emergir do suporte. Pele real é anexada à própria pele, que pode ser branca, bronzeada ou tingida.

Se as pontas da pele se afunilarem de forma delicada, em vez de pontas sem corte, é mais provável que seja real. Não confie apenas neste teste, no entanto, porque às vezes a pele do animal foi cortada ou cortada em um comprimento uniforme.

The Burn Test – para itens que as pessoas já possuem, corte um pedaço do pele! A pele animal cheira como cabelo humano queimado. Peles artificiais, no entanto, quando feitas de poliéster ou acrílico, os dois sintéticos mais utilizados, derrete e cheira a plástico queimado.

A produção de peles

Tragicamente, mais de 110 milhões de animais são mortos em fazendas de peles em todo o mundo a cada ano.

Antes de serem assassinados por seus pelos, os pobres animais indefesos são desumanamente criados em condições imundas, apertadas e sujas; experimentando estresse ao longo da vida, privação e confinamento extremo que causa danos psicológicos e físicos.

Por essas tristes verdades, nenhum designer usou peles reais na última London Fashion Week em setembro de 2018, enquanto Los Angeles recentemente sediou a primeira Vegan Fashion Week do mundo .

Várias das maiores grifes mundiais já anunciaram que aboliram o uso de peles em suas coleção, como Armani, Gucci e Chanel.