Cão comunitário morre após ser resgatado com perfurações na barriga

Um cachorro comunitário morreu após ser encontrado com perfurações na barriga no Conjunto Francisco Luiz de Assis, em Paranavaí, no Paraná. O animal foi socorrido, mas perdeu muito sangue e, por isso, não resistiu.

O cão não tinha tutor e era cuidado de maneira comunitária por moradores da região. Socorrido por uma das moradoras, ele foi levado para uma clínica veterinária no domingo (17). As informações são do Portal da Cidade Paranavaí.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Segundo a médica veterinária Daniele Atala, que socorreu o cachorro, ele chegou bastante debilitado na clínica. “Quando ele chegou já estava bastante anêmico com falta de ar e taquicardia. Eu tentei fazer o atendimento de emergência, anestesiei e vi que tinha três furos no abdômen dele”, contou.

A suspeita é que as lesões tenham sido causadas por um objeto pontiagudo. “A princípio eu até achei que fosse outro animal que tivesse mordido, porém, quando eu fiz a cirurgia vi que tinha três perfurações no intestino. Eu tentei socorrer do jeito que deu. Havia grande quantidade de sangue no abdômen dele, a hemorragia já tinha parado, mas não tinha mais como salvar, por causa da quantidade de sangue que perdeu. Ele até voltou bem da cirurgia, mas não aguentou”, disse.

Ninguém no bairro soube informar de que maneira o cachorro foi ferido. “O que eu posso afirmar é que foi uma perfuração profunda. Pode ter sido provocada por uma chave de fenda, um espeto, ou se foi outro animal que mordeu, só se for um animal de grande porte que tenha uma tração muito forte na boca, como um pit bull ou um rottweiler”, afirmou a veterinária.

Os gastos com o cachorro na clínica ficaram em R$ 340. Como ele não tinha tutor, o valor ficou sob a responsabilidade da moradora que o socorreu e que agora precisa de ajuda financeira para arcar com a dívida. Interessados em colaborar devem entrar em contato com a Clínica São Francisco através do telefone: (44) 3423-5478. O estabelecimento está localizado na rua Silvio Calda, 25, no Jardim Ouro Branco.

Caso de cão morto com perfurações no corpo é investigado no Paraná

O caso de um cachorro da raça poodle encontrado morto com perfurações no corpo em Maringá (PR) está sendo investigado pela Secretaria de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (Sema) do município. O animal foi encontrado em frente a um terreno na rua Rio Tigre, no Jardim Novo Oásis.

Moradores da região que encontraram o corpo acionaram a Ouvidoria Municipal para solicitar que o animal fosse retirado do local. Quando a equipe chegou no terreno e avaliou a situação, foi levantada a hipótese de que o cão tenha sido morto a tiros. As informações são do Maringá Post.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

“Constatamos três perfurações. Uma delas atravessava o corpo e as outras duas só tinham o sinal da entrada. Levamos o cachorrinho para a avaliação de uma veterinária, para termos a certeza sobre a causa da morte”, afirmou o fiscal da Diretoria de Bem-Estar Animal, Ivan Zakaluk, que atendeu a ocorrência.

Apesar de a avaliação preliminar ser de que o animal foi morto a tiros, o fiscal afirma que é preciso aguardar o laudo veterinário para afirmar o que, de fato, ocorreu.

Os tutores do cão registraram um boletim de ocorrência na Delegacia de Maringá. Eles viram o animal pela última vez, segundo Zakaluk, por volta de meia noite de segunda-feira (18). “Pela manhã desta terça, a família viu a comoção nas rede sociais sobre a morte do cachorro no bairro e só ai percebeu que era o animal deles”, explicou.

A Polícia Civil também esteve no bairro para colaborar com as investigações. A principal busca é por imagens de câmeras de videomonitoramento que possam identificar o responsável pela morte de Spike, como era chamado o cão. Para que a identificação seja possível, Zakaluk pede a colaboração de moradores do bairro. “Se tiver alguma informação, entre em contato com a gente no 156”, afirmou.

Caso o agressor seja identificado, ele será multado pelo crime de maus-tratos a animais. Zakaluk explicou que, ao encontrar animais mortos, a orientação é que a pessoa ligue para a Ouvidoria da Prefeitura de Maringá, como fizeram os moradores que localizaram Spike. “Fazemos o recolhimento. É mais indicado do que enterrar”, disse.

Uma nova proposta de lei, que foi aprovada pela Câmara de Maringá e aguarda avaliação do prefeito, que decidirá pela sanção ou pelo veto, estabelece multa de até R$ 10 mil para casos de maus-tratos a animais que resultem em morte.