Administração Trump anuncia plano de expandir acesso para caça e pesca nas reservas americanas

Foto: Getty Images

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Tentando camuflar-se sob a bandeira da tradição de caça americana, o governo pretende abrir partes das reservas da vida selvagem àqueles que tem intenção de matar os animais, que ali estão justamente para serem protegidos desse tipo de investida covarde.

Em mais uma de seus diversos movimentos contra os animais a administração Trump agora anuncia um plano para ampliar ainda mais o acesso para caça e pesca às terras federais protegidas. O plano visa aumentar o acesso a 1,4 milhão de acres de terras públicas em 74 refúgios de vida selvagem e 15 incubadoras protegidas de peixes.

O governo também alega que planeja atualizar os regulamentos de caça e pesca em refúgios nos EUA para adequar-se melhor às regulamentações estaduais, disse o secretário do Interior dos EUA, David Bernhardt, em um comunicado semana passada.

Bernhardt tenta defender a iniciativa covarde alegando que a medida trata-se de um compromisso do governo em dar às pessoas mais acesso a “atividades esportivas”, segundo Bernhardt, a falta de acesso às reservas é uma das razões mais comuns pelas quais as pessoas não participam de atividades ao ar livre.

O departamento do interior do país disse que caça, pesca e outras atividades ao ar livre contribuíram com mais de 156 bilhões para a economia em 2015, evidenciando espontaneamente a importância do lucro na tomada da decisão.

É preocupante e triste que chefes de estado como Bernhardt e a vice-diretora-chefe do departamento, Margaret Everson, defendam a caça e da pesca como uma tradição a ser transmitida entre as famílias de geração em geração. Foi graças a esse tipo de valores que o planeta chegou ao estado de exaustão em que se encontra atualmente.

Valores como compaixão, conscientização, amor a toda vida, respeito e igualdade sejam relegados ao segundo plano em comparação com os lucros que a morte pode trazer aos cofres públicos.

O anúncio porém segue uma crescente de ofensivas contra o meio ambiente e acontece na esteira das medidas que administração Trump tem revertido em relação às políticas de conservação da era Obama.

No mês passado, o governo anunciou planos para substituir as barreiras por 100 milhas da fronteira sul da Califórnia e do Arizona, inclusive por meio de um monumento nacional e um refúgio de vida selvagem, que os ambientalistas alertam severamente prejudicial à vida selvagem.

No verão passado, funcionários do governo anunciaram planos para limitar algumas proteções a espécies ameaçadas e propuseram uma nova regra para reduzir o número de áreas úmidas sob proteção federal, que são vitais para a qualidade da água do país.

Em maio, as Nações Unidas divulgaram seu primeiro relatório abrangente sobre a biodiversidade, que descobriu que o risco de extinção atualmente se aproxima de mais de 1 milhão de espécies de plantas e animais.

De acordo com o relatório, a perda de espécies está acelerando a uma taxa dezenas ou centenas de vezes mais rápida do que no passado, com a pesca sendo uma das cinco principais maneiras pelas quais as pessoas estão reduzindo a biodiversidade.

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Tailândia vai permitir o comércio de elefantes para países estrangeiros

Foto: WWF-Malaysia

Foto: WWF-Malaysia

O governo tailandês acaba de anunciar que permitirá o comércio de elefantes para outros países, segundo Lek Chailert, fundador da Save Elephant Foundation.

De acordo com Chailert, a decisão também incluirá o envio de partes de corpos de elefantes, como marfim, com permissão concedida a partir de 23 de junho deste ano.

Ela descreveu o movimento como uma “tragédia muito grave”, dizendo que essa medida coloca em risco o “bem-estar dos elefantes selvagens e cativos”.

Regulamento estrito

De acordo com reportagens locais, o Departamento Nacional de Parques Naturais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas da Tailândia (DNP) acredita que a nova regulamentação será rigorosa o suficiente para evitar o abuso potencial de traficantes de animais selvagens.

“Elefantes e produtos relacionados a elefantes só podem ser exportados para pesquisa, fins diplomáticos ou para intercâmbio entre institutos acadêmicos e museus”, disse Adul Chotinisakorn, diretor-geral do Departamento de Comércio Exterior.

“Elaboramos cuidadosamente este regulamento em estreita consulta com agências relacionadas e podemos assegurar que os elefantes tailandeses exportados serão bem cuidados por especialistas em um bom ambiente quando estiverem no exterior.

“Estamos conscientes de que o envio de elefantes tailandeses ou produtos de elefantes para outros países é uma questão muito sensível, por isso vamos garantir que as decisões nesta matéria serão cuidadosamente consideradas, sendo o interesse nacional a principal prioridade”.

Tomada de atitude

Mas Chailert está pedindo às pessoas que tomem medidas e se movimentem contra a decisão, que ela diz que coloca os animais em risco. “Eu estou pedindo a todos aqueles ao redor do mundo que amam os elefantes, que por favor, fiquem ao meu lado, e escrevam para o consulado tailandês em seu país, e para o link abaixo, pedindo ao governo para rever esta decisão, segundo o aconselhamento daqueles que trabalham para a conservação das espécies”, disse ela na mídia social.

“Esta visão míope não é defensável. Peço a todos que ajudem-me a lutar pelos direitos do elefante tailandês. Devemos parar o tráfico. Na Tailândia há cerca de 4 mil elefantes trabalhando em cativeiro, e apenas pouco mais de mil permanecem na natureza. Em 1986, o elefante asiático tornou-se uma espécie em extinção A passagem do tempo não lhes fez nenhum favor”.

“O risco de extinção é crítico. Qualquer decisão tomada em relação ao seu futuro deve ser considerada com total escrutínio público e científico. Devemos estar vigilantes em seu nome, até que permaneçam salvaguardados ou até que não haja mais nenhum”.