Raposa é resgatada em área urbana em São Lourenço da Mata (PE)

Uma raposa foi resgatada pela Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma) no último domingo (27) no município de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana de Recife, em Pernambuco.

Foto: Divulgação / Cipoma

A raposa estava em área urbana, no bairro Cairá. Além dela, uma jiboia foi salva pela Cipoma em Recife, no bairro Campo Grande. A cobra é a segunda maior do Brasil e pode chegar a quatro metros de comprimento. As informações são do portal FolhaPE.

Após o resgate, os dois animais silvestres foram encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) Tangará, na Guabiraba, em Recife.

Destruição do habitat

A devastação do meio ambiente tem levado à destruição do habitat de inúmeras espécies de animais silvestres. Sem ter onde viver, eles migram para os centros urbanos, onde procuram por alimento e abrigo.

Nas cidades, os animais correm riscos, como o de atropelamento. O resgate, com posterior soltura na mata, é o único meio de protegê-los no cenário atual.

Em Pernambuco, profissionais criam próteses em 3D para ajudar animais

Em Pernambuco, profissionais de várias áreas se uniram para melhorar a vida de animais mutilados. Com tecnologia de impressão 3D, eles até criaram um casco artificial para um jabuti.

Foto: G1

A Dora ganhou um casco novinho em folha: colorido e cheio de estilo para uma senhora jabuti de 30 anos de vida. Ela perdeu 90% da carapaça num incêndio num canavial. Foi um ano de sofrimento antes da transformação.

“A carapaça serve como proteção. Proteção para predador, proteção para arranhões, e também para manter a temperatura deles”, afirma Maria Cristina de Oliveira Cardoso Coelho, veterinária e professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

A solução veio em forma de inovação com uma prótese feita numa impressora 3D. Além da tecnologia, a solidariedade também foi importante nesse esforço para dar uma qualidade de vida melhor pra Dora. Doze profissionais se juntaram e trouxeram as suas diferentes habilidades para criar um novo casco para a jabuti e trazer esperança para tantos animais mutilados.

“A gente iniciou mapeando todo casco, a gente fez foto 360° e a tomografia para a gente saber a espessura, para a gente moldar o casco dela todo e para iniciar o processo da prótese”, explica Thabata Morales, doutoranda em medicina veterinária da UFRPE.

Foram 50 horas na impressora 3D para fazer a carapaça sob medida. Trabalho do designer Eduardo Sales, que se juntou à turma de apaixonados por animais: “Durou mais ou menos uns três meses para sair a prótese definitiva”.

O acabamento ficou por conta da artista plástica Nani Azevedo, que dedicou um mês de trabalho para pintar cada traço da carapaça: “Como a jabuti vai voltar a levar chuva, a sofrer essas ações do tempo, eu precisava saber como dar o acabamento para a tinta não perder”.

Tem ainda uma espuma por dentro para não machucar a jabuti. O novo casco pesa 700 gramas, é encaixado e parafusado. “A nossa missão é essa mesma, é minimizar o sofrimento desses animais que são maltratados e perdem o seu habitat natural por conta, infelizmente, do homem”, acredita Maria Cristina.

Todos os dias, o centro de triagem de animais silvestres da Agência Estadual de Meio Ambiente recebe animais apreendidos com traficantes ou que eram criados ilegalmente. Por ano, 11 mil animais passam pelo local para se recuperar e voltar à natureza. Quase 10% deles chegam doentes ou mutilados.

Um carcará e dois jabutis estão na fila por uma prótese. A Dora, faceira, testou e aprovou.

“É alegria total, né? Alegria total. É você ver que, juntando uma equipe boa, você consegue fazer coisas maravilhosas!”, comemora Eduardo.

Fonte: G1