Gorilas formam laços sociais semelhantes aos criados por humanos

Um estudo realizado pela Universidade de Cambridge concluiu que os gorilas formam laços sociais de forma bastante semelhante aos humanos. A pesquisa foi publicada na revista Proceedings of the Royal Society B.

Esses animais, que criam grupos de velhos amigos e membros da família, são muito mais complexos do que se imaginava. A espécie é conhecida por formar pequenas unidades familiares compostas por um macho dominante, várias fêmeas e seus filhotes.

Foto: Pixabay

Como os gorilas passam a maior parte do tempo em meio a florestas densas, há uma grande dificuldade para realizar estudos comportamentais. Para o estudo divulgado recentemente, foi feita uma análise de dados coletados em anos de trocas sociais entre centenas de animais da espécie gorila-ocidental-das-terras-baixas.

Especialistas investigaram a frequência e a duração de cada interação observada entre os gorilas nos momentos em que eles se reuniram para comer plantas aquáticas. As informações são da AFP.

Com o estudo, os pesquisadores conseguiram descobrir que, além da família próxima, os gorilas formam uma camada social de “família estendida” com 13 membros em média. Foram registrados também grupos maiores, com uma média de 39 gorilas. Apesar de não serem parentes, os animais de cada grupo interagem de maneira consistente com os outros.

“Uma analogia com as primeiras populações humanas pode ser uma tribo ou povoado pequeno, como uma aldeia”, disse Robin Morrison, líder do estudo e antropólogo biológico da Universidade de Cambridge.

Indícios de que a espécie construa ainda uma camada social mais ampla, semelhante aos encontros anuais ou festivais promovidos em sociedades humanas, foram descobertos. Neste caso, tratam-se de reuniões nas quais dezenas de gorilas se unem para se alimentar de frutas.

De acordo com Morrison, os gorilas podem ter desenvolvido habilidades de reunião para colaborar com a manutenção de uma “memória coletiva” que tem como objetivo rastrear alimentos difíceis de serem encontrados.

Segundo os autores do estudo, o sistema de alinhamento de grupos dos gorilas é surpreendentemente semelhante ao que é realizado por humanos. Além disso, outras espécies também possuem tal habilidade social, como os babuínos, as baleias e os elefantes.

“Nossas descobertas fornecem ainda mais evidências de que esses animais ameaçados de extinção são profundamente inteligentes e sofisticados, e que nós humanos talvez não sejamos tão especiais quanto gostaríamos de pensar”, disse Morrison.


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Cerca de 30% da população da Suíça está reduzindo o consumo de carne

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Cerca de 2,6 milhões de suíços ou 31% da população estão cortando ou eliminando o consumo de carne. As informações são resultado de uma pesquisa recente realizada pela Swissveg, uma revista suíça de conteúdo vegano e vegetariano.

Veganos na Suíça

Em torno de 14% da população suiça não consome carne – 11% são vegetarianos, enquanto 3% são veganos, o que significa que há atualmente 252 mil veganos na Suíça. Os mais jovens são mais propensos a adotar uma alimentação baseada em vegetais, com 6% daqueles entre as idades de 15 a 34 anos dizendo que não consomem produtos de origem animal.

Outros 17% se identificam como flexitarianos, alegando que estão conscientes de seu consumo de carne. A geração mais jovem também é mais propensa a dizer que é flexitariana, com 22% deles afirmando que come menos carne. Pessoas com idades entre 35 e 56 anos comem mais carne.

As razões mais populares para se deixar de comer carne incluem bem-estar animal (78%), ética (60%), meio ambiente (58%), preocupação com a sustentabilidade do sistema alimentar (45%) e saúde (35%). Quanto àqueles que ainda comem carne, é porque gostam, acreditam que é bom para a saúde, e por hábito.

As pessoas que vivem em cidades com educação superior são as mais propensas a ser veganas, vegetarianas ou flexitarianas.

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Pesquisa estima aumento de 17% no consumo de produtos veganos até 2020 na China

Foto: Vegan Information

Foto: Vegan Information

O crescimento contínuo da população da China, que atualmente é de cerca de 1,5 bilhão de habitantes no país, os hábitos de consumo e as tendências alimentares dos chineses estão evoluindo para novas direções. A indústria de alimentos está agora tendo que atender a uma demanda crescente por alimentos à base de vegetais mais do que nunca.

Usando o GlobalData, a consultoria Verdict Foodservice descobriu que a indústria de alimentos chinesa está mudando rapidamente e que os consumidores estão sendo influenciados pela tendência global de alimentação saudável.

Alimentos orgânicos estão se tornando cada vez mais populares, e à medida que os níveis públicos de conscientização sobre questões de segurança alimentar estão aumentando, a indústria de serviços alimentícios está oferecendo cardápios orgânicos com mais frequência.

Os dados revelaram que o veganismo também se tornou mais popular entre a indústria chinesa de alimentos, de acordo com as estatísticas do South China Morning Post (dados de 2017), o mercado vegano deverá crescer mais de 17% de 2015 a 2020. ”Isto implica uma população vegana de mais de 200 milhões de pessoas em 2020”, diz a pesquisa.

Nesta semana, a KFC lançou um hambúrguer sem carne na China, embora o produto seja vegetariano, e não é totalmente vegano. Um sorvete feito de aveia também foi lançado no país em maio, assim como o ovo feito à base de vegetais, “just egg”.

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Paul McCartney cita Martha, cachorra que inspirou músicas dos Beatles, em pedido à universidade

Na última quarta, 26, Paul McCartney criticou a Texas A&M University por praticar experimento com cães.

(Foto:The Yomiuri Shimbun/AP Images)

Ele se posicionou depois que a PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) divulgou algumas filmagens que revelam testes de distrofia muscular em cachorros.

O ex-Beatle, então, escreveu uma carta ao presidente da instituição, Michael K. Young, na qual suplica pelo fim dos experimentos científicos com animais.

“As imagens de golden retrievers no laboratório de cães da sua universidade são de partir o coração. Eu tenho cachorros desde que era um menino e amei muito a todos eles, incluindo a Martha, que foi a minha companheira por quase 15 anos e sobre quem eu escrevi a canção ‘Martha My Dear’. Por favor, faça a coisa certa e acabe com o sofrimento dos cachorrinhos no laboratório de distrofia muscular da Texas A&M University, mudando para métodos de pesquisa modernos”, suplicou o músico.

Fonte: Rolling Stone


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Islândia é considerada o país mais amigável aos veganos no mundo

Foto: Grape Vine

Foto: Grape Vine

A Islândia esta sendo considerada o país mais amigável aos veganos no mundo. O país insular nórdico ficou em primeiro lugar no ranking mundial de popularidade do veganismo no ano passado, segundo dados do Google Trends.

O site de culinária, Chef’s Pencil, explorou o “crescimento contínuo do veganismo” mundialmente no início deste ano, analisando quais os países que mais se interessavam pela vida livre de crueldade e baseada em vegetais. O levantamento reuniu dados do Google Trends e constatou que o número de pesquisas relacionadas a produtos vegans cresceu 11% em relação a 2017 e 35% em relação a 2016.

O Google analisa quantas pessoas em diferentes países estão pesquisando “veganismo”, “restaurantes veganos” e “receitas veganas”, entre outras pesquisas. Verificou-se que a Austrália foi o país mais popular para o veganismo em 2018, com o Reino Unido e a Nova Zelândia ficando em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Suécia, Canadá, Israel e os Estados Unidos também ficaram entre os dez primeiros.

No entanto, as configurações padrão do Google Trend não incluem países com populações menores. Quando o Chef’s Pencil analisou os dados de todos os países, a Islândia surgiu como o lugar mais popular do mundo para o veganismo.

Ilhas Jersey e Guernsey também apareceram no top cinco com as novas configurações.

“Um olhar mais atento à Islândia mostra que pesquisas relacionadas ao veganismo, como uppskriftir vegan (ou seja, receitas veganas), fegan vegan (ou seja, dieta vegana), ou veganistur (turismo vegano) aumentaram constantemente desde 2013 e estão atualmente em alta,” explica o site. “Os níveis de pico são geralmente no início do ano – provavelmente influenciados pelo Veganuary.”

Veganismo na Islândia

A Islândia nem sempre foi um país amigo dos veganos – o local tem uma longa história de consumo de carne. Mas, de acordo com os principais atores do movimento vegano do país, o crescente interesse do público pelo estilo de vida não pode ser negado.

Foto: Quirky Jerk

Foto: Quirky Jerk

Linnea Hellström, chefe de cozinha e proprietária de uma lanchonete vegana chamada Veganæs, tem “uma missão para veganizar a Islândia”. Hellström ajudou muitas empresas locais a criar pratos veganos e convenceu um café a remover todos os produtos de origem animal de seu cardápio. Ela lançou seu próprio negócio vegano no ano passado e está tão ocupada que o estabelecimento já exige uma expansão.

Ragnar Freyr, o criador do aplicativo Vegan Iceland, disse que “quase não há restaurante na Islândia que não ofereça uma opção vegana”.

Ele destacou que um dos grupos veganos do Facebook na Islândia possui mais de 22 mil membros – cerca de 6,5% da população do país.

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Golfinhos criam vínculos com base em afinidades como humanos

Considerados os mamíferos mais inteligentes entre as criaturas marinhas, os golfinhos tem sido comparados em muitos estudos aos seres humanos. Agora os cientistas descobriram outro ponto de semelhança entre seres humanos e seus primos cetáceos: como nós, os golfinhos fazem amigos com base em interesses mútuos ou afinidades.

No caso do golfinho-nariz-de-garrafa do Indo-Pacifico (Tursiops aduncus), os indivíduos tendem a sair em conjunto com outros que usam a mesma ferramenta para procurar por alimento.

Essa ferramenta é uma esponja do mar. Nas águas da Shar Bay (Baía dos Tubarões), na costa oeste da Austrália, os golfinhos foram observados usando esponjas como um dedal para proteger seus bicos enquanto se alimentam, permitindo que eles tenham acesso a alimentos em canais de águas mais profundas do que os golfinhos que não usam as esponjas.

Foto: Stephanie King

Golfinho “esponjador” | Foto: Stephanie King

Este é o único lugar no mundo em que esse comportamento foi visto, e tem sido bem documentado em golfinhos do sexo feminino que adotam as esponjas ao longo das linhas matrilineares, passando o truque de mãe para filha. Eles também tendem a se associar com outros “esponjadores” ou utilizadores de esponja.

Os machos parecem usar a técnica muito menos. Os cientistas acreditam que isto poderia ser porque a esponja – que se consome com o tempo – estava possivelmente a afastar-se de comportamentos adultos específicos do sexo masculino, como fazer amigos com outros golfinhos do sexo masculino.

Mas, depois de um extenso estudo sobre o uso de esponjas entre os golfinhos machos de Shark Bay (Baía dos Tubarões na Austrália), os pesquisadores descobriram que poderia haver um benefício na atividade, e parece ser um benefício social, afinal.

“Forragear (procurar alimento) com uma esponja é uma atividade demorada e em grande parte solitária, então foi considerado incompatível com as necessidades dos golfinhos machos em Shark Bay – investir tempo na formação de alianças próximas com outros machos”, disse o biólogo Simon Allen, da Universidade de Bristol.

“Este estudo sugere que, como suas contrapartes femininas e de fato como os humanos, os golfinhos machos formam laços sociais baseados em interesses compartilhados”.

Foto: David Tipling

Foto: David Tipling

A equipe analisou diversos dados coletados em 124 golfinhos do sexo masculinos em Shark Bay de 2007 a 2015, incluindo dados fotográficos, genéticos e comportamentais. Para os propósitos do estudo, eles identificaram 37 golfinhos dentro desse grupo que eram ou esponjosos (faziam uso da esponja) adultos ou não-esponjosos adultos – 13 dos primeiros e 24 dos últimos.

Eles descobriram que os golfinhos que faziam uso da esponja tendiam a passar mais tempo com outros esponjadores do que com não-esponjadoras – e essa relação não podia ser facilmente atribuída a outros fatores. Por exemplo, o quanto os dois golfinhos machos pareciam próximos não parecia ter um impacto significativo no tempo de folga.

Seu interesse comum em esponjas, no entanto, teve. Embora os esponjadores (aqueles que fazem uso da esponja) passassem mais tempo sozinhos, quando eram vistos com outros machos, na maior parte das vezes, seria com outro utilizador de esponja.

Isso sugere que os esforços associados ao uso da esponja para os golfinhos do sexo masculino podem ser compensados pelos benefícios de uma forte ligação entre golfinhos.

“Golfinhos machos em Shark Bay exibem um fascinante sistema social de formação de alianças”, explicou a bióloga marinha Manuela Bizzozzero, da Universidade de Zurique.

“Esses laços fortes entre os machos podem durar por décadas e são fundamentais para o sucesso de acasalamento de cada um deles. Ficamos muito entusiasmados em descobrir alianças de esponjadores, golfinhos formando amizades próximas com outros com traços similares aos deles”.

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Vacas tem o estomago perfurado para que sua digestão possa ser observada por pesquisadores

Foto: AFP

Foto: AFP

O vídeo que flagra a crueldade bárbara contra os animais foi divulgado por um grupo francês de defesa dos direitos animais e mostra vacas vivas cujas laterais do corpo foram perfuradas criando “escotilhas de observação” no estômago delas feitos com o objetivo de estudar a digestão dos animais.

As imagens foram filmadas em fevereiro e maio dentro das instalações de uma entidade de pesquisa agrícola privada em Saint-Symphorien, no noroeste da França, por militantes da ONG L214.

As “portinholas” de observação permitem o acesso ao rúmen, um dos quatro estômagos do animal, num processo inventado no século XIX e usado em centros de pesquisa em toda a Europa para melhorar a produtividade.

As vacas presas em cativeiros minúsculos de metal e mantidas em pé, são vistas em momentos de carinho com as vizinhas de cela, trocando carinhos e lambidas durante o vídeo.

A L214 disse que a prática era “sintomática da forma como os animais são considerados máquinas simples à nossa disposição” e lançou uma campanha online para acabar com isso.

“Como cidadãos, pedimos aos ministros de pesquisa e agricultura que acabem imediatamente os experimentos destinados a aumentar a produtividade dos animais”, disse o documento.

A instalação pertence a uma divisão da gigante francesa de pesquisa de alimentos Avril, que disse que as “seis vacas fistuladas” foram monitoradas de forma “extremamente rigorosa” por veterinários.

Foto: Euronews

Foto: Euronews

“Este processo é usado em todo o mundo apenas para fins de pesquisa”, disse o Grupo Avril em resposta à investigação da L214. “Esta é atualmente a única solução para estudar a digestão de proteínas vegetais”.

Acrescentou: “Esta análise é essencial para muitos avanços na reprodução e, em particular, para melhorar a saúde digestiva de milhões de animais, reduzir o uso de antibióticos e reduzir as emissões de nitratos e metano relacionados à pecuária”.

A empresa também criticou a L214 por “invasões ilegais” desnecessárias na instalação, que, segundo ela, “regularmente abre suas portas para o público”.

No vídeo, L214 disse: “Eles abriram um buraco no estômago da vaca para que possam acessar regularmente seu conteúdo. Os funcionários vêm regularmente para abrir a escotilha para depositar amostras de comida ou retirá-las. O objetivo é aperfeiçoar a forma mais eficaz de se alimentar para que as vacas produzam tanto leite quanto possível”.

O grupo lançou uma petição para acabar com a prática. Brigitte Gothière, co-fundadora da L214, disse: “Hoje, da seleção genética à comida, tudo é otimizado para que os animais produzam mais ovos, leite ou carne”.

“Muitos deles já sofrem de claudicação, infecções, problemas pulmonares ou cardíacos. E, no entanto, em vez de interromper este ciclo, estamos sempre nos esforçando mais. É hora de questionar esse sistema injusto”.

A França é o segundo maior produtor de leite da Europa, depois da Alemanha. O país tem cerca de seis milhões de vacas exploradas por leite alojadas em mais de 61 mil fazendas de laticínios.

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Cosméticos veganos são a mais nova tendência na indústria da beleza

Foto: We heart living

Foto: We heart living

Um estudo realizado pela equipe responsável pela ferramenta de busca de beleza “Cosmetif” como parte de um estudo já em andamento sobre o surgimento de tendências de beleza consciente, descobriu que as mulheres britânicas tem dado preferência aos cosméticos veganos mesmo sem ser veganas.

Os resultados mostraram que 56% das mulheres britânicas estão comprando produtos de beleza veganos, mas 39% desse grupo não se identificam como veganas.

Para a pesquisa, a Cosmetify questionou mais de 2.200 mulheres com idades entre 18 e 45 anos, todas que usam maquiagem regularmente.

Verificou-se que quase uma em cada 10 mulheres optou propositadamente por comprar apenas produtos de beleza veganos. Em torno de 44% delas disseram que estariam preparados para pagar mais por produtos de beleza “conscientes”, e a maioria das mulheres (62%) declarou que seus hábitos conscientes de compra de beleza mudaram significativamente nos últimos cinco a 10 anos.

Em termos de hábitos de compra consciente/ética em cosméticos, as entrevistadas foram questionadas sobre o tipo de produtos que compram com mais frequência: o orgânico foi o mais popular (68%), depois o natural (61%) e os veganos (49%). Enquanto apenas 9% admitiram apenas comprar produtos veganos, 47% disseram que o fazem mais do que costumavam fazer antes (comprar produtos de beleza veganos), fazendo desta a mais popular tendência ascendente da beleza.

Curiosamente, dos 56% das entrevistadas que admitiram comprar produtos veganos o tempo todo ou mais do que costumavam, quase dois quintos (39%) revelaram que elas mesmas não eram realmente veganas.

Falando sobre as conclusões do estudo, Isa Lavahun, Gerente de Marca Digital da Cosmetify.com, disse: “Muitas das tendências atuais na indústria da beleza são impulsionadas pela beleza consciente, especialmente quando se trata de produtos orgânicos, veganos e naturais. Isso coincide com a rápida mudança nas escolhas de estilo de vida e que os consumidores são mais eticamente conscientes do que nunca. A informação é a chave para mudar, por isso as marcas de beleza precisam ser mais transparentes sobre como fazem e distribuem seus produtos. É ótimo ver consumidores questionando determinadas embalagens e que movimentos como “livre de plástico” estejam ganhando força e popularidade”.

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Cães ficam “preocupados” com seus problemas antes de dormir, diz estudo

Cachorros ficam “preocupados” com seus próprios problemas antes de dormir. É o que descobriu um estudo húngaro que analisou 16 cachorros de diferentes raças.

O estudo descobriu também que as dificuldades emocionais dos animais resultam em um sono de pior qualidade. As informações são da revista Galileu.

Foto: Pixabay

Os cachorros foram submetidos, com a ajuda dos tutores, a acontecimentos bons e ruins – como, no caso das coisas boas, receber carícias e brincar ou, como exemplo de experiência ruim, ficar preso em um cômodo por um tempo sendo ignorado pelo tutor e ter um pesquisador olhando diretamente em seus olhos.

Equipados com sensores, os cães foram autorizados a ir para um local para dormir após viver as experiências positivas e negativas. Os que ficaram estressados dormiram duas vezes mais rápido que os que estavam relaxado – comportamento já registrado antes.

Os que viveram experiências ruins registraram 20 minutos a menos, em média, de sono profundo, o que indica que a qualidade do sono deles foi inferior.

“Esse resultado fornece a primeira evidência direta de que os estímulos emocionais afetam a fisiologia do sono subsequente em cães”, afirmaram os pesquisadores.

“A descoberta de que tratamentos emocionais breves influenciam a macroestrutura do sono também sugere que a pesquisa do sono poderia ser implementada de maneira útil no campo do bem-estar canino”, completaram.


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Macacos morrem após terem órgãos de porcos implantados em seus corpos

Macacos explorados em um experimento científico morreram após terem órgãos de porcos implantados em seus corpos. Os testes cruéis estão sendo feitos pela statup eGenesis no Massachusetts General Hospital, localizado nos Estados Unidos. O objetivo da empresa é criar porcos geneticamente modificados para que os órgãos desses animais abasteçam bancos de órgãos humanos. Para avaliar a efetividade do projeto, os implantes estão sendo realizados nos macacos.

Foto: Pixabay

Os experimentos estão em fase inicial. No entanto, até o momento, as modificações genéticas em porcos feitas pela empresa foram as maiores em quantidade. Em 2015, 62 edições genéticas foram feitas para inibir um vírus comum no genoma dos porcos que impediria um transplante em humanos. As informações são da revista Galileu.

Alguns macacos da espécie babuíno que foram explorados nos testes sobreviveram por meses. Muitos, porém, morrem rapidamente. A morte dos animais não comove a eGenesis e, segundo a co-fundadora da empresa, Luhan Yang, “deve haver uma explicação biológica” para essas mortes, que está sendo investigada. O objetivo é “concertar isso” – para beneficiar a ciência e os seres humanos.

A eGenesis não divulgou todas espécies de macacos estão sendo exploradas e quais órgãos estão sendo implantados.

A pesquisa científica foi alvo de críticas da ONG PETA (do inglês, People for the Ethical Treatment of Animals). “Os porcos são indivíduos e não meras partes avulsas”, afirmou um porta-voz da entidade.

De acordo com Muhammad Mohiuddin, diretor do programa de transplante cardíaco da Universidade de Maryland, nos EUA, a remoção de genes pode prejudicar os animais caso resulte em efeitos colaterais não intencionais. O pesquisador, no entanto, não se preocupou com a integridade física dos animais e focou em como eles podem ser explorados para que, futuramente, tenham órgãos compatíveis com seres humanos.

Nota da Redação: tratar porcos e macacos como meros objetos de pesquisa para que seres humanos se beneficiem é uma prática antiética e cruel. Os animais devem ter o direito à integridade física e à vida respeitados e não podem ser explorados pela ciência. Problemas humanos, como a questão dos transplantes, devem ser resolvidos entre as pessoas, sem envolver os animais, que não têm responsabilidade nenhuma sobre o tema e que não devem ser prejudicados.


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