Proibição da venda de animais em pet shops emperra na Câmara de Londrina (PR)

Está longe do fim a cruzada da vereadora Daniele Ziober (PP) para tentar emplacar o projeto de lei 60/2017, do Executivo, que trata da regulamentação da venda de animais e proíbe a permanência dos filhotes em pet shops. Isso porque, segundo ela, as emendas apresentadas pela Comissão de Justiça da Câmara Municipal de Londrina (PR) inviabilizaram a matéria. Por isso, a parlamentar pediu nessa quinta-feira (27) a retirada de tramitação do texto por três sessões.

Foto: Pixabay

A matéria já havia sido aprovada em primeiro turno na forma do substitutivo 1, mas recebeu um texto extra que voltará a ser debatido em primeira discussão. Ziober afirma que as mudanças desfiguram o projeto, além de conter artigos que seriam ilegais e inconstitucionais. “Esbarram nas normativas do Conselho Federal de Medicina, inclusive da nossa lei maior, a lei federal. As emendas são desprovidas de embasamento legal”.

A vereadora acredita que o forte lobby dos donos de pet shops dificulta a negociação na Câmara. Uma das emendas assinadas pelos cinco membros da Comissão de Justiça inviabiliza as feiras de adoção de animais organizadas pelo Terceiro Setor. “Pegam pesado em cima das ONGs. Não é possível fazer a adoção por meio de catálogo. Estamos falando de uma boa ação, não de comércio. Há uma confusão tremenda em cima disso.” Outra emenda pretende retirar a necessidade de um responsável técnico nos pet shops. “Se as feiras de adoção já têm que ter, por que os estabelecimentos não?”, indaga.

COMÉRCIO EM SITES

A vereadora promete passar em todos os gabinetes dos vereadores para tentar aprovar a proposta que também proíbe o comércio livre por meio de sites e anúncios em jornais e revistas, determinando que a venda de animais nos pet shops deverá ser feita somente por meio de catálogos de criadores devidamente credenciados, ou seja, sejam retirados de vitrines de lojas. O texto prevê que os animais sejam castrados e microchipados, exceto os animais explorados para reprodução, devidamente registrados como tal e filhotes com menos de quatro meses, que deverão ser castrados por seu comprador.

O projeto também proíbe a realização de cirurgias consideradas mutilantes (corte de cauda e orelhas dos cães, amputação das asas de pássaros silvestres), além de tratar do encaminhamento, em caráter provisório, dos animais resgatados no município e da possibilidade de resgate, mediante a comprovação da guarda do animal e do pagamento de uma taxa de R$ 1 mil. Segundo a vereadora, o principal objetivo da matéria é levar à reflexão sobre as condições em que são submetidos os animais e incentivar a adoção.

Fonte: Folha de Londrina

Nota da Redação: a ANDA acredita que proibir o comércio de animais em pet shops e sites é uma boa maneira de reduzir casos de maus-tratos, mas entende que essa proibição não coloca fim às crueldades promovidas contra os animais, que só acabarão quando o comércio de animais como um todo for proibido. Enquanto houver criadouro, mesmo que legalizado, haverá animal maltratado. Isso porque é impossível impedir que existam criadores que submetam os animais a sofrimento, especialmente porque no comércio o animal é tratado como mera mercadoria explorada para gerar lucro.


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Projeto que obriga clínicas a denunciar maus-tratos a animais é sancionado em MT

Um projeto de lei que obriga pet shops, clínicas e hospitais veterinários a denunciar à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) casos de maus-tratos a animais atendidos nesses estabelecimentos foi aprovada na Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso e sancionada pelo governador Mauro Mendes.

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“Traçando um paralelo com o ser humano, pratica-se crime de maus-tratos contra animais sempre que ele é exposto a perigo em relação à sua vida e saúde”, afirmou a titular da Delegacia do Meio Ambiente, Alessandra Cozzolino, por meio da assessoria.

Segundo a delegada, crimes de maus-tratos podem ter origem em uma atitude que exponha o animal a risco de morte e prejuízo a saúde ou em uma omissão deliberada, como privação de alimento. As informações são do portal Só Notícias.

“Além da Lei de Crimes Ambientais, a própria Constituição Federal, em seu artigo 225, já protege todos os animais em relação a qualquer abuso ou maus-tratos”, explicou.

Segundo a nova lei, a comunicação do crime à Dema ou a qualquer outra delegacia deve ser feita de forma imediata, por meio de ofício físico ou comunicação digital.

Na denúncia, deve ser comunicado: nome, endereço e contato do responsável pelo animal, relatório de atendimento prestado, com espécie, raça e características físicas do animal e descrição do estado de saúde dele no momento do atendimento, além dos procedimentos adotados.

Audiência debate comércio de animais em pet shops de Londrina (PR)

Uma audiência pública, que será realizada pela Câmara de Vereadores de Londrina, no Paraná, vai discutir o comércio de animais em pet shops do município. O evento está marcado para às 19h desta segunda-feira (29).

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O objetivo é discutir um projeto de lei que prevê alterações no comércio de animais. Será debatida a permanência de animais presos dentro de gaiolas ou entre grades até que sejam vendidos. As informações são do G1.

O principal ponto da proposta, de autoria da vereadora Danielle Ziober, é a proibição da venda de animais domésticos, especialmente cães e gatos, em pet shops. A medida foi aprovada em primeira votação.

O projeto, no entanto, não proíbe o comércio de animais, apenas o restringe aos criadouros, que, segundo a proposta, deverão vender o animal diretamente ao comprador.

“Nós não queremos proibir a venda dos animais de raça, queremos regulamentar a venda por criadores e proibir a exposição e venda e pet shops. É uma questão discutida em nível federal”, explicou a vereadora Danielle Ziober.

Nota da Redação: proibir a venda de animais em pet shops é um passo importante e necessário na luta pelos direitos animais, mas não é suficiente. É preciso que as discussões sobre o assunto continuem progredindo para que, futuramente, qualquer tipo de comércio de animais, inclusive o que é feito diretamente pelos criadores, seja proibido. Animais não podem ser tratados como mercadorias. Além disso, a proibição do comércio não só garantiria que eles fossem tratados como sujeitos de direito, mas também coibiria os maus-tratos, que seguirão acontecendo enquanto houver venda.

Comissão da Câmara aprova proibição da venda de animais em pet shops de Goiânia (GO)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Goiânia (GO) aprovou um projeto que proíbe o comércio de animais em lojas agropecuárias e pet shops do município na última quarta-feira (17).

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O projeto é de autoria do vereador Zander Fábio (Patriota). Segundo ele, a proposta não proíbe a venda de animais como um todo, já que canis e gatis registrados serão autorizados a realizar esse tipo de comércio. As informações são do portal Folha Z.

Para Zander, proibir que lojas agropecuárias e pet shops comercializem animais é uma forma de protegê-los. Segundo ele, o objetivo é impedir o sofrimento dos animais, “que muitas vezes ficam trancados nessas lojas durante todo o fim de semana”.

A proposta ainda será votada duas vezes em plenário e passará pela avaliação de uma comissão temática antes de ser encaminhada ao prefeito Iris Rezende (MDB). Caso seja aprovada nas próximas votações, ela poderá ser sancionada ou vetada pelo Executivo.

Nota da Redação: proibir que lojas agropecuárias e pet shops comercializem animais é um avanço importante, mas não suficiente. Animais não são mercadorias e enquanto forem tratados como objetos passíveis de venda, serão maltratados. Além de respeitar a dignidade do animal enquanto ser vivo que não deve ser comercializado, a autorização para que canis e gatis registrados façam a venda ao público permite que novos casos de maus-tratos aconteçam, já que os animais não são maltratados e negligenciados apenas em lojas, mas também nas mãos dos próprios criadores.

Foto captura momento em que filhote resgatado de canil descobre a liberdade

Filhote de cão se deslumbra perante a liberdade recém adquirida | Foto: National Mill Dog Rescue/Facebook

Filhote de cão se deslumbra perante a liberdade recém adquirida | Foto: National Mill Dog Rescue/Facebook

Filhotes de cães nos remetem à imagens ternas, figuras doces com imensos olhos carentes, rabinhos alegres abanando sem parar e narizes molhados acompanhados de patinhas saltitantes. Há uma razão pela qual associamos filhotes de cachorro com felicidade e fofura: é quase impossível ver um deles e não se comover. Embora as afirmações acima sejam verdadeiras, a triste realidade é que a vida dos filhotes nem sempre é tão divertida e feliz.

Os cãezinhos fofos que vemos nas vitrines das pet shops e feirinhas de venda de animais vem de fábricas de filhotes. Estas indústrias são instalações unicamente construídas para criação em grande escala, onde os cães são tratados como mercadorias com o único objetivo de venda. Cães reprodutores são mantidos em pequenas gaiolas de arame pela vida toda, privados de qualquer tipo de assistência médica – e até mesmo das necessidades básicas como água e comida limpas e na quantidade adequada.

Esses filhotes nunca saberão o que é correr livre pela grama ou vão experimentar o simples prazer de uma cama confortável para dormir. O aspecto mais abominável de tudo isso é o fato de que a venda desses filhotes alimenta a própria indústria da reprodução de animais. Na vitrine o que esta exposto são apenas cachorrinhos doces e bonitos, mas o que não se pode ver é a quantidade incalculável de sofrimento e abuso por trás daquele animal e sua história até ali.

Este pequeno e indefeso ser mostrado na foto está sob os cuidados do abrigo – e também equipe de resgate – National Mill Dog Rescue, onde cães como ele, resgatados de criadores de animais para venda, receberão todo o cuidado de que precisam antes de serem adotados por uma família e encontrarem um lar definitivo. Graças a pessoas como essas, este cão e inúmeros outros finalmente terão a oportunidade de aprender o que significa ser amado e cuidado – a vida que todos os cães realmente merecem.

A indústria de criação de filhotes é cruel e inescrupulosa, movida única e exclusivamente pela ambição e pelo dinheiro ao custa de milhares de vidas inocentes e indefesas.

A adoção de um cão é um ato de amor, oferecer um lar àquele que precisa de uma família, ao comprar um animal o indivíduo está colocando preço em uma vida, tratando o cão como um produto e o pior de tudo: alimentando um comercio criminoso e desprezível.

Califórnia proíbe venda de cães, gatos e coelhos em pet shops

Com a nova lei estadual, os pet shops da Califórnia só poderão vender gatinhos, coelhos e filhotes de cachorros se eles vierem de uma organização de resgate.

Foto: Depositphotos

A AB 485, que entrou em vigor na última terça-feira, fez da Califórnia o primeiro estado a implementar as novas regras estritas em pet shops. Os varejistas são proibidos de vender cães, gatos ou coelhos a menos que o animal tenha sido obtido de uma agência pública de controle de animais ou abrigo, sociedade humana, sociedade para a prevenção de crueldade contra animais ou um grupo de resgate que tenha um acordo cooperativo com pelo menos um abrigo privado ou público.

Segundo a NBC San Diego, Suna e Mitch Kentdotson estavam visitando a SD Humane Society para adotar um novo gatinho no fim de semana. Eles disseram que gostariam que o estado restringisse os criadores negligentes de lucrar com a venda de cachorros e gatinhos.

“Eu acho que é melhor resgatar esses animais para que eles não reproduzissem em ciclos tão frequentes em locais onde esses animais são criados de forma super desumana”, disse Suna Kentdotson.

“A nova lei tira a ênfase do lucro dos animais e a coloca novamente em cuidar e deixar esses cães e gatos em um bom lar”, disse Mitch Kentdotson.

O condado de San Diego tem alguns pet shops, incluindo Filhotes da Broadway, em Escondido, que tem uma filial na National City.

Segundo o site da empresa, eles só trabalham com criadores licenciados responsáveis. A partir de agora, eles só poderão vender animais domésticos de abrigos.

A Humane Society disse que nenhuma loja de animais de varejo local entrou em contato para falar o assunto. Mas mesmo que o faça, a Humane Society não tem certeza de que seria parceira das lojas.

“Não estamos preparados para fazer isso sozinhos, porque temos um programa de adoção bem robusto”, disse MacKinnon.

A organização enviou cartas a todas as lojas locais, lembrando-as da nova lei, que não afeta a venda de cães, gatos ou coelhos diretamente dos criadores.

A San Diego Humane Society será uma das organizações locais que monitorará os pet shops para garantir que eles sigam as novas regras.