PETA acusa zoo da Califórnia de maus-tratos contra os animais após gambá morrer de fome

Por Rafaela Damasceno

Ativistas pelos direitos animais pedem uma investigação de crueldade em um zoológico em Bakersfield, na Califórnia, depois que três animais faleceram no local. Um gambá, que morreu de fome este ano, e duas martas pescadoras infestadas de pulgas, no ano passado.

Um gambá andando na grama

Imagem ilustrativa | Foto: Kirk McCabe

“Qualquer instalação de cuidado com animais perceberia que um deles estava faminto ao ponto de morrer ou que pulgas estavam comendo animais vivos”, comunicou Brittany Peet, diretora da execução da lei de animais em cativeiro da PETA. Ela pede que as autoridades responsabilizem o zoológico pela negligência que levou à morte lenta e dolorosa dos animais.

Na última quarta-feira (10), a diretora escreveu uma carta ao xerife do condado de Kern, afirmando que o local submeteu os animais a um sofrimento desnecessário, o que viola a lei que proíbe a crueldade contra os animais.

O zoológico se posicionou fortemente contra as acusações, alegando que trabalham incansavelmente para prover o melhor atendimento possível aos animais e consideram a saúde e bem-estar deles a sua maior prioridade.

O comunicado emitido pelo local ainda disse que a instalação cuidou de milhares de animais com carinho, mas as mortes de animais ocorrem naturalmente. O zoológico afirma ter aumentado os cuidados veterinários e chamado voluntários treinados.

O gabinete do xerife diz que vai conduzir uma investigação preliminar e encaminhar relatórios para as autoridades competentes para tratar do caso.

Uma marta pescadora na natureza

Imagem ilustrativa | Foto: Mass Audubon

A PETA obteve e publicou o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Ele afirma que houve uma falha em tratar dos problemas de saúde dos animais, o que pode ter levado a eles uma dor desnecessária e causado suas mortes.

O relatório sobre a morte do gambá, em fevereiro deste ano, disse que uma revisão dos registros revelou uma taxa de mortalidade muito alta neste zoológico desde 2018. Também não havia comida ou fezes no trato intestinal do animal, o que pode ser um sinal de infecção viral.

O zelador e o curador do local declararam que não havia nenhum tipo de procedimento para garantir que todos os animais com compartimentos compartilhados estivessem se alimentando.

O relatório da morte das martas pescadoras concluiu que os funcionários falharam em tratá-las de uma grande infestação de pulgas. Além disso, o zelador também afirmou que encontrou muitos arranhões nos animais, mas nenhum remédio foi aplicado.

A PETA pediu para que o restante dos animais presentes no zoológico fosse transferido para instalações respeitáveis. A organização ainda ofereceu assistência para encontrar lugares mais adequados a eles, mas a ajuda foi negada.

O zoológico da Califórnia declarou que espera o apoio da comunidade local enquanto trabalha para melhorar sua instalação.


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Paul McCartney pede o fim dos testes com cães em universidade americana

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Paul McCartney escreveu uma carta em nome da ONG PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), expressando surpresa ao ficar sabendo sobre os experimentos com cães da TAMU durante uma turnê.

A universidade cria cães da raça golden retriever para desenvolver distrofia muscular, dificultando sua locomoção, a deglutição e a respiração. De acordo com a PETA, esse tipo de experimento foi usado por quase 40 anos e não resultou em nenhum tratamento capaz de reverter a doença.

O co-fundador da Meat Free Monday descreveu o vídeo divulgado pela organização como “devastador”, e implorou ao TAMU para parar os experimentos e colocar os cães para adoção. McCartney acrescentou: “Eu convivo com cachorros desde que era menino e amei e tratei todos eles com carinho, incluindo Martha, que foi minha companheira por cerca de 15 anos e sobre quem escrevi a música‘Martha My Dear’”.

“Por favor, façam a coisa certa, acabando com o sofrimento dos cães no laboratório de pesquisas de distrofia muscular da TAMU e mudando para métodos modernos de pesquisa”, concluiu.

O ativismo de Paul McCartney

Vegetariano, desde 1975 o músico virou vegano, McCartney apareceu em várias campanhas de direitos animais, incluindo a participação como narrador do documentário produzido peka PETA “Glass Walls”, que fala sobre os horrores das fazendas de criação de animais. Ele também trabalhou com a Humane Society dos Estados Unidos e a Sociedade Mundial de Proteção aos Animais.

Em 2009, ele e suas filhas, a estilista vegana ética Stella e a fotógrafa Mary, lançaram a campanha Meat Free Monday no Reino Unido para incentivar as pessoas a comer mais alimentos à base de vegetais. O décimo aniversário da campanha foi comemrado por celebridades como Tom Hanks, Orlando Bloom e Alicia Silverstone.

Experiências com cães da TAMU

Esta não é a primeira vez que a TAMU está sendp acusada por seus experimentos. Falando à Fox News em novembro de 2017, a Dra. Alka Chandna, especialista sênior em supervisão laboratorial da PETA, disse que os testes são financiados com dinheiro público.

Um representante da TAMU defendeu os experimentos, observando que o FDA (Food and Drugs Administration/órgão regulador de vigilância sanitária dos EUA) exige que os medicamentos sejam testados em pelo menos duas espécies de animais antes de serem usados por seres humanos.

No entanto, Chandna explicou que o vídeo, obtido em 2013, mostra condições cruéis: “Eu vejo claramente que que não há amor ali. Também não há cuidado. Isto não é um tratamento humano”.

O New York Post notou que pelo menos uma outra universidade dos EUA conduz testes semelhantes em cães.

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ONG acusa a Grécia de acobertar tratamento cruel contra burros em Santorini

A organização internacional de proteção animal PETA acusou autoridades da Grécia de acobertarem o tratamento cruel ao qual burros são submetidos na ilha de Santorini e de impedir os esforços da entidade para chamar atenção para o sofrimento dos animais.

Foto: Reprodução / CNN

A ilha atrai milhares de turistas por ano. No local, burros e mulas são explorados para o transporte das pessoas. De acordo com a ONG, os animais são forçados a carregar visitantes e bagagens em colinas íngremes. As informações são da Reuters.

Imagens feitas em 2018 mostram animais sendo açoitados com varas e carregando pesos extremos. A PETA acusa as autoridades de barrar sua campanha em ônibus e táxis que expõe um burro exausto ao lado das palavras “Burros sofrem pelos turistas. Não os montem”.

“As autoridades gregas deveriam estar reagindo e impedindo que os burros sejam usados até a exaustão em Santorini, não acobertando a crueldade de forçá-los a carregar cargas pesadas de turistas”, disse Elisa Allen, diretora da Peta, em um comunicado.

Segundo a ONG, cerca de 100 dos 2 mil burros e mulas que vivem na ilha estão sendo explorados em passeios turísticos.

O prefeito de Santorini, Nikos Zorzos, afirmou que as autoridades se importam com o bem-estar dos animais, respeitam as leis gregas de proteção animal e que a municipalidade não tem jurisdição sobre campanhas em ônibus e táxis.


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Nevada aprova lei que proíbe a venda de cosméticos testados em animais

Foto: ADOBE

Foto: ADOBE

Nevada tornou-se o mais recente estado dos Estados Unidos a proibir a venda de cosméticos testados em animais, mas infelizmente os produtos importados da China estarão isentos da proibição. Por lei os produtos cosméticos chineses precisam ser testados em animais no país.

A Lei de Cosméticos Livre de Crueldade de Nevada (SB 197), que foi apresentada pela primeira vez aos legisladores estaduais em fevereiro, entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2020.

Nem necessário, nem aceitável

A senadora Melanie Scheibel, autora do projeto, disse à ONG Cruelty-Free International: “Por mais de 50 anos os animais têm sido usados em testes dolorosos de cosméticos. Mas a ciência e a opinião pública evoluíram e hoje não é mais necessário ou aceitável prejudicar os animais” para produzir novos cosméticos.

“Chegou a hora de tornar a crueldade com os animais associada aos cosméticos uma coisa do passado e estou orgulhosa de que o estado de Nevada esteja liderando o caminho a ser seguido”.

Nada de “vitória total para os animais”

A ONG PETA disse: “Embora a nova lei seja certamente um progresso importante e empolgante, ainda não estamos prontos para chamar isso de uma vitória total para os animais”, ressaltando a isenção de países como a China.

Nevada segue os passos da Califórnia, que aprovou uma lei similar contra testes em animais no início deste ano, que também entrará em vigor a partir de janeiro de 2020.

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Ator Alec Baldwin pede ao SeaWorld que pare com a crueldade contra os golfinhos

Foto: Pinterest

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O ator Alec Baldwin está pedindo ao SeaWorld que pare com o tratamento cruel que o parque dispensa aos golfinhos. A estrela dos filmes “Boss Baby” e “30 Rock” fez o pedido durante a reunião anual on-line do parque aquático.

“Minha pergunta é essa”, disse Baldwin. “Quando o SeaWorld deixará de permitir que os treinadores usem golfinhos em espetáculos de circo, disfarçados de entretenimento, que demonstram crueldade absurda, como andar em suas costas e de pé sobre seus rostos?”.

Baldwin refere-se a um recente relatório do grupo de defesa dos direitos animais da ONG PETA que encontrou feridas abertas e “cicatrizes extensas” nos mamíferos marinhos, “mas os treinadores ainda os utilizam como pranchas de surf, subindo em suas costas e ficando de pé em seus rostos em shows humilhantes em estilo dos circos”, disse Baldwin.

“Permitir que os treinadores ‘surfem’ nas costas dos golfinhos ou ‘pisem’ em seus rostos coloca sua saúde e bem-estar em risco. Os golfinhos não deixam naturalmente os humanos fazerem essas coisas. Este tratamento cruel não oferece absolutamente nenhum valor educacional ao público. Também envia uma mensagem prejudicial às crianças sobre o tratamento aceitável aos animais”.

O movimento do ator vem logo em seguida ao Canadá ter aprovado uma legislação no início desta semana, proibindo o cativeiro de baleias e golfinhos. A proibição impede que os parques marinhos, como o SeaWorld, usem os animais para fins de entretenimento.

Os maus tratos do SeaWorld aos mamíferos marinhos

“É inaceitável que golfinhos inteligentes e sensíveis estejam sendo usados como pranchas de surfe e plataformas de lançamento em óculos do SeaWorld”, disse Tracy Reiman, vice-presidente da PETA, em comunicado. “A PETA e o Sr. Baldwin estão exigindo que os treinadores do SeaWorld tirem os pés das costas e dos rostos desses animais”.

O SeaWorld tem tido queda nas vendas de entradas enfrentado protestos públicos desde que o filme “Blackfish”, de 2013, expôs os maus tratos do parque marinho às baleias orcas em cativeiro.

O filme acompanha a história de Tilikum, uma baleia orca ligada a três mortes de treinadores estimuladas pelo que os especialistas acreditam ser uma psicose causada por seu cativeiro. Mas o filme também destacou outras questões, incluindo a separação das mães orcas de seus bebês e os freqüentes ataques estimulados pelo confinamento.

Esta não é a primeira vez que Baldwin fala em favor dos mamíferos marinhos. Em 2013, a celebridade e também pai de cinco filhos pediu ao Macy’s para retirar o enorme balão flutuante do SeaWorld de sua parada do Dia de Ação de Graças.

Ele também pediu recentemente que sua cidade natal Massapequa, em Nova York (EUA), evitasse que outro parque de mamíferos marinhos, o SeaQuest, abrisse uma filial no local.

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Levantamento revela o destino terrível que os cavalos exportados pela Austrália enfrentam

Foto: PETA

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Outros 11% estão listados nos registros da Korean Racing Authority (KRA) como “indeterminado”, uma entrada que muitas vezes coincide com o fim abrupto do histórico médico, ou a listagem de uma lesão que é incompatível com as corridas.

Segue-se a publicação pela Guardian Austrália de imagens secretamente gravadas por investigadores da PETA em um dos principais matadouros de cavalos em Nonghyup na Ilha de Jeju na Coréia do Sul, mostrando cavalos sendo espancados na cabeça com tubos de plástico antes de serem empurrados para pelos corredores do matadouro.

Esse vídeo inclui imagens de três cavalos australianos, incluindo o Dynamic Tank, Bareal Jeong e Winx, todos explorados em corridas de cavalos e considerados “campeões” sendo que o último deles foi listado em uma auditoria – realizada em registros de 40 anos de mortes – realizada pela KRA em 2015. Ele provavelmente foi morto em 2010, quando seus registros veterinários terminam.

Uma análise dos registros Australian Stud Book e KRA mostra que dos 190 cavalos exportados da Austrália para a Coréia do Sul entre janeiro de 2013 e maio de 2019, 22 estão listados como tendo sido enviados para o matadouro e 29 estão listados como tendo morrido, acredita-se que a maioria dessas mortes esteja ligada à indústria da carne.

Outros 11 morreram em consequência de acidentes durante uma corrida ou treino, ou devido a doenças como cólica. Cerca de 27% – ou 53 cavalos – ainda estavam competindo, com a maioria desse número sendo de cavalos que haviam sido exportados mais recentemente. Treze cavalos haviam sido transferidos para a indústria de criação, e 40, ou 21%, haviam sido aposentados como cavalos de passeio.

O tempo médio entre a data listada de exportação da Austrália e a data em que um cavalo morreu, ou foi listado “indeterminado”, é de 22 meses.

O cientista-chefe da RSPCA, Bidda Jones, disse que as imagens mostram que há “problemas óbvios que precisam ser resolvidos” se a Austrália pretende continuar exportando cavalos.

“Pedimos à Racing Austrália que trabalhe em estreita colaboração com suas contrapartes estrangeiras para garantir o manejo humano dos cavalos australianos ao longo de suas vidas, seja aqui ou no exterior”, disse Jones.

Jones disse que a história recebeu “milhares de reações de revolta e ira” dentro de uma hora depois de ser compartilhada na página do Facebook da RSPCA na quinta-feira.

“Os australianos não vão tolerar a violência e a crueldade contra os animais”, disse ela

Jones comparou a reação expressada pelas pessoas às respostas ao comércio de exportação de ovinos vivos, que foi fortemente restringido após o lançamento no ano passado de imagens terríveis divulgadas nas mídias sociais.

“Nesta época em que vivemos, não há onde se esconder”, disse ela. “Se os animais sob seus cuidados não estiverem sendo bem tratados, quando isso acontecer, onde quer que isso aconteça, você será descoberto”.

Jones disse que as indústrias que dependem de animais devem abordar essas questões “muito antes de serem expostas em uma reportagem de alcance mundial”.

A Racing Austrália mostrou imagens do matadouro na terça-feira última, mas disse que não pretendia expandir uma declaração anterior sobre protocolos de aposentadoria de cavalos introduzida na Austrália em 2015, e também expressou seu apoio ao estabelecimento de um registro de rastreabilidade de cavalos financiado pelo governo.

Embora contatada a entidade não respondeu a um pedido de comentário.

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ONG denuncia crueldade contra peixes explorados para venda em pet shop

A rede de petshop Petco foi alvo de uma denúncia feita pela PETA, organização internacional de defesa dos direitos animais. A entidade expôs a crueldade imposta a peixes betta devido à exploração para venda promovida pela loja, que tem 1,5 mil lojas nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução / YouTube / PETA

Imagens de 100 lojas da petshop foram registradas por integrantes da ONG, que flagraram peixes confinados em pequenas embalagens plásticas sem qualquer condição de higiene. Muitos foram encontrados doentes ou mortos.

O transporte desses animais até as lojas também foi registrado, através de filmagens escondidas. Nas imagens, é possível ver peixes sendo levados aos milhares dentro de sacos plásticos minúsculos.

A ONG conseguiu gravar ainda relatos de funcionários da empresa de transporte que admitiram que vários peixes morrem antes de chegar às lojas devido ao estresse e às más condições que suportam.

Gigante da moda H&M abandona o uso de caxemira após ONG expor a indústria da lã

H&M abandona o uso de caxemira após vídeo | Foto: PETA/Asia

H&M abandona o uso de caxemira após vídeo | Foto: PETA/Asia

Investigadores da organização de direitos animais PETA Asia filmaram fazendas de caxemira e matadouros na China e na Mongólia e obtiveram imagens de cabras sendo abusadas e feridas. A gigante de moda cotidiana H&M abandonou a “caxemira convencional” – o único tipo que vende – após uma exposição da indústria pela ONG vegana PETA.

A PETA Asia filmou fazendas de caxemira e matadouros na China e Mongólia – os dois países responsáveis por 90% da produção mundial de caxemira.

A filmagem mostra os trabalhadores segurando as cabras, que choram de dor quando suas pernas estão dobradas e seus cabelos arrancados com pentes de metal afiados. Ele também mostra animais sendo atingidos na cabeça com um martelo e tendo suas gargantas cortadas na frente dos outros.

H&M abandona o uso de caxemira

De acordo com a H&M, a empresa deixará de fazer pedidos de caxemira até o final de 2020, em uma tentativa de abordar o que descreve como “os desafios ambientais e de bem-estar animal do fornecimento de caxemira”.

“Se a indústria de caxemira no futuro satisfizesse nossos critérios de sustentabilidade, poderíamos pensar em voltar para a caxemira virgem novamente”, disse a H&M em seu site.

“Além do nosso trabalho para melhorar o setor, também continuaremos a buscar alternativas com uma sensação e um valor igualmente grandes para os clientes, como a caxemira, mas com menos impactos ambientais.”

H&M

“A H&M – a segunda maior varejista de peças de vestuário do mundo – concordou em proibir a caxemira ‘convencional’ (o único tipo que vende) como resultado da investigação”, disse a PETA em um comunicado enviado ao Plant Based News. “A ASOS havia anteriormente banido a caxemira após conversas com a PETA, e depois de receber as conclusões dessa nova investigação, a empresa deu o passo final de remover todas as ações restantes de caxemira de seu site.”

“Pelos de cabra apavoradas são arrancados, e então os animais são atingidos por martelos e espancados até a morte – tudo para fazer cachecóis de caxemira e lenços”, acrescentou a diretora da PETA, Elisa Allen. “A PETA pede a todos os varejistas que sigam a H&M e a ASOS abandonando a caxemira e pedindo aos consumidores que deixem de comprar itens produzidos com crueldade”.

A PETA sugere que varejistas e consumidores optem por alternativas veganas, de menor impacto ao caxemira e lã, incluindo bambu, tencel, cânhamo, modal, viscose, algodão orgânico e caxemira de soja, que é um subproduto da produção de alimentos de soja.

O que “Detetive Pikachu” encontraria se investigasse os animais explorados de Hollywood?

Há muito o que gostar do filme “Detetive Pikachu”, que entrou em cartaz na última quinta (9). O longa se passa em um universo onde criaturas fantásticas e seus treinadores vivem em harmonia – um universo onde Pokémons não são forçados a performar contra a sua vontade. Infelizmente, na prática, a relação de animais treinados com seus treinadores para filmes e séries de TV no nosso mundo não é tão pacífico assim.

Se Detetive Pikachu investigasse o que realmente acontece nos sets hollywoodianos, na indústria de treinamento animal, ele encontraria violência, negligência, e até mesmo mortes. A People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) produziu uma coletânea de ilustrações que exemplificam bem qual a realidade vivida por essas vítimas.

Cachorros não são Pokémons tipo água

Cães geralmente são forçados a enfrentar as mais terríveis situações para que os produtores possam conseguir aquilo que querem. No set de “Juntos para Sempre”, imagens mostram o treinador contratado pelo estúdio arremessando o cachorro na água turbulenta.

Pior que a Equipe Rocket

Treinadores de Hollywood também já foram pegos pelas câmeras em suas instalações privadas batendo em animais selvagens para forçar a sua submissão. Amedrontados por receberem mais golpes, estes animais performam apenas para poder ficar em paz, evitando mais sofrimentos. Essa técnica consiste em continuar os golpes no tigre, em frente ao elenco e equipe de produção, incluindo “A Vida de Pi”, filme o qual o treinador foi pego chicoteando pelo menos 20 vezes no pobre tigre.

Meowth sabe falar – estes gatos não

Alguns treinadores escolhem a privação de comida para atingir os requerimentos de um diretor, ou para coagir os animais a fazerem truques na frente das câmeras. Dois gatos de um dos maiores “fornecedores” de Hollywood sofreram de fome por muitos dias, pois o treinador do set dizia que eles estavam “gordos”.

Treinadores não estão evoluindo

Elefantes não são explorados somente em circos. Imagens gravadas por testemunhas mostram treinadores batendo com varas e socando um elefante que apareceu na série da HBO, “Westworld”. Enquanto isso, filmes compassivos como “Mogli, o Menino Lobo” e “Dumbo” usaram a tecnologia tão bem conhecida que temos e recriaram as imagens de elefantes com a tecnologia de CGI, ou cromaqui. Não há desculpas para torturar um animal, muito menos em prol do entretenimento.

Enfermeira Joy ficaria furiosa

Quando falamos sobre animais sensíveis e nervosos, como os cavalos, grande parte de suas performances acabam em tragédia. Três cavalos morreram na produção da série “Luck” da HBO, e 27 cavalos morreram para o “The Hobbit” de Peter Jackson.

Ativistas veganos pedem que a Prada abandone o uso de peles de animais exóticos

A casa de design Prada receberá um pedido formal para abandonar o uso de peles de animais exóticos em sua reunião anual em Milão, amanhã (01 de maio).

Ativistas veganos da PETA pedirão à Prada que alternativamente concorde em fazer visitas sem aviso prévio a seus fornecedores em conjunto com ONG para avaliar o bem-estar dos animais.

A gigante da moda admitiu no passado que não tem certeza de como os animais cuja pele a marca usa são tratados – o que levou a essa solicitação.

Animais exóticos e pele

“A PETA está confiante de que se os executivos da Prada puderem ver em primeira mão o sofrimento que é causado aos animais usados para fazer as malas, bolsas, pulseiras de relógio e sapatos da marca, eles acabariam com a venda de peles exóticas imediatamente”, diz a diretora da PETA, Elisa Allen.

“A Chanel baniu peles exóticas depois de reconhecer que não pode obtê-las eticamente, então a Prada deve seguir o exemplo e parar de lucrar com o sofrimento e a morte de avestruzes, crocodilos e outros animais selvagens”.

A ONG divulgou um vídeo, expondo as empresas que matam de avestruzes por sua pelugem, dizendo: “Como as imagens revelam, as jovens aves são mantidas em confinamentos insalubres antes de serem espremidas em caminhões de carga, transportadas para matadouros e finalmente eletrocutadas antes de suas gargantas serem cortadas”.

Foto: PETA Índia

Foto: PETA Índia

A instituição também investigou a indústria de peles de répteis, descrevendo as condições em que os animais eram mantidos em “pequenos e imundos cercados de concreto, alguns mais estreitos que o tamanho de seus corpos”, afirmando que “os crocodilos são mortos brutalmente por um corte imenso que abre seu pescoço de lado a lado e hastes de metal usadas para esmagar sua coluna vertebral.

Foto: PETA Índia

Foto: PETA Índia

Especialistas relatam que os crocodilos podem ficar conscientes por mais de uma hora após sua medula espinhal ter sido rompida.

Chanel e as peles exóticas

A PETA quer que a Prada siga os passos da gigante de moda francesa, Chanel, que anunciou ano passado que deixaria de usar peles de animais exóticos, incluindo peles de raposa; crocodilo; lagarto; serpente; e arraia. Enquanto alguns produtos ainda existem nas criações da Chanel, eles não serão mais usados nas próximas coleções.

Bruno Pavlovsky, presidente da Chanel Fashion e Chanel SAS, disse que se tornou cada vez mais difícil encontrar peles que atendam aos padrões da empresa em termos de ética e qualidade, e a marca voltará seu departamento de pesquisa sobre desenvolvimento de tecidos criados para as “indústrias agroalimentares”.

Ele acrescentou: “Nós fizemos isso porque a situação é óbvia, há muito sofrimento envolvido, ninguém nós impôs isso. É uma escolha livre”.

Celebração vegana

A notícia foi recebida com alegria e várias celebrações foram realizadas pelos ativistas veganos, incluindo os filiados à PETA.

“As rolhas de champanhe estão pipocando na PETA, graças ao anúncio da Chanel de que está abandonando o uso de pele e couro de animais exóticos – incluindo crocodilo, lagarto e cobra”, disse o diretor de Programas Internacionais da PETA, Mimi Bekhechi, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Por décadas, a PETA e suas afiliadas vinham pedindo à marca que optasse pela moda livre de crueldade em que nenhum animal teve que sofrer e morrer para que suas coleções de moda ganhassem vida, e agora é hora de outras empresas, como a Louis Vuitton, seguirem o exemplo da marca icônica e adotarem o mesma atitude ética”.