A PETA realizou uma investigação que combateu a produção de mohair na África do Sul, fonte de mais de 50% do produto no mundo, revelando os horrores naquelas fazendas.
Foto: PETA
Após a divulgação, diversas marcar abandonaram o uso do tecido feito à base de pelo de cabra, como a Topshop, H & M, Gap, Anthropologie, ASOS, Diane Von Furstenberg, Banana Republic e Zara.
Agora é a vez da Royal Collection Trust, uma instituição beneficente britânica fundada em 1993 pela Rainha Elizabeth II sob a presidência de Charles, prometer deixar de lado o uso produto após assistir as terríveis imagens.
Segundo o Plant Based News, uma solicitação foi feita ao príncipe de Gales pela própria instituição para que o mohair fossem removido das coleções.
Foto: PETA
Após o apelo, a Trust disse: “As lojas da Royal Collection Trust não venderão mais ursinhos de pelúcia ou quaisquer outros itens que tenham sido fabricados a partir de mohair e exploraremos fontes alternativas para futuros produtos”.
A investigação da PETA
Durante janeiro e fevereiro de 2017, investigadores visitaram 12 fazendas na África do Sul e descobriram uma série de abusos, incluindo trabalhadores arrastando cabras pelos chifres e pernas e levantando-as do chão pela cauda, o que poderia quebrar suas espinhas.
Além disso, de acordo com a PETA, testemunhas oculares viram as orelhas de cabra sendo mutiladas com alicates, deixando-as gritando de dor.
“Os tosquiadores – que são pagos em volume, não por hora – trabalhavam rápida e descuidadamente, deixando as cabras cortadas e sangrando. Os trabalhadores costuravam-nas grosseiramente sem dar nenhum alívio à dor”, disse a instituição de caridade.
A investigação também destacou as maneiras pelas quais os animais que não tinham mais serventia eram abatidos, dizendo: “Em uma fazenda, um trabalhador cortou lentamente a garganta das cabras totalmente conscientes com uma faca cega e quebrou o pescoço, cortando a cabeça de um animal”.
A PETA lançou uma campanha contra o uso de lã nos Estados Unidos, instalando imensos outdoors que mostram o rosto de uma ovelha ao lado do slogan que diz: “Somos Indivíduos. Não Somos Suéteres. Vista Algo Vegano”. Os outdoors estão espalhados pelas cidades de Boise, em Idaho; Madison, em Winsconsin; San Bernardino, na Califórnia, entre outras. A organização também instalou peças da campanha nos ônibus em Nova York e Kentucky.
Foto: Darla Berry
“Assim como os humanos, as ovelhas sentem dor e medo e valorizam suas vidas”, disse a gerente de campanha da PETA, Christina Sewell, em um comunicado. “Os outdoors da PETA incentivam os consumidores a optar por roupas aconchegantes que sejam livres de crueldade.”
No ano passado, a PETA investigou cerca de 99 fábricas de tosquiamento de ovelhas em quatro continentes, revelando que os animais são espancados, pisoteados, mutilados e até esfolados vivos no processo de extração de sua lã.
“Como os tosquiadores são normalmente pagos por produção, e não por hora, eles são levados a trabalhar de forma rápida e descuidada”, disse a instituição de caridade. “Tiras de pele de ovelha e até mesmo pedaços de suas orelhas são cortados ou arrancados durante a tosquia, e as feridas mais abertas são costuradas sem qualquer tipo de anestésico.”
Muitos dos outdoors foram colocados perto das lojas da Forever 21, que está sendo alvo de boicote após a PETA divulgar dois vídeos onde carneiros e ovelhas são vítimas de maus-tratos e abuso na maior fazenda de lã do mundo, que fica em Victoria, na Austrália, de onde a Forever 21 comprava a lã usada nas roupas.
Nos vídeos, os funcionários são visto espancando ovelhas e carneiros aterrorizados, mutilando-os brutalmente e cortando as gargantas dos animais ainda vivos e conscientes.
O ator vegano Emmett J. Scanlan fez uma parceria com a organização de direitos animais PETA em uma campanha incentivando as pessoas a se tornarem veganas. No vídeo, o ator afirma que “somos todos animais”.
Foto: Tony Craig Photography
“Estou convencido de que, se comemos carne, estamos ingerindo carma ruim, mas, como subproduto disso, ao não comer carne, estou ajudando o meio ambiente”, disse Scanlan na entrevista em vídeo. “É mais saudável para mim. Eu sei, eu acredito, e me sinto mais forte do que antes. E o mais importante: eu me sinto feliz por estar nesse caminho.”
Falando sobre sua própria jornada vegana, Scanlan disse: “Eu tinha um tipo de justificativa para mim mesmo que a carne que eu comia era orgânica, que vinha de um ‘abate humanitário’, o que quer que isso significasse. E eu continuei comendo.”
Isso mudou quando ele encontrou sua esposa chorando em seu laptop em uma noite. “No laptop havia um vídeo feito por ativistas e, em lágrimas, ela dizia: ‘Eu não entendo porque o mundo é tão mau’, então eu assisti o vídeo de 34 minutos e me virei para minha esposa e disse: ‘Querida, eu estou com você’.”
“As mídias sociais estão nos forçando a despertar. Não há lugar para se esconder agora. Você tem que ver. Você tem que se educar. E eu acho que se você se conscientizar, então haverá espaço para florescer a compaixão, que é a verdadeira essência do ser humano,” disse Scanlan.
O vídeo de Scanlan vem após uma recente parceria entre a PETA e o ator de Game of Thrones, Jerome Flynn, que também questionou o mito do “abate humanitário”.
“Praticamente nenhum dos animais inteligentes e sensíveis criados para consumo na Grã-Bretanha ou no exterior jamais poderá respirar ar puro, sentir o calor do sol em seu corpo, deitar na grama ou fazer qualquer outra coisa que tornaria sua vida normal ou digna de ser vivida,” disse Flynn no vídeo.
“Suas vidas são miseráveis a partir do momento em que nascem até o dia em que os caminhões chegam para levá-los ao matadouro. Sim, no final de todo esse sofrimento, eles são levados para o matadouro, onde as visões e cheiros de sangue e entranhas são de revirar o estômago”.
A triste vida dos galgos é fadada ao sofrimento desde o nascimento. Eles são explorados ainda muito pequenos para serem cães de corridas durante sua curta “vida últil”.
Com o desgaste excessivos dos músculos e ossos em competições, os animais sofrem de doenças crônicas após certo tempo em atividade. O destino final é o abandono ou a morte.
Escândalos recentes falam sobre mortes contínuas, uso de drogas nos animais e exportação ilegal.
Foto: PETA
A GREY2K USA, a maior organização sem fins lucrativos de proteção de cães galgo ingleses do mundo, resgatou dezenas deles de um matadouro na China, em junho de 2018.
O sofrimento para alguns animais não acaba quando são “aposentados” e, de alguma forma, ainda são torturados e abusados por pessoas e empresas.
O Hemopet é uma empresa da Califórnia que afirma operar como um banco de sangue canino que “fornece componentes sanguíneos e suprimentos de última geração para transfusões para clínicas veterinárias em todo o país”.
Eles utilizam galgos que foram descartados da indústria de corridas e os “abrigam” em suas instalações, a fim de retirar regularmente seu sangue, que então é vendido para clínicas veterinárias na América do Norte e na Ásia para ajudar animais de domésticos doentes. Segundo eles, eventualmente, os galgos são colocados para adoção e encontram novos tutores.
Foto: PETA
À primeira vista, a missão do Hemopet parece bastante honrosa – mas os defensores do bem-estar animal têm sérias preocupações com o tratamento de cães nessa instalação.
No ano passado, um investigador da PETA ficou disfarçado no Hemopet por três meses e relatou que os galgos foram severamente maltratados e negligenciados.
Foto: PETA
“Os cães latem muito alto e persistentemente, e não há descanso para os animais com barulho constante”, disse Dan Paden, diretor associado de análise de evidências da PETA , ao The Dodo.
“Alguns dos trabalhadores gritavam com os cachorros: ‘Cale a boca, fique quieto, pare’, o que só aumenta o estresse, a ansiedade e o medo daqueles animais.”
“O investigador viu esses cães grandes, sociais e cheios de energia reduzidos a ‘bolsas de sangue’ de quatro patas “, disse Paden.
“Eles são mantidos em gaiolas tão pequenas que mal conseguem ficar de pé, mal conseguem se virar. Quando tentam se deitar, suas costas estão contra um lado da caixa, e dificilmente podem esticar seus quatro membros sem tocar o outro lado da grade.
Foto: PETA
Os cães só foram resgatados por dois motivos, segundo Paden – para doar sangue ou para uma curta caminhada.
“Os cães que foram descartados pela indústria de corridas … e, como todo cão, precisam de uma oportunidade para correr e brincar. Eles são retirados das gaiolas por apenas por cinco minutos e colocados em um caminho concreto como o chamado exercício”, ele disse.
Os galgos também não têm conforto e estímulo dentro de suas gaiolas. No máximo, eles podem ter um cobertor fino e um único brinquedo, disse Paden. Este confinamento terrível deixou muitos dos cães com problemas de saúde.
“A testemunha viu uma quantidade enorme de cães com de perda de pelos, calos e até bolsões de líquido acumulados nos membros desses animais”, disse Paden. “O veterinário que consultamos disse que todos esses problemas são os efeitos do confinamento constante em superfícies duras.”
Foto: PETA
Apesar de serem negligenciados por seus cuidadores, a maioria dos cães no Hemopet é desesperada por atenção, de acordo com Paden. Eles abanavam o rabo com força quando alguém se aproximava de seu canil – tanto que machucavam e quebravam as pontas de suas caudas. As informações são do The Dodo.
Estar preso em gaiolas era apenas um elemento da miséria dos cães – outro era o próprio processo de coleta do material. Os cães doam sangue a cada 10 ou 14 dias, e muitos ficaram doentes como resultado, de acordo com Paden.
Foto: PETA
“Muitos dos cães estavam à beira da anemia e com falta de glóbulos vermelhos”, disse Paden.
“Os cães ficavam letárgicos e apáticos após as retiradas e eram colocados de volta suas gaiolas sem monitoramento, o que é uma atitude perigosa e irresponsável. Sangramentos e hematomas no pescoço nos cães após a coleta de sangue é muito comum. ”
O sangue doado de cães são muito importantes para salvar vidas em clínicas veterinárias – alguns donos até mesmo oferecem seus animai como doadores, mas a forma como o Hemopet opera é extremamente controversa.
Nenhum dos cães é isento da coleta de sangue, inclusive aqueles doentes com condições como o lúpus. Tirar sangue de um cão doente não é apenas perigoso para esse cachorro em particular – também é perigoso para o cão que recebe o sangue, apontou Paden.
Mesmo vendendo sangue de cachorro por um alto preço, o Hemopet está registrado como uma organização sem fins lucrativos nos EUA, o que intrigou os defensores do bem-estar animal.
Foto: PETA
“Na verdade, fizemos uma queixa ao procurador-geral da Califórnia, pedindo-lhes para investigar, perguntando por que essa empresa tem status de instituição de caridade”, disse Paden.
“Encontramos discrepâncias muito grandes entre o que o Hemopet afirma em seu site e a verdadeira realidade dos animais – há falhas no exercício, na criação e nos cuidados dos animais”.
Paden também está preocupado com a afirmação do Hemopet de que é um centro legítimo de resgate e adoção.
“O investigador viu inúmeros cães que tinhas um cartaz sobre sua caixa, que dizia ‘indo para casa’, o que supostamente indicava que esses cães haviam sido adotados”, disse Paden.
“Mas aqueles cães ficavam naquelas gaiolas e continuvam sendo sangrados por mais três ou quatro semanas. Eles não iam para casa porque Hemopet precisava encontrar outro cachorro para substituí-lo na fila de sangue.”
“Foi uma experiência reveladora e também muito dolorosa para a testemunha”, acrescentou Paden.
O The Dodo revelou que entrou em contato com o Hemopet e que um porta-voz enviou uma declaração dizendo que a PETA “transmitiu informações infundadas sobre os serviços do Hemopet e dos bancos de sangue animal”.
A empresa enfatizou seu status de instituição de caridade e alegou ser uma “instalação exemplar” que leva em conta o bem-estar de seus cães.
“Nossos cães são atendidos por mais de 40 pessoas e voluntários adicionais que, direta e regularmente, andam e brincam com eles”, disse o porta-voz do Hemopet.
“Há uma escassez nacional de sangue seguro e compatível com o sangue para animais de companhia e de trabalho. Se não fosse pelos serviços de banco de sangue animal do Hemopet, inúmeros pacientes com necessidade de transfusões sofrerão e alguns morrerão”.
Enquanto o sangue é muitas vezes necessário para ajudar os animais de estimação doentes, Paden acredita que existem formas mais éticas de obter esse sangue.
“Há um número crescente de escolas de veterinária, que operam bancos de sangue comunitários bem-sucedidos, onde os animais, sejam cães ou gatos, vivem em casa com a família e, a cada três ou quatro meses, o guardião os leva até a clínica, ou até mesmo uma clínica móvel, e um técnico veterinário ou veterinário vai tirar sangue de animal com a finalidade de doá-lo”, disse Paden.
“Em troca disso, os animais recebem frequentemente cuidados veterinários gratuitos e, é claro, o animal chega em casa no final do dia, como um doador de sangue humano faria, e não apenas é jogado de volta em um ambiente não natural e estressante.”
Outra alternativa é que os veterinários peçam aos clientes que doem sangue de seus animais domésticos para ajudar outros animais em necessidade.
A ex-modelo compareceu à Crawley Magistrates Court, no Reino Unido, onde se confessou culpada por dirigir desqualificada e não ter seguro de terceiros para o seu veículo, sendo condenada a uma proibição de dirigir por três meses e multa de £ 1.100.
Drama do tribunal: A ex-modelo de glamour compareceu ao Crawley Magistrates Court, onde se confessou culpada de dirigir desqualificada e não ter seguro de terceiros para o seu veículo.
Katie Price estava usando peles de verdade – que são caríssimas – mas enfrentou uma batalha de falência no ano passado e diz que é incapaz de pagá-la, bem como os custos, tudo de uma vez.
Elisa Allen, diretora da PETA UK, disse ao MailOnline: “Quando se trata de usar peles, Katie Price é uma infratora reincidente que está levando os animais a uma morte dolorosa – e fazendo isso intencionalmente, já que ela foi alertada várias vezes sobre a crueldade envolvida na captura, criação e abate dos mesmos.
“Hoje, a maioria das mulheres aceitam usar peles de animais que sofriam vidas miseráveis, confinadas a gaiolas de arame minúsculas e imundas antes que seus pescoços fossem quebrados ou fossem eletrocutadas anal ou vaginalmente”.
Ativistas do grupo de defesa dos direitos dos animais, PETA, criticaram Katie Price por fazer uma aparição na corte com peles animais.
“Cientes do modo como os animais são maltratados por suas peles, a PETA gostaria de pedir que a Srta. Price nos doasse suas peles para que pudéssemos usá-las como cama para animais órfãos ou distribuí-las a refugiados de países devastados pela guerra para ajudar mantenham-se aquecidos, pois são as únicas pessoas que têm uma desculpa para usar peles.
Katie também foi alvo de seus próprios seguidores no Twitter.
Um deles postou: “Parece que alguns animais morreram para dar a esta bunda a sua fantasia de chapéu e casaco de pele!”
‘@ KatiePrice repugnante andando em volta de pele de animais real. Escória, outro se queixou.
‘Wat uma pele de aparência grotesca hag. Dizem que quem usa peles é muito grosso ou muito cruel. Qual é Katie Price? [sic], ‘outro exigiu saber.
– Acho insultante, como amante dos animais, que ela esteja sendo classificada como uma. Ela é uma amante do bebê, seja humana ou animal, é isso. E certamente não há lugar neste dia e idade para usar peles de animais. Não é necessário e não deve ser promovido para moda [sic] ”, veio outro post.
‘@ KatiePrice Você está pensando em levar seus filhos para uma fazenda de peles, pode ver o sofrimento, tortura e abuso? #DontWearFUR não é diferente da pele humana #Revolting! ‘ outro escreveu.
As crueldades na indústria da carne e a rotina aterrorizante infligida aos animais diariamente já são conhecidas. Mas parece que a maldade humana não tem limites.
Agricultores do Território do Norte, na Austrália, estão sendo acusados pelos ativistas da PETA de torturar os animais com uso das coleiras de choque elétrico para que eles não desgarrem.
Infelizmente, a tecnologia tornou-se legal no território, na última segunda-feira (14) e a ministra da Indústria Primária, Nicole Manison, divulgou uma isenção ao ato de bem-estar animal que permitiria aos agricultores o uso dos colares por um ano se tivessem uma licença.
Ashley Manicaros, chefe-executivo da Associação de Criadores do Território do Norte, disse que os colares são uma ferramenta útil para impedir que o gado ande por estradas sem proteção, onde eles são um perigo para as pessoas e para eles mesmos.
“Por causa da vastidão do Território do Norte, a capacidade de mover, rastrear e controlar o gado é vital”, disse ele.
Os colares eShepard são movidos a energia solar e funcionam com tecnologia GPS. Se um animal vagueia fora de uma linha de cerca virtual, o eShepard envia um aviso de áudio e, em seguida, um choque elétrico ‘suave’ no indefeso animal. As informações são do Daily Mail.
A PETA se referiu à tecnologia como “dispositivos de tortura” e disse que “algumas pessoas” as compararam a causar dor equivalente a “uma facada no pescoço”.
O fabricante do produto diz que é muito mais seguro do que cercas elétricas.
“O eShepherd é muito mais seguro do que cercas elétricas porque os animais não estarão sujeitos a tomarem choques descontrolados, o que aconteceria caso ficassem presos nas cercas”, diz o site da empresa.
Seja qual for a “solução” para manter o gado dentro do pasto, sendo criado até o momento abate, ela é cruel e desumana para eles. O confinamento traz consequências irreversíveis para a saúde física e mental destes animais, que após tanto sofrimento são mortos para o consumo humano.
Depois de décadas de incontáveis protestos, 2018 foi finalmente o ano em que a moda começou a pôr um fim no uso de peles de animais. Com esse grande progresso realizado, organizações como a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) voltaram suas atenções para um novo objetivo: lutar contra o uso de lã.
Foto: PETA
A PETA afirma que não existe nenhuma maneira ética de tosquiar as ovelhas e retirar sua lã. Em seus esforços para esclarecer como o material é produzido, o grupo internacional de direitos animais lançou campanhas contra varejistas como a Forever21 pelas vendas de lã, e, mais recentemente, lançou 11 exposições focadas em revelar o quão prejudicial e dolorido é o processo de corte para as ovelhas.
“O que é importante perceber é que não se trata de denunciar uma ou duas fazendas ruins, isso é um problema sistemático”, diz a diretora-associada da PETA, Ashley Byrne. “Nós encontramos as mesmas coisas [através de operações de corte de ovelhas.] Animais são espancados, chutados, perfurados e mutilados na frente um do outro de maneiras horríveis.”
Embora existam empresas que afirmam que seus materiais são produzidos de forma responsável e ética, a PETA diz que toda a indústria está repleta de abuso de animais. Por exemplo, Byrne diz que parte da investigação da PETA incluiu a observação de fazendas que abastecem empresas como a Patagonia, uma marca que enfatiza publicamente seu uso de materiais “sustentáveis e socialmente responsáveis”.
Depois de uma investigação de 2017 ter descoberto que um fornecedor de lã da Patagonia abusava de ovelhas em sua fazenda, a empresa suspendeu duas vezes as compras com esse fornecedor. Em setembro de 2018, a Patagonia se negou a revelar seus últimos fornecedores de lã para a PETA, apesar das promessas de transparência por parte da empresa.
Organizações de direitos animais conseguiram cancelar evento bizarro em que o público poderia patinar no gelo ao lado de pinguins.
Pinguins Humboldt
O Queens Skate Dine Bowl em Bayswater, no oeste de Londres, ofereceu aos clientes a oportunidade de conhecer cinco pinguins Humboldt , como uma colaboração ao Penguin Awareness Day, para arrecadar fundos para a Bird Life, uma organização dedicada à caridade animal.
Vários grupos de bem-estar animal, incluindo a PETA, a World Animal Protection UK e o Born Free Foundation, se manifestaram contra o evento.
“Usar pinguins para atrair clientes pagantes é cruel e irrefletido”, escreveu Peta no Twitter.
“Os pinguins de Humboldt pertencem à água fria e às ilhas rochosas da costa da América do Sul, e não a pista de patinação em Londres”.
“Forçá-los a suportar o estresse de serem transportados e depois soltos em um ambiente desconhecido – com pessoas estranhas – deixariam esses animais sensíveis confusos, estressados e petrificados.”
A Fundação Born Free acrescentou: “@Queens_London Patinação no gelo com pinguins vivos é uma ideia terrível e exploradora, mesmo que os lucros sejam destinados à caridade.
“A melhor coisa para o #PenguinAwarenessDay é cancelar este evento.”
O Queens Skate Dine Bowl anunciou, no último sábado (12), que estava cancelando o evento.
Uma declaração na página do local do evento dizia: “Infelizmente, devido às preocupações levantadas por vários grupos de proteção animal, incluindo a Peta & Freedom for Animals – tivemos que cancelar o evento pelo interesse dos pinguins e dos nossos convidados.
“Agradecemos àqueles que compartilharam nossa empolgação com este evento – seus ingressos serão reembolsados nas próximas 48 horas.”
A empresa também acrescentou que o evento foi “planejado como uma experiência sem fins lucrativos, educacional e acessível” com o objetivo de aumentar a conscientização e educação sobre pinguins.
Novas críticas
Mesmo com o cancelamento, os organizadores ainda foram criticados por expressarem sua decepção com a não realização do evento e pela falta de um pedido de desculpas pela ideia cruel.
“Péssima decisão, em primeiro lugar, e mais falha pela falta do pedido de desculpas que vocês precisavam em redes sociais por esse erro. #boycottQueensLondon ”, escreveu uma pessoa no Twitter.
Outro acrescentou: “Eu sou grato pelo cancelamento você cancelou, mas este tweet mostra que, apesar de tudo, fundamentalmente vocês ainda não entendem que estavam errados, o que é uma verdadeira vergonha.”
A PETA lançou a campanha para pedir à Bristol, assim como a outras importantes universidades do Reino Unido, que abandonem a prática após a notícia de que a universidade realizou procedimentos em mais de 26.000 animais em 2017.
Foto: PETA
“Experimentos em animais não são apenas cruéis – eles são cientificamente falhos e não preveem efeitos em humanos”, diz a instituição de caridade animal.
Em setembro, foi revelado que dezenas de milhares de animais foram usados para pesquisa na universidade em apenas um ano, incluindo 13.472 ratos, 8.964 peixes-zebra e 101 suínos.
Embora os números sejam menores em comparação a outras universidades de ponta, como Oxford e Edimburgo, ativistas pelos direitos animais fazem campanha para que a prática seja limitada ou interrompida no futuro, em favor de métodos alternativos.
De acordo com o Bristol Post, Julia Baines, consultora de política científica da PETA UK, disse que é alarmante que a maioria dos procedimentos cruéis e experimentais em animais conduzidos na Grã-Bretanha ainda ocorra nas universidades. Mais de 26.000 procedimentos foram realizados em peixes, camundongos, ratos e outros animais somente na Universidade de Bristol em 2017.
“Agora sabemos que os peixes têm personalidades únicas, como os cães e os gatos, que os ratos são ferozes protetores de seus filhotes e usam sons complexos de baixa frequência para se comunicar, além de terem a capacidade de experimentar uma ampla gama de emoções. É antiético sujeitar esses animais sensíveis e inteligentes a vidas miseráveis em laboratórios e procedimentos dolorosos e aterrorizantes.
Foto: Stock image
Instituições líderes estão percebendo que para ficar no topo da classe, elas precisam deixar para trás experiências inúteis em animais e adotar tecnologia superior, como sistemas de testes com células humanas e computadores.
Recentemente, escolas na Índia foram intimadas a substituir a dissecação de animais. Graças a uma denúncia da PETA nos EUA, 129.000 e-mails e uma longa campanha, o financiamento para experimentos cruéis de sepse usando ratos na Universidade de Pittsburgh foi extinto.
“Pedimos à Universidade de Bristol que faça sua parte em 2019 e acabe com os experimentos cruéis em animais e abracem uma pesquisa humanitária e livre de sofrimento.”
Um porta-voz da Universidade de Bristol disse: “A Universidade de Bristol reconhece que algumas pessoas têm preocupações com o uso de animais em pesquisas. No entanto, também reconhecemos que a pesquisa envolvendo animais é vital para avanços médicos, veterinários e científicos que melhorem a vida de animais e seres humanos.
“Sempre que possível, nossa pesquisa se baseia em modelos de computador, voluntários humanos ou células cultivadas em laboratório. No entanto, esses métodos não são adequados em todos os casos. “É por isso que, quando absolutamente necessário, apoiamos o uso de animais nas pesquisas que incluem: pesquisa cardiovascular e de câncer, pesquisa de doenças associadas à infecção e imunidade, bem como pesquisa veterinária e agrícola”.
“Estamos comprometidos com uma cultura de cuidado onde os animais são tratados com compaixão e respeito. Todas as nossas pesquisas envolvendo animais são revisadas eticamente e cuidadosamente reguladas pelo Ministério do Interior. Todos os nossos cientistas e técnicos que trabalham com animais recebem treinamento especializado para garantir que seu trabalho promova o bem-estar animal e esteja em conformidade com a legislação pertinente”.
“Eles também estão comprometidos com os 3Rs – substituindo animais por alternativas não-animais, reduzindo o número de animais usados e refinando as técnicas que os envolvem animais.”
Testes em instituições de ensino brasileiras
O projeto de lei 706/2012, de autoria do deputado estadual Feliciano Filho, que atingiria diversos cursos na área de saúde, chegou a ser foi aprovado pela Alesp mas foi vetado integralmente pelo ex-governador Geraldo Alckmin.
Três universidades estaduais de São Paulo, a Unesp, Unicamp e USP, pressionaram pelo pediram o veto integral ao PL 706/2012. O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-SP) também pediu que Alckmin a vetasse o projeto de 2012.
“Embora reconheça os nobres objetivos do legislador, inspirados na incensurável preocupação com o bem-estar animal e a observância de preceitos éticos no seu uso em atividades de ensino e formação profissional, vejo-me compelido a recusar sanção projeto”, disse o governador no texto publicado pelo Diário Oficial do Estado de São Paulo.
O governador ainda alegou que, além de não da competência legislativa estadual, a matéria já estava sendo tratada no âmbito federal por meio da lei 11.794/2008, regulamentada pelo decreto 6.899/2009.
Um post no Instagram de Odell Beckham Jr., da estrela da NFL, que brincou com alguns animais silvestres, foi visto mais de 1,6 milhão de vezes na noite da última terça-feira.
Foto: Instagram
A PETA foi um dos expectadores que viram o receptor Pro Bowl do New York Giants jogando com um chimpanzé e acariciando alguns felinos.
O grupo criticou o post de Beckham em 6 de janeiro. Seu tweet sobre Beckham “jogando futebol com animais selvagens” não foi dirigido ao astro mas sim ao safári da Carolina do Sul que forneceu os animais do vídeo.
A PETA twittou que o Myrtle Beach Safari “explorou” os animais para “acrobacias publicitárias baratas que são cruéis e incrivelmente perigosas”.
Foto: Instagram
Em um comunicado mais longo divulgado em seu site, a PETA disse que os animais foram ” descartados na estrada como adereços por zoológicos desavergonhados” e também chamou o Myrtle Beach Safari de “desprezível”.
Ele pediu que “todos – incluindo Beckham, que certamente não quer causar danos- evitem instalações cruéis que exploram animais”.
A PETA também afirmou que Myrtle Beach Safari “tem um longo registro de violar a lei federal.”
O diretor do safári, Doc Antle, contestou essa afirmação.
“Este não é um zoológico de quintal. Este é um lugar maravilhoso realmente magnífico”, disse Antle, de acordo com a WFAN. Antle disse também que o Myrtle Beach Safari foi investigado, mas não foi citado por nenhuma violação federal , informou a WFAN.
Mais de 130 animais selvagens, incluindo 60 grandes felinos, lobos, macacos e um elefante africano vivem no Myrtle Beach Safari, de acordo com o site da empresa, que oferece vários pacotes para os visitantes interagirem com animais, variando de US $ 299 a US $ 5.000.
O Myrtle Beach Safari foi criticado por outro grupo de direitos animais.
Em janeiro de 2018, In Defense of Animals classificou o safari como um dos 10 piores zoológicos de elefantes, informou o The State.
O safári foi considerado o sexto pior zoológico pelo tratamento do Bubbles, um elefante africano que “vive sem a companhia de outros elefantes desde 1984”.
Nesse caso, Antle também rejeitou as críticas, dizendo que Bubbles vive “comigo e com minha família”, e acrescentou que o safári “está em conformidade com todos os regulamentos do USDA”, informou o Estado.
Ter um atleta de alto perfil como Beckham interagindo com os animais do safári ajuda a conscientizar e a obter verbas para ajudar os animais na natureza, disse Antle, de acordo com a WFAN. Ele acrescentou: “Myrtle Beach Safari doa milhões de dólares para a conservação de grandes primatas.”
Esta não é a primeira vez que a PETA usa o futebol de alto perfil para enviar uma mensagem. O grupo, recentemente, pediu o fim do uso de mascotes ao vivo nos esportes.
Foto: PETA
Declaração da PETA
“Esses animais sensíveis e muito maltratados pertencem a suas famílias na natureza e não são para serem usados como adereços por jardins zoológicos desavergonhados de beira da estrada. Temos certeza de que Odell Beckham Jr. não fazia ideia de que o imenso safári onde esse jovem chimpanzé é mantido tem um longo histórico de violar a lei federal e usa grandes macacos e filhotes de felinos em acrobacias publicitárias baratas como essa. Esses encontros são incrivelmente perigosos, e a PETA pede a todos – incluindo Beckham, que certamente não querem outro ferimento – que evitem instalações cruéis que exploram animais.