Carteiro cumpre o último desejo de sua amiga Gretchen, uma cachorra resgatada

Foto: Chris Cimino

Foto: Chris Cimino

Gretchen, uma cachorra da raça pastor alemão, faleceu recentemente – mas ela encontrou a pessoa perfeita para garantir que seu legado amoroso continuasse vivo.

Quando a família Cimino, do Texas (EUA), adotou Gretchen em 2013 após ela ter sido resgatada de uma situação de sofrimento, ficou evidente que ela havia recebido muito pouco amor em sua vida até aquele momento.

“Ela era bastante desconfiada de todas as pessoas”, disse Chris Cimino ao The Dodo. “Eu não conheci todo o seu passado, mas a julgar pelas suas reações iniciais, não foi uma boa história”.

Foto: Chris Cimino

Foto: Chris Cimino

Mas logo Gretchen veio passou a adorar sua nova família – embora ela ainda fosse muito cautelosa com todos os estranhos.

Isto é, até que conheceu o carteiro Fernando Barboza.

Barboza é um amante de cães e faz questão de demonstrar isso. Desde que começou em seu trabalho há cinco anos, ele passou a conhecer todos os cães em sua rota de entrega de cartas pelo nome.

“Eu tenho um saco de guloseimas no meu caminhão de correio”, disse Barboza ao The Dodo.

“Quando eu trago uma encomenda ou uma correspondência para a porta de alguém, e lá tem um cachorro, eu dou a eles um presente. Já que estou trazendo algo para o tutor, eu também posso trazer algo para os cães também, eles são parte da família”.

Foto: Chris Cimino

Foto: Chris Cimino

Foi assim que Barboza conheceu Gretchen – e foi a primeira pessoa fora da família Cimino a conquistá-la.

“Quando a conheci, fiquei meio preocupado”, disse Barboza. “Ela ficou um pouco distante no começo, mas depois eu comecei a falar com ela, acariciá-la e trazer os petiscos para ela”.

Gretchen foi conquistada.

Com isso, uma doce e fiel tradição começou a se formar, na qual Gretchen aguardava ansiosamente na porta da frente, antecipando a chegada do carteiro.

Isso aconteceu todos os dias durante anos.

Foto: Chris Cimino

Foto: Chris Cimino

“Ela conhecia o som do caminhão de correspondência e se animava e se preparava quando o ouvia”, disse Cimino. “[Barboza] apenas usou aquela energia que ele carregava e somou a sua boa natureza e seu amor por ela. E ela também o amava.”

“Ela era minha amiga”, disse Barboza.

Mas esta semana, essa tradição infelizmente acabou.

“Na segunda-feira, vi que a caixa de correio da família de Gretchen estava com a tampa levantada, o que significava que havia correspondência de saída (para levar)”, disse Barboza.

Aquilo não era algo comum, no entanto. Dentro da caixa de correio havia uma sacola de petiscos – e uma mensagem para Barboza contando algumas notícias comoventes:

“Gretchen faleceu ontem. Ela me pediu para lhe perguntar se você dividiria as guloseimas dela que restaram aqui em casa e que ela não teve a chance de comer todos, com os outros cachorros em seu caminho. Ela sempre gostou de ver você vir até a porta e estava sempre feliz em ganhar petiscos seus”.

Foto: Chris Cimino

Foto: Chris Cimino

“Eu vi a sacola plástica e li a nota”, disse Barboza. “Eu fiquei engasgado de emoção”

Depois, Barboza foi até a porta da família Ciminos para expressar suas condolências – prometendo cumprir o desejo final de Gretchen.

E ele fez exatamente isso.

“Eu tenho distribuído as guloseimas dela aos cachorros em minha rota todos os dias. E quando eu faço isso, eu sempre digo: ‘Isto é um presente da Gretchen'”, disse Barboza.

O belo gesto ajudou tanto a família de Gretchen quanto sua querida amiga Barboza a lidar com sua morte.

“Tem sido feliz e triste ao mesmo tempo”, disse Barboza. “Estou triste quando penso nela, mas fico feliz de ver as caudas dos outros cachorros abanando como loucos quando recebem os petiscos. É uma sensação agridoce”.

Foto: Chris Cimino

Foto: Chris Cimino

“Eu sei que ela teria desejado que seus petiscos favoritos que ela não poderia terminar de comer, fossem para seus amigos”, disse Cimino. “Ela pode não ter gostado de muitas pessoas, mas ela com certeza amava outros cães”.

A família de Gretchen ainda está de luto por sua perda, mas eles estão agradecidos pelos anos de bondade e alegria que Barboza trouxe para ela – e continua a espalhar para outros cães em seu nome.

Barboza admite que, ao passar pela casa dos Ciminos agora, ele precisa lembrar a si mesmo que Gretchen não está mais esperando por ele. No entanto, juntamente com as guloseimas que ele está distribuindo em nome dela, Barboza também carrega o legado de Gretchen em seu coração:

“Eu ainda espero ver minha velha amiga Gretchen, mas é claro que ela não está mais lá”, disse ele, acrescentando que, apesar de sua morte, em alguns aspectos ela sempre estará por perto: “Para mim, os cães se tornam parte de nós.”

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Cão de abrigo se recusa a ser adotado sem sua tigela de comida

Foto: Memphis Animal Services

Foto: Memphis Animal Services

Oliver foi encontrado em situação de rua depois que ele se recusou a deixar o quintal de uma família em Memphis, Tennessee (EUA). Oficiais do departamento controle de animais foram buscá-lo, mas toda vez que um deles chegava perto dele, ele saltava por cima da cerca e saía do pátio, como se fosse um jogo.

Eles finalmente tiveram que montar uma armadilha humana para pegá-lo e levaram-no para o abrigo Memphis Animal Services.

Foto: Memphis Animal Services

Foto: Memphis Animal Services

A partir do momento em que Oliver chegou, seus novos amigos do abrigo perceberam que ele provavelmente teve uma casa ou alguém cuidando dele em algum momento. Ele era muito inteligente e absolutamente amava comida e guloseimas de todo tipo, e sabia que se ele escutasse e fosse bem-comportado, ele seria recompensado com eles.

“Eu o conheci logo no primeiro dia em que ele chegou, e ele sentou para mim imediatamente antes mesmo de eu mostrar a ele que eu tinha petiscos”, disse Katie Pemberton, especialista em engajamento comunitário da Memphis Animal Services, ao The Dodo.

“Então, é claro, assim que os petiscos apareceram, ele ficou ainda mais ansioso para se sentar. Quanto mais ele me conhecia, mais ele se pressionava contra as barras do canil para me deixar acariciá-lo”.

Foto: Memphis Animal Services

Foto: Memphis Animal Services

Oliver amava tanto a comida que rapidamente ficou muito apegado à sua tigela de comida – e começou a carregá-la com ele onde quer que fosse.

“Na primeira noite em que ele chegou aqui, nosso supervisor de campo passou por seu canil em nossa sala de captação de animais e notou-o com a tigela na boca”, disse Pemberton.

“O seu truque fofo foi muito eficaz porque ela deu-lhe mais comida! Então, quando ele se mudou para seu canil permanente, ele continuou fazendo isso. Ele tinha a tigela na boca a maior parte do tempo”.

Foto: Memphis Animal Services

Foto: Memphis Animal Services

É possível que alguém do seu passado tenha ensinado Oliver a pegar sua tigela de comida como um truque divertido. Também é possível que ele tenha ficado sem comida em algum momento, e ficou preocupado que caso ele perdesse de vista sua tigela de comida, ele não poderia se alimentar novamente.

Durante toda a sua estada no abrigo, Oliver continuou carregando sua tigela de comida com ele por toda parte, e os funcionários da instituição acharam aquilo extremamente adorável. Eles começaram a tirar fotos de seu hábito peculiar e postá-los nas mídias sociais – e não demorou muito para o resto do mundo se apaixonar por Oliver também.

“Recebemos uma quantidade muito incomum de perguntas sobre Oliver depois que suas fotos se tornaram virais – eu gostaria que cada cão tivesse tantas pessoas interessadas em adotá-las”, disse Pemberton.

A obsessão de Oliver com a tigela fez com que ele fosse notados por muitas pessoas e eventualmente trouxe sua família até ele.

Foto: Memphis Animal Services

Foto: Memphis Animal Services

Oliver foi adotado e voltou para casa com sua nova família em 16 de abril – e ficou absolutamente muito feliz quando percebeu que sua tigela de comida estava vindo com ele. E ficaria sempre cheia.

Graças ao seu hábito meigo e original, Oliver agora tem a melhor família que ele poderia desejar, onde nunca mais terá que se preocupar em ficar com fome de novo.

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Petiscos de Páscoa são opções para presentear animais

Os animais também podem comemorar a Páscoa, celebrada neste domingo (21), com petiscos e produtos personalizados. O G1 consultou lojas que vendem produtos para saber sobre produção e preços. E também buscou orientações de um veterinário para saber sobre os riscos do chocolate no organismo dos animais.

Ovos de Páscoa para cachorro são apostas de pet shop de Uberlândia — Foto: Flaviane Azambuja/G1

Uma pet shop no bairro Martins, em Uberlândia (MG), tem diversas opções de produtos. “Nós encomendamos um bolinho de páscoa com flocos de carne, também conhecido como Colomba Pascal, ovinhos de chocolate e ovo de Páscoa, que custa R$ 25. Também temos adereços temáticos”, disse a empresária Fernanda Pereira Faria.

Os itens de Páscoa variam de R$ 2 a R$ 25 e os acessórios são encontrados a partir de R$ 3. De acordo com a empresária, a expectativa é que as vendas aumentem 15% no estabelecimento e a saída de chocolate gire em torno dos 30% nesse período.

A empresária ainda contou à reportagem que a procura vem de tutores que gostam de mimar os companheiros de quatro patas.

A gerente de projetos Michelle Martins costuma comprar chocolate para o cão dela. “Eu trato meu cachorro como um membro da família, como um filho mesmo. Então ele também merece um petisco na Páscoa” disse.

Mas nem todos os animais são adeptos de produtos diferentes. Como por exemplo a yorkshire da advogada Cristiane de Faria. Ela contou que a alimentação da cadela de dois anos sempre é a base de ração.

“Eu não costumo dar outros tipos de alimentos para a Olívia além da ração. Já tentamos agradá-la com petiscos, mas ela não sabe brincar e também é muito pequena. Quanto experimenta esse tipo de comida, ela deixa de se alimentar por dias esperando o agrado”, disse a advogada Cristiane de Faria.

Cuidados

O veterinário Cláudio Yudi fez um alerta sobre os riscos alimentar aos animais com chocolate feito para pessoas. “Embora muito saboroso para humanos, há duas substâncias no chocolate para consumo humano, a teobromina e a cafeína, que são altamente tóxicas para cães. Portanto, não devemos oferecer tal alimento para eles”, ressaltou.

O veterinário ainda disse que essas substâncias, encontradas em maior quantidade em chocolates amargos, podem causar diarreia, vômito, tremores nas patas, fraqueza, aumento da quantidade ingestão de água, aumento do volume de urina, febre e convulsão.

“Os sintomas aparecem entre seis e 12 horas após a ingestão, podendo ocasionar até a morte do animal. Não existe tratamento específico para este tipo de intoxicação, sendo necessário, na maioria das vezes, a internação do animal e controle dos sintomas por meio de medicamentos e fluidoterapia”, contou o veterinário à reportagem.

Sobre a produção caseira do petisco para os animais, o veterinário disse que só vale aqueles que contêm apenas aromas e essências de chocolate. As indústrias têm estes tipos de substância disponíveis para os cães, mas somente de uso industrial.

“Fazer um agrado com guloseimas, festas e outras mordomias para os nossos queridos amigos peludos é sempre muito bom, mas devemos sempre ser muito responsáveis pela alimentação e que não haja exageros. Eles merecem todo o nosso respeito”, completou o Cláudio.

Fonte: G1