Altruísmo e compaixão são fundamentais para uma coexistência pacifica

Foto: Tail and Fur/Reprodução

Foto: Tail and Fur/Reprodução

O Dia da Caridade é comemorado no Brasil em 19 de julho, a data foi instituída pelo então presidente Humberto Castelo Branco por meio da Lei nº 5.063 em 1966 com o objetivo de reforçar o altruísmo na sociedade.

Criar uma data comemorativa para conscientizar a sociedade sobre a promoção e a prática da solidariedade, como meio para desenvolver um bom entendimento entre todos os seres humanos é uma atitude construtiva, porém, a caridade se estende muito além da sociedade humana. Caridade é um ato de amor para com toda e qualquer vida.

Estudos recentes divulgados pelo departamento de meio ambiente da ONU e outras entidades de pesquisa e ciência que atuam em nível mundial, alertam para o estado crítico em que o planeta, suas reservas naturais, as florestas e as espécies animais se encontram.

Foto: Jane Goodall Intitute/Fernando turmo

Foto: Jane Goodall Intitute/Fernando turmo

E isso não é o pior, as previsões feitas com base na evolução da destruição causada pelo comportamento humano, mostram que a Terra caminha a passos largos para uma situação de exaustão completa não muito distante.

O que teria nos levado a esse ponto de emergência ambiental, senão a falta de caridade?

Falta de caridade com o planeta, com os animais, com a natureza. Quando exploramos, comemos, matamos, submetemos, chicoteamos, prendemos, precificamos essas vidas que nos rodeiam, que melhor exemplo da falta de caridade poderia ilustrar tamanha ausência de altruísmo e amor?

A caridade caminha ao lado da compaixão, solidariedade, altruísmo e amor ao próximo. Ao ver um animal como ser inferior, ao dispor de sua vida e liberdade como bem entendemos, estamos praticando exatamente o reverso do que a caridade propõe.

Foto: Emma Williams

Foto: Emma Williams

E ao contrário da humanidade, os animais e a natureza nos dão exemplos de caridade, perdão, amor incondicional e sublimação diários. Mesmo tendo suportado sofrimentos indescritíveis ou anos de exploração, ao serem resgatados (quando o são) os animais respondem com gratidão e amor àqueles que os salvaram, mesmo sendo da mesma raça dos que os feriram.

Muito mais do que apenas uma data, uma palavra ou uma bandeira religiosa, a caridade é uma atitude diária, um olhar de amor para os que necessitam, o respeito por toda e qualquer vida, e acima de tudo a consciência e compreensão da igualdade, de direitos e condições, entre todos os seres do planeta.

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Humanidade consome recursos 74% mais rápido do que o planeta consegue regenerar

No dia 29 de julho, a humanidade terá consumido todos os recursos naturais que o planeta é capaz de regenerar em um período de um ano. Essa descoberta, feita pela ONG Global Footprint Network, parceira da WWF, levou à conclusão de que a velocidade de consumo das pessoas é 74% maior do que a capacidade de regeneração do planeta Terra.

O dia 29 de julho é a data mais crítica desde 1970, quando o consumo ultrapassou em dois dias capacidade anual dos recursos serem regenerados, o planeta entrou em déficit ecológico, sendo a data da sobrecarga o dia 29 de dezembro. Em 1979, a data era 29 de outubro. Já em 1989, o dia foi 11 de outubro. Em 1999, 29 de setembro e 18 de agosto em 2009. Quando todos esses dias, registrados num período de 49 anos, são somados, o déficit alcança 4.493 dias, ou 12,3 anos.

Foto: Jonathan Lins/FPI do São Francisco

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores fizeram cálculos que levam em consideração: capacidade de produção dos ecossistemas; quantidade de pessoas no planeta; o quanto é consumido pela humanidade; com que eficiência os produtos são fabricados.

A produção de petróleo faz com que os países que lideram essa produção estejam na frente no que se refere à data em que a velocidade de regeneração dos recursos passa a ser inferior ao consumo deles. O primeiro país a exceder esse consumo foi o Catar, com data em 11 de fevereiro. Outros grandes produtos de petróleo também estão à frente, como Emirados Árabes Unidos, que teve a data de déficit em 8 de março, e o Kuwait, em 11 de março. Os recursos dos Estados Unidos foram consumidos em 15 de março. Dia 26 de maio foi a data de Portugal e dia 17 do mesmo mês a da Inglaterra. Em 26 de abril, a Rússia consumiu seus recursos e a China foi em 14 de junho. A data da Argentina foi 26 de junho. O mesmo acontecerá no Brasil em 31 de julho, dois dias depois da média mundial.

Enquanto a principal causa do uso dos recursos em muitos países é o consumo exacerbado, no Brasil é a queda na capacidade de regeneração de recursos ecológicos consumidos em terras agrícolas, pastagens e áreas onde é realizada a pesca. Além disso, o transporte e o desperdício de alimento também geram demanda por recursos naturais no país.

De acordo com o estudo, o uso exacerbado dos recursos naturais levam a escassez de água potável, erosão do solo, perda de biodiversidade e acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera, além do aumento nas inundações, das secas, dos furacões e dos incêndios florestais.

A queima de combustíveis fósseis também é um problema. Segundo a pesquisa, 60% do déficit está relacionado ao acúmulo de CO2 na atmosfera e no oceano.

Ambientalistas indicam a adoção de hábitos mais sustentáveis. Dentre eles, está o veganismo. Isso porque o consumo de produtos de origem animal, especialmente a carne, está intimamente ligado ao desperdício de água, à contaminação do solo e de rios, lagos e oceanos, e ao desmatamento. Até mesmo a produção agrícola, que desmata grandes áreas, está relacionada à carne, já que a maior parte dos grãos produzidos são usados na alimentação de animais explorados para consumo – que também geram desmatamento de maneira direta, quando florestas são destruídas para dar espaço a pasto para criação desses animais.

De acordo com o Banco Mundial, em 2050 serão necessários três planetas Terra para atender à demanda de recursos naturais da humanidade, já que a população deve chegar a 9,6 bilhões de pessoas.


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Estudo revela que o plantio de árvores é a solução mais efetiva no combate à mudança climática

Foto: sharegoodstuffs

Foto: sharegoodstuffs

O plantio de bilhões de hectares de árvores em uma área do tamanho dos EUA pode ser a “solução mais eficaz para combater a mudança climática até hoje”, dizem os pesquisadores.

Um estudo descobriu que há potencial extra para o plantio de mais 900 milhões de hectares (2,2 bilhões de acres) de árvores em áreas que naturalmente seriam de bosques e florestas.

À medida que crescem e amadurecem, as árvores podem absorver e armazenar 205 bilhões de toneladas de carbono, segundo a análise publicada na revista Science.

Se a maior desse carbono parte provêm da atmosfera, as árvores poderiam absorver cerca de dois terços dos 300 bilhões de toneladas extras de carbono que estão na atmosfera por causa da atividade humana desde a revolução industrial.

Em seu estudo, os cientistas suíços do Laboratório Crowther ressaltam que “a restauração global de árvores é a solução mais eficaz para a mudança climática até o momento”.

No entanto, outros especialistas afirmaram que o estudo superestimou a quantidade de carbono que essa restauração florestal poderia tirar da atmosfera, e que o foco deveria ser a eliminação das emissões de combustíveis fósseis.

O professor Tom Crowther, autor principal do estudo, disse: “Todos nós sabíamos que a restauração das florestas poderia desempenhar um papel no combate às mudanças climáticas, mas não tínhamos conhecimento científico do impacto que isso poderia causar.

“Nosso estudo mostra claramente que a restauração florestal é a melhor solução disponível atualmente e fornece evidências concretas para justificar o investimento.

“No entanto, levará décadas para novas florestas amadurecerem e atingirem esse potencial”.

“É de vital importância que protejamos as florestas que existem hoje, busquemos outras soluções climáticas e continuemos a eliminar os combustíveis fósseis de nossas economias para evitar mudanças climáticas perigosas.”

Só no Reino Unido, estima-se que 4,6 milhões de hectares de cobertura florestal poderiam ser criados, em grande parte em terras de pastagens que poderiam continuar a alimentar bois e vacas, ao mesmo tempo em que armazenam carbono, dizem os pesquisadores.

A análise utilizou quase 80 mil imagens de satélite de alta resolução de áreas protegidas para avaliar os níveis naturais de cobertura de árvores em áreas que vão desde a tundra do Ártico à savana, mata aberta e florestas densas.

O Laboratório Crowther descobriu que as florestas poderiam ser reaproveitadas em 1,7 a 1,8 bilhão de hectares de terra em áreas com baixa atividade humana que atualmente não são usadas como terras urbanas ou agrícolas, adicionando 900 milhões de hectares de cobertura florestal.

O estudo conduzido pelo Dr. Jean-François Bastin também sugere que há mais potencial para replantio de árvores em terras agrícolas e áreas urbanas.

Os pesquisadores estimam que 700 milhões de hectares de cobertura florestal poderiam ser adicionados através de árvores da cidade e “agroflorestamento” – por exemplo, plantar linhas de macieiras através de plantações só no Reino Unido.

Comentando o estudo, o professor Simon Lewis, da University College London, disse que a estimativa de que as florestas extras poderiam armazenar 200 bilhões de toneladas de carbono era “muito alta”.

Ele acrescentou: “Novas florestas podem desempenhar um papel na limpeza de algumas emissões residuais de carbono, mas a única maneira de estabilizar o clima é que as emissões de gases de efeito estufa cheguem a zero, o que significa cortes drásticos nas emissões de combustíveis fósseis e desmatamento”.

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Miley Cyrus faz discurso apaixonado em prol do meio ambiente

Foto: NME/Carolina Faruolo

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No final do Festival Tinderbox em Odense, na Dinamarca, no mês passado, a artista responsável pelo album “She Is Coming” falou sobre a poluição dos oceanos em um apelo explícito à ação imediata e ao ativismo.

“Todos vocês sabem o quanto é importante que todos vocês se envolvam na política”, disse Cyrus. “A juventude, esta geração, nós somos a última esperança neste planeta moribundo. Ele está implorando para que nós limpemos os oceanos”.

Sua mensagem pró-ambiente foi recebida com aplausos da multidão, relata a iHeart Radio.

A estrela pop de 26 anos de idade continuou: “Eu não aceito que haja mais lixo na água do que animais vivos que merecem por direito estar lá, que não têm mais para onde ir. E pelo jeito, nós não temos nenhum outro lugar para ir também! Não há planeta B, então não fique sem fazer nada!”.

O estado dos oceanos

Cyrus está certa – não há “Planeta B.” A poluição dos oceanos chegou à linha de frente das mensagens dos ambientalistas. Estima-se que haja bilhões de quilos de lixo na água, colocando em risco a vida das aves marinhas e da vida marinha em geral, que ingerem ou se emaranham no lixo. O Centro para a Diversidade Biológica estima que o lixo plástico superará os peixes até 2050.

Enquanto as proibições de plástico de uso único se tornaram um símbolo da preservação dos oceanos, estima-se que as redes de pesca, e não os canudos, constituam 50% do lixo.

Miley ativista

Cyrus segue uma alimentação vegana, então o peixe está fora de seu prato. A fashionista frequentemente fala sobre os animais quando fala sobre suas escolhas de guarda-roupa.

“Eu quero trazer uma mensagem, que é o veganismo, e que não tem que existir nenhuma forma de tortura para fazer uma moda fabulosa”, disse ela no ano passado no Met Gala, onde a cantora usou um vestido da designer de moda sustentável Stella McCartney e sapatos personalizados MINK.

Garantir que suas escolhas de roupas tenham impacto mínimo no planeta é muito importante para ela.

“Escolher viver como uma ativista vegana sustentável significa usar mais vintage (menos desperdício; usando as roupas por mais tempo)”, disse ela em entrevista à Vanity Fair.

“Brincando com os mais novos materiais ecológicos e tecnologia, e fazendo peças veganas personalizadas com alguns dos meus designers favoritos.”

Durante seu show de Glastonbury 2019 no mês passado, Cyrus usou botas veganas feitas sob medida pela Bradley Kenneth, misturadas com calças de vinil, uma regata branca e acessórios vintage.

Cyrus também fala regularmente sobre outras questões sociais, como lacunas salariais e discriminação contra a comunidade queer. A cantora refere-se a si mesma como “gender fluid”(identidade de gênero em que o gênero varia) e é pansexual. Falando sobre seu casamento com o ator vegano Liam Hemsworth, ela disse à Vanity Fair: “Estamos nos redefinindo, para sermos francos, parece estranho para as pessoas que uma pessoa queer (livre de definições de gênero) como eu eu esteja em um relacionamento hetero. Uma grande parte do meu orgulho e minha identidade é ser uma pessoa queer”.

O videoclipe recente da estrela vegana, “Mother Daughter”, mostra pessoas de diferentes tamanhos, habilidades, cores, formas e expressões de gênero.

O discurso do Tinderbox Festival de Cyrus incluía uma mensagem adicional:

“Disseram-me nos bastidores que eu poderia ofender algumas pessoas chamando meu país de lixo”, acrescentando: “Meus amigos que são gays, se sentem inseguros para andar na rua”.

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Leonardo DiCaprio lança ONG em defesa do meio ambiente

A nova organização, chamada de Earth Alliance, “trabalhará globalmente para proteger os ecossistemas e a vida selvagem, garantir a justiça climática, apoiar a energia renovável e garantir os direitos indígenas para o benefício de toda a vida na Terra”, segundo um comunicado.

A Earth Alliance fornecerá subsídios, oportunidades educacionais e campanhas e filmes para fundos de proteção ao planeta, além de trabalhar com organizações de base e indivíduos nos lugares mais afetados pela perda de biodiversidade e pelas mudanças climáticas, segundo, afirma a nota.

No comunicado, DiCaprio chamou a Earth Alliance de “uma nova plataforma, maior e ágil, que compartilha recursos e conhecimentos, ao mesmo tempo em que identifica os melhores programas para promover mudanças reais em todo o planeta”.

“O lançamento da Earth Alliance marca o próximo passo na evolução do LDF (sigla em inglês para a Fundação Leonardo DiCaprio) à medida que se ela une totalmente sob a nova estrutura de gestão e concessão de doações da Earth Alliance”, disse DiCaprio no comunicado. “Laurene e Brian são líderes cívicos incríveis que compartilham minha paixão e compreensão da urgência e escala dos desafios que enfrentamos”, concluiu ele.

Ainda segundo o comunicado, a Earth Alliance será liderada por uma equipe de gestão independente e recém-nomeada de todo o mundo, com renomados cientistas e conservacionistas.

DiCaprio há muito tempo promove o ambientalismo por meio de sua Fundação Leonardo DiCaprio, com foco na ecologia, oferecendo 100 milhões de dólares em subsídios para tudo, desde a recuperação de leões e a restauração de manguezais até a defesa dos direitos indígenas e melhor acesso à energia solar. Sua fundação funcionará em conjunto com a Earth Alliance.

Brian Sheth, co-fundador e presidente da Equity Partners, é presidente da Global Wildlife Conservation e fundou a The Sheth Sangreal Foundation com sua esposa para apoiar iniciativas ambientais e educacionais. A Sheth Sangreal Foundation financiará os custos operacionais e administrativos da Earth Alliance.

“Nosso planeta está em um ponto de virada crítico e nós temos uma oportunidade de fazer a transição de nossa sociedade em harmonia com toda a vida na Terra”, acrescentou Sheth.

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Meghan Markle pede aos fãs que se juntem à Greta Thunberg no combate às mudanças climáticas

Foto: Daily Telegraph

Foto: Daily Telegraph

Meghan Markle e o príncipe Harry pediram aos seus seguidores nas mídias sociais que apóiem a ativista vegana sueca de 16 anos, indicada ao Prêmio Nobel da Paz, Greta Thunberg.

A organização da juventude ativista contra a mudança climática, This is Zero Hour, a primatologista e ambientalista Dra. Jane Goodall, a organização focada na mudança climática da Fundação Leonardo DiCaprio, e a organização de conservação da vida selvagem Elefantes Sem Fronteiras estavam entre outras contas do Instagram que Markle e o príncipe Harry estimularam os fãs a seguir e acessar para aprender mais sobre a situação do planeta.

“Há um relógio correndo e o tempo esta acabando para protegermos nosso planeta”, escreveram em sua página no Instagram, Sussex Royal.

“Com a mudança climática, a deterioração de nossos recursos naturais, a ameaça à vida selvagem, o impacto dos plásticos e microplásticos e as emissões de combustíveis fósseis, estamos colocando em risco esse belo planeta que chamamos de lar – para nós mesmos e para as gerações futuras. Vamos salvá-lo. Vamos fazer a nossa parte”.

A influência de Greta Thunberg

Nos últimos meses, Thunberg tornou-se a voz e o rosto dos jovens ambientalistas em todo o mundo. Ela liderou greves e protestos nas escolas, fez discursos poderosos e chamou os líderes mundiais à responsabilidade.

“Esse comportamento irresponsável contínuo será, sem dúvida, lembrado na história como um dos maiores fracassos da humanidade”, disse ela aos parlamentares do Reino Unido em Westminster no início deste ano, informa o jornal The Guardian. Ela estava se referindo ao fracasso das autoridades em tomar uma ação significativa e efetiva em relação à atual crise climática.

“O atual apoio do Reino Unido à nova exploração de combustíveis fósseis, como por exemplo a indústria de extração de gás de xisto do Reino Unido, a expansão dos campos de petróleo e gás do Mar do Norte, a expansão dos aeroportos e a permissão de planejamento para uma nova mina de carvão, é absurdo ”, disse ela.

O príncipe Harry parece concordar com o sentimento da jovem ativista. Ele disse em uma declaração no Instagram, “danos ambientais têm sido tratados como um subproduto necessário do crescimento econômico. Esse pensamento esta tão profundamente arraigado que foi considerado parte da ordem natural que o desenvolvimento da humanidade venha às custas do nosso planeta”.

Ele continuou: “Só agora estamos começando a perceber e entender o dano que estamos causando. Com quase 7,7 bilhões de pessoas habitando a Terra, cada escolha, cada pegada e cada ação faz a diferença”.

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Empresas veganas de carne à base de vegetais contribuem para salvar o planeta

Foto: Impossible Foods

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O sucesso sem precedentes de empresas veganas como a Impossible Foods e a Beyond Meat foram noticiados e comentados no mundo todo. Um artigo recente no Independent discute a rápida ascensão de mercado das alternativas à base de vegetais para a carne de origem animal, citando as duas companhias como exemplo e comprovando em números que as opções veganas se tornaram uma tendência sólida de mercado.

O texto diz ainda que com esse potencial cresce continuamento o movimento vegano “poderia impulsionar um rápido declínio em relação a contribuição da carne para a crise climática”.

O pesquisador de consumo sustentável Malte Rödl escreve no artigo, originalmente publicado no The Conversation, que “a carne vegana pode reduzir massivamente a pesada carga de emissões e o sofrimento dos animais causados pela agropecuária”.

A agricultura animal libera mais emissões que todo o transporte mundial combinado; a criação de animais para consumo humano é responsável por mais de 51% de todas as emissões mundiais de gases de efeito estufa, sendo sua principal emissão o metano animal, que é 25 a 100 vezes mais destrutivo que o CO2 em um período de 20 anos.

Com esta urgência ambiental, não há desculpa para os consumidores não experimentarem a imensa gama de produtos recém-disponíveis, que têm o mesmo gosto que carne de origem animal, mas sem seu impacto ambiental devastador. E de acordo com os dados acumulados, o público está fazendo exatamente isso – com o GrubHub afirmando que o veganismo é a principal tendência e o líder de pedidos no horário noturno nos EUA é o Impossible Burger.

Além disso, o CEO da Impossible, Pat Brown, falou à New Scientist na semana passada, argumentando que os governos deveriam introduzir impostos sobre carnes para encorajar os consumidores a ficarem atentos às suas compras e perceberem a importância de reduzir seu impacto nas mudanças climáticas.

Brown afirmou à publicação que seu objetivo é acabar com a produção mundial de carne bovina até 2035. Seu produto, o Impossible Burger, gera 87% menos emissões de gases do efeito estufa do que as produzidas a partir de vacas.

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Aplicativo incentiva crianças a preservar as espécies ameaçadas de extinção

Foto: Sky News

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O aplicativo Seek ajuda os usuários a identificar uma espécie da vida selvagem, ao filmá-la em um smartphone.

Espera-se que a tecnologia incentive os jovens a se envolverem mais com a natureza e descobrirem mais sobre os insetos, plantas e animais que vivem ao seu redor.

As informações coletadas no aplicativo podem ser enviadas para um banco de dados global para ajudar os cientistas a mapear espécies diferentes em todo o mundo.

Imogen, de 9 anos, encontrou bichos-de-conta, bicha-tesoura e aranhas em seu playground da escola usando o aplicativo.

Foto: Sky News

Foto: Sky News

Ela disse: “É realmente emocionante porque se você tirar uma foto de uma flor, o app diz que tipo de flor é aquela.

“Você aprende o que as espécies são, passa a saber mais sobre elas, para que você possa tentar protegê-las caso elas sejam raras ou ameaçadas de extinção.”

Mais de um milhão de espécies de animais e plantas estão em risco de extinção, segundo um importante relatório da ONU divulgado recentemente.

A pesquisa, publicada no mês passado, descobriu que a natureza está em um declínio contínuo a uma velocidade nunca antes vista.

O professor Alexandre Antonelli, diretor de ciência da Kew Gardens, diz que envolver crianças “será essencial para proteger nosso planeta”.

Foto: Sky News

Foto: Sky News

Ele acrescenta: “A biodiversidade é essencial para medicamentos, a comida que comemos, os materiais que usamos.

“É muito importante expor as crianças à natureza desde a mais tenra idade, porque se os pais e educadores fizerem isso, elas também entenderão não apenas a natureza como um todo, mas também as diferentes espécies.

“Ao fazer isso, as crianças também se envolvem mais na biodiversidade e com a natureza e também trabalharão para proteger o fauna e a flora, porque eles serão os tomadores de decisão no futuro.”

Colin Buttfield, da WWF, diz que a tecnologia será fundamental para envolver os jovens nas questões que afetam o planeta.

Foto: Sky News

Foto: Sky News

“Somos a primeira geração de pessoas a saber o impacto do que estamos criando no planeta e a última que tem a chance de fazer algo a respeito”, disse ele.

“Os jovens estão exigindo cada vez mais que nossos líderes tomem medidas para proteger a Terra”.

“Recursos como o aplicativo Seek são vitais para ajudá-los a aprender mais sobre as maravilhas do nosso mundo natural e fazer parte dos esforços científicos para entender o impacto e a responsabilidade que teos em relação ao meio ambiente”.

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Relatório aponta o impacto benéfico do veganismo no meio ambiente

Foto: Adobe

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Um novo estudo divulgado, intitulado Veganism Impact Report (Relatório de Impacto do Veganismo, na tradução livre) revela o enorme impacto na saúde, economia e emissões de gases se apenas a população de grupo de países, no caso o Reino Unido, se tornasse vegana. Segundo o relatório haveria uma diminuição de 70% nas emissões de CO2 relacionadas com alimentos e um bilhão de hectares da superfície terrestre do mundo atualmente usada para criação de animais seria liberada.

O Relatório de Impacto do Veganismo usa estatísticas sobre o consumo anual de produtos animais, emprego, comércio, saúde, meio ambiente e economia do Reino Unido, da União Europeia e do mundo. As estatísticas do Reino Unido baseiam-se em 1,16% da população sendo vegana e não levam em consideração a população vegetariana ou pescatariana. As estatísticas da UE baseiam-se em 5,9% da população sendo vegana e vegetariana

Impacto na economia, emissões de gases e saúde

As estatísticas mostram o enorme impacto que uma população totalmente vegana e não-vegana teria na economia da UE e nas taxas de agricultura e emissões do mundo. O relatório interativo demonstra que se 100% da população global que consome carne fosse vegetariana, um número impressionante de 9,6 bilhões toneladas a menos de emissões de CO2 equivalentes a alimentos seria liberado anualmente (as emissões de gases causadores do efeito estufa equivalem a 13,7 bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono em 2018, mas uma população vegana reduziria essas emissões em uma taxa enorme de 70% em 4,1 bilhões).

Foto: thespruce.com

Foto: thespruce.com

O relatório também revela que um bilhão de hectares da superfície terrestre do mundo usado para criação de animais (carne) seria disponibilizado se ninguém consumisse produtos de origem animal. Cálculos baseados em números de 2018 que apontam que 1,5 bilhão de hectares da superfície terrestre total do mundo foram usados para a agricultura.

As doenças cardíacas e as taxas de câncer também seriam extremamente afetadas, com 130 mil mortes a menos só no bloco de países (Reino Unido) a cada ano se sua população se tornasse vegana (152.405 pessoas no Reino Unido morreram de doenças cardíacas em 2017, mas isso cairia de maciços 129.544 para apenas 22.861 mortes por ano se a população seguisse uma dieta vegana).

Foto: hipcamp

Foto: hipcamp

Além disso, como exemplo há 8.800 casos de câncer ligados ao consumo de carne processada ou vermelha a cada ano no bloco de países, sugerindo que a opção por uma dieta sem carne reduziria significativamente as chances de desenvolver câncer de estômago e intestino.

Indústria vegana

O relatório não considera, no entanto, o aumento de empregos que ocorreriam na indústria vegana se o veganismo fosse adotado pelo público como um todo. Quando mais e mais pessoas criam demanda por produtos veganos, isso significa, naturalmente, que mais produtos são criados e que uma nova economia, mais sustentável, é reforçada.

Foi criada recentemente a primeira empresa de recrutamento vegana, e mais e mais empregos estão sendo criados a cada semana com o crescente comércio vegano global.

Foto: PETA Kids

Foto: PETA Kids

Um ano atrás, a investidora vegan Heather Mills criou centenas de empregos ao converter uma fábrica de batatas Walkers em uma instalação de carne vegana. Em abril deste ano, a Mills comprou uma fábrica da Proctor and Gamble para criar um “Silicone Plant Valley”.

Também é desnecessário dizer que, quando as pessoas optam por alternativas de couro, isso também cria empregos em materiais à base de plantas, que já vemos acontecerem na moda, design de interiores, beleza e cosméticos e até na indústria automotiva.

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Cerca de 100 milhões de tubarões são mortos em pescarias anualmente

Foto: linkedin.com

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Embora o tubarão carregue o falso estereótipo de ser uma espécie selvagem e perigosa, quase tudo o que as pessoas acham que sabem sobre os tubarões, na maioria das vezes, é falso, e a humanidade corre o risco de perder a presença desses belos animais completamente dos oceanos, antes mesmo de conhecê-los de verdade.

Esses animais incríveis existem no planeta há mais de 400 milhões de anos, muito antes dos seres humanos, e até mesmo antes das árvores evoluírem. No entanto, hoje, esses reis dos mares estão sendo discretamente aniquilados pelos oceanos, com cerca de 100 milhões deles sendo mortos em pescarias todos os anos.

Esse é um número enorme, grande demais para se crer nele o que requer uma contextualização. Ao longo de décadas e séculos, as pessoas capturaram e mataram tubarões, o que levou a declínios maciços em algumas espécies e levou muitos à extinção. Hoje, um quarto das espécies de tubarões e raias é considerado ameaçado de extinção e em oceano aberto essa taxa sobe para uma em cada três espécies.

Algumas populações foram tão gravemente afetadas que foram reduzidas em 99%.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Parte disto é porque os tubarões são alvos de pesca para alimentação, ou apenas por suas barbatanas, mas uma grande quantidade é chamada de “captura acessória”, quando as espécies são acidentalmente capturadas e mortas em pescarias que tinham como alvo outra espécie.

As capturas acessórias (quando a espécie-alvo é outra) simplesmente não deveriam acontecer, mas as frotas implacáveis de barcos de pesca rondando indiscriminadamente o oceano, forma-se uma ameaça fenomenal à vida marinha, incluindo aves marinhas, tartarugas, tubarões, golfinhos e baleias.

Isso acontece porque redes enormes e linhas de anzóis com muitos quilômetros de comprimento cruzam o oceano para pegar peixes. Os tubarões, possivelmente procurando por comida, são pegos e arrastados a bordo com as redes e acabam morrendo.

Foto: Antony Dinckinson/AFP

Foto: Antony Dinckinson/AFP

Relatórios também descobriram que algumas pescarias atacam tubarões diretamente e, para piorar, muitas dessas espécies estão em extinção. O tubarão mako de barbatana curta (Isurus oxyrinchus), provavelmente o tubarão mais veloz do oceano, está sendo pescado até a extinção.

Um novo relatório do Greenpeace mostra que cerca de 25 mil desses animais foram mortos em 2017, um número incrivelmente alto, apesar de um claro alerta dos cientistas recomendando que nenhum tubarão da espécie seja pego ou morto sob nenhuma circunstância. Esses números são alarmantes e provam que tanto os oceanos quanto os tubarões estão sob séria ameaça.

No oceano os tubarões são os principais predadores, mas o verdadeiro predador do topo da cadeia que eles devem temer são os seres humanos. A pesca tem destruído repetidamente a vida selvagem em todo o mundo, levando algumas das mais icônicas criaturas oceânicas à beira do abismo – incluindo atum-azul, tartarugas marinhas, albatrozes e muitas, inúmeras espécies de tubarões também.

Foto: Mark Conlin/VW PICS/UIG

Foto: Mark Conlin/VW PICS/UIG

Quando se trata de leis de proteção ao oceano, o déficit é claro. Isso é ainda mais óbvio quando se trata de alto mar, as áreas fora da jurisdição dos países – que são basicamente o oeste selvagem, lugar sem lei para a vida selvagem.

Os cientistas calculam que pelo menos 30% dos oceanos devem ser protegidos como santuários seguros para a vida selvagem. Isso não é essencial apenas para uma vida marinha saudável e próspera, é também de grande importância para a sustentação de populações de peixes em todo o mundo e para permitir que os oceanos lidem com os impactos da mudança climática.

Este ano, os países estão discutindo um novo Tratado de Oceanos Globais nas Nações Unidas. Esse tratado pode, e deve, ser o primeiro grande passo para proteger os oceanos e toda a vida marinha. Mas questão também abrange a proteção da humanidade – porque dependemos dos mares para metade do oxigênio que respiramos, e para nos ajudar a lidar com o crise climática.

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