Hoje é Dia Internacional da Tartaruga Marinha, animal ameaçado pela poluição plástica

Hoje (16), no Dia Internacional da Tartaruga Marinha é válido refletir sobre a realidade da espécie e de que forma estamos afetando esses animais. De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), há uma estimativa de que entre 4 e 12 milhões de toneladas de plástico são despejados nos oceanos a cada ano.

Segundo o ICMBio, o lixo ingerido pode bloquear o sistema digestório e interferir no processo de flutuação da tartaruga (Fotos: Getty/Reuters/WAP/Sea Shepherd)

E o problema é que no mar o plástico vira uma armadilha para as tartarugas marinhas, sendo confundido com alimento ou aprisionando espécies, a exemplo de pedaços de redes de pesca que se enroscam em seus corpos podendo levá-las à morte.

Segundo o ICMBio, o lixo ingerido pode bloquear o sistema digestório e interferir no processo de flutuação das tartarugas, fazendo com que morram por inanição, já que provoca lesões no trato gastrointestional e libera toxinas em seus organismos.

Só em 2018, 280 tartarugas morreram por ingestão de lixo nos Lençóis Maranhenses, situados a 265 quilômetros da capital São Luís. É um número surpreendente, porque representa mais do que o triplo de 2015, quando morreram 80 tartarugas em decorrência do mesmo problema.

Na região, há um acúmulo de lixo proveniente de 19 países. E o agravante é que em contato com a água e a radiação do sol, materiais descartados como garrafas, tampas e outros objetos plásticos dão origem ao microplástico.

E o que dificulta ainda mais a situação é que esse material não é visto a olho nu, mas ainda assim pode incorporar agentes contaminantes como metais pesados, que se incorporam às células do animal.

As tartarugas ingerem o microplástico ao confundirem o material com alimentos e, como consequência, além da morte de muitos animais, isso interfere no comportamento reprodutivo das espécies.

A pesca fantasma é outro problema grave, já que redes, linhas e armações de pesca são equipamentos que se transformam em armadilhas para as tartarugas. Inclusive são responsáveis por ferir, mutilar e matar centenas de milhares de animais de diversas espécies a cada ano.

Por bem, no Brasil, o Projeto de Lei do Senado (PLS 263/2018), que prevê proibição do uso de canudos e sacolas plásticas, além de microplásticos em cosméticos, está caminhando para aprovação.

Embora não resolva completamente o problema, já significa grandes ganhos em um país que é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, com produção anual de 11,3 milhões de toneladas. Desse total, apenas 1,28% é reciclado. O plástico derivado do petróleo pode levar mais de 300 anos para se decompor contra o plástico biodegradável que requer 30 a 180 dias.

O descarte incorreto provoca a poluição do solo e da água, além da morte de animais por engasgamento ou enroscamento. Os microplásticos contidos nos cosméticos também demoram para se degradar e se acumulam nos rios e oceanos – gerando impacto no ciclo de vida e na cadeia alimentar dos animais.

Fonte: Vegazeta

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Tutora salva vida de cachorrinha usando técnicas de ressuscitação cardiopulmonar

Foto: Samantha Hamilton Stent

Foto: Samantha Hamilton Stent

Imagens de uma câmera de segurança filmaram uma tutora usando técnicas de ressuscitação cardiopulmonar em sua cachorra para salvá-la, após o cão ficar com a cabeça presa em um saco plástico enquanto procurava comida.

Samantha Hamilton Stent, de Reigate, Surrey (Inglaterra), deixou sua cachorrinha da raça wippet, Carla, sair pra dar uma volta por volta das 5 da tarde de 7 de junho. Embora tenha tudo o que deseja em casa, a cachorrinha tem o hábito de cheirar, abrir e remexer as lixeiras atrás de comida.

Carla, de nove anos, pegou alguns sacos plásticos de tempero grandes que sua tutora Samantha, acupunturista de 49 anos, usou para marinar as costeletas de porco e colocou a cabeça dentro das embalagens para lamber o conteúdo delas, ficando presa e começando a sufocar.

As imagens do circuito interno de câmeras do quintal de Samanta mostram a cachorrinha lutando desesperadamente para remover a sacola plástica de sua cabeça antes de desmaiar.

Por puro acaso, Samantha viu o animal caído e correu para fora, usando seu conhecimento de técnicas de ressuscitação cardiopulmonar aprendidas em seu treinamento de acupunturista para salvar a cachorrinha.

Embora inicialmente a tutora tivesse achado que Carla estava morta quando seus olhos ficaram vidrados e sua língua ficou roxa, Samantha continuou soprando ar em sua boca e começou uma massagem cardíaca vigorosa.

Ela disse ao Daily Mail: “Todo o tempo o que passava pela minha cabeça era: ‘eu não posso perdê-la assim’”.

Foto: Samantha Hamilton Stent

Foto: Samantha Hamilton Stent

“Todo mundo que me conhece sabe o quanto eu amo Carla e quão incrivelmente devastada eu ficaria se ela tivesse morrido, particularmente de uma forma tão horrível como esta e praticamente bem debaixo de nossos narizes. Eu não ia desistir dela”.

O vídeo também mostra a filha de Samantha, Betty, nove anos, oferecendo seu apoio, antes que sua irmã mais nova, Olive, de seis anos, se juntasse a ela.

Agora Samantha corta os invólucros de plásticos antes de guardá-los para garantir que a cachorra não sofra outro acidente.

Foto: Samantha Hamilton Stent

Foto: Samantha Hamilton Stent

Ela acrescentou: “Quando você está no momento da aflição você esta tão concentrado que se mantém focado no trabalho a ser feito, mas depois eu fiquei muito abalada”.

“Mas Carla está viva e bem e absolutamente nada de mal aconteceu a ela, sem sequelas. Estou incrivelmente aliviada e agradecida”.

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Embalagens plásticas descartáveis de shampoo usadas em hotéis podem ser banidas por lei

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Se aprovada, a lei entrará em vigor em 2023 para hotéis com 50 quartos ou mais. Os estabelecimentos de hospedagem com menos de 50 quartos teriam até 2024 para substituir totalmente os pequenos produtos de plástico.

Este não é um conceito totalmente novo na indústria hoteleira. No ano passado, o InterContinental Hotels Group e o Marriott International começaram a substituir os artigos de higiene pessoal de plástico de uso único por recipientes maiores que são presos na parede.

A Marriott implementou essas mudanças em até 450 propriedades sob sua administração e focou especificamente em propriedades que atendem viajantes de negócios.

O esforço para minimizar o uso de plásticos de uso único aumentou significativamente nos últimos anos no mundo todo.

Em 2014, o estado americano da Califórnia tornou-se o primeiro a promulgar uma proibição de sacolas plásticas em grandes lojas de varejo. O governo também impôs um encargo mínimo de dez centavos de dólar para sacolas de papel recicladas e sacolas plásticas reutilizáveis em locais específicos. Este ano, outro estado americano, Nova York seguiu o exemplo com um mandato estadual semelhante. Só nos EUA, vários condados e cidades menores adotaram legislação semelhante.

Canudos de plástico também receberam muita atenção dos legisladores. Em 2018, Seattle se tornou a primeira cidade dos EUA a proibir totalmente o uso de canudos de plástico.

A mudança cultural para longe do uso de produtos plásticos descartáveis chega em um momento importante. Estima-se que a América do Norte, definida como Bermudas, Canadá e Estados Unidos pelo Banco Mundial, tenha produzido cerca de 35 milhões de toneladas de resíduos plásticos em 2016, tornando-se o terceiro maior produtor mundial de resíduos plásticos naquele ano.

Produtos plásticos descartáveis acabam no oceano poluindo o planeta. A ONU estimam que até 80% do lixo flutuante é plástico, resultando em enormes prejuízos para a vida selvagem. Aproximadamente 1 milhão de aves marinhas e 100 mil animais marinhos morrem a cada ano devido à ingestão de plástico.

Ainda assim, eliminar os pequenos produtos de higiene pessoal de plástico dos hotéis será uma mudança cultural significativa para os consumidores que já estão acostumados a esperar esses serviços quando viajam. Muitos consumidores já esperam encontrar os mini artigos de higiene fornecidos pelos hotéis e até colecionam os itens depois de uma viagem.

No entanto, os benefícios dessa proibição parecem superar em muito qualquer inconveniente para o consumidor. De acordo com a revista Lodging, a rede de hotéis Marriott estima que uma única propriedade com cerca de 140 quartos reduz o consumo de plástico em 250 libras de plástico por ano – ou em 23 mil garrafas plásticas.

O autor do projeto, o deputado Ash Kalra, espera que seus colegas legisladores também vejam o impacto significativo que esse projeto de lei pode ter.

Kalra disse à CALmatters: “Espero que meus colegas vejam isso como uma lei de senso comum que mais uma vez nos coloca como líderes quando se trata de tentar reduzir nosso consumo de plástico e líderes em questões do meio ambiente”.

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Pesquisadora cria plástico biodegradável a partir de suco de cactos

Foto: Adobe

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A pesquisadora mexicana, Sandra Pascoe Ortiz, inventou uma nova forma de plástico biodegradável feito principalmente a partir de de suco de cactos.

A réplica de plástico leva cerca de um mês para ser biodegradada se deixada no solo ou apenas uma semana se for embebida em água, e é segura para animais e humanos consumirem.

Oritz cria o material, que pode ser feito em diferentes cores, formas, espessuras e resistências, espremendo folhas de cactos e adicionando uma ‘fórmula não-tóxica’ ao conteúdo – ela então lamina o líquido e o deixa secar.

Um substituto natural

Apresentado no People Fixing The World da BBC, Oritz disse: “Minha ideia é produzir plástico a partir de ingredientes naturais e substituí-lo por alguns dos plásticos que já usamos hoje.

“Se esse plástico atingir o mar, a coisa mais provável é que os peixes ou algum tipo de vida marinha o coma”, acrescentando que isso não causaria nenhum dano a eles.

A BBC informa que Oritz quer que seu produto substitua os plásticos de uso único, como talheres e sacolas, à medida que mais países reduzem gradualmente o consumo de plástico.

O tempo de produção para criar o cacto-plástico atualmente leva cerca de 10 dias, e Oritz ainda está pesquisando quais folhas de cactos são as melhores para criar o produto, mas mantém a planta viva para que continue a cultivar mais folhas.

Caroço de abacate usado para fazer canudos e talheres biodegradáveis

Este ano também um engenheiro bioquímico mexicano descobriu como fazer bioplástico a partir do desperdício de alimentos, e em vez reaproveitamento na própria indústria alimentícia, ele criou um plástico biodegradável, orgânico e tornou-o tão barato quanto o plástico comum.

Com todos os danos causados pelo lixo plástico ao meio ambiente e às espécies, as proibições do uso do material em vigor em todo o mundo só se tornam mais severas com o passar do tempo, criando uma demanda crescente por alternativas biodegradáveis.

O problema é que alguns plásticos biodegradáveis ainda são feitos de combustível fóssil, e 80% dos “bioplásticos” biodegradáveis são feitos de fontes de alimentos, como o milho.

Os plásticos biodegradáveis normalmente custam cerca de 40% mais do que o plástico normal.

Mas o engenheiro bioquímico Scott Munguia surgiu com uma solução para a questão: caroços de abacate.

Sua empresa, a Biofase, está localizada no coração da indústria de abacate do México, onde ele transforma 15 toneladas de abacates por dia em canudos e talheres biodegradáveis.

Os caroços, descartados por empresas locais que processam a fruta, eram encaminhados para um aterro sanitário. Então, além de seus custos de produção serem baratos, ele está ajudando a reduzir o desperdício agrícola.

A empresa pode então repassar essa economia para o consumidor, mantendo os preços iguais aos do plástico convencional.

“O bioplástico de semente de abacate não corta nosso suprimento de alimentos ou requer que qualquer terreno adicional seja dedicado à sua produção”, diz Munguia.

“E o melhor de tudo, é verdadeiramente biodegradável, ao contrário de muitos plásticos que se dizem ´biodegradáveis”. Decompõe-se totalmente em apenas 240 dias, em comparação com o plástico convencional, que estima-se que levará 500 anos a degradar e nunca será totalmente biodegradável”.

A empresa informa que se mantido em local fresco e seco, o material pode durar até um ano antes de começar a degradação.

Munguia descobriu como extrair um composto molecular do caroço da fruta para obter um biopolímero que pudesse ser moldado em qualquer formato, informou o México Daily News.

“Nossa família de resinas biodegradáveis pode ser processada por todos os métodos convencionais de moldagem de plástico”, twittou a empresa.

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Dia Mundial do Meio Ambiente: aumento da devastação ambiental é alarmante

O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, foi criado em 1972 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Na data, ONGs lançam, todos os anos, manifestos e medidas para alertar sobre a necessidade de preservação do meio ambiente. No mesmo dia é celebrado também O Dia da Ecologia.

(Foto: iStock.com / eppicphotography)

A exploração irresponsável e gananciosa dos recursos naturais tem causado devastação em todo o mundo. No Brasil, o cenário está se tornando cada vez mais preocupante. Dados indicaram que os primeiros 15 dias de maio foram os piores no mês em uma década, com 19 hectares de floresta amazônica sendo destruídos por hora, em média. O número é o dobro do que foi registrado no mesmo período em 2018.

Além disso, um estudo feito pela ONG Conservação Ambiental concluiu que o Brasil e os Estados Unidos lideram uma tendência mundial de retrocessos ambientais. De acordo com o levantamento, 85 atos legislativos foram promulgados no Brasil, entre 1900 e 2017, atingindo uma área de 114.856 quilômetros quadrados de floresta – o equivalente a praticamente metade do estado de São Paulo. Desses, 60 afetaram a Amazônia, região que perdeu mais de 90 mil quilômetros quadrados de proteção devido a mudanças legislativas.

O Brasil, ainda de acordo com o estudo, é responsável por 87% dos retrocessos em áreas protegidas da Amazônia, em um levantamento que abrange outros oito países amazônicos.

Ministra do Meio Ambiente entre 2010 e 2016, a bióloga e ambientalista Izabella Teixeira explica que retrocessos ambientais podem ter diversas origens. “Precisaríamos identificar caso a caso para saber. Mas há natureza técnica, política e econômica. Do ponto de vista político, isso remete a uma situação de fragilidade e de não priorização da política ambiental. É muito comum que interesses econômicos sejam preponderantes a interesses da biodiversidade, mas isso é só um contexto: vejo como algo muito grave”, disse Teixeira, em entrevista à BBC News Brasil.

(Foto: AP Photo/NOAA Pacific Islands Fisheries Science Center)

Para o geógrafo Carlos Minc, que foi ministro do Meio Ambiente entre 2008 e 2010 e atualmente é deputado estadual, o cenário, que ele considera assustador, “reflete a força da bancada ruralista e a cumplicidade de vários governos estaduais”.

O jurista, historiador e diplomata Rubens Ricupero, ministro do Meio Ambiente entre 1993 e 1994, reforça que “o atual governo vem contribuindo para agravar o quadro pela posição pessoal e o exemplo altamente negativo do próprio presidente da República”.

“O sistemático desmantelamento do sistema já precário do Ibama e do ICMBio estimula maiores violações dos espaços ainda protegidos e desencoraja a ação dos fiscais. Isso sem mencionar os numerosos projetos em tramitação no Congresso, que terão certamente impacto igualmente destruidor”, disse Ricupero à BBC.

O desmatamento, no entanto, não é o único problema que tem afetado o meio ambiente no mundo. A poluição, especialmente aquela causada pelo plástico, tem devastado ecossistemas e tirado a vida de animais, principalmente os marinhos. No oceano Pacífico, entre a costa do estado norte-americano da Califórnia e o Havaí, 80 mil toneladas de plástico compõe um “ilha de lixo” de 1,6 milhão de quilômetros quadrados. As consequências dessa quantidade extrema de plásticos nos oceanos, caso ações para reverter esse cenário não sejam executadas, são graves: segundo um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial de Davos em parceria com a fundação da navegadora Ellen MacArthur e a consultoria McKinsey, os oceanos terão mais plástico do que peixes até 2050. A pesquisa concluiu que a proporção de toneladas de plástico por toneladas de peixes era de uma para cinco em 2014, será de uma para três em 2025 e vai ultrapassar uma para uma em 2050.

(Foto: Pixource/Pixabay)

A poluição do ar também é considerada alarmante e será tema, inclusive, da conferência internacional do Dia Mundial do Meio Ambiente, sediada pela China e promovida pela Organização das Nações Unidas no quadro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. O objetivo é incentivar governos, indústrias, comunidades e indivíduos a usar a energia renovável e as tecnologias verdes, bem como melhorar a qualidade do ar em todo o mundo, já que a poluição tem gerado cerca de 7 milhões de mortes humanas e afetado, também, os animais.

“A China será uma grande anfitriã global das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2019. O país demonstrou liderança no combate à poluição do ar internamente e, agora, pode ajudar a estimular outras partes do mundo a agirem. A poluição do ar é um desafio global e urgente que afeta a todos. A China irá, agora, liderar o impulso e estimular a ação global para salvar milhões de vidas”, declarou Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente, ao portal Nações Unidas Brasil.


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Artistas internacionais se apresentam em festival no Caribe contra a poluição plástica

Por David Arioch

Músico australiano Cody Simpson foi uma das atrações do Play it Out (Foto: Divulgação/EPA/ONU)

No final de semana, artistas, celebridades e líderes políticos se reuniram no Estádio Nacional Sir Vivian Richards, na ilha de Antígua e Barbuda, para participar do festival Play it Out, que visa ampliar a conscientização e inspirar ações para combater a poluição plástica.

Além de apoiar o ativismo global, o festival teve como objetivo reconhecer iniciativas concretas que ajudam a responder ao problema da poluição plástica, incluindo a campanha Mares Limpos, da ONU Meio Ambiente, que se propõe a acelerar ações previstas no Plano de Ação Caribenho para Plásticos.

Com apresentação das atrizes Meagan Good e Amanda Cerny, o evento contou com apresentações do rei do gênero caribenho soca, Machel Montano e da cantora Ashanti, vencedora do Grammy, além de outros nomes como DJ Robin Schulz; da dupla de R&B Nico & Vinz; da banda de indie-rock St. Lucia; da banda colombiana de eletropop Bomba Estereo; do músico australiano Cody Simpson; e do cantor de reggae ganês Rocky Dawuni.

O evento foi organizado pela presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa, junto aos governos da Noruega e de Antígua e Barbuda.

Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo

Segundo a ONU, 80% de todo o lixo marinho é composto por plástico e a estimativa é que em 2050 a quantidade de plásticos na água supere a de peixes. Vale lembrar também que o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo e recicla apenas 1%. Sem a destinação adequada, grandes quantidades de resíduos plásticos chegam aos oceanos e afetam a vida marinha, já que muitos animais acabam consumindo esse tipo de produto que interfere até mesmo no comportamento reprodutivo das espécies.

Foca exibe expressão de “tristeza” ao ser encontrada com rede de pesca presa ao pescoço

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

Imagens mostram uma rede azul grossa e apertada, enrolada ao redor do pescoço da foca, que segundo especialista pode restringir o crescimento do animal, cortando sua pele e carne que não pode crescer e se desenvolver adequadamente. A longo prazo, pode levá-la a morte.

A foca provavelmente trata-se de um bebê e seu crescimento, com o objeto estranho preso ao pescoço será provavelmente sua sentença de morte caso não seja retirado a tempo.

O consultor de TI, Geoff Smith, 54, tirou a fotografia comovente após de alertar uma instituição especializada em focas que atua em defesa dos animais em Norfolk (Inglaterra).

Infelizmente, os voluntários da ONG Friends of Horsey Seals não conseguiram pegar a foca para ajudá-la e o animal desapareceu no mar ainda preso na rede.

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

Se não fosse pela rede presa a seu pescoço, provavelmente essa jovem foca teria uma vida normal e plena pela frente, a intervenção humana e seu lixo corrosivo e irresponsável faz mais uma vítima indefesa.

Geoff, de Ipswich, disse: “Você pode ver que o pescoço da foca já tinha sido ferido e cortado e que ela já cresceu desde que se emaranhou na rede.

“É uma tragédia que o lixo seja uma praga de impacto tão terrível na vida selvagem causada exclusivamente por nosso descuido e preguiça, ambos que podeiam ser evitados através da conscientização e educação das pessoas e da indústria sobre as reais consequências e impactos de suas ações”.

David Vyse, da ONG Friends of Horsey Seals, disse: “As focas machucadas tendem a ficar perto do mar, pois estão com os movimentos limitados ou ficam dentro de sua colônia por segurança.

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

“Quando um ser humano se aproxima, ela rapidamente entra no mar ou se move com a colônia para ‘segurança e proteção’”.

“Nós vimos esta foca algumas vezes desde que a foto foi tirada em fevereiro, e parece estar comendo bem.

“Vamos tentar o nosso melhor para pegá-la e remover a rede plástico quando as condições estiverem corretas, causando o mínimo de invasão ou desequilíbrio na colônia de focas”.

A poluição plástica nos oceanos

Poluição plástica é uma catástrofe que está devastando a superfície do planeta. Agora, ela já atinge o fundo dos oceanos.

Na parte mais profunda do oceano é encontrada na Fossa das Marianas, localizada no oeste do Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas. Estende-se a quase 11.000 metros abaixo da superfície.

Um saco plástico foi encontrado a 10.858 metros abaixo da superfície nesta região, a parte mais profunda conhecida de poluição humana no mundo. Este pedaço de plástico descartável foi encontrado mais profundo do que 33 torres Eiffel, colocadas ponta a ponta, alcançaria.

Enquanto a poluição plástica está afundando rapidamente, ela também está se espalhando para o meio dos oceanos. Um pedaço de plástico foi encontrado a mais de 620 milhas (mil milhas) da costa mais próxima – mais do que a extensão da França.

O Centro de Dados Oceanográficos Globais (Godac) da Agência do Japão para Ciência e Tecnologia da Terra Marinha (Jamstec) foi lançado para uso público em março de 2017.
Nesta base de dados, existem os registros de 5.010 mergulhos diferentes. De todos esses diferentes mergulhos, 3.425 itens de detritos feitos pelo homem foram contados.

Mais de 33% dos detritos eram de plástico, seguidos de metais (26%), borracha (1,8%), utensílios de pesca (1,7%), vidro (1,4%), tecido / papel / madeira (1,3%) e “outros” itens antropogênicos (35%).

Também foi descoberto que, de todos os resíduos encontrados, 89% eram descartáveis. Isso é definido como sacos plásticos, garrafas e pacotes. Quanto mais aprofundado o estudo, maior a quantidade de plástico que eles encontraram.

De todos os itens produzidos pelo homem encontrados abaixo de 20.000 pés (6.000 metros), os índices aumentaram para 52% para o plástico macro e 92% para o plástico descartável.

O dano direto que isto causou ao ecossistema e ao meio ambiente é evidente, já que os organismos do fundo do mar foram observados em 17% das imagens de detritos plásticos registradas pelo estudo.

Mais focas vítimas de lixo no mar

Além do lixo plástico que chega ao oceano contaminar as águas e muitas vezes espalhar resíduos tóxicos, esses materiais nocivos causam os exaustivamente noticiados estrangulamento a animais como focas e leões marinhos e podem ser ingeridos por peixes.

Uma imagem comovente flagrada em janeiro deste ano mostra uma foca com um saco de plástico enrolado em volta da cabeça. O animal indefeso lutou por cerca de quinze minutos para se libertar, enquanto os moradores ansiosos assistiam a cena consternados.

Martyn Cannan, um fotógrafo amador, observava a foca brincando na água quando ela se enrolou com a sacola descartável, em Brixham, Devon (Inglaterra).

Cannan, de 57 anos, disse que tirou a foto porque a multidão estava discutindo sobre o que fazer para ajudar a foca.

Ele compartilhou a imagem na página do Tor Bay Harbour Authority no Facebook, dizendo que a imagem destacava os problemas enfrentados pela vida selvagem marinha.
“Se a minha foto desperta a consciência das pessoas e impede uma pessoa de jogar uma sacola plástica no mar, então faz ela o seu trabalho”, disse ele.

Moradores de Devon ficaram revoltados com a imagem da foca presa na sacola plástica e responderam com indignação e pedidos de uma proibição de sacos plásticos.

Sally Hoult escreveu: “Pobre foca. Os seres humanos estão causando muito estresse e danos à nossa vida selvagem. Quando vamos aprender?”

Os resíduos de plástico jogados no mar pelo homem ameaçam os oceanos e a vida de milhões de animais marinhos.

Sarah Greenslide, médica de mamíferos marinhos da British Marine Rescue, publica regularmente imagens da área com cerca de 20 focas nas águas em torno de Brixham.
Segundo o Daily Mail, ela disse: “Criamos este problema. Hoje você só precisa andar ao redor do porto e da marina para ver os escombros.

“Temos muita sorte de ter uma comunidade do focas tão próspera … precisamos cuidar delas”.

Focas, baleias, golfinhos, aves marinhas, peixes e muitos outros animais estão morrendo ou sendo feridos por esse flagelo ambiental.

Inúmeras imagens de animais que se emaranharam no lixo plástico e de criaturas mortas encontradas com pilhas de plástico dentro de seus corpos estão sendo mostradas todos os dias.

A mesma sorte não teve a foca marinha que foi avistada em fevereiro com uma rede de pesca enrolada em seu pescoço, como mostra o início dessa matéria, até hoje o animal está preso ao lixo embora já tenha crescido mais.

Mercearia substitui embalagem de plástico por folha de bananeira em SP

A Casa Santa Luzia, mercearia quase centenária localizada na cidade de São Paulo, decidiu trocar as embalagens plásticas por folhas de bananeira, optando por uma alternativa sustentável, que tem agradado os clientes.

A mercearia se inspirou em um supermercado tailandês que está testando a folha de bananeira como alternativa para o excesso de plástico usado para embalar alimentos. As informações são do portal Ciclo Vivo.

Foto: Agência Twist

“Resistente, impermeável e flexível, ela também é biodegradável, ou seja, pode ser usada na compostagem ou, se descartada, irá se decompor naturalmente, de forma muito mais rápida em relação ao plástico”, disse Ana Maria Lopes, diretora da Casa Santa Luzia.

Segundo ela, a iniciativa partiu dos funcionários do local. Foi então que a loja buscou um fornecedor e verificou a viabilidade de implantação das folhas e também a aceitação do público.

“Este fornecedor foi muito receptivo com a ideia e rapidamente nos enviou uma amostra e, na mesma semana, efetuamos a primeira compra”, afirmou Ana Maria. E a novidade foi muito bem aceita pelos clientes. “De imediato tivemos a aceitação do consumidor tornando possível manter o produto em linha”, completou Ana Maria.

Atualmente, um terço do lixo doméstico brasileiro é composto por embalagens que são usadas uma única vez, gerando um forte impacto no meio ambiente.

Além de proteger a natureza, a opção por embalagens sustentáveis, segundo a diretora da Casa Santa Luzia, também pode ser lucrativa. De acordo com Ana Maria, desde que a mercearia passou a usar a folha de bananeira para embalar os produtos, foi registrado um aumento nas vendas, o que, inclusive, levou a loja a cogitar uma expansão da alternativa ecológica. “Existe abertura e negociação com outros fornecedores para futura expansão de mix de produtos”, concluiu.

Como a África se tornou líder mundial na eliminação de resíduos plásticos

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A África está liderando o caminho para a eliminação de resíduos plásticos por meio de várias proibições ao uso de sacos e sacolas plásticas em todo o continente, incluindo países como Tanzânia e Quênia.

A Tanzânia implementou a primeira etapa de sua proibição de sacolas plásticas em 2017, que proibia a fabricação e a “distribuição no país” de sacolas plásticas de qualquer tipo.

A segunda fase, que entrará em vigor em 1º de junho, limita o uso de sacolas plásticas para os turistas. Em um comunicado divulgado em 16 de maio, o governo da Tanzânia estendeu a proibição original aos turistas, alegando que “um balcão especial será designado em todos os pontos de entrada para a entrega de sacolas plásticas que os visitantes possam trazer para a Tanzânia”.

A proibição reconhece a necessidade de sacolas plásticas, por enquanto, em alguns cenários, como por exemplo nas indústrias médica, industrial, de construção e agrícola, bem como por razões sanitárias e de gestão de resíduos.

Sacos “Ziploc” usados para transportar produtos de higiene pessoal através da segurança do aeroporto também estão isentos da proibição, desde que os viajantes os levem de volta para casa.

África livre de plástico

A Tanzânia não é o único país africano a introduzir tal proibição. Mais de 30 países africanos adotaram proibições semelhantes, principalmente na África subsaariana, de acordo com a National Geographic.

O Quênia teve um sucesso diversificado com sua proibição, implementada em 2017. O país introduziu as mais severas punições, com os culpados enfrentando “até 38 mil dólares em multas ou quatro anos de prisão”.

No entanto, o governo não considerou alternativas à medidas, levando aos chamados “cartéis de sacolas”, grupos que negociavam e traziam sacolas plásticas de países vizinhos. A National Geographic também informou que o cumprimento da proibição não podia ser considerado totalmente confiável.

“A proibição teve que ser drástica e dura, caso contrário, os quenianos a teriam ignorado”, disse o ativista Walibia à publicação. Embora novas tentativas de ampliar a proibição não tenham sido bem-sucedidas, o país está ciente de sua responsabilidade em fazer mais.

Geoffrey Wahungu, diretor-geral da Autoridade Nacional de Meio Ambiente do Quênia, disse: “Todos estão observando o Quênia agora por causa do passo ousado que demos. Nós não estamos olhando para trás”.

Ruanda também está trabalhando duro na questão ambiental. O objetivo é ser o primeiro país livre de plástico e seus esforços estão sendo reconhecidos.

Quartz informou que as Nações Unidas nomearam a capital Kigali como a cidade mais limpa do continente africano, “graças em parte à proibição de plástico não biodegradável em 2008”.

Não há como escapar da contaminação por microplásticos

Foto: Paula Funell

Foto: Paula Funell

Por Cathleen O’Grady*

Os microplásticos estão tendo seu momento sob os holofotes, uma vez que o público está cada vez mais consciente de sua presença no ambiente ao nosso redor. Mas à medida que mais evidências de sua presença vêm à tona, fica mais claro que ainda não sabemos o quanto o problema é realmente grande ou nocivo. Uma enorme quantidade de pequenas partículas de plástico acaba no mar, mas pesquisas recentes também as encontraram em lagos e várzeas, e até mesmo na poluição do ar de grandes metrópoles.

Um novo artigo publicado na Nature Geoscience relata a descoberta de microplásticos em uma região que deveria ser primitiva: as montanhas dos Pireneus franceses. Os pesquisadores estimaram que as partículas poderiam ter viajado cerca de 95 quilômetros de distância, mas sugerem que os microplásticos poderiam viajar ainda mais longe com o vento – o que significa que até lugares relativamente intocados por humanos estão sendo poluídos por nossos plásticos.

O mistério do desparecimento do plástico

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são produzidas. Em 2016, esta quantidade foi estimada em cerca de 335 milhões de toneladas. Não temos ideia de onde a maior parte disso foi parar. Os montantes que são recuperados em usinas de reciclagem e aterros sanitários não correspondem ao que é realmente produzido. Alguns desses materiais permanecem em uso, às vezes por décadas, o que explica parte da discrepância. Estima-se que 10% deles acabam nos oceanos. Embora esses números ainda possam mudar com mais pesquisas, pois ainda há uma lacuna grande a ser preenchida com respostas.

Onde quer que o plástico esteja acabando sua jornada, sabemos que ele se desfaz com o tempo, se desintegrando em micropartículas com menos de 5 mm de tamanho, e algumas até quebrando em nanoescala a menos de um micrômetro (o micrômetro é uma unidade freqüentemente usada para mensurar bactérias e células – a cabeça do esperma humano tem cerca de 5 micrômetros de comprimento). O efeito que essas partículas terão em escala global à medida que continuam a se acumular não é nem remotamente entendido em sua totalidade.

A maior parte de se lidar com as conseqüências dessa questão é apenas entender onde todo esse plástico produzido acaba. Os Pirineus são o lugar ideal para avaliar até onde o material pode viajar, pois são escassamente povoados, de difícil acesso e sem atividade industrial ou agricultura em grande escala. Assim, por cinco meses, uma equipe de pesquisadores coletou amostras da estação meteorológica de Bernadouze, a 6 km da vila mais próxima. As amostras eram de “precipitação atmosférica” – qualquer coisa que caísse do céu, molhada ou seca, variando de poeira a chuva e neve.

O problema com os microplásticos estando (potencialmente) em toda parte é que a contaminação se torne uma preocupação. Fibras plásticas de roupas, recipientes e equipamentos poderiam hipoteticamente entrar nas amostras colhidas. Para evitar isso, os pesquisadores tomaram precauções, como usar roupas de algodão enquanto se aproximavam dos dispositivos de coleta de amostras, aproximando-se delas “contra o vento” e armazenando tudo em vidro. Eles também coletaram e processaram amostras “em branco” retiradas de contêineres fechados deixados no campo para checar se os plásticos encontrados nas amostras reais haviam realmente chegado até a atmosfera.

Os plásticos estão voando com o vento

Microplásticos foram encontrados em todas as amostras coletadas pelos pesquisadores – em média, 365 partículas por metro quadrado foram depositadas todos os dias. O tipo mais comum de plástico era o poliestireno, seguido pelo polietileno (o tipo de plástico usado em sacolas plásticas e embalagens descartáveis).

O número de partículas depositadas apresentou uma correlação forte com a velocidade do vento e mais partículas eram encontradas após ventos mais altos. A precipitação – tanto de vento quanto de neve – também estavam fortemente ligadas. Os pesquisadores analisaram as velocidades do vento e as direções que haviam sido registradas durante todo o estudo, e usaram isso para calcular a distância que partículas dos tamanhos que encontraram poderiam ter sido transportadas, estimando que os plásticos poderiam ter vindo de quase 100 quilômetros de distância.

Essa é uma “avaliação altamente simplificada”, observa a equipe – não leva em conta todas as diferentes variáveis atmosféricas que poderiam mudar os números. Com a evidência de que as partículas de poeira (que estão bem dentro da faixa dos tamanhos das partículas de plástico) podem viajar até 3.500 km, é possível que elas possam vir de uma distância ainda maior.

Uma pesquisa que analisa o tamanho das partículas de plástico que encontra mostra que há uma tendência das partículas ficarem mais finas ao longo do tempo. À medida que as partículas se tornam menores, aumenta sua capacidade de dispersão em toda parte. Os microplásticos já foram encontrados em todos os lugares, desde a água potável até o ar da cidade, e há evidências de partículas de plástico no fígado de peixes, sugerindo que eles poderiam passar pelos sistemas dos órgãos. Tudo isso deixa claro que a minúsculo poeira de plástico invisível está se tornando onipresente em nosso planeta. Estamos apenas começando a entender quais serão os efeitos disso.

*Traduzido por Eliane Arakaki