Inteligência artificial é utilizada para encontrar animais perdidos

Por Rafaela Damasceno

A CrowdPet é uma inteligência artificial criada por pesquisadores da SciPet, empresa que surgiu no Instituto de Computação da Unicamp. O objetivo da plataforma é ajudar na busca por animais perdidos.

Um homem dando uma palestra na frente de um power point que exibe fotos do aplicativo

Foto: Olhar Digital

A plataforma é colaborativa e, para utilizá-la, os usuários precisam inserir as características gerais e uma foto dos animais, formando um cadastro. Então a inteligência artificial faz um cruzamento dos dados do animal perdido e dos dados inseridos na plataforma.

“Lançamos esse primeiro módulo da plataforma, que chamamos de ‘registro animal’ e é voltado para utilização em prefeituras. É uma versão disponível para os agentes de bem-estar animal e de saúde. Com a tecnologia, todo animal que passa por essas clínicas, que têm um grande fluxo, é registrado no sistema por um agente”, explicou Fabio Piva, diretor da SciPet. “Depois, temos o módulo da identificação do animal, que ainda está em testes. E, por último, lançaremos o aplicativo para a população que servirá como uma rede social para os animais”.

A plataforma funciona na cidade de Jaguariúna (SP) desde o final do ano passado, segundo o Olhar Digital, mas há planos para expandir a CrowdPet: a previsão é que pelo menos mais dez cidades adotem a plataforma até o final de 2019.


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Youtuber agride cão e posta vídeo na internet

Foto: YouTube/Reprodução

Foto: YouTube/Reprodução

Os usuários da rede social de vídeos estão sendo incentivados a denunciar um canal no Youtube que mostra vídeos de um filhote de cachorro sendo agredido e mordido por seu tutor.

Um vídeo contendo imagens fortes do youtuber batendo em seu animal doméstico foi visualizado milhares de vezes nas redes sociais.

O ator e comediante Ricky Gervais disse que quer “partir sua cara” (do Youtuber) depois de ser marcado na filmagem, enquanto outros descreveram como “horrível” e “covarde”.

Compartilhando o vídeo, um usuário do twitter, que usa o nome de Doodah-Doodah na rede social, escreveu: “Não tenho mais ideia do que dizer e me sinto muito impotente perante essas imagens. Eu poderia pedir às pessoas para denunciar o canal dele, mas quem sabe o que ele poderia fazer com o cachorro depois disso. Imagine viver com medo o tempo todo ou pensar que é assim que os humanos demonstram afeição. Estou arrasado”.

O site coreano Koreaboo identificou o youtuber conhecido como Sseungnyangie e disse que não é a primeira vez que ele atrai atenção por seu comportamento.

Ele já foi denunciado por abuso de animais várias vezes desde 2017.

O site diz que a polícia foi enviada ao seu apartamento depois que um espectador preocupado reclamou.

Ele foi declaradamente agressivo com oficiais e ainda reclamou quando eles saíram

O Koreaboo afirma que ele disse aos espectadores: “Eu posso fazer o que quiser, o cachorro é meu. Eu avisei vocês. Eles não podem fazer nada comigo se quiser bater no cachorro”.

Foto: YouTube/Reprodução

Foto: YouTube/Reprodução

O canal não foi excluído, mas ao que parece, alguns vídeos foram removidos.

Acredita-se que o cão foi resgatado pelas autoridades.

Vídeos compartilhados em mídias sociais parecem mostrar o mesmo filhote sendo transportado para longe da casa do youtuber.

Foto: YouTube/Reprodução

Foto: YouTube/Reprodução

O tweet foi correspondido a uma conta no Instagram chamada Catchdog, que foi informada do canal de vídeos abusivos há dois dias.

Uma foto compartilhada em seu Instagram hoje parece mostrar o mesmo cão seguro e bem em sua sede.

O post foi recebido com uma efusão de elogios com as pessoas agradecendo-lhes por salvar o cão do que foi descrito como “um monstro descontrolado” nos comentários.

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Plataforma vai ajudar empresas que querem tornar seus produtos e serviços ecológicos e sustentáveis

Por David Arioch

Plataforma reunirá evidências e estudos que mostram como a sustentabilidade permite melhorar os resultados dos negócios (Foto: Divulgação)

Resultado de uma parceria entre organizações internacionais, incluindo a ONU, foi lançada nesta semana uma plataforma para ajudar pequenas e médias empresas que querem tornar seus produtos e serviços mais ecológicos e sustentáveis.

A Plataforma da Indústria Verde (Green Industry Platform), como foi nomeada, reúne pesquisas, dados e orientações para impulsionar a responsabilidade ecológica no setor privado.

O projeto se baseia em recursos da Plataforma de Conhecimento do Crescimento Verde (Green Growth Knlowledge Platform – GGKP), que já conta com estudos internacionais e mais atuais sobre temas que vão desde retorno de investimento até títulos verdes, infraestrutura sustentável, normas e regulamentos.

As análises são divididas por setor da economia, país, região ou eixos como gênero, emprego, mudanças climáticas, economia circular e capital natural.

A Plataforma da Indústria Verde vai disponibilizar conhecimentos técnicos para que pequenas e médias empresas tornem os seus suprimentos, produtos e operações mais ecológicos. A plataforma reunirá evidências e estudos que mostram como a sustentabilidade permite melhorar os resultados dos negócios.

“Como as pequenas empresas empregam até 60% da força de trabalho mundial, o seu pleno envolvimento na transição para a economia verde inclusiva é essencial ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou Li Yong, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) — outra instituição apoiadora da iniciativa.

Para conhecer a Green Industry Platform, clique aqui.


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Milhares de filhotes de pinguins-imperador são exterminados pela queda de plataforma de gelo

Foto: CHRISTOPHER WALTON

Pinguins-imperadores | Foto: Christopher Walton

Milhares de filhotes da espécie pinguim-imperador afogaram-se quando a plataforma de gelo marinho no qual estavam sendo criados foi destruída pelas condições de tempo severas.

A catástrofe ocorreu em 2016 no Mar de Weddell na Antártida.

Os cientistas dizem que a colônia de pinguins que vivia na borda da Plataforma de Gelo Brunt foi atingida pela queda do enorme bloco de gelo, sendo que as aves adultas que não mostram sinais de tentar salvar população de filhotes.

Muito jovens para conseguir nadar e sem o desenvolvimento físico necessário em pelugem, os bebês pereceram.

E provavelmente seria inútil para as aves tentar qualquer esforço com um iceberg gigante prestes a destruir seu lar.

A dramática perda dos jovens pinguins imperadores é relatada por uma equipe do British Antarctic Survey (BAS).

Os drs. Peter Fretwell e Phil Trathan notaram o desaparecimento da chamada colônia Halley Bay em imagens de satélite capturadas do espaço.

É possível até mesmo a partir dos 800 km de altura ver o excremento dos animais, ou guano, no gelo branco e depois estimar o tamanho provável de qualquer estimativa de mortes.

Mas a população de Brunt, que mantinha uma taxa média de 14 a 25 mil casais reprodutores por várias décadas (5-9% da população global), desapareceu essencialmente da noite para o dia.

Os imperadores são as espécies de pinguins mais altas e pesadas e precisam de trechos confiáveis de gelo marinho para se reproduzir, e essa plataforma gelada deveria (em teoria) permanecer íntegra a partir de abril, quando as aves chegam, até dezembro, quando seus filhotes voam.

Se o gelo do mar se rompe cedo demais, os filhotes não terão conseguido ainda a pelugem certa para começar a nadar.

Isto parece ter sido o que aconteceu em 2016.

Ventos fortes erodiram o gelo marinho que havia endurecido ao lado da plataforma de gelo Brunt, normalmente mais espessa em seus veios, e eles nunca mais se reformaram adequadamente. Não em 2017, nem em 2018.

Fretwell disse: “O gelo marinho que se formou desde 2016 não tem sido tão forte como os anteriores. Os eventos de tempestades de neve que ocorrem normalmente em outubro e novembro agora vão acabar mais cedo. Portanto, houve algum tipo de mudança no regime ambiental vigente. O gelo marinho anteriormente estável e confiável se tornou agora, apenas insustentável”.

A equipe do BAS acredita que muitos pinguins adultos evitaram a reprodução nesses últimos anos ou mudaram-se para novos locais de reprodução ao longo do Mar de Weddell. Uma colônia a cerca de 50 km de distância, perto da Geleira Dawson-Lambton, notou um grande aumento em seus números.

Enquanto a humanidade se acomoda em um conformismo confortável, a crise ambiental causada pela mudança climática e consequente aquecimento das temperaturas, vem fazendo cada vez mais vítimas silenciosamente.

O planeta não suporta mais o nível de exploração e violência a que tem sido submetido pelos seres humanos e é necessário que posturas sejam revistas e atitudes urgentes tomadas, para que possamos escapar da nossa própria extinção.

PETA pede publicamente à plataforma petrolífera que sirva refeições veganas aos seus funcionários

Foto: Adobe

Foto: Adobe

A gigante petrolífera Shell recebeu um pedido inesperado para se tornar vegana em celebração ao Dia da Terra, em 22 de abril.

A associação de defesa dos direitos animais PETA escreveu à Royal Dutch Shell pedindo-lhe que ‘compensasse alguns dos danos ambientais provocados pela perfuração de petróleo servindo refeições veganas em todas as suas plataformas petrolíferas no Mar do Norte, onde os trabalhadores vivem durante meses’.

A carta da PETA diz que as cinco maiores corporações de carnes e laticínios são responsáveis por mais emissões de gases do efeito estufa do que a Shell, a ExxonMobil ou a BP – e que comer alimentos veganos pode reduzir a pegada de carbono da dieta em mais da metade.

Alimentação e impacto ambiental

A PETA também faz referência a pesquisas feitas por cientistas da Universidade de Oxford que mostraram que todos os alimentos derivados de animais – incluindo leite de vaca, carne de frango e ovos – têm uma pegada de carbono maior do que seus equivalentes baseados em vegetais.

O estudo publicado no ano passado, intitulado “Reduzindo os impactos ambientais dos alimentos através de produtores e consumidores”, o relatório analisou o impacto ambiental de mais de 40 alimentos representando 90% de todos os alimentos ingeridos. O relatório considerou o impacto nas emissões, uso de água doce, poluição da água e do ar e uso da terra.

Se torne vegano e reduza o seu impacto

“Uma dieta vegana é provavelmente a melhor maneira de reduzir seu impacto no planeta Terra, não apenas com relação aos gases de efeito estufa, mas acidificação global, eutrofização, uso da terra e uso da água”, concluiu o líder da pesquisa Joseph Poore, da Universidade de Oxford.

Foto: Adobe

Foto: Adobe

“É muito maior do que apenas para de andar de avião ou comprar um carro elétrico [porque] a agricultura é um setor que cobre todos os problemas ambientais”, explicou ele.

“Realmente são produtos animais que são responsáveis por muito disso. Evitar o consumo de produtos de origem animal traz benefícios ambientais muito melhores do que tentar comprar carnes e laticínios sustentáveis”.

Mudança Climática

“A agropecuária fica logo atrás da queima de combustíveis fósseis quando se trata de contribuir para a mudança climática”, disse o diretor de Programas Internacionais da PETA, Mimi Bekhechi, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Neste Dia da Terra, a PETA está pedindo à Shell para melhorar a saúde dos trabalhadores, salvar vidas de animais e retardar a destruição do planeta, mudando para refeições veganas em todas as suas plataformas marítimas”.

A PETA acrescenta: “Cada pessoa que se torna vegana poupa diariamente mais de 200 animais por ano e uma morte terrível, e os veganos têm menos risco de sofrer de doenças cardíacas, diabetes, obesidade e câncer do que os que comem carne”.

Cão encontrado à deriva em alto mar é salvo por funcionários de plataforma de petróleo


Chapéu: Resgate

Título: Cão encontrado à deriva em alto mar é salvo por funcionários de plataforma de petróleo

Olho:  Boonrod estava a 200 km da costa da Tailândia quando foi avistado se debatendo pelos trabalhadores que acreditam que ele tenha caído de algum barco

Um cão exausto e trêmulo foi resgatado por trabalhadores de uma plataforma petrolífera depois de ter ficado preso no mar a cerca de impressionantes 240 milhas (aproximadamente 200 km) da costa da Tailândia.

O cão sem raça definida, de pelagem marrom, foi visto se debatendo perto de uma das plataformas de perfuração situadas no Golfo da Tailândia e conseguiu nadar em direção aos trabalhadores num último esforço, quando eles o chamaram e incentivaram, na última sexta-feira à tarde. Quando subiu na plataforma, finalmente a salvo, o cão estava em choque e tremia incontrolavelmente, contam seus resgatantes.

Na segunda-feira, o cão, batizado de Boonrod, que na tradução quer dizer “sobrevivente”, finalmente desembarcou de volta em terra no continente e foi recebido pela Watchdog Tailândia, um grupo formado de voluntários que atuam em defesa dos direitos animais e veterinários.

A ONG postou fotos do cão resgatado em sua página no Facebook, chamando-o de “bela vida resgatada do Golfo da Tailândia” e “inspiração para 2019”.

Não se sabe como Boonrod acabou na água, embora tenha sido sugerido que ele possa ter caído de um barco.

As condições foram declaradas calmas durante o resgate, tornando mais fácil para a equipe, composta de quatro membros, identificar e alcançar o cão, puxando-o para a plataforma com um arnês.

Assim que pisou em terra firme, ficou claro que Boonrod estava precisando de água, comida e sono, e o cãozinho foi cuidado pela equipe na plataforma até que eles pudessem colocá-lo em um navio-tanque que estava voltando para a costa.

O cão foi levado imediatamente a um centro de resgate de animais em Songkhla, sul da Tailândia, e já tem um candidato que ofereceu a Boonrod um lar definitivo e adoção.

De acordo com o Bangkok Post, Vitisak Payalaw, membro da equipe de perfuração de petróleo e exploração da Chevron Tailândia, disse que levaria Boonrod para casa se ninguém se apresentasse como seu tutor.

Agradecendo a todos os envolvidos no resgate em sua página no Facebook, ele acrescentou: “Sua condição geral melhorou. Ele está ficando mais forte e já até sorri”, Payalaw.