Curitiba (PR) registra 30 denúncias de maus-tratos a animais por dia

Uma média de 30 denúncias de maus-tratos a animais é registrada por dia em Curitiba, no Paraná. Os dados foram divulgados por Matheus Araujo Laiola, delegado responsável pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil do Paraná.

Foto: Pixabay

Especialista em investigação criminal, segurança pública, gestão pública e direito constitucional, Laiola participou de um evento na Câmara Municipal de Curitiba para abordar a atuação policial no combate a crimes de maus-tratos a animais. O delegado participou do debate a convite da vereadora Fabiane Rosa (DC). As informações são do portal Jornale.

Laiola assumiu a Delegacia de Meio Ambiente em janeiro. De acordo com o delegado, os casos presenciados por ele e por sua equipe foram chocantes, já que eles estavam acostumados a lidar com crimes da Delegacia de Furtos e Roubos.

“Policiais acostumados a lidar com traficantes passaram a ter de capturar cobras de 7 metros”, contou o delegado. “Houve o objetivo de se mudar algumas dinâmicas e, nesse curto espaço de tempo, obtivemos resultados expressivos”, completou.

Devido à necessidade de encaminhar para locais adequados os animais resgatados em ocorrências policiais, a Delegacia de Meio Ambiente atua em parceria com a Rede de Proteção Animal.

“A função da Delegacia de Meio Ambiente é penal e a da Rede de Proteção Animal é administrativa e fiscal. O resultado dessa atuação em conjunto é que nos últimos cinco meses 300 animais em situação de maus-tratos foram resgatados”, concluiu.


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Porquinho é encontrado sufocando preso dentro de um carro fechado

Foto: @News4Jax

Foto: @News4Jax

Um casal da Flórida (EUA) está respondendo a acusações de crueldade contra animais depois de deixarem um porco sufocando em um carro fechado, sem ar condicionado, comida ou água do lado de fora de um shopping center.

Mark Gray, de vinte anos de idade, e Trinity Tavarez-Soto, de 19, foram presos na segunda-feira à tarde nos arredores do shopping Avenues Mall, em Southside Boulevard, Jacksonville, Flórida (EUA), onde estavam fazendo compras.

De acordo com um relatório da prisão, o porco, descrito como manchado, foi encontrado no banco de trás do carro, no chão.

As fotos mostram o assento coberto com vários itens, em uma “bagunça generalizada”.

Miranda Lamendola e seu colega de trabalho viram o porco sufocando no carro fechado e relataram o caso ao segurança do shopping, conforme relatado pela rede de televisão CBS News 4 Jax.

Como o segurança não estava autorizado a acessar o carro sem a permissão do proprietário, Lamendola ligou para a polícia.

“O porco não tinha água ou comida e estava em pânico”, disse ela ao News 4 Jax, acrescentando: “Estou enlouquecendo depois de 45 minutos de todo esse processo horrível”.

Lamendola disse que o ar condicionado do veículo não estava ligado e as janelas tinham cerca de uma polegada de abertura no topo delas.

O espaço era tão pequeno, segundo ela disse, que eles não conseguiam sequer passar o braço pela abertura para ajudar o animal apavorado e sufocante.

Lamendola filmou o porco, que tem pelos alaranjados e marcas marrons, quando ele começou a espumar pela boca, tremendo e passou a não responder mais aos chamados dela.

Foi relatado que as temperaturas na área do shopping excederam 100 F (cerca de 38ºC) no feriado do Memorial Day (data celebrativa americana) mais quente desde 1989.

@News4Jax

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Lamendola disse à rede de televisão que o carro havia atingido 120 F ( cerca de 48ºC) na sombra.

Quando a polícia chegou ao local, um dos policiais quebrou uma janela.

O porco foi retirado do veículo e recebeu imediatamente água para beber e se refrescar, começando a se recuperar.

Uma foto mostra um oficial da polícia embalando o porco nos braços após o resgate.

Acredita-se que o porco esteve preso no carro quente por mais de uma hora.

Ele foi levado pela Animal Care and Protective Services.

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Cachorra tem que ser sacrificada após ter ácido jogado sobre todo o seu corpo

Cachorra vítima de ataque de ácido | Foto: BBC News

Cachorra vítima de ataque de ácido | Foto: BBC News

O animal doméstico da família foi levado , Hannah Marriott, depois de apareceu em sua porta com ferimentos causados pela substancia corrosiva

Um cão da raça bull terrier de staffordshire teve que ser sacrificado via morte induzida depois de ter sido submetido a um ataque cruel e fatal com ácido corrosivo.

O animal doméstico da família foi levado por Hannah Marriott depois que apareceu em sua porta com ferimentos severos e graves.

Hannah, que reside em Newry, na Irlanda do Norte, disse: “Quem fez isso com esse pobre cachorro está doente, totalmente louco”.

O cão ferido foi encontrado no bairro de Parkhead na cidade na última terça-feira (28).

Foto: The Mirror/Reprodução

Foto: The Mirror/Reprodução

Centenas de pessoas foram às mídias sociais para desabafar o horror de que ficaram tomadas ao tomar conhecimento do crime violento e repugnante praticado contra animal, relata Belfast Live.

Uma delas disse: “O tutor do cachorro foi notificado e eles estão traumatizados com o que aconteceu com seu animal doméstico, que era um membro da família”.

Grupo de bem-estar animal local Animais de Estimação Perdidos e Achados na Irlanda do Norte está pedindo qualquer um com informações sobre o ataque que contate a polícia.

Um porta-voz do grupo disse: “O ataque aconteceu na área de Newry, o pobre cachorro estava coberto de ácido. Se alguém tiver informações sobre esse incidente ou o cachorro, por favor, procure as autoridades”.

Cadela antes do ataque | Foto: The Mirror UK

Cadela antes do ataque | Foto: The Mirror UK

O inspetor McCullough, do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte, disse: “A polícia recebeu uma denúncia sobre um cão ferido na área de Pound Road, em Newry, aproximadamente às 18h10 de terça-feira, 28 de maio”.

“O animal foi levado a um veterinário local, no entanto, devido à gravidade de seus ferimentos, o cão teve que ser sacrificado.

“Os inquéritos estão em andamento”.

O veterinário de Newry que teve que sacrificar o após o ataque com ácido disse que é o “pior caso de crueldade contra animais” que ele já viu.

Liam Fitzsimons, do Centro Veterinário de Newry, recebeu o cão em sua clínica na terça-feira.

A polícia foi chamada por volta das 18hs para a região de Pound Road depois que Hannah Marriott encontrou o animal coberto de queimaduras pelo corpo.

Liam Fitzsimons veterinário que atendeu o cão | Foto: BBC News

Liam Fitzsimons veterinário que atendeu o cão | Foto: BBC News

O médico disse que o cachorro foi morto por indução mais tarde devido à “gravidade de seus ferimentos”.

O Sr. Fitzsimons disse à BBC News que “havia apenas uma opção” quando o cão chegou a sua clínica.

“Você podia sentir o cheiro de carne queimada exalando do animal e a pele estava caindo”, acrescentou ele.

“A língua do cachorro estava toda ulcerada por ele ter lambido o ácido de sua pele.

“Em trinta anos de prática, nunca vi nada assim. Este é o pior caso de crueldade com animais que eu já encontrei”.

O veterinário de Newry disse que a visão do animal levou uma enfermeira veterinária às lágrimas.

“Vou levar este caso comigo para a sepultura”, disse ele.

“Há um monstro à solta em Newry. Se esse criminoso pode fazer isso com um cachorro, ele pode fazer isso com um humano também”.

David Wilson, porta-voz da USPCA em Newry, disse à BBC News NI que o cão é considerado um membro da família que vivia com ele.

“Este foi um ataque horrendo a um cão indefeso com uma substância corrosiva”, disse Wilson.

Ele convocou a comunidade local para ajudar a polícia em sua investigação e para revelar qualquer informação que possa estar ligada ao caso.

O conselheiro local, Gavin Malone, visitou a mulher que encontrou o cão e disse que ela estava “devastada”.

“Tem havido problemas contínuos na área com comportamento anti-social”, disse ele.

“Mas eu não acho que houve um motivo de vingança envolvido no crime. Eu acho que foi até a pura maldade”, concluiu ele.

Ativistas revelam o que aconteceu ao porquinho que tremia em vídeo viral

Foto: Natura Umana

Foto: Natura Umana

Ativistas veganos revelaram ao site Plant Based News o que aconteceu com o porquinho trêmulo filmado em um vídeo feito por uma ONG de direitos animais que se tornou viral nas redes sociais.

O vídeo – cujo impacto levou várias pessoas a tornarem veganas, segundo elas mesmas assumiram – mostrava o pequeno animal, chamado Jasmin, convulsionando de tanto medo dentro de uma fazenda de criação. Suas orelhas haviam sido mastigadas pelos outros porcos que estavam tão estressados e assustados que estavam se voltando ao canibalismo.

Ativistas presentes em um evento da “Meat the Victims” (um trocadinho com a palavra carne ‘meat’ e o verbo conhecer: Conheça as Vítimas e Vítimas da Carne) na Holanda entraram na instalação e passaram algum tempo confortando Jasmin, descrita como “tendo espasmos violentos decorrentes de meningite”.

Eles então passaram nove horas negociando sua libertação com a polícia. Infelizmente, as autoridades insistiram que Jasmin fosse deixada na instalação para morrer.

A história de Jasmin

Em declarações à PBN, ativistas disseram: “A sala estava imersa na escuridão e ouvia-se sons de grunhidos combinados com ruídos de centenas de pés batendo no chão de plástico. Apenas um ponto de luz no final do corredor revelava os responsáveis pelo barulho.

“Apesar de apertados e sufocados presos em gaiolas superlotadas, os porquinhos estavam todos curiosos e se movimentavam ansiosos. Este foi o momento em que a vimos – deitada no chão, incapaz de se mover enquanto os outros a comiam viva, ela estava tendo espasmos violentos por causa da meningite. Jasmin olhava aterrorizada a sua volta com seu único olho visível, fraca demais para sequer gritar”.

“Impulsionados por seu desamparo total, nós a pegamos no colo tentando minimizar o sofrimento dela e, naquele momento, decidimos negociar para salvar a vida de Jasmin. Por nove horas, eu segurei seu corpo frágil em meus braços. Depois de um tempo, ela começou a se acalmar e relaxou, enchendo-me de gratidão por poder dar-lhe algum conforto pela primeira vez em sua curta e miserável vida. Ela adormeceu no meu colo e se enrolou no calor do meu corpo”.

Negociações

Eles afirmaram que as negociações continuaram “por horas” – e por algum tempo parecia que eles seriam bem sucedidos e estavam prestes a resgatar Jasmin da fazenda, descrita por eles como um “buraco do inferno”. Mas não foi assim que aconteceu.

“Sem nenhuma razão real, a polícia decidiu no último momento negar isso a ela, então eu tive que deixar Jasmin para trás. No momento em que a coloquei no chão, parte do meu coração morreu. Nunca mais vou me esquecer de como ela me olhou nos olhos confusa e assustada. Doente e mutilada, ela agora estava sozinha novamente, sozinha em um chão de concreto frio. O cheiro do sangue em suas orelhas ainda está fresco em minha memória”.

“Jasmin nasceu para ser morta, ela morreu em agonia como muitas de suas irmãs e irmãos que vimos. Matar um animal desnecessariamente é cruel e violento. Prometo a Jasmin, não vamos parar. Até que toda gaiola e cela esteja vazia”.

Câmeras de segurança de bar flagram homem agredindo cachorro com socos e safanões

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

O flagrante de maus-tratos aconteceu na área aberta do Bar Buffalo, em Holdenhurst Road, na cidade de Bournemouth, na Inglaterra e causou indignação e revolta nas mídias sociais.

Imagens do vídeo postado online pela polícia de Dorset (região do ocorrido) mostra um homem segurando o animal brutalmente pelas orelhas e pela coleira presa em seu pescoço, de quem ele aparenta ser o tutor, levantando-o do chão e agarrando-o com violência pelo pescoço.

O cão indefeso balança suspenso no ar, preso pela garganta antes de ser agressivamente arremessado contra uma cerca de madeira e ser atingido por vários socos.

O incidente repugnante e selvagem provocou revolta e ira nos usuários das redes sociais onde o vídeo foi postado online que tem pedido em uníssono que sejam aplicadas ao homem as mesmas punições legais designadas aos abusadores de crianças.

Simon Dawson, o gerente do bar, contatou a polícia depois que ele recebeu uma ligação da equipe dizendo que um homem havia atropelado um cachorro.

“Eu não tinha certeza do que fazer com isso realmente”.

“Eu estava no andar de cima na hora e foi só quando vi as imagens da câmera que percebi o quant aquela cena era horrível e bárbara”. .

“Espero que encontrem o agressor logo porque foi uma coisa bárbara de se fazer – eu odeio esse tipo de coisa e espero que ele seja pego e pague por isso”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Em um comunicado, a polícia de Dorset disse: “Foi noticiado que por volta das 18h55 do domingo, 14 de abril de 2019, um homem foi visto abusando fisicamente de um cachorro no jardim do Bar Buffalo, na estrada Holdenhurst”.

“Imagens das câmeras de vigilância mostram o homem pegando um cachorro de grande porte preto, jogando-o contra uma cerca, socando-o na cabeça e enforcando-o pela garganta. Ele então saiu arrastando o cachorro para fora do bar pela estrada de Holdenhurst”.

Pelas imagens a polícia identificou que o homem usava um gorro de lã escuro com uma marca Nike na frente, um casaco azul e jeans.

O animal abusado era preto com uma marca branca que o identificava, na parte de trás do pescoço.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

A policial Emily Watkins disse: “As filmagens deste incidente são muito perturbadoras e fizemos diversas tentativas para identificar este homem, no entanto, até agora, nenhuma delas teve sucesso”.

“Agora estou emitindo e divulgando uma imagem do suspeito na esperança de que alguém o reconheça”.

A polícia abriu uma investigação e esta em busca do criminoso, cartazes com fotos e telefones para contato foram distribuídos na região e a ONG RSPCA também esta ajudando a encontrar o agressor”.

O bar onde ocorreu a agressão também esta colaborando com as investigações.

Gata idosa morre após ter sido atacada com spray de tinta

Foto: CEN/@sina.hermann

Foto: CEN/@sina.hermann

Uma gata idosa morreu depois de agonizar durante três dias, após ter sido atingida com spray de tinta à prova d’água por um torturador de animais covarde e desumano que já atacou três vezes nos últimos dias.

Miggeli tinha 13 anos e era um alvo fácil para o torturador de gatos que supostamente já havia abusado de vários outros animais domésticos na região de Biel-Benken, no noroeste da Suíça.

Acredita-se que o agressor quebrou a mandíbula de um gato e raspou a pele de outros dois na área nas últimas semanas.

Foto: CEN/@sina.hermann

Foto: CEN/@sina.hermann

A tutora de Miggeli, Sina Kunz, disse ao Daily Mail: “Seu corpo inteiro e especialmente seu rosto foram borrifados com tinta amarela à prova d’água, ela estava irreconhecível”.

A gata morreu três dias depois de entrar em estado de saúde crítico e nunca mais se recuperar.

Kunz acrescentou que estava convencida de que um torturador de gatos que vem fazendo vítimas felinas na área era responsável pelo ataque e denunciou o incidente à polícia.

Outros incidentes envolvendo abuso de animais que foram denunciados incluem um ataque envolvendo um gato do sexo masculino de um ano de idade chamado Gringo, que havia tido to seu pelo raspado e além de ter sua mandíbula e pernas quebradas.

Foto: CEN/@sina.hermann

Foto: CEN/@sina.hermann

Seu tutor em choque disse que parecia que as pernas tinham sido quebradas coma ferramenta de construção tipo um alicate.

Uma gata de seis anos de idade chamada Haxli também foi encontrada com a maior parte de seu pelo raspada, e suas garras e bigodes cortados.

Um veterinário que a examinou disse que a pele parecia ter sido cortada por uma tesoura e depois raspada com algum tipo de navalha.

O veterinário disse à mídia local: “Uma pessoa normal não faria algo assim. Acho que quem fez isso realmente precisa de ajuda psicológica séria”.

Um porta-voz da polícia disse que o departamento estava investigando se os três incidentes tinham ligação, embora tenham notado que o ataque fatal com tinta aconteceu a cerca de 7 quilômetros de onde os dois gatos foram raspados.

Trezentos animais explorados para venda foram resgatados este ano no PR

Cerca de 300 animais foram resgatados de 11 canis clandestinos que os exploravam para reprodução e venda apenas este ano em Curitiba e na Região Metropolitana, no Paraná. Os resgates foram iniciados no final de janeiro e realizados pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) da Polícia Civil do Paraná.

Foto: Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente

Nos últimos meses, 14 cachorros foram encontrados doentes e feridos em um canil em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Outros 43 cães foram encontrados na região norte de Curitiba e, nesta semana, 17 yorkshires que eram explorados para venda, sendo comercializados pela internet de forma irregular, foram resgatados de um canil na capital. As informações são da Gazeta do Povo.

O Código de Saúde do Estado do Paraná proíbe, desde 2001, que animais sejam criados para venda em área urbana. Em Curitiba, cidade que não tem área rural, a proibição foi reforçada pela Lei Municipal 13.914, de 2011. Denúncias anônimas de canis que reproduzem animais para venda, feitas pela Central 156 ou através da Rede de Proteção Animal, ambas ligadas à Prefeitura de Curitiba, são comuns.

“Se tiver um canil comercial em Curitiba, ele está ilegal. Mas não é necessariamente crime: só vai ser crime se o estabelecimento estiver praticando maus-tratos”, explica o delegado de Proteção ao Meio Ambiente da PCPR Matheus Laiola.

“Toda a questão que envolve animais e sofrimento animal tem tido mais atenção da sociedade, as pessoas estão denunciando mais situações de sofrimento animal”, diz a presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC), Soraya Simon, que acredita que a visibilidade dada às ações de fiscalização motiva as pessoas a denunciar.

“Curitiba é um município que ainda precisa de muito mais apoio e estrutura, mas que tem conseguido trabalhar bastante, com boas condições de fazer muita coisa, o que não acontece em outros lugares onde até existe boa vontade, mas os órgãos não conseguem agir”, aponta.

A Rede de Defesa e Proteção Animal da Cidade de Curitiba promove não só a fiscalização, como também a prevenção ao abandono e a conscientização sobre o tema, além de ser responsável por realizar intervenções conjuntas para coibir irregularidades e crimes.

Segundo a chefe da rede, Vivien Morikawa, as denúncias recebidas pelo órgão aumentaram a ponto de quase dobrar. “Ter mais denúncias não é uma coisa ruim, embora gere mais trabalho e a gente precise de mais estrutura. As denúncias querem dizer que eu tenho uma sociedade mais atenta e que não quer colaborar com situações de maus-tratos”, afirma.

De acordo com a professora Rita Garcia, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que é pesquisadora do bem-estar animal e do controle populacional de cães e gatos, existem diversos níveis maus-tratos. “Eles vão de negligência aos cuidados com os pelos e falta de banho até casos bem graves, que interferem na liberdade nutricional, ambiental, comportamental e sanitária do animal”, lista.

Alimentação inadequada das fêmeas que estão grávidas ou amamentando e doenças relacionadas a isso, como desnutrição, configura maus-tratos, segundo a pesquisadora. Sobre a questão ambiental, é preciso que os animais tenham camas confortáveis e estejam em um ambiente seguro e que os proteja de frio, calor e chuva.

Condições como superlotação do local onde o animal é mantido ou privar os filhotes do convívio com os irmãos e com a mãe também caracteriza maus-tratos por ferir a liberdade comportamental do animal, levando-o a ficar estressado. “Estudos mostram que animais retirados desse convívio antes dos 60 dias de vida têm mais predisposição a ter distúrbios comportamentais”, afirma a veterinária.

Falta de banhos e de higiene nos canis e ausência de vacinação são casos de maus-tratos que prejudicam a liberdade sanitária do animal. “Como pode ter um maior risco de doenças, o protocolo de vacinas nessas situações é mais intensificado. Mas esses criadores de fundo de quintal fazem protocolos que não têm uma orientação veterinária, aplicando eles mesmos as vacinas. No entanto, ter um veterinário responsável é obrigatório para todos os estabelecimentos que mantêm animais”, pontua Rita.

Adoção

A opção pela adoção é sempre melhor do que pela compra, é o que defendem os protetores de animais e as ONGs. Além do alto número de animais abandonados, que precisa encontrar um lar, os maus-tratos frequentes no comércio de animais são mais um motivo para que os ativistas defendam a adoção.

Ainda há, no entanto, preconceito com determinados animais. Sem raça, pretos, idosos, com alguma deficiência, todos sofrem na busca por uma nova casa. Até mesmo os de raça, resgatados de canis, encontram dificuldades quando não são mais animais novos, ativos e saudáveis. “Precisa existir uma forma de acelerar, de responsabilizar essa pessoa [dona do canil clandestino] por tudo até que os animais sejam adotados”, opina Soraya.

“A maioria [dos criadores irregulares] ‘não está nem aí’ e trata os animais de qualquer jeito, sem acompanhamento veterinário. É dinheiro fácil para eles e isso tem que acabar. A fiscalização tem que ser muito forte para impedir que esse tipo de coisa aconteça”, ressalta a presidente da SPAC.

Em todo o país, milhões de animais esperam por um novo lar. Especificamente em Curitiba, protetores e ONGs, além do Centro de Referência para Animais em Risco (Crar), da prefeitura, tem dezenas cães e gatos prontos para serem adotados, à espera de alguém que os queira. São eles: Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC), Associação Vida Animal (AVAN), Tomba Latas, Adote Com Consciência Curitiba, Beco da Esperança, Associação Ajude Focinhos Curitiba, Grupo Força Animal, Animalia Curitiba e Animais Sem Teto. Quem não puder adotar, mas tiver interesse em ajudar de alguma forma, pode doar ração, medicamentos veterinários, cobertores, jornal, entre outros itens.

Especialista alerta que policiais desconhecem lei para animais em risco de vida

A intervenção das autoridades policiais quando um animal sofre maus-tratos é obrigatória, alertou esta sexta-feira a especialista em Direito Penal Maria da Conceição Valdágua, referindo que existe um desconhecimento desta condição por parte dos agentes policiais.

A docente da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa falava no I Congresso Nacional de Direito Animal promovido pelo Observatório Nacional para a Defesa dos Animais e Interesses Difusos (ONDAID), que decorreu em Cascais e que juntou magistrados, advogados, órgãos de polícia e veterinários para a partilha de conhecimentos e análise da evolução deste ramo do direito.

Tiago Petinga/LUSA

Quando existe uma denúncia de que um animal corre risco de morte numa propriedade privada, explicou, as autoridades policiais têm a obrigação de intervir, é um dever. Esta atuação é justificada quando, por exemplo, os animais são deixados dentro de um carro ao sol ou existe a denúncia de que num determinado local existe um animal cujo tutor não providencia cuidados básicos de bem-estar como alimento ou água. Ao não atuarem, observou, as autoridades estão cometendo um crime de omissão, violando os seus estatutos.

“Há um flagrante delito permanente. O crime está em execução e por vezes as autoridades acham que não podem entrar”, disse, acrescentando que o fato [crime] está presente desde que quem deve cuidar do animal não cumpre esse dever.

Maria da Conceição Valdágua, mestre em Direito e presidente da Associação Pravi – Projeto de Apoio a Vítimas indefesas (pessoas e animais), considera que “é uma pena que esta matéria seja tão pouco conhecida dos cidadãos, que também podem intervir, e das autoridades que são obrigadas, mas que não atuam por desconhecimento”. “Muitos agentes de autoridade até pelas respostas que dão quando pedimos ajuda claramente não tem consciência que o crime está sendo cometido. Se o crime está em execução, eles têm de atuar, é obrigatório”, frisou.

No I Congresso Nacional de Direito Animal foram abordadas questões como o Estatuto Jurídico Civil dos Animais e a prática judiciária, os desafios na interpretação e aplicação da lei que criminaliza os maus-tratos e o abandono de animais domésticos, os crimes praticados contra animais e a prática judiciária, a medicina legal veterinária e os crimes praticados em defesa dos animais.

O Observatório Nacional para a Defesa dos Animais e Interesses Difusos (ONDAID), entidade organizadora do congresso, é uma associação nacional que tem como objeto a proteção jurídica dos animais e a defesa do seu bem-estar, através da sensibilização do poder público e político, tendo por missão disseminar o conhecimento do direito animal, assim como, estudar, avaliar e propor a adoção de medidas que promovam o bem-estar animal.

Fonte: Observador

Polícia procura casal que abandonou cadela idosa e doente no lixo em PE

Uma cadela idosa e doente foi abandonada por um casal em um ponto de descarte de lixo em Piedade, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Câmeras de segurança registraram o crime. A polícia tenta, agora, identificar os criminosos.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Da raça rottweiler, a cadela foi deixada sob o sol. Bastante debilitada, ela foi resgatada por moradores do local, mas morreu logo em seguida. As informações são do portal OP9.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma), em Água Fria, Zona Norte do Recife, onde um boletim de ocorrência foi registrado.

Testemunhas afirmam que, antes de abandonar o animal, o casal procurou uma clínica veterinária para sacrificá-lo, mas recebeu uma resposta negativa.

Nas imagens registradas pelas câmeras de segurança, é possível ver um homem e uma mulher caminhando em direção a um terreno baldio, transportando a cadela em um carrinho de mão. Ao chegar no local, o homem despeja lentamente o animal no chão e vai embora, na companhia da mulher.

A linha de investigação do caso é de maus-tratos a animais, que tem como punição até um ano de detenção, além de multa. O crime está previsto na Lei de Crimes Ambientais.

O boletim de ocorrência foi feito por um protetor de animais, na companhia da vereadora Goretti Queiroz (PSC), que é ativista da causa animal. “Vamos pedir total empenho na identificação dos criminosos. Isso é crime e queremos que a lei seja cumprida. A gente sabe que o animal tem sentimentos, ele sabe que está sendo abandonado e isso é que dói mais”, afirmou a parlamentar, que disse ainda ter ficado chocada com o caso.

Polícia identifica criminosos que jogaram cão de penhasco e filmaram o ato cruel

O cão indefeso é jogado no mar de cima do penhasco | Daily Mail Reprodução

O cão indefeso é jogado no mar de cima do penhasco | Daily Mail Reprodução

A polícia confirmou ter identificado os envolvidos no vídeo chocante que mostra um homem cruelmente jogando um cachorro de um penhasco no mar, em Falmouth, Cornwall (Inglaterra.

O outro homem que supostamente esta filmando a cena cruel é ouvido rindo ao fundo.

A polícia de Falmouth confirmou que identificou os suspeitos e os oficiais continuam trabalhando em conjunto com a RSPCA, a maior ONG de defesa do bem-estar animal no Reino Unido.

Os policiais pediram ao público para evitar espalhar rumores online enquanto a investigação está em andamento.

O cão sobreviveu ao ataque e está em segurança e se recuperou bem da agressão.

Na quinta-feira, um porta-voz da polícia disse: “A polícia está investigando uma denuncia de crime contra o bem-estar de um animal ocorrido em Falmouth na tarde de quarta-feira, 1º de maio”.

O porta-voz especificou: “o fato esta relacionado com um cachorro que foi jogado no mar. O cão foi examinado e não está ferido”.

“A investigação está em andamento e os inquéritos continuam”.

“Pedimos que as pessoas, incluindo os usuários de mídias sociais, não especulem em torno das circunstâncias desse incidente ou do indivíduo envolvido”.

“Estamos cientes das ameaças que foram feitas online e pedimos aos membros do público que deixem esta investigação com a polícia, e não tentem fazer justiça com as próprias mãos”.

A RSPCA define crueldade como “atos de violência explícitos e intencionais” ou “negligência” de um animal.

Uma porta-voz da ONG disse após o incidente: “Fomos informados de algumas cenas perturbadoras mostrando um cachorro sendo jogado de um penhasco em Falmouth em 1º de maio.

“Estamos muito preocupados com este incidente e gostaria de tranquilizar as pessoas posicionando-as que estamos investigando o caso”.

“Gostaríamos de agradecer a todos que nos relataram isso até agora e pedimos a qualquer testemunha ocular ou qualquer pessoa com mais informações entre em contato com a RSPCA e ajude na nossa investigação em curso”, dizia o comunicado da ONG.

Pena por crime de crueldade contra animais na Inglaterra

A legislação do país mais especificamente na seção 9 da lei de bem-estar animal estebelece o dever das pessoas de cuidar dos animais, para garantir que elas tomem as medidas razoáveis em todas as circunstâncias para atender às necessidades de bem-estar dos animais os seus cuidados na medida exigida pela boa prática.

Isso significa que elas devem tomar medidas efetivas para garantir que estejam cuidando adequadamente de seus animais e, em particular, devem atender às cinco necessidades de bem-estar.

• Saúde – Proteção contra dor, ferimentos, sofrimento e doenças, e tratamento médico se ficarem doentes ou feridos.

• Comportamento – a capacidade de se comportar naturalmente para suas espécies, por exemplo: brincar, correr, cavar, pular, voar etc.

• Companheirismo – a ser alojado com, ou à parte de outros animais, conforme apropriado para a espécie, ou seja, companhia de sua própria espécie para espécies sociáveis como coelhos ou porquinhos-da-índia, ou para serem abrigados sozinhos para espécies solitárias como hamsters.

• Dieta – uma dieta adequada. Isso pode incluir alimentação adequada para o estágio de vida do animal de estimação e alimentação adequada para prevenir a obesidade ou a desnutrição, bem como o acesso a água limpa e fresca.

• Ambiente – um ambiente adequado. Isso deve incluir o tipo certo de casa com um lugar confortável para descansar e se esconder, bem como espaço para exercitar e explorar.

Em 2018, a RSPCA investigou mais de 130 mil casos de alegações de crueldade contra animais e garantiu 1.678 condenações por crimes de bem-estar animal.

Todos na Inglaterra e no País de Gales têm o direito de abrir um processo privado contra alguém que eles acreditam ter cometido uma ofensa ou crime contra o bem-estar animal.

Pessoas que abusam de animais podem pegar até cinco anos de prisão.