Policial muda de lado e passa a ser ativista em defesa dos direitos animais

O ex-policial e ativista ao lado de sua esposa | ARLEN REDEKOP / PNG

O ex-policial e ativista ao lado de sua esposa | ARLEN REDEKOP / PNG

Na aposentadoria, o cabo veterano da polícia mudou seu foco e passou a defender os direitos animais, que agora o colocam regularmente do outro lado das linhas de frente de protesto e, ocasionalmente, atrás de uma máscara de Guy Fawkes, símbolo de rebelião e luta, muito utilizado em manifestações por ativistas.

Na última década, Moskaluk, de 56 anos, era porta-voz para o público do departamento de polícia de British Columbia no Canadá -Distrito Sudeste da RCMP. Ele se aposentou em 30 de janeiro de 2019, depois de mais de 33 anos servindo na força policial.

No domingo, ele se juntou a ativistas dos direitos animais em um protesto em uma fazenda de porcos em Abbotsford cidade no Canadá, onde vestiu uma camiseta “Meat the Victims” e usou suas habilidades e antecedentes para se relacionar com a mídia e a polícia e ajudar a garantir a segurança dos animais e dos manifestantes fora da fazenda.

Protestantes se reuniram na Fazenda Excelsior Hog depois que a PETA divulgou um vídeo na semana passada que afirmava ter sido filmado lá. As imagens mostram filhotes de porcos mortos entre os animais vivos, assim como porcos adultos com deformações tumores e ferimentos.

“Eu estive em ambos os lados das linhas de protesto, e dado o que vi ontem acho que não poderíamos ter pedido um cenário muito melhor para realizar o que queríamos fazer, que era essencialmente puxar o véu que cobria as atrocidades praticadas por uma indústria que é representada por esta fazenda, para mostrar ao público as condições em que esses animais estão sendo criados antes de serem mortos”, disse Moskaluk.

O ativismo de Moskaluk não veio da noite para o dia.

Sua esposa, Sheanne, 55, mudou para uma alimentação baseada em vegetais, em 2011, depois de pesquisar um suplemento de musculação para o filho e aprender sobre alguns riscos à saúde em consumir carne e laticínios.

Em 2013, aos 51 anos de idade, Moskaluk foi diagnosticado com câncer renal no estágio 4 e o médico disse que ele poderia morrer dentro de alguns meses. Naquele dia, ele também completou sua mudança definitiva para uma alimentação baseada em vegetais.

O ativista duas semanas antes de se aposentar | COURTESY DAN MOSKALUK / PNG

O ativista duas semanas antes de se aposentar | COURTESY DAN MOSKALUK / PNG

Ela conta que a mudança ajudou-a a perder mais de 50kg. Já ele diz acreditar que a mudança foi um fator-chave em sua recuperação e o policial aposentado está livre do câncer desde 2015.

O casal Naramata, casados desde 1989, participou de um documentário de 2016 chamado “Eating You Alive”, que explora o impacto de uma alimentação baseada em vegetais e alimentos integrais em condições crônicas de saúde.

Conhecidos como os “Indian Rock Vegans” nas mídias sociais, eles também compartilharam sua história com milhares de pessoas através de seus posts e como palestrantes voluntários em festivais e conferências.

Mas pouco se sabia sobre o ativismo deles na raiz.

Moskaluk disse que há “três portas” pelas quais uma pessoa normalmente entra no estilo de vida vegano: saúde, direitos animais ou preocupações ambientais.

Ele e sua esposa gravitaram em direção ao movimento como “cidadãos preocupados”, mas em pouco tempo começaram a estudar o impacto da indústria de alimentos na exploração animal e na mudança climática, disse ele.

Enquanto se recuperava do câncer, Moskaluk passava seus dias em seu iPad lendo sobre o veganismo e encontrando pessoas que pensavam da mesma maneira online.

Eventualmente, o casal conectou-se com uma rede de Britsh Columbia de ativistas dos direitos animais.

Em 10 de junho de 2017, eles fizeram parte da Marcha de Vancouver para Fechar Todos os Matadouros, sua primeira vez fazendo ativismo pessoalmente. Moskaluk, ainda membro da polícia, sentiu-se obrigado a falar no evento e pediu a um organizador dois minutos para compartilhar sua história com centenas de pessoas que estavam do lado de de fora da Vancouver Art Gallery.

“Como policial, eu só estive do lado de lá da linha de protesto, agindo em defesa da segurança e da ordem pública”, disse ele. “Avançando para 2017 e eu estou lá com esse grupo de ativistas nesses degraus, e todos nós sabemos o que isso simboliza. Foi um discurso bastante emotivo que eu dei e me senti muito bem”.

Depois ele agradeceu aos policiais de Vancouver que estavam fazendo a guarda do evento um deles o reconheceu e sabia de sua história, ele disse.

Os Moskaluks são agora membros do grupo Okanagan do The Save Movement, que trabalha para “aumentar a conscientização sobre a situação dos animais de criação, para ajudar as pessoas a se tornarem veganas e para construir um movimento de justiça animal popular e que que atinja as massas”.

O casal participa do “Cubo da Verdade” com o grupo pró-vegano Anonymous for the Voiceless. O grupo ativista de rua, que mantém uma postura abolicionista contra a exploração animal, faz campanha pacífica enquanto usa máscaras de Guy Fawkes e exibe vídeos de matadouros ao público.

Os Moskaluks juntaram-se às “vigílias” fora dos matadouros em toda a América do Norte, onde os ativistas param os caminhões de entrega para confortar os animais dentro. Eles fotografam, filmam e dão água aos animais, muitas vezes com a cooperação de motoristas, operadores de matadouros e policiais, disse ele.

“Não é para atrasar, desligar ou causar tristeza à operação, mas apenas para transmitir dois minutos de amor e compaixão a um animal que está prestes a entrar em um matadouro e a ser morto”, disse Moskaluk.

Os movimentos a que eles se juntaram não são agressivos e não são do tipo que empurram suas mensagens goela abaixo das pessoas, disse ele.

“Não se trata de violência”, disse ele. “Na verdade, o que todos vêem e sabem é que vivemos em uma sociedade de violência normalizada. O que estamos tentando alcançar é conscientizar as pessoas de que precisamos viver em uma sociedade de não-violência normalizada – e que a não-violência começa no seu prato”.

Mas ele reconhece que pode ser surpreendente para alguns membros do público e também da polícia saber de suas atividades recentes.

Moskaluk estava na linha de frente dos protestos da APEC em 1997 durante o infame “Sgt. Pepper “, onde um policial montado foi flagrado em vídeo jogando spray de pimenta em estudantes que faziam parte da manifestação

Ele tem visto a polícia no seu melhor e pior em protestos, mas está preocupado que os manifestantes dos direitos animais sejam tratados de forma diferente dos outros grupos, com algum preconceito e desdém, disse ele.

Ele reconhece que os ativistas podem ir longe demais.

Mas um policial deve ocupar a linha de protesto? Moskaluk fez isso por 19 meses.

Ele foi verdadeiro e transparente com a polícia sobre isso, ele disse.

Na semana em que ele se aposentou, no entanto, a força enviou uma nota informativa aos policiais sobre a escalada do ativismo pelos direitos animais na província, particularmente no Okanagan, disse ele. Isso fez com que seus ex-colegas soubessem de um “membro regular recém-aposentado” se organizando com um dos grupos.

“Participamos de uma ampla variedade de ativismo e exercemos nosso direito legal e constitucional de fazer isso”, disse Moskaluk. “Eu não me conduzi de nenhuma maneira ilegal ou cometi delitos criminais, e estamos fortemente envolvidos neste ativismo para avançar e não retroceder.”

Moskaluk disse que recentemente começou a fazer apresentações informais a outros ativistas. Ele ensina como o Código Penal pode ser aplicado a eles, mas também sobre como a polícia deve se comportar durante um protesto.

“Minha observação e opinião humilde é que nossas forças policiais não têm uma visão de todo o espectro dos movimentos de ativismo pelos direitos animais”, disse Moskaluk.

“Eles estão baseando-o (suas estratégias) em duas coisas – o que viram no passado distante, porque era isso que era mais coberto pelas notícias – Animal Liberation Front, décadas atrás. Já faz um tempo desde que vimos pessoas quebrando um laboratório de testes em animais ou incendiando uma instalação”

Moskaluk disse que o ativismo de sua esposa é compassivo e baseado no amor.

Eles não têm má vontade em relação aos agricultores e pecuaristas, mas acreditam que eles devem ser encorajados e apoiados a se mudar para a agricultura baseada em vegetais, disse ele.

O ativista vê o sucesso dos restaurantes de Vancouver, Heirloom, Meet e The Acorn, a popularidade do Beyond Meat Burger em A & W, e os seguidores e frequentadores maciços de locais veganos como Erin Ireland como provas concretas de que as dietas baseadas em vegetais não são mais uma moda passageira”.

Moskaluk e sua esposa planejam continuar seu trabalho de divulgação e ativismo, para que outros possam ser encorajados a conhecer e considerar como a ingestão de produtos animais afeta o mundo ao seu redor.

“Queremos deixar um planeta para nossos filhos e seus filhos”, disse ele.

“Temos um período de tempo muito curto para mudar as coisas, considerando a ameaça existencial que enfrentamos com a mudança climática e o meio ambiente”, conclui ele.

Égua grávida desmaia de calor e exaustão ao ser obrigada a puxar carrinho no sol escaldante

Foto: Shirley P. Wilson

Foto: Shirley P. Wilson

Imagens comoventes mostram uma égua grávida “desabando no chão” depois de puxar um carrinho por horas do lado de fora do Estádio do Principado, em Cardiff (Inglaterra), sob o sol escaldante.

O animal, com idade entre três e quatro anos, ficou caído no chão por até três horas, enquanto lutava para superar a lesão potencialmente fatal e conseguir se erguer, na Westgate Street, às 19h de sábado.

Depois de ser examinada por um veterinário e receber vários baldes de água jogados sobre ela para que se refrescasse, a égua, que é um tipo de pônei endêmico da região, se recuperou o suficiente para ficar de pé e foi levada para o Santuário dos Salgueiros Sussurrantes, no sul do País de Gales.

A equipe do santuário disse que a égua esta se recuperando bem, mas permanece sendo monitorada.

Ao ser examinada por um veterinário, o profissional afirmou que ela estaria carregando um potro.

Dois homens, com idades entre 21 e 25 anos, foram presos pela polícia no local por acusações de suspeita de causar sofrimento desnecessário a um animal protegido. Ambos estão sob custódia policial.

Um porta-voz do santuário Whispering Willows, de Swansea, disse que espera que a égua se recupere completamente e que ela esta sendo monitorada tanto por funcionários do santuário quanto por veterinários independentes.

“Nós a levamos de volta na noite passada. Quando chegamos ela estava sofrendo de insolação”.

“Quando chegamos, a égua estava deitada no chão, ela ficou lá por cerca de três horas sem conseguir se levantar”.

“Normalmente, nessa situação, esfregamos um pouco de glicose nas gengivas, isso costuma dar um pouco de impulso aos animais”.

“Fizemos o que podíamos e conseguimos que ela se levantasse”.

“Nós a viramos de barriga pra cima e um veterinário a examinou e disse que suspeitava que ela estava carregando um potro”.

“Estamos esperançosos que ela se recupera totalmente, agora ela está em observação e tudo o que podemos fazer é esperar”.

A enfermeira veterinária aposentada, Jeanette Cook, foi uma das pessoas que ajudaram o animal no local do incidente, antes da chegada do pessoal do santuário.

Ela disse: “Eu estava dirigindo em Cardiff indo para um show com meu parceiro, quando nos deparamos com a cena triste”.

“O cavalo estava em péssimo estado. Alguém jogou um balde de água sobre ele, mas eu disse a eles que não fizessem isso porque estava tão quente que poderia fazer o animal entrar em choque”.

“As pessoas presentes tentaram ajudar e fazê-la ficar em pé, mas ela não tinha mais forças, não conseguia mover as pernas”.

“Foi simplesmente horrível.”

Um porta-voz da polícia disse: “A polícia do Sul do País de Gales respondeu a numerosos telefonemas relatando preocupação com o bem-estar de um cavalo em Westgate Street, Cardiff, pouco antes das 7 da noite de ontem.

“Ao chegar, os policiais descobriram que o animal desmaiou no meio da rua”.

“Junto ao público que permanecia no local tentando ajudar a égua, os oficiais cuidavam do cavalo enquanto faziam contato com o Santuário dos Salgueiros Sussurrantes, que subsequentemente chegou e assumiu a custódia do animal esgotado”.

É a segunda vez que o santuário é chamado para ajudar um cavalo durante o fim de semana da Páscoa.

Na sexta-feira, o grupo foi ajudar um animal em um estacionamento Lidl em Queensferry. Eles estavam voltando desse atendimento quando foram contatados sobre o incidente de Cardiff.

Desde que a égua foi encontrada na noite de sábado, centenas de mensagens de apoio inundaram as redes sociais em apoio ao animal e às pessoas que cuidaram dele.

Polícia procura mulher que jogou no lixo sete filhotes no festival Coachella

A polícia dos Estados Unidos está à procura de uma mulher que foi flagrada durante o festival Coachella jogando em uma caçamba de lixo um saco com sete de filhotes de cachorro.

Foto: Reprodução / TMZ

As imagens foram divulgadas pelo serviço de proteção aos animais de Riverside County e flagra a jovem chegando em um Jeep branco, saindo do carro e despejando a sacola no lixo.

Os filhotes foram encontrados cerca de uma hora depois, quando alguém vasculhou o local. Segundo o site TMZ, o cães sobreviveram e estão sendo cuidados em um abrigo em Orange County.

Os policiais estão investigando o caso para tentar enquadrar a mulher por maus-tratos a animais.

Foto: Reprodução / UOL

Vale lembrar que, no estado americano da Califórnia, a crueldade contra animais é considerada uma contravenção grave que pode acarretar em pena de até três anos de detenção e multa de até US$ 20 mil (cerca de R$ 79 mil).

As autoridades também contam com a ajuda da internet para tentar localizá-la.

Fonte: UOL

Polícia investiga morte de cadela por atropelamento em Minas Gerais

O caso de uma cadela que morreu após ser atropelada está sendo investigado pela Polícia Civil em São João del Rei, no estado de Minas Gerais. A tutora do animal conta que estava na calçada, no bairro Fábricas, quando um veículo com a inscrição de um supermercado foi na direção dela e atropelou a cadela. O caso aconteceu no último sábado (13).

Foto: Arquivo Pessoal

A Secretaria da 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil afirmou, em nota, que o delegado Luiz Carlos Pereira irá desmembrar o procedimento e que, além de maus-tratos animais, consta na ocorrência crimes de agiotagem e lesão corporal. As informações são do G1.

A tutora da cadela apresentou à polícia um atestado médico, pois também ficou ferida. Ela alega que o responsável por atropelar o animal cumpre pena em regime aberto, mas isso ainda não foi confirmado pelas autoridades. O homem será intimado a depor na delegacia. O G1 tentou entrar em contato com ele, mas não obteve sucesso.

Após o atropelamento, a mulher acionou a Polícia Militar e informou aos policiais que o proprietário de um supermercado da cidade deu marcha ré em um veículo e atropelou a cadela. Em seguida, ela foi perguntar ao motorista o que estava acontecendo. Segundo a vítima, o homem abriu a porta de forma brusca e disse que queria que ela pagasse os R$ 300 que deve a ele.

A polícia tentou rastrear o veículo, mas não teve êxito. Não foi possível, também, ir até o supermercado, porque ele já estava fechado. Os agentes, então, orientaram a mulher sobre as providências que deveriam ser tomadas.

Filhotes de cachorro são abandonados sem comida e um deles morre no DF

Quatro filhotes de cachorro foram abandonados em uma casa vazia em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal, e um deles morreu. Os animais estavam sem alimento. A proprietária da casa não é vista no local desde o dia 7 de abril.

Foto: Reprodução / YouTube / Correio Braziliense

Indignados, vizinhos da casa passaram a alimentar os cães através das grades do portão e acionaram a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) para resgatá-los. Os três cachorros que sobreviveram foram retirados do local pelos policiais e encaminhados para um abrigo. As informações são do portal Correio Braziliense.

O delegado-chefe adjunto da 17ª DP, Sérgio Bautzer, lamentou o caso de maus-tratos. “A gente fica triste, porque não conseguiu salvar todos. Além disso, a pena para a crueldade com os animais é muito baixa, o que não inibe essa prática”, avalia.

O acusado de cometer crimes contra animais deve, segundo a legislação, assinar um termo circunstanciado na delegacia, por meio do qual se compromete a comparecer à Justiça quando solicitado.

A pena para o crime de maus-tratos a animais é de três meses a um ano de reclusão. Em caso de morte do animal, a punição pode ser aumentada de um sexto a um terço. O infrator, no entanto, não costuma ser preso, por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo.

O caso de maus-tratos cometido contra os filhotes segue sendo investigado pela Polícia Civil, que deve continuar as buscas pela tutora dos animais.

Ativistas veganos são acusados criminalmente de invadir fazendas e roubar animais

Foto: Direct Action Everywhere

Foto: Direct Action Everywhere

Quatro mulheres e dois homens, todos ativistas em prol dos direitos animais, foram acusados dos crimes de invasão e arrombamento decorrentes de supostas entradas sem autorização em várias fazendas da Austrália durante um período de seis meses.

A polícia disse que os crimes aconteceram entre agosto de 2018 e fevereiro deste ano em propriedades em Nambeelup, Hopeland, West Pinjarra, Benger e Mundijong.

Uma vaca e um porco morto foram roubados em incidentes separados em Pinjarra e Benger, mas a vaca, infelizmente, teve que ser devolvida aos seus exploradores com a saúde perfeita.

Foto: Direct Action Everywhere

Foto: Direct Action Everywhere

Uma mulher de 36 anos também acolheu uma vaca em um santuário de Waroona, mas a polícia afirmou que ela não era membro de nenhum grupo ativista.

Os ativistas, com idades entre 21 e 36 anos, devem aparecer no Tribunal de Magistrados de Mandurah em 30 de abril.

Dois ativistas veganos James Warden, 25 anos, e Katrina Sobianina, 24 da ONG Direct Action Everywhere, que invadiram uma área de criação de porcos em larga escala e transmitiram a ação nas redes sociais, foram multados no mês passado em 7 mil e 3 mil dólares respectivamente.

O Comandante da Polícia de Washington, Allan Adams, disse que as pessoas têm o direito de protestar, desde que isso seja legal e não impeça o direito de outras pessoas de conduzirem seus negócios.

Num arroubo de autopromoção súbito, o comandante disse que qualquer pessoa que for confrontada por manifestantes foi instruída a chamar a polícia e denunciar os ativistas e as placas dos veículos usados por eles.

Como se estas pessoas compassivas, que nada mais fazem do que defender e salvar as vidas de animais condenados, fossem criminosos perigosos que oferecem algum risco à população.

“Mantenham a compostura. Mas sem dúvida, as pessoas que invadiram sua terra são preocupantes”, disse Adams na sexta-feira.

O policial afirma que eles tem sido muito claros com a indústria e a indústria que têm sido muito receptiva a eles sobre a orientação de “manter a calma”. Provando que o status quo estabelecido, de crueldade, exploração e aceitação do sofrimento animal não só predomina como contamina a sociedade como um todo

Ocorre que outra ativista vegana, Marilyn Orr, de 64 anos, disse ter recebido ameaças de morte depois que ela e outras 100 pessoas invadiram uma fazenda de criação de porcos em Beerburrum, Queensland.

A sra. Orr afirma que foi identificada por meio de filmagens que os manifestantes postaram online quando invadiram a fazenda em 1 de dezembro do ano passado, de acordo com o Sunshine Daily Coast.

Ela se declarou culpada de entrar ilegalmente em fazendas de criação de gado para carne, no tribunal de Maroochydore Magistrates na quarta-feira, onde as ameaças à sua segurança foram reveladas.

Foto: Marilyn Orr/Direct Action Everywhere

Foto: Marilyn Orr/Direct Action Everywhere

A corte do tribunal ouviu como a Sra. Orr sofreu com as ameaças de morte depois que o número de telefone do marido foi postado online.

O advogado da sra. Orr disse que ela nunca feriu ou roubou nenhum porco e afirmou também queela nunca havia sido acusada de um delito anteriormente.

O magistrado Andrew Walker disse que ela deveria ter usado sua experiência para servir de exemplo para os outros protestarem dentro da lei.

Ele acrescentou que estava apenas focado nas ações da Sra. Orr e a controvérsia e a polêmica criada pela mídia em torno do recente ativismo vegano não seria levado em consideração em sua decisão.

A sra. Orr foi colocada em um programa de bom comportamento por um período de seis meses e pagou uma multa de 600 dólares.

É uma pena que o juiz acredite que a experiência da sra. Orr foi usada como mau exemplo para os demais, pois uma senhora de 64 anos, vegana, ativista, que deixa sua casa para agir em defesa dos direitos animais e salvar vidas é um belo e único exemplo, que se seguido por todos, não só salvaria milhões de vidas, como também ajudaria o planeta.

Nosso reconhecimento e admiração para a sra. Orr.

Cadela é encontrada ferida após ser jogada do terceiro andar de prédio

Um servidor público foi preso pela polícia na noite de segunda-feira (8), em Ceilândia, no Distrito Federal, após arremessar um filhote de cachorro da janela do terceiro andar de um prédio. O caso aconteceu no Setor P Norte.

Foto: Reprodução / YouTube / Metrópoles

O animal, que é uma fêmea da raça dachshund, foi encontrado ensanguentado, caído em uma calçada em frente ao prédio residencial, segundo informações do Jornal de Brasília.

Com a ajuda de moradores do prédio, policiais da 19ª Delegacia de Polícia conseguiram encontrar o tutor do animal, que apresentava sintomas de embriaguez. Ele autorizou a entrada da equipe na residência.

No local, um pacote pequeno de ração foi encontrado. Ao ser questionado pelos policiais, o homem alegou que a cadela caiu da sacada.

O tutor foi encaminhado à delegacia e autuado em flagrante pelo crime de maus-tratos a animais. A cadela, chamada Mel, foi resgatada pelos policiais e levada para um hospital veterinário.

“A ocorrência ainda nem foi lavrada porque os policiais deram prioridade ao atendimento. Nós ainda não sabemos a situação dos ferimentos, mas vamos acompanhar o caso de perto e cobrar as sanções penais e administrativas”, disse ao portal Metrópoles a vice-presidente da Comissão de Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ana Paula Vasconcelos.

Mulher resgata gato para protegê-lo de maus-tratos e tutor aciona a polícia

Uma mulher que participava de uma festa em uma casa em Londrina, no Paraná, decidiu ir embora e levar consigo o gato que vivia na casa. Ela alega que o animal estava sofrendo maus-tratos dos participantes da festa e que o levou para protegê-lo.

(FOTO: REPRODUÇÃO)

O caso aconteceu na noite de segunda-feira (4) e no dia seguinte, após receber uma negativa ao pedir o gato de volta, o tutor do animal acionou a polícia. As informações são do portal RIC Mais.

A jovem, que preferiu não ser identificada, conta que esta foi a segunda vez em que ela esteve na casa, mas que nesta ocasião se surpreendeu ao perceber que o gato estava sendo maltratado.

“Assim que cheguei lá, já havia várias pessoas no local e o gato estava deitado no sofá. Uma das meninas (eu não sei o nome, não conheço) começou a cutucar o gato, muito bruscamente, enquanto as pessoas do lado riram. Eu já fiquei meio de olho, mas não me pronunciei, quando vi o gato achei que ele estava dormindo. Porque inclusive quando ela cutucou o animal, ele não teve reação, ela então pegou ele no colo e chacoalhou muito forte, e disse ‘eu quero saber se ele ainda está vivo’. Daí em diante eu fiquei de olho nele, as pessoas ‘tacavam’ ele de um lado pro outro, assopravam a brasa de narguilé nele, aí, um dos meninos pegou ele, eu falei ‘me dá aqui o gato’”, contou.

Protetora de animais, ela afirma que só retirou o gato do local porque considerou que ele estava sofrendo abusos. Relatos chegaram até ela de que, inclusive, tinham dado bebida alcoólica para o animal.

O tutor do gato, porém, discorda da atitude da jovem. “Ele é um gato muito manhoso, muito carinhoso. Onde a gente ‘tá’, ele ‘tá’. E como eu não podia deixar o gato fechado, eu deixei ele solto. Eu não sei em que momento viram ela maltratando o gato. Eu não vi isso. Ela deveria ter me informado, mas o que aconteceu foi o seguinte: ela entrou na minha casa, eu não conheço, convidada por outra pessoa, pegou o gato e levou embora”, afirmou Clayton Muriel Striker.

A protetora, no entanto, dá outra versão sobre o caso e diz que avisou que estava levando o gato embora. “Chegou uma altura em que eu falei ‘estou indo embora e vou levar o gato’, alguns deram risada, abriram a porta pra mim, e eu saí, chamei um Uber e vim pra a minha casa. Cheguei e falei para minha mãe sobre os maus-tratos e falei pra a gente cuidar e no outro dia ver se iríamos ficar com ele ou colocar para doação”, disse a jovem, que, inclusive, fez fotos do gato no momento em que o resgatou para mostrar que ele não estava bem. Nas imagens, o animal aparece parcialmente molhado e aparentemente desacordado.

Boletim de ocorrência

Após tentar, sem sucesso, ter o gato de volta, Clayton decidiu acionar a polícia. “A gente entrou em contato com ela, ela confessou que estava com o gato. A gente tentou fazer um pedido formalmente para ela devolver, ela falou que não ia devolver. Eu liguei na Polícia Militar, eles me indicaram para eu ir fazer um boletim de ocorrência, eu fui fazer e eles me falaram que eu poderia ir até a residência dela e pedir o apoio de uma viatura, para eu recuperar o animal que era meu. Chegando lá, ela não quis entregar, falando que realmente o animal estava lá e ela não ia entregar”, contou.

(FOTO: REPRODUÇÃO/RICTV)

A protetora de animais confirmou a situação e reforçou que agiu pensando no bem-estar do gato. “Quando polícia chegou na minha casa, a primeira coisa que eu disse foi ‘sim ele está aqui e se quiserem podem entrar pra ver’. Eu avisei que estava trazendo ele, eu não escondi em momento nenhum, eu só disse que eu não iria devolver para maus-tratos. E não o fiz”, relatou.

Levados para a delegacia, os dois assinaram um termo circunstanciado – o tutor pelo crime de maus-tratos a animais e a jovem pelo ato infracional de uso arbitrário da força, por ter levado o gato sem permissão do tutor.

“Eu não me arrependo do meu ato, faria novamente, não negaria socorro a um animal indefeso, como eu disse em momento nenhum furtei, retirei o animal avisando que eu estava retirando. Não havia motivo para falar de furto, quando eu mesma mandei a foto do gato para que ele visse que o animal estava bem e propus que conversássemos no outro dia”, concluiu.

O gato foi levado para uma clínica veterinária, onde permanecerá até que uma audiência, que será realizada em abril, decida se o animal voltará para o tutor ou ficará sob a tutela da protetora que o resgatou.

Ex-participante do BBB é chamado a depor na polícia após declarações sobre maus-tratos a animais

Maycon, o quinto eliminado do Big Brother Brasil 2019, foi chamado a depor na delegacia para se explicar devido a declarações feitas por ele sobre maus-tratos a animais, zoofilia e intolerância religiosa. O delegado Maurício Mendonça enviou um ofício à TV Globo solicitando acesso às imagens que mostram as declarações do participante durante o confinamento.

Reprodução/Instagram

A intimação pede que Maycon compareça ao 32ª DP, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O ex-participante do BBB foi duramente criticado por ativistas e protetores de animais. As informações são do jornal O Globo.

Na primeira declaração que fez, Maycon afirmou que perdeu a virgindade estuprando um animal. O assunto não foi levado adiante pelos outros participantes da casa, que fizeram críticas a Maycon, dizendo que a declaração dele foi infeliz, apenas semanas depois.

Em outra situação, o ex-participante do programa fez apologia aos maus-tratos a animais. “Já viu gato? Você coloca um adesivo do lado aqui no gato e ele fica andando assim… Nunca fez isso? Já amarrou bombinha no rabo dele?”, questionou. Ao receber uma resposta negativa dos outros participantes, Maycon afirmou que eles “não tiveram infância”.

Na declaração considerada intolerância religiosa, Maycon disse: “Começaram a tocar umas músicas esquisitas. Eu olhei para os dois e eles estavam com um sincronismo legal. Achei legal, juro por Deus, mas aí de repente eu comecei a olhar e comecei a escutar uns negócios: ‘Não faça igual a eles'”. O ex-participante do BBB se referia a religião de Rodrigo e Gabriela.

Após ser eliminado do programa, Maycon usou as redes sociais para publicar um pedido de desculpas.

Homem arrasta um cão amarrado a carroceria de carro por 1 km

Um pequeno vídeo foi publicado nas mídias sociais chinesas, na última terça-feira (19) e provocou revolta. Usuários furiosos conseguiram rastrear a identidade do proprietário do carro através da placa.  No entanto, o dono do veículo que mora na cidade de Changzhou disse que ele emprestou seu carro a um amigo.

O motorista, conhecido pelo sobrenome Tang, disse que estava levando o cachorro da casa de seus pais para sua casa na província de Jiangsu.

Segundo um o jornal local, o “Modern Express”, Tang disse que o cachorro pertence a seus pais e explicou que estava “cuidando” do animal porque seu pai havia adoecido e sua mãe precisou cuidar dele no hospital.

Ele alegou que não pretendia prejudicar o animal que foi arrastado por cerca de um quilômetro antes de escapar da corrente e correr para casa.

Tang pediu desculpas ao público por seu comportamento. Ele disse que o cachorro não ficou ferido.

A polícia em Wuxi está realizando mais investigações sobre o incidente. As informações são do Daily Mail.

Legislação chinesa

Não há lei que proteja os animais contra abusos e maus-tratos na China, embora mais e mais pessoas peçam que Pequim publique regulamentações para evitar a crueldade contra eles.

Em setembro de 2009, ativistas pelos direitos animais e especialistas jurídicos começaram a distribuir um projeto de lei sobre a proteção dos animais e em 2010, sobre a prevenção da crueldade aos animais para consideração do Conselho de Estado, de acordo com o Human Rights in China – organização governamental com sede em Nova York.

O esboço propõe uma multa de até 6.000 yuans (£ 696) e duas semanas de detenção para aqueles considerados culpados de crueldade contra animais, segundo o China Daily. No entanto nenhum progresso foi feito.

Comentando sobre as imagens angustiantes, um porta-voz da organização de bem-estar animal Humane Society International enfatizou a importância do governo chinês aprovar o projeto de lei o mais rápido possível.

A porta-voz da organização disse ao MailOnline: “Enquanto a China não tiver proteção legal contra atos de crueldade para com animais como este pobre cachorro e não houver penalidades para aqueles que abusarem de animais, continuaremos a ver essas cenas de partir o coração”.

Ela também levantou dúvidas sobre a alegação de que o cachorro estava ileso. Ela disse que incidentes semelhantes no passado muitas vezes viram os animais arrastados raspando dolorosamente as patas e dilacerando a pele.

Um porta-voz da PETA concordou e disse: ‘Infelizmente, este abuso de animais é apenas uma violação das leis de trânsito na China”.

“Embora muita coisa tenha mudado na China, com a proteção dos animais estando agora na vanguarda da mente de muitos jovens, este é mais um trágico exemplo que comprova que o país precisa de uma lei de proteção aos animais”.