Foca tem a cabeça decepada ao ficar presa em redes de pesca descartadas no oceano

Imagens fortes e tristes revelam o sofrimento de uma foca que ficou presa em mais de 35 kg de lixo marinho. A situação crítica e fatal ocorreu na costa da Cornualha foi descrita como “um dos piores casos de enredamento já visto em qualquer parte do mundo”.

O mamífero foi encontrado com plástico e redes de pesca ao redor do pescoço. O grupo Resgate de Vida Marinha de Mergulhadores Britânicos (BDMLR) foi inicialmente acionado em 11 de maio, após a foca cinzenta ser avistada no mar perto de Boscastle, presa em uma enorme massa de lixo marinho e material descartado não biodegradável.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Apesar de uma busca realizada por toda região, o animal ferido e preso não foi encontrado. Mas na segunda-feira última (27) a mesma foca foi encontrada em terra ao longo da costa de Trebarwith Strand provavelmente trazida pela maré, tendo infelizmente morrido em consequência dos ferimentos.

Voluntários da BDMLR e da Associação contra Enredamentos Marinhos da Cornwall Wildlife Trust (CWTMSN) compareceram ao local para registrar e fotografar o corpo do animal em detalhes e remover o material de enredamento ao redor dele.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

No entanto, a equipe de resgate confessou que nada os havia preparado para a visão “angustiante” escondida sob a poluição marinha. O BDMLR afirmou que, quando o material em volta do pescoço foi gradualmente cortado e retirado, a escala de sofrimento que o animal passou foi precisamente revelada.

A coordenadora assistente do BDMLR na Cornualha do Norte, Michelle Robinson-Clement, disse: “Este animal sofreu uma morte lenta e torturante, não há dúvidas sobre isso.

“Este é um dos piores casos de enredamento que já vimos em qualquer parte do mundo devido à natureza extrema de seus ferimentos. “O material que foi retirado dele pesava 35 kg. “A foca não teria conseguido nadar ou mergulhar”.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Seu corpo foi recuperado pelos voluntários da CWTMSN no dia seguinte e levado para um exame post-mortem no Campus Cornwall da Universidade de Exeter em Penryn.

No exame, descobriu-se que a carga pesada causada pela rede presa ao animal havia criado uma ferida enorme que envolvia toda a região entre a cabeça e os ombros da foca. Isso causou tanto dano aos músculos do pescoço do pinípede que as vértebras e a traqueia estavam a mostra e fazendo com que ela não fosse capaz nem de levantar a própria cabeça.

No mínimo, a foca passara três semanas nesse sofrimento, o que a deixou faminta, fraca e exausta.

James Barnett, patologista do Cetacean Strandings Investigation Program que examinou a foca, disse: “Este é provavelmente o ferimento mais grave que vi em 27 anos de trabalho com focas e o nível de sofrimento que este animal deve ter passado é verdadeiramente espantoso”.

Imagem meramente ilustrativa | Pinterest

Imagem meramente ilustrativa | Pinterest

Niki Clear, Oficial de Conservação Marinha da Cornwall Wildlife Trust, disse: “Infelizmente, este é apenas uma das centenas de milhares de mamíferos marinhos que são mortos como resultado do emaranhamento em lixo no oceano a cada ano em todo o mundo. E este caso mostra quão impactante é uma visão dessas para aqueles de nós que lidam com isso regularmente”.

“No entanto, incidentes como este nos dão a oportunidade de chamar a atenção do público para a necessidade de ações urgentes sobre o estado de nossos oceanos e as atitudes que qualquer um pode tomar para ajudar a reduzir ou impedir que a poluição chegue ao meio ambiente e mate mais de nossa vida selvagem”.

“Embora seja um caso incrivelmente perturbador, precisamos contar a história desse animal para garantir que ele não tenha sofrido e morrido por nada, e que algo seja feito a respeito disso para salvar outros animais marinhos”.

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Foca exibe expressão de “tristeza” ao ser encontrada com rede de pesca presa ao pescoço

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

Imagens mostram uma rede azul grossa e apertada, enrolada ao redor do pescoço da foca, que segundo especialista pode restringir o crescimento do animal, cortando sua pele e carne que não pode crescer e se desenvolver adequadamente. A longo prazo, pode levá-la a morte.

A foca provavelmente trata-se de um bebê e seu crescimento, com o objeto estranho preso ao pescoço será provavelmente sua sentença de morte caso não seja retirado a tempo.

O consultor de TI, Geoff Smith, 54, tirou a fotografia comovente após de alertar uma instituição especializada em focas que atua em defesa dos animais em Norfolk (Inglaterra).

Infelizmente, os voluntários da ONG Friends of Horsey Seals não conseguiram pegar a foca para ajudá-la e o animal desapareceu no mar ainda preso na rede.

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

Se não fosse pela rede presa a seu pescoço, provavelmente essa jovem foca teria uma vida normal e plena pela frente, a intervenção humana e seu lixo corrosivo e irresponsável faz mais uma vítima indefesa.

Geoff, de Ipswich, disse: “Você pode ver que o pescoço da foca já tinha sido ferido e cortado e que ela já cresceu desde que se emaranhou na rede.

“É uma tragédia que o lixo seja uma praga de impacto tão terrível na vida selvagem causada exclusivamente por nosso descuido e preguiça, ambos que podeiam ser evitados através da conscientização e educação das pessoas e da indústria sobre as reais consequências e impactos de suas ações”.

David Vyse, da ONG Friends of Horsey Seals, disse: “As focas machucadas tendem a ficar perto do mar, pois estão com os movimentos limitados ou ficam dentro de sua colônia por segurança.

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

“Quando um ser humano se aproxima, ela rapidamente entra no mar ou se move com a colônia para ‘segurança e proteção’”.

“Nós vimos esta foca algumas vezes desde que a foto foi tirada em fevereiro, e parece estar comendo bem.

“Vamos tentar o nosso melhor para pegá-la e remover a rede plástico quando as condições estiverem corretas, causando o mínimo de invasão ou desequilíbrio na colônia de focas”.

A poluição plástica nos oceanos

Poluição plástica é uma catástrofe que está devastando a superfície do planeta. Agora, ela já atinge o fundo dos oceanos.

Na parte mais profunda do oceano é encontrada na Fossa das Marianas, localizada no oeste do Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas. Estende-se a quase 11.000 metros abaixo da superfície.

Um saco plástico foi encontrado a 10.858 metros abaixo da superfície nesta região, a parte mais profunda conhecida de poluição humana no mundo. Este pedaço de plástico descartável foi encontrado mais profundo do que 33 torres Eiffel, colocadas ponta a ponta, alcançaria.

Enquanto a poluição plástica está afundando rapidamente, ela também está se espalhando para o meio dos oceanos. Um pedaço de plástico foi encontrado a mais de 620 milhas (mil milhas) da costa mais próxima – mais do que a extensão da França.

O Centro de Dados Oceanográficos Globais (Godac) da Agência do Japão para Ciência e Tecnologia da Terra Marinha (Jamstec) foi lançado para uso público em março de 2017.
Nesta base de dados, existem os registros de 5.010 mergulhos diferentes. De todos esses diferentes mergulhos, 3.425 itens de detritos feitos pelo homem foram contados.

Mais de 33% dos detritos eram de plástico, seguidos de metais (26%), borracha (1,8%), utensílios de pesca (1,7%), vidro (1,4%), tecido / papel / madeira (1,3%) e “outros” itens antropogênicos (35%).

Também foi descoberto que, de todos os resíduos encontrados, 89% eram descartáveis. Isso é definido como sacos plásticos, garrafas e pacotes. Quanto mais aprofundado o estudo, maior a quantidade de plástico que eles encontraram.

De todos os itens produzidos pelo homem encontrados abaixo de 20.000 pés (6.000 metros), os índices aumentaram para 52% para o plástico macro e 92% para o plástico descartável.

O dano direto que isto causou ao ecossistema e ao meio ambiente é evidente, já que os organismos do fundo do mar foram observados em 17% das imagens de detritos plásticos registradas pelo estudo.

Mais focas vítimas de lixo no mar

Além do lixo plástico que chega ao oceano contaminar as águas e muitas vezes espalhar resíduos tóxicos, esses materiais nocivos causam os exaustivamente noticiados estrangulamento a animais como focas e leões marinhos e podem ser ingeridos por peixes.

Uma imagem comovente flagrada em janeiro deste ano mostra uma foca com um saco de plástico enrolado em volta da cabeça. O animal indefeso lutou por cerca de quinze minutos para se libertar, enquanto os moradores ansiosos assistiam a cena consternados.

Martyn Cannan, um fotógrafo amador, observava a foca brincando na água quando ela se enrolou com a sacola descartável, em Brixham, Devon (Inglaterra).

Cannan, de 57 anos, disse que tirou a foto porque a multidão estava discutindo sobre o que fazer para ajudar a foca.

Ele compartilhou a imagem na página do Tor Bay Harbour Authority no Facebook, dizendo que a imagem destacava os problemas enfrentados pela vida selvagem marinha.
“Se a minha foto desperta a consciência das pessoas e impede uma pessoa de jogar uma sacola plástica no mar, então faz ela o seu trabalho”, disse ele.

Moradores de Devon ficaram revoltados com a imagem da foca presa na sacola plástica e responderam com indignação e pedidos de uma proibição de sacos plásticos.

Sally Hoult escreveu: “Pobre foca. Os seres humanos estão causando muito estresse e danos à nossa vida selvagem. Quando vamos aprender?”

Os resíduos de plástico jogados no mar pelo homem ameaçam os oceanos e a vida de milhões de animais marinhos.

Sarah Greenslide, médica de mamíferos marinhos da British Marine Rescue, publica regularmente imagens da área com cerca de 20 focas nas águas em torno de Brixham.
Segundo o Daily Mail, ela disse: “Criamos este problema. Hoje você só precisa andar ao redor do porto e da marina para ver os escombros.

“Temos muita sorte de ter uma comunidade do focas tão próspera … precisamos cuidar delas”.

Focas, baleias, golfinhos, aves marinhas, peixes e muitos outros animais estão morrendo ou sendo feridos por esse flagelo ambiental.

Inúmeras imagens de animais que se emaranharam no lixo plástico e de criaturas mortas encontradas com pilhas de plástico dentro de seus corpos estão sendo mostradas todos os dias.

A mesma sorte não teve a foca marinha que foi avistada em fevereiro com uma rede de pesca enrolada em seu pescoço, como mostra o início dessa matéria, até hoje o animal está preso ao lixo embora já tenha crescido mais.

Ornitorrinco é sacrificado após ser encontrado preso em elástico de cabelo

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Um filhote de ornitorrinco do sexo feminino teve que ser sacrificada depois de ter sido encontrada presa e toda enrolada em elásticos de cabelo jogados no lixo.

Bushwalkers Gill e Steve Bennett viram o pequeno pássaro claramente em perigo enquanto caminhavam em Bright, Victoria (Austrália).

Acredita-se que ela só tenha deixado seu ninho há cerca de dois meses e estivesse “vivendo em agonia” desde que se envolveu nos quatro elásticos.

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Eles se enrolaram e ficaram presos em torno de seu pequeno corpo frágil de forma tão apertada que seu pescoço e uma de suas pernas estavam feridas até o osso.

O abrigo Staghorn Wildlife Shelter e a ONG especializada em ornitorrincos Geoff Williams da Austalian Platypus Conservancy juntos decidiram que a recuperação das lesões seria impossível.

“Logo ficou claro que esse belo e pequeno animal, tão jovem teria que ser sacrificada”, disse Jo Mitlehner, do abrigo Staghorn Wildlife Shelter.

Um veterinário local abriu sua clínica em um sábado, apenas para “fornecer uma morte assistida rápida e humanitária”.

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Mitlehner disse que o desfecho trágico para este ornitorrinco bebê destaca os perigos que as espécies enfrentam na vida cotidiana.

As principais ameaças ao ornitorrinco são a mudança de habitat, a poluição, a mudança dos fluxos do rio, as redes de pesca, o atropelamento nas margens dos rios e o emaranhamento no lixo”, disse ela.

Apesar de todos esses obstáculos, o ornitorrinco consegue sobreviver em cursos de água próximos aos humanos.

“É essencial aprendermos a parar de jogar lixo em nossos cursos d’água”.

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

A vítima mais recente é o terceiro ornitorrinco a ser retirado do rio Ovens, em Bright, com ferimentos que ameaçam sua vida, causados por lixo e elásticos de cabelos.

Talvez a sinalização que descreve essa questão seja apropriada em lugares especialmente onde os turistas se reúnem?

Ornitorrincos

O Ornitorrinco é um mamífero semiaquático natural da Austrália e Tasmânia, ele possui hábito crepuscular e/ou noturno. Preferencialmente carnívoro, a sua dieta baseia-se em crustáceos de água doce, insetos e vermes.

O animal que é um ícone e símbolo australiano possui diversas adaptações orgânicas para a vida em rios e lagoas, entre elas as membranas interdigitais, mais proeminentes nas patas dianteiras.

O ornitorrinco é uma animal ovíparo, cuja fêmea põe cerca de dois ovos, que incuba por aproximadamente dez dias num ninho especialmente construído. Os monotremados recém-eclodidos apresentam um dente similar ao das aves (um carúnculo), utilizado na abertura da casca; os adultos não têm dentes.

A fêmea não possui mamas, e o leite destinado aos filhotes é diretamente lambido dos poros e sulcos abdominais.

Os machos têm esporões venenosos nas patas, que são utilizados principalmente para defesa territorial e contra predadores. Os ornitorrincos possuem também uma cauda similar à de um castor.

É uma espécie pouco ameaçada de extinção. Em 2008 pesquisadores começaram a sequenciar o genoma do ornitorrinco e descobriram vários genes compartilhados tanto com os répteis como com as aves, mas cerca de 82% dos seus genes são compartilhados com outras espécies de mamíferos já sequenciadas, como o cão, a ratazana e até o homem.

Como a África se tornou líder mundial na eliminação de resíduos plásticos

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A África está liderando o caminho para a eliminação de resíduos plásticos por meio de várias proibições ao uso de sacos e sacolas plásticas em todo o continente, incluindo países como Tanzânia e Quênia.

A Tanzânia implementou a primeira etapa de sua proibição de sacolas plásticas em 2017, que proibia a fabricação e a “distribuição no país” de sacolas plásticas de qualquer tipo.

A segunda fase, que entrará em vigor em 1º de junho, limita o uso de sacolas plásticas para os turistas. Em um comunicado divulgado em 16 de maio, o governo da Tanzânia estendeu a proibição original aos turistas, alegando que “um balcão especial será designado em todos os pontos de entrada para a entrega de sacolas plásticas que os visitantes possam trazer para a Tanzânia”.

A proibição reconhece a necessidade de sacolas plásticas, por enquanto, em alguns cenários, como por exemplo nas indústrias médica, industrial, de construção e agrícola, bem como por razões sanitárias e de gestão de resíduos.

Sacos “Ziploc” usados para transportar produtos de higiene pessoal através da segurança do aeroporto também estão isentos da proibição, desde que os viajantes os levem de volta para casa.

África livre de plástico

A Tanzânia não é o único país africano a introduzir tal proibição. Mais de 30 países africanos adotaram proibições semelhantes, principalmente na África subsaariana, de acordo com a National Geographic.

O Quênia teve um sucesso diversificado com sua proibição, implementada em 2017. O país introduziu as mais severas punições, com os culpados enfrentando “até 38 mil dólares em multas ou quatro anos de prisão”.

No entanto, o governo não considerou alternativas à medidas, levando aos chamados “cartéis de sacolas”, grupos que negociavam e traziam sacolas plásticas de países vizinhos. A National Geographic também informou que o cumprimento da proibição não podia ser considerado totalmente confiável.

“A proibição teve que ser drástica e dura, caso contrário, os quenianos a teriam ignorado”, disse o ativista Walibia à publicação. Embora novas tentativas de ampliar a proibição não tenham sido bem-sucedidas, o país está ciente de sua responsabilidade em fazer mais.

Geoffrey Wahungu, diretor-geral da Autoridade Nacional de Meio Ambiente do Quênia, disse: “Todos estão observando o Quênia agora por causa do passo ousado que demos. Nós não estamos olhando para trás”.

Ruanda também está trabalhando duro na questão ambiental. O objetivo é ser o primeiro país livre de plástico e seus esforços estão sendo reconhecidos.

Quartz informou que as Nações Unidas nomearam a capital Kigali como a cidade mais limpa do continente africano, “graças em parte à proibição de plástico não biodegradável em 2008”.

Ato mundial alerta para a preservação do meio ambiente e o futuro do planeta

Convidamos você para participar da Ação Mundial pelo Planeta no dia 02 de junho, evento idealizado para chamar atenção das pessoas, instituições governamentais e não-governamentais sobre os grandes danos ambientais que o planeta vem sofrendo devido à exploração desenfreada de recursos.

Foto: Pixabay

Para muitos especialistas, 2019 é o ano limite para um debate real e decisivo sobre meio ambiente e o futuro do planeta. Atualmente os seres humanos produzem cerca de 50 milhões de toneladas de plástico de uso único anualmente e grande parte deste material não reciclável está em todos os oceanos e continentes. Palavras como aquecimento global, mudanças climáticas, desmatamento e poluição se tornaram parte da rotina e agenda de todos os países do mundo. Um recente relatório da ONU aponta que cerca de 1 milhão de espécies de animais e plantas correm risco de extinção na próxima década se esforços radicais não forem adotados em caráter emergencial. Todos estes danos foram causados exclusivamente pela ação humana e sua ganância descontrolada.

Muitas consequências causadas pela industrialização e inconsciência humana são irreversíveis, mas ainda há muito que pode ser feito se todos assumirem a responsabilidade na luta pela preservação do meio ambiente. Este é o objetivo da Ação Mundial pelo Planeta, uma grande manifestação pacífica que será realizada em vários locais do mundo no dia 02 de junho para alertar sobre a importância do impacto da ação humana sobre o meio ambiente e conscientizar a toda a sociedade que salvar o planeta é um dever de todos. “O meio ambiente é nossa casa! É nosso ar! É nossa água! É nossa saúde! É nosso alimento! É nosso futuro!”, lembra a página do evento no Facebook.

Foto: Pixabay

A ação foi idealizada pela organização independente VIVA Baleias, Golfinhos e cia / Instituto Verde Azul com a coorganização da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) e de um coletivo de ONGs e grupos de proteção animal e ambiental como a Proteção Animal Mundial (WAP, na sigla em inglês), Greenpeace, WWF Brasil, Fundação Mamíferos Aquáticos, AMPARA Animal, Projeto Baleia Jubarte, Faos/SP, Projeto Baleia à Vista, Nação Vegana Brasil, Instituto Nina Rosa, e muitas outras organizações, incluindo coorganizadores de Portugal e do Canadá. A página do evento pede que todos os participantes levem faixas, cartazes e vão vestidos de verde e azul, simbolizando o planeta Terra.

Para a jornalista e presidente da ANDA, Silvana Andrade, o evento será realizado em um momento oportuno para a discussão sobre o tema, principalmente no país. “O Brasil vive atualmente a maior onda de retrocesso ambiental da história. Com o atual governo, vemos o desmonte de políticas e ações voltadas para a defesa do meio ambiente. É preciso clarear a consciência humana para aquilo que temos de mais urgente e importante: nosso planeta”, afirmou.

Foto: Pixabay

A crise ambiental é mundial e cresce diariamente. Os parlamentos do Reino Unido e da Irlanda declararam emergência climática. O partido português Pessoas, Animais e Natureza (PAN) fez um apelo para que toda a União Europeia também declare estado de emergência climática e adote medidas de conversão para um modelo de produção sustentável em até 10 anos. Nos últimos 120 anos o mundo perdeu 20% de toda sua biodiversidade. Das 1 milhão de espécies que estão ameaçadas, mais de 40% são anfíbios. Cerca de 33% dos corais e mais de um terço de todos os mamíferos marinhos estão ameaçados. Estima-se que aproximadamente 700 espécies de vertebrados tenham sido levadas à extinção desde o século 16, segundo informações da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES).

O ato chama a atenção também para consequências da criação, confinamento e exploração de animais para consumo humano. Dados da IPBES apontam também que um terço das áreas terrestres e cerca de 75% de toda água limpa usada no mundo são destinados à agropecuária. Há ainda outros problemas envolvendo esta indústria, como a destruição de ecossistemas e destruição de habitats, desmatamento, poluição, destruição e contaminação do solo e da água. Três quartos do ambiente terrestre e cerca de 66% do ambiente marinho foram significativamente alterados por ações humanas.

Foto: Pixabay

Desde 1980 as emissões de gás carbônico dobraram, levando ao aumento da temperatura global em pelo menos 0,7 graus Celsius. A derrubada de árvores aumentou cerca de 45% e aproximadamente 60 bilhões de toneladas de recursos renováveis e não renováveis são extraídos globalmente a cada ano. A poluição plástica aumentou dez vezes. Cerca de 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, lamas tóxicas e outros resíduos de instalações industriais são despejados anualmente nas águas do planeta. Fertilizantes que entraram nos ecossistemas costeiros produziram mais de 400 “zonas mortas” oceânicas, totalizando mais de 245.000 km2, uma área maior que todo o território do Reino Unido.

Para a bióloga e fundadora da organização VIVA, Mia Morete, é necessário um esforço conjunto para mudar o quadro atual. “Nossa casa, nosso planeta está em risco. É preciso unir esforços para garantir o futuro da humanidade e da preciosa e vital biodiversidade”, disse. A conservação da fauna e da flora também é considerado um ponto vital para a bióloga do VIVA Rafaela Souza. Segundo ela, preservar a natureza também é assegurar a sobrevivência humana e o futuro das nações. “A perda de biodiversidade não é apenas uma questão ambiental, mas também uma questão econômica, de segurança, social, moral e de desenvolvimento. Esse evento foi idealizado para chamar a atenção das pessoas, instituições governamentais e não governamentais, dos grandes danos ambientais que nosso planeta está sofrendo”, afirmou.

Pixabay

Representando o coletivo Nação Vegana Brasil, a ativista em defesa dos direitos animais Raquel Sabino (Kaz), acredita que a manifestação é uma forma de chamar atenção para a sobrevivência dos seres humanos e dos animais. “Entendemos, sabemos e lutamos por um planeta livre de exploração abusiva, descontrolada e irresponsável. Todos os preciosos recursos naturais, água, terra, os minerais, todos estão sob a ameaça de grandes exploradores, grandes empresas que buscam apenas o lucro. Nós estamos aqui, muito como veganos que têm uma visão ampla da dinâmica da exploração que atinge os animais humanos e não humanos. A nossa luta é por todos. A extinção de todos está em risco. O nosso planeta pede socorro”, disse em entrevista à ANDA.

Para a bióloga do VIVA Marina Leite Marques, lutar pela preservação do meio ambiente é uma atitude política e um dever de todos. “Precisamos que os governos sejam mais efetivos em ações para conter a perda de espécies, combatendo o desmatamento, tráfico e a poluição ambiental e promovendo medidas para evitar as mudanças climáticas. Nosso objetivo principal é levar às ruas o maior número de pessoas vestidas de verde e azul para que possamos mostrar nossa indignação com a destruição ambiental. Será uma ação apartidária e pacífica. Temos que cobrar ações urgentes para minimizar nosso impacto no planeta e no nosso futuro”, asseverou.

Serviço

São Paulo capital

Ação Mundial pelo Planeta
Avenida Paulista, em frente ao Parque Trianon, no Centro de SP
Dia 02 de junho (sábado), às 14h
Confirme sua participação no evento clicando aqui.

Poluição gerada por plástico leva cada vez mais animais marinhos à morte

O plástico tem tirado a vida de animais marinhos com cada vez mais frequência. Nos Estados Unidos, recentemente um golfinho fêmea foi encontrado morto com dois sacos de plástico e um fragmento de balão no estômago, segundo o Instituto de Pesquisa de Peixes e Animais Selvagens da Comissão de Conservação da Vida Selvagem.

Baleia cachalote morta por lixo plástico na Sicília (Crédito: Greenpeace Itália)

Na segunda-feira (15), um exame de necrópsia concluiu que outro golfinho, encontrado também em Fort Myers Beach, tinha dois metros de uma mangueira de plástico de 24 polegadas, com bocal e braçadeira de metal, no estômago. O objetivo aparenta ser um equipamento de camping.

Na Itália, uma baleia cachalote foi encontrada morta na praia de Cefalu, segundo o Greenpeace, na última semana. Ela tinha sacos e outros objetos de plástico no estômago. As informações são da revista Planeta.

“Estas são as lulas que a baleia comeu – e isso é tudo plástico”, narra em um vídeo Carmelo Isgro, funcionário do museu de história natural da Universidade de Messina. “O plástico provavelmente criou um bloco que não deixou a comida entrar. É muito provável que seja a causa da morte. Não encontramos sinais que possam indicar outra possível razão.” Segundo ele, a baleia era uma fêmea tão jovem que “seus dentes ainda não saíram”. A estimativa é de que ela tinha sete anos, o que não representa nem 10% do que as cachalotes geralmente vivem – 70 a 80 anos.

Golfinho encontrado morto na Flórida (Crédito: Especial para o News-Press)

Essa, no entanto, não foi a última cachalote a morrer recentemente devido ao plástico. Em abril, uma baleia da espécie, que estava grávida, morreu em Sardenha. Ela tinha 22 kg de plástico no estômago. Nos três meses anteriores, outros três casos foram registrados.

Diante do cenário alarmante, o Greenpeace e o Blue Dream Project iniciarão um projeto de monitoramento dos níveis de poluição de plástico no mar, que irá durar três semanas. O foco será o Mar Tirreno, na costa oeste da Itália.

Mangueira encontrada no estômago do animal (Crédito: Especial para o News-Press)

Baleia cachalote é encontrada morta com o estômago cheio de sacolas plásticas

Foto: Greenpeace Italy

Foto: Greenpeace Italy

Imagens fortes e tristes mostram pilhas de sacolas plásticas e outros objetos retirados do estômago de uma baleia ainda jovem, da espécie cachalote, após o cetáceo ter sido levado pelas águas do mar até uma praia turística em Cefalu, na Sicília (Itália).

Especialistas acreditam que a baleia tinha cerca de sete anos de idade. O Greenpeace Itália foi chamado para ajudar na operação de investigação e limpeza – compartilhando imagens no Facebook que mostram a quantidade chocante de lixo removido do cadáver.

Foto: Greenpeace Italy

Foto: Greenpeace Italy

A representante da organização, Giorgia Monti, disse em um comunicado: “Como você pode ver pelas imagens que estamos compartilhando, muito plástico foi encontrado no estômago desse animal marinho”.

“Uma sonda especial esta sendo utilizada no corpo da baleia para investigar as causas de sua morte já começou e ainda não sabemos se o animal morreu por causa disso, mas certamente não podemos fingir que nada está acontecendo”.

“Cinco baleias cachalotes encalharam nas costas italianas nos últimos cinco meses”.

Especialistas realizaram uma investigação de necropsia no domingo, auxiliada por Carmelo Isgro, que trabalha no museu de história natural da Universidade de Messina.

Foto: Greenpeace Italy

Foto: Greenpeace Italy

Ele também compartilhou vídeos e imagens horríveis no Facebook, mostrando uma pilha de sacolas plásticas e outras detritos tirados de dentro do cadáver.

Isgro disse: “Estou chocado – outra cachalote com o estômago cheio de plástico”.

“Aqui estão as fotos que contam a incrível operação de necropsia e escarificação realizada ontem diretamente na praia em Cefalù”, disse o especialista.

“São imagens fortes, mas quero que todos entendam o que estamos fazendo com nosso mar e seus habitantes”.

Embora não tenha havido confirmação oficial de que a baleia morreu como resultado do plástico por ela, Isgro acrescentou que “é muito provável que esta seja a causa da morte”.

Foto: Greenpeace Italy

Foto: Greenpeace Italy

Isgro disse à CNN que havia “vários quilos de plástico” no estômago do cetáceo.

Ele disse: “O plástico provavelmente criou um bloco, um obstáculo no organismo do animal que não deixou a comida entrar”.

“É muito provável que seja a causa da morte da baleia. Não encontramos sinais que possam indicar outra possível razão”.

“Eu ainda estou chocado porque a barriga dela estava completamente cheia, inchada de plástico, a baleia deve ter morrido em sofrimento, com muita dor”.

Redes e poluição matam mais tartarugas no Maranhão

O aumento do número de tartarugas marinhas encontradas mortas nas praias dos Lençóis Maranhenses tem preocupado pesquisadores. Apenas entre 2015 e 2018, a mortandade dos animais mais do que triplicou, passando de 80 para 280. A explicação para o fenômeno pode estar ligada à pesca de arrasto e à poluição.

Segundo a bióloga Larissa Barreto, da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), houve um pico de registros em 2015 em decorrência do início das pesquisas do projeto Queamar (Quelônios Aquáticos do Maranhão), cuja linha de atuação é em ecologia e conservação de tartarugas na zona costeira do estado.

BBC News Brasil / Camila Ferrara

Os dados do Queamar apontam que, de 2004 a 2014, a frequência de encalhes e consequente morte de tartarugas nos Lençóis foi em média de 20%, enquanto em 2015 chegaram a 57% e, em 2016, a 70%.

Em 2017 houve uma pequena redução, para 50% de animais mortos. Os dados de 2018 ainda estão sob avaliação.

“Naquele ano [2015] acredita-se que foi em decorrência do aumento da periodicidade do nosso monitoramento, ao mesmo tempo em que ocorreu a avaliação do impacto da sísmica no PNLM [Projeto de Monitoramento de Praia da Bacia de Barreirinhas]. Mas, de qualquer forma, a partir de 2015 os encalhes vêm aumentando acentuadamente”, disse Barreto. A espécie que mais encalhou em todo o período foi a tartaruga-verde, mas, em 2017, foi a oliva.

A principal causa do fenômeno é a prática de pesca conhecida como rede de arrasto, segundo ela. “Além das redes, a poluição dos oceanos e mudanças climáticas contribuem. As tartarugas ingerem acidentalmente plástico descartado nos oceanos com alimentos ou por contato externo. O plástico mata por estrangulamento e sufocamento”, conta a bióloga.

Outra consequência apontada pelos pesquisadores é a maior ocorrência de espécies híbridas de tartarugas marinhas que fazem do parque dos Lençóis o seu berçário —com a mortandade de uma espécie, as tartarugas cruzam com outras.

O pesquisador Luiz Fernando Costa, que atua no setor, diz que a forma encontrada pelos animais de se reproduzir é negativa para a conservação das espécies.

“Em muitos casos, os híbridos possuem maior vulnerabilidade do que os indivíduos não híbridos [mais doenças, dificuldades na migração para reprodução ou em achar fontes alimentares, por exemplo], fazendo com que, aos poucos, a situação de ameaça às espécies seja cada vez maior”, diz.

Ele afirma que, se não houver mudanças urgentes para evitar a exposição dos animais a plásticos e outros perigos recorrentes, “o risco de extinção nas próximas décadas é muito grande”.

Fonte: Folha de S. Paulo

Empresas líderes globais se unem para evitar a poluição por lixo plástico

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Seis das maiores e principais empresas do mundo assumiram um comprimisso conjunto em evitar que 10 milhões de toneladas de resíduos plásticos globais poluam o meio ambiente, depois de assinarem um acordo como membros principais um novo centro de compartilhamento de ideias apelidado de “ReSource: Plastic”.

A Keurig, Dr. Pepper, McDonald’s, Procter & Gamble, Starbucks, Tetra Pak e a The Coca-Cola Company são as gigantes globais que se juntaram à ReSource – que foi lançada pela organização ambiental World Wide Fund for Nature (WWF).

A iniciativa visa ajudar as empresas a alinharem seus compromissos em relação à produção e poluição por plásticos em grande escala em prol de uma ação significativa e mensurável.

Uma questão complexa

“Enfrentar o problema do plástico em nossos oceanos, rios e terras é responsabilidade de todos – incluindo as empresas que usam grande parte do plástico no mundo hoje. É uma questão complexa, sem uma solução única para todos, e é por isso que estamos tão animados pela abordagem que o WWF está tomando com o programa ReSource”, disse Virginie Helias, vice-presidente e diretora de sustentabilidade da Procter & Gamble.

“A ReSource trará uma abordagem de sistemas de parceria com muitas partes interessadas – métricas comuns, melhores práticas, responsabilidade – que são extremamente necessárias para acelerar o progresso em soluções de longo prazo”.

Soluções ponderadas e escaláveis

A vice-presidente executiva do McDonald’s e chefe de Supply Chain (Cadeia de logística) e Sustentabilidade, Francesca DeBiase, disse que a empresa estava “orgulhosa” de se juntar à ReSource.

Ela acrescentou: “Esta parceria se alinha perfeitamente com a nossa ambição de usar a nossa projeção mundial para o bem e trabalhar com outras pessoas para desenvolver soluções pensadas e aplicáveis que terão um impacto significativo sobre o desafio da poluição por plástico”.

Entenda a poluição por micro plásticos (partículas de plástico)

Os micro plásticos estão tendo seu momento sob os holofotes, uma vez que o público está cada vez mais consciente de sua presença no ambiente ao nosso redor. Mas à medida que mais evidências de sua presença vêm à tona, fica mais claro que ainda não sabemos o quanto o problema é realmente grande ou nocivo. Uma enorme quantidade de pequenas partículas de plástico acaba no mar, mas pesquisas recentes também as encontraram em lagos e várzeas, e até mesmo na poluição do ar de grandes metrópoles.

Um novo artigo publicado na Nature Geoscience relata a descoberta de micro plásticos em uma região que deveria ser primitiva: as montanhas dos Pireneus franceses. Os pesquisadores estimaram que as partículas poderiam ter viajado cerca de 95 quilômetros de distância, mas sugerem que os micro plásticos poderiam viajar ainda mais longe com o vento – o que significa que até lugares relativamente intocados por humanos estão sendo poluídos por nossos plásticos.

O mistério do desparecimento do plástico

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são produzidas. Em 2016, esta quantidade foi estimada em cerca de 335 milhões de toneladas. Não temos ideia de onde a maior parte disso foi parar. Os montantes que são recuperados em usinas de reciclagem e aterros sanitários não correspondem ao que é realmente produzido. Alguns desses materiais permanecem em uso, às vezes por décadas, o que explica parte da discrepância. Estima-se que 10% deles acabam nos oceanos. Embora esses números ainda possam mudar com mais pesquisas, pois ainda há uma lacuna grande a ser preenchida com respostas.

Onde quer que o plástico esteja acabando sua jornada, sabemos que ele se desfaz com o tempo, se desintegrando em micropartículas com menos de 5 mm de tamanho, e algumas até quebrando em nano escala a menos de um micrômetro (o micrômetro é uma unidade frequentemente usada para mensurar bactérias e células – a cabeça do esperma humano tem cerca de 5 micrômetros de comprimento). O efeito que essas partículas terão em escala global à medida que continuam a se acumular não é nem remotamente entendido em sua totalidade.

A maior parte de se lidar com as conseqüências dessa questão é apenas entender onde todo esse plástico produzido acaba. Os Pirineus são o lugar ideal para avaliar até onde o material pode viajar, pois são escassamente povoados, de difícil acesso e sem atividade industrial ou agricultura em grande escala. Assim, por cinco meses, uma equipe de pesquisadores coletou amostras da estação meteorológica de Bernadouze, a 6 km da vila mais próxima. As amostras eram de “precipitação atmosférica” – qualquer coisa que caísse do céu, molhada ou seca, variando de poeira a chuva e neve.

O problema com os micro plásticos estando (potencialmente) em toda parte é que a contaminação se torne uma preocupação. Fibras plásticas de roupas, recipientes e equipamentos poderiam hipoteticamente entrar nas amostras colhidas. Para evitar isso, os pesquisadores tomaram precauções, como usar roupas de algodão enquanto se aproximavam dos dispositivos de coleta de amostras, aproximando-se delas “contra o vento” e armazenando tudo em vidro. Eles também coletaram e processaram amostras “em branco” retiradas de contêineres fechados deixados no campo para checar se os plásticos encontrados nas amostras reais haviam realmente chegado até a atmosfera.

Os plásticos estão voando com o vento

Micro plásticos foram encontrados em todas as amostras coletadas pelos pesquisadores – em média, 365 partículas por metro quadrado foram depositadas todos os dias. O tipo mais comum de plástico era o poliestireno, seguido pelo polietileno (o tipo de plástico usado em sacolas plásticas e embalagens descartáveis).

O número de partículas depositadas apresentou uma correlação forte com a velocidade do vento e mais partículas eram encontradas após ventos mais altos. A precipitação – tanto de vento quanto de neve – também estavam fortemente ligadas. Os pesquisadores analisaram as velocidades do vento e as direções que haviam sido registradas durante todo o estudo, e usaram isso para calcular a distância que partículas dos tamanhos que encontraram poderiam ter sido transportadas, estimando que os plásticos poderiam ter vindo de quase 100 quilômetros de distância.

Essa é uma “avaliação altamente simplificada”, observa a equipe – não leva em conta todas as diferentes variáveis atmosféricas que poderiam mudar os números. Com a evidência de que as partículas de poeira (que estão bem dentro da faixa dos tamanhos das partículas de plástico) podem viajar até 3.500 km, é possível que elas possam vir de uma distância ainda maior.

Uma pesquisa que analisa o tamanho das partículas de plástico que encontra mostra que há uma tendência das partículas ficarem mais finas ao longo do tempo. À medida que as partículas se tornam menores, aumenta sua capacidade de dispersão em toda parte. Os micro plásticos já foram encontrados em todos os lugares, desde a água potável até o ar da cidade, e há evidências de partículas de plástico no fígado de peixes, sugerindo que eles poderiam passar pelos sistemas dos órgãos. Tudo isso deixa claro que a minúsculo poeira de plástico invisível está se tornando onipresente em nosso planeta. Estamos apenas começando a entender quais serão os efeitos disso.

Senador americano chama as fazendas industriais de criação de animais de ameaça à sociedade

Foto: Library Guides

Foto: Library Guides

As fazendas industriais de criação de animais são uma ameaça para os Estados Unidos, de acordo com o político Bernie Sanders, que condenou a agricultura animal por seus altos níveis de poluição.

O político americano Bernie Sanders falou sobre a indústria da carne, classificando fazendas industriais uma ameaça para a humanidade.

Escrevendo no Twitter para seus 9,26 milhões de seguidores, o senador de 77 anos – que está concorrendo a presidente dos Estados Unidos em 2020 – comentou sobre o desperdício produzido pelas fazendas industriais. “Fazendas de larga escala são responsáveis por 1,4 trilhões de libras de resíduos de animais na América”, disse ele.

Foto: Venngage

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“Elas são uma ameaça à água que bebemos e ao ar que respiramos, e é inacreditável para mim que os republicanos no Congresso tenham trabalhado horas extras para isentar as fazendas industriais das leis ambientais”, continuou ele.

Fazendas industriais e o desperdício

Em todo o mundo, cerca de dois terços dos animais da fazenda vivem em fazendas industriais. A indústria tem estado ligada a uma infinidade de preocupações ambientais, incluindo resíduos e poluição.

De acordo com a Make It Possible, uma fazenda de 5 mil porcos produz tanto desperdício quanto uma cidade de 20 mil pessoas. Se não forem tratados, os resíduos podem poluir o solo e a água da superfície.

Foto: foodandwaterwatch

Foto: foodandwaterwatch

Esse lixo anda pode prejudicar os oceanos. De acordo com o website de defesa ambiental EcoWatch, “produtos químicos potencialmente tóxicos, drogas e bactérias em resíduos animais não tratados escorrerão pelos solos, entrando nos rios, córregos, lençóis freáticos e água potável do país a taxas alarmantes, impactando diretamente as comunidades”.

A carne e o meio ambiente

Falando ao US Youth Climate Strike este mês, Sanders ressaltou a importância de resolver as questões ambientais. O senador disse que é de vital importância inciar um debate real sobre o clima, acrescentando: “Há pouquíssimas questões mais importantes do que a sobrevivência do nosso planeta”.

Sanders não está sozinho em reconhecer a natureza oportuna das crises ambientais. Em outubro, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente falou sobre nosso sistema alimentar e seu impacto no planeta. “Nosso uso de animais como uma tecnologia de produção de alimentos nos levou à beira da catástrofe”, disse o Unep em um comunicado, acrescentando que a carne é “o problema mais urgente do mundo”.

Foto: Animal Grace

Foto: Animal Grace

“A pegada de gases do efeito estufa da agricultura animal rivaliza com a de todos os carros, caminhões, ônibus, navios, aviões e foguetes”, disse a organização. “Não há caminho para alcançar os objetivos climáticos de Paris sem uma queda maciça na escala da agricultura animal”.

Reconhecendo a urgência do assunto, muitos estão optando por adicionar mais alimentos à base de plantas em seus pratos para reduzir seu impacto sobre o meio ambiente.

Ano passado, a maior e mais profunda análise de produção de alimentos de todos os tempos descobriu que uma “alimentação vegana é provavelmente a melhor e maior maneira de reduzir seu impacto no planeta Terra”.