População de elefantes caiu de 12 milhões para 400 mil em um século

Por David Arioch

Caça é a principal causa de mortes de elefantes (Foto: Michael Nichols/National Geographic)

Uma avaliação atualizada de um tratado administrado pela ONU Meio Ambiente confirmou que a caça continua ameaçando a sobrevivência de elefantes africanos, cuja população caiu de estimados 12 milhões há um século para 400 mil, de acordo com o Relatório sobre a Situação de Elefantes Africanos 2016.

Com base em dados da Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente (PIKE, na sigla em inglês), a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora (CITES) avaliou os níveis de mortes ilegais por meio do programa de monitoramento de elefantes mortos. O monitoramento calculou que a caça ilegal é a principal causa de mortes de elefantes.

De acordo com evidências, níveis da PIKE alcançaram um pico em 2011, quando alarmantes 10% dos elefantes africanos foram caçados, antes de caírem até 2017. O nível permaneceu relativamente sem mudanças ao longo de 2018.

Níveis altos da proporção são preocupantes porque até mesmo populações estabelecidas e protegidas de elefantes sofrem perdas anuais para caças ilegais e outra formas de mortalidade, que não são compensadas por taxas de natalidade.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas, fragmentadas e não são protegidas, o que as tornam mais vulneráveis à caça.

“Mortes ilegais de elefantes africanos por conta do marfim continuam uma ameaça significativa às populações de elefantes na maioria dos Estados”, disse a secretária-geral da Convenção, Ivonne Higuero. “Ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, de 125 milhões para 1,225 bilhão, criando competição com elefantes por terra”.

Embora o comércio internacional de marfim de elefantes esteja banido pela Convenção desde 1990, opiniões são divergentes entre países sobre a continuação, ou não, da proibição.

O elefante africano e o debate sobre comércio de marfim será um item da agenda da próxima Conferência das Partes da CITES, realizada a cada três anos. A Conferência estava marcada originalmente para maio deste ano em Colombo, no Sri Lanka, mas será remarcada para uma data posterior.

“Precisamos continuar reduzindo caça e comércio ilegal de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com populações locais”, destacou Higuero. “A comunidade internacional deve expandir ainda mais seu trabalho com Estados africanos para encontrar soluções que funcionem tanto para os elefantes quanto para comunidades locais”.

Especialistas anunciam que coalas estão “funcionalmente extintos”

Hoje (12), a Australian Koala Foundation anunciou que acredita que “não existam mais de 80 mil coalas na Austrália”, tornando a espécie “funcionalmente extinta”.

Embora esse número seja drasticamente inferior às estimativas acadêmicas mais recentes, não há dúvida de que os números de coalas em muitos lugares estão em declínio acentuado, segundo informações do Science Alert.

É difícil dizer exatamente quantos coalas ainda restam em Queensland, Nova Gales do Sul, Victoria, Austrália do Sul e Território da Capital Australiana, mas eles são altamente vulneráveis a ameaças, incluindo desmatamento, doenças e os efeitos das mudanças climáticas.

Quando uma população de coalas cai abaixo de um ponto crítico, ela não pode mais produzir (gerar) a próxima geração, levando à extinção.

O que significa “funcionalmente extinto”?

O termo “funcionalmente extinto” pode descrever algumas situações perigosas. Em um caso, pode se referir a uma espécie cuja população tenha declinado até o ponto em que não possa mais desempenhar um papel significativo em seu ecossistema.

Por exemplo, ele tem sido usado para descrever dingos (tipo sde cães nativos da Austrália) em lugares onde eles se tornaram tão reduzidos que têm uma influência insignificante nas espécies que atacam.

Os dingos são os principais predadores e, portanto, podem desempenhar um papel significativo em alguns ecossistemas. O coala é inócuo como predador, pois come apenas folhas, não pode ser considerado um predador de topo de cadeia.

Por milhões de anos, os coalas têm sido uma parte fundamental da saúde das florestas de eucalipto ao comer folhas superiores e, no chão da floresta, seus excrementos contribuem para uma importante reciclagem de nutrientes. Seus registros fósseis conhecidos datam de aproximadamente 30 milhões de anos, então eles podem ter sido uma fonte de alimento para os carnívoros da megafauna.

O termo funcionalmente extinto também pode descrever uma população que não é mais viável. Por exemplo, em Southport, Queensland, os leitos de recifes de ostras nativas estão funcionalmente extintos porque mais de 99% do habitat foi perdido e não há indivíduos para reproduzir.

Finalmente, funcionalmente extinta pode se referir a uma pequena população que, embora ainda esteja se reproduzindo, está sofrendo de endogamia que pode ameaçar sua viabilidade futura.

Sabemos que pelo menos algumas populações de coalas em áreas urbanas estão sofrendo dessa forma de ameaça, e estudos genéticos na Costa dos Koala, localizada a 20 quilômetros ao sudeste de Brisbane, mostram que a população está sofrendo de reduzida variação genética. No sudeste de Queensland, coalas em algumas áreas sofreram quedas catastróficas

Também sabemos que as populações de coala em algumas regiões do interior de Queensland e New South Wales são afetadas por extremos climáticos, como secas severas e ondas de calor, e diminuíram em até 80%.

A pesquisa exaustiva e multidisciplinar do coala continua a todo vapor em um esforço para encontrar formas de proteger as populações de coalas selvagens e garantir que elas permaneçam viáveis agora e no futuro. A perda de habitat, a dinâmica populacional, a genética, a doença, a dieta e as mudanças climáticas são algumas das principais áreas estudadas.

Quantos coalas realmente existem?

Pesquisadores de coalas costumam perguntar “quantos coalas existem na natureza?” É uma pergunta difícil de responder. Os coalas não são estacionários, são distribuídos irregularmente ao longo de uma gama extremamente ampla, abrangendo áreas urbanas e rurais em quatro estados e um território, e são geralmente difíceis de serem vistos.

Para determinar se cada população de coalas espalhadas pelo leste da Austrália é funcionalmente extinta, seria necessário um esforço gigantesco.

Em 2016, em uma tentativa de determinar as tendências populacionais para o coala nos quatro estados, um painel de 15 especialistas nos animais usou um formato de pergunta estruturado em quatro etapas para estimar os tamanhos populacionais de coalas e mudanças nesses tamanhos.

A porcentagem estimada de perda de população de coala em Queensland, Nova Gales do Sul, Victoria e Austrália do Sul foi de 53%, 26%, 14% e 3%, respectivamente. O número total estimado de coalas para a Austrália foi de 329 mil (dentro de um intervalo de 144 mil a 605 mil), com um declínio médio estimado de 24% nas últimas três gerações e nas próximas três gerações.

Desde maio de 2012, os coalas foram listados como vulneráveis em Queensland, Nova Gales do Sul e no território da capital Australiana, porque as populações dessas regiões diminuíram significativamente ou correm o risco de fazê-lo.

Nos estados meridionais de Victoria e Austrália do Sul, as populações de coalas variam amplamente de abundantes a baixas ou localmente extintas. Embora não estejam atualmente listados como vulneráveis, esses coalas também estão experimentando uma série de ameaças sérias, incluindo baixa diversidade genética.

Até o momento, a atual lista “vulnerável” não alcançou nenhum resultado positivo conhecido para as populações de coalas em Queensland e New South Wales. De fato, pesquisas recentes invariavelmente mostram o contrário.

Isso ocorre porque as principais ameaças aos coalas permanecem e, na maioria das vezes, estão aumentando. A principal ameaça é a perda de habitat. O habitat da coala (principalmente florestas e florestas de eucalipto) continua a diminuir rapidamente e, a menos que seja protegido, restaurado e expandido, veremos, de fato, populações de coalas selvagens “funcionalmente extintas”. Nós sabemos o que vem depois disso.

Queda na população de elefantes do Zimbábue preocupa grupos de proteção aos animais

Elefantes no Zimbábue | Foto: Alamy

Elefantes no Zimbábue | Foto: Alamy

A população de elefantes do Zimbábue na África do Sul, caiu cerca de 10% nos últimos 8 anos segundo informações do Zambezi Elephant Fund (ZEF).

Em um comunicado divulgado na semana passada para marcar o Dia Mundial da Vida Selvagem, o ZEF, que foi formado em 2015 para combater ativamente a caça no Vale do Zambeze, declarou que os elefantes estavam agora sob crescente ameaça

“O Zimbábue abriga a segunda maior população de elefantes africanos do mundo e, ainda assim, a população total de elefantes do Zimbábue diminuiu em 10% desde o censo de 2011 realizado pela fundação Paul G. Allen do Great Elephant Census.

No Vale do Zambeze, os elefantes africanos, entre outras espécies, estão seriamente ameaçados pela caça. Nos últimos 13 anos, 60% dos elefantes do Vale do Zambeze foram mortos”, dizia parte do comunicado.

O ZEF, que trabalha em colaboração com a Departamento de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue, ONGs e setor privado na luta contra a caça de elefantes, acrescentou que permanecerá empenhado em colaborar com outras organizações anti-caça.

“Nós do ZEF reafirmamos nosso compromisso de trabalhar com as autoridades locais, bem como em uma colaboração ampla em grupo com parceiros ligados a causa, para assegurar a proteção e preservação a longo prazo do Vale do Zambeze, seus habitats e sua vida selvagem”, declarou a instituição.

A entidade declara que dada a importância dos elefantes, não apenas como uma espécie-chave para a sobrevivência e biodiversidade dos ecossistemas da África, mas símbolo e identidade do país, é vital que sejam tomadas medidas urgentes para garantir a proteção dessas criaturas inteligentes.

Embora os resultados alcançados até aqui sejam significativos e as realizações desde que o grupo foi criado não tenham sido poucas, a entidade pede a ajuda a todos os que se comprometem com a preservação da vida selvagem para se associarem ao grupo na luta contra a caça na região. “Em apenas oito anos, uma perda de 10% do número total de elefantes, é uma perda significativa, estamos solicitando o apoio do Departamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue e reforçando os esforços de várias organizações parceiras no sentido de proteger essa espécie.

“Há, no entanto, mais do que estamos fazendo, e ainda muito mais que podemos fazer e para isso precisamos mobilizar pessoas”, disse Richard Maasdorp coordenador do grupo de proteção aos elefantes

População de veganos deve crescer cerca de 327% em 2019

Foto: Pixabay

O Reino Unido tem dado passos importantes em apoio a causa animal e a conservação do planeta.  Recentemente, a Grã-Bretanha ganhou o título de “capital mundial do veganismo”, ultrapassando a Alemanha. O números de adeptos ao estilo de vida sem crueldade animal está crescendo de forma animadora.

Estima-se que a população vegana britânica aumentará 327% em 2019, segundo dados coletados pelo site de finanças pessoais Finder.com.

O relatório é baseado em uma pesquisa com 2.000 moradores do Reino Unido que representam a população média em termos de idade, sexo e região. A pesquisa descobriu que 2,2 milhões de britânicos planejam seguir uma dieta baseada em vegetais, a mais popular das três tendências de dieta (vegana, vegetariana e pescatariana).

Foto: Pixabay

A pesquisa também revelou que uma dieta baseada em vegetais é mais cara do que as outras, com uma diferença de apenas um extra de £ 2 ($ 2,62) por semana. As novas previsões se baseiam em uma população vegana já em expansão no Reino Unido.

Em 2016, The Vegan Society constatou que apenas um 1% dos britânicos (542.000) eram identificados como veganos. No ano passado, esse número no Reino Unido já havia crescido em 600% e representava 7% da população total do país.

 

 

 

 

 

Consumo de carne tem consequência sombrias para o planeta

A população mundial está crescendo e 10 bilhões de pessoas são estimadas para povoar a Terra até 2050.

De acordo com a National Geographic, cientistas de todo o mundo estão lutando para descobrir uma maneira de alimentar todas essas pessoas. Com estas preocupações, o canal questiona o consumo mundial de produtos animais.

Foto: Reprodução | Instragram

Um relatório recente – conduzido por 30 cientistas ao longo de três anos e publicado no Lancet – sugere que uma redução mundial significativa no consumo de carne ajudaria a alimentar a crescente população.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores pesaram vários fatores, incluindo a quantidade de gases de efeito estufa produzidos por certos alimentos, bem como o uso de água e culturas. Segundo eles, o consumo mundial de carne e açúcar deve ser reduzido em 50%, e a população dever aderir a uma dieta predominantemente vegana. As informações são do Live Kindly.

“O consumo de carne tem consequências sombrias para o planeta”, disse o National Geographic.

Os cientistas propuseram um plano denominado “Grande Transformação de Alimentos” para a redução do consumo de carne no mundo. O plano inclui várias estratégias diferentes, com abordagens apropriadas que variam de país para país. Os métodos incluem o compartilhamento de informações e a conscientização dos consumidores, a alteração de quais práticas agrícolas recebem subsídios e a remoção de certas opções de carne das pessoas.

As iniciativas serão realizadas em mais de 30 países para impulsionar a agenda do relatório, e os comissários do estudo esperam atrair as principais organizações internacionais, como a ONU.

#10YearChallenge da Terra

A ONU está ciente da importância de uma redução drástica no consumo de carne. Em outubro, a organização internacional alegou que o combate à agricultura animal é o problema mais urgente do mundo.

“A pegada de gases de efeito estufa da pecuária rivaliza com a de todos os carros, caminhões, ônibus, navios, aviões e foguetes”, disse o Programa Ambiental da ONU em um comunicado. “Não há caminho para alcançar os objetivos climáticos de Paris sem uma queda maciça na escala da agricultura animal”.

A consciência sobre a rápida e assustadora destruição do meio ambiente está está aumentando graças ao recente # 10YearChallenge viral nas mídias sociais.

Embora o desafio tenha começado inicialmente para que os usuários pudessem compartilhar suas fotos, alguns optaram por compartilhar fotos da Terra. Algumas fotos compartilhadas de ursos polares, de tamanho normal em 2009 e extremamente magros em 2019, tomaram conta da internet. Esse flagelo se dá por conta do derretimento de gelo no Ártico. Outros compartilhavam fotos de corais branqueados, que já foram coloridos há dez anos.

Ano passado, o Greenpeace pediu uma grande redução mundial no consumo de carne e compartilhou imagens antes e depois da Amazônia.

“Aquilo que levou a natureza centenas de milhares de anos para construir, os humanos destruíram em menos de dez”, dizia o post no Instagram .