Proposta prevê liberação do aumento de porcos mortos nas fazendas de criação

Foto: Adobe

Foto: Adobe

As instalações e fazendas de criação de porcos nos Estados Unidos preparam-se para exceder o número de porcos que podem ser legalmente mortos por hora sob uma nova proposta de regulamentação.

O governo federal tem recebido as demandas de fazendas de criação em larga escala de porcos para reduzir o número de inspeções e remover os “limites de velocidade” possibilitando a morte de mais porcos por hora.

Atualmente, as fazendas e matadouros não podem exceder 1.106 porcos mortos por hora, pois os inspetores devem examinar os corpos dos animais e remover quaisquer peças que possam causar danos aos consumidores.

Os defensores da nova proposta argumentam que os porcos criados para o mercado de carne têm cerca de seis meses de idade e pesam 250 e são “geralmente saudáveis”, por isso não precisariam de inspeção.

Eles disseram ao New York Times que: “A eliminação das velocidades máximas acrescentaria flexibilidade aos cronogramas de produção das fábricas e aos níveis de pessoal”.

“Paradoxo”

Preocupações têm sido levantadas, particularmente sobre os efeitos que o aumento de velocidade poderia ter sobre os trabalhadores e a saúde pública, com pessoas argumentando que a nova proposta está “agindo para o benefício financeiro dos gigantes do processamento de carne”.

Foto: Philiplymbery

Foto: Philiplymbery

“O fato de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) seja responsável pela segurança alimentar é um paradoxo”, disse Deborah Berkowitz, ex-oficial sênior da Administração de Segurança e Saúde Ocupacional.

“Os USDA sempre esteve ali para promover a indústria. Seu foco principal é aumentar os lucros do setor de frigoríficos e aves que eles regulam”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Desrespeitados e ignorados os animais padecem sob as condições mais desumanas

Foto: Mercy for Animals

Foto: Mercy for Animals

O Dia Nacional da Saúde é celebrado anualmente em 5 de agosto no Brasil, a data foi escolhida em homenagem ao médico sanitarista Oswaldo Cruz, que nasceu em 5 de agosto de 1872 e foi pioneiro no estudo de moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”.

Enquanto a data serve de alerta para a importância dos cuidados com a saúde dos seres humanos, outras vidas perecem silenciosamente sem que sua saúde seja sequer considerada como algo a ser protegido, avaliado ou mantido.

Foto: Trendsmap

Foto: Trendsmap

Assim como nós, seres humanos, os animais têm a capacidade de compreender o mundo ao seu redor, são capazes também de amar, sofrer, criar vínculos e responder a estímulos. Assim como a nossa, sua saúde sofre os impactos do meio em que vivem ou são submetidos a viver.

Milhares de animais padecem fechados em compartimentos ou gaiolas minúsculas, muitas vezes superlotados, servindo apenas a propósitos humanos que exploram seus corpos em busca de carne, leite, ovos ou o que mais puderem roubar dos animais.

Foto: MICHAEL NICHOLS, NATIONAL GEOGRAPHIC

Foto: MICHAEL NICHOLS, NATIONAL GEOGRAPHIC

Sua saúde mental é ignorada, e a física só é levada em consideração no intuito de que a exploração possa continuar ocorrendo. Esses seres sencientes passam seus dias privados do sol, não podem caminhar na grama ou conviver com os demais. Muitas vezes passam a vida inteira olhando para uma parede de concreto e quando não servem mais aos interesses de seus explorados são descartados e mortos.

Assim ocorre com os elefantes que apanham violentamente para que levem turistas nas costas ou façam truques antinaturais para uma plateia de turistas. Com as vacas, porcos, galinhas que vivem vidas solitárias tendo como companheiro apenas o sofrimento, os ursos no Vietnã que são criados e capturados apenas para que seu fígado seja perfurado e sua bile removida, por anos e anos.

Foto: HOANG DINH NAM, AFP/GETTY

Foto: HOANG DINH NAM, AFP/GETTY

Leões na África do Sul criados em cativeiro apenas com o objetivo de serem vendidos para “caçadas enlatadas” onde serão soltos em um local cercado para serem perseguidos, mortos e terão seus corpos expostos como troféus.

Como está a saúde desses animais?

Enquanto a sociedade estiver dominada e cega pela visão especista de que os animais são inferiores ao ser humano e que podem ser submetidos à sua vontade por este motivo, a injustiça vai vigorar sobre todas essas vidas inocentes e indefesas.

Se a definição de saúde corresponde ao bem-estar físico, mental e social de um ser e não apenas a ausência de doenças como diz a Organização Mundial da Saúde, então muitos desses animais jamais conheceram o que é estar saudável. E, infelizmente, jamais conhecerão.

Foto: Animal Rescue Algarve

Foto: Animal Rescue Algarve

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Maior produtora de carne da Europa começará a produzir alternativa vegana

Por Rafaela Damasceno

A Danish Crown, uma das maiores produtoras de carne da Europa, suspenderá as mortes dos porcos em uma de suas instalações da Alemanha e tem planos de começar a produzir carnes e hambúrgueres veganos.

Um porquinho

Imagem ilustrativa | Foto: TRIOAKFOODS/FACEBOOK

A empresa é a maior produtora de carne de porco da Europa e essa novidade gerou várias especulações. Segundo a Agribusiness Intelligence, as mortes só irão parar porque a unidade da empresa não pode exportar para a China, e a Just Food disse que a Danish Crown confirmou que estava matando porcos em excesso.

Independentemente dos motivos, a Vegconomist acredita que a crescente demanda por produtos de origem vegetal e a diminuição da procura por alimentos derivados dos animais influenciou na decisão. Para o site, é muito claro que a Danish Crown está tentando uma abordagem livre de crueldade ao produzir carnes veganas pensando no futuro.

Futuro lucrativo

O UBS Group AG, um banco de investimento multinacional e empresa de serviços financeiros, previu que o mercado de proteína de origem vegetal valerá 85 bilhões de dólares (mais de 318 bilhões de reais) em 2030.

Segundo a Bloomberg, a capacidade de criar alimentos que imitam carnes, ovos e produtos lácteos (liberando menos gás carbônico e sem a necessidade de matar animais) se tornará mais financeiramente viável na próxima década.

Nota da redação: A atitude da empresa é positiva, mas as mortes pararam em apenas uma instalação. Milhares de animais continuam sofrendo e morrendo e o ideal seria suspender todas as produções dos produtos de origem animal. O veganismo é um estilo de vida e adotá-lo implica comprometimento, respeitando os animais em todos os sentidos e condenando qualquer tipo de exploração. As empresas deveriam se aliar à ética e ao reconhecimento dos direitos animais, ao invés de pensar em atender a demanda vegana apenas por lucro.

Sobe para 4,869 milhões o número de porcos mortos após contaminação por peste suína

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) anunciou que 4.869.155 porcos foram mortos em países asiáticos, até quarta-feira (24), devido à contaminação pela peste suína africana (ASF, na sigla em inglês). Ainda não há tratamento disponível para a doença, que não tem cura. São 700.338 animais mortos a mais do que o registrado em 18 de julho. A FAO informou que faz um levantamento com base nos casos informados por órgãos federais de cada país.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

No Vietnã, o número de porcos mortos subiu de 3 milhões para 3,7 milhões. O país registra o pior cenário no que se refere à peste suína. O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural local revelou que 62 províncias foram atingidas pela doença desde 19 de fevereiro.

Quatro novos casos da enfermidade foram registrados no Laos. Novos surtos foram identificados na província de Phongsaly. Desde 20 de junho, quando houve a identificação da doença, 14 focos foram encontrados em quatro províncias. No levantamento desta quinta, registrou-se a morte de 338 porcos, totalizando 3,05 mil.

São 238 focos da doença espalhados pela Ásia, segundo a FAO. No último levantamento eram 234. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A China é o país que, em termos de extensão, tem a situação mais crítica, com 149 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. O surto foi identificado em agosto do ano passado. Desde então, 1,16 milhão de porcos foram mortos, segundo o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país. Os dados não sofreram alterações em relação ao levantamento anterior.

O Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Camboja informou que, desde a identificação da doença, em 2 de abril, 2,85 mil porcos foram mortos e cinco províncias foram afetadas. Na Coreia do Norte foi identificado apenas um caso da doença, desde 23 de maio, atingindo uma única província e levando 77 porcos à morte. Na Mongólia, 11 surtos foram notificados em seis províncias e uma cidade desde a detecção do primeiro caso, em 15 de janeiro. Foram mortos 3,1 mil porcos, aproximadamente 10% da quantidade de porcos que vivem no país. Em todos esses países, não houve atualizações em relação ao levantamento anterior.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Investigação expõe sofrimento e crueldade com porcos em fazenda de criação

Ativistas ocuparam uma fazenda de criação de porcos na Inglaterra no início desta semana para protestar contra o sofrimento, abuso e as más condições de vida a que os animais são submetidos.

Cerca de 100 militantes do movimento Meat The Victims (um trocadilho com a palavra carne em inglês e o verbo conhecer que possuem a mesma pronúncia na língua inglesa meat/meet: Conheça as Vítimas ou Vítimas da Carne) participaram da ação no Moss Rose Piggeries em Lancashire, uma fazenda de criação de porcos que existe desde 1963.

Seguiu-se uma investigação de três meses realizada pelo grupo, que descobriu animais “cobertos com suas próprios fezes em baias imundas” com prolapsos e outros ferimentos. Um ativista disse que havia mais de 30 centímetros de urina e fezes em algumas áreas onde os porcos ficavam confinados.

Nada a esconder

Apesar das fotos da ação mostrarem compartimento de contenção e gaiolas imundas e pelo menos um animal com um prolapso, o fazendeiro Wayne Baguley disse que não tem “nada a esconder”, e que as autoridades competentes inspecionaram minuciosamente a fazenda.

“Os ativistas da Meat The Victims vieram esta manhã. Pedi a eles que saíssem educadamente. Eles disseram que não iam sair e eu teria que telefonar para a polícia, e foi o que eu fiz”, acrescentou Baguley.

Foto: Virtue for Animals

Foto: Virtue for Animals

“Eles disseram que os porcos não foram mantidos em bom estado e tentaram me confrontaram. É o direito deles protestarem se quiserem fazer isso, mas eu não acho que eles deveriam ter o direito invadir minha fazenda”.

“O grupo deles deve ter vindo aqui antes, uns dois ou três meses atrás, mas foi durante a noite. Eu fui inspecionado três vezes desde que eles supostamente vieram e houve um incidente em uma inspeção que dois dos 90 bebedores de água estavam bloqueados.

Ação

“Moss Rose é uma instalação intensiva de criação de porcos que abriga centenas de indivíduos vistos vivendo em condições insalubres, com muitos deles cobertos com suas próprias fezes (e urina) em baias de concreto imundas. Um certo número de animais no local também foi visto alojado em pisos de azulejos sujos e molhados, causando um claro risco de deslizamento para os animais”, disse um porta-voz do Meat the Victims.

“Longe das baias principais, os ativistas também encontraram indivíduos com o que pareciam ser prolapsos dolorosos em pequenos cercados sem acesso à cama, sem sinais visíveis de comida, e manchas de sangue eram vistas no chão e nas paredes”.

“Outro motivo de preocupação é o número de baratas que cobrem as paredes e infestam os compartimentos de comida nas instalações. Isso vai expor ao público a realidade da pecuária e conscientizar a população sobre como eles podem ajudar a impedir a exploração e a morte desses animais de criação adotando um estilo de vida vegano”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Cães, porcos e bois são encontrados em situação de maus-tratos no RS

Uma vistoria feita pela Associação Riograndense de Proteção aos Animais (ARPA) levou a um flagrante de maus-tratos a animais em Boa Vista do Sul, no Rio Grande do Sul.

Foto: Divulgação

Porcos, bois e cachorros foram encontrados em situação de desnutrição em uma propriedade localizada na Linha David Canabarro. As informações são do portal Leouve.

De acordo com Jorge Acco, fiscal da ARPA, os responsáveis pelos animais responderão pela prática de crime ambiental devido aos maus-tratos flagrados.

Os animais receberão tratamento, que será ofertado pela associação, em parceria com a Prefeitura de Boa Vista do Sul. O local seguirá sendo acompanhado de perto para que os maus-tratos não se repitam.

Foto: Divulgação


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Mortes de porcos com peste suína na China podem ser o dobro do número oficial

Estimativas de quatro fontes ligadas a grandes produtores rurais indicam que até metade dos porcos explorados para reprodução na China morreu devido à peste suína ou foi morta por causa da disseminação da doença. O dado divulgado é o dobro do que mostram os números oficiais.

Foto: Pixabay

“Algo como 50% das porcas está morta”, disse o veterinário Edgar Wayne Johnson, que viveu 14 anos na China e fundou a empresa de  serviços agrícolas Enable Agricultural Technology Consulting. As informações são da Reuters.

Com base na queda da venda de produtos e no conhecimento sobre a extensão da peste suína, três executivos de empresas produtoras de vacinas e aditivos para ração e genética estimaram que o percentual de mortes dos porcos esteja entre 40% e 50%.

Desde que a China reportou o primeiro caso da doença em agosto, o vírus se espalhou, atingindo todas as províncias e ultrapassando as fronteiras do país. Uma cepa semelhante foi encontrada nos últimos anos na Rússia, na Georgia e na Estônia.

Foram relatados pelo governo 137 surtos da doença até o momento. Muitos, no entanto, não são informados, principalmente os ocorridos em províncias ao sul da China, como Guangdong, Guangxi e Hunan.

A peste suína africana não tem cura ou vacina e mata quase todos os porcos infectados. A doença não afeta seres humanos.

Além dos porcos mortos de maneira induzida ou através da doença, outros foram enviados ao matadouro mais cedo após criadores decidirem casos da doença nas proximidades do local onde vivem o animais, segundo produtores e fontes da indústria.

Procurado, o Ministério da Agricultura da China não se pronunciou sobre o caso até a publicação desta reportagem. Em 24 de junho, a pasta tinha afirmado que a peste suína havia sido “efetivamente controlada”, segundo a agência de notícas Xinhua. Em março, o país tinha 375 milhões de porcos – 10% que o registrado um ano antes – e 38 milhões de porcas exploradas para reprodução, segundo dados da Agência Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês).


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA!


Cadela amamenta três filhotes de porco em Monte Mor (SP)

Um vídeo gravado em Monte Mor (SP), nesta sexta-feira (28), mostra o momento em que uma cadela amamenta três filhotes de porco.

Foto: Reprodução / EPTV

As imagens foram enviadas à EPTV, afiliada da TV Globo, pela telespectadora Elaine Gonçalves de Oliveira.

Ela contou à reportagem que os filhotes nasceram há três semanas e foram rejeitados pela mãe. Entretanto, a cadela “Negona” teve “gravidez psicológica” e começou a alimentar os animais.

Fonte: G1


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA!


Porquinho se despede da companheira que morreu forma mais comovente

Sientje e Spot ainda jovens | Foto: Rachel Vos

Sientje e Spot ainda jovens | Foto: Rachel Vos

Spot tinha apenas 8 meses de idade quando chegou em sua nova casa e conheceu o pequena porca Sientje. O porquinho era apenas um bebê – mas ele já havia encontrado sua alma gêmea.

Resgatado de uma família que o comprou como um animal doméstico por um capricho, o porquinho no início era assustado e arredio. Sua nova mãe, Rachel Vos de Aubel, que vive na Bélgica, viu a conexão entre os dois porquinhos imediatamente. O pequeno encontrou na outra porca o conforto e o apoio que tanto precisava.

Sientje e Spot comendo juntos | Foto: Rachel Vos

Sientje e Spot comendo juntos | Foto: Rachel Vos

Nos 13 anos seguintes, os porcos raramente saiam do lado um do outro. Quer pastando no campo ou deitados ao sol, onde quer que Sientje fosse, Spot seguia logo atrás da amiga e companheira.

E sua devoção permaneceu até o dia em que Sientje faleceu. Ela sofria de osteoartrite grave e a doença progrediu tanto que a porquinha precisou passar por morte induzida.

A decisão foi extremamente emocional – saber quanta dor Sientje estava sentindo, e que Spot logo estaria passando por muita dor também, quando se visse sem sua alma gêmea.

Spot e Sientje descansando juntos | Foto: Rachel Vos

Spot e Sientje descansando juntos | Foto: Rachel Vos

O dia finalmente chegou em outubro do ano passado. Depois que a família se despediu, Rachel envolveu Sientje em alguns cobertores e espalhou flores coloridas ao redor de seu corpo.

Quando Spot percebeu que ela tinha ido embora para sempre, ele não saia do lado dela.

Ele apenas ficou em cima de Sientje, descansando seu focinho em seu corpo e fechando os olhos como se sentisse a despedida. O porquinho começou a andar de um lado para o outro e acariciar o rosto da amiga falecida.

Spot e Sientje no quintal | Foto: Rachel Vos

Spot e Sientje no quintal | Foto: Rachel Vos

“No começo, ele não entendeu o que estava acontecendo”, disse Rachel. “Eu não conseguia parar de chorar. Eles estavam sempre juntos.

Nas semanas após a morte de Sientje, Spot ainda estava de luto.

“Quando ela não estava mais lá, demorou um pouco até que ele voltasse a ser o velho porquinho alegre de sempre”, disse a tutora. “Foi notavelmente difícil para ele.”

Spot se despedindo de sua amiga | Foto: Rachel Vos

Spot se despedindo de sua amiga | Foto: Rachel Vos

Esta é uma história muito comum entre os porcos. Sendo animais altamente emocionais, eles prosperam em interações sociais com outros – e formam laços profundos com a família, amigos e cuidadores humanos. E, como mostrado no caso de Spot, eles vão sentir falta de seus entes queridos por semanas e meses, se separados.

Spot em casa com dos cães da família | Foto: Rachel Vos

Spot em casa com dos cães da família | Foto: Rachel Vos

Devido à velhice de Spot e algumas condições médicas próprias, Rachel decidiu não introduzir um novo porco em sua vida agora – mas ele ainda ama ter a companhia dos cães e gatos da família.

Spot e sua mamãe Rachel | Foto: Rachel Vos

Spot e sua mamãe Rachel | Foto: Rachel Vos

“Ele esta muito idoso e frágil, por isso não queremos acrescentar nenhum estresse extra”, disse Rachel. “Os gatos vão direto para a cama dele e dormem lá em cima com o porquinho. Eles são certamente companheiros diferentes, mas ele está indo muito bem com a companhia dos novos amigos felinos”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Brasil matou mais de 11 milhões de porcos em três meses

Por David Arioch

São dados que realmente chamam a atenção se ponderarmos que porcos são seres sociáveis com aptidão para interagir e viver em grupo (Foto: Peter Andrews/Reuters)

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados esta semana, o Brasil matou 11,31 milhões de suínos somente no primeiro trimestre de 2019, o que representa aumento de 5,5% em comparação com o mesmo período de 2018.

Só a região Sul foi responsável por 66,2% dos animais abatidos, seguida pelo Sudeste (18,6%), Centro-Oeste (14,2%) e Norte (0,1%). No mundo todo, cerca de 23 milhões de porcos são mortos por semana, segundo a organização Animal Ethics, do Reino Unido.

Dos mamíferos reduzidos a alimentos e outros produtos, os porcos estão no topo. Mata-se no mundo todo pelo menos três vezes mais suínos do que bois e vacas, de acordo com a AE. São dados que realmente chamam a atenção se ponderarmos que porcos são seres sociáveis com aptidão para interagir e viver em grupo.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.