Touros são perseguidos e torturados pelas ruas de cidade espanhola

Foto: Getty/EPA

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Uma pessoa foi perfurada pelo chifre de um touro e duas tiveram ferimentos na cabeça no primeiro dia do cruel festival de corrida de touros de Pamplona, na Espanha.

A primeira corrida de touros ocorreu domingo (7), após a explosão de um rojão, conhecido como “Chupinazo”, que abre o festival tradicionalmente.

Um homem foi colocado em uma maca e levado de ambulância logo em seguida à soltura e corrida dos touros pelas ruas estreitas do centro da cidade medieval até a praça de touros, o que durou dois minutos e 41 segundos, segundo informações do jornal Metro.

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Cerca de um milhão de pessoas lotaram as ruas da cidade para as festividades bárbaras e cruéis, que duram nove dias.

Quando Jesus Garisoain, que é membro da banda de jazz da cidade, soltou o rojão de abertura das festividades, da varanda da prefeitura, ele se dirigiu a uma vasta multidão, declarando “Longa vida a San Fermin” – o santo homenageado pelo festival.

Os foliões imediatamente começaram a borrifar vinho uns nos outros, manchando as tradicionais roupas brancas usadas com um lenço vermelho, símbolo do festival.

Foto: Getty/EPA

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Durante a primeira rodada de corridas, os seis touros, acompanhados de touros mais jovens, correram em bando durante a maior parte do percurso de 850 metros até a praça de touros da cidade.

Um dos animais, acuado e provocado pela multidão, tropeçou perto do final do caminho, causando pânico e pelo menos um ferimento por chifre quando assediado por alguns “corredores”.

A festa de San Fermin, dura nove dias, os touros são obrigados a correr pelas ruas da cidade todas as manhãs e mortos nas touradas à tarde, o festival sangrento atrai cerca de um milhão de visitantes anualmente.

Foto: Getty/EPA

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O autor americano Ernest Hemingway imortalizou a festa em seu romance The Sun Also Rises.

Nos últimos anos, grupos de direitos animais tem protestado em defesa dos touros abusados e explorados.

Na véspera do festival, dezenas de ativistas semi-nus fizeram uma performance simulando touros mortos nas ruas de Pamplona para chamar a atenção para a crueldade animal realizada com o fútil objetivo do entretenimento humano.

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Prefeitura instala casinhas para proteger cães abandonados do frio em Ponta Grossa (PR)

A Prefeitura de Ponta Grossa, no Paraná, instalou cinco novas casinhas na praça Pôr do Sol, na Vila Estrela, para abrigar cachorros abandonados e protegê-los do frio durante o inverno. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMOSP) que foi executada por equipes do Departamento de Serviços Públicos da Prefeitura de Ponta Grossa.

Foto: Divulgação / Reprodução / Vida Pet News

“São cinco casinhas coloridas, em formato de frutas, que foram destinadas como abrigo para os animais, principalmente nesse período em que estamos esperando temperaturas amenas durante o inverno”, afirmou o secretário municipal de Serviços Públicos, Marcio Ferreira.

Para a construção das casinhas foi reaproveitado um material de um parque desativado. A medida, segundo Ferreira, deve chegar em outras praças da cidade em breve. As informações são do portal Vida Pet News.

“Queremos reaproveitar outros materiais que podem ser utilizados para a mesma finalidade, que são os animais. Vamos instalar mini abrigos também na Praça dos Ferroviários, e logo após nos demais parques”, disse.

Foto: Divulgação / Reprodução / Vida Pet News


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Espaço para animais domésticos é inaugurado em praça em Santo André (SP)

Um espaço denominado “PetPraça” foi inaugurado, na última semana, pela Prefeitura de Santo André (SP) na Praça Presidente Kennedy, na Vila Bastos. Durante a inauguração foi anunciada também a criação da Diretoria da Causa Animal, que passa a fazer parte da Secretaria de Meio Ambiente.

Foto: Reprodução / Repórter Diário

“Em Santo André, cerca de 40% das famílias tem um animal em casa. Por isso, elaboramos a construção deste espaço exclusivo e financeiramente barato feito pela nossa equipe. Com este sucesso, a proposta é ampliar esta iniciativa, por isso vamos levar este modelo para mais 10 praças até 2020”, disse o prefeito Paulo Serra. “Ideia surgiu por sugestão dos usuários da praça, em especial do Grupo Auamigos, que faz um trabalho com os animais da região. Parabéns a todos os envolvidos”, completou. As informações são do portal Repórter Diário.

O prefeito falou, também, sobre a Diretoria da Causa Animal. “Neste segmento já temos a parceria do secretário de Meio Ambiente, Fabio Picarelli, a diretora de vigilância à saúde, Ana Lúcia Ferreira Oliveira Meira e agora o diretor do Departamento de Bem Estar Animal, José Henrique Mioto. Com isso iremos desenvolver ainda mais políticas públicas nesta área, que é sinônimo de qualidade de vida e companheirismo. Já tivemos mais de mil adoções nesta gestão, dobramos a capacidade das castrações e agora teremos mais obras, projetos e inaugurações para oferecer qualidade de vida em Santo André”, reforçou o prefeito.

O secretário de Manutenção e Serviços da Prefeitura de Santo André, Vitor Mazetti, comemorou a inauguração da PetPraça e lembrou que ela foi construída de maneira sustentável. “Tivemos investimento de baixo custo, cerca de R$ 8 mil, em que utilizamos materiais recicláveis, como tubos, dutos de PVC, entre outros, oferecendo funcionalidade e sustentabilidade. Tudo isso tem um simbolismo muito grande para todos, já que a comunidade pode conviver ainda mais de forma harmoniosa”, disse.

Esta é a segunda PetPraça instalada na cidade. A primeira está localizada na praça Marechal Hermes. O espaço recém-inaugurado conta com brinquedos para os animais, como passarela, gangorra, túnel de arcos, pneu e obstáculo com barra paralela, além de grama, areia e pedrisco no chão, iluminação, cerca com alambrado, bancos e papeleira.

“Por muitas vezes, vimos nossos animais presos na coleira, sem condições para correr livres e aproveitando este espaço da melhor maneira possível. Reunimos nosso grupo Auamigos, que já tem mais de 150 membros, e levamos nossas considerações à Prefeitura. Fomos prontamente recebidos e a equipe de lá já se organizou para que tudo fosse concretizado. Agora sim podemos curtir mais momentos tranquilos com animais”, disse Sônia Aparecida de Carvalho, idealizadora da Auamigos, do qual fazem parte um grupo de frequentadores da praça.


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Gatinho cego vira atração na praça deitado em rede enquanto tutor trabalha

Miau virou atração na praça: “Todo mundo que passa faz carinho nele, ele adora ser mimado!” — Foto: Ariovaldo Dantas/TV Morena

À sombra de uma árvore na praça Ari Coelho em Campo Grande (MS), a cena de um gato deitado tranquilamente em uma rede enquanto seu tutor faz macramê, chama a atenção. O gatinho é cego, e é tutelado pelo artesão Luiz Carlos Garcia, que passa seus dias ensinando artesanato. A rede foi tecida pelo tutor, para mantê-lo sempre por perto.

Os dois vivem em um carro, que fica estacionado ao lado da praça. O gato chama-se Miau Ceguinho, e tem pouco mais de 2 anos. Luiz conta que ficou com ele porque ajudou a mãe do animalzinho no parto, e percebeu que ele precisaria de ajuda:

“Vi que ele nasceu cego e imaginei o quanto seria difícil a vida desse gatinho se não tivesse alguém para cuidar dele. Nós salvamos a vida um do outro. Eu o adotei, e ele me curou da depressão.”

Miau virou atração: “Todo dia vem alguém pra tirar foto, fazer carinho nele, conversar um pouco. Às vezes ajudam a gente com ração, ou apenas dando atenção pro gatinho, ele gosta desse mimo”, comenta.

Miau passa os dias deitado em uma rede na praça em Campo Grande, e virou atração: “Somos inseparáveis”, diz dono — Foto: Flávio Dias/G1MS

Luiz conta que é portador do vírus HIV e estava muito triste quando adotou o gatinho: “Só Deus sabe o tamanho do meu amor pelo meu gato. Ele me ajudou muito, cuidar dele me fez querer viver. Somos inseparáveis”, relata, emocionado.

O artesão ensina macramê na praça, sem cobrar nada. Os produtos que ficam no local não estão à venda, servem para mostrar o que é possível fazer com as linhas. Luiz conta que aprendeu na escola, e faz questão de dividir sua arte com quem queira aprender: “Posso ajudar alguém a ter um novo meio de vida, ganhar dinheiro, se distrair. Isso já é retorno suficiente para mim”.

Perto do gatinho, um copo com água. Miau nunca enxergou, então, o que ele conhece do ambiente que o rodeia, é sempre orientado por Luiz. Comida e água ficam perto, e ele costuma se afastar apenas fazer as necessidades – que Luiz recolhe em seguida para não sujar a praça. Em seguida, Miau retorna à sua rede, para ficar perto do tutor.

Miau ceguinho e Luiz: “Somos inseparáveis”, conta dono do gatinho cego. — Foto: Flávio Dias/G1MS

Ele conta que a convivência no carro, onde vivem juntos, é tranquila. “Tínhamos um passarinho também que Miau sempre respeitou, mas ele cresceu e foi embora. Ficamos nós dois, sempre juntos. Nós somos uma família unida”.

Por conta da doença, Luiz recebe uma aposentadoria, que sustenta os dois. Ele conta que o pai chamou-o para viverem juntos, mas disse que não aceitaria o gato, por isso ele decidiu viver no carro. “O que tenho dá para mim e meu gato, e para que meu ofício sirva apenas para ensinar. Nós vivemos em paz, temos um ao outro. O importante, para mim, é poder estar sempre perto do Miau”.

Luiz comenta que uma demonstração de respeito e amor aos animais não deveria surpreender: “A condição de vida não é desculpa para abandonar um animal ou tratar mal qualquer animal. Eu cuido do meu ceguinho como se fosse um filho, inclusive enquanto trabalho. O amor pelos felinos, pelos animais, tem que ser multiplicado”, finaliza.

Miau Ceguinho conhece o ambiente que o dono apresenta, e se orienta do seu jeito. — Foto: Ariovaldo Dantas/TV Morena

Fonte: G1