Países que injetam verba no Fundo Amazônia são contra uso de recursos para indenizar proprietários rurais

A Alemanha e a Noruega, dois países que mais injetam dinheiro no Fundo de Preservação da Amazônia, posicionaram-se contra a intenção do governo brasileiro de usar parte dos recursos do fundo para indenizar proprietários rurais em unidades de conservação e ao aumento da participação do governo nas decisões relacionadas à aplicação da verba.

(iStock/Thinkstock)

Maior meio de transferência de recursos do mundo, entre nações, para preservar florestas, o Fundo Amazônia foi criado há mais de dez anos e depende basicamente da Noruega e da Alemanha que, juntas, são responsáveis por mais de 99% dos recursos doados, que representam mais de R$ 3 bilhões. A verba já financiou projetos de pesquisa, gerou empregos e renda na floresta, além de ter sido usada em ações de redução do desmatamento.

Os ministros do Meio Ambiente e da Secretaria de Governo apresentaram, em maio, a embaixadores da Noruega e da Alemanha, a proposta de mudança. Os embaixadores responderam ao anúncio feito pelo governo por meio de uma carta que defende o modelo atual de gestão do fundo. No documento, os embaixadores afirmaram que futuros projetos devem respeitar os acordos já estabelecidos. As informações são do Jornal Nacional.

Enviada aos ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, Santos Cruz, da Secretaria de Governo, com cópia para Tereza Cristina, da Agricultura, Paulo Guedes, da Economia, para o embaixador Ruy Carlos Pereira e para o presidente do BNDES, Joaquim Levy, a carta lembra que o principal objetivo do fundo é apoiar a redução das “emissões de gases estufa que vêm do desmatamento e da degradação da floresta”. Segundo os embaixadores, como a experiência brasileira tem mostrado, governos sozinhos não são capazes de diminuir o desmatamento.

O documento elogia a estrutura e o modelo de governança do Fundo Amazônia, no qual decisões são feitas partindo da união entre governos, empresas privadas, ONGs e comunidades locais. A carta expõe ainda a competência e a independência do BNDES na gestão do fundo e ressalta que esse modelo tem funcionado há mais de uma década.

Ainda de acordo com os embaixadores, nenhuma irregularidade foi constatada nas auditorias realizadas. Por isso, Alemanha e Noruega defendem a manutenção do BNDES na gestão do fundo e na aprovação de projetos.

Sem apresentar qualquer denúncia ou fato, o ministro Ricardo Salles criticou a gestão do fundo há cerca de um mês. Um dia antes da crítica feita por ele, a chefe do departamento de Meio Ambiente do BNDES e gestora do Fundo Amazônia, Daniela Baccas, foi afastada do cargo.

Segundo auditoria do TCU feita em 2018, a verba destinada ao fundo foi aplicada corretamente. Os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Santos Cruz, da Secretaria de Governo, não se posicionaram sobre o caso até o fechamento da reportagem.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

China desenvolve aplicativo de reconhecimento facial para preservar pandas

A China desenvolveu um aplicativo de reconhecimento facial de pandas gigantes. O programa foi criado, segundo especialistas, para monitorar a vida desses animais e promover a preservação da espécie.

(Foto: Pixabay)

De acordo com entrevista concedida à agência chinesa Xinhua News pelo pesquisador do Centro de Pesquisa e Conservação da China para Pandas Gigantes, Chen Peng, “o aplicativo e o banco de dados nos ajudarão a coletar informações mais precisas e completas sobre a população, distribuição, idade, proporção de gênero, nascimento e pandas selvagens, que vivem em montanhas profundas e são difíceis de rastrear”.

Um censo realizado em 2014 pelo governo chinês concluiu que menos de 2 mil pandas gigantes vivem na natureza na China. Eles habitam três províncias localizadas no oeste do país. As informações são da revista Galileu.

Assim como outros programas de reconhecimento facial, o aplicativo voltado aos pandas foi criado com base em um enorme banco de dados de fotos desses animais. Para configurar o algoritmo, cerca de 120 mil fotos e 10 mil vídeos foram utilizados. Vários elementos-chave, como a forma da boca, o tamanho das orelhas e as marcas ao redor dos olhos são analisados pelo algoritmo para a identificação dos pandas.

(FOTO: XINHUA NEWS)

“Você não precisa mais se preocupar em deixar os pandas irritados chamando-os pelo nome errado”, brincou a Base de Pesquisa de Reprodução do Panda Gigante de Chengdu, em publicação feita na rede social chinesa Weibo.

O uso do reconhecimento facial como forma de identificar animais não é, no entanto, algo novo. A tecnologia também tem sido utilizada para preservar ursos e lêmures, além de monitorar animais em fazendas.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Maior reserva de Moçambique celebra um ano sem mortes de elefantes

A Reserva Especial do Niassa, a maior de Moçambique, na África, comemora este mês um ano sem que elefantes sejam mortos por caçadores. O anúncio foi feito na segunda-feira (28) pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) com o objetivo de divulgar o oitavo aniversário da ANAC, celebrado em 1 de junho.

Segundo a ANAC, houve uma “redução significativa da caça de elefantes no país, com destaque para a Reserva Nacional do Niassa, que completou um ano sem mortes de elefantes por caçadores”.

MARK R. CRISTINO/EPA

O foco da instituição, de acordo com nota divulgada, é promover a “melhoria da capacidade de gestão, combate à caça, promoção da autossustentabilidade na gestão das áreas de conservação e partilha de benefícios econômicos com as comunidades locais”, além da formação de recursos humanos.

Para comemorar, a organização espera levar alunos do ensino básico para excursões e palestras sobre a vida selvagem na Reserva Especial de Maputo e Marinha Parcial da Ponta do Ouro.

“A ANAC pretende com estas celebrações aumentar o nível de consciencialização da sociedade e das comunidades que residem dentro e nos arredores das Áreas de Conservação sobre a importância da proteção da biodiversidade”, explica o comunicado.

Segundo dados da organização, desde 2009 Moçambique perdeu pelo menos 10 mil elefantes. Apenas na Reserva do Niassa, o número passou de 12 mil para 4,4 mil, entre 2011 e 2014. Relatórios recentes indicam que, entre 2011 e 2016, 48% da população da espécie foi morta. Isso, inclusive, gerou uma possibilidade de banimento do comércio internacional de itens derivados dos elefantes.

Em 2018, uma equipe da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) da polícia foi destacada para proteger a Reserva do Niassa, sob ordem do presidente Filipe Nyusi.

Sete parques moçambicanos são geridos pela ANAC, além de sete reservas e quatro áreas transfronteiriças de gestão conjunta que, juntos, abrigam 5,5 mil espécies de plantas, 220 espécies de mamíferos e 690 de aves.

Pesquisadores dão início a projeto para salvar mico-leão-de-cara-preta

Por David Arioch

Só é possível encontrar o mico-leão-de-cara-preta no Norte do Paraná e em São Paulo (Foto: Celso Margaf)

Eles são pequenos, ágeis e têm pelos de um dourado vívido. Só é possível encontrar o mico-leão-de-cara-preta no Norte do Paraná e em São Paulo. Ainda assim, suas aparições são raras, afinal a mais otimista estimativa é de que haja, no máximo, 900 indivíduos desta simpática espécie de primata.

Um Projeto liderado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) quer mudar esse panorama. A iniciativa é apoiada pelo ICMBio e tem foco especial no Parque Nacional do Superagui (PR), que corresponde a 70% do território ocupado por este animal.

O Projeto deve durar 18 meses. Em março deste ano, foram iniciadas as atividades de campo no Ariri, área de ocorrência da espécie no litoral sul de São Paulo. Para esta fase, foram contratados dois moradores da comunidade do Ariri que já possuem experiência com a espécie em trabalhos anteriores com ações de pesquisa e conservação.

“Esta é a fase de localização dos grupos em toda a área de distribuição – ilha de Superagui, área continental e nas duas áreas protegidas no Parque Nacional de Superagui e Parque Estadual do Lagamar de Cananeia”, informa o ICMBio.

Como o mico é uma espécie bastante carismática, tem um grande potencial para a sensibilização ambiental. Também serão realizados trabalhos de ações de educação ambiental com foco nos moradores da região, gerando engajamento e alertando para a importância da conservação da espécie.

Estima-se que cerca de metade da população está protegida no Parque, o restante está na parte continental. Esta, inclusive, é uma ameaça à conservação da espécie, porque, com a construção do canal que separou o continente da Ilha de Superagui, as populações também ficaram isoladas, culminando na diminuição de variabilidade genética.

Além disso, a longo prazo, o aquecimento global também pode comprometer a sobrevivência do mico-leão-de-cara-preta. O aumento do nível do mar prejudica o território da espécie que é próximo da cota zero do nível do mar, tanto no continente quanto na ilha.

As estimativas de adultos com condições de reprodução não passam de 250 indivíduos. A maturidade sexual deste animal gira em torno de 1,5 a 2 anos e eles são em geral, monogâmicos, ainda que haja alguns registros de poligamia. A gestação da fêmea dura aproximadamente quatro meses e geralmente com dois filhotes por vez.

Dia Internacional da Biodiversidade: o veganismo como forma de proteção aos animais e à natureza

Hoje, 22 de maio, é celebrado o Dia Internacional da Biodiversidade ou Diversidade Biológica – que, nada mais é, do que a variedade de vida existente no planeta. A data, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem o objetivo de celebrar a proteção ao meio ambiente e aos animais e conscientizar a sociedade sobre a necessidade de buscar meios para resolver os problemas globais que levam espécies da fauna e da flora à extinção, para impedir que mais animais e plantas sejam extintos.

Foto: Pixabay

O veganismo é a forma mais eficaz e ética de promover mudanças de hábitos que colaborem com a preservação de animais e do meio ambiente. Através dele, não apenas os animais explorados pela indústria para consumo são poupados, como áreas imensas deixam de ser desmatadas para dar espaço a pastagem onde são colocados animais, como bois, ou estabelecidas plantações de grãos, como a soja, para a alimentação desses animais.

Sem desmatamento, animais silvestres não morrerão sem alimento e abrigo, e espécies não serão dizimadas. A água desperdiçada em larga escala para fabricação de produtos de origem animal também será economizada e, com isso, a natureza será respeitada, gerando, inclusive, um lugar melhor para a existência humana.

Em 2010, a ONU publicou um relatório recomendando a adoção de uma alimentação vegana como forma de proteger o meio ambiente. Três anos depois, um novo documento foi divulgado pela organização, incentivando novamente o veganismo como uma maneira ideal para a preservação da natureza.

Para a elaboração do relatório publicado em 2013 pela ONU, um estudo, intitulado “Our Nutrition World” (Nosso Mundo de Nutrientes), foi desenvolvido por 50 especialistas de 14 países diferentes e liderado pelo professor Mark Sutton.

Lacoste faz campanha pela preservação de animais ameaçados de extinção

A Lascote deu continuidade à campanha “Save Our Species”, lançada em 2018. O foco é alertar sobre a necessidade de proteger espécies de animais ameaçadas de extinção. Nesta edição, a empresa destaca 10 animais que quase não existem mais.

Foto: Reprodução / Promoview

Na campanha, a Lacoste troca o jacaré, usado na logomarca, por uma variedade de animais, todos sob risco de serem extintos. As informações são do portal Promoview.

A campanha integra um acordo de três anos feito com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e tem uma edição limitada de camisetas.

As peças levam em consideração o número exato de animais que ainda existem na natureza. Até o momento, 3.520 camisetas foram produzidas.

Cada camiseta custa US$ 172,26. As vendas serão iniciadas nesta terça-feira (22), pelo site oficial da marca.

Raro, cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas é visto na Amazônia

Por David Arioch

Cientistas suspeitam que o número de indivíduos está caindo como resultado do desmatamento e da diminuição de presas (Foto: Reprodução)

Um animal raro, o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas foi visto há alguns meses na Amazônia. Sua aparição foi registrada por uma câmera instalada por pesquisadores que estudam o comportamento animal e a realidade de espécies em extinção.

Quase do tamanho de uma raposa, o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas é um animal sobre o qual se tem poucas informações, segundo vídeo publicado pela National Geographic.

“Por ser tão raro, pouco se sabe sobre ele. O comportamento, a população e a distribuição da espécie até hoje são um mistério. Cientistas suspeitam que o número de indivíduos está caindo como resultado do desmatamento e da diminuição de presas”, informa.

Projeto em Florianópolis (SC) busca preservação das lontras

Um projeto em Florianópolis (SC) busca preservar as lontras. A iniciativa é de um oceanógrafo que se encantou com a espécie na Lagoa do Peri. O local, cercado pela Mata Atlântica, é o santuário desses animais.

A lontra é um mamífero curioso, ligeiro e misterioso. A história do projeto começa com o oceanógrafo Carvalho Júnior, que encontrou o animal na Lagoa do Peri. “Primeiro foi paixão à primeira vista. Pela lontra e pelo lugar, porque logo de início eu percebi que não dava para dissociar o animal do local”, explicou.

Foto: Reprodução/NSC TV

A Lagoa do Peri é água doce e limpa cercada de morros com vegetação preservada. Ela fica no Sul da Ilha de Santa Catarina.

A atração do oceanógrafo pela lontra foi tão forte que ele pediu a ajuda do pai para comprar um velho engenho na beira da lagoa e ficar perto dos animais. Foi assim que o projeto nasceu, 33 anos atrás.

Lontras na Lagoa do Peri

Quase nada se sabia da lontra neotropical, de nome científico Lontra longicaudis, também chamada de lontra brasileira, apesar de a espécie ter como habitat uma área que vai desde o México até o Uruguai e o Norte da Argentina.

A lontra é uma animal de hábitos crepusculares. Isso quer dizer que ela fica mais ativa antes do sol nascer e depois do sol se pôr. Os pesquisadores encontraram sete tocas na Lagoa do Peri e monitoram as vidas das lontras nelas.

O oceanógrafo localizou os animais pelo odor. “O cheiro do excremento da lontra tem um quê de almíscar, que é um indicativo da toca. É onde pode haver uma toca”, explicou ele.

O pesquisador se arrastou debaixo das pedras e dormiu nas tocas também. Para não ser expulso pelos animais, ele precisou cheirar como eles. “Eu tinha um camisa branca, aquelas camisas de botão, que era do meu nono. Eu pegava essa camisa, esfregava excremento fresco na camisa e vestia. Porque daí eu ficava com o cheiro dela”, disse.

Com a pesquisa, ele descobriu que as lontras, além da água doce, viviam também no mar. “Ela sai daqui da Lagoa do Peri vai às praias e costões rochosos”, afirmou.

A população de lontras na Lagoa do Peri é estimada em até 11 animais. “A lontra é um animal raro na natureza, ela está no topo da cadeia alimentar. Ela é a onça da água. Então o número de lontras que estão dentro do sistema aqui da Lagoa do Peri, é um número correto”, explicou Carvalho Júnior.

Criadouro

Seis lontras vivem atualmente no criadouro científico do projeto. Os alojamentos procuram reproduzir o ambiente natural, com muita água corrente e esconderijos. As lontras ganham para comer aquilo que encontrariam na lagoa: peixes.

Foto: Reprodução/NSC TV

Com todos esses cuidados, o projeto foi o primeiro no mundo, e único até agora, a ter sucesso na reprodução da lontra neotropical em cativeiro. “Isso para nós foi uma enorme satisfação, foi uma vitória, foi nos mostrar que realmente a gente está trilhando o caminho certo”, afirmou o oceanógrafo.

O projeto também é o lar de outras duas espécies da família da lontra, como a irara, também chamada de papa-mel, de nome científico Eira barbara. E tem o furão-pequeno, como a Chape.

Ela foi a última a chegar, mais um órfão. O nome é porque ela veio da cidade de Chapecó, no Oeste catarinense. O furão-pequeno tem nome científico Galictis cuja.

Como todos os animais no projeto, a Chape foi vacinada e ganhou um chip, sua identidade digital. “Vai ser colocado no computador, onde todo dia esse animal é pesado para ver a curva de crescimento dele e também para ver a quantidade de comida que nós damos para ele. Também junto com esse acompanhamento vai a ficha clínica de cada animal”, explicou o veterinário do projeto, Luís Carlos Stein.

Voluntários e custos

Tudo isso tem sido possível graças à colaboração dos ecovoluntários, gente apaixonada pela causa e que vem trabalhar sem ganhar dinheiro. Mariana Tamagusko é uma delas. Ela é estudante de veterinária.

“Para mim, é uma aula prática. Eu vou ter aula teórica na universidade e aqui eu tenho a prática. Vou conhecer toda a rotina dos animais”, afirmou.

As pesquisas cientificas são custeadas pela Petrobras. O projeto também se mantém com o ingresso pago pelos visitantes e com a venda dos produtos da loja. Outro pilar do projeto é a educação ambiental.

Próximo passo

Na Lagoa do Peri, Júnior espera dar ainda este ano o próximo e mais importante passo do projeto lontra. “É o que vai dar sentido a tudo isso que nós estamos fazendo. É pegar essas lontrinhas órfãs que nós temos, que não vão deixar de chegar, e poder reintroduzi-las no ambiente natural. Vai ser, talvez, o momento mais emocionante da minha vida. Poder abrir as portas e dizer ‘vai pra vida, minha filha'”, disse o oceanógrafo.

Fonte: G1

Projeto instala casinhas em árvores para proteger o periquito-verde

Casinhas estão sendo colocadas em árvores de praças, parques e áreas verdes de Matão (SP) para proteger e facilitar os ninhos de pássaros da espécie periquito-verde. A ação é uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente do município.

Foto: Ananda Porto/ TG

Dez casinhas já foram colocadas na Praça da Abolição e no Parque Ecológico. Mais quatro serão instaladas na nascente piloto do Portal Terra da Saudade. As informações são do G1.

O diretor de saneamento e biólogo Jorge Luiz David explica que a espécie tem menos chances de firmar ninhos e continuar a reprodução devido ao crescimento das cidades e a diminuição das florestas.

“Pelo fato desses animais serem comercializados e terem a taxa de reprodução muito baixa, a implantação desse projeto vem a contribuir com eles, instalando nas praças e parques do nosso município”, disse.

Feitas de madeira, as casinhas foram pensadas para proteger os ninhos. O objetivo é que elas façam a diferença na próxima primavera, época de reprodução da espécie, que começa em setembro.

Foto: Reprodução EPTV

“Na próxima primavera a gente pode fazer o levantamento e certificar os resultados para saber se houve o auxílio das casinhas na reprodução”, explicou.

O biólogo pede que a população não retire as casinhas e não pegue os filhotes dos ninhos para manter em cativeiro.

Durante as vistorias feitas pela equipe responsável pelo projeto, colmeias foram encontradas. Para protegê-las, elas serão removidas e realocadas em áreas afastadas do perímetro urbano, sem prejuízo à natureza.

O projeto recebeu o nome de “Fauna Viva”. Ele integra as ações do Programa Município VerdeAzul (PMVA) e melhora a pontuação da cidade com os cuidados com a flora e a fauna brasileiras.

Atriz Isis Valverde participa de campanha pela preservação da onça-pintada

A atriz Isis Valverde participou de uma campanha em prol da preservação da onça-pintada no Brasil. A espécie está ameaçada de extinção.

Foto: Reprodução / Instagram / @isisvalverde

Através das redes sociais, a atriz divulgou duas fotos do ensaio que fez para a campanha. Nela, Isis aparece usando um biquíni com estampa de onça. A campanha é uma iniciativa da Cia Marítima, grife de moda praia, em parceria com a ONG AMPARA Animal.

“É a primeira estampa animal print certificada do mundo, revertendo 100% dos lucros de qualquer produto feito a partir dela, em prol da preservação das onças-pintadas no Brasil”, escreveu a atriz na legenda de uma das fotos.

“Fiquei muito feliz em ser uma das convidadas para participar desse movimento tão necessário, afinal, já estava mais do que na hora da moda retribuir quem sempre a inspirou, não é?”, completou.

A participação de Isis na campanha foi elogiada pelos seguidores dela, que comentaram a beleza da atriz e também o engajamento dela em prol da onça-pintada. “Sempre apoiando causas que preservam e protegem a nossa natureza”, escreveu uma internauta. “Você não poderia ficar fora deste nobre projeto”, disse outro seguidor.

Foto: Reprodução / Instagram / @isisvalverde