Governo faz churrasco na Esplanada dos Ministérios com mais de 4 mil peixes mortos

O governo promove nesta quarta-feira (7) um churrasco na Esplanada dos Ministérios. Mais de 4 mil peixes foram mortos para o evento.

Tambaquis mortos para consumo humano (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM/Imagem Ilustrativa)

Da espécie tambaqui, os animais marinhos foram doados ao governo por uma associação de criadores de Rondônia que os explora para consumo humano.

O evento tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que é conhecido por apoiar práticas que exploram, maltratam e matam animais – como a caça, o rodeio e a vaquejada. De acordo com informações oficiais do governo, a presença do presidente no churrasco foi confirmada.

Os peixes serão cortados, assados e distribuídos à população, o que incentivará o consumo de peixe, condenando-os ainda mais a uma vida de muito sofrimento.


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The Economist e The Guardian destacam aumento do desmatamento no Brasil

Por Rafaela Damasceno

A capa da edição mais recente da The Economist, uma das principais revistas inglesas, exibe uma reportagem sobre o avanço do desmatamento da Amazônia. O texto cita o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, dizendo que ele “deixou claro para os infratores que não há nada a temer”.

A capa da revista The Economist

Foto: The Economist

Segundo a reportagem, depois de um esforço governamental de sete anos para diminuir a destruição da floresta, em 2013 o desmatamento tornou a crescer por culpa do enfraquecimento da fiscalização.

A revista não foi o único veículo midiático a noticiar o crime: o jornal americano The New York Times também declarou que o desmatamento da Amazônia está aumentando rapidamente, definindo o atual governo do Brasil como “extrema direita”.

A revista científica Science foi ainda mais além, afirmando que o presidente Jair Bolsonaro diz que os números são mentirosos, atacando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) enquanto todos os dados apontam para um aumento na devastação amazônica.

A revista americana Nature definiu o presidente brasileiro como “Trump tropical” e também noticiou as acusações contra o Inpe. “Em 19 de julho, Bolsonaro acusou o Inpe de mentir sobre os números e depois sugeriu que o governo tenha o direito de aprovar os dados da agência antes da divulgação pública”, disse o texto.

Segundo o G1, o jornal The Guardian também se posicionou sobre o assunto, afirmando que a floresta amazônica está sendo cortada e queimada a uma velocidade maior do que nunca. “Mas o governo Jair Bolsonaro está focado em reinterpretar os dados em vez de lidar com os culpados”, criticou o jornal.


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Urso escala muro de 4 m e passa por três cercas elétricas para fugir de cativeiro

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

Um urso escapou de um cativeiro para animais selvagens onde era mantido e fugiu dos guardas florestais italianos após escalar três cercas elétricas e uma parede de quatro metros de altura.

O urso pardo, que foi apelidado de “gênio”, havia sido capturado anteriormente pelas autoridades, que usaram uma armadilha para ursos para prendê-lo, na região italiana de Trentino, no domingo.

O animal de 140 kg, fugiu de seu recinto em Val Rendena poucas horas depois de ser pego, e está em fuga desde então.

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

O presidente de Trentino, desde então, deu permissão às autoridades para matar o urso, provocando indignação de grupos de direitos animais, bem como a oposição pública do Ministério do Meio Ambiente.

O presidente de Trentino, Maurizio Fugatti, emitiu uma ordem para que o animal fosse preso há mais de um mês, depois do urso ter sido visto perto de áreas habitadas e consideradas perigosa para humanos e animais selvagens.

Fugatti deu aos guardas do parque a ordem de matar o animal, depois que ele escapou de seu cercado na segunda-feira. Guardas florestais com cães farejadores estão caçando o animal.

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

“Se o urso se aproximar de áreas habitadas, os guardas florestais têm permissão para matá-la”, disse Fugatti.

“O fato de o urso ter conseguido escalar uma cerca elétrica com sete fios a 7 mil volts demonstra que esse espécime é perigoso e um problema de segurança pública”, disse o presidente, claramente desconsiderando toda e qualquer ótica do ponto de vista do animal, que provavelmente desesperado e aflito por estar preso após uma vida inteira livre, apostou tudo em sua fuga, arriscando a própria vida.

O desprezo pelo animal é tão notável que ele ganhou um número e uma letra como idetificação: M49

A ordem para matar o animal provocou indignação de grupos de direitos animais no país, incluindo a WWF Itália.

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

O ministro do Meio Ambiente, Sérgio Costa, não se mostrou impressionado com a forma como a perseguição ao animal foi tratada, criticando os envolvidos. Ele acrescentou que a ordem para matar o urso era “absurda”.

Fotos divulgadas pela assessoria de imprensa da província de Trento confirmaram que o urso está vivo e circula pelos bosques perto da cidade de Trento, na região de Trentino-Alto Adige, no norte da Itália.

Uma foto tirada às 22:54 da noite passada por uma câmera de vigilância armada na natureza e mostra o urso vivo e bem, espreitando em uma área não muito distante de onde foi capturado.

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

Outra foto mostrou o urso às 09:29 desta manhã.

Muitos usaram as mídias sociais para mostrar seu apoio ao animal, sob a hashtag #fugaperlaliberta, significando #escapeforlreedom.

“Vamos lá M49”, uma pessoa twittou.

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

“M49 é meu herói”, disse outro.

A Liga da Itália para a Abolição da Caça (LAC) descreveu o urso, que desafiou 7 mil volts elétricos, como se realmente possuísse superpoderes.

“Evidentemente, o urso é um gênio da fuga, dotado de superpoderes parecido com um herói da Marvel Comics”, disse em um comunicado.

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

Life for Urses, um grupo de vida selvagem local para a preservação de ursos em Trentino, comparou a situação ao filme King Kong.

Todos sabemos como King Kong termina: o gorila se defende, mas no final sucumbe. O mesmo roteiro já foi escrito para este urso corajoso”, disse o grupo em um comunicado.

A WWF Itália twittou seu apoio ao animal, dizendo: “Viva M49 e com ele todos os ursos”.

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Senadores americanos propõem declaração de emergência ambiental

Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images

Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images

Um grupo de parlamentares dos EUA, incluindo o candidato presidencial democrata para as eleições de 2020, Bernie Sanders, está propondo declarar a crise climática como uma emergência oficial – um reconhecimento significativo da ameaça ambiental após considerável pressão de grupos ambientalistas.

Alexandria Ocasio-Cortez, a congressista democrata de Nova York, e Earl Blumenauer, um congressista democrata do Oregon, planejam apresentar a mesma resolução na Câmara na terça-feira, confirmaram seus gabinetes.

Um porta-voz de Sanders disse: “O presidente Trump rotineiramente declara as emergências nacionais como falsas para promover sua agenda profundamente impopular, como a venda de bombas da Arábia Saudita que o Congresso havia bloqueado.

“Sobre a ameaça existencial da mudança climática, Trump insiste em chamar isso de fraude. O senador Sanders tem orgulho de se associar com seus colegas da Câmara para desafiar esse absurdo e fazer com que o Congresso declare o que todos sabemos: estamos diante de uma emergência climática que requer uma mobilização federal maciça e imediata”.

Ativistas do clima pediram a declaração, uma vez que os dados mostram que as nações não estão fazendo o necessário para limitar o nível de aquecimento perigoso do planeta de forma significativa. A ONU alertou que o mundo está passando por um desastre climático a cada semana. Uma nova análise da empresa econômica Rhodium Group considera que os EUA podem alcançar menos da metade da porcentagem de redução da poluição que prometeu a outros países em um acordo internacional.

Dezesseis países e centenas de governos locais, incluindo a cidade de Nova York no mês passado, já declararam emergência climática, de acordo com o grupo de defesa da mobilização climática. O grupo ativista Extinction Rebellion disse que a declaração é o primeiro passo crucial para enfrentar a crise.

O gabinete de Blumenauer disse que decidiu redigir a resolução depois que Donald Trump declarou uma emergência na fronteira dos EUA com o México para que ele pudesse construir um muro entre os dois países.

No Congresso, os democratas que controlam a Câmara podem ter apoio suficiente para a resolução, mas os republicanos na maioria do Senado provavelmente não aprovarão.

A resolução diz: “O aquecimento global causado pelas atividades humanas, que aumentam as emissões de gases de efeito estufa, resultou em uma emergência climática” que “afeta severa e urgentemente o bem-estar econômico e social, a saúde e a segurança, e a segurança nacional do país”.

Em seguida, o texto da resolução diz que o Congresso “exige uma mobilização nacional, social, industrial e econômica dos recursos e do trabalho dos Estados Unidos em grande escala”

Trump e sua administração questionaram a ciência na afirmação de que os humanos estão causando a crise climática. Eles minimizaram os riscos do aumento das temperaturas e destruíram os esforços do governo para limitar a poluição causada por parques industriais, carros e outras fontes.

Apesar desse registro, Trump elogiou os EUA como líder ambiental em um discurso na segunda-feira na Casa Branca.

Mesmo que a resolução fosse aprovada e assinada pelo presidente, isso não forçaria nenhuma ação sobre a mudança climática. Mas os defensores dizem que esforços semelhantes no Canadá e no Reino Unido serviram como um ponto de alavancagem, destacando a hipocrisia entre a posição do governo de que a situação é uma emergência e decisões individuais que exacerbariam o problema.

Vários democratas que concorrem à presidência lançaram planos parciais ou completos para reduzir as emissões. Quase todos disseram que é uma questão importante. Sanders tem um histórico de priorizar a crise climática e já sugeriu opções políticas específicas, mas ainda não divulgou sua própria proposta.

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Intenção de Bolsonaro de rever taxa para visitar Fernando de Noronha (PE) ameaça o meio ambiente

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que vai rever uma taxa ambiental cobrada para visitar o Parque Nacional Marinho, do qual fazem parte algumas das praias mais famosas de Fernando de Noronha (PE), como a do Sancho e a Baía dos Porcos. A declaração do presidente expõe mais uma ação de desmonte das políticas de proteção ambiental promovida pelo governo. Atualmente, os turistas brasileiros pagam R$ 106 para visitar o local e os estrangeiros desembolsam R$ 212 – valores válidos por dez dias.

Morro dos Dois Irmãos, em Fernando de Noronha (Foto: Fábio Seixo / Agência O Globo)

O parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente, e a taxa cobrada para visitação, além do controle rígido do número de visitantes, para que não exceda o permitido, são ações importantes para garantir a manutenção do local e proteger a fauna e a flora. Além dessa cobrança, para entrar em Fernando de Noronha o turista também paga a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), cobrada e arrecadada pelo Governo Estadual de Pernambuco. O valor, usado para administrar a ilha, varia de acordo com a quantidade de dias que o visitante permanece em Noronha e começa em R$ 73,52, segundo informações do jornal O Globo.

Ao criticar a taxa, Bolsonaro afirmou que o valor dela “explica porque quase inexiste turismo no Brasil”. Os dados divulgados pelo portal oficial do Ministério do Turismo, no entanto, desmentem o presidente. Isso porque, em 2018, os turistas gastaram US$ 5,9 milhões em viagens pelo Brasil.

“Isso é um roubo praticado pelo GOVERNO FEDERAL (o meu Governo). Vamos rever isso”, escreveu o presidente ao criticar a taxa instituída em 2012 por uma portaria do Ministério do Meio Ambiente.

Projeto Tamar presta atendimento à tartaruga (Foto: Eduardo Vessoni)

Não satisfeito em atacar a medida que visa a proteção do parque, Bolsonaro ainda pediu que a população “denuncie práticas porventura semelhantes em outros locais”, deixando claro que pretende estender o desmonte das políticas ambientais para outras regiões.

O ICMBio e o Ibama foram procurados para comentar a declaração de Bolsonaro, mas não se posicionaram e deram a orientação de que o Ministério do Meio Ambiente fosse consultado. A pasta, por sua vez, não respondeu ao questionamento até a publicação da reportagem. O governo de Pernambuco disse que não se pronunciaria.

Santuário para espécies ameaçadas

Reconhecido e tombado, em 2001, pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial da Humanidade, o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PARNAMAR-FN) foi criado em 14 de setembro de 1988 para proteger os animais, os ecossistemas e os demais recursos naturais da região.

Piscina natural na Trilha dos Abreus (Foto: Eduardo Vessoni)

A área, segundo o parque, é considerada uma das mais importantes para a reprodução de aves marinhas do Atlântico e funciona como “um refúgio perfeito para diversos grupos ameaçados de extinção, como cetáceos (baleias), tartarugas, ouriço-satélite, coral-de-fogo e tubarão-limão”.

O parque abriga aproximadamente 230 espécies de peixes e 15 de corais. Também vivem no local golfinhos-rotadores e várias espécies de tubarões e raias.

Suspensão de taxa compromete parque

Ambientalistas denunciam que a suspensão da taxa cobrada para que visitantes acessem o parque comprometeria ainda mais a já insuficiente infraestrutura do local.

De acordo com o professor do Instituto Oceanográfico da USP e responsável pela Cátedra Unesco para Sustentabilidade dos Oceanos, Alexander Turra, o fim da taxa tem caráter populista e pode afetar o meio ambiente de maneira negativa.

“Se há uma taxa de turismo e limitação de acesso de pessoas, é porque esse instrumento de gestão está adequado e dimensionado de acordo com a capacidade de esgoto, de água do local. Sem isso, há risco para o meio ambiente”, disse Turra, em entrevista ao jornal O Globo. “O que compromete o turismo no Brasil não são as taxas, cujas cobranças são feitas em poucos parques. O problema do turismo é a falta de estrutura, saneamento, coleta do lixo, que é o que faz com que as praias percam qualidade e se tornem impróprias”, completou.

Trilha do Piquinho, localizada na ilha de Fernando de Noronha (Foto: Eduardo Vessoni)

Além de prejudicar o parque, a declaração do presidente contraria uma política do próprio Ministério do Meio Ambiente, conforme explicou a diretora Executiva da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação, Angela Kuczach. Isso porque a pasta defende concessões para administração de parques e o ministro Ricardo Salles anunciou, inclusive, que pretende fazer 20 novas concessões até o final de 2019.

“Quando Bolsonaro fala do acesso à Praia do Sancho, está falando do valor pago para chegar naquelas áreas através do serviço prestado por uma concessionária, que é exatamente a agenda que o Ministério do Meio Ambiente vem defendendo”, disse. “Ainda sobre as concessionárias, o valor é este porque foi feito um estudo de viabilidade econômica para determinar que aquela área poderia ser concessionada, foi aberto um edital. Não é algo que saiu da cabeça de alguém. Teve todo um processo que ele parece desconhecer”, acrescentou.

Pousadeiros são contra extinção da taxa

A Associação dos Pousadeiros de Fernando de Noronha criticou a decisão de Jair Bolsonaro de rever a taxa cobrada para acessar o Parque Nacional Marinho e se posicionou contra a declaração do presidente de que “quase inexiste turismo no Brasil”.

Pousada com vista para a Baía do Sueste (Foto: Eduardo Vessoni)

“Não dá pra encher a ilha de visitantes como quer o presidente. Precisamos alertar que é necessário controlar o número de pessoas”, disse Ivan Costa, presidente da Associação dos Pousadeiros, em entrevista à revista Época. “Somos contra cobrar mais caro dos estrangeiros. Deveria ser o mesmo valor para todos. Mas o ingresso garante que a manutenção do parque seja realizada por uma concessionária que cuida, por exemplo, dos acessos às praias”, completou.

O empresário José Maria Coelho, de 63 anos, explicou ainda que o aumento do número de turistas na ilha esbarra também na infraestrutura local.

“Sabe qual é o principal problema de Noronha? É a água. Obtemos por meio de poços artesianos ou pelo processo de dessalinização. É uma capacidade limitada que não daria conta de um aumento repentino do número de pessoas na ilha”, afirmou Coelho.

Morro Dois Irmãos (Foto: Eduardo Vessoni)

De acordo com o empresário, o fornecimento de energia elétrica é outra vulnerabilidade da ilha que impede o aumento do número de visitantes no local. “Quase 95% da energia vem de uma termelétrica existente em Noronha. Um aumento do consumo de energia também precisa ser levado em consideração se a ideia for aumentar a presença de turistas”, disse.

“O governo tem todo o direito de revisar os valores. Não acho que o cancelamento seria a solução ideal. Mas, com taxa ou sem taxa, é preciso ter um controle e dimensionar a entrada de pessoas, porque existe uma limitação na ilha para receber os turistas”, finalizou.


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Presidente da ONG Pata Voluntária consegue habeas corpus e sai da prisão

A presidente da ONG Pata Voluntária, Amropali Pedrosa Mondal, conseguiu um habeas corpus e saiu da prisão na quinta-feira (11). A decisão de soltar a fundadora da entidade foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), pela Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e pelo advogado de defesa, Paulo Faria de Almeida Neto.

Publicação no perfil da ONG no Instagram pedia ajuda após suposto assalto (Foto: Reprodução/Instagram)

Amropali foi presa em flagrante na última sexta-feira (5) com mais duas dirigentes do abrigo, Maria Gisele e Nayane Petrúcia. A prisão foi motivada por uma suspeita de fraude. Elas respondem pelos crimes de associação criminosa, comunicação falsa de crime, estelionato e guarda doméstica de espécie silvestre. Na casa da presidente do Pata Voluntária, foram encontradas uma jibóia, uma corn snake – conhecida como cobra do milho – e um cassaco.

De acordo com a Seris, apenas a presidente da entidade foi solta. O desembargador João Luiz Azevedo Lessa determinou que a prisão preventiva fosse substituída por medidas cautelares, como o comparecimento mensal ao Juízo de primeiro grau, a proibição de se ausentar da Comarca sem autorização judicial prévia, a obrigatoriedade de comunicar previamente o Juízo sobre eventual mudança de endereço e o comparecimento a todos os atos do processo.

As prisões preventivas das três mulheres foram decretadas em audiência de custódia realizada no sábado (6). As informações são do portal G1.

Amropali, Maria e Nayane divulgaram no perfil da entidade em rede social que teriam sido vítimas de um assalto na sede do abrigo, no bairro Jaraguá, e que os assaltantes teriam roubado mantimentos dos animais, segundo a polícia. Na publicação, as mulheres pediram doações financeiras para custear as despesas com os animais.

Após suspeitar que o assalto não teria ocorrido e que teria sido um ato de estelionato orquestrado pelas mulheres para obter recursos, a polícia decidiu prender as integrantes da ONG.

As presas foram transferidas para o Sistema Prisional no sábado (6) e Nayane Petrúcia confessou que o assalto foi forjado e disse que a fraude foi criada para possibilitar a construção de um hospital veterinário.

Apesar das mulheres terem sido presas por suspeita de fraude, os animais da ONG realmente existem. A existência deles foi confirmada pela Comissão do Bem Estar Animal da OAB-AL, que vistoriou a sede do abrigo, no bairro Trapiche, em Maceió, onde foram encontrados cerca de 200 cães e gatos que estão sendo cuidados por voluntários.


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Comissão Nacional da OAB diz que explorar cães na caça ao javali é inconstitucional

Em audiência pública realizada na última terça-feira (18) na Câmara Federal, o presidente da Comissão Nacional de Proteção e Defesa dos Animais da OAB, Reynaldo Velloso, afirmou que a norma do Ibama que autoriza a exploração de cachorros na caça ao javali é inconstitucional.

Foto: Reprodução / Fauna Comunicação / JusBrasil

“A Instrução Normativa não só contraria o ordenamento descrito pela Constituição Federal, mas também a própria Lei de Crimes Ambientais. Estamos diante da terceirização da morte. Ao invés de promover o controle, o governo fomenta a matança, sem critérios, bastando apenas um simples cadastro. É a delegação do poder estatal sem maiores cerimônias. Um absurdo”, disse Velloso. As informações são do portal Fauna Comunicação, do JusBrasil.

“A Constituição Federal veda qualquer exposição dos animais às crueldades e a Lei de Crimes Ambientais tutela os animais contra maus-tratos. Como é possível o IBAMA fomentar esta prática? Deveriam se preocupar com o tráfico de animais e não apoiar a matança de cães.”, continuou.

O diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do IBAMA, João Riograndense, defendeu a norma e disse que o órgão está finalizando um sistema para controle do manejo do javali. Ele disse ainda que a instrução normativa foi analisada e aprovada pela AGU.

Durante o debate, Velloso questionou se o Ibama tem detalhes sobre os prejuízos causados, a quantificação dos danos, os impactos e a quantidade aproximadamente de javalis que vivem no Brasil. “Sem estas premissas não há o que se falar em”praga”ou discursos de prejuízos, pois nem se sabe onde acontece. Onde estão os gráficos pormenorizados e detalhados?”, disse o presidente da Comissão, referindo-se ao argumento do Ibama de que o javali é uma “praga” que deve ser combatida.

“Não estão controlando a entrada de cervos. Daqui há uns 10 anos teremos novamente o discurso de praga. Qual a intenção? Realizar um controle ou preparar um entretenimento?”, reforçou Velloso, que questionou ainda sobre quem introduziu o javali no Brasil. “A lei é permissiva. E as responsabilidades? Temos javali na Ilha Bela. Eles não voam nem nadam. Como foram parar lá?”, completou. O diretor do Ibama não respondeu aos questionamentos.

O biólogo Frank Alarcón, que também participou da audiência, afirmou que “estamos de volta aos tempos medievais, com estas práticas inconsequentes”. O gerente da Word Animal Protection, Maurício Forlani e a presidente da ONG Peludos, Arlene Lazzari, também estiveram presentes no debate, presidido pelo deputado Ricardo Izar (SP), que convocou a reunião. Outro debate deve ser convocada para agosto.


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Primeira mulher eleita presidente da Eslováquia é ativista ambiental

Foto: Petr David Josek/AP

Foto: Petr David Josek/AP

A primeira mulher presidente da Eslováquia, Zuzana Čaputová, advogada e ativista ambiental, foi empossada no sábado, prometendo combater a impunidade e restaurar a justiça em um país amplamente afetado pela corrupção política em larga escala.

“Ofereço minha experiência, emoção e ativismo. Ofereço minha mente, meu coração e minhas mãos”, disse ela em sua cerimônia de posse.

“Eu quero ser a voz daqueles que não são ouvidos”.

Čaputová, advogada e novata na política, além da primeira mulher é também a pessoa mais jovem a ser presidente da Eslováquia. Ela é às vezes chamada de “Erin Brokovich da Eslováquia” por sua luta de uma década para fechar um aterro sanitário tóxico em sua cidade natal, o que ela conseguiu fazer, ganhando o Prêmio Goldman de 2016 para o meio ambiente.

Foto: Goldman Prize

Foto: Goldman Prize

Em um país católico romano conservador, Čaputová, mãe divorciada de dois filhos, apóia os direitos LGBT e o acesso aos cuidados de saúde reprodutiva.

“Sob a constituição, as pessoas são livres e iguais em dignidade e em direitos, o que significa que ninguém é tão irrelevante para ter seus direitos comprometidos, e ninguém é poderoso para se posicionar acima da lei”, disse ela em seu discurso de posse.

Embora o papel presidencial na Eslováquia seja principalmente cerimonial – o primeiro-ministro supervisiona a maioria dos assuntos do país – Čaputová tem poderes de bloqueio, é comandante-chefe das forças armadas e pode nomear os principais juízes.

Čaputová assume a presidência após o assassinato do jornalista Ján Kuciak, 27 anos, e de sua noiva, Martina Kušnírová, que foram encontrados mortos a tiros na casa que dividiram no ano passado. Kuciak cobriu histórias de evasão fiscal para o site de notícias Aktuality.sk, onde sua última peça foi publicada em 9 de fevereiro de 2018. Ele relatou principalmente casos de fraude envolvendo empresários com conexões políticas, incluindo líderes partidários do governo na época.

O escândalo levou à demissão do primeiro-ministro Robert Fico no ano passado. E o assassinato de Kuciak levou a um enorme protesto na Eslováquia, onde dezenas de milhares de pessoas foram às ruas para protestar contra a corrupção do governo.

Foto: Vladimir Simicek/AFP

Foto: Vladimir Simicek/AFP

Čaputová fez campanha em uma plataforma anticorrupção e foi eleita vice-presidente da Progressive Slovakia, um partido liberal estabelecido há apenas dois anos, que então não tinha cadeiras no parlamento, fazendo com que ela ganhasse depois de um segundo turno ainda mais notável.

Sua eleição contrastou com a mudança européia em direção a partidos populistas e nacionalistas.

“Eu vejo um forte apelo por mudanças nesta eleição após os trágicos acontecimentos da última primavera e uma reação pública muito forte”, disse Čaputová após sua vitória na eleição presidencial em março, referindo-se ao assassinato de Kuciak. “Estamos numa encruzilhada entre a perda e a renovação da confiança pública, também em termos da orientação da política externa da Eslováquia”.

Em seu discurso de posse, Čaputová sugeriu que os funcionários que não combatessem a corrupção deveriam ser removidos de seus cargos. Ela prometeu tornar o sistema de justiça mais igualitário para todos.

Sua presidência pode representar um ponto decisivo para a Eslováquia, que se classificou em 83 dos 149 países no Relatório Global sobre Intervalo de Gênero de 2018, atribuindo uma pontuação muito baixa à participação das mulheres na política.

Presidente de ONG joga e esfrega um bolo de aniversário no rosto de um leão

Foto: blend_brifkani/Instagram

Foto: blend_brifkani/Instagram

O curdo Blend Brifkani, que esfregou o bolo de aniversário no rosto do leão, pediu desculpas publicamente depois que o vídeo do incidente cruel provocou fúria na internet. O leão viveria em cativeiro como animal doméstico de Brifkani segundos informações do Daily Mail.

No vídeo, que foi amplamente divulgado no Twitter, um grupo de homens é visto ajoelhado ao lado do leão.

O grupo, que fala curdo nas filmagens, parece estar posando para uma foto ao lado de um bolo de aniversário para a câmera.

Mas um dos homens do grupo, Brifkani, então joga e esfrega agressivamente o bolo no rosto do leão, enquanto os outros ao seu redor riem da cena de violência.

O erorme felino, pego de surpresa com a agressão, salta em seguida assustado e tenta se afastar do grupo, enquanto balança a cabeça e usa as patas para tentar tirar os pedaços do bolo de si.

O responsável pela ação e tutor do leão é também chefe da Organização de Cooperação dos Países Curdos – uma ONG local.

Usuários do Twitter descrevem Brifkani como um cantor muito rico que se tornou ativista e sua página no Instagram apresenta dezenas de fotos de si mesmo posando com seu leão como animal doméstico.

Foto: blend_brifkani/Instagram

Foto: blend_brifkani/Instagram

Um dos vídeos do perfil mostra o leão com suas garras removidas.

Brifkani mencionou o vídeo do bolo na legenda de outro post no Instagram dizendo que jamais pretendia intencionalmente abusar do leão, que ele descreve como seu “melhor amigo”.

“As imagens mostram emoções puras que me levaram a um exagero descontrolado a atitude foi a o resultado da excitação que eu senti enquanto celebrava o aniversário dele”, escreveu ele.

Foto: blend_brifkani/Instagram

Foto: blend_brifkani/Instagram

“Quando encontrei Leo no deserto, ele estava sozinho, pequeno, fraco e sem a mãe. Se ele tivesse caído nas mãos erradas, ele não teria conseguido sobreviver. Eu forneci a ele uma casa segura, um bom ambiente, cuidados veterinários e tudo o que fosse necessário para manter a saúde do leão até que ele crescesse”.

“O meu plano nunca foi mantê-lo em cativeiro, mas sim criá-lo até que ele estivesse bem o bastante e tivesse idade suficiente para ser solto na natureza novamente”.

“Eu admito que foi errado jogar o bolo no rosto do leão, deixei minhas emoções e minha excitação tomarem conta de mim e peço desculpas àqueles que ofendi com isso”.

Foto: blend_brifkani/Instagram

Foto: blend_brifkani/Instagram

“Eu não sou um agressor de animais, estou constantemente trabalhando em projetos que mostram como os animais são importantes para mim, especialmente Leo e o quanto eu me importo com o bem-estar dele. Garanto a vocês que Leo está a salvo e logo voltará à vida selvagem”.

O vídeo, que teria sido filmado em Erbil – a capital do Curdistão iraquiano – por garotos ricos de Erbil, foi visto mais de 860 mil vezes no Twitter e provocou milhares de comentários furiosos.

O comediante Ricky Gervais comentou: “Sujeira, imundice sem valor”.

Outro usuário do Twitter, Adam Yeend, escreveu: “A absoluta ignorância repugnante e a crueldade do homem para tirar proveito da inocência e vulnerabilidade de outro ser são um sinal absoluto de fraqueza”.

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Bolsonaro apoia reabertura de estrada que ameaça Parque Nacional do Iguaçu

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou, durante visita ao Paraná, apoio à reabertura da Estrada do Colono, que corta o Parque Nacional do Iguaçu. Com cerca de 18 km, a rodovia foi fechada em 2001, por ordem da Justiça Federal, por “ameaçar a integridade do Parque Nacional do Iguaçu, no oeste do Paraná, e a segurança nacional pela proximidade com a tríplice fronteira”. Na época, a estrada era rota de contrabando entre o Brasil, o Paraguai e a Argentina.

Foto: Zig Koch/MTUR/Creative Commons/Flickr

“Da nossa parte já conversamos com o ministro [do Meio Ambiente] Ricardo Salles e tem também a questão da licença estadual que parece estar bem adiantada lá com o governador Ratinho Junior. Então, se Deus quiser, brevemente teremos essa estrada aberta”, disse Bolsonaro. As informações são do portal Conexão Planeta.

O deputado Nelsi Coguetto (PSD) é o autor da proposta mais recente sobre a reabertura da estrada. O projeto apresentado por ele já foi aprovado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara e aguarda análise da Comissão de Meio Ambiente. Caso receba nova aprovação, a proposta segue para o Senado, sem necessidade de apreciação em plenário.

Outro projeto de lei sobre o caso foi discutido, em 2013, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O objetivo era criar uma “estrada-parque”. Uma grande pressão da sociedade civil foi realizada na época, com quase mil entidades não governamentais se unindo para enviar uma carta à Unesco e à União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

O Parque Nacional do Iguaçu é uma Unidade de Conservação (UC) e o maior remanescente de Floresta Atlântica na região sul do Brasil. Conforme informou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável por gerir o parque, o local protege uma riquíssima biodiversidade, com espécies da fauna e flora brasileiras, algumas ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o puma, o jacaré-de-papo-amarelo, o papagaio-de-peito-roxo e árvores como a peroba-rosa e araucária.

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Cerca de 1,6 milhão de visitantes passam pelo parque anualmente. A principal atração do local são as Cataratas do Iguaçu. Apesar do alto número de pessoas circulando pelo local, a administração conseguiu reduzir os impactos na vida selvagem devido ao enfoque na sustentabilidade. A Estrada do Colono, no entanto, ameaça o parque, que se tornou Patrimônio Natural da Humanidade em 1986.

“É mais uma tentativa de reabrir uma estrada destrutiva dentro do Parque Nacional do Iguaçu”, criticou Angela Kuczach, diretora executiva da Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação, entidade que trabalha, em conjunto com outras ONGs e pessoas, pela proteção, o fortalecimento e a ampliação das Unidades de Conservação da Natureza no Brasil, especialmente as de Proteção Integral.

“Essa ‘picada’, que um dia virou uma estrada ilegal, está sendo usada novamente dentro de uma artimanha de um projeto para rasgar a floresta. De tempos em tempos, esse assunto vem à tona”, disse.

Após 20 anos do fechamento da estrada, lembrou Angela, o Parque do Iguaçu oferece um serviço de concessões bem estabelecido, que gera milhares de empregos em Foz do Iguaçu e nos municípios vizinhos. As prefeituras das cidades do entorno recebem também ICMS ecológico por estarem na região do parque.

Para Angela, a reabertura da estrada interessa “penas aos políticos da área, que utilizam isso em suas campanhas eleitorais. Mas em nenhum momento, eles deixam claro para a população que os municípios só vão perder dinheiro”.

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A diretora da entidade lembra que se o projeto de lei for aprovado, será aberta uma “ferida no meio do parque”. A ideia de “estrada-parque”, inclusive, está sendo usada de forma distorcida no Brasil. Originária dos Estados Unidos, essa rodovia serviria para estimular o turismo, por meio do qual as pessoas apreciariam a paisagem por meio de mirantes, pontos de parada e outros atrativos. O projeto que visa reabrir a Estrada do Colono, no entanto, não prevê esse tipo de rodovia.

Caso a rodovia seja reaberta, o título de Patrimônio da Humanidade recebido pelo parque pode ser afetado e o turismo impactado negativamente, além de facilitar a presença de caçadores e contrabandistas na região. “Irá fragilizar a sobrevivência da vida selvagem. É abrir a porta para os bandidos entrarem”, lembrou Angela.

Foto: Zig Koch/MTUR/Creative Commons/Flickr

A questão da vida selvagem abordada pela diretora da ONG é, de fato, alarmante. Na década de 90, a onça-pintada foi praticamente extinta no parque. Aos poucos, devido a esforços de conservação, a espécie conseguiu se recuperar. Segundo o último censo, realizado em 2017, o número de onças-pintadas cresceu 70%, entre 2010 e 2016. Apesar desse aumento, a espécie permanece considerada criticamente ameaçada de extinção.

Com a reabertura, a estrada cruzaria o rio Floriano, que tem nascente dentro do Parque Nacional do Iguaçu e é considerado o “mais puro” do Paraná. Diante dessa situação, os animais que vivem nas imediações do rio correriam risco de atropelamento.

“A gente não pode cair nessa falácia de, por um termo que está sendo distorcido – estrada parque não é isso -, acreditar que será bom para o parque. Será péssimo!”, concluiu Angela.