Ursos arranham e batem as patas contra as paredes de cativeiro em zoo

Foto: Viral Press

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Ursos aflitos podem ser vistos se balançando para frente e para trás e se batendo contra as paredes de concreto do recinto onde ficam aprisionados, em um vídeo comovente feito no zoológico Samut Prakan Crocodile Farm and Zoo na Tailândia.

Os ursos negros asiáticos foram filmados no polêmico local, que já foi centro de diversas acusações, e que os ativistas dos direitos animais estão lutando para fechar.

Imagens de 4 de agosto mostram que os animais parecem estar estressados quando batem as patas contra as paredes íngremes enquanto olham para os visitantes do zoo.

Alguns dos ursos também estavam saltando de um lado para o outro enquanto se encostavam contra o concreto, incapazes de subir rumo a liberdade.

O zoológico Samut Prakan Crocodile Farm and Zoo provocaram indignação em dezembro passado, quando imagens de um elefante muito magro e jovem sendo forçado a fazer truques para multidões foram divulgadas nas redes sociais.

Desde então, grupos de defesa dos direitos animais, incluindo a PETA, têm pressionado as empresas de turismo a pararem de levar turistas para o local que fica ao sul de Bangcoc.

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A empresa chinesa Ctrip – a maior agência de reservas on-line da Ásia que administra as viagens de férias de milhões de turistas por ano – na semana passada retirou o zoológico de seus roteiros e parou de vender ingressos para a instalação. A empresa é proprietária do Skyscanner, Trip e Tours4fun.

Os ativistas esperam que, ao focar as ações nos clientes e nas turnês, eles possam interromper a demanda por tais atrações, que levam ao sofrimento e a buso dos animais.

A PETA anunciou esta semana que a Ctrip deixaria de vender ingressos para o zoológico e pediu que outros operadores turísticos sigam o mesmo exemplo.

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O porta-voz da empresa, Jason Baker, disse: “A Ctrip fez a coisa certa em cortar a venda de ingressos para essa operação desprezível, abusiva e cruel. A PETA está pedindo a todas as empresas de viagens que ainda oferecem excursões a essas instalações que sigam o exemplo compassivo e perspicaz de negócios da Ctrip e que coloquem empresas exploradoras fora de seus itinerários.

O zoológico abriga crocodilos, elefantes, ursos, chimpanzés, tigres e outros animais. A empresa recebeu críticas pelo tratamento cruel dado aos animais, que parecem estar angustiados, infelizes e às vezes desnutridos.

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Elefantes ainda estão presentes no zoológico e têm que realizar apresentações de rotina diária, como derrubar pinos e ficar de pé em banquetas para visitantes e turistas em uma arena de concreto.

A PETA denunciou que os “tratadores do zoológico espetavam elefantes com ganchos afiadas de metal e os forçavam a dar passeios e fazer truques antinaturais como jogar boliche, pintar quadros e dançar”.

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A ONG revelou também que os elefantes não podiam interagir uns com os outros e “oscilavam continuamente para frente e para trás, um sintoma de sofrimento psicológico”.

Foto: Viral Press

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Em outras imagens recentes do zoológico, elefantes traumatizados foram mostrados balançando a cabeça de um lado para outro em um sinal de “sofrimento psicológico” também conhecido como zoocose. Eles são então levados para uma área onde são forçados a se equilibrar em uma perna, chutar bolas de futebol e jogar bolas de boliche em fileiras de pinos.

Foto: Viral Press

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Amarrados por correntes curtas, crocodilos nadam em piscinas sujas de lixo, e tigres agitados são alimentados com carne por convidados (mediante pagamento) usando uma vara.

Foto: Viral Press

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A National Geographic também investigou a mesma instalação e encontrou um elefante de quatro anos, Gluay Hom, que, segundo o veículo, estava desnutrido muito magro, manco de uma perna, não conseguia ficar de pé e tinha uma enorme ferida do lado da cabeça.

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Enquanto isso, um velho tigre chamado Khai Khem podia ser visto como um abcesso dentário tão grave que estava corroendo sua mandíbula.

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Fábrica de filhotes mantinha mais de 100 cães em gaiolas minúsculas presos no meio de fezes e urina

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Uma investigação descobriu um criador de cães que mantinha mais de 100 filhotes em condições horríveis, com alguns cobertos em suas próprias fezes e urina.

Sharon McAdam, proprietária do negócio de criação de cães da Kupala Bull Terriers em Gladstone, Queensland, na Austrália, tinha 110 cães e filhotes da raça bull terrier.

Muitos dos animais foram mantidos em pequenas gaiolas com pouco acesso a comida e água.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

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Após uma investigação da RSPCA na propriedade em novembro do ano passado, todos os cães foram resgatados depois de terem sido encontrados confinados em gaiolas sujas e alguns eram até incapazes de andar no ambiente ‘pútrido’.

A RSPCA foi contatada em outubro depois que um cliente notou como as condições em que os animais eram mantidas eram péssimas ao comprar um filhote de cachorro do criador.

McAdam se declarou culpada na quarta-feira no Tribunal de Magistrados de Gladstone a uma acusação de não fornecer condições de vida adequadas e duas acusações de não fornecer o tratamento adequado para lesões nos animais.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

A corte ouviu que os cães estavam vivendo em gaiolas “perigosas” com pouca ventilação e circulação de ar, bem como fios aparecendo no ambiente “imundo e contaminado”, relatou o Courier-Mail.

Os animais foram mantidos em uma sala onde havia um cheiro horrível e pisos encharcados de urina, segundo os investigadores.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

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A RSPCA disse em um blog em seu site que as condições de vida dos cães eram “alarmantes”.

“Alguns não conseguiam ficar eretos em suas gaiolas, outros eram incapazes de se virar, e todos eram incapazes de andar, correr, usar os sentidos e desfrutar de atividades normais de cães. Eles não eram socializados. O pelo dos animais estava sujo e muito fedorento”, disse a RSPCA em um comunicado.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

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“Eles viviam confinados em áreas sujas e fedorentas, com piso encharcado de urina.”

O advogado de defesa Ryan Mitchell disse que McAdam desenvolveu uma “obsessão” com a criação de cães e que só dormia quatro horas por dia para cuidar dos animais.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

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McAdam e seu marido começaram a criar cães há 32 anos, mas quando o marido deixou o negócio, ela ficou com muitos cães para cuidar.

“É uma pena que as coisas tenham ficado tão ruins antes de você pedir ajuda”, disse ela, disse a magistrada Philippa Beckinsale.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

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Infelizmente McAdam ainda poderá vender os filhotes ao total uma ninhada por ano e cada filhote deverá ser vendido dentro de três meses.

Ela pode ter em sua compania no máximo dois cães e terá que pagar 5500 dólares em custos de veterinário, bem como 1000 dólares em honorários legais.

McAdam também foi colocada em uma ordem restritiva de dois anos de liberdade condicional.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

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Cães presos em jaula são salvos com auxílio de drone em Pernambuco

Dois cachorros que estavam presos em uma jaula há uma semana foram salvos por uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Na terça-feira (6), um drone foi usado para auxiliar na localização dos animais, já que eles estavam num local com muro alto, o que dificultava a visão dos fiscais.

Foto: Divulgação

Os cães estavam em um prédio em construção em Piedade e eram explorados por uma empresa para segurança de imóveis. As informações são do portal Diário de Pernambuco.

Durante dois dias, equipes trabalharam para conseguir localizar o espaço onde estavam os animais. O caso só foi solucionado quando os profissionais tiveram acesso às imagens feitas pelo drone. Foi preciso arrombar o portão do prédio para salvar os cachorros.

Após o resgate, os cães foram levados para um local adequado e passaram a receber os cuidados necessários. Eles foram disponibilizados para adoção. A empresa que os explorou e maltratou será notificada sobre o caso.

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Golfinhos e outros animais são resgatados de cativeiro em hotel onde eram explorados para entretenimento

Foto Meka Hotel

Foto Meka Hotel

Após a morte de um golfinho, que estava sendo mantido como atração turística em um hotel na cidade de Lovina, no norte de Bali, no sábado, uma investigação da agência de conservação do país foi iniciada resultando no resgate de dois outros golfinhos, assim como uma série de outros animais que eram mantidos no mesmo local. A operação aconteceu ontem (6), após anos de alegações de abuso de animais.

O Projeto Dolphin, uma organização sem fins lucrativos com sede nos EUA que trabalha para proteger golfinhos em todo o mundo, publicou em seu site que foram resgatados dois golfinhos e mais outros animais ontem, que segundo as autoridades estavam “sofrendo e sendo mantidos em condições deploráveis”.

Foto Meka Hotel

Foto Meka Hotel

Autoridades do Centro de Conservação de Recursos Naturais do governo indonésio (BKSDA) em Bali, bem como membros da Rede de Ajuda a Animais de Jakarta (JAAN), participaram da missão de resgate dos animais.

O Projeto Dolphin disse que o resgate foi planejado antes da morte de um dos golfinhos no sábado. A maioria dos animais mantidos no Hotel Melka, incluindo três crocodilos de água salgada, dois macacos de folhas (lutungs), assim como cobras e porcos-espinhos, foram todos removidos das instalações do hotel.

“A evacuação dos animais no Hotel Melka no norte de Bali começou ontem, [depois] a equipe realizou um exame de saúde de todos os animais. Todos eles eram mantidos dentro de instalações horríveis, de concreto, estéreis, úmidas [e] pequenas”, escreveu JAAN. um post no Instagram.

Foto: JAAN / Facebook

Foto: JAAN / Facebook

O grupo ativista animal disse que ainda há mais dois golfinhos sendo mantidos no hotel, mas eles disseram que também serão resgatados em breve.

“Com base em seu exame de saúde ontem, apenas dois [dos golfinhos] estavam aptos para o transporte. O resgate dos outros dois está atualmente adiado porque eles não estavam saudáveis o suficiente”, disse Sumarsono, da BKSDA Bali, conforme citado pelo Detik.

O coordenador de Mamíferos Marinhos da JAAN, Amang Raga, disse ao Detik que os golfinhos que ainda estavam no cativeiro, chamados de Rocky e John, eram cegos.

Os dois já haviam sido fruto de uma tranferência, eles vieram do Dolphin Lodge Bali, no sul de Denpasar, enquanto os outros animais haviam vindo do Zoológico de Bali e do Bali Safari e Marine Park, e é nestes locais que ficarão por enquanto.

Foto Meka Hotel

Foto Meka Hotel

“Nós [continuaremos] a monitorar sua saúde e bem-estar, e planejamos o melhor para os animais: significando sua potencial reabilitação e liberação de volta à vida selvagem”, disse JAAN.

Segundo a BKSDA, o Hotel Melka possui uma licença de conservação, que permite abrigar animais protegidos, como os golfinhos.

O Melka Hotel descreve-se como um “Hotel Dolphin” (Hotel dos Golfinhos, na tradução livre) e oferece aos seus hóspedes a oportunidade de assistir ao seu show diário de golfinhos ou nadar com golfinhos nas piscinas de água salgada do hotel (este último por um custo adicional, de acordo com seu site).

Agora, o hotel está prestes a perder sua permissão, e pode até enfrentar acusações criminais se a agência determinar que há sinais de negligência, Ketut Catur Marbawa, do BKSDA de Bali, disse ao Detik na segunda-feira.

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Golfinho e tartaruga são encontrados mortos presos em redes de pesca

Foto: James Barnett/SWNS

Foto: James Barnett/SWNS

Imagens comoventes divulgadas recentemente mostram de um golfinho e uma foca mortos envoltos em redes de pesca descartada. As fotos foram usadas como parte de uma campanha de conscientização.

James Barnett, de 57 anos, é veterinário especializado em vida marinha e diz que a maior ameaça aos animais no mar são as redes de pesca descartadas, conhecidas como “redes fantasmas”.

Ele disse que, embora o plástico represente uma ameaça poderosa à vida marinha, ele vê animais envoltos em redes de fantasmas muito mais frequentemente do que vítimas da poluição por plásticos (seja por alimentação ou ferimentos provocados por resíduos plásticos).

Ele divulgou imagens de um golfinho que apareceu na costa da Cornualha em 2017, completamente envolto do focinho ao rabo em uma rede e uma foca encontrada em terra perto de Boscastle, também na Inglaterra enrolada em 35kg de redes em maio.

Na época, voluntários do grupo de resgate local, a British Divers Marine Life Rescue, disseram que pela situação em que foi encontrada era claro que a foca havia sofrido uma morte horrível.

Foto: James Barnett/SWNS

Foto: James Barnett/SWNS

Barnett disse: “É definitivamente o pior caso de emaranhamento de animais que já vi em minha carreira”.

“Focas são animais muito curiosos e eles investigam redes flutuando na água ou presas ao fundo do mar e podem se enroscar nelas”.

As redes fantasmas, as redes descartadas ou perdidas flutuando na água, são um grande problema para as focas e Barnett disse que vê casos sérios de enredamento a cada ano.

As marcas de corte encontradas nos corpos dos mamíferos marinhos são frequentemente sinais de que um animal ferido ficou emaranhado.

Ano passado, James realizou autópsias em quase 30 golfinhos, baleias e botos que foram encontrados presos nas praias e cerca de um quarto deles foram capturados, sem intenção, em redes de pesca.

Barnett disse: “Não encontramos muitas evidências de plástico em focas. Os maiores assassinos são provavelmente capturas acessórias e emaranhamento ”.

Ele tem tratado animais marinhos feridos desde o início dos anos 90 e trabalha no Cornish Seal Sanctuary em Gweek, Cornwall.

Ao longo dos anos, ele realizou centenas de exames post mortem em golfinhos, focas e outros animais encontrados mortos nas praias.

“Não sabemos quão grande é o problema de microplástico ainda. A quantidade de microplásticos espalhados pelo planeta é totalmente desconhecida ainda.

“Ainda não somos capazes de determinar o quanto isso está afetando a saúde dos animais. Acho que é algo que mais estudos nos próximos anos poderão dizer. ”

Ao longo de sua carreira, James realizou 225 autópsias em golfinhos, baleias e botos de 11 espécies diferentes, 78 focas e um tubarão-frade, o primeiro desse tipo no Reino Unido.

“É uma paixão”, disse ele. “Meu trabalho ajuda a destacar a questão das capturas acidentais, emaranhamento e poluição e poluição marinha. Isso torna minha vida mais real e significativa”.

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Treinadora de golfinhos é acusada de maus-tratos após sentar em cima dos animais

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Uma “treinadora de golfinhos” do Dubai Dolphinarium está sendo investigada por abusos de animais após um vídeo ter sido divulgado nas redes sociais mostrando a instrutora sentada nas costas de um dos animais.

As imagens, filmadas nos Emirados Árabes Unidos na semana passada, mostram a treinadora sentada nas costas de um golfinho por cerca de seis segundos antes de mergulhar em uma piscina.

Especialistas dizem que o golpe poderia facilmente ter danificado os órgãos do golfinho pois os mamíferos não suportam o próprio peso do corpo fora da água, portanto, acrescentar o peso de um ser humano a esse risco pode causar sérios danos aos mamíferos marinhos.

Ativistas identificaram duas treinadores que foram acusadas de serem as responsáveis pelo vídeo, as quais, desde então, excluíram suas contas na rede social.

Um porta-voz do Dolphinarium, inaugurado em 2008, confirmou que uma investigação estava em andamento, mas se recusou a discutir mais.

“A gerência está investigando o vídeo. Não podemos falar sobre as imagens enquanto a investigação estiver em andamento “, disse a atração em um comunicado.

Elsayed Mohammad, diretor regional do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, disse ao Gulf News: “É bem sabido que o corpo dos golfinhos é muito sensível”.

“O corpo do golfinho não é adaptável a qualquer pressão fora da água. Pressionar o abdômen do golfinho no chão pode facilmente prejudicar seus órgãos internos”.

“Se você der um soco no abdômen de uma pessoa, pode imaginar como é doloroso”.

“Independentemente de saber se são alguns segundos ou não, está errado. É crueldade contra animais”.

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

O Dubai Dolphinarium é uma pretensa atração turística que explora os animais vendendo ao público “a chance de assistir a golfinhos e focas realizarem truques em estilo de circo em shows diários”. O que a maioria das pessoas ignora é que esses animais realizam os truques em troca de comida, vivem famintos, infelizes, presos e sob tortura, privados da imensidão do oceano e da companhia de seus iguais.

Esses animais muitas vezes desenvolvem doenças compulsivas de fundo mental como a zoocose. O sofrimento desses seres é tamanho que eles batem suas cabeças nos portões ou mesmo nas grades de seu cativeiro, auto mutilando-se. A repetição de movimentos compulsivos sem finalidade, como nadar a deriva nos taques também esta entre os sintomas da doença.

As apresentações de 45 minutos incluem os animais dançando, cantando, fazendo malabarismo, jogando bola e pulando através de aros.

Os hóspedes também podem pagar mais por uma experiência de “nadar com golfinhos”, que envolve ser transportado segurando nas barbatanas da barriga do animal ou na barbatana dorsal.

Os clientes também são informados de que conseguirão abraçar, beijar e dançar com os animais.

Nascidos livres no oceano, esses animais jamais serão felizes em cativeiro. Acostumados a nadar quilômetros em altas velocidades, ao ficarem confinados a tanques artificiais eles perdem a vontade de viver e muitos morrem porque param de comer ou mesmo de respirar.

Foto: Gulf News

Foto: Gulf News

Animais extremamente inteligentes e capazes de vínculos sociais sólidos e profundos, seu sofrimento só se torna ainda maior em função de suas habilidade cognitivas e da compreensão do mundo ao seu redor.

Grupos de defesa dos direitos animais pedem o fim de todos os shows de animais em cativeiro, denunciando a crueldade e o abuso por trás desses espetáculos.

No mês passado, a Virgin Holidays anunciou que deixaria de oferecer viagens de férias organizadas para cinco resorts que incluem experiências com baleias e golfinhos em cativeiro.

Enquanto isso, a Seaworld anunciou em 2016 que estava cancelando os espetáculos com orcas e acabando com seu programa de reprodução em cativeiro após a reação em massa do público pedindo o fim das atividades.

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Tigre é espancado até a morte por moradores de vilarejo indiano

Tigre em um parque nacional em Bhopal | Foto: Sanjeev Gupta / EPA

Tigre em um parque nacional em Bhopal | Foto: Sanjeev Gupta / EPA

A polícia indiana prendeu quatro pessoas depois que uma multidão de moradores espancou brutalmente até a morte um tigre. O animal acuado e na defensiva teria atacado residentes locais.

A constante ocupação humana dos habitats de animais selvagens leva a confrontos frequentes entre as duas espécies.

Imagens de celular do incidente se tornaram virais nas mídias sociais, e autoridades disseram que uma das nove pessoas feridas pelo animal morreu no hospital.

Este é o mais recente de um número crescente de confrontos entre animais e humanos na Índia, que os especialistas culpam pela diminuição dos habitats e pela escassez de alimentos para a vida selvagem.

O tigre atacou pessoas depois de se afastar da reserva de tigres Pilibhit, no estado de Uttar Pradesh, no norte do país, disse à AFP o magistrado do distrito, Vaibhav Srivastava.

Dezenas de pessoas armadas cercaram o animal depois que ele entrou na aldeia, o perseguiram e espancaram até a morte com bastões de madeira e lanças, ele disse.

Trinta e três pessoas foram procuradas pelo assassinato do tigre e quatro foram presas até agora, acrescentou o magistrado, dizendo que os aldeões estavam assustados e com raiva após os ataques aos humanos.

O vídeo gravado do telefone mostrava aldeões espancando o animal enquanto ele estava quase imóvel no chão.

Seu cadáver foi cremado para que os órgãos do animal não caíssem nas mãos de contrabandistas, disseram autoridades.

Cerca de 30 pessoas foram mortas por tigres na Índia em 2018, e mais de 60 tigres morreram ou foram mortos até agora este ano em todo o país.

Em um caso no mês passado, um tigre e dois filhotes morreram depois que os aldeões envenenaram o cadáver de uma vaca que os animais haviam caçado um dia antes.

Os tigres estavam perto da extinção na Índia há alguns anos devido à caça. Mas o país agora abriga mais da metade da população de tigres do mundo, com mais de 2.220 encontrados em reservas em um censo feito em 2014.

A população global de tigres foi reduzida de cerca de 100 mil indivíduos no início do século 20 para apenas 4 mil , de acordo com o World Wildlife Fund.

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Polícia salva 20 cães que viviam presos em caixas e multa mulher em R$ 60 mil

A Polícia Militar Ambiental aplicou uma multa de R$ 60 mil a uma mulher de 52 anos que manteve 20 cachorros em situação de maus-tratos em uma chácara em Álvares Machado, no interior de São Paulo. Os cães eram mantidos presos dentro de caixas pequenas feitas de madeira.

Foto: Polícia Ambiental/Cedida

O caso foi registrado na sexta-feira (19) quando os policiais foram averiguar uma denúncia de maus-tratos. Além da multa, os agentes lavraram um auto de infração ambiental. As informações são do G1.

ONGs de proteção animal de Presidente Prudente, cidade próxima à localidade onde o crime foi registrado, também participaram da ação de resgate.

Foto: Polícia Ambiental/Cedida

Os policiais autuaram a mulher segundo o artigo 29 da Resolução SMA – 48/2014, que determina que “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”. A multa é de R$ 3 mil por animal maltratado.

Após serem resgatados, os cachorros foram levados para uma ONG de Martinópolis para receberem os cuidados necessários.

Foto: Polícia Ambiental/Cedida


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Vídeo mostra golfinhos presos em redes de pesca

Um vídeo postado na internet mostrando vários golfinhos capturados em uma rede por pescadores de atum na Tailândia atraiu não só a atenção dos internautas, mas de cientistas marinhos, do departamento de recursos naturais e também do ministro do Meio Ambiente do país.

O vídeo de cinco minutos publicado online pelo apresentador Anuwat Fuangthongdeng incluía a voz de um homem falando em tailandês que ordenava à sua tripulação que retirasse alguns golfinhos do mar e os carregasse a bordo do barco.

O cientista marinho Thon Thamrongnawasawat também compartilhou o clipe e escreveu que ficou comovido com as imagens do grupo de golfinhos capturados em uma rede de pescadores de atum de cauda longa.

O ministro Varawut Silpa-archa, que será empossado na terça-feira, disse que viu o vídeo, em que pescadores transportavam cerca de 10 golfinhos presos em uma rede de pesca, carregando-os em seu barco de pesca e soltando-os no mar.

“Os golfinhos podem ter ficado presos quando seguiram o barco e tentaram comer o atum preso na rede”, disse ele.

“As autoridades deveriam agir contra os responsáveis e tentar conscientizar a população de pescadores sobre a importância da conservação das espécies”, completou o ministro.

Foto: Facebook/DMCRTH

Foto: Facebook/DMCRTH

Comentários nas mídias sociais condenaram fortemente os pescadores por permitir que os golfinhos fossem capturados em suas redes.

Tup Meesupwatana escreveu que, sob a regulamento das práticas internacionais, os pescadores teriam que abrir suas redes e libertar os golfinhos presos.

Duangruethai Reokarn escreveu em um comentário que ficou imensamente impactado pela imagem dos golfinhos imóveis e presos.

Cherry Bun escreveu em outro comentário que as leis não podem fazer nada sobre tal incidente.

Sureerat Thongsamrikthi comentou que não havia gentileza alguma para com os golfinhos.

O Departamento de Pesca disse que o vídeo mostra o barco de pesca Sor Pornthep Nawee 9. O proprietário tailandês vendeu o barco para um malaio em junho de 2017.

Ele deixou a província de Pattani, no sul da Tailândia, e foi registrado na Malásia. O barco agora operava em águas da Malásia, informou o departamento responsável.

Uma investigação foi instaurada para localizar e punir os responsáveis pelos maus-tratos.

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Investigação revela animais vivendo no meio de cadáveres e fezes em fazenda de pele

Foto: One Voice

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Ativistas pelos direitos animais pedem o fechamento imediato de uma fazenda de peles francesa após imagens de uma investigação secretas mostrarem os visons, também como conhecidos como martas (minks) rastejando sobre cadáveres no meio de suas próprias fezes em gaiolas imundas.

Um vídeo com imagens fortes também mostra alguns animais recorrendo ao canibalismo.

Embora perturbadoras, as imagens são uma forma de conscientizar a população mundial e as autoridades para que proíbam a importação de peles de animais, sendo a França o segundo maior fornecedor de peles, em uma indústria que ainda valia cerca de 70 milhões de libras só no mercado britânico no ano passado.



Vários países pelo mundo como Servia, Luxemburgo, Eslovênia, Noruega, Croácia, República Checa, Macedônia, Bósnia, Japão, Áustria, Bélgica e outros mais, proibiram as fazendas de pele no mundo, o Reino Unido por exemplo, proibiu fazendas de peles de animais em 2003, mas continua a importar o produto de outros países.

Uma queixa criminal por atos de crueldade foi apresentada contra os proprietários da fazenda.

Os militantes da ONG One Voice encontraram as cenas terríveis após entrarem na fazenda de criação de martas.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Em um clipe, um pequeno vison branco treme enquanto jaz sob uma pilha de cadáveres, outro animal é visto se esforçando para se afastar do cadáver roído e em decomposição de seu companheiro de gaiola.

Fotos de dentro da fazenda mostravam cadáveres de animais em decomposição espalhados por gaiolas, enquanto, em uma delas, a sujeira escorria sobre as martas apertadas no pequeno cativeiro.

O vídeo foi declarado uma das “mais perturbadoras evidências de crueldade em fazendas” já vistas pela ONG Humane Society International.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

A diretora da ONG no Reino Unido, Claire Bass, disse que os animais pareciam “atormentados e sofridos”, acrescentando que era “perturbador” ver isso acontecer a esses seres indefesos.

“Na natureza os visons são belos, inteligentes e curiosos pequenos animais que cavam, caçam e nadam e alcançam quilômetros percorrendo paisagens.

Os animais nesta investigação são como cópias dos animais que vivem livres só que nesta versão são animais atormentados e trágicas.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

“O comércio de peles tenta vender uma imagem da pele como um acessório tão elegante e glamouroso, mas eu desafiaria até mesmo o mais frio dos usuários de peles a olhar para essa filmagem e ver qualquer coisa além de miséria e desespero”.

“O Reino Unido foi o primeiro país do mundo a proibir a criação de peles, e estamos rapidamente obtendo apoio político para abrir caminho como o primeiro país a proibir a venda deste produto cruel, ultrapassado e desnecessário”.

Como parte de sua campanha #FurFreeBritain, a HSI pede que o Reino Unido proíba a venda de todas as peles de animais, estendendo a proibição atual de peles de gatos, cães e focas.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Desde que a filmagem foi divulgada, mais de 26 mil pessoas assinaram uma petição pedindo o fechamento da fazenda.

As imagens também levaram os políticos a alegar que a saída do Reino Unido da União Européia poderia ser usada como uma oportunidade para proibir a venda de todas as peles de animais no país.

O deputado conservador Zac Goldsmith disse que o Brexit ofereceu uma “oportunidade” para isso.

“É triste que, apesar de ter banido a criação de peles neste país há mais de quinze anos, ainda estamos financiando a mesma crueldade – ou, se essa filmagem for pior, ao permitir a importação e venda de peles do exterior“.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Os estilistas franceses Dior, Louis Vuitton, Saint Laurent e Celine ainda usam peles de animais em seus produtos.

A filmagem vem em seguida de outra denúncia em que raposas e martas foram retratadas em condições lamentáveis em uma fazenda de peles finlandesa no final do ano passado.

Martas, raposas e guaxinins nas gaiolas foram forçados ao canibalismo e foram retratados com feridas em carne viva.

Eles também tinham pés deformados, olhos doentes e lacerações expostas em seus corpos.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

O professor veterinário Alastair MacMillan, que analisou a filmagem, disse que as imagens “mostravam o preço que o isolamento contínuo e o confinamento estão tendo sobre esses animais, muitos estão mostrando sinais de severo desconforto físico e psicológico”.

“Vários visons e raposas têm feridas abertas e infectadas, e várias raposas têm olhos extremamente doentes que causam imensa dor e sofrimento aos animais”.

“Se isso é o melhor que a indústria de peles pode oferecer aos animais, não é de admirar que tantos designers, varejistas e agora cidades não queiram mais ter nada a ver com isso”.

Foto: One Voice

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Fazendas na Finlândia são declaradamente os maiores produtores de pele de raposa na Europa, com cerca de 2,5 milhões de animais sendo criados e eletrocutados a cada ano para serem vendidos ao comércio global.

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