Primeira feira vegana de Braga, em Portugal, recebe centenas de clientes

A primeira feira vegana da cidade de Braga, em Portugal, tem recebido centenas de clientes. O crescimento do veganismo é uma realidade em todo o mundo e a aceitação do público a esse evento é mais uma prova disso.

Foto: Reprodução / Diário do Minho

O espaço fica no exterior do restaurante vegetariano Hibiscus, no Largo de S. Francisco. No local, dezenas de marcas comercializam seus produtos. As informações são do Diário do Minho.

De acordo com a presidente da associação responsável pelo evento, o objetivo é sempre promover o veganismo.

“A nossa associação é vegana e luta pelos direitos animais. Defendemos o fim da exploração animal e achamos que temos que dar conhecimento sobre isso às pessoas”, disse a presidente Liliana Barros.

No Brasil não é diferente. Os comerciantes brasileiros, atentos à expansão do veganismo, estão realizando cada vez mais feiras livres de crueldade, abrindo comércios veganos ou ao menos adicionando opções veganas ao cardápio.

De acordo com uma pesquisa de maio de 2018, feita pelo IBOPE, o Brasil tem 16% de vegetarianos, o que representa um aumento de 75% em relação ao levantamento anterior, realizado em 2012 – a pesquisa não estimou a quantidade de veganos brasileiros.


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Cantora Lady Gaga lança marca de produtos cosméticos veganos

Por Rafaela Damasceno

A cantora e atriz Stefani Joanne Angelina Germanotta, conhecida mundialmente como Lady Gaga, lançou uma marca de maquiagem sem nenhum tipo de crueldade contra os animais. O nome da linha é Haus Laboratories.

Campanha publicitária da nova linha de maquiagem de Lady Gaga

Foto: Haus Laboratories

A coleção, cheia de brilho e glamour, já está disponível para pré-encomenda e começará a ser enviado pela Amazon em setembro. No Instagram, a marca afirma: “Sem crueldade e vegana, porque amamos os animais e você”.

No site, Lady Gaga afirma que nunca se sentiu bonita. Em sua luta para descobrir sua beleza interior e exterior, ela declara que conheceu o poder da maquiagem. Segundo ela, a maquiagem aumentou sua auto-estima e inspirou sua bravura.

Essa não é a única linha vegana da cantora. Em 2017, Lady Gaga fez uma parceria com a Starbucks para criar quatro bebidas veganas. Parte do lucro foi revertido para sua instituição de caridade, Fundação Born This Way da Lady Gaga, que visa empoderar jovens.

O novo estilo de vida que a cantora parece ter adotado intriga muitos veganos, que não se esqueceram do episódio em que Lady Gaga compareceu ao MTV Video Music Awards de 2010 vestindo uma roupa completamente feita de carne.

Nota da Redação: É maravilhoso que a cantora Lady Gaga esteja usando sua posição para incentivar seus fãs a consumirem produtos sem crueldade, mas achamos importante ressaltar que o veganismo é muito mais do que uma moda passageira e vai muito além de um comércio. O veganismo é um estilo de vida e adotá-lo implica comprometimento, respeitando os animais em todos os sentidos e condenando qualquer tipo de exploração.

Oferta de produtos sem ingredientes de origem animal triplica na Austrália

O número de produtos alimentícios sem ingredientes de origem animal triplicou na Austrália nos últimos cinco anos, segundo relatório da empresa de pesquisa de mercado Roy Morgan. A mudança nos hábitos de consumo é associada ao crescimento do veganismo no país.

De acordo com a organização Vegan Australia, hoje a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas (Foto: Vegan Australia)

De acordo com a organização Vegan Australia, como não é possível informar o número exato de veganos no país, hoje a estimativa é de que a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas.

“Em resposta à tendência crescente, restaurantes tradicionais e cadeias de fast food agora oferecem opções vegetarianas e veganas”, publicou este mês um dos portais de notícias mais visitados da Austrália – news.com.au.

Roy Morgan aponta também que quase 2,5 milhões de australianos abdicaram do consumo de carne. “Muitos são jovens mulheres preocupadas com o bem-estar animal e com a crueldade contra os animais”, destaca.

A página Vegan Australia, por exemplo, tem um total de 30 mil seguidores e 75% são mulheres na faixa etária dos 20 aos 35 anos. O diretor da organização, Greg McFarlane, diz que o Google Trends mostra que nos últimos 12 meses a Austrália foi o segundo país onde os internautas mais realizaram pesquisa envolvendo a palavra “vegano”.

Na Austrália, a maioria das buscas foi registrada em Victoria, seguida pela Austrália Meridional e Tasmânia. Os protestos realizados por ativistas veganos em março e no mês passado também ajudaram a chamar mais atenção para o veganismo e a atrair mais adeptos, inclusive dando origem a novos sites e páginas em mídias sociais.

Outro ponto de mudança é que atualmente 8,7% dos produtos disponíveis no mercado australiano trazem um selo declarando que são adequados para veganos, conforme informações da empresa de pesquisa Mintel. O que representa um aumento significativo considerando os 5,9% em relação a 2016 e 3,2% em 2014.

Em entrevista ao news.com.au, Jane Barnett, da Mintel, avalia que realmente as pessoas estão revendo seus estilos de vida. E outra prova disso é que na última pesquisa realizada, 14% dos australianos disseram que planejam uma transição para o vegetarianismo ou veganismo e 22% afirmaram que vão reduzir o consumo de carne.

Fonte: Vegazeta


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Maior evento de produtos veganos e vegetarianos da Europa chega à China

O potencial de vendas para empresas estrangeiras já é enorme e aumentará maciçamente nos próximos anos” (Foto: VeggieWorld)

A VeggieWorld, considerada a maior feira de produtos veganos e vegetarianos da Europa, vai ser realizada na China entre os dias 17 e 19 deste mês. Segundo os organizadores, 40 marcas internacionais devem participar, atraindo pelo menos 10 mil pessoas.

“A China ainda é uma gigante adormecida no mercado de produtos veganos. O potencial de vendas para empresas estrangeiras já é enorme e aumentará maciçamente nos próximos anos”, avalia o diretor-geral da VeggieWorld, Hendrik Schelkes.

Entre as marcas que confirmaram participação estão a Beyond Meat, Green Monday e JUST – esta última criadora do “ovo vegano” baseado em feijão mungo e cúrcuma, lançado nos Estados Unidos no final de agosto de 2018.

“Oferecemos aos participantes uma plataforma especializada para testar produtos junto ao consumidor, estabelecer novos canais de vendas e trocar ideias com parceiros internacionais”, informa Schelkes.

A VeggieWorld será em Hangzhou, na província de Zhejiang, considerada a cidade com o maior número de veganos e vegetarianos na China. Além disso, a realização da feira um mês antes do Festival de Carne de Cachorro de Yulin, realizado em outra província, é vista como mais uma forma de mostrar como o consumo de animais é desnecessário.

No ano passado, o instituto de pesquisas Plant & Food (PFR), da Nova Zelândia, em parceria com a empresa de pesquisa de mercado Mintel e o Ministério das Indústrias Primárias da Nova Zelândia, concluiu uma pesquisa que revelou que 39% da população da China está reduzindo o consumo de carne – o que inclui chineses e estrangeiros vivendo no país.

Os participantes que representam esse percentual informaram que estão dando mais prioridade ao tofu, algas marinhas e outras fontes de proteínas de origem vegetal. O resultado chamou a atenção do governo da Nova Zelândia que tem a China como um dos maiores destinos de suas exportações.

O relatório surpreendeu também porque historicamente os chineses sempre foram grandes consumidores de carne, principalmente de porco. Porém, segundo a Plant & Food, o cenário está mudando.

O resultado também abriu um precedente para a Nova Zelândia se inteirar ainda mais do mercado de fontes de proteínas de origem vegetal. “Precisamos construir nossa compreensão do consumo de proteínas e das atitudes dietéticas nesse mercado para nos prepararmos para quaisquer mudanças futuras em relação ao comportamento do consumidor”, enfatiza o relatório.

Guitarrista Brian May incentiva fãs a optarem por produtos veganos

O guitarrista e compositor britânico Brian May, da lendária banda de rock Queen, publicou esta semana no Instagram uma foto do seu par de calçados veganos da marca italiana Yatay. Ele deixou claro que realmente não faz muito sentido um ativista dos direitos animais usar calçados com matéria-prima de origem animal.

“Prefiro ser lembrado por acelerar o fim da crueldade contra os animais” (Fotos: Brian May/Instagram

May elogiou a Yatay e disse que pretende incorporá-los às apresentações da sua nova turnê. E visando estimular 1,6 milhão de fãs a optarem por produtos veganos, declarou:

“Não é preciso ser vegano para comer comida vegana ou comprar coisas veganas. Mas toda vez que você investe em produtos veganos, você investe na saúde do planeta e nos animais que vivem nele, incluindo nós mesmos.”

Há alguns anos, o jornal britânico Sunday Express publicou um artigo intitulado Why I have to speak for the Animals (Por que eu tenho que falar pelos animais). No texto assinado por Brian May, ele enfatiza que prefere ser lembrado por ajudar a diminuir a crueldade contra os animais:

“Alguém me perguntou recentemente como eu gostaria de ser lembrado. We Will Rock You? Tocando no Palácio de Buckingham? Eu disse, dada a escolha, que prefiro ser lembrado por acelerar o fim da crueldade contra os animais e por ter semeado as sementes de verdadeiro respeito em relação a maneira como tratamos todas as criaturas. Parece uma mudança radical de carreira para mim, não é?”

E acrescenta: “Meu amor pela música é inabalável, juntamente com meu amor pela astrofísica, estereoscopia e Photoshop, mas o meu amor pelos animais me levou a deixar a minha guitarra em segundo plano para tentar dar voz aos animais. Então, diariamente, me torno impopular com várias pessoas, que ainda acreditam que os animais foram colocados na Terra para serem usados e abusados pelos seres humanos. Humano é o nome que damos a nós mesmos, e há um adjetivo derivado disso, implicando compaixão, sensibilidade e justiça: a palavra “humano”.

Oscar 2019 presenteia os indicados com produtos veganos

Foto: Livekindly

Dentro das bolsas, as celebridades encontraram 53 produtos e brindes que valem mais de US$ 100.000 que incluem associações para o exclusivo clube social de canabis MOTA Los Angeles, sessões de treinamento com personal trainer Alexis Seletzky e produtos anti-envelhecimento infundidos pela CBD CBDRxSupreme.

As bolsas também contém itens vegan-forward, como uma seleção de guloseimas feitas pela Good Girl Chocolate (alguns feitos com recheio de caramelo vegano à base de castanha de caju), produtos de beleza veganos da Organic Hair Care , fornecimento anual da base vegana Oxygenetics  e batom vegano que muda de cor da Blush & Whimsy.

Este ano, a PETA também adicionou seu próprio toque ao “Oscar Swag-Bag”, que inclui as canetas espiãs “Agent for the Animals”. As informações são do VegNews.

“Esses dispositivos de gravação se encaixam discretamente no bolso de uma camisa e permitem que membros da equipe, atores ou qualquer outra pessoa documente abusos contra animais e os denunciem”, explicou a organização.

Quanto a refeições sem crueldade, o chef Wolfgang Puck preparou um cardápio pós-festa do Oscar para vegetarianos com pratos como pãezinhos de maçã, cenoura tartare, sushi recheado com vegetais, macarrão com inspiração mediterrânea e uma ampla seleção de sobremesas veganas.

Outras edições

Esta não é a primeira vez que o Oscar ofereceu produtos veganos para os indicados aos prêmios.

Ano passado, a marca vegana PĀIVÄ, que produz itens de beleza e higiene para todas as idades e utiliza apenas ingredientes orgânicos e naturais, esteve entre os presentes. Apesar de não ser a primeira vez que o evento inclui itens conscientes e sustentáveis na bolsa oferecida aos participantes do evento, o fato revelou que as marcas veganas estão ocupando cada vez mais espaço.

 

 

 

 

 

 

 

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Empresas devem apoiar os veganos durante o ano inteiro

Janeiro costuma ser o mês em que experimentamos coisas novas e tentamos nos abster de velhos hábitos. Tudo começou com as resoluções de ano novo. Então as pessoas começaram a tentar o “Dry January”, renunciando ao álcool durante todo o mês para compensar o excesso de bebida no Natal.

legumes

Foto: Getty Images

O conceito evoluiu e agora temos o “Veganuary”, onde as pessoas se desafiam a aderir a uma dieta vegana durante todo o mês.

Enquanto você provavelmente já ouviu falar do Veganuary em anos anteriores, o movimento se tornou recentemente um negócio muito maior. Ele ganhou muito mais visibilidade este ano – principalmente porque tantas marcas decidiram repentinamente entrar na onda vegana.

Pizza Hut e McDonalds adicionaram opções veganas aos seus menus. A Marks and Spencer lançou a Plant Kitchen, sua linha de produtos veganos.

E, claro, a Gregg’s lançou o famoso rolo de salsicha vegano que dividiu o mundo nas redes sociais.

Alguns adoraram o produto. Outros (em especial, o apresentador de televisão Piers Morgan) ficaram indignados com sua existência – a decisão de Morgan de criticá-lo em rede nacional durante o horário nobre certamente ajudou a aumentar a demanda pelo rolo de salsicha. A polêmica valeu a pena para a Gregg’s: o preço de suas ações subiu quase um quarto desde o início do ano.

As principais marcas estão finalmente atendendo à crescente população vegana do Reino Unido, o que certamente é uma maravilha em termos de escolha do consumidor, mas por que demorou tanto? Ou, para inverter a questão, por que tantas marcas decidiram que 2019 será o ano do veganismo?

Você tem que se perguntar se, com tantas marcas de repente tentando gerar lucro com o Veganuary, isso se tornou simplesmente um exercício cínico de marketing, que reduz o veganismo a apenas outra tendência de consumo.

Afinal, o veganismo é muito mais do que apenas uma escolha alimentar. É um estilo de vida e um conjunto de crenças profundamente arraigadas. Olhe para a controvérsia em torno da cadeia de supermercados britânica Waitrose no ano passado, quando o editor de sua revista, William Sitwell, disse a uma jornalista freelance que ela deveria escrever sobre “matar veganos, um por um”. Sitwell teve que deixar seu cargo, depois que o supermercado levou um grande processo de relações públicas.

De fato, em breve pode ser um crime discriminar os veganos dessa maneira, já que o veganismo provavelmente se tornará uma característica protegida como religião ou orientação sexual.

Um tribunal trabalhista em março decidirá se o veganismo é uma “crença filosófica” protegida por lei, com base no caso de Jordi Casamitjana, que afirma que seu empregador o demitiu porque ele era um autoproclamado “vegetariano ético”. Um pouco ironicamente, ele foi contratado pela League Against Cruel Sports – uma organização em prol do bem-estar animal.

Então, isso explica por que as marcas estão seguindo a onda do Veganuary? Eles estão tentando ampliar sua gama de produtos para evitar que aparentem “discriminar” seus clientes veganos?

Ou isso é um movimento friamente comercial? Atualmente há mais veganos no Reino Unido do que nunca – o número de membros da Vegan Society aumentou 24% de 2017 a 2018 – e muitas pessoas estão tentando reduzir o consumo de carne e produtos lácteos, aumentando a demanda por alternativas livres de crueldade animal.

Isso ocorre porque o veganismo está na intersecção de duas tendências crescentes, ambas as quais estão repletas de oportunidades de marketing: a preocupação com o meio ambiente e com o bem-estar.

A tendência do bem-estar cresceu enormemente nos últimos anos. O recente artigo de Jessie Hewitson no The Times expôs algumas das maneiras peculiares como as pessoas tentam viver de forma mais saudável, desde o uso de HumanChargers e a medição dos níveis de pH da urina até a ingestão de “carvão ativado”.

Os consumidores estão igualmente mais conscientes do seu impacto ambiental. O veganismo não é mais apenas sobre o bem-estar animal – muitas pessoas provavelmente se inscreveram no Veganuary este mês para tentar reduzir sua pegada de carbono.

Mas enquanto o veganismo é considerado uma dieta ambientalmente mais sustentável – a Carbon Trust, empresa que ajuda os governos a reduzirem suas emissões de carbono, afirma que a carne vegana da Quorn tem uma pegada de carbono até 13 vezes menor do que a carne bovina – algumas empresas ainda não admitem que importar abacates e vegetais exóticos do exterior para atender a este público é realmente mais sustentável do que vender carne de origem local.

E não apenas a sustentabilidade desse último empurrão para o veganismo está em dúvida, os consumidores não têm muita certeza de que essa nova gama de produtos seja realmente feita em condições veganas.

Veja o que aconteceu com a Marks e Spencer quando a empresa tentou tirar proveito do Veganuary.

“A M&S foi criticada por avisar em letras pequenas que os produtos de sua nova linha vegana ‘não são adequados para pessoas com intolerância à produtos derivados de leite ou ovos’. Os produtos ‘veganos’ vinham de fábricas que utilizavam produtos de origem animal, incluindo ovos ou leite,” alerta Amelia Boothman, diretora de marca e estratégia de inovação na agência 1HQ. “Alguns consumidores usaram suas mídias sociais para reclamar dos rótulos veganos enganosos.”

Portanto, tentar lucrar com uma tendência pode sair pela culatra.

Há um risco de que o veganismo esteja sendo reduzido a mais uma moda passageira, da qual muitas celebridades estão se aproveitando: os músicos Jay-Z e Beyoncé “desafiaram” seus fãs neste mês a se tornarem veganos por 22 dias e lançaram um site com planos de refeição e dicas.

Por um lado, com certeza, eles estão incentivando as pessoas a experimentarem o veganismo, mas, por outro, é mais uma oportunidade para que eles desenvolvam sua marca pessoal.

Embora eu tenha certeza de que muitos vegetarianos e veganos receberão uma maior variedade de opções em seus restaurantes e supermercados locais, não esqueçamos que, fundamentalmente, as marcas estão tentando transformar a ética e a moralidade do veganismo em mais uma commodity para lucrar.

Os varejistas de alimentos estão tentando nos fazer comprar seus produtos, comercializando e lucrando com a tendência vegana sem respeitar verdadeiramente seus ideais.

Todos nós podemos admitir que muitas vezes quebramos nossas resoluções de ano novo logo depois de defini-las. Quando chegarmos ao final do Veganuary, talvez as marcas possam fazer outra resolução e se comprometerem a apoiar seus clientes veganos durante todo o ano – mesmo se as vendas diminuírem após o fim do Veganuary.

rótulo em garrafa de leite

Apresentador Chris Packham pede que produtos de origem animal sejam devidamente identificados

O apresentador de TV e especialista em vida selvagem, Chris Packham, pede às empresas alimentícias por uma ‘embalagem honesta’ em produtos não-veganos, para informar corretamente os consumidores sobre as origens de sua comida.

rótulo em garrafa de leite

Foto: GMB

O programa de TV, Good Morning Britain, promoveu um debate sobre se os produtos derivados de animais devem ou não vir com etiquetas de advertência, semelhante à forma como os cigarros são vendidos agora.

O embaixador do Veganuary, Chris Packham, que acredita que esta mudança deve acontecer, disse: “Estou apenas encorajando as pessoas a pensar sobre sua dieta. Sabemos que comer carne é ruim para nós, e sabemos que é extraordinariamente prejudicial, ecologicamente falando.”

Packham também explicou que, enquanto o Reino Unido tem regulamentos sobre as condições de bem-estar animal, os supermercados vendem carne importada de outros países, e não há como ter certeza de onde vem a carne que as pessoas compram.

Ele comentou: “Acho que se mostrássemos a verdade sobre os produtos, as pessoas pensariam duas vezes antes de comprar”.

Em São Paulo

Recentemente, o governador do estado de São Paulo, João Doria, vetou um projeto de lei que obrigaria aos mercados e demais estabelecimentos que identificassem adequadamente os produtos de origem animal. O projeto era do deputado estadual Feliciano Filho (PRP), e prometia facilitar a vida dos mais de 5 milhões de veganos que moram no estado.