Mais de 500 animais são beneficiados por projeto que distribui ração e vacinas

O projeto Cão sem Fome, criado pela empreendedora Glaucia Lombardi, de 49 anos, garante ração e vacinas, entre outras doações, para mais de 500 animais.

Mais de 500 cachorros recebem ajuda mensalmente (Foto: Reprodução / Pequenas Empresas Grandes Negócios)

A iniciativa foi criada após a empreendedora tomar conhecimento sobre o trabalho dos protetores de animais, que resgatam cachorros e gatos abandonados. O objetivo dela, ao criar a Cão sem Fome, foi de ajudar os animais mantidos por esses protetores.

“São pessoas de diferentes áreas que cuidam dos animais com recursos próprios”, afirma, em entrevista ao portal Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Autora de livros infantis desde 1996, Glaucia manteve o projeto com recursos próprios por sete anos. No entanto, quando a demanda passou a aumentar, ela viu a necessidade de captar recursos. “A Cão sem Fome se tornou mais do que um trabalho social. Hoje, é uma empresa”, diz. O projeto recebe e repassa, mensalmente, entre duas e quatro toneladas de ração.

Com o alto número de animais abandonados – mais de 2 milhões na Região Metropolitana de São Paulo -, a empresa também realiza feiras de adoção para encontrar novos lares para aqueles que já foram retirados das ruas, colaborando com a redução do abandono.

Glaucia criou o projeto Cão sem Fome para ajudar protetores de animais (Foto: Reprodução / Pequenas Empresas Grandes Negócios)

A empresa também fiscaliza se as doações estão sendo usadas de maneira correta. “Fazemos a ponte entre quem precisa de ajuda e quem quer ajudar, mas não sabe como”, diz. “Nós identificamos a necessidade de ajuda e vamos atrás dos recursos, de acordo com o que o protetor precisa”, completa.

Atualmente, a Cão sem Fome conta com 12 voluntários fixos, entre advogados, médicos veterinários, captadores de recursos e outros. Voluntários pontuais também integram o grupo durante as feiras de adoção.

O projeto atende três protetores mensalmente e outros 20 quando é preciso. “Faltam recursos e sobram necessidades”, afirma.

A falta de políticas públicas e a dificuldade na captação de recursos são, segundo Glaucia, os principais desafios para quem atua na área do empreendedorismo social. “As vezes parece que estamos enxugando gelo”, diz.

Toneladas de ração são distribuídas por mês pelo projeto (Foto: Reprodução / Pequenas Empresas Grandes Negócios)

“Empreendedorismo social é engajamento”, conta. “Se a pessoa doa dinheiro para comprar remédio, avisamos desde quando ele é comprado até o momento em que o animal melhora ou morre. É uma forma de materializar as doações”, completa.

Ração e medicamentos são comprados pela empresa em atacado e os atendimentos veterinários são feitos no local onde vivem os animais, em sistema de mutirão.

Para se manter, o projeto busca também parcerias com empresas de dentro e fora da área. “Muita gente gosta de animais e a questão do abandono envolve toda a sociedade”, conclui.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Unesp de Botucatu cria IML animal

Por Rafaela Damasceno

A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), em Botucatu, introduziu um Ambulatório de Corpo de Delito de Medicina Legal Veterinária. O serviço foi criado para atender a crescente demanda sobre investigação de crimes ambientais, sindicâncias e responsabilidades de contratos comutativos para prestação de serviço, que envolvam animais vivos e seus produtos.

Grupo responsável pelo ambulatório tira foto de divulgação

Foto: FMVZ Unesp

O Ambulatório é o primeiro no Brasil a funcionar exclusivamente com esse foco na medicina veterinária.

“As demandas para o Ambulatório partem de autoridades judiciais, como delegados, promotores e juízes, via boletins de ocorrência, requisições ou intimações”, explica a professora Noeme Sousa Rocha, responsável pelo ambulatório.

Alberto Soiti Yoshida, perito veterinário e consultor da ANDA, acredita que o IML animal é essencial. De acordo com ele, a criminalização ocorreu, mas não houve nenhum sistema que tornasse possível a coleta de provas para a confirmação o crime. “A legislação brasileira tornou os maus-tratos aos animais um crime, mas a estrutura do Estado não acompanhou essa alteração legislativa”, afirma.

O perito declara que as universidades assumiram esse papel já há algum tempo, realizando a perícia nos animais, atividade que precisa especificamente dos médicos veterinários capacitados. Para ele, as iniciativas nas universidades se mostram mais adiantadas que o Estado, que pode e deve utilizá-las como meio de provas para fazer valer a lei.

“Nós temos um projeto de lei tramitando no Congresso para aumentar a pena de maus-tratos aos animais. A legislação está adiantada, mas não há estruturas acompanhando”, menciona ele. Alberto parabeniza a FMVZ pela criação do Ambulatório, afirmando que isso será benéfico tanto para aqueles que trabalham para levantar provas dos maus-tratos nos animais quanto para a sociedade como um todo.

Crianças reaproveitam caixas de suco para construir casinhas para animais abandonados

Um grupo de crianças se uniu para construir casinhas para cachorros e gatos abandonados no Chile. Entre elas está a idealizadora do projeto, Constanza Osorio Zaldivia.

Foto: Reprodução / Histórias com Valor

Constanza decidiu reaproveitar caixas de suco jogadas no lixo por seus vizinhos para fabricar casinhas. A ideia tem beneficiado não só os animais, mas também o meio ambiente, e surgiu após a garota se informar sobre o efeito devastador do lixo na natureza. As informações são do portal Razoes Para Acreditar.

Dezenas de crianças fazem parte do projeto. Elas juntam as caixas vazias, lavam, recortam e constroem as casinhas. Depois, as colocam em praças e calçadas, além de doar algumas para abrigos de animais.

Para fazer com que as casinhas fiquem impermeáveis à água, as crianças as forram com fita adesiva. Além disso, graças à tecnologia Tetra Pak, as pequenas casas para animais são bastante resistentes.

O projeto teve início há dois meses e, de acordo com Constanza, “está apenas começando”.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Passagens de fauna tornam estradas mais seguras para animais

A construção de túneis subterrâneos em estradas brasileiras tem ajudado a salvar a vida de animais selvagens e colaborado com a redução de acidentes. Pesquisadores estão filmando e acompanhando o deslocamento desses animais.

A onça parda caminha desconfiada. O motivo da preocupação vem logo atrás: quatro pequenos filhotes seguem a mãe. A família busca uma área de mata para se proteger.

Foto: Reprodução / Jornal Nacional

Muitas vezes, a floresta fica ao lado da rodovia e a travessia é um perigo. Não é raro o atropelamento de animais silvestres. Muitos ficam mutilados ou morrem quando tentam atravessar as rodovias.

O Brasil tem mais de 90 mil quilômetros de rodovias federais. Nos últimos quatro anos, em mais de cinco mil quilômetros, 500 passagens de fauna estão sendo instaladas. O número ainda é pequeno, representa apenas 6% da malha rodoviária do país.

“Onde nós temos maior parte de vegetação preservada, há uma tendência de existência mais massiva de fauna silvestre. Ali seria um ponto onde a gente deveria ter mais dispositivo desses para que a fauna possa atravessar, não por cima da rodovia, mas por baixo”, afirmou João Felipe Lemos Cunha, coordenador-geral de Meio Ambiente do Dnit.

Trinta passagens de fauna são monitoradas por câmeras 24 horas por dia. Num período de pouco mais de um ano, as câmeras fizeram o registro de mais de seis mil animais silvestres.

O monitoramento revelou a riqueza de vida selvagem: uma anta, maior mamífero terrestre brasileiro; o veado catingueiro foi visto durante o dia, assim como a raposinha do campo, animal ameaçado de extinção.

As onças pardas também foram flagradas. Mãe e filhote têm usado a passagem com frequência.

O investimento deu resultado, a concessionária que administra a rodovia registrou em um ano e meio a redução de 86% no número de acidentes com animais silvestres.

“Você imagina um usuário que está trafegando na rodovia a cem, 110 quilômetros por hora e colide com uma anta. A partir do momento em que esse animal tem uma opção segura por debaixo da rodovia, além de todo o ganho ambiental, o usuário trafega com mais segurança, com menor probabilidade de acabar se envolvendo em um acidente”, afirmou Osnir Giacon, gerente de Meio Ambiente da concessionária.

Em algumas rodovias, principalmente as que cortam parques ecológicos, foram construídas passagens aéreas para os animais. Macacos, esquilos e outros animais não precisam nem descer das árvores para passar do outro lado da floresta.

“Cada vídeo que a gente vê dos animais utilizando as passagens de fauna deve ser comemorado porque todo mundo ganha: o animal que passou em segurança e o usuário que trafegou em segurança”, contou a bióloga Fernanda Abra.

Fonte: Jornal Nacional


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cachorros poderão assistir ‘Homem-Aranha’ em cinema de Curitiba (PR)

O Cinesystem Shopping Curitiba, no Paraná, decidiu realizar uma nova sessão do Cine Pets após o sucesso da primeira edição do projeto que permite que tutores levem seus cachorros para o cinema. A próxima sessão será realizada neste sábado (13) e os participantes poderão assistir o filme “Homem-Aranha: Longe de Casa”.

(Foto: Reprodução/Assessoria de Imprensa)

O filme aborda uma viagem do personagem Peter Parker na qual ele percorre a Europa ao lado de amigos e é surpreendido pela visita de Nick Fury. No longa-metragem, Parker enfrenta vilões em cidades como Londres, Paris e Veneza. As informações são do portal Barulho Curitiba.

A sessão terá início às 14 horas e é restrita para pessoas que queiram assistir ao filme na companhia de seus cachorros. Animais de todos os portes podem participar, desde que estejam com a carteira de vacinação atualizada.
Durante o filme, os cães podem ficar no colo do tutor ou no chão, em frente à poltrona.

A inteira do ingresso custa R$ 29 e a meia é vendida por R$ 14,50. Mais informações podem ser obtidas no site oficial do cinema.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Projeto instala comedouros para animais abandonados em Mogi das Cruzes (SP)

O projeto “Bom Pra Cachorro” está garantindo alimentação e água para animais abandonados em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, por meio da instalação de comedouros e bebedouros feitos de PVC.

Foto: Reprodução / Notícias de Mogi

A iniciativa é da vereadora Fernanda Moreno (PV), em parceria com a entidade de proteção animal Grupo FERA. As informações são do portal Notícias de Mogi.

O projeto é realizado com o apoio de comerciantes que, ao serem contatados pela parlamentar e pela ONG, aceitam colocar um comedouro e um bebedouro na frente de seus estabelecimentos comerciais.

Os comerciantes não pagam pelos equipamentos feitos de canos de PVC, mas têm que arcar com o custo da ração que será colocada no comedouro para os animais, além de abastecer, limpar a retirar os canos no período da noite para protegê-los da ação de vândalos.

A vereadora decidiu implementar o projeto em Mogi das Cruzes após conhecer uma ação semelhante feita em Praia Grande, no litoral de São Paulo, pelo parlamentar Cadu Barbosa.

Os primeiros comedouro e bebedouro instalados foram colocados em frente a uma casa de ração no distrito de Jundiapeba. O estabelecimento foi um dos primeiros a se interessar em participar do projeto. No total, sete kits de canos de PVC já foram feitos e serão instalados em comércios mapeados da cidade.

Comerciantes interessados em participar do projeto devem preencher um formulário disponibilizado no site oficial e aguardar contato para uma entrevista.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Governo planeja aumentar a pena para abusadores de animais para até 5 anos de prisão

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

Abusadores de animais enfrentarão penas mais duras de prisão sob as novas leis planejadas por Michael Gove, secretário do meio ambiente do Reino Unido.

O secretário apresenta hoje uma nova lei para aumentar as sentenças máximas nos casos de crueldade contra os animais de seis meses até cinco anos de cadeia.

As sentenças mais severas serão por crueldade, incluindo brigas de cães, abuso de cachorros e gatos, ou negligência grosseira de animais de fazenda ou de criação.

Gove disse que o projeto de lei de bem-estar animal (condenação) trará a mais severa punição na Europa e fortalecerá a posição do Reino Unido como líder global em bem-estar animal.

“Não há lugar neste país para a crueldade contra animais”, disse ele. “É por isso que quero ter certeza de que aqueles que abusam de animais serão punidos com toda a força da lei”.

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

“Nosso novo projeto de lei envia uma mensagem clara de que esse comportamento não será tolerado, com a sentença máxima de cinco anos sendo uma das mais duras punições de toda a Europa”.

“Estou comprometido em tornar o nosso país o melhor lugar do mundo para o cuidado e proteção dos animais.”

A RSPCA (maior ONG de defesa dos direitos animais na europa) recebeu mais de um milhão de chamadas para sua linha direta de crueldade 24 horas em 2018, com uma chamada a cada 27 segundos.

A nova lei tem forte apoio do público e grupos de assistência social, com mais de 70% da população apoiando planos para penas de prisão mais duras em uma consulta pública no ano passado.

Os tribunais até queriam distribuir sentenças mais longas nos últimos anos, mas não conseguiram porque as leis para isso não estavam disponíveis.

Isto inclui o caso de um homem que treinou cães para torturar impiedosamente outros animais, incluindo a captura e prisão de uma raposa e um cão terrier em uma jaula para atacar brutalmente um ao outro.

O ministro do bem-estar animal, David Rutley, disse acreditar que sentenças mais longas agiriam como “um sério impedimento contra a crueldade e a negligência”.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Ele acrescentou: “Este passo baseia-se na recente ação positiva que tomamos para proteger os animais, incluindo planos para proibir as vendas de cachorros e gatinhos de terceiros e proibir o uso de animais selvagens em circos”.

Claire Horton, chefe-executiva da Battersea Dogs & Cats Home, elogiou o projeto como uma “conquista histórica” e disse que faria uma “profunda diferença” para cães e gatos na Inglaterra e no País de Gales.

“Nós, e muitos outros centros de resgate, vemos casos chocantes de crueldade e negligência entrando por nossos portões e há muitos outros animais que são despejados e nem mesmo saem das ruas”, disse ela.

Pesquisas mostram que penas de prisão mais duras agem como um impedimento para possíveis criminosos, então o anúncio de hoje deve evitar o sofrimento de muitos animais no futuro”.

O projeto de lei complementa a “lei de Finn”, batizada em homenagem a um pastor alemão, um cão esfaqueado na cabeça e no peito em 2016, enquanto tentava pegar um homem suspeito de roubar um motorista de táxi sob a mira de uma arma.

A Lei de Finn entrou em vigor no início deste mês e fornece maior proteção para cães e cavalos.

Se aprovada em lei, a Lei de Bem-Estar Animal (Condenação) significa que alguém que ataca um cão pode ser condenado a cinco anos de prisão.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Escócia propõe projeto de lei para banir completamente a caça à raposa

Alison Johnstone, co-líder do Partido Verde Escocês, anunciou planos de propor um projeto de lei de autoria um membro da sigla que visa fechar “brechas” na legislação existente, que não conseguiu erradicar completamente a caça às raposas e ainda permite que um número ilimitado de lebres nativas e marrons a serem mortas em certas épocas do ano.

Uma consulta pública sobre o projeto de lei esta sendo lançada, buscando feedback sobre as medidas destinadas a proteger as três espécies e impedir que sejam mortas por esporte.

A consulta será realizada até meados de setembro.

No documento de consulta, Johnstone afirma: “Os mamíferos selvagens não pertencem a ninguém enquanto estão vivendo livremente, mas a legislação do Reino Unido há muito tempo sustenta que o bem-estar animal é um bem público e que os animais devem ser protegidos pelo interesse público.

“O objetivo do projeto de lei proposto é, portanto, melhorar a proteção de alguns mamíferos silvestres na Escócia, especificamente ao acabar com o uso de cães na caça de mamíferos selvagens e melhorar a proteção de certos mamíferos selvagens”.

O governo escocês delineou as intenções de reforçar as leis depois de encomendar uma revisão da Lei de Proteção aos Mamíferos Selvagens (relativa apenas à Escócia) de 2002, de Lord Bonomy, mas até agora não tomou medidas.

Johnstone disse: “As raposas e as lebres são espécies emblemáticas que são amplamente celebradas na cultura popular e valorizadas tanto pelos escoceses que vivem no campo como pelos que vivem nas cidades.

“Eles merecem nossa compaixão e respeito, mas são rotineiramente mortos em todo o país em grande número”.

As regras existentes proíbem o uso de matilhas de cães para caçar e capturar raposas, mas permitem o uso de cães ao liberar uma raposa em campo aberto.

O novo projeto de lei foi bem recebido pelos defensores do bem-estar animal, que disseram que poderia representar uma “mudança no jogo”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Projeto usa materiais recicláveis para fabricar casinhas para animais abandonados

O projeto Casinhas Azuis, criado em Cachoeirinha (RS) pelo eletricista Felipe Hilário Meireles, de 50 anos, está dando mais conforto e proteção aos animais abandonados. Através dele, casinhas feitas com material reciclável são oferecidas aos animais, que podem se proteger do frio e da chuva, além de dormir de maneira mais confortável.

Foto: Arquivo pessoal

Mais de 200 casinhas já foram distribuídas desde setembro de 2018, quando o projeto teve início. Para a fabricação e distribuição, Meireles conta com a ajuda de voluntários. As informações são do G1.

O projeto começou quando uma professora de uma escola estadual entrou em contato com um amigo de Meireles contando que muitos cães comunitários viviam no colégio e que um deles não tinha uma casa para dormir.

“Meu amigo perguntou se eu conseguiria fazer uma casinha. Como eu entendo de marcenaria, fui em um ecoponto, peguei materiais recicláveis, fizemos a casinha, levamos, e ela postou a foto no Facebook. Começou ali, a gente fazia a casinha para uma protetora, para outra. Na verdade, elas gastam muito com ração, com a castração de animais, vacinas, enfim, e eu fui vendo a necessidade dessas protetoras. Tem umas que deixam de se alimentar para ajudar os animais”, conta.

Atualmente, existem 320 protetores de animais na cidade, segundo o eletricista. Em todo o estado do Rio Grande do Sul, são 1,8 mil pessoas. Unidas, elas castram, alimentam e medicam animais abandonados, além de disponibilizá-los para adoção.

“Nós construímos as casinhas, outro grupo de protetores castram os animais, outros desverminam, dão as vacinas. Outros grupos fazem feiras de doações. Nosso foco é tirar esses animais da rua, para que tenham um lar, tenham carinho”, afirma. “Uma casinha custa uns R$ 200, R$ 250. Como damos de graça, isso é um bom dinheiro que sobra para as protetoras”, acrescenta Felipe.

Foto: Kezia Souza Meireles/arquivo pessoal

Para estimular a adoção, o grupo também dá casinhas aos adotantes de cães abandonados. “As casinhas também vieram da ideia de que a pessoa que adota um cão em situação de rua, ganha uma casinha. E o animal já vem castrado. É um incentivo para quem adotar o cachorrinho. Além disso, é uma forma de dar um teto para esses animais, já que o custo das casinhas é um custo alto”, conta.

A expectativa, agora, é de conseguir fazer que o projeto, que já está presente em diversas cidades do Rio Grande do Sul, seja aplicado em outros estados.

“Temos o desejo de criar esse projeto em outros estados, como Pernambuco, Rio de Janeiro. Já fizemos contato com protetores de lá. Queremos criar uma rede nacional”, conta.

Para colaborar com o projeto, basta entrar em contato com Felipe através da página no Facebook.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Projeto de lei que proíbe a importação de troféus de animais ameaçados avança no congresso americano

Foto: Africanskyhunting

Foto: Africanskyhunting

Chapéu: Avanço

Título: Projeto de lei que proíbe a importação de troféus de animais ameaçados avança no congresso americano

Olho: Conhecido como o maior importador de troféus de animais no mundo, os Estados Unidos são responsáveis pela morte de inúmeros leões, elefantes e outros animais africanos ameados de extinção

A Câmara dos deputados americana aprovou um projeto de lei (emenda à lei de proteção) do deputado Vern Buchanan para proteger leões e elefantes africanos ameaçados, proibindo a importação de seus cadáveres para o país para serem transformados em troféus.

A emenda de Buchanan foi aprovada ontem pela Câmara por 239 votos a favor e 192 contra. O projeto emenda agora deve passar pelo Senado e ser assinada pelo presidente Trump.

Foto: Conservation Action

Foto: Conservation Action

“Essas criaturas magníficas estão à beira da extinção”, disse Buchanan, que também é líder do Congresso, sobre a proteção de espécies ameaçadas, em um comunicado. “A última coisa que devemos fazer é facilitar a morte desses animais e ainda por cima trazer suas cabeças empalhadas como ‘troféus’. Quando uma espécie é extinta, ela desaparece para sempre”.

A medida de Buchanan proíbe o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA de emitir licenças de importação da Zâmbia, Zimbábue e Tanzânia; três países que, de forma insondável, ainda incentivam a caça de troféus.

Esta alteração segue uma decisão do Departamento do Interior de 2017 para permitir a importação. Na época, Buchanan também pediu ao presidente Trump que rejeitasse a decisão do secretário do Interior de suspender a proibição de permitir que troféus de leão africanos fossem trazidos para o país.

“A Câmara deu um passo importante para proibir a importação de troféus de elefantes e leões”, continuou Buchanan. “Os contribuintes não deveriam ter que pagar um único dólar para permitir essa atividade. Proteger os animais em casa e no exterior é uma causa majoritariamente bipartidária ”.

Buchanan submeteu sua emenda à mais recente lei de financiamento governamental.

Foto: Ipetitions

Foto: Ipetitions

Mais de 30 mil elefantes, um a cada 15 minutos, são mortos por suas presas a cada ano. Algo que a maioria dos americanos, que desaprova a caça, acha repreensível.

“Os americanos investem mais dólares em turismo em safáris de observação da vida selvagem no Zimbábue, na Zâmbia e na Tanzânia do que na caça de troféus de leões e elefantes. Essas espécies icônicas estão sendo ameaçadas pela caça continuada, perda de habitat e outras mortalidades causadas pelo homem. A caça aos troféus exacerba essas ameaças, empurrando esses animais magníficos para mais perto da extinção”, disse Sara Amundson, presidente do Fundo Legislativo da Humane Society.

“É por isso que aplaudimos o deputado Buchanan por defender um futuro mais humano através de uma emenda para restringir a importação de troféus de leão e elefante desses países”, diz a ativista. Sofia afirma ainda que como os Estados Unidos são o maior importador mundial de troféus de animais, os esforços para aliviar a pressão adicional pela caça ao troféu são fundamentais.

Cathy Liss, presidente do Animal Welfare Institute, também apontou para o fato de que não há evidência científica de que a caça legal aumente a conservação.

“A receita gerada pela caça aos troféus muitas vezes não fornece nenhuma renda significativa para os moradores empobrecidos. Em vez disso, essas caçadas geralmente canalizam dinheiro para as mãos de um grupo seleto, sem melhorar as proteções para populações de animais selvagens caçados”, afirmou Liss.

“Nenhuma espécie que enfrente a extinção deve ser mais vitimada por alguém que queira pendurar sua a cabeça na parede”, conclui a presidente da ONG.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.