Pesquisadores dão início a projeto para salvar mico-leão-de-cara-preta

Por David Arioch

Só é possível encontrar o mico-leão-de-cara-preta no Norte do Paraná e em São Paulo (Foto: Celso Margaf)

Eles são pequenos, ágeis e têm pelos de um dourado vívido. Só é possível encontrar o mico-leão-de-cara-preta no Norte do Paraná e em São Paulo. Ainda assim, suas aparições são raras, afinal a mais otimista estimativa é de que haja, no máximo, 900 indivíduos desta simpática espécie de primata.

Um Projeto liderado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) quer mudar esse panorama. A iniciativa é apoiada pelo ICMBio e tem foco especial no Parque Nacional do Superagui (PR), que corresponde a 70% do território ocupado por este animal.

O Projeto deve durar 18 meses. Em março deste ano, foram iniciadas as atividades de campo no Ariri, área de ocorrência da espécie no litoral sul de São Paulo. Para esta fase, foram contratados dois moradores da comunidade do Ariri que já possuem experiência com a espécie em trabalhos anteriores com ações de pesquisa e conservação.

“Esta é a fase de localização dos grupos em toda a área de distribuição – ilha de Superagui, área continental e nas duas áreas protegidas no Parque Nacional de Superagui e Parque Estadual do Lagamar de Cananeia”, informa o ICMBio.

Como o mico é uma espécie bastante carismática, tem um grande potencial para a sensibilização ambiental. Também serão realizados trabalhos de ações de educação ambiental com foco nos moradores da região, gerando engajamento e alertando para a importância da conservação da espécie.

Estima-se que cerca de metade da população está protegida no Parque, o restante está na parte continental. Esta, inclusive, é uma ameaça à conservação da espécie, porque, com a construção do canal que separou o continente da Ilha de Superagui, as populações também ficaram isoladas, culminando na diminuição de variabilidade genética.

Além disso, a longo prazo, o aquecimento global também pode comprometer a sobrevivência do mico-leão-de-cara-preta. O aumento do nível do mar prejudica o território da espécie que é próximo da cota zero do nível do mar, tanto no continente quanto na ilha.

As estimativas de adultos com condições de reprodução não passam de 250 indivíduos. A maturidade sexual deste animal gira em torno de 1,5 a 2 anos e eles são em geral, monogâmicos, ainda que haja alguns registros de poligamia. A gestação da fêmea dura aproximadamente quatro meses e geralmente com dois filhotes por vez.

Projeto quer obrigar motorista a socorrer animal após atropelamento

Um projeto de lei (1362/19) quer obrigar o motorista a socorrer um animal após atropelá-lo ou a pedir ajuda à autoridade competente. A proposta tramita na Câmara dos Deputados. O objetivo é proteger os animais e os ocupantes dos veículos.

(Foto: Reprodução/ Fernando Tatagiba)

O autor do projeto, Celso Sabino (PSDB), argumenta que muitos animais poderiam ser salvos da morte se recebessem socorro imediato. Ele cita ainda um dado do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas da Universidade Federal de Lavras (CBEE/UFLa) que indica que, a cada segundo, 15 animais silvestres morrem atropelados no Brasil. São 475 milhões por ano. As informações são do portal Auto Papo.

O objetivo do projeto é adicionar a medida ao Código de Trânsito Brasileiro. “Apenas o condutor que não prestar socorro imediato ao animal atropelado, quando não houver risco para si, ou não comunicar o atropelamento e solicitar auxílio à autoridade, poderá ser multado”, explica Sabino.

A proposta precisa passar ainda pelas comissões de Viação e Transportes; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Ator que interpreta o novo Aladdin vai lançar projeto pró-vegano

Por David Arioch

Mena Massoud interpreta Aladdin no filme homônimo que estreia no dia 23 de maio (Foto: Divulgação)

No dia 1º de junho, o ator Mena Massoud, que interpreta o novo Aladdin no cinema, vai lançar um projeto online pró-vegano como forma de encorajar as pessoas a considerarem mudanças em seu estilo de vida.

“Nossa missão é simples: é sobre evoluir. Para o bem de nossos companheiros de outras espécies, do nosso planeta e da nossa saúde”, informa Massoud em comunicado sobre o lançamento.

No site do projeto que recebeu o nome de “Evolving Vegan”, o ator defende que em um mundo em que as emissões de carbono estão crescendo, os níveis dos mares continuam a aumentar, e os desastres naturais também em decorrência das mudanças climáticas, qualquer coisa que possamos fazer como espécie par mudar nosso estilo de vida para o bem-estar do planeta é crucial.

“Em um esforço para apoiar pessoas de todas as idades, culturas e hábitos alimentares, estamos promovendo essa ideia muito universal de evolução – uma evolução para seguirmos uma dieta baseada em plantas”, enfatiza Mena Massoud.

E acrescenta: “Qualquer coisa que você possa fazer para evoluir de uma forma que ajude nossos companheiros seres vivos, nosso planeta e sua saúde pessoal é uma vitória. Todos são bem-vindos e nenhum julgamento é endossado. Isso é o Evolving Vegan.”

Massoud, que interpreta Aladdin no filme homônimo que estreia no dia 23 de maio também utilizada o Instagram como meio de estimular as pessoas a reduzirem ou cortarem o consumo de alimentos de origem animal.

Projeto coloca humanos no lugar de animais marinhos vítimas do plástico

O fotógrafo Rúben Caeiro, de 23 anos, desenvolveu um projeto para tentar estimular a empatia e a compaixão nos seres humanos, colocando-os no lugar dos animais marinhos que sofrem com a contaminação do plástico nos oceanos. Denominado “CH2=CH2”, o projeto tem por base a premissa: “e se, em vez de animais marinhos, fôssemos nós, os seres humanos, a sofrer na pele, no corpo, os danos que resultam do contato com o plástico?”

Foto: Rúben Caeiro

De tudo que foi fotografado por Rúben, a imagem de uma tartaruga é uma das mais marcantes para o fotógrafo. “Ela estava deformada porque tinha um anel de plástico em torno do dorso”, conta, em entrevista ao portal Público.

“Não nos deixemos enganar: o plástico que está espalhado pelos oceanos não é, exclusivamente, um problema da fauna marítima. Os microplásticos já se tornaram, infelizmente, parte da nossa dieta e isso trará, mais cedo ou mais tarde, consequências cada vez mais graves para a saúde humana”, diz.

Foto: Rúben Caeiro

Em parceria com o abrigo programa Erasmus+, Rúben fez um ensaio fotográfico, com 50 retratos, que mostra seres humanos nas mesmas situações vividas pelos animais marinhos. O projeto ficará exposto, até o final de julho, na Escola de Tecnologias Inovação e Criação (ETIC), em Faro, cidade de Portugal.

“A intenção do projeto é alertar para este problema e para a necessidade urgente de refletirmos e tomarmos uma atitude. Eu já abandonei, em parte, o uso do plástico na minha vida, assim como as pessoas que estão em meu redor”, conclui o fotógrafo.

Confira outras fotografias do projeto:

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Projeto em Florianópolis (SC) busca preservação das lontras

Um projeto em Florianópolis (SC) busca preservar as lontras. A iniciativa é de um oceanógrafo que se encantou com a espécie na Lagoa do Peri. O local, cercado pela Mata Atlântica, é o santuário desses animais.

A lontra é um mamífero curioso, ligeiro e misterioso. A história do projeto começa com o oceanógrafo Carvalho Júnior, que encontrou o animal na Lagoa do Peri. “Primeiro foi paixão à primeira vista. Pela lontra e pelo lugar, porque logo de início eu percebi que não dava para dissociar o animal do local”, explicou.

Foto: Reprodução/NSC TV

A Lagoa do Peri é água doce e limpa cercada de morros com vegetação preservada. Ela fica no Sul da Ilha de Santa Catarina.

A atração do oceanógrafo pela lontra foi tão forte que ele pediu a ajuda do pai para comprar um velho engenho na beira da lagoa e ficar perto dos animais. Foi assim que o projeto nasceu, 33 anos atrás.

Lontras na Lagoa do Peri

Quase nada se sabia da lontra neotropical, de nome científico Lontra longicaudis, também chamada de lontra brasileira, apesar de a espécie ter como habitat uma área que vai desde o México até o Uruguai e o Norte da Argentina.

A lontra é uma animal de hábitos crepusculares. Isso quer dizer que ela fica mais ativa antes do sol nascer e depois do sol se pôr. Os pesquisadores encontraram sete tocas na Lagoa do Peri e monitoram as vidas das lontras nelas.

O oceanógrafo localizou os animais pelo odor. “O cheiro do excremento da lontra tem um quê de almíscar, que é um indicativo da toca. É onde pode haver uma toca”, explicou ele.

O pesquisador se arrastou debaixo das pedras e dormiu nas tocas também. Para não ser expulso pelos animais, ele precisou cheirar como eles. “Eu tinha um camisa branca, aquelas camisas de botão, que era do meu nono. Eu pegava essa camisa, esfregava excremento fresco na camisa e vestia. Porque daí eu ficava com o cheiro dela”, disse.

Com a pesquisa, ele descobriu que as lontras, além da água doce, viviam também no mar. “Ela sai daqui da Lagoa do Peri vai às praias e costões rochosos”, afirmou.

A população de lontras na Lagoa do Peri é estimada em até 11 animais. “A lontra é um animal raro na natureza, ela está no topo da cadeia alimentar. Ela é a onça da água. Então o número de lontras que estão dentro do sistema aqui da Lagoa do Peri, é um número correto”, explicou Carvalho Júnior.

Criadouro

Seis lontras vivem atualmente no criadouro científico do projeto. Os alojamentos procuram reproduzir o ambiente natural, com muita água corrente e esconderijos. As lontras ganham para comer aquilo que encontrariam na lagoa: peixes.

Foto: Reprodução/NSC TV

Com todos esses cuidados, o projeto foi o primeiro no mundo, e único até agora, a ter sucesso na reprodução da lontra neotropical em cativeiro. “Isso para nós foi uma enorme satisfação, foi uma vitória, foi nos mostrar que realmente a gente está trilhando o caminho certo”, afirmou o oceanógrafo.

O projeto também é o lar de outras duas espécies da família da lontra, como a irara, também chamada de papa-mel, de nome científico Eira barbara. E tem o furão-pequeno, como a Chape.

Ela foi a última a chegar, mais um órfão. O nome é porque ela veio da cidade de Chapecó, no Oeste catarinense. O furão-pequeno tem nome científico Galictis cuja.

Como todos os animais no projeto, a Chape foi vacinada e ganhou um chip, sua identidade digital. “Vai ser colocado no computador, onde todo dia esse animal é pesado para ver a curva de crescimento dele e também para ver a quantidade de comida que nós damos para ele. Também junto com esse acompanhamento vai a ficha clínica de cada animal”, explicou o veterinário do projeto, Luís Carlos Stein.

Voluntários e custos

Tudo isso tem sido possível graças à colaboração dos ecovoluntários, gente apaixonada pela causa e que vem trabalhar sem ganhar dinheiro. Mariana Tamagusko é uma delas. Ela é estudante de veterinária.

“Para mim, é uma aula prática. Eu vou ter aula teórica na universidade e aqui eu tenho a prática. Vou conhecer toda a rotina dos animais”, afirmou.

As pesquisas cientificas são custeadas pela Petrobras. O projeto também se mantém com o ingresso pago pelos visitantes e com a venda dos produtos da loja. Outro pilar do projeto é a educação ambiental.

Próximo passo

Na Lagoa do Peri, Júnior espera dar ainda este ano o próximo e mais importante passo do projeto lontra. “É o que vai dar sentido a tudo isso que nós estamos fazendo. É pegar essas lontrinhas órfãs que nós temos, que não vão deixar de chegar, e poder reintroduzi-las no ambiente natural. Vai ser, talvez, o momento mais emocionante da minha vida. Poder abrir as portas e dizer ‘vai pra vida, minha filha'”, disse o oceanógrafo.

Fonte: G1

Projeto suspende decreto de Bolsonaro que flexibiliza multas ambientais

Um projeto que susta os efeitos do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, que flexibiliza multa ambientais, está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, na qual aguarda a designação de relator.

Foto: Pixabay

O projeto (PDL 202/2019) é de autoria do senador Fabiano Contarato. Segundo ele, as questões apresentadas pelo decreto só poderiam ser implementadas por lei. Isso porque o Decreto 9.760, de 2019, cria o Núcleo de Conciliação Ambiental e altera ritos e prazo processuais previstos na Lei de Crimes Ambientais.

O decreto de Bolsonaro determina que órgãos vinculados ao Ministério do Meio Ambiente, como o Ibama e o ICMBio, estimulem a conciliação em casos de infrações administrativas por danos ambientais e sigam um rito estabelecido para encerrar os processos. As informações são da Agência Senado.

Contarato considera que o presidente extrapolou seu poder regulamentar, “inovou no ordenamento jurídico e exerceu função típica do legislador” ao criar um órgão que promove audiências de conciliação para por fim ao processo caso o infrator faça parte do programa de conversão de multas em serviços ambientais.

“O Núcleo criado passará a analisar previamente as infrações e, antes mesmo de qualquer defesa do autuado, poderá, em juízo igualmente subjetivo, anular a multa aplicada, ajustá-la ou confirmá-la”, ressaltou.

O senador lembra também que, de acordo com o decreto presidencial, caso o processo decorrente da autuação não seja finalizado, os descontos das multas podem chegar a 60%, cabendo ao Núcleo de Conciliação explicar ao infrator os motivos da multa e apresentar soluções para o encerramento do processo. Contarato aponta também os descontos para o pagamento a partir de 40% dependendo da instância do julgamento, o parcelamento e a conversão da multa em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente, como projetos de saneamento básico, garantia de sobrevivência de espécies da flora nativa e da fauna silvestre ou a implantação, gestão e monitoramento de unidades de conservação.

Contarato acredita que, ao abrir a possibilidade do infrator optar pela conciliação, com a suspensão da instrução do processo até a audiência, o decreto extrapola.

O decreto define ainda que, caso a conversão da multa seja negada, o infrator pode requerer à autoridade julgadora, até a decisão de primeira instância, ou à autoridade superior, até a decisão de segunda instância, além de ter a possibilidade de fazer questionamentos judiciais.

“Ou seja, aquele que cometer crime ambiental terá a seu dispor uma infinidade de instrumentos burocráticos para esquivar-se das penalidades”, completa o senador.

Projeto que obriga clínicas a denunciar maus-tratos a animais é sancionado em MT

Um projeto de lei que obriga pet shops, clínicas e hospitais veterinários a denunciar à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) casos de maus-tratos a animais atendidos nesses estabelecimentos foi aprovada na Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso e sancionada pelo governador Mauro Mendes.

Foto: Pixabay

“Traçando um paralelo com o ser humano, pratica-se crime de maus-tratos contra animais sempre que ele é exposto a perigo em relação à sua vida e saúde”, afirmou a titular da Delegacia do Meio Ambiente, Alessandra Cozzolino, por meio da assessoria.

Segundo a delegada, crimes de maus-tratos podem ter origem em uma atitude que exponha o animal a risco de morte e prejuízo a saúde ou em uma omissão deliberada, como privação de alimento. As informações são do portal Só Notícias.

“Além da Lei de Crimes Ambientais, a própria Constituição Federal, em seu artigo 225, já protege todos os animais em relação a qualquer abuso ou maus-tratos”, explicou.

Segundo a nova lei, a comunicação do crime à Dema ou a qualquer outra delegacia deve ser feita de forma imediata, por meio de ofício físico ou comunicação digital.

Na denúncia, deve ser comunicado: nome, endereço e contato do responsável pelo animal, relatório de atendimento prestado, com espécie, raça e características físicas do animal e descrição do estado de saúde dele no momento do atendimento, além dos procedimentos adotados.

Tatuadora arrecada 700 kg de ração para ajudar ONG de animais

Uma tatuadora arrecadou 700 kg de ração em dois meses de uma campanha feita para ajudar uma ONG de animais abandonados. A campanha continua e Rayza Peralta oferece duas tatuagens, uma no valor de R$ 90 com qualquer quantidade de ração, e a segunda é feita gratuitamente caso sejam doados 6 kg de ração para cães ou gatos. A ONG beneficiada, de Cuiabá (MT), é a Organização para Proteção ao Meio Ambiente e aos Animais (OPAA).

Foto: Rayza Peralta/ Arquivo pessoal

Foram mais de 100 tatuagens feitas entre março e abril, na campanha. A vontade das pessoas em contribuir com a causa surpreendeu a tatuadora. “Fiquei muito feliz e animada e, mais ainda, em ajudar e ver que tem muita gente disposta a ajudar’”, disse.

A ideia de criar a campanha surgiu após Rayza assistir uma reportagem sobre animais abandonados. O objetivo do projeto da tatuadora é ajudar os animais e dar visibilidade para a adoção. As informações são do G1.

Com a campanha, Rayza não só arrecadou ração, como conseguiu que alguns animais da ONG fossem adotados. Segundo ela, o sucesso do projeto tem motivado outros tatuadores a fazerem o mesmo.

De acordo com a tatuadora, um festival de adoção em parceria com a ONG está sendo planejado e deve ser realizado no segundo semestre. A campanha das tatuagens continuará durante todo o ano, com etapas de fechamento bimestrais, para que possa ser feito um controle de arrecadação e atendimentos.

Foto: Rayza Peralta/ Arquivo pessoal

Os próximos agendamentos de tatuagens devem ser feitos a partir de 20 de abril. Os trabalhos serão feitos, através do projeto, em maio e junho.

A tatuagem oferecida segue um padrão de 7 cm de tamanho para frases ou palavras, com traços finos, ou desenhos minimalistas com coloração preta. A segunda tatuagem, gratuita em caso de doação de 6 kg de ração, poderá ser feita em outra pessoa.

O estúdio de tatuagem de Rayza fica na rua Botafogo, no bairro Jardim Guanabara, em Cuiabá. A Organização para Proteção ao Meio Ambiente e aos Animais (OPAA) foi fundada há 6 anos e mantém atualmente cerca de 200 animais.

Deputado Célio Studart protocola projeto que proíbe adoção de animais por quem já foi condenado por crime de maus-tratos

Por enquanto, quem já foi condenado por crimes de maus-tratos ainda pode adotar animais | Foto: Pixabay

O deputado federal Célio Studart (PV-CE), da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Animais, protocolou na última terça-feira o Projeto de Lei nº 2317/2019, que proíbe a adoção de animais por quem já foi condenado por crime de maus-tratos.

Atualmente a legislação permite que mesmo aqueles que já foram flagrados e condenados por praticarem maus-tratos possam adotar outros animais, algo que, segundo Studart, não deve ser permitido pelo poder público.

O projeto de lei se ampara no artigo 32 da Lei nº 9605/1998, que classifica abuso e maus-tratos contra animais como crime ambiental.

Comissão da Câmara aprova proibição da venda de animais em pet shops de Goiânia (GO)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Goiânia (GO) aprovou um projeto que proíbe o comércio de animais em lojas agropecuárias e pet shops do município na última quarta-feira (17).

Foto: Pixabay

O projeto é de autoria do vereador Zander Fábio (Patriota). Segundo ele, a proposta não proíbe a venda de animais como um todo, já que canis e gatis registrados serão autorizados a realizar esse tipo de comércio. As informações são do portal Folha Z.

Para Zander, proibir que lojas agropecuárias e pet shops comercializem animais é uma forma de protegê-los. Segundo ele, o objetivo é impedir o sofrimento dos animais, “que muitas vezes ficam trancados nessas lojas durante todo o fim de semana”.

A proposta ainda será votada duas vezes em plenário e passará pela avaliação de uma comissão temática antes de ser encaminhada ao prefeito Iris Rezende (MDB). Caso seja aprovada nas próximas votações, ela poderá ser sancionada ou vetada pelo Executivo.

Nota da Redação: proibir que lojas agropecuárias e pet shops comercializem animais é um avanço importante, mas não suficiente. Animais não são mercadorias e enquanto forem tratados como objetos passíveis de venda, serão maltratados. Além de respeitar a dignidade do animal enquanto ser vivo que não deve ser comercializado, a autorização para que canis e gatis registrados façam a venda ao público permite que novos casos de maus-tratos aconteçam, já que os animais não são maltratados e negligenciados apenas em lojas, mas também nas mãos dos próprios criadores.