Projeto prevê punição de empresas que maltratarem animais no Piauí

Divulgação

No Piauí, a empresa que permitir maus-tratos a animais perderá a inscrição estadual por dez anos. Essa é a proposta da deputada estadual Teresa Britto (PV) que citou a morte da cadela Manchinha, caso com grande repercussão em todo o país. O animal foi assassinado por seguranças de um supermercado em São Paulo.

Na defesa do projeto, a parlamentar disse que os animais não falam, não votam, mas merecem ser bem cuidados.

“Sou apaixonada pelos animais, uma defensora, tanto que tenho 14 em casa. Enfrentei na Câmara Municipal de Teresina o debate com os 29 vereadores. Eu enfrentei, fiz a defesa deles. Foi assim contra a vaquejada, contra as carroças. Vamos continuar essa luta aqui na Assembleia, para que o Piauí seja um estado que humanize, que dê amor e proteção aos animais”, prometeu a deputada.

A morte de Manchinha motivou também a aprovação, no Congresso Nacional, de punições menos brandas para maus-tratos. A pena agora é de 1 a 4 anos de detenção, além de multa.

Fonte: Cidade Verde

Prepare-se para ficar apaixonado pelas galinhas mais lindas do mundo

Os dois amigos fotógrafos começaram o projeto que retrata um dos animais terrestres mais consumidos no mundo. Juntando esforços, eles querem mostrar o quão bonitas são as galinhas. A coleção apresenta mais de 200 fotos de espécies de frangos encontrados em todo o mundo.

Foto: Moreno Monti e Matteo Tranchellini

Infelizmente, segundo um relatório da Agropec Consultoria, o consumo de carne de frango nos próximos dois anos deve crescer e se tornar a proteína mais consumida em todo o planeta.

“Nenhuma dessas belezas foi prejudicada, forçada ou presa”, observaram os fotógrafos em sua página no Kickstarter, onde já levantaram quase € 144.000 para o projeto. As informações são do Live Kindly.

Os fotógrafos “deram vida a esses filhotes”, observa a página do Kickstarter. “Você não vai acreditar, mas tudo que eles usaram foi apenas um simples conjunto de luzes, nada mais era necessário: esses meninos e meninas tomaram o centro do palco”.

Foto: Moreno Monti e Matteo Tranchellini

 

Foto: Moreno Monti e Matteo Tranchellini

Tranchellini começou a se interessar por frangos há vários anos, quando procurava por um animal doméstico. Um fazendeiro o apresentou às galinhas, nascendo ali o amor pelos pássaros. Esse sentimento é compartilhados por Monti e os dois decidiram começar a tirar fotos das aves em vários momentos.

“Nós sentimos que as galinhas estavam esperando por seu momento como o centro das atenções”, explicou a dupla em sua campanha no Kickstarter.

Dezenas de bilhões de frangos atualmente no planeta vivem principalmente em galpões escuros e lotados, com dezenas de milhares de outras aves, em péssimas condições de vida, de higiene e saúde para serem mortas pela indústria de corte ou viverem exploradas como galinhas poedeiras.

Foto: Moreno Monti e Matteo Tranchellini

 

Foto: Moreno Monti e Matteo Tranchellini

 

Foto: Moreno Monti e Matteo Tranchellini

Felizmente, essa terrível realidade está mudando. Mesmo que ainda lentamente, os consumidores estão deixando de lado a carne e seus derivados. Carnes veganas estão disponíveis na maioria dos grandes supermercados internacionais. A Just Foods da Bay Area está recriando carne de frango em um ambiente de laboratório – cultivando frango a partir de células animais ao invés de animais inteiros – e também está vendo sucesso com seu ovo baseado em feijão mungo vegano.

O livro de Monti e Tranchellini pode ajudar a desestigmatizar estes animais como apenas formas fontes de proteína com penas – que têm personalidades individuais e emoções assim como as pessoas.

A série britânica “Travel With a Goat” descobriu depois que começou a ser exibida que um em cada seis ingleses que a assistiram disseram que queriam reduzir a ingestão de carne.

Projeto criado nas redes sociais desmistifica ideia de que ser vegano é caro

Para desmitificar a ideia de que o veganismo é elitista e conscientizar as pessoas sobre a exploração e a crueldade animal, a vegana Caroline Soares decidiu criar um projeto. Ao fazer um grupo no Facebook e um perfil no Instagram, Caroline possibilitou que receitas feitas com ingredientes acessíveis financeiramente pudessem ser compartilhadas, assim como informações sobre o veganismo. Em entrevista exclusiva à ANDA, Caroline falou um pouco mais sobre o projeto. Confira abaixo.

Caroline Soares, idealizadora do projeto (Foto: Reprodução / Facebook / Caroline Soares)

ANDA: Quando e por que você decidiu iniciar este projeto para desmistificar a ideia de que o veganismo é elitista? O projeto teve início com o Instagram ou com o grupo no Facebook?

Caroline Soares: Sou periférica, moro na periferia de Guarulhos (SP) e sempre ouvi, e até por um tempo reproduzi, que veganismo era para a elite. Até que um dia não conseguia mais consumir derivados de animais. Sim, virei ovolacto por anos e nunca quis ser vegana, mas um dia aconteceu, não achava conteúdo periférico na web, aí criei o grupo e anos depois o Instagram @logoeu_veganapobre.

ANDA: Atualmente, o grupo conta com 87 mil membros. Há algum pré-requisito para que uma pessoa possa se tornar parte dele? Ele é aberto apenas a veganos ou também a pessoas interessadas em fazer a transição para o veganismo? 

Caroline Soares: O grupo é livre para todos, mas tem que respeitar as regras, nada de ingrediente de origem animal, marca que testa em animais, temos lista de produtos proibidos. Uma vez por ano abrimos enquete no grupo com os produtos que mais tem relação de caro ou difícil de achar, os membros votam e se acharem caro ele é banido e não pode ter receita com ele. Toda receita deve estar por escrito, facilitando a inclusão de pessoa que usam aplicativos que converte texto em áudio. Basicamente todos são aceitos, seja vegano, vegetariano, ovolacto vegetariano, onívoro.

Para manter o grupo, eu conto com o apoio dos moradores, que são muito importantes para garantir que as regras estão sendo seguidas e que tudo está funcionamento corretamente. São eles: Paty Souza, Nilton Sobral, Marco Antonio Silveira, Tatiane Pelissari, Tatiane David Maciel, Niki Chagas, Jorge Erick Abreu, Flávia Rolim de Moura e Vilma Alves.

Foto de comida vegana acessível publicada pelo projeto (Foto: Reprodução / Instagram / @logoeu_veganapobre)

ANDA: Que tipo de publicação é feita no grupo e no Instagram? Quantos seguidores você tem nesta rede social atualmente?

Caroline Soares: O grupo Veganos Pobres Brasil é única e exclusivamente para troca de receita, meu Instagram é sobre veganismo em geral, tem receita, indicação de produto, minha historia com o veganismo e a ONG que tenho em casa. É um blog pessoal, falo sobre a minha vivência do dia a dia vegano. No Instagram tem 19 mil, no meu Facebook 3.751 amigos, fora a página.

ANDA: Você acredita que seu projeto tem atraído a atenção das pessoas para o veganismo? 

Caroline Soares: Acredito muito, todo dia recebo mensagem de pessoas que antes de me encontrar achavam veganismo caro e difícil. Elas falam que estão em transição ou já veganizaram com a minha ajuda.

Hambúrguer de batata e cenoura (Foto: Reprodução / Instagram / @logoeu_veganapobre)

ANDA: Você acredita que ainda há muita desinformação, que muitas pessoas ainda acham que ser vegano é caro?

Caroline Soares: Sim, porque quando se pesquisa receita veganas e produtos, os valores são abusivos. Só que vegano não vive deles e tem os pequenos produtores veganos que não são vistos e vendem barato, ou ainda receitas que fazemos em casa.

ANDA: Qual a importância, para você, de conscientizar as pessoas sobre o veganismo não ser elitista? 

Caroline Soares: A importância é trazer o máximo de pessoas para o veganismo, assim alcançamos mais rápido a libertação animal.

Almôndegas de “carne” de soja (Foto: Reprodução / Instagram / @logoeu_veganapobre)

ANDA: Há quanto tempo você é vegana? O que te fez ter interesse pelo veganismo? 

Caroline Soares: Sem carne há 10 anos, e completei 4 anos agora como vegana. Conheci um ovolactovegetariano há anos e na época não tive a ideia da exploração animal. Eu era a pessoa que esfregava uma coxinha na cara dele e falava “nossa que frescura”.

Chamo isso de despertar, foi quando estava em casa jantando e simplesmente a carne não descia mais, e a partir do dia seguinte não comi carne. Confesso que fácil não foi. Tive recaídas? Sim, com os derivados (queijo), mas errar é humano.

A minha mãe e eu temos uma ONG com cerca de 20 animais resgatados de abandono e maus-tratos. O veganismo salvou a minha vida, eu mudei e me mudei todos os dias.

Projeto social transforma a vida de animais de aldeias indígenas em SP

O projeto social “Animais das Aldeias”, idealizado pela fotógrafa Larissa Reis, de 30 anos, está transformando a vida de animais que vivem em aldeias indígenas do litoral de São Paulo.

Foto: Reprodução/Animais das Aldeias

“Como para os índios a situação já é complicada e faltam recursos para a própria população, eles priorizam seus alimentos. Os animais então se alimentam com restos de comida ou se viram caçando”, explica ao G1 a fotógrafa, que ao ajudar crianças indígenas percebeu que havia a necessidade fazer algo, também, pelos animais desses locais.

No início, a fotógrafa agia sozinha. Ela comprava mensalmente quatro sacos de 25 quilos de ração. “Foi complicado de início, mas eu precisava ajudar aqueles animais. Então percebi que, para uma ação efetiva, eu tinha que criar algo maior”, conta.

Larissa, que mora em Praia Grande, conta que alguns animais foram disponibilizados para adoção com consentimento dos índios, mas que o intuito do projeto não é tirá-los da aldeia. “Alguns nós doamos com o consentimento dos indígenas, de forma consciente, pela falta de recursos das aldeias para cuidar de todos”, diz.

Foto: Reprodução/Animais das Aldeias

A fotógrafa lembra que os medicamentos mais usados nas aldeias são para vermifugação, sarna e quimioterápicos. Produtos de higiene também são necessários. “Seria importante se tivéssemos pessoas que ajudassem mensalmente com doações, principalmente rações”, diz.

De acordo com Larissa, os animais que vivem nas aldeias foram abandonados nelas ou resgatados da rua pelos indígenas. “As aldeias viram desova. Muitas pessoas normalmente largam caixas de filhotes e cachorras idosas lá”, lamenta.

No momento, o grupo atende mais de 230 animais nas aldeias Rio Branco, em Itanhaém, Paranapuã, em São Vicente, e Rio Silveira, em Bertioga. Segundo a fotógrafa, a maior dificuldade do projeto é combater o tumor venéreo transmissível – câncer agressivo e degenerativo que atinge cachorros e gatos.

Foto: Reprodução/Animais das Aldeias

Para tratar a doença, os voluntários submetem os animais a quimioterapia semanalmente. “Em todas as aldeias os cães tem problemas dermatológicos. Quando há a necessidade de atendimento para animais silvestres, nós também ajudamos. Tirando os casos de tratamento quimioterápicos, visitamos as aldeias entre 21 e 28 dias”, explica.

O objetivo é expandir o projeto para todas as aldeias do litoral. Para que as ações sejam executadas, o grupo conta com ajuda de protetores de animais e veterinários voluntários. “Os profissionais tem um coração imenso e fazem um trabalho maravilhoso”, diz.

Foto: Reprodução/Animais das Aldeias

Além das ações com os animais, o grupo também conscientiza os índios sobre a importância de cuidar corretamente dos animais.

Nas aldeias de Itanhaém e São Vicente, todas as cadelas e gatas foram tratadas e castradas no período de maio a dezembro de 2018 – incluindo vacinação e vermifugação. O próximo passo é realizar essas ações em Bertioga.

“Todos nós fazemos isso por amor. Mudamos as vidas desses animais e proporcionamos para eles qualidade de vida. Podemos, algumas vezes, não conseguir salvar todos, mas aqueles que salvamos já faz a diferença. Não tem nada que pague isso”, conclui.