Congresso latino-americano vai reunir profissionais para debate sobre direito dos animais

O V Congresso Brasileiro e II Congresso Latino-americano de Bioética e Direito dos Animais será realizado de 4 a 6 de setembro na Universidade Federal de Sergipe (UFS). O evento será promovido pela UFS em parceria com o Instituto Abolicionista Animal (IAA) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Sergipe e contará com o apoio da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), do Departamento de Zootecnia (DZO) da UFS, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Católica de Salvador (Nova UCSAL).

Foto: Divulgação

“Mãe Terra – Direitos da Natureza e dos Animais. Diagnóstico e Perspectivas” será o tema do evento, que irá articular uma extensa e relevante rede de profissionais, desde juristas até especialistas de diversas outras áreas, para discutir a temática animalista.

O congresso nasceu da preocupação de pesquisadores da área do Direito Animal, vinculados a várias instituições de ensino superior brasileiras, além de ativistas e simpatizantes da causa animal. De acordo com o site oficial do evento, o objetivo do congresso é “discutir a respeito da teoria animalista, buscando não apenas conhecer o ‘estado da arte’ das pesquisas em curso no campo do Direito Animal, como também fomentar pesquisas interdisciplinares a respeito de temas que venham ganhando relevância no período recente”.

No evento científico serão apresentadas propostas dos grupos de trabalho, formados pelos palestrantes, além da realização de minicursos e oficinas e da apresentação de pôsteres. A programação completa, sujeita a alterações, está disponível no site do congresso, no qual também devem ser feitas as inscrições.

O campus São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe, onde o congresso será realizado, está localizado na Avenida Marechal Rondon, no Jardim Rosa Elze, no município de São Cristóvão.

Foto: Divulgação


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‘Amor de verdade não se compra, se encontra’, diz campanha de adoção da Prefeitura de Curitiba (PR)

A Prefeitura de Curitiba, no Paraná, iniciou uma campanha de incentivo à adoção de animais resgatados de abandono e maus-tratos. Para a campanha, cachorros que estão abrigados no Centro de Referência para Animais em Situação de Risco foram fotografados. As fotos foram divulgadas junto de frases que têm o intuito de comover a população e conscientizá-la sobre a importância de adotar um animal.

(Foto: Reprodução/ Facebook/Prefeitura de Curitiba)

“Amor de verdade não se compra, se encontra”, “nunca mais assista à sua série preferida sozinho”, “suas selfies nunca mais serão as mesmas” e “alguém para te ouvir a qualquer momento” foram as frases usadas na campanha. Elas foram colocadas nas fotos dos cães Negão, Julia, Edi e Nina.

“A nova campanha de adoção da Rede de Proteção Animal está enchendo a cidade com carinhas fofas!”, escreveu a administração municipal no Facebook.

Na publicação feita em rede social, a prefeitura divulgou informações sobre o abrigo onde os animais estão para que interessados em adotá-los possam ir até o local para levá-los para casa. O Centro de Referência para Animais em Situação de Risco está localizado na Rua Lodovico Kaminski, 1.381 e funciona de segunda-feira a domingo, das 9h às 12h e das 14h às 16h30.

Nas fotos da campanha, a prefeitura divulgou ainda o site Proteção Animal, mantido pela administração municipal. Nele, há diversas informações, inclusive sobre entidades que resgatam e doam animais. “Adote seu melhor amigo”, escreveu a Prefeitura de Curitiba ao indicar o site para a população.

(Foto: Reprodução/ Facebook/Prefeitura de Curitiba)

(Foto: Reprodução/ Facebook/Prefeitura de Curitiba)

(Foto: Reprodução/ Facebook/Prefeitura de Curitiba)


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MP pede na Justiça fim das charretes de tração animal em Aparecida (SP)

O Ministério Público (MP) acionou a Justiça contra a Prefeitura de Aparecida (SP) para pedir o fim das charretes de tração animal na cidade. A justificativa para a execução da ação, ajuizada pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), são casos de maus-tratos promovidos contra cavalos. A prefeitura disse que pretende acatar o pedido, mas irá pedir mais tempo ao MP. Não há prazo para a ação ser analisada pela Justiça.

Foto: Divulgação/ Ministério Público

De acordo com o texto da ação, os cavalos são forçados a puxar charretes com excesso de peso e o uso de chicote para açoite é recorrente. O MP cita ainda um caso de um cavalo que desmaiou de exaustão após ser submetido a esforço físico excessivo em uma tarde quente no mês de janeiro de 2019. As informações são do G1.

O promotor Laerte Fernando Levai solicitou que a prefeitura suspenda novas autorizações para charreteiros, canele a renovação ou prorrogação das licenças de operação do serviço, assim como as licenças já autorizadas, providencie inspeção veterinária e laudo sobre o estado dos animais e resgate equinos feridos, debilitados, doentes ou idosos.

Atualmente, 38 charretes têm licença da prefeitura para realizar serviços turísticos explorando cavalos. Para a promotoria, a alternativa é a adoção de outras possibilidades de transporte turístico, como veículos motorizados, denominados tuk-tuks, ou movidos a pedal.

Na ação, o promotor lembra que fez tentativas de assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) desde o início do ano, mas que a prefeitura não se posicionou, resultando na ação judicial.

“A ausência de manifestação da prefeitura no derradeiro prazo assinalado, que se alongou pelo mês de maio de 2019, acabou por redundar no ajuizamento desta ação”, afirmou.

O TAC, segundo o secretário de segurança pública e trânsito, Marcelo Monteiro Gonçalves, será assinado pela prefeitura e a exploração de cavalos através das charretes deve acabar até o fim do ano.

“A meta é acabar com as charretes até o fim do ano. Ainda vamos fazer uma reunião com os charreteiros e um novo modelo será proposto pela prefeitura. O TAC vai ser assinado, mas o prefeito vai marcar uma reunião com a promotoria para discutir os termos e pedir mais tempo porque são 38 famílias que tiram o sustento da atividade”, concluiu.


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Camboja proíbe passeios de elefantes após duas mortes por exaustão

O Camboja vai proibir os passeios de elefantes nas visitas ao templo de Angkor Wat, a maior atração turística do país, a partir de 2020. O governo respondeu a uma petição internacional – que teve mais de 14 mil assinaturas em apenas dois dias – que pediu o fim da exploração dos animais, depois de dois elefantes terem morrido de exaustão nos últimos três anos.

Mais de 2,5 milhões de turistas visitam o complexo do templo a cada ano, muitos dos quais não se inibem de fazê-lo às costas de um elefante, apesar do sofrimento do animal, que caminha ao sol durante longos períodos de tempo e altas temperaturas.

Foto: Twitter

Com a decisão do governo do Camboja, os 14 elefantes em Angkor Wat serão transferidos para um centro de conservação e reprodução até o início de 2020, confirmou o Comité do Grupo de Elefantes daquele templo.

O fim dos passeios com os animais é anunciado três anos depois de um elefante ter desmaiado e morrido de exaustão enquanto suportava dois turistas para o famoso templo. Um veterinário examinou o animal e revelou que ele morreu “devido a altas temperaturas, exaustão pelo calor e falta de vento que teria ajudado a resfriá-lo”.

Apenas dois anos depois, outro elefante morreu pelo mesmo motivo.

As mortes dos animais provocaram a indignação de pessoas de todo o mundo e, nas 48 horas seguintes à morte do segundo elefante, uma petição para acabar com os passeios conseguiu mais de 14 mil assinaturas.

Turistas ainda podem ver os elefantes no centro de conservação

Oan Kiry, diretora do Comité do Grupo de Elefantes de Angkor Wat, citado pelo jornal britânico “Metro”, disse: “No início de 2020, a nossa associação planeia acabar com a utilização de elefantes para transportar turistas. Eles vão poder ainda observar e tirar fotos com os elefantes no nosso centro de conservação e reprodução. Queremos que os elefantes vivam da maneira mais natural possível”.

O grupo ativista Moving Animals, que trabalha para aumentar a consciencialização sobre a crueldade da utilização de animais para fins turísticos, aplaudiu a decisão, dizendo que é um “grande alívio”.

Um porta-voz do grupo, citado pelo mesmo jornal, disse: “O fim dos passeios de elefante em Angkor Wat é verdadeiramente um momento decisivo que mostra que a maré está virando contra o turismo cruel da vida selvagem. Mais e mais turistas não querem pagar para ver os animais acorrentados ou em cativeiro, e as atrações onde a exploração continua precisam proibir esses passeios se quiserem manter os turistas e os amantes dos animais”.

Foto: Instagram / @stae_elephants

Acredita-se que existam ainda cerca de 70 elefantes domesticados no Camboja. Especialistas dizem que há cerca de 500 na natureza. Entre esses estão incluídos cerca de 110 elefantes que vivem no Santuário de Vida Selvagem Keo Seima e quase 200 nas Montanhas Cardamomo.

Menos elefantes selvagens no Camboja e sudeste da Ásia

O número de elefantes selvagens no Camboja e noutros países do sudeste da Ásia tem diminuído nos últimos anos devido à caça, à destruição de habitats naturais e ao conflito entre animais e pessoas, sugerem vários estudos.

“O governo está trabalhando com organizações relevantes para formular estratégias para proteger e preservar elefantes no Camboja para as gerações futuras. Para proteger efetivamente os habitats naturais de elefantes é necessário fortalecer a lei para combater a caça de animais selvagens e o uso de armadilhas”, afirmou o porta-voz do Ministério do Meio Ambiente do Camboja, Neth Pheaktra.

Pheaktra acrescentou que a consciencialização entre os agricultores locais em florestas protegidas precisa de ser maior, uma vez que eles usam produtos químicos nas plantações e atacam os elefantes quando os animais entram nos seus terrenos.

Fonte: JN


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Canal de televisão veta da programas que exploram animais

O canal de televisão por assinatura Travel Box Brazil, que produz conteúdo sobre viagem e turismo, decidiu que, a partir deste mês, não irá mais exibir programas que exploram animais.

Foto: Pixabayixx

Segundo um comunicado do canal, o objetivo é “exibir o mundo por olhos de brasileiros partindo da premissa de que o caminho é mais importante que o destino” para mostrar “que é completamente possível exibir um conteúdo de qualidade sem incentivar este tipo de prática”. As informações são do portal Minha Operadora.

A decisão foi tomada para atender aos anseios de assinantes do grupo Box Brazil, que se mostraram preocupados com as causas animal e ambiental. O último conteúdo a ser exibido pelo canal, com exploração animal, foi relacionado à pesca.

“É perfeitamente possível exibir uma programação de qualidade e entreter os nossos telespectadores sem que isso incentive a prática de exploração animal. A preservação do meio ambiente é uma pauta que precisa ser encarada com urgência no Brasil e no mundo e cabe aos meios de comunicação e formadores de opinião se posicionarem a respeito”, afirma Ramiro Azevedo, coordenador-geral do Travel Box Brazil.

“Esse posicionamento do Travel Box Brazil vai ao encontro de nossa visão de promoção da sustentabilidade e de promoção de destinos ou atividades turísticas que não ofendam o meio ambiente ou a vida em nosso planeta. Por isso, os programas que fomentam a exploração animal não terão mais espaço nesse canal”, ressalta José Wilson da Fonseca, vice-presidente do grupo Box Brazil.


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‘Olhar com cuidado para um animal que sofre não precisa ser causa de poucos’, diz protetora

A protetora Rose Vieira, que se envolveu recentemente no resgate de dois filhotes de cachorro encontrados dentro de um bueiro em Caratinga (MG), aproveitou o caso para incentivar as pessoas a tomar atitude frente a casos de abandono e maus-tratos.

Foto: Divulgação

“É preciso se importar, ter consideração sobre os direitos desses animais, porque eles não têm como lutar por si mesmos. Olhar com cuidado para um animal que sofre, buscar ajuda, isso não precisa ser causa de poucos. Todo mundo pode e deve ajudar, até mesmo aqueles que não têm afinidade com animais, afinal, se conseguimos mais adoções e castrações, significa menos animais soltos na rua. Isso beneficia a todos. Espero que esse caso ajude a sensibilizar as pessoas”, disse Rose, que integra o grupo Protetores do Floresta. As informações são do G1.

Lua e Billy foram salvos no dia 1º de junho. Graças a intervenção de pessoas sensíveis à causa animal, eles tiveram um final feliz. Os dois foram retirados de um bueiro pelo Corpo de Bombeiros, que quebrou o asfalto e cavou um buraco até conseguir ter acesso aos cães. Outro filhote também estava no local, mas no momento em que os militares chegaram, ele já havia sido salvo por moradores.

“A mãe dos cachorrinhos mora na rua. Ela pariu em um lote vago próximo, eles devem ter se afastado e caíram no buraco. Um deles estava mais perto da borda, ao alcance da mão, e foi resgatado primeiro. Acharam que não tinha mais nenhum lá, mas a mãe continuava parada ao lado do buraco. Quando me abaixei perto do bueiro, ouvi o choro dos que ainda estavam lá embaixo”, contou a protetora.

Desde o dia em que o primeiro filhote foi salvo até o resgate dos outros dois, três dias se passaram, o que foi motivo de preocupação para os moradores da região, que temiam pela saúde de Lua e de Billy. Assim que foram salvos, os dois foram levados para uma clínica veterinária.

“Imaginávamos que eles estariam desidratados, mas descobrimos que não. Havia algum pequeno curso d’água lá embaixo e eles conseguiram ficaram saudáveis, embora com fome. Depois que tomaram banho e receberam os primeiros cuidados, eles vieram para minha casa e em seguida foram adotados”, disse Rose.

Foto: Divulgação

O bancário Taylor Calais e a prima dele, Millena Calais, adotaram os filhotes. “Eu estudei com o filho da Rose, ele contou a história dos cachorrinhos no grupo da antiga turma e na mesma hora eu quis adotá-los. Já estava à procura de um cão filhote e quando soube desses não tive dúvidas. Acho que adotar é uma forma de fazer o bem”, disse Taylor.

Os dois foram levados para a cidade de Bom Jesus do Galho, onde passaram a viver com outros cães da família. “Aqui já tinha quatro cachorros. Três deles também foram resgatados das ruas: o Bob, a Pretinha e a Kyara. Esses adoraram a Lua e o Billy, estão cuidando deles e brincando muito. Tem também a Cristal, uma pinscher, que é a mais ciumenta, mas que em breve vai aceitar mais os novos companheiros”, disse Millena.

Protetores do Floresta

O grupo Protetores do Floresta alimenta e oferece água para animais em situação de rua no município. Os que adoecem também recebem atendimento veterinário e passam por tratamento.

Interessados em colaborar financeiramente para ajudar a manter as ações do grupo ou em adotar um animal devem entrar em contato com Rose pelo telefone (33) 9 9989-1114 ou com Isaura pelo número (33) 9 9964-9898.


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Lei que pune maus-tratos com perda da guarda do animal é sancionada em Palmas (TO)

A prefeita de Palmas (TO), Cinthia Ribeiro (PSDB), sancionou uma lei que define o que são maus-tratos a animais e pune tal prática com a perda da guarda do animal maltratado. A legislação foi publicada no Diário Oficial de terça-feira (11).

Foto: Pixabay

“Define-se como maus-tratos e crueldade contra animais as ações diretas ou indiretas, capazes de provocar privação das necessidades básicas, sofrimento físico, medo, estresse, angústia, patologias ou morte”, diz o texto da lei. As informações são do G1.

A legislação proíbe: abandono em vias públicas, em residências fechadas ou inabitadas; agressões diretas ou indiretas de qualquer tipo, tais como: espancamento, uso de instrumentos cortantes ou contundentes, uso de substâncias químicas, tóxicas, escaldantes e fogo; privação de alimento ou de alimentação adequada; confinamento, acorrentamento e/ou alojamento inadequado; uso de cadeado para o fechamento da coleira.

Os animais devem, segundo a lei, ficar em ambientes limpos, com incidência de sol, luz, sombra e ventilação e com tamanho adequado às necessidades e ao porte deles. Os tutores devem também fornecer alimento e água limpa aos animais, além de atendimento veterinário.

A nova norma determina que animais maltratados devem ser resgatado pela Prefeitura Municipal ou por ONGs de proteção animal.

A administração municipal foi questionada sobre como cumprirá a lei, já que não há estrutura no município para abrigar animais e o Centro de Controle de Zoonozes recebe apenas animais doentes.

A prefeitura alegou que “a Lei sobre a proibição da prática de maus-tratos e crueldades contra animais é considerada um avanço para a gestão pública municipal, pois a partir da legalidade sobre o ato, a Prefeitura de Palmas vai buscar parcerias, apoios e convênios para melhor se estruturar e atender esta pauta” e disse que a legislação será regulamentada e instrumentos para permitir que ela seja executada serão criados.

Festival vegano será realizado neste domingo em Belo Horizonte (MG)

A primeira edição do festival Paraíso Veg será realizada neste domingo (9), das 11 às 18h, no bairro Paraíso, em Belo Horizonte (MG). O evento deve reunir expositores das áreas de gastronomia, artesanato, moda, cosméticos e plantas.

(foto: Galpão Paraíso/Facebook/Divulgação)

A entrada é gratuita e a presença de animais domésticos é bem-vinda. “O mercado para o público vegano tem conquistado franca ascensão nos últimos anos. Por isso, as feiras de economia criativa precisam, também, estar atentas a esta demanda”, pontua a microempresária Regina Hamagutti, sócia da Litta Massas Veganas, que participará do festival. As informações são do portal Uai.

Como o veganismo é uma filosofia de vida que vai além da alimentação, as barracas do festival irão comercializar, além de alimentos, peças de vestuário, itens de higiene e limpeza, entre outros.

O evento contará ainda com show do músico Dom Preto, além de uma roda de conversa com a nutricionista Graziela Paiva. ONGs de proteção animal também participarão do festival, inclusive a entidade O Lobo Alfa, que resgata animais e os disponibiliza para adoção.

Os organizadores do evento esperam que mais de mil pessoas passe pelo festival ao longo do dia.

Serviço

Paraíso Veg
Data: 9 de junho, domingo
Horário: de 11h às 18h
Local: Galpão Paraíso (Rua Cachoeira Dourada, 44, bairro Paraíso)
Entrada gratuita

Leis que permitem crueldade contra animais em rodeios são anuladas pela Justiça

Leis criadas pelos municípios de Marília e Pereiras, no interior de São Paulo, foram anuladas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por autorizarem o tratamento cruel contra animais em rodeios. As prefeituras informaram que entrarão com recursos.

(Foto: Ricardo Nasi/G1)

Uma das ações levou à anulação da Lei nº 8.104, de 26 de junho de 2017, que autorizou a realização de práticas nocivas aos animais durante rodeios, impondo a eles sofrimento físico intenso. A ação foi movida contra o prefeito e o presidente da Câmara de Marília. A Procuradoria-Geral, órgão máximo do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), questionou a prova “laço em dupla”, na qual um animal é laçado pela cabeça e pelos pés. As informações são do Estadão.

A Procuradoria-Geral de Justiça afirmou que “a Constituição de São Paulo se viu agredida nos artigos 144 e 193, que impõem o dever de os municípios atenderem aos comandos nela expressados e aqueles da Carta Republicana nacional, assim como escudam a fauna, adotando medidas protetivas que impeçam a submissão dos animais a atos de crueldade”.

No caso de Pereiras, a ação foi movida contra o prefeito e o presidente da Câmara, devido à presença da expressão “prova de laço” na Lei Municipal n.o 1.044/2017, que passa a considerar o rodeio e provas similares como patrimônio cultural imaterial da cidade. A ação cita um trecho da legislação que define que “nas provas com a utilização de touros deverá haver, sempre que possível, a atuação de no mínimo um laçador de pista”, e a parte que aborda apetrechos de montaria, como sedéns, cintas, cilhas e barrigueiras.

Pareceres e laudos técnicos anexados ao processo indicam que esses apetrechos causam incômodo, estresse, dor e sofrimento nos animais, fazendo com que eles apresentam um comportamento anti-natural. Ainda segundo os documentos, a prática de laçar o animal “caracteriza procedimento brusco e agressivo, que lhe pode ocasionar lesões à estrutura orgânica, trazendo o risco, inclusive, de causar paralisia ou levá-lo a óbito (…)”. A Justiça acatou os argumentos.

A Prefeitura de Pereiras alegou já te alterado a legislação para adequá-la à Lei Federal 13.364/2016, que autoriza rodeios e vaquejadas no Brasil quando registrados como manifestações culturais de natureza imaterial. Essa classificação também foi dada ao rodeio e à vaquejada na Emenda Constitucional 96, de 2017, que marca um retrocesso na proteção animal brasileira.


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Prefeito de Londrina (PR) sanciona lei que institui “Dia do Protetor de Animais”

O prefeito Marcelo Belinati sancionou duas leis importantes, na manhã dessa quinta-feira (30), em defesa e proteção dos animais. A Lei nº 12.865/2019, que institui, no calendário de Comemorações Oficiais do Município, o Dia do Protetor de Animais, e a Lei nº 12.867/2019, que altera a estrutura organizacional da SEMA (Secretaria Municipal do Ambiente), para criar um setor de proteção animal.

O Dia do Protetor de Animais será comemorado anualmente no dia 10 de agosto, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da proteção animal para a saúde pública e para a preservação e promoção dos direitos animais. O projeto de lei é de autoria da vereadora Daniele Ziober. A data já era comemorada nacionalmente.

Foto: Pixabayto-

Por meio da lei nº 12.867/2019, acrescenta-se, na estrutura da SEMA, a Diretoria de Bem Estar Animal, a Gerência de Proteção Animal e a Gerência de Fauna. No primeiro momento, a estrutura contará com um diretor e dois gerentes, além de alguns fiscais, que deverão ser remanejados para o setor.

O prefeito Marcelo Belinati disse que Londrina nunca teve um política pública voltada especificamente para os animais e que esta administração está criando e construindo políticas públicas nesta área. “Isso é uma questão de saúde pública e de amor aos animais. Com uma diretoria específica, voltada para os cuidados dos animais da cidade, tenho certeza de que vamos conseguir muitos avanços para área”, disse.

O prefeito lembrou as diversas conquistas alcançadas até agora, entre elas a ampliação da castração dos animais, a criação do COMUPDA (Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais); a instituição do Centro de Zoonoses, que já está com o projeto estrutural pronto; a criação do Banco de Ração; e a proibição uso de fogos de artifício com efeitos sonoros, que causam desconforto para os animais e crianças com autismo. “Ainda precisamos avançar, pois temos diversas demandas para resolver nesta área, como a circulação de animais de grande porte em vias da cidade e a questão dos protetores dos animais e ONGs, que precisam do apoio do poder público. O que posso dizer é que estamos caminhando e construindo políticas públicas voltada para os animais”, enfatizou.

A gerente de Fiscalização da SEMA, Graziella Santana, representando o secretário municipal do Ambiente, José Roberto Behrend, destacou que, com a sanção da Lei nº 12.867/2019, está se criando um espaço voltado especificamente para pensar na causa animal de Londrina, buscando desenvolver políticas públicas mais efetivas para a área. “Também melhorar a qualidade da fiscalização, que já era feita pela Fiscalização Ambiental, e pensar na questão da guarda responsável e adoção de animais”, afirmou. Segundo Graziela, a SEMA recebe cerca de 20 denúncias de maus-tratos a animais por dia, representando a maior demanda da Fiscalização Ambiental.

A população pode continuar fazendo denúncias de maus-tratos a animais entrando em contato com a SEMA, pelo telefone (43) 3372-4771 ou pelo whatsapp (43) 99994-8677. A multa, para quem pratica maus-tratos a animais, pode variar de R$ 50,00 a R$ 100 milhões, estipulado pelo Código Ambiental Municipal.

A vereadora Daniele Ziober, autora do projeto de Lei que instituiu o Dia do Protetor de Animais, destacou que além as ONGs de proteção animal, os protetores independentes fazem um trabalho fundamental em Londrina. “É uma data para se comemorar e olhar para estes protetores, vendo como eles estão vivendo e de que forma o poder público pode auxiliar estas pessoas”, disse. Com relação a instituição da Diretoria de Bem Estar Animal e as gerências, Daniele contou que é uma grande conquista, pois a secretaria passa a ter pessoas para cuidar especificamente da proteção animal.

Também estiveram presentes na solenidade de sanção das leis, a presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Bruna Ontivero; os vereadores João Martins, Emanuel Gomes, Jamil Janene e Pastor Gerson Araújo; além de representantes de ONGs de proteção animal e protetores.

Fonte: BONDE


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