‘As pessoas não pensam que animais de fazenda têm sentimentos’, diz fundadora de santuário

Animais que vivem em fazendas, como bois, cabras, porcos e galinhas, são seres sencientes. Isso é, têm emoções e sentimentos. O que eles sentem vai além da dor física. São capazes, também, de sentir amor, afeto, medo, tristeza, de sofrer e de amar. E para protegê-los e conscientizar a sociedade sobre a senciência deles, Patrícia Fittipaldi fundou, há 11 anos, o Santuário das Fadas. Em entrevista exclusiva à ANDA, ela falou sobre os desafios para manter o local, que precisa de doações constantes, e revelou a bela missão que exerce diariamente cuidando de seres negligenciados e maltratados pela sociedade.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O santuário foi fundado quando e quantos animais atualmente vivem nele?

Patricia Fittipaldi: Foi fundado em 2008, temos aproximadamente 200 animais.

ANDA: Animais de que espécies vivem no santuário?

Patricia Fittipaldi: cães, gatos, aves, equinos, caprinos, suínos, bovinos, roedores e jabutis.

ANDA: O que te motivou a criar o santuário?

Patricia Fittipaldi: Desde criança sempre fui protetora de animais. Enquanto morava na cidade do Rio de Janeiro, eu resgatava muitos cães e gatos, mas com o tempo fui resgatando também animais como bodes e galinhas, e com isso foi ficando bem complicado morar na cidade e continuar resgatando esse tipo de animal. Então, me mudei para a Região Serrana, inicialmente fui para Itaipava. E eu quis montar um santuário principalmente de animais de fazenda porque são animais que não têm muitos abrigos e nem santuários para eles. O que têm mais são abrigos de cães e gatos. São poucas pessoas que fazem esse trabalho aqui no Rio de Janeiro, a gente praticamente faz um trabalho pioneiro.

E foi o amor a todas as espécies que me motivou. E com essa demanda de animais precisando de ajuda, principalmente animais de fazenda, que são animais que não costumam ser vistos com bons olhos, porque as pessoas gostam muito de cão e gato, não pensam que animais de fazenda sofrem, têm sentimentos, então foi isso que me motivou. Aí mudei para a Região Serrana, fiquei 10 anos em Itaipava e há quase dois anos a gente se mudou para Teresópolis, que é interior do Rio de Janeiro também.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você diz que as pessoas não pensam que os animais de fazenda sofrem e têm sentimentos. Você poderia contar uma história ou momento presenciado por você que demonstre o sofrimento e/ou o amor e a gratidão que estes animais sentem?

Patricia Fittipaldi: A maioria dos animais chegam aqui com desconfiança do ser humano, porque viveu muitas situações de maus-tratos. Os nossos equinos foram todos retirados de carroceiros, apanhavam muito, viviam trabalhando até a exaustão. Então, é muito legal observar a mudança deles e nem demora tanto, uma ou duas semanas aqui já no santuário, pela energia, pelo cuidado e pelo amor que a gente tem com esses animais, eles já demonstram muita gratidão.

Têm animais que chegam aqui muito agressivos, algumas vacas, alguns bois que participaram até de vaquejada, e com uma, duas semanas, nos casos mais graves um mês, esses animais mudam o comportamento completamente. Eles sentem, não só pela energia da gente com eles, mas também pelo cuidado e pelo amor que a gente passa para eles. Então, todos os animais que chegaram aqui chegaram dessa forma. Suínos que iriam ser mortos, eram criados em lugares imundos, em situação precária, não recebiam carinho. A gente não podia chegar perto deles que eles já gritavam com medo de apanhar. E com uma semana você percebe que eles já chegam perto da gente para pedir carinho, vão se aproximando devagarinho, até acontecer aquela entrega total de confiança.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O que você acredita que falta para que as pessoas percebam, que no que se refere a sentimentos, medo, dor, sofrimento, que os animais de fazenda são iguais aos cães e gatos?

Patricia Fittipaldi: Eu acredito que para as pessoas, principalmente para as que vivem na cidade, como não têm contato com esses animais e os enxergam como alimento, falta conviver com esses seres. Por isso em breve a gente quer fazer um programa de visitação monitorada no santuário, que dá a oportunidade das pessoas conhecerem e terem um momento de perto com esses animais. A gente em breve vai realizar isso para que as pessoas possam, cada vez mais, ter mais consciência sobre o fato de que esses animais também sentem, têm sentimentos, ficam felizes e tristes. Então, para mim, o que falta mesmo para as pessoas perceberem, no que se refere a sentimento, medo, dor sofrimento, é a vivencia com esses animais. Para as pessoas da cidade é muito difícil.

Nós que temos santuários, acho importante fazermos esse planejamento das visitações monitoradas, que não podem também ser diárias ou com muita frequência para não estressar os animais. Porque eles têm contato com a gente que está na lida com eles todo dia, mas muitos deles ainda têm receio quando se deparam com seres humanos diferentes, outros até gostam, então é uma coisa que a gente vai em breve fazer, mas também para não estressar os animais vai ser um projeto quinzenal ou mensal. Mas quando as pessoas têm contato com esses animais, elas começam a perceber que eles pedem carinho, que eles têm emoções.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você disse que fundou o santuário em 2008. De lá pra cá, nestes onze anos com o santuário, e também considerando o período no qual você já estava envolvida na causa animal, mesmo antes da criação do santuário, você notou alguma evolução na sociedade em relação aos animais? Os cães e gatos e, principalmente, os animais de fazenda, têm sido vistos de melhor forma pelos humanos, embora grande parte da população ainda seja omissa e até cruel com eles?

Patricia Fittipaldi: Eu notei muita mudança. Porque mesmo na época que eu não tinha o santuário, que eu só era envolvida com ativismo, era uma coisa muito difícil as pessoas se comoverem com animais de grande porte, animais de fazenda. E hoje em dia, mesmo as pessoas que se alimentam de carne têm aquela hipocrisia, comem a carne mas ficam com pena de ver as situações, e isso já é um despertar. E muitas delas, até por causa desse despertar, viram vegetarianas e veganas.

E entre os animais de fazenda, acho que as pessoas se sensibilizam mais com os equinos. Porque elas encontram muitos equinos na própria cidade, puxando carroça, animais desmaiando de cansaço, então são animais de fazenda, mas que também são encontrados na cidade. Portanto, eu vejo uma grande evolução em relação ao despertar das pessoas com os animais de fazenda, mas ainda tem muita coisa para evoluir.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: E como você faz para sustentar todos estes animais do santuário? 

Patricia Fittipaldi: Infelizmente, a gente vive literalmente de doação e são doações eventuais, o que é uma coisa incerta. Todo mês é uma loucura, a gente implorando ajuda na internet, nas mídias sociais. Não temos patrocínio fixo de empresa ou pessoa e o gasto é altíssimo, com ração, medicamentos, funcionários, com os recintos, que têm que ampliar, modificar, melhorar, criar mais recintos. É muito difícil. A gente gostaria muito de ter um patrocínio pelo menos para rações, um patrocínio mensal. Mas, infelizmente, a gente até hoje não conseguiu, então vivemos literalmente de doação.

* Por Mariana Dandara


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Atriz Lady Francisco morre aos 84 anos e é lembrada pelo seu amor pelos animais

Divulgação

A Atriz mineira Leyde Chuquer Volla Borelli Francisco de Bourbon, mais conhecida pelo seu nome artístico Lady Francisco, morreu no último sábado (25) aos 84 anos. Ela estava internada desde abril após sofrer uma queda enquanto passeava com seus cães e fraturar o fêmur. Lady teve complicações pós cirúrgicas e após ser transferida para a UTI seu quadro se agravou. Ela foi vítima de um isquemia e a causa da morte foi falência múltipla de órgãos.

Lady atuou por cerca de 50 anos na TV brasileira e brilhou em inúmeras novelas como A Escrava Isaura (1976), Marrom Glacê (1979), Baila Comigo (1981), Louco Amor (1983), Barriga de aluguel (1990) e Totalmente demais (2017). Ativista pela causa animal, a atriz sempre frisou o quanto era “violentamente apaixonada” pelos animais e era presença marcante em feirinhas de adoção de cães e gatos, onde reforçava a importância de dar uma chance para um animal sem lar.

Reprodução | Facebook

A morte da atriz gerou comoção nas redes sociais. A compaixão de Lady pelos animais foi lembrada e reforçada por protetores e internautas:

O velório de Lady Francisco será realizado neste domingo (26) no Teatro Leblon, na sala Fernanda Montenegro, de 10h às 16h. A pedido da atriz, seu corpo será cremado. Descanse em paz Lady Francisco.

Gatinho baleado com espingarda precisa de ajuda para cirurgia

Reprodução

O gatinho Negão tem aproximadamente quatro anos de vida e foi vítima de maus-tratos em Praia do Meio, em Natal, no Rio Grande do Norte. Ele foi encontrado ferido após ter sido atingido por um tiro de espingarda. O projétil se alojou na coluna do animal e o deixou paraplégico.

Negão é tutelado por uma família humilde e sua tutora, Acidália Bastos, faz todo possível para cuidar do gatinho. Ela o levou para receber atendimento veterinário emergencial e gastou cerca de R$ 400 em exames com exames e cuidados iniciais, mas, infelizmente, não possui recursos para custear a cirurgia para a remoção do projétil, que ficou orçada em R$ 1.200.

A tutora de Negão tem gastos diários com fraldas e óleos cicatrizantes, mas faz um apelo por ajuda para que o gatinho seja operado. Em uma entrevista ao jornal OP9 (veja abaixo), Acidália se emociona ao falar sobre Negão.

Para quem puder ajudar, Acidália disponibilizou uma conta para depósitos:

Banco do Brasil
Agência – 2623-9
Conta Corrente – 28977-9
Titular: MARCOS R. FRANCISCO

Apenas 17% dos brasileiros que tutelam cães adotam animais abandonados

Por David Arioch

Segundo a Proteção Animal Mundial, 8% dos entrevistados no Brasil não veem problema em envenenar cães abandonados (Foto: Getty Images)

De acordo com uma pesquisa realizada pela organização Proteção Animal Mundial, apenas 17% dos brasileiros que tutelam cães adotam animais abandonados nas ruas, embora 47% dos entrevistados dizem que se preocupam com a questão do abandono.

O relatório faz parte da campanha “A vida é melhor com cães” que, além de apresentar um retrato da relação entre seres humanos e cachorros, também revela a importância de mudanças sobre a percepção que as pessoas têm dos animais e suas necessidades.

Segundo a Proteção Animal Mundial, 8% dos entrevistados no Brasil não veem problema em envenenar cães abandonados. Já o percentual de pessoas que afirmam ter ajudado cães em situação de abandono é de 49%.

“O abandono causa muito sofrimento. Sozinhos nas ruas, eles passam fome, adoecem, são atropelados, envenenados e ficam vulneráveis a todo tipo de violência”, enfatiza a organização.

E acrescenta: “A maioria não consegue sobreviver por muito tempo. Em torno de 75% dos filhotes abandonados morrem antes de completar seis meses de idade.” Há uma estimativa de que no Brasil o número de cães e gatos abandonados ultrapassa os 30 milhões.

Voluntários produzem camas para cães abandonados com pneus em MG

Um grupo de voluntários começou a produzir camas para cachorros abandonados em Muriaé, no estado de Minas Gerais. A principal matéria-prima utilizada são pneus.

Foto: Prefeitura de Muriaé/Divulgação

Um oficina para confecção das camas foi feita pela Prefeitura de Muriaé em parceria com o “Projeto Cuida”. Foram produzidas cerca de 30 camas, que serão distribuídas em bairros como Recanto Verde, Horto Florestal, Panorama e Almoxarifado do Executivo.

O objetivo, segundo a administração municipal, é ajudar animais que estão abandonados e não têm condições de se proteger do frio. As informações são do portal G1.

“Os cães em situação de rua não escolhem estar nas ruas. Eles são animais domesticados, foram abandonados e dependem do homem para ter bem-estar, saúde e segurança. É responsabilidade de todos os cidadãos dar o mínimo de condições para que não sofram com fome, sede ou frio”, destacou a diretora de Saúde Ambiental, Carla Morcerf.

De acordo com a prefeitura, outros serviços e parcerias estão sendo realizados na cidade em prol dos animais. Um deles é a castração, feita com o apoio dos grupos de proteção animal “Amicão” e Pedido de Socorro de Muriaé (PSM). Mais de 800 cães e gatos foram castrados no município em um período de dois anos.

Dia Mundial da Medicina Veterinária: profissionais salvam vidas após desastres

Hoje, 29 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Medicina Veterinária. A profissão remete inicialmente a especialistas atendendo animais em clínicas, mas o trabalho desses profissionais, no entanto, não se restringe apenas a esses estabelecimentos. A atuação dos médicos veterinários é essencial, por exemplo, após desastres.

Vaca fica presa à lama em Brumadinho. Foto: Mauro Pimentel/AFP

Em Brumadinho (MG), assim como ocorreu em Mariana (MG) anos antes, o trabalho dos médicos veterinários foi primordial para que vidas pudessem ser salvas. Enquanto o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil concentram esforços na busca por pessoas, os médicos veterinários se deslocam até o local da tragédia, frequentemente de forma voluntária, para prestar auxílio aos animais, domésticos e silvestres, afetados.

Muitos animais foram encontrados em meio à lama em Brumadinho, que atingiu a cidade após o rompimento de uma barragem, configurando um grave crime ambiental. Sem condições de sair do local por conta própria, eles só puderam ser salvos graças à dedicação não só de voluntários da proteção animal, como também de veterinários.

Cachorro coberto de lama é resgatado em Brumadinho. Foto: Rodney Costa/DPA/Getty Images

Um dos animais resgatados na cidade mineira foi uma cadela que recebeu o nome de Laminha. Encontrada assustada, escondida embaixo de um caminhão, ela foi resgatada por uma equipe da World Animal Protection. De acordo com a organização, “foi preciso muita paciência para conquistar sua confiança e atrair ela para fora”. Camila Flores, uma voluntária da proteção animal que se uniu à entidade nas ações de resgate, foi quem conseguiu salvar Laminha.

“Os animais estão entre os mais vulneráveis ​​em desastres. Eles não podem falar, nem pedir ajuda”, disse a gerente de programas veterinários da organização, Rosangela Ribeiro. “Quando Laminha finalmente foi resgatada, pude ver o alívio nos olhos da Camila!”, completou. A cadela foi levada a um abrigo e recebeu os cuidados necessários.

Laminha foi levada a um abrigo e recebeu os cuidados necessários. Foto: World Animal Protection

Vítimas de um ciclone

Na África, no mês de março, não foi diferente. Profissionais da World Animal Protection também prestaram socorro a animais após a passagem do ciclone Idai, que atingiu Moçambique, Malawi e Zimbábue. Segundo a organização, mais de 200 mil animais, de diferentes espécies, foram vítimas do desastre natural.

Criança segura um frango depois da evacuação do distrito de Buzi, em Beira, Moçambique. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

No site oficial da World Animal Protection, há a informação de que “muitas pessoas não tiveram escolha senão fugir e deixar tudo para trás, inclusive seus animais, que ficaram abandonados à própria sorte. Os que conseguiram sobreviver estão doentes, feridos e morrendo de fome”.

A organização lembrou ainda que o ciclone representa um risco aos animais de contaminação por doenças, que podem ser fatais. Em entrevista concedida à entidade, o médico veterinário do do governo da região sul do Malawi, Dr. Edwin Nkhulungo, explicou que “as inundações podem ter um efeito prolongado nos animais, especialmente no que diz respeito à incidência de doenças”. Esses animais estão sujeitos também a doenças pulmonares e a podridão de casco.

Moçambique, depois da passagem do ciclone Idai. Foto: Adrien Barbier/AFP.

Tanto este caso registrado na África, quanto os que ocorreram no Brasil, apesar de terem causas diferentes, tem em comum o risco que representam para a vida dos animais, tão negligenciados pela sociedade. A ação rápida dos veterinários, portanto, é fundamental. O Dia Mundial da Medicina Veterinária, portanto, deve ser visto como uma justa homenagem a esses profissionais que se dedicam a salvar vidas, seja dentro de uma clínica ou após uma tragédia ou crime ambiental.

Dia da Educação: data reforça necessidade de conscientização sobre direitos animais

O Dia da Educação, celebrado em 28 de abril, foi criado para lembrar da importância da educação para a construção de valores essenciais para a sociedade. Dentre esses valores, estão os direitos animais, que devem ser vistos como questão primordial a ser debatida para a garantia de um mundo mais justo e ético.

Foto: Pixabay

A conscientização sobre os direitos animais é uma forma de mudar a maneira como os animais são vistos pela sociedade, combater casos de maus-tratos e reforçar a premissa de que todo ser vivo deve ter resguardados os direitos invioláveis à vida e à integridade física.

Na sociedade atual, números alarmantes de negligência, abuso e abandono de animais domésticos são registrados. E se esses animais, que são amparados pela lei, sofrem tanto, o que dizer daqueles que não tem respaldo algum na legislação? Bois, porcos, vacas, pintinhos, galinhas, peixes, e tantos outros são diariamente explorados, torturados e mortos. Segundo dados do IBGE, um boi, um porco e 180 frangos são assassinados por segundo no Brasil para atender ao paladar humano.

Para mudar esse cenário, a educação é o caminho. Somente através dela é possível mudar o tratamento dado pelas pessoas aos animais, mostrando a elas que vidas não devem ser hierarquizadas entre de maior e de menor valor e que qualquer animal, independentemente da espécie, merece respeito.

É necessário lembrar também que a construção de uma sociedade que protege todos os animais é benéfica não só para eles, mas também para os próprios seres humanos. Isso porque a defesa de valores como a empatia e a compaixão contribuem para a evolução social, tornando o convívio humano mais saudável e criando um mundo mais compassivo.

Comissão de defesa animal da assembleia do RJ passa a ser permanente

A Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que foi instalada na tarde da última quinta-feira (25), passou a ter caráter permanente.

Foto: Pixabay

O deputado Renato Zaca (PSL) foi escolhido para ser o presidente da Comissão, que tem o objetivo e combater crimes contra animais. As informações são do G1.

Ficou definido que os primeiros atos da Comissão serão conhecer o Batalhão de Ações com Cães da Secretaria de Estado de Polícia Militar e checar as condições em que vivem os animais mantidos em cativeiro pelo Zoológico do Rio de Janeiro.

“Vamos trabalhar por aqueles que não podem falar e estão sofrendo violência. Estudos mostram que quem tem capacidade de fazer mal a um animal está a um passo de fazer contra humanos”, afirmou o parlamentar.

Para vice-presidência foi escolhida a deputada Alana Passos (PSL). Segundo ela, um grupo permanente para defender os animais é uma quadra de paradigmas na Alerj e um “ato de emoção”.

Nota da Redação: a ANDA é veementemente contra a existência de zoológicos, por entender que animais não devem viver aprisionados para entreter seres humanos, e repudia a exploração de cachorros pela polícia militar, já que defende que cães não devem ser envolvidos em operações policiais, que representam risco de morte para eles, e tampouco devem ser submetidos a treinamentos anti-naturais para servir aos seres humanos.

Após decisão do STF que libera fogos com ruídos, campanha pede apoio pela proibição

No início do mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu a lei municipal que proibia fogos de artifícios com ruídos em São Paulo, sancionada pelo prefeito Bruno Covas em maio do ano passado. A decisão veio em apelo da Associação Brasileira de Pirotecnia (Assobrapi), que defende o uso de fogos de artifícios com estampidos.

No interior de São Paulo, uma cadela morreu durante os fogos no Réveillon de 2018 e imagem repercutiu em todo o país (Foto: @thais.siqueira.106/Facebook)

Segundo Moraes, proibir ou não fogos de artifício é uma decisão de competência federal, não municipal. Mas o problema subsiste no fato de que a medida liminar que suspende a proibição desconsidera as consequências da prática.

Ainda que haja um grande número de pessoas em todo o país que são contra fogos com estampidos pelo mal que causam aos animais e às pessoas, a decisão do ministro, mesmo que sob mérito constitucional, não deixa de ser uma decisão que acolhe uma ação movida apenas com interesses econômicos.

Além disso, Alexandre de Moraes está colocando em risco todas as leis municipais que proíbem o uso de fogos com estampidos.

“Retrocesso daqueles que deveriam cuidar da proteção dos autistas, animais, idosos em leitos de hospitais e dar exemplo. É principalmente uma falta de respeito para a sociedade e meio ambiente”, lamenta Rogério Nagai, autor de um abaixo-assinado no change.org que se aproxima de 105 mil assinaturas contra a decisão do ministro do STF.

A iniciativa pede apoio popular para a aprovação do Projeto de Lei (PL 6881/2017), de autoria do deputado federal Ricardo Izar (PP-SP), que prevê a proibição da fabricação, comércio, transporte e manipulação de fogos com estampidos (rojões, morteiros, bombas, etc).

Abaixo-assinado

Se você é contra os fogos de artifício com ruídos, assine o abaixo-assinado – clique aqui.

Você também pode compartilhar o abaixo-assinado e enviar um e-mail para o ministro Alexandre de Moaraes: gabmoraes@stf.jus.br

Guitarrista Brian May incentiva fãs a optarem por produtos veganos

O guitarrista e compositor britânico Brian May, da lendária banda de rock Queen, publicou esta semana no Instagram uma foto do seu par de calçados veganos da marca italiana Yatay. Ele deixou claro que realmente não faz muito sentido um ativista dos direitos animais usar calçados com matéria-prima de origem animal.

“Prefiro ser lembrado por acelerar o fim da crueldade contra os animais” (Fotos: Brian May/Instagram

May elogiou a Yatay e disse que pretende incorporá-los às apresentações da sua nova turnê. E visando estimular 1,6 milhão de fãs a optarem por produtos veganos, declarou:

“Não é preciso ser vegano para comer comida vegana ou comprar coisas veganas. Mas toda vez que você investe em produtos veganos, você investe na saúde do planeta e nos animais que vivem nele, incluindo nós mesmos.”

Há alguns anos, o jornal britânico Sunday Express publicou um artigo intitulado Why I have to speak for the Animals (Por que eu tenho que falar pelos animais). No texto assinado por Brian May, ele enfatiza que prefere ser lembrado por ajudar a diminuir a crueldade contra os animais:

“Alguém me perguntou recentemente como eu gostaria de ser lembrado. We Will Rock You? Tocando no Palácio de Buckingham? Eu disse, dada a escolha, que prefiro ser lembrado por acelerar o fim da crueldade contra os animais e por ter semeado as sementes de verdadeiro respeito em relação a maneira como tratamos todas as criaturas. Parece uma mudança radical de carreira para mim, não é?”

E acrescenta: “Meu amor pela música é inabalável, juntamente com meu amor pela astrofísica, estereoscopia e Photoshop, mas o meu amor pelos animais me levou a deixar a minha guitarra em segundo plano para tentar dar voz aos animais. Então, diariamente, me torno impopular com várias pessoas, que ainda acreditam que os animais foram colocados na Terra para serem usados e abusados pelos seres humanos. Humano é o nome que damos a nós mesmos, e há um adjetivo derivado disso, implicando compaixão, sensibilidade e justiça: a palavra “humano”.