Tatuadora arrecada 700 kg de ração para ajudar ONG de animais

Uma tatuadora arrecadou 700 kg de ração em dois meses de uma campanha feita para ajudar uma ONG de animais abandonados. A campanha continua e Rayza Peralta oferece duas tatuagens, uma no valor de R$ 90 com qualquer quantidade de ração, e a segunda é feita gratuitamente caso sejam doados 6 kg de ração para cães ou gatos. A ONG beneficiada, de Cuiabá (MT), é a Organização para Proteção ao Meio Ambiente e aos Animais (OPAA).

Foto: Rayza Peralta/ Arquivo pessoal

Foram mais de 100 tatuagens feitas entre março e abril, na campanha. A vontade das pessoas em contribuir com a causa surpreendeu a tatuadora. “Fiquei muito feliz e animada e, mais ainda, em ajudar e ver que tem muita gente disposta a ajudar’”, disse.

A ideia de criar a campanha surgiu após Rayza assistir uma reportagem sobre animais abandonados. O objetivo do projeto da tatuadora é ajudar os animais e dar visibilidade para a adoção. As informações são do G1.

Com a campanha, Rayza não só arrecadou ração, como conseguiu que alguns animais da ONG fossem adotados. Segundo ela, o sucesso do projeto tem motivado outros tatuadores a fazerem o mesmo.

De acordo com a tatuadora, um festival de adoção em parceria com a ONG está sendo planejado e deve ser realizado no segundo semestre. A campanha das tatuagens continuará durante todo o ano, com etapas de fechamento bimestrais, para que possa ser feito um controle de arrecadação e atendimentos.

Foto: Rayza Peralta/ Arquivo pessoal

Os próximos agendamentos de tatuagens devem ser feitos a partir de 20 de abril. Os trabalhos serão feitos, através do projeto, em maio e junho.

A tatuagem oferecida segue um padrão de 7 cm de tamanho para frases ou palavras, com traços finos, ou desenhos minimalistas com coloração preta. A segunda tatuagem, gratuita em caso de doação de 6 kg de ração, poderá ser feita em outra pessoa.

O estúdio de tatuagem de Rayza fica na rua Botafogo, no bairro Jardim Guanabara, em Cuiabá. A Organização para Proteção ao Meio Ambiente e aos Animais (OPAA) foi fundada há 6 anos e mantém atualmente cerca de 200 animais.

Salvador (BA) ganha diretoria de proteção e bem-estar animal

A cidade de Salvador, na Bahia, passa a contar, desde esta terça-feira (16), com a Diretoria de Bem Estar, Proteção e Defesa dos Animais. O engenheiro mecânico e ativista pelos direitos animais Gustavo Lopes foi empossado como titular da pasta durante uma cerimônia no Palácio Thomé de Souza.

Foto: Pixabay

A diretoria é vinculada à Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre) e a criação dela foi considerada importante pelo prefeito ACM Neto. As informações são do portal Correio 24 Horas.

“Este é um passo significativo que está sendo dado pela prefeitura para reforçar ainda mais toda a política de defesa dos animais em Salvador”, disse ACM Neto.

O prefeito considera que a elaboração de um modelo para multiplicar o número de castrações feitas na cidade será um dos primeiros desafios da diretoria. De acordo com ele, podem ser usadas como alternativas castramóveis e ampliação de convênios com clínicas veterinárias.

Um edital será feito para contratação de funcionários que atuem no cuidado a animais de grande porte, como cavalos e bois. A intenção é resgatar esses animais, quando encontrados em situação de abandono, tratá-los e encaminhá-los para local adequado. A construção de um hospital municipal veterinário também é estudada.

O responsável pela diretoria, Gustavo Lopes, atua em ações de proteção animal como castração, resgate de animais e doação. Ele se comprometeu em trabalhar com empenho para beneficiar os animais da cidade.

“É um desafio imenso, mas garanto que haverá todo um empenho e vontade de que seja feito um excelente trabalho. O diálogo com a população será o mais aberto possível, ouvindo todas as opiniões. Haverá um relacionamento com as diversas ONGs de proteção animal na cidade para levantar as maiores carências e, assim, fazer o melhor trabalho possível”, afirmou.

Grupo de motoqueiros resgata animais e investiga crimes de maus-tratos

Um grupo de motoqueiros norte-americanos tatuados criou a Rescue Ink, uma ONG que trabalha resgatando animais em situação de risco e investigando crimes de maus-tratos para, depois, denunciá-los às autoridades.

Além dos motoqueiros, ex-fisiculturistas, campeões de powerlifting, ex-militares, detetives de polícia, advogados e um ex-caminhoneiro também integram a ONG, que já teve um abrigo próprio, mas que, após as instalações serem destruídas por um furacão, passou a trabalhar exclusivamente através de parcerias com abrigos de outras entidades.

“Algumas pessoas gostam de pensar em nós como super-heróis. A verdade é que somos super amantes dos animais e seus protetores. Ao longo dos anos, e através de muitos casos investigados, obstáculos e francos desafios, continuamos fortes e dedicados à nossa missão”, disse um dos membros da ONG, que sobrevive por meio de doações. As informações são do portal Brightside.

A entidade recebe e 1 mil a 3 mil pedidos de ajuda por dia, enviados por pessoas de todo o mundo, e atende cerca de 250 casos por dia. Com esse trabalho, centenas de cachorros, gatos, cavalos, galinhas, porcos, peixes e até uma cobra já foram salvos.

Foto: RescueInkVideos / youtube

Ao jornal New York Times, o grupo contou que já lidou com diversos casos envolvendo animais, como pessoas comercializando cães para comprar drogas, cachorros sendo explorados em rinhas – que são ilegais nos Estados Unidos -, homens tentando envenenar gatos mantidos em um abrigo e até mesmo uma investigação sobre um serial killer de gatos da Pensilvânia, que terminou com um relatório sobre o caso sendo organizado. Quando investigam crimes, os voluntários juntam provas e as entregam para a polícia.

O grupo também se dedica a ensinar adultos e crianças sobre a necessidade de respeitar os animais. Os voluntários lembram que os agressores possuem características semelhantes e costumam ser inseguros, impulsivos e implacáveis devido a problemas familiares e afetivos.

Para o Rescue Ink, cometer abusos contra animais é o primeiro passo para passar a violentar pessoas. Por isso, coibir crimes contra animais não protege apenas eles, mas também os seres humanos.

O trabalho da ONG no combate à crueldade animal é facilitado, segundo os voluntários, pela aparência intimidadora de cada um deles. Em entrevista à revista People, os motoqueiros afirmaram ter mais facilidade para se aproximar de um agressor de animais do que a polícia e que a aparência deles é uma vantagem na hora de negociar com um tutor cruel.

Conheça alguns integrantes do grupo:

1. Batso Maccharoli, ex-lutador profissional.

Foto: John Lamparski / Contributor / WireImage / Getty Images

2. Mikey Ink é um campeão do fisiculturismo.

Foto: Janette Pellegrini / Contributor / WireImage / Getty Images

3. Anthony “Big Ant” Rossano já foi um grande lutador de wrestling.

Foto: Astrid Stawiarz / Stringer / Getty Images Entertainment / Getty Images

4. Joe Panz é um dos fundadores e líder da Rescue Ink. Ele era caminhoneiro.

Fundação francesa pede cancelamento de leilão de 300 cães de raça

A fundação francesa “30 Milhões de Amigos” denunciou a realização de um leilão de 300 cachorros de raça em Laval e pediu que o evento seja cancelado devido ao tratamento dado aos animais, reduzidos a “meros objetos” passíveis de comercialização.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O leilão está marcado para a próxima terça-feira (9), em local ainda não divulgado, de acordo com informações do site do leiloeiro de Laval. As informações são do jornal Estado de Minas.

Serão explorados para comércio no leilão cachorros das raças shih tzu, yorkshire, chihuahua, jack russel, bichón frisé e golden retriever.

“Lutamos para que os animais sejam reconhecidos como ‘seres vivos e sensíveis’ e não ‘bens móveis’, e hoje estão prestes a colocar esses cães em leilão como meros objetos”, afirmou Reha Hutin, presidente da fundação, em um comunicado.

Os cachorros foram retirados de um criador, após uma ação judicial. E ao invés de serem disponibilizados para adoção, de forma ética e responsável, serão leiloados como se fossem mercadorias.

“O amor pelos animais humaniza as pessoas”, afirma o deputado David Miranda

A defesa pelos direitos animais é uma das bandeiras levantadas pelo deputado federal David Miranda (PSOL), que tem feito uso de sua visibilidade e influência para levar à frente pautas necessárias aos animais. Em uma entrevista exclusiva à ANDA, ele contou sobre sua relação com a causa animal, que, inclusive, o levou a iniciar uma transição para o vegetarianismo. Confira abaixo.

David Miranda (Foto: Reprodução / Facebook / David Miranda)

ANDA: Quando iniciou seu envolvimento com a proteção animal?

David Miranda: Quando eu era criança e morava na favela do Jacarezinho, teve início o meu envolvimento com a proteção animal, na época, conseguia, com ajuda de outras pessoas, comprar ração para animais de rua. Mas, atuando de forma mais concreta, foi há 14 anos que eu e meu marido começamos a resgatar animais abandonados e propor aos amigos que os adotassem.

ANDA: A ONG comandada por você e pelo seu marido foi fundada quando? O que levou vocês a terem uma entidade voltada para os animais?

David Miranda: Sou casado com o jornalista americano Glenn Greenwald e a ONG é comandada por ele – o Abrigo Hope, fundado em 2017. Tudo começou com uma experiência nova, no bairro do Alto da Boa Vista, onde morávamos e havia um local vazio. Ano passado, foi transferida para um sítio alugado em Maricá.

David Miranda com o marido Glenn Greenwald e os filhos (Foto: Reprodução / Facebook / David Miranda)

ANDA: Quantos animais são mantidos pela ONG atualmente e de que forma vocês captam recursos para sustentá-los?

David Miranda: No momento, são perto de 50 animais. Os fundos são organizados por doações na internet, como o sistema vaquinha online.

ANDA: O que devem fazer as pessoas interessadas em adotar animais resgatados pela ONG?

David Miranda: Podem entrar em contato diretamente via site ou redes sociais. A partir daí, são mantidas conversas e marcadas datas para equipes de voluntários levarem os animais até as pessoas que vão recebê-los.

ANDA: Você e seu marido têm dois filhos. O amor pelos animais é ensinado para eles?

David Miranda: Meus dois filhos, de 9 e 11 anos, adoram os 24 cachorros que temos em casa. Eles são ensinados a respeitá-los e amá-los. O que não falta à nossa família é amor aos animais. Lutar pelos direitos dos animais é um compromisso que assumimos juntos e que vai nos acompanhar por toda a vida.

David Miranda com o marido Glenn Greenwald, os filhos e cães da família (Foto: Reprodução / Facebook / David Miranda)

ANDA: Você acredita que ensinar as crianças a respeitar os animais é uma das formas de criar uma sociedade mais compassiva em relação a todos os seres vivos, inclusive os seres humanos?

David Miranda: Juntos, eu e meu marido, já resgatamos centenas de animais. Os nossos filhos sabem dessa nossa história de dedicação e carinho. O amor pelos animais humaniza as pessoas, é transformador. Assim, podemos ajudar a construir um mundo melhor.

ANDA: No seu trabalho na política, você já apresentou algum projeto de lei voltado para a causa animal ou pretende apresentar? Se sim, qual?

David Miranda: Sim. Assim que fui eleito vereador, o prefeito Crivella transformou por meio de um decreto a Secretaria de Defesa dos Animais em subsecretaria. Apresentei um projeto para tornar sem efeito este decreto e lutei muito para termos de volta a secretaria.

Filhos de David com um filhote de cachorro (Foto: Reprodução / Facebook / David Miranda)

ANDA: Você tem usado suas redes sociais para propagar mensagens e notícias de conscientização acerca da causa animal. Isso tem gerado algum retorno positivo que demonstre uma maior abertura das pessoas em prol dos animais?

David Miranda: Uso minhas redes sociais para criar mais consciência sobre os respeitos e a estrutura da vida animal. Faço muitas postagens para criticar os maus-tratos e encaminho denúncias quando recebo informações sobre animais que vêm sofrendo crueldades.

ANDA: Você é vegetariano/vegano ou pretende ser?

David Miranda: Estou num processo para me tornar vegetariano. Glenn, meu marido, é vegetariano, e temos educado nossos filhos para compreenderem que essa forma alimentar é melhor para os animais, para a saúde das pessoas e para o planeta.

Vereador e fundador de ONG conduz primeira reunião em defesa dos animais no Rio

Foto: Pixabay

No encontro, realizado na última quarta-feira (20), Marcos Paulo, que tomou posse na Câmara Municipal no início de fevereiro, ressaltou a importância da força de mobilização dos militantes das causas de proteção animal para o avanço das políticas públicas em defesa dos animais no Rio de Janeiro.

“Com meu mandato político, ganhamos mais força e representatividade para lutar por avanços e melhorias em defesa dos animais aqui no Rio. Mas precisamos seguir unidos, somando cada vez mais esforços em um mandato participativo”, destacou Dr. Marcos Paulo durante a reunião, que contou com a presença de protetores e militantes das causas em defesa dos animais.

Crítico do desaparelhamento da antiga Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (SEPDA), rebaixada à subsecretaria com redução de orçamento anual na gestão Crivella, o vereador passa a integrar a Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal e promete brigar para resgatar e ampliar os serviços gratuitos de castração, vacinação e controle de zoonoses no município.

”Tivemos um retrocesso enorme nessa área. Quando o prefeito Crivella assumiu, em janeiro de 2017, existiam dez minicentros fixos que faziam castrações gratuitas em toda a cidade. Hoje são apenas 3. O cidadão tem dificuldade para conseguir agendar o serviço e o número de animais abandonados nas ruas aumentou muito. Um animal abandonado ou mal cuidado que fica doente gera impacto negativo também para a saúde da própria população. Minha atuação política nessa comissão será para reverter o quadro atual de abandono e descaso da prefeitura em relação à proteção dos animais na cidade do Rio de Janeiro”, disse Marcos Paulo.

Projeto de lei prevê planos de evacuação de animais em casos de incêndios

Foto: AP

Fazendo jus ao título de “estado mais humano com os animais”, a Califórnia apresentou um projeto de lei que exige medidas protetivas para os animais em situações de perigo de morte, como os incêndios devastadores que vêm acontecendo a cada dia com mais frequência.

Sob a 486, se uma jurisdição local exigir que um tutor obtenha uma permissão para manter animais, então um requisito obrigatório do processo de permissão deve ser o desenvolvimento de um plano de evacuação a ser usado durante uma evacuação de incêndios florestais. Estes planos de podem fornecer ordem no caos que pode ocorrer após incêndios.

Quando as pessoas ficam para trás para tentar proteger os animais, elas prejudicam não apenas sua segurança, mas também a segurança do pessoal de emergência que é forçado a situações perigosas que poderiam ter sido evitadas. Em muitos casos, essas medidas preventivas podem economizar os impostos, minimizando o envio de equipes de emergência para situações perigosas que poderiam ter sido evitadas.

“As temporadas de incêndios se tornaram eventos durante o ano todo, já que essas famílias devem tomar as medidas necessárias para garantir que estejam preparadas para evacuar a qualquer momento. Embora a segurança e o bem-estar de nossos familiares seja a prioridade, não devemos esquecer nossos familiares de quatro patas”, disse Monique Limón responsável pelo projeto.

“Como membro que representa uma área que enfrentou incontáveis ​​incêndios florestais, sei que o pré-planejamento tem um longo caminho. A AB 486 garante às famílias a previsão e tem um plano que inclui a evacuação de seus animais, realizada de acordo com uma licença de canil local exigida pela jurisdição local”.

Foto: Noah Berger/AFP

Judie Mancuso, fundadora e CEO da Social Compassion in Legislation, patrocinadora do projeto disse: “Na minha comunidade, Laguna Beach, exigimos planos de evacuação para donos de animais de estimação, e esse tipo de pré-planejamento salva vidas. Durante os incêndios em Malibu, ouvi falar de pessoas que tiveram tempo de levar seus animais para um local seguro – mas não fazem ideia de como. Como resultado, centenas de animais são perdidos a cada ano durante desastres, e muitos mais são resgatados, mas nunca se reúnem novamente com seus tutores”.

“O Legislativo deve tirar uma lição de Laguna Beach, cidade de Los Angeles e outras que já exigem esse tipo de previsão. Isso salvará vidas humanas e animais quando o próximo desastre acontecer”. As informações são do World Animal News.

O projeto será ouvido em seu primeiro comitê de política da Assembleia nas próximas semanas.

A legislação brasileira

Após a tragédia de Brumadinho, em que centenas de pessoas e animais morrerem com o rompimento de uma barragem de minério da Vale, ficou clara a pouca ou inexistente preocupação com a vida não humana por parte das autoridades.

Foram dias de negligência e desrespeito ao sofrimento de bois, cavalos, porcos, entre tantas outras espécies que ficam praticamente soterradas em toneladas de lama.

Ativistas, ONG’s e veterinários se uniram desesperadamente para salvar a vida destes animais que sentiram na pele o preço de descaso.

O Ibama estabeleceu uma multa diária de R$ 100 mil para a mineradora Vale até que o plano de resgate de animais atingidos pelo rompimento de uma barragem seja executado de “forma integral e satisfatória”.  Além do hospital de campanha, já criado pela empresa, o Ibama exige que um centro para triagem e um abrigo também sejam implementados.

O órgão já aplicou outras cinco multas à Vale que, somadas, alcançam a quantia de R$ 250 milhões.

“Em 26 de janeiro, o Ibama havia determinado por meio de notificação que a mineradora iniciasse em até 24 horas a execução do plano de salvamento de fauna e entregasse relatórios diários com informações sobre os animais resgatados”, declarou o Ibama.

Livro infantil relembra a importância do respeito aos animais

“Ação, diversão, momentos de suspense, reflexão e emoção”, isso é o que Josie Oliveira promete trazer para o público em seu primeiro livro, “As Aventuras de Nikko – A Fuga”. Tendo como inspiração seu mascote da vida real, a obra, que tem lançamento previsto para o final de março pela Editora Novo Século, traz a história de um cachorro, Nikko, que mesmo tendo uma vida luxuosa, sonha em conhecer melhor a sua cidade, o Rio de Janeiro e viver novas experiências.

(Foto: Divulgação)

Para realizar seu desejo, Nikko arma um plano para fugir da casa onde vive. A partir da sua fuga, Nikko vive momentos únicos, repletos de diversão, confusão, aprendizado e passa a colecionar novas histórias e amizades. Para Josie, o livro vai além da literatura:

“A história tem comédia, romance, suspense, papo sério quando os cachorros abordam temas importantes como o cuidado com os animais, o preconceito, a ausência dos pais na vida dos filhos e outros assuntos tão pertinentes nos dias atuais. A arte literária nos faz refletir, questionar, emocionar, entreter e pode ser um prestador de serviço.”

Para a autora, a história tem muitos pontos que poderão também envolver facilmente os adultos. “Através do livro eu quis transmitir valores que julgo essenciais. A importância da amizade, da educação na formação não só acadêmica, mas na construção da vida de uma pessoa. O respeito às diferenças, a empatia, o zelo aos animais. E os laços criados através do amor”.

A ideia de Josie em escrever uma história sobre animais veio de sua paixão por eles, antes mesmo de se tornar “mãe” de um cachorrinho. “Eu amo os animais, são seres puros, muitas vezes indefesos e vemos vários casos de maus-tratos, abandono. O livro vem de um esqueleto que escrevi no ano 2000, mas deixei arquivado. Com o tempo fiz cursos para escritores, oficinas literárias e numa conversa com uma profissional, ela viu potencial na história. Com mais bagagem cultural e criando um cachorro, atualizei a história, acrescentei mais personagens, cenários e assim, nasceu As Aventuras de Nikko – A Fuga.”

Fonte: O Dia

Catador de materiais recicláveis emociona a internet por seu amor aos animais

Quem vê o catador de matérias recicláveis Emerson Carneiro andando pelas ruas da capital de Belo Horizonte com um carrinho de compras rodeado de cães e gatos pode imaginar o quanto ele ama os animais. Mas, por trás da cena que comove há uma triste constatação: o homem carrega os bichinhos para cima e para baixo para impedir que eles sejam mortos.

Foto: Alexandra Silva

A história de Emerson viralizou pelas redes sociais por conta de um post feito no Facebook, na última sexta-feira (18), pela vendedora e ativista pelos direitos animais Alexandra Silva, de 44 anos. A publicação conta que o catador vive no aglomerado da Barragem Santa Lúcia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, e que passou a carregar os animais para que eles não sejam mortos por lá. Ele já chegou a resgatar mais de 20 animais e os encaminha para adoção.

Ao BHAZ, Alexandra contou que a ideia da publicação é reunir o máximo de ajuda possível para o catador e os animais acolhidos por ele. “Montamos um grupo com interessados em ajudar, ele diz que tem que carregar os cachorros e gatos para que não sejam mortos. Alguns já foram. É uma situação muito triste”, explica.

“Estamos nos articulando para começar a fazer arrecadações de ração e outros itens para os animais, mas também queremos ajudar o Emerson. Já temos uma veterinária voluntária que vai auxiliar nas castrações, mas toda ajuda é bem-vinda”, conta. “Eu me vi nessa história dele, é muito comovente, a gente sabe que precisa fazer algo e só faz. É um anjo”, pondera.

Segundo Alexandra, ela e uma amiga, Ana Luisa, deveriam se encontrar com o catador ontem (20) para discutir os próximos passos para ajudá-lo a lidar melhor com os animais. “Quem quiser ajudar pode nos contactar pelos telefones, no WhatsApp e no Facebook. É incrível ver o nível de apego dos animais com ele, precisamos ajudar”, afirma.

Quem quiser ajudar, ou fazer parte do grupo que articula auxílio para o catador, pode fazer contato por meio dos telefones (31) 99682-9085 e (31) 9 9522-5474, ou ainda pelo Facebook.

Fonte: BHAZ