Cachorro pega outro cão com a boca e o salva de atropelamento

Um cachorro da raça border collie salvou a vida de seu amigo em Quebec, no Canadá. O pequeno chihuahua estava prestes a ser atropelado, mas foi protegido pelo companheiro.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O salvamento foi registrado por uma câmera de segurança e repercutiu após ser divulgado na internet.

As imagens mostram o border collie correndo na direção do outro cachorro no momento em que a tutora deles dá marcha ré em um carro. O animal, então, abocanha o chihuahua e o tira do caminho do veículo.

A tutora dos cachorros afirmou, segundo o jornal Daily Mail, que pensou ter atropelado o border collie quando o viu correndo na direção da parte traseira do veículo.

“Eu vi algo no meu espelho. Primeiro, achei que havia atropelado meu cachorro”, disse.

Ao conferir o que aconteceu vendo o vídeo registrado pela câmera de segurança, ela percebeu que, na verdade, o cachorro havia corrido para salvar o amigo.

Moradores colocam animais em telhados para protegê-los de enxurrada no RJ

Moradores de Guaratiba, no Zona Oeste do município do Rio de Janeiro, colocaram seus animais nos telhados das casas para tentar protegê-los da enxurrada que atingiu a cidade na segunda e terça-feira (9). Já foram confirmadas as mortes de 10 pessoas. Animais também morreram.

Foto: Diego Haidar/ TV Globo

Um homem que tinha galinheiros em casa correu para salvar os animais, colocando-os no telhado, assim como fez o vizinho dele, com bodes criados por ele. O esforço, no entanto, não foi suficiente devido às fortes chuvas e mais de 10 galinhas morreram.

“Foi uma correria, morreram umas dez ou 15 galinhas. Os galinheiros todos saíram do lugar e aqui dentro foi perda total”, lamentou o tutor dos animais. As informações são do portal G1.

Na Zona Sul da cidade, uma família procura por uma cadela que foi levada pela água. Preocupados, os tutores de Gaia fizeram uma campanha nas redes sociais para tentar trazer o animal de volta para casa com vida.

Foto: Diego Haidar/ TV Globo

Nos bairros da Barra da Tijuca e de Santa Cruz, moradores contam que viram jacarés nas ruas. Isso acontece porque quando chove e as lagoas alagam, esses animais saem em busca de esconderijos.

“É preciso manter uma determinada distância para o animal. Em toda a região do Rio, quando a água sobe, os animais têm mais espaço para se distribuir dentro da cidade. Quando começa a secar, é que os achamos em lugares inadequados. A melhor coisa é chamar as autoridades, os bombeiros, e avisar que ele está naquele local e é um potencial risco às pessoas e para o animal, que pode sofrer alguma injúria”, afirmou o biólogo Ricardo Freitas.

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Justiça determina que instituto proteja espécies ameaçadas de extinção em SC

A Justiça Federal de Florianópolis determinou que o Instituto do Meio Ambiente (IMA) apresente em até 90 dias um plano de ação para proteger as espécies da fauna nativa ameaçadas de extinção em Santa Catarina. A decisão liminar é do dia 2 de abril, atendendo a uma ação do Ministério Público Federal (MPF) contra o IMA e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e foi divulgada nesta sexta-feira (5) pela Procuradoria da República em Santa Catarina.

Foto: Pixabay

Ao G1, o IMA disse que vai elaborar o Plano em conjunto com a Polícia Militar Ambiental e que nessa quinta (4) foi feita reunião no Comando da PMA para a parceria.

Conforme a determinação, o IMA deve apresentar normas, procedimentos e previsão de estrutura pessoal a fim de “proteger de forma eficaz as espécies da fauna nativa ameaçadas de extinção em Santa Catarina, com cronograma e previsão de monitoramento através de relatórios com avaliação quantitativa e qualitativa”.

O Instituto ainda terá que, em até 30 dias, juntar no processo judicial um cronograma de fiscalização conjunta com o Ibama, a fim de inibir a captura, a caça e a exploração de espécies da fauna nativa no estado.

Ação civil

A ação proposta pelo MPF teve origem em representação da Associação Catarinense de Preservação da Natureza (Acaprena) sobre a falta de ações dos órgãos ambientais para coibir a caça de animais silvestres, o desmatamento dos habitats, o corte das florestas que os abrigam e a comercialização de fontes de alimentos dos animais.

De acordo com os dados, houve agravamento da situação depois da assinatura de acordo de cooperação para gestão da fauna em 2012, quando o IMA passou a gerenciar os recursos da fauna, antes de competência do Ibama. O Instituto não estaria cumprido as obrigações em relação às espécies de fauna nativa, especialmente as ameaçadas de extinção.

Fonte: G1

Projeto Bugio usa mosquiteiros para proteger animais da febre amarela

O Projeto Bugio decidiu tomar providências para proteger os animais mantidos no Centro de Pesquisas Biológicas de Indaial, em Santa Catarina, após a morte de um macaco por febre amarela ter sido confirmada no estado. O projeto é mantido com recursos da Furb e da Prefeitura de Indaial.

Foto: Reprodução / Portal O Município Blumenau

As gaiolas onde vivem 51 animais receberam mosquiteiros gigantes. No local, vivem de forma permanente bugios que não têm mais condições de retornar à natureza por terem sido vítimas de acidentes.

Em Florianópolis, estão 17 primatas resgatados com suspeita de febre amarela. Exames vão confirmar se os animais estão infectados pela doença. As informações são do portal O Município Blumenau.

“Apesar de que o primeiro caso confirmado veio depois da primeira morte de uma pessoa, é muito provável que outros macacos morreram antes e não foram detectados. Nós consideramos que o vírus já está circulando. Por isso é tão importante que a população contate a vigilância epidemiológica quando vê um bugio morto”, explica o médico veterinário Julio Cesar de Souza Júnior, responsável pelo Projeto Bugio.

O bugio, no entanto, não transmite a doença e, portanto, não oferece risco às pessoas. O transmissor da doença é mosquito. Os macacos são hospedeiros, assim como os humanos, e não sobrevivem quanto são infectados.

Devido à disseminação da febre amarela e do desmatamento da Mata Atlântica, o bugio está ameaçado de extinção desde 2014. Populações inteiras foram mortas pela doença em algumas regiões brasileiras.

Foto: Alice Kienen / Portal O Município Blumenau

Estima-se que cerca de 10 mil bugios vivam em áreas de mata de Blumenau. A possibilidade do retorno do vírus, porém, coloca essa população em sério risco.

Ao encontrar um bugio morto ou doente, o indicado é alertar a vigilância epidemiológica do município. Em Blumenau, basta ligar para o número 3381-7900. Na região, o Projeto Bugio também pode ser acionado, através do telefone 3333-3878. O recomendado é não entrar em contato direto com o animal.

É importante, também, que moradores de áreas onde habitam primatas fiquem atentos ao comportamento dos animais. Caso os bugios passem a ficar mais silenciosos, deslocando-se com dificuldade ou passando muito tempo no mesmo local, especialmente no chão, é necessário avisar a vigilância epidemiológica.

“Os principais casos que chegam aqui são envolvendo atropelamentos, brigas com cães ou choque na rede elétrica. Porém, todos são examinados, pois tudo isso pode ter acontecido por ele estar doente e não conseguir reagir”, explica Souza.

Celebridades se unem para pedir proteção para as girafas contra o tráfico de animais selvagens

Robert Muckley/Getty Images

Robert Muckley/Getty Images

Uma lista de celebridades escreveu ao comissário de meio ambiente da União Europeia, Karmenu Vella, pedindo a ele que apoie a proposta das nações africanas para proteger as girafas, espécie sem cobertura legal pela CITES e que teve uma queda significativa nos números das populações.

Entre as celebridades que assinam a carta aberta estão Alesha Dixon, Martin Clunes OBE, Deborah Meaden, Anneka Rice, Susan George, Virginia McKenna OBE, Brian Blessed OBE, Fiona Shaw CBE, Steve Backshall e Lucy Watson.

As populações de girafas diminuíram em até 40% nos últimos 30 anos. A proposta será discutida em uma reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES) em Colombo no Sri Lanka, a partir do final de maio, mas tem poucas chances de sucesso sem o apoio do bloco votante da UE.

Na carta aberta que foi assinada também pela Fundação Born Free, Humane Society International, Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, Pro Wildlife, Animal Defenders International, Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, Centro de Diversidade Biológica, Animal Welfare Institute e Avaaz, as estrelas pedem à comissão da UE que “estique o pescoço um pouco mais pelas a girafas”, apoiando a inclusão da espécie no Apêndice II da CITES.

A carta diz: “O mamífero mais alto do mundo é amado por muitos por sua beleza e graça. Esses gigantes gentis são ícones da savana africana, e toda criança sabe que ´G´ é de girafa. Mas, infelizmente, esta espécie icônica está sofrendo uma ´extinção silenciosa´ porque poucos estão cientes da situação. As populações de girafas diminuíram aproximadamente 40% nos últimos 30 anos. Se não agirmos rapidamente, a girafa poderá desaparecer para sempre”.

A proposta foi apresentada pela República Centro-Africana, Chade, Quênia, Mali, Níger e Senegal, e é apoiada também pelos 32 membros da nação africana pertencentes a Coalizão do Elefante Africano, que divulgou uma declaração mês passado reconhecendo o declínio das populações de girafas. Uma petição da Avaaz também recebeu 1,3 milhão de assinaturas de apoio de pessoas do todo o mundo.

Segundo o Center for Biological Diversity os cientistas rotularam a situação das girafas como uma “extinção silenciosa” devido à falta de atenção e apoio que a espécie está recebendo. Assegurar o apoio do bloco de votação dos Estados-Membros da UE é fundamental para a proposta da girafa ter sucesso, mas até agora a UE tem hesitado em apoiar a proposta. Os representantes da UE devem se reunir e concordar com a sua posição sobre esta e outras propostas em 28 de março, então as celebridades e grupos em pros dos direitos animais vão se unir para aumentar o seu apelo à UE para agir.

Virginia McKenna OBE, atriz e cofundadora da The Born Free Foundation, disse: “Os itens triviais como alças de bolsas de ossos de girafas, uma capa da Bíblia feita do mesmo material, um pé de girafa como ornamento, deveriam ser objetos de vergonha. O mundo realmente enlouqueceu se as pessoas valorizassem mais isso do que as belas criaturas vivas que desempenham um papel vital na sobrevivência da savana africana. Os animais sofrem e sentem dor como nós – ou não nos importamos?”.

A cantora Alesha Dixon disse: “Me entristece pensar que nossos filhos ou netos possam crescer em um mundo sem girafas, então espero que os formuladores de políticas façam a coisa certa e apoiem a proposta de proteger esta bela espécie.”

Enquanto as populações de girafas continuam a diminuir, a espécie tornou-se comum no tráfico da vida selvagem. Um relatório da Humane Society International mostra que os Estados Unidos importaram cerca de 40 mil exemplares de itens de girafas entre 2006 e 2015, como troféus de caça, peças de decoração e cabos de facas, além de grandes carregamentos de animais vivos. A UE é também é um consumidor ativo dos produtos girafa, pesquisas online detalhadas na proposta, registram mais de 300 produtos de girafa a venda por vendedores de sete países da União Europeia: Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália, Espanha e Reino Unido.

A proposta procura dar às girafas proteções que ao menos controlem o comércio internacional da espécie que atualmente esta desprotegidas. Uma listagem no Apêndice II da CITES exigiria que países exportadores provassem que espécimes de girafas foram legalmente obtidos e que a exportação não é prejudicial à sobrevivência da espécie. Além disso, a listagem forneceria aos pesquisadores e governos dados importantes para rastrear o comércio de girafas em todo o mundo, segundo o Center for Biological Diversity.

Estudantes criam casinha para animais abandonados aquecida por energia solar

Dois estudantes inventaram uma casinha para animais abandonados aquecida por energia solar na Turquia, país que tem um alto índice de cachorros e gatos em situação de rua. Oğuz Özgür e Ahmet Ercan Kaya estudam na Escola Superior Ahmet Yakupoğlu, na província de Kütahya, onde criaram o projeto.

Foto: Reprodução / Vídeo / Oh My Mag

Devido ao rigoroso inverno do país, os jovens turcos decidiram encontrar um meio de proteger os animais. Distribuindo as casinhas pelas ruas da Turquia, eles permitirão que os animais se abriguem, evitando mortes por hipotermia. As informações são do portal Oh My Mag.

Além de contribuir com o bem-estar animal, as casinhas também têm baixo custo e são ecológicas, já que a energia solar é considerada uma energia limpa, que não polui o meio ambiente. O protótipo da casinha custou apenas cem liras turcas, o equivalente a cerca de R$ 69.

Os painéis colocados no teto das casinhas captam os raios solares e os armazenam em uma bateria, que, por sua vez, transfere a energia em forma de calor para um tapete localizado na base da casinha, mantendo o espaço quente e confortável.

Projeto de lei de proteção às baleias-franca será votado no congresso americano

Foto: Divulgação/WAN

Foto: Divulgação/WAN

A lei de proteção às baleias-franca severamente ameaçadas de extinção (SAVE, na sigla em inglês) foi apresentada ao congresso americano ontem pelos deputados Seth Moulton (Democratas) e John Rutherford (Republicanos) que mesmo de partidos diferentes uniram esforços para realizar esse projeto em conjunto.

Se aprovada, essa legislação proporcionará oportunidade de financiamento sustentável até 2029 para esforços colaborativos entre organizações não-governamentais, líderes do setor e estados, na intenção de implementar os esforços de conservação tão necessários à proteção das baleias-franca do Atlântico Norte.

Baleias da espécie franca do Atlântico Norte atravessa as águas de 14 estados na costa do Atlântico. Infelizmente, é também uma das grandes baleias mais ameaçadas de extinção do mundo. Apenas 420 baleias-franca permanecem na Terra, desse total, menos de 100 são fêmeas reprodutivamente ativas. Infelizmente, pelo menos 20 baleias francas do Atlântico Norte morreram em 2017 e 2018.

“Não temos um minuto a perder: as baleias franca do Atlântico Norte podem se extinguir durante a nossa vida ainda. A pesquisa é urgentemente necessária para entender e diminuir as ameaças que a espécie enfrenta ao longo de sua rota migratória na costa leste”, disse Sara Amundson, presidente do Fundo Legislativo da Humane Society.

As maiores ameaças à sobrevivência das baleias-franca são a presença de equipamentos de pesca e as colisões com navios. As baleias-franca são extremamente vulneráveis a ficarem presas nas linhas de boias verticais utilizadas nas redes-armadilhas de captura de lagostas e caranguejos. O emaranhamento pode levar a afogamento, mobilidade reduzida e, em alguns casos, uma morte longa e dolorosa por inanição.

As baleias franca também colidem com navios, causando mortes ou ferimentos graves, como traumatismos, contusões, cortes por hélices e ossos quebrados.

“Reduzir a probabilidade de choques com embarcações e embaraçamento em redes de pesca é essencial para garantir um futuro para as baleias-franca do Atlântico Norte”, disse Cathy Liss, presidente do Animal Welfare Institute em um comunicado.

Os deputados Moulton e Rutherford foram os reponsáveis pela apresentação do projeto de lei SAVE – Right Whales que agora aguarda votação. Ao fornecer oportunidades de financiamento para esforços inovadores e colaborativos, em proteger as baleias-franca de suas maiores ameaças – enredamentos em equipamentos de pesca e colisões com embarcações – essa legislação ajudará a salvar uma das espécies mais emblemáticas e preciosas do planeta.

Sea Shepherd recebe honra militar por defender a vida marinha

Foto: Sea Shepherd

O presidente da Libéria, George Weah, atribuiu à organização a prestigiosa honra por seu “serviço excepcional à República da Libéria” na Operação Sola Stella, uma parceria entre a Sea Shepherd e o Ministério da Defesa da Libéria que combateu a pesca ilegal no país.

Lançada em 2017, a operação trabalha para impedir a pesca não declarada e não regulamentada nas águas costeiras da África Ocidental da Libéria. O nome da operação, Sola Stella, é latim para “estrela solitária”, que, segundo a Sea Shepherd, é o lema da República da Libéria.

Desde o início da operação, 14 navios foram presos por crimes relacionados à pesca pela organização. A Sea Shepherd observou em um vídeo:  “centenas de milhares de criaturas marinhas foram salvas, os caçadores evitam as águas da Libéria e a vida selvagem está retornando”.

Os capitães Alex Cornelissen, diretor executivo da Sea Shepherd, e diretor de campanhas, Peter Hammarstedt aceitaram o DSO em uma cerimônia de concessão em Monróvia, em nome da organização.

“A Libéria emergiu como um líder regional na luta contra a pesca ilegal e isso é graças à liderança visionária do honorável Daniel. D Ziankahn Jr., Ministro da Defesa Nacional, e Major General Príncipe Johnson III, Chefe de Gabinete ”,  disse Hammarstedt em seu discurso.

“Estou orgulhoso e humilde em aceitar o prêmio em nome dos bravos homens e mulheres da Guarda Costeira da Libéria e dos apaixonados capitães e tripulantes da Sea Shepherd que passaram os últimos dois anos no mar para trazer os caçadores à justiça em nome de todos os liberianos”, ele continuou.

Outras campanhas

Em outubro do ano passado, a organização lançou um novo capítulo na Islândia para reprimir a caça comercial no país e, em junho, fechou o maior navio de pesca do mundo, o Damanzaihao, capaz de matar 547.000 toneladas de peixes por ano.

A Sea Shepherd  também está lutando contra a poluição marinha por plásticos. Em abril de 2018, lançou uma campanha para aumentar a conscientização sobre o impacto dos resíduos plásticos no oceano.

“Nós podemos virar as marés, podemos parar essa invasão”,  disse Cornelissen na época.

“O que causamos, agora temos que consertar. Pare a produção e o uso de plásticos descartáveis”. As informações são do LiveKindly.

 

 

Betim (MG) ganhará centro de proteção dos animais

Foto: Pixabay

Uma das principais reivindicações de entidades e pessoas protetoras dos animais começará a se tornar realidade em Betim. Nesta semana, a prefeitura anunciou que iniciará a construção de um centro de educação e bem-estar dos animais, que ficará no Parque Felisberto Neves, localizado no bairro Ingá Alto, na região Central da cidade.

Os recursos financeiros para a construção da unidade virão da iniciativa privada, de empresas que se preocupam com a causa.

Com 655 m² de área construída, o novo centro oferecerá lar provisório para animais em situação de rua e vítimas de maus tratos, além de realizar procedimentos como castração e eventos de adoção. Haverá dez canis coletivos com 25 m² cada, onde poderão ser alojados até dez animais doentes.

A unidade terá também 20 canis individuais, sendo dez para cadelas prenhas e/ou com filhotes; um espaço para gatos de 21 m²; um viveiro para aves; um local para castração; um consultório veterinário; um espaço reservado para animais em quarentena, e um local para a realização de eventos de adoção de cães e gatos.

Segundo a prefeitura, a área para a implantação da unidade foi definida após estudo criterioso de especialistas ambientais. O terreno escolhido foi o que apresentou a menor relevância no impacto ambiental, por ter árvores que não são de mata nativa. No parque também já funcionam o Centro de Educação Ambiental e as sedes da Polícia Florestal e do Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente (Codema). A previsão é que a obra seja concluída até o fim do ano.

Terraplanagem

A Empresa de Construções, Obras, Serviços, Projetos, Transporte e Trânsito (Ecos) prepara agora a terraplanagem do local. Nessa primeira etapa, segundo a Ecos, foi necessária a supressão de 29 árvores não nativas da área, o que foi feito com a autorização do Codema. Como medida compensatória haverá o plantio de 58 novas mudas originárias da flora local.

Conforme a superintendente de Proteção Animal, Roberta Cabral, a construção do centro atende a uma reivindicação antiga da população, especialmente dos protetores de animais da cidade. “Essa é uma obra reivindicada e esperada há mais de décadas e que agora, com o apoio dessa gestão e da iniciativa privada, finalmente está saindo do papel. Com a criação desse centro, vamos ter um espaço adequado para realmente cuidarmos dos animais que sofrem maus-tratos e castrar aqueles que precisam. Será uma obra que nos permitirá estruturar a política de proteção animal no município”, afirmou.

Ainda de acordo com Roberta, desde 2017, a prefeitura vem adotando uma série de ações visando a redução do número de animais de rua – hoje estimados em cerca de 10 mil – e dos casos de maus-tratos. “Para isso, foi criada a Superintendência Especial de Proteção Animal e firmado um convênio com a Sociedade Protetora dos Animais de Betim, que já vem realizando castrações a baixo custo no Centro de Controle de Zoonoses. Agora com a criação desse centro de proteção, vamos poder oferecer mais serviços de proteção animal na cidade. Com isso, o objetivo é que a Zoonoses passe a cuidar apenas daqueles que possuem doenças transmissíveis ao homem”.

Serviços

Enquanto o centro de educação e bem-estar animal não é inaugurado, a Superintendência Especial de Proteção Animal, que faz parte da Secretaria Municipal de Governo, passará a oferecer alguns serviços no Parque de Exposições David Gonçalves Lara. A previsão é que esse atendimento seja iniciado no fim de março.

Segundo a superintendente Roberta Cabral, serão prestados serviços de castração de animais de rua e aqueles de pessoas carentes, atendimento a vítimas de maus-tratos, além da realização de eventos de adoção. “Paralelo a isso, vamos fazer uma campanha educativa nas escolas. O governo municipal também está estudando e elaborando leis mais rígidas para punir aqueles que cometem maus-tratos e abandonam os animais na cidade. Essas medidas serão adotadas em breve”, afirmou.

Fonte: O Tempo 

Governo federal autoriza caça a leões-marinhos

O Departamento de Peixes e Vida Selvagem de Oregon, nos Estados Unidos, conseguiu uma autorização federal para matar 93 leões-marinhos anualmente abaixo de Willamette Falls, ao sul de Portland, para proteger a corrente de inverno dos peixes como truta arco-íris.

Leão marinho da Califórnia sendo transportado por caminhão até o Oceano Pacífico a cerca de 130 quilômetros de distância. O leão-marinho macho foi libertado ao sul de Newport, Oregon, em um programa destinado a reduzir a ameaça a salmão-do-mato selvagem de inverno e salmão chinook no rio Willamette.

A matança de leões-marinhos já começou sob a alegação de que eles ameaçam um tipo frágil e único de truta no rio Willamette, onde os mamíferos aquáticos carnívoros geralmente se reúnem para se alimentar.

Até a semana passada, gerentes da vida selvagem mataram três dos animais usando armadilhas que usaram no ano passado para realocar os leões-marinhos, disse Bryan Wright, gerente de projeto do programa de recursos marinhos do Departamento de Peixes e Vida Selvagem de Oregon. As informações são do Daily Mail.

Os leões marinhos adultos, que pesam cerca de 1.000 libras (454 quilos) cada, descobriram que podem atravessar as cachoeiras para encontrar alimentos, enquanto os peixes avançam em direção aos riachos onde nasceram.

As trutas viajam para o mar a partir de rios do interior, crescem até a idade adulta no Oceano Pacífico e retornam ao seu rio natal para desovar. Eles podem crescer até 55 libras e viver até 11 anos.

Truta arco-íris

Os leões marinhos se reproduzem a cada verão no sul da Califórnia e no norte do México, depois os machos cruzam a costa do Pacífico para se alimentarem. Caçados pelo seu pelo espesso, o número de mamíferos caiu drasticamente, mas se recuperou de 30.000 no final dos anos 1960 para cerca de 300.000 graças ao 1972 Marine Mammal Protection Act.

Com o crescimento de seus números, os leões-marinhos estão se aventurando cada vez mais para o interior do rio Columbia e seus afluentes em Oregon e Washington – e seu apetite está tendo consequências desastrosas, disseram cientistas.

De acordo com um estudo de 2017 realizado por biólogos da vida selvagem, os leões-marinhos estão comendo tanta truta arco-íris no inverno em Willamette Falls que a espécie corre um alto risco de extinção.

Autoridades da fauna selvagem moveram cerca de uma dúzia de leões-marinhos para a costa perto da pequena cidade de Newport no ano passado mas os animais acabaram nadando de volta para as cataratas em questão de dias.

Assim, o estado solicitou permissão a autoridades federais para começar a matar os animais, que também são listados como uma espécie federal ameaçada de extinção.

A permissão do Serviço Nacional de Pesca Marinha diz que os leões-marinhos foram observados comendo perto de Willamette Falls entre 1º de novembro e 15 de agosto ou foram vistos no mesmo trecho do rio em dois dias consecutivos.

Leões-marinhos individuais são identificados por observadores treinados que olham para as marcas em suas costas ou marcas em suas nadadeiras.

Os animais estão sendo sacrificados por um veterinário por injeção letal da mesma forma que cães e gatos são sacrificados, disse Wright. Sua carne vai para uma usina de processamento.

Antes que um leão marinho seja morto, o estado deve descobrir se existe um zoológico ou aquário que queira o animal. Se assim for, os gerentes da vida selvagem do Oregon devem manter o leão-marinho por 48 horas antes de matá-lo.

Em um programa semelhante, Oregon e Washington já mataram mais de 150 leões marinhos abaixo da represa de Bonneville, no rio Columbia, para proteger o salmão ameaçado e ameaçado de extinção.

Em 2018, um leão marinho da Califórnia que foi preso em Willamette Falls no rio Willamette foi lançado no Oceano Pacífico perto de Newport, Oregon.

Críticas ao programa

Zoológicos e aquários são prisões exploradoras e cruéis para os animais. Retirá-los da vida selvagem e condená-los a uma vida em cativeiro ou à morte é abominável. Essas não são soluções justas e cabíveis para os leões-marinhos que caçam por instinto e sofrem com a perda de seu habitat natural, o que os levam a procurar por comida em locais mais próximos da civilização. A pesca é a maior responsável pelo risco de extinção de inúmeras espécies de peixes e os leões-marinhos estão pagando o alto preço.

A matança de leões-marinhos na represa de Bonneville, no rio Columbia, ano passado, foi chamada de “mal concebida”. Críticos disseram que as ações não iriam resolver o problema do declínio do salmão, que também enfrenta outros problemas, como a perda de habitat e barragens.

“Essa lei muda a natureza protetora do Marine Mammal Protection Act, permitindo a morte indiscriminada de leões-marinhos em todo o rio Columbia e seus afluentes”, disse Naomi Rose, cientista de mamíferos marinhos do Animal Welfare Institute, em um comunicado.

Provavelmente, a nova permissão também irá causar revolta nos conservadores da fauna marinha na Califórnia.