Busca por alternativas à carne alavanca mercado de proteína de ervilha

Por David Arioch

Proteína de ervilha se tornou um dos ingredientes preferidos de marcas como a Beyond Meat, que produz alternativa á carne | Foto: Pixabay

Uma nova pesquisa divulgada ontem (6) pela empresa de análise de mercado Reportlinker revela que a busca por alternativas à carne está alavancando o mercado de proteína de ervilha. A previsão é de que até 2025 o produto movimente o equivalente a 1,24 bilhão de reais com taxa de crescimento anual composta de 17,4%.

“Proteínas derivadas de plantas são de imensa importância e atendem à crescente demanda por alternativas à carne. Nos últimos anos, as ervilhas desempenharam um papel significativo na superação de desafios associados à desnutrição proteico-energética em países em desenvolvimento e subdesenvolvidos”, informa o relatório.

A pesquisa também destaca que os pioneiros no mercado de proteína de ervilha desde o início têm apostado em produtos que não levam desvantagem em relação à carne quando se trata de valores proteicos. Além disso, há uma preocupação com outros fatores como sabor e textura visando atingir uma fatia maior do mercado.

E a proteína de ervilha se tornou uma alternativa não apenas à carne, mas também a outros produtos que levam proteínas de origem animal como os laticínios, sendo também uma alternativa para intolerantes à lactose – conforme observado na América do Sul, América Central, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África.

Países como a Índia estão testemunhando um crescimento econômico com impacto positivo no consumo de proteínas baseadas em leguminosas, segundo a Reportlinker. A China também é apontada como promissora para esse mercado, considerando operações extensivas e fracionárias que já estão em andamento.

“A proteína de ervilha é um dos substitutos não lácteos preferidos na atualidade, porque é caracterizada por um bom perfil de aminoácidos e é facilmente digerível. Esses atributos a tornam favorável para o uso em vários produtos alimentícios e bebidas, como bebidas saudáveis ​​enriquecidas com proteínas e alimentos nutricionais esportivos”, acrescenta o relatório.


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Feijão mungo pode ser o futuro da carne e dos ovos veganos

Por Rafaela Damasceno

O feijão mungo, cultivado em abundância na Índia há 3.500 anos, está se tornando um ingrediente popular nas carnes e ovos veganos.

Duas fotos: Na primeira, um prato com ovo, carne e vejetais; na segunda, um pote com feijão mungo

Foto: Livekindly

A Fuji Plant Protein Labs, que fabrica ingredientes à base de vegetais e sem glúten, anunciou que está lançando o MuPI/Glucodia nos mercados de alimentação, alimentos processados e suplementos esportivos.

A MuPI/Glucodia é uma proteína isolada à base de vegetais feito do feijão mungo, que é rico em antioxidantes, potássio, magnésio e fibras. Esse ingrediente tem validade de 256 dias e é armazenado e processado como a farinha. Também tem um total de proteína bruta superior a 80%.

De acordo com a empresa, a MuPI/Glucodia é fácil de digerir, rica em aminoácidos essenciais e tem um sabor maravilhoso. Ela também diz que o ingrediente pode ser usado nas carnes e ovos de origem vegetal, assim como em várias outras receitas.

Os ovos veganos se mostraram populares, conquistando até mesmo as celebridades Kim Kardashian e T-Pain, rapper vencedor do Grammy.


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Relatório mostra aumento do consumo de proteína em 20% com a Ásia no topo na lista

Grãos estão entre as maiores fontes de proteína | Foto: Divulgação

Grãos estão entre as maiores fontes de proteína | Foto: Divulgação

Um relatório encomendado pela Food Innovation Australia Limited (FIAL), demonstra que a Ásia é o líder no aumento mundial do consumo de proteína, com a China e a Índia como os principais intervenientes.

Os pesquisadores afirmam que, em 2018, as proteínas de origem vegetal foram responsáveis por 66% do suprimento global de consumo de proteína, e os vegetais devem continuar sendo a fonte dominante até 2025.

O relatório mostra que a demanda global por proteína deve aumentar cerca de 20% de 2018 a 2025, com o crescimento da população levando a 80% desse crescimento.

Em média, estima-se que cada pessoa em todo o mundo consome 26 kg de proteína por ano em média em 2018, e espera-se que aumente em 27% para 33 kg em 2025.

Foto: Myfitnesspal

Foto: Myfitnesspal

A Ásia apareceu como uma força dominante no aumento da demanda de proteína; o consumo global de proteínas aumentou 40% entre 2000 e 2018 e mais de 50% deste aumento foi impulsionado pela Ásia, significativamente pela China e Índia.

“A China é um mercado-chave de proteína para se concentrar: ocupa o primeiro lugar globalmente tanto em volume quanto em valor e [por si só está previsto que] representa 35% do valor de mercado mundial de proteína em 2025”.

O consumo de proteína na China deverá aumentar de 58 milhões de toneladas em 2018 para 70 milhões de toneladas em 2025. Durante esses anos, a China estará contribuindo com 31% do aumento global total.

Na Índia, o consumo de proteína deve chegar a 38 milhões de toneladas em 2025, ante 30 milhões de toneladas em 2018, contribuindo com 16% como um todo para o aumento global.

Proteína vegana

O mercado de produtos de proteína vegana terá uma taxa de crescimento anual de quase nove por cento até 2023, de acordo com relatórios.

A avaliação Mercado Global de Produtos de Proteína de Base Vegetal 2019-2023, atribui este grande salto à crescente base populacional vegana mundial e à diversidade de escolhas dentro do setor.

Setor em ascensão

De acordo com o relatório: “A crescente conscientização sobre os benefícios de saúde das dietas veganas está estimulando o crescimento da população. As dietas veganas contêm antioxidantes, fibras e compostos vegetais benéficos e são ricos em folato, potássio, magnésio e vitaminas A, C, e E.

De acordo com o Plant based News, a avaliação acrescenta também que os fabricantes de proteínas veganas estão lançando produtos com menor teor de gordura e calorias. “Isso vai atender às demandasde mudanças dos consumidores”.

“Lançamentos bem-sucedidos de novos produtos não apenas ajudarão essas empresas a aumentar suas participações de mercado, mas também aumentarão seu fluxo de receita.”

Algodão é a nova fonte de proteína vegana

Sementes contendo gossipol (esquerda) têm glândulas aparecendo como especificações pretas. As especificações das sementes de algodão Gossipol Ultra-Baixo (à direita) ainda estão lá, mas são muito mais leves, refletindo os níveis muito baixos de gossipol no caroço de algodão desregulado. Foto: Lacy Roberts | Texas A & M AgriLife

Buscar novas fontes de proteína tem sido o desafio de muitas empresas no mundo todo. A crescente demanda por produtos livres de ingredientes de origem animal impulsiona a mudança em diversos setores da insdústria tradicional, que não quer perder espaço no comércio.

A nova planta de algodão foi criada por cientistas da Texas A & M University, que trabalham em seu desenvolvimento há 23 anos. O Food and Drug Administration (FDA) ainda não aprovou o projeto, mas quando der o sinal verde, os agricultores poderão cultivar o algodão como proteína e fibra à base de plantas .

“Vai ter gosto de hummus. Não é nada desagradável”, disse Keerti Rathorne, professor do Texas A & M, Ph.D. em fisiologia vegetal.

Dr. Keerti Rathore, Texas A & M AgriLife Research biotecnólogo de plantas. Foto: Lacy Roberts | Texas A & M AgriLife

Ao longo de mais de duas décadas, Rathorne aprendeu a “silenciar” um gene em plantas de algodão transgênico que produzem uma toxina chamada gossipol. Sem o gossipol, a planta é supostamente segura para consumo humano.

Kater Hake, vice-presidente da Cotton Inc., que financiou o projeto além de fornecer pesquisa e marketing para produtores, diz que a produção comercial ainda está longe, mas que sementes de algodão, uma espécie de noz de árvore, são uma rica fonte de proteína. Se a produção comercial decolasse, 600 milhões de pessoas poderiam ser atendidas com a proteína vegana. As informações são do LiveKindly.

As sementes de algodão comestíveis também reduzirão os resíduos, pois o gossipol na planta padrão torna as sementes inúteis. Os agricultores que adotarem a cultura livre de toxinas estarão livres para vender as sementes para outros fins. Também poderia ser usado para substituir até a metade de toda a farinha de peixe. Estudos já comprovaram que peixes sentem dor e essa indústria é insustentável.

Tecnologia e bem-estar animal

Já é realidade a carne bovina cultivada em laboratório a partir de células animais. O processo é indolor para o animal, não existe abate e sua produção gera um impacto muito menos ao meio ambiente.

Embora ela ainda não esteja disponível no mercado, o governo americano já desenvolveu regulamentos para sua produção e distribuição.

Estima-se que a carnecultivada chegue às prateleiras dos supermercados em cinco anos.

Empresa anuncia produção de proteína vegana mais barata que a carne de origem animal

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A fabricante de carne à base de vegetais, Beyond Meat, revelou planos para tornar sua proteína vegana mais barata que produtos de origem animal.

A marca – popular entre veganos e vegetarianos, mas especialmente entre os comedores de carne – planeja investir massivamente na cadeia de produção de proteína vegetal para criar produtos que rivalizem com suas adversárias de origem animal, quando se trata de preço.

O fundador e CEO da empresa, Ethan Brown, disse à Forbes: “Temos a ambição de fazer parte da geração que separa a carne dos animais, como fatores independentes”, acrescentando que “não há razão para que a proteína vegetal não seja mais barata que a carne”.

A empresa lançou recentemente seu novo Beyond Beef Ground Mince na exposição de produtos naturais Expo West em Anaheim, Califórnia (EUA). A ação marcou a conclusão de um dos principais objetivos da empresa desde o lançamento de seu Beyond Burger, um hambúrguer feito à base de plantas em maio de 2016.

Apesar das alegações da indústria de carnes de que as opções feitas a partir de vegetais não contêm os mesmos nutrientes que a proteína animal, a Beyond Meat mostrou que seus produtos fornecem o mesmo sim, se não até mais. Sua Beyond Beef Ground Mince contém 20 gramas de proteína por porção – mais que carne bovina – e 25% menos gordura saturada com menos de 6 gramas por porção.

Foto: Beyond Meat/Instagram

Foto: Beyond Meat/Instagram

Beyond Beef é também isento de glúten, sem soja, feito a partir de ingredientes não OGM (sem transgênicos), e livre de antibióticos e hormônios frequentemente encontrados em produtos feitos de carne proveniente da criação de animais em nível industrial.

Brown disse em um comunicado: “Estamos focados em criar um produto que permita aos consumidores desfrutar de todos os benefícios e da flexibilidade que a carne moída permite e ainda contribuir para a saúde humana, ambiental e o bem-estar animal”

*A ascensão da carne vegana*

A Beyond Meat não é a única empresa que oferece aos consumidores opções saudáveis e a base em plantas. A Impossible Foods, sediada nos EUA, também tem a missão de transformar de vez a indústria de alimentos, com seus hambúrgueres carnívoros “sangrantes”, semelhantes aos da Beyond Meat.

Um relatório publicado no ano passado pelo Ministério das Indústrias Primárias (MPI, na sigla em inglês) da Nova Zelândia disse que 80% das pessoas que comeram um Impossíble Burguer (hambúrguer vegano produzido pela Impossible Foods) gostaram e 30% disseram que o comeriam novamente.

O relatório afirma que “estes produtos são a linha de frente de empresas que estão inovando e melhorando significativamente os produtos de substituição de carne”. O estudo também reconheceu que o aumento na popularidade da carne feita a base de vegetais pode ser em função de seu reduzido impacto ambiental.

De acordo com o site Mercy For Animals, ao apresentar seu IPO (abertura de capital na bolsa de valores), a Beyond Meat tornou-se a primeira empresa de carne vegana a ser uma empresa de capital aberto.

Startups veganas de produção de alimentos atraem investidores

Foto: Beyond Meat

Foto: Beyond Meat

Carne obtida de cultura de celular, foie gras à base de plantas, leite de algas e caviar de algas marinhas são apenas algumas das possibilidades cada vez mais sofisticadas de proteínas alternativas que inundam o mercado e aguçam o apetite dos investidores.

Somente no ano passado, dezenas de empresas foram iniciadas e muitas estão atraindo grandes investidores, de acordo com os pioneiros da indústria em desenvolvimento.

“Para cada empresas que esta à procura de dinheiro, há dois ou três investidores. Nunca vi isso no Vale do Silício”, disse Olivia Fox Cabane, fundadora da startup Kind Earth e presidente da International Alliance for Alternative Protein.

Fox Cabane diz que precisa atualizar sua lista a cada duas semanas, e compara o dinamismo do mercado alternativo de proteínas ao burburinho das redes sociais quando começaram a monopolizar a atenção.

Além da Califórnia, a primeira leva de inovadores vem da Holanda, o berço da carne e de outras alternativas a produtos animais, e também de Israel.

A demanda dos consumidores está impulsionando o interesse do mercado por alternativas a carne, de acordo com participantes do Festival South by Southwest desta semana em Austin, Texas (EUA), que se vê na vanguarda das novas tendências.

A nova tecnologia tem refinado produtos alternativos a base de proteína para um público mais amplo, de acordo com Dan Altschuler Malek, sócio do grupo de investimento de risco New Crop Capital.

“A comida vegana existe há décadas, desde o final dos anos 60, início dos anos 70. No início, era para os consumidores éticos que estavam dispostos a se sacrificar”, disse Altschuler Malek.

“Tivemos que esperar pelos anos 90 para que esses alimentos se tornassem mais palatáveis. Mas agora estamos entrando na terceira geração de produtos veganos, com novas tecnologias, o consumidor não precisa mais sacrificar seu paladar: as pessoas estão gostando porque realmente é bom, não porque é comida vegana”

Para os investidores, o gosto tem sido o maior fator na decisão de apoiar um produto. Preço, diz Altschuler Malek, vem em segundo lugar.

Liderando o mercado em cinco anos?

Para garantir que eles não sejam deixados de lado, a maioria dos grandes grupos de agronegócios começou a investir em novas proteínas.

Até mesmo a Tyson Foods – o segundo maior produtor de carne nos Estados Unidos e o maior exportador mundial de carne bovina americana – aderiu à disputa.

A Impossible Foods está entre as várias empresas, incluindo sua rival da Califórnia, Beyond Meat, que desenvolve substitutos de carne à base de plantas ou de laboratório que alegam oferecer produtos iguais ou melhores que os produtos produzidos a base de animais.

A empresa usa proteína de trigo, proteína de batata e óleo de coco, e seu “ingrediente especial” chamado heme, que possui elementos da hemoglobina na proteína animal, mas é desenvolvido a partir da soja.

Há ainda muito progresso a ser feito, incluindo o desenvolvimento da logística para oferecer esses produtos em grande escala e fornecer substitutos para outros produtos de carne comumente adquiridos.

Altschuler Malek, por exemplo, gostaria de poder vender “costeletas de porco” vegetarianas.

Ele diz que um novo substituto à base de tomate para a carne de atum vermelho tem a mesma textura e sabor que a “coisa real” usada no sushi japonês.

Malek acredita que os novos alimentos não serão mais vistos como alternativas em cinco anos, mas sim a norma, encontrada “em todas as geladeiras”.

A maioria das alternativas à carne é feita principalmente com soja, ervilha, grão-de-bico e glúten de trigo, mas as algas e os cogumelos também são promissores.

Insetos, embora favorecidos por algumas startups, não foram um sucesso entre os investidores em Austin.

Além dos problemas de regulamentação sanitária, seria um grande salto para a população geral de consumidores adquirir o gosto por qualquer coisa com seis pernas.

Proteína à base de insetos “pode ser mais aceitável em algumas partes do mundo, mas eu não acho que o consumidor médio ocidental vá comprar em massa esse tipo de produto”, disse Andrew Ive, diretor de gestão da Big Idea Ventures.

Cantor vegano Bryan Adams diz que a indústria da carne mente sobre proteína

Conhecido por sucessos como “Heaven”, “Please Forgive Me”, “Everything I Do”, “Summer of 69”, Bryan Adams quer que os fãs saibam que, ao contrário do que a indústria da carne diz, é possível obter toda a proteína necessária em uma dieta vegana.

Foto: Reprodução | Instagram

“Tem muitas “pedradas de rock” na nova turnê canadense e frequentemente as pessoas me perguntam de onde eu ganho proteína em uma dieta vegana pra isso “, escreveu o cantor e compositor em um post recente no Instagram.

“Bem, não acredite na propaganda da indústria da carne dizer que se você está comendo animais e peixes, você está consumindo proteína, porque todos os alimentos precisam ser transformados em aminoácidos no estômago antes que o corpo os transforme em proteínas.”

Uma das perguntas mais frequentes aos veganos é sobre as fontes as proteínas, devido ao mito de que os produtos animais são as únicas. Mas de acordo com especialistas, é possível não apenas obter proteína adequada, mas também ter sucesso em vários aspectos com uma dieta baseada em vegetais.

“Então a resposta é: se você está comendo legumes frescos, incluindo saladas e frutas, seu corpo naturalmente encontra o que precisa e expulsa o resto”, afirma o cantor.

Adams é vegano por quase três décadas e revelou em uma entrevista ao The Tribune em outubro do ano passado que ele acredita que animais são amigos, não comida.

“Os animais são meus amigos e eu não como meus amigos”, disse ele. O músico canadense também falou dos encontros mágicos com animais que ele teve na Índia, relembrando como, em sua primeira viagem ao país, seu táxi foi forçado a parar “porque um elefante estava dormindo no meio da estrada”.

A dieta vegana é saudável?

Bryan Adams acrescentou que comer animais é “perigoso para uma boa saúde a longo prazo”.

A celebridade já creditou a sua dieta vegana o motivo para não ficar doente, observando como a alimentação saudável baseada em vegetais fortalece o sistema imunológico.

Foto: Reprodução | Instagram

Evidências médicas revelam que alimentos à base de animais, particularmente carnes vermelhas e processadas, têm sido associados a vários problemas de saúde, incluindo várias formas de câncer, doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

O movimento vegano é tão importante para Adams que ele usa regularmente suas redes sociais para promover a causa, desafiando até seus fãs preocupados com o meio ambiente. As informações são do Live Kindly.

Embora tenha admitido que a mudança do seu estilo de vida, em 1989, tenha sido motivada pelo “conhecimento sobre um estilo de vida mais saudável”, o músico também diz que sua dieta livre de carne também é impulsionada pelo respeito ao planeta e aos animais.

Em dezembro passado, ele escreveu para milhões de fãs no Facebook: “Você não pode ser um verdadeiro ambientalista se comer animais”.

Adams disse anteriormente que seu lema de vida é “Se você ama animais, não os coma”, um mantra que fazia sentido para ele desde bem pequeno. “No momento em que comecei a entender o que estava acontecendo com o tratamento dos animais, isso me levou cada vez mais ao caminho em que sigo agora, que é de um vegano completo”.

A decisão de não comer seus amigos é, segundo o músico, “a melhor coisa que já fiz”.

Alunos em Israel criam falafel à base de algas para combater a desnutrição

O Algalafel foi desenvolvido durante um ano por estudantes de pós-graduação da Faculdade de Engenharia de Alimentos e Biotecnologia do Instituto de Tecnologia de Israel-Technion-Israel.

Ele é feito de spirulina, uma biomassa de algas verde-azuladas que contém cerca de 60% de proteína quando secas.

Foto: Pixabay

Segundo o Vegan News, os estudantes de pós-graduação também adicionaram tahine ao falafel que foi enriquecido com astaxantina, um antioxidante encontrado naturalmente em algumas algas e animais marinhos.

“O sabor é muito bom, quase idêntico ao falafel comum”, disse o Prof. Yoav Livney, líder do projeto, ao The Times of Israel.

Os alunos receberam o primeiro prêmio em um concurso inovador de desenvolvimento de produtos de microalgas oferecido pela EIT Food (Comunidade Européia de Conhecimento e Inovação) na Technion.

O EIT Food é um consórcio pan-europeu que se concentra na promoção da inovação e do empreendedorismo no setor alimentar e na transformação do ecossistema.

Spirulina seca é considerada nutritiva e ambientalmente amigável, pois contém 24% de carboidratos, 5% de água e 8% de gordura saudável e usa menos terra e água para produzir proteína e energia durante o cultivo do que o gado ou as aves.

O novo tipo de falafel é visto como uma solução não apenas para a desnutrição, mas também para a mudança climática, já que a carne animal é conhecida por ter um enorme impacto negativo no meio ambiente.