Potro ganha prótese após perder a perna em explosão de mina

Foto: AFP/Getty Images

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Um jovem cavalo que vive na Síria voltou a andar depois de ter recebido um membro protético especialmente produzido para ele. O potro perdeu a perna direita dianteira na explosão de uma granada.

O potro, chamado Sham al-Agha, foi atingido pela granada há vários meses, quando o regime do presidente Bashar al-Assad bombardeou a cidade de Aleppo como resultado da guerra civil que ocorre na região.

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Os veterinários sírios conseguiram recuperar o animal com uma perna substituta, que foi colocada no animal graças a uma operação de risco pois a clínica fica em uma região controlada pelos rebeldes perto da fronteira com a Turquia.

O membro foi inteiramente projetado e fabricado localmente por um centro médico que produz membros protéticos na área.

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A perna substituta é removível e, em algumas fotos tiradas ontem, o potro é visto descansando no chão sem a prótese.

Aleppo passou por alguns dos piores episódios de violência e destruição na guerra civil na Síria, que matou mais de 400 mil pessoas no total e deslocou centenas de milhares de outras.

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A instituição de caridade de resgate de animais, a SPCA, diz que “inúmeros animais perderam suas vidas” na guerra da Síria, que ocorre desde 2011.

Próteses

Felizmente desenvolvimento tecnológico na área de próteses tem crescido a cada dia, segundo a Mosaic Science. Isso é uma ótima notícia, e não apenas para os amantes dos animais, visto que os conhecimentos obtidos nas pesquisas veterinárias podem também servir para incrementar as próteses humanas, tornando-as cada vez mais bem adaptadas à nossa fisiologia.

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Para que o animal se acostume com as próteses, é necessário que ele entenda para que elas servem e que veja o benefício que trazem, caso contrário o novo membro pode mais atrapalhar do que ajudar. Além de patas, diversas outras partes dos corpos dos bichos vêm ganhando substitutos quando preciso. É o caso de bicos de aves, cascos e nadadeiras de tartarugas e até mesmo revestimentos protetivos para evitar que animais com alguma deficiência causem ferimentos em si mesmos.

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A ciência pode dar uma assistência cada vez maior tanto ao ser humano quanto a outros seres vivos que dividem os ambientes conosco. A área da prostética animal é bastante ampla, e está apta a dar ótimos frutos para quem se aventurar por ela e, principalmente, para os bichos que um dia possam precisar desse tipo de apoio. E nessa onda, todos nós também nos beneficiamos.

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Cachorro que teve duas patas cortadas por antigo tutor ganha novo lar

Por Rafaela Damasceno

Um cachorro que foi cruelmente maltratado por um tutor abusivo teve uma segunda chance de encontrar carinho e amor. Seu antigo guardião, que deveria cuidar dele, amputou suas duas patas como forma de castigo por ter cavado um buraco no quintal.

True, que era apenas um filhote na época, conseguiu se arrastar até a casa vizinha, onde o morador chocado rapidamente o levou até um abrigo. Lá, True começou seu tratamento e sua recuperação. As coisas foram muito difíceis, mas o bravo cachorrinho enfrentou tudo com determinação, e sobreviveu. Aos dois anos de idade, ele se curou fisicamente. Seu antigo tutor, que era usuário de drogas, morreu de overdose.

O abrigo, então, compartilhou sua história nas redes sociais e pediu ajuda a uma ONG parceira do Canadá (Cause 4 Paws), para receber ajuda nas contas médicas de True. Foi assim que Erin Blaak e Romain Avril conheceram a história do cachorrinho e se apaixonaram por ele.

True deitado em um sofá

Foto: MDWfeatures

True foi levado para Toronto, no Canadá, onde encontrou a nova família. O casal já possuía outro cachorro, então True ganhou, da noite para o dia, uma mãe, um pai, um irmão e amor. Muito amor.

Na maior parte do tempo, o cachorrinho precisa ser carregado e se cansa rapidamente, mas o casal se certifica que ele faça exercícios regularmente para se manter forte e saudável. Em seu novo lar, ele até mesmo aprendeu a andar se apoiando somente nas patas traseiras e a pular no sofá e na cama. Mas quando sai, ele se locomove com a ajuda de uma cadeira de rodas projetada para ele.

True usando as rodas para se locomover ao lado de sua nova família

Foto: MDWfeatures

“True se encaixou muito bem na nossa família e ama todas as pessoas e cachorros. Ele só quer ser amado de volta”, declarou Erin ao Daily Mail.

Erine e Romain tiveram um triste exemplo de maus-tratos aos animais, que os motivou a ajudá-los ainda mais. Hoje em dia, se esforçam para arrecadar fundos que ajudem cachorros que sofreram abuso no passado.

True fazendo fisioterapia

Foto: MDWfeatures

A aquisição da cadeira de rodas foi feita recentemente, no começo de 2019, e ainda é um desafio para True. Mesmo assim, ele demonstra gostar dela e se esforça para aprender a usá-la. Ele também está testando próteses temporárias para usar futuramente.

Erin demonstrou preocupação com a falta de punições para os maus-tratos aos animais. “Matar por esporte, crueldade ou entretenimento deveria ser acabar. Deveria haver mais consequências”, disse ela. “É triste o quanto de abuso e crueldade contra os animais existe. Há uma falta de leis em relação a isso”.

“Temos muita sorte de ter cachorros em nossas vidas e não merecemos o amor incondicional deles”, concluiu.


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Tartaruga ganha prótese feita de Lego após perder patinhas

Reprodução

Pedro é uma tartarugas-de-caixa aventureira. Ele foi adotado por uma família sem ter uma das patinha traseiras e vivia feliz assim, mas um dia, ele resolveu ir dar um passeio e só retorno após meses desaparecido. Ele estava saudável, mas havia perdido mais uma patinha traseira. Agora, Pedro contava apenas com as patinhas dianteiras para se locomover.

A tutora da tartaruga ficou muito preocupada com as limitações de Pedro e o levou até o departamento de Medicina Veterinária da Universidade do Estado da Luisiana, nos Estados Unidos, onde após uma avaliação criteriosa, a tartaruga ganhou uma prótese feita de Lego e rodinhas construída especialmente para ele. Os tutores de Pedro ficaram muito felizes e entusiasmados com o resultado.

Segundo a estudante de veterinária Kelly Rockwell, o problema da mobilidade está resolvido, agora, o mais importante é manter Pedro em segurança. “A ferida já tinha cicatrizado bem e ele conseguiu voltar pra casa só com as patas da frente. Sem as patas traseiras, ele fica com menos mobilidade. Como Pedro é uma tartaruga-de-caixa, ele ainda pode se esconder dentro do casco e se proteger, mas os donos teriam que deixar ele sempre dentro de casa”, disse.

A tutora da tartaruga, Sandra Taylor, se diz otimista com o futuro de Pedro. “Ele se mexe com as rodas sem nenhum problema. Se adaptou imediatamente. Ele faz as necessidades, se vira, vai para frente e para trás”, contou.

O uso de peças de Lego para ajudar na mobilidade de tartarugas não é inédito. No Brasil, uma equipe da Universidade de Uberaba, em Minas Gerais, utilizou os blocos de plástico para ajudar o pequeno cágado Michelangelo, que não possuía as patas traseiras devido à uma má formação embrionária. O resultado foi surpreendente.

 

Cágado ganha prótese feita com peças de brinquedo e volta a andar

Um cágado chamado Michelangelo ganhou uma prótese feita de peças de brinquedo e pôde voltar a andar. O caso aconteceu em Uberaba, no estado de Minas Gerais, e só foi possível graças a criatividade de um médico veterinário.

Foto: Reprodução / Revista Cláudia

Resgatado pela Polícia Militar Ambiental, o cágado foi levado para o Hospital Veterinário de Uberaba (HVU). O veterinário Cláudio Yudi acredita que o animal já nasceu sem as patas traseiras. As informações são da revista Cláudia.

Para conseguir que Michelangelo voltasse a andar, o veterinário e alunos do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Uberaba (Uniube) decidiram usar peças de brinquedos resistentes para fazer uma prótese.

“Adaptamos oito peças, que foram coladas na carapaça dele. Foi um sucesso. Hoje, o animal anda muito bem e consegue se movimentar com as rodinhas”, explica Cláudio. “As peças não substituiriam as patas, mas serviriam de apoio”, completa.

Para que as próteses aderissem ao corpo do animal, uma resina especial foi utilizada. “É uma cola que se adapta a materiais orgânicos e tecidos vivos”, pontua o especialista. O material costuma ser usado por dentistas.

Apesar da adaptação de Michelangelo à prótese ter sido um sucesso, ele não poderá retornar à natureza e permanecerá no hospital. “As tartarugas, em especial, conseguem se adaptar muito bem a próteses. Mas ela não vai poder voltar à natureza, porque a falta das patas pode dificultar na hora de nadar e nas mudanças de ambiente”, diz Cláudio.

Cão ganha prótese adaptada em snowboard para brincar na neve

Reprodução

Podendo mexer apenas as patas traseiras, o cãozinho Gus ganhou um snowboard adaptado para poder brincar na neve e acompanhar a tutora, a norte-americana Melody Rezzonico, nas viagens às montanhas nevadas do Colorado, nos Estados Unidos.

Moradora da pequena cidade de Laramie, no estado de Wyoming, Melody adotou Gus há cerca de um ano. “Eu vi uma foto dele e decidi que seria meu próximo cachorro”, disse ao jornal Laramie Boomerang.

Gus nasceu com uma má formação das patas dianteiras. Uma delas precisou ser amputada. Apesar disso, a tutora conta que o cachorro demonstrava bom humor desde o primeiro dia. “É o cachorro mais de bem com a vida que eu já vi”, descreveu Melody.

Para fazer a prótese de snowboard, a tutora encontrou uma empresa na Virgínia – a mais de 2,7 mil quilômetros da casa dela – para adaptar a prancha do Gus.

No começo, relatou a tutora, foi difícil até o cachorro se adaptar. Ele depois se adaptou e passou a brincar também com outros cães, inclusive os “irmãos” Gertie e Gunner, ambos adotado por Melody.

Gus espera ficar pronta a adaptação do snowboard com rodas para usar dentro de casa – a cadeirinha de rodas que ele usa atualmente é um tanto quanto grande. Enquanto isso, mesmo em plena primavera, o cãozinho pode esperar se divertir deslizando: a previsão do tempo diz que uma frente fria vai levar muita neve ao Wyoming nesta semana.

Fonte: G1