Urso escala muro de 4 m e passa por três cercas elétricas para fugir de cativeiro

Foto: Province of Trento Press Office

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Um urso escapou de um cativeiro para animais selvagens onde era mantido e fugiu dos guardas florestais italianos após escalar três cercas elétricas e uma parede de quatro metros de altura.

O urso pardo, que foi apelidado de “gênio”, havia sido capturado anteriormente pelas autoridades, que usaram uma armadilha para ursos para prendê-lo, na região italiana de Trentino, no domingo.

O animal de 140 kg, fugiu de seu recinto em Val Rendena poucas horas depois de ser pego, e está em fuga desde então.

Foto: Province of Trento Press Office

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O presidente de Trentino, desde então, deu permissão às autoridades para matar o urso, provocando indignação de grupos de direitos animais, bem como a oposição pública do Ministério do Meio Ambiente.

O presidente de Trentino, Maurizio Fugatti, emitiu uma ordem para que o animal fosse preso há mais de um mês, depois do urso ter sido visto perto de áreas habitadas e consideradas perigosa para humanos e animais selvagens.

Fugatti deu aos guardas do parque a ordem de matar o animal, depois que ele escapou de seu cercado na segunda-feira. Guardas florestais com cães farejadores estão caçando o animal.

Foto: Province of Trento Press Office

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“Se o urso se aproximar de áreas habitadas, os guardas florestais têm permissão para matá-la”, disse Fugatti.

“O fato de o urso ter conseguido escalar uma cerca elétrica com sete fios a 7 mil volts demonstra que esse espécime é perigoso e um problema de segurança pública”, disse o presidente, claramente desconsiderando toda e qualquer ótica do ponto de vista do animal, que provavelmente desesperado e aflito por estar preso após uma vida inteira livre, apostou tudo em sua fuga, arriscando a própria vida.

O desprezo pelo animal é tão notável que ele ganhou um número e uma letra como idetificação: M49

A ordem para matar o animal provocou indignação de grupos de direitos animais no país, incluindo a WWF Itália.

Foto: Province of Trento Press Office

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O ministro do Meio Ambiente, Sérgio Costa, não se mostrou impressionado com a forma como a perseguição ao animal foi tratada, criticando os envolvidos. Ele acrescentou que a ordem para matar o urso era “absurda”.

Fotos divulgadas pela assessoria de imprensa da província de Trento confirmaram que o urso está vivo e circula pelos bosques perto da cidade de Trento, na região de Trentino-Alto Adige, no norte da Itália.

Uma foto tirada às 22:54 da noite passada por uma câmera de vigilância armada na natureza e mostra o urso vivo e bem, espreitando em uma área não muito distante de onde foi capturado.

Foto: Province of Trento Press Office

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Outra foto mostrou o urso às 09:29 desta manhã.

Muitos usaram as mídias sociais para mostrar seu apoio ao animal, sob a hashtag #fugaperlaliberta, significando #escapeforlreedom.

“Vamos lá M49”, uma pessoa twittou.

Foto: Province of Trento Press Office

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“M49 é meu herói”, disse outro.

A Liga da Itália para a Abolição da Caça (LAC) descreveu o urso, que desafiou 7 mil volts elétricos, como se realmente possuísse superpoderes.

“Evidentemente, o urso é um gênio da fuga, dotado de superpoderes parecido com um herói da Marvel Comics”, disse em um comunicado.

Foto: Province of Trento Press Office

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Life for Urses, um grupo de vida selvagem local para a preservação de ursos em Trentino, comparou a situação ao filme King Kong.

Todos sabemos como King Kong termina: o gorila se defende, mas no final sucumbe. O mesmo roteiro já foi escrito para este urso corajoso”, disse o grupo em um comunicado.

A WWF Itália twittou seu apoio ao animal, dizendo: “Viva M49 e com ele todos os ursos”.

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Ativistas do Nepal saem as ruas pedindo pelo fim dos sacrifícios com animais

Foto: AFP

Foto: AFP

Ativistas nepaleses protestaram em Katmandu na sexta-feira última pedindo o fim dos sacrifícios religiosos de animais, meses antes de um festival regional que no passado já matou dezenas de milhares de animais.

Alguns dos mais de 100 manifestantes usavam cabeças de búfalos, porcos e galinhas, enquanto cantavam e protestavam contra a prática cruel profundamente enraizada nas tradições hindus do país.

“Isso está errado e deve parar”, disse à AFP Sneha Shrestha, da Federação de Bem-Estar Animal do Nepal.

“Somos todos iguais aos olhos de Deus, e Deus não pedirá o sacrifício de seus próprios filhos”.

Foto: AFP

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Os defensores dos direitos animais enfrentam uma luta difícil no Nepal, onde os hindus compõem 80% da população e onde o sacrifício ritual é parte da vida cotidiana e fundamental para os grandes festivais.

Os cartazes e faixas presentes no protesto também pediram a suspensão dos sacrifícios em Gadhimai, um festival que se acredita ser o maior massacre ritual do mundo.

Uma vez a cada cinco anos, a pequena aldeia de Bariyapur, perto da fronteira do Nepal com a Índia, se afunda em sangue, enquanto milhares de devotos hindus visitam seu templo para homenagear Gadhimai – uma deusa hindu que representa o poder.

Foto: AFP

Foto: AFP

O sacerdote principal do templo inicia o festival centenário com o sacrifício ritual de dois ratos selvagens, dois pombos, um galo, um cordeiro e um porco antes que dezenas de milhares de animais sejam mortos.

Embora o templo tenha proibido a prática sob forte pressão em 2015, os ativistas temem que os sacrifícios ainda sejam realizados no próximo festival, previsto para novembro.

Durante o festival de dois dias, os adoradores do Nepal e da vizinha Índia passam dias dormindo ao ar livre e oferecendo orações à deusa no templo.

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Movimento mobiliza população mundial contra exportação de animais vivos

A ONG Compassion in World Farming está liderando, pelo terceiro ano consecutivo, um movimento internacional para mobilizar a população mundial em torno do Dia Internacional contra a Exportação de Gado Vivo, celebrado nesta sexta-feira (14). O intuito da data é conscientizar as pessoas acerca do sofrimento dos animais exportados.

Em 2017, 30 países participaram do movimento. Ano passado, o Brasil também aderiu à ação, que envolveu 33 nações. Neste ano, 41 países foram mobilizados e irão realizar manifestações. Coordenados pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, em parceria com entidades de várias cidades, os protestos brasileiros começaram na quinta-fera (13) e serão realizados até o domingo (16). Doze cidades estão participando. As informações são da Agência Brasil.

Bois mantidos em condição insalubre no navio NADA (Foto: Magda Regina)

De acordo com a diretora de Educação do Fórum, a geógrafa Elizabeth MacGregor, embora existam legislações que determinem que os animais exportados recebam tratamento humanitário, “a questão do bem-estar animal é zero”. Além disso, segundo ela, essa exportação é negativa do ponto de vista econômico, já que representa apenas 1% do que é produzido pela pecuária brasileira para consumo humano. De acordo com MacGregor, todos os países importadores também importam carne embalada.

A geógrafa lembrou ainda que, por não ser taxada, a exportação de boi vivo não gera riqueza para o Brasil. “O couro vai de graça” para o importador, disse MacGregor, que reforçou também que essa atividade não gera emprego no Brasil, mas nos países compradores, como a Turquia e o Líbano. Além disso, esses país, comentou a geógrafa, não utilizam práticas de bem-estar animal, o que faz com que os animais sejam mortos de maneira cruel.

O problema, porém, é ainda maior, já que “ambientalmente é péssimo”. Isso porque o transporte costuma ser feito em navios reformados ou adaptados, de péssima qualidade, sem condições mínimas de higiene, sem alimentação e hidratação adequada para os animais, sem assistência veterinária, impondo aos animais uma viagem longa e exaustiva, na qual eles são sujeitos a intempéries climatológicas, com urina e fezes provocando a proligeração de doenças. Em ambientes superlotados, esses animais também não têm espaço sequer para deitar e descansar durante o percurso, que pode levar semanas. “Vão cheios de outras substâncias que afetam o meio ambiente”, disse MacGregor.

De acordo com a diretora do Fórum, a exportação de animais vivos não é boa para o Brasil, “tanto na questão econômica, como na questão da imagem do país que, no momento, parece estar sendo deixada de lado”. A questão, na opinião da ONG, é econômica. Mais de 700 mil animais vivos foram exportados em 2018, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o que gerou receita de US$ 470 milhões para o Brasil. Esse valor, porém, representa só 7% da receita proveniente da exportação de carne e derivados, que ultrapassa US$ 6 bilhões anuais.

Boi com corpo coberto por fezes e urina dentro do navio NADA (Foto: Magda Regina)

Dentre os países contrários a essa prática, a maior parte está na Europa. Isso, segundo MacGregor, deve-se ao conhecimento. A diretora da ONG lembra que a ciência já comprovou que todo animal vertebrado é senciente, ou seja, consegue sentir dor, física e psicológica. “Têm capacidade cognitiva, então raciocinam, têm sentimentos e desde a década de 1970, a ciência do bem-estar animal usa parâmetros científicos e objetivos para analisar tecnicamente como os animais estão sendo tratados”, disse. Segundo ela, esse conhecimento ainda é heterogêneo, “como tudo no mundo”.

Sobre o movimento internacional, a diretora contou que os 41 países participantes estão localizados em todos os continentes. “O movimento é global mesmo”, explicou. Na Europa, também é defendida a redução das horas de transporte terrestre dos animais. “Mas o pior é essa exportação”, segundo MacGregor.

O movimento teve início em Londres, na Inglaterra, em 2017. Trata-se de uma iniciativa da  ONG ‘Compassion in World Farming’, em parceria com a ONG ‘World Wide Fund for Nature’ (WWF), o Banco Mundial (BIRD) e a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Todas essas organizações reforçam o impacto negativo da pecuária e lembram que, dentre as atividades humanas, ela é a que causa prejudica o meio ambiente – considerando desde o desmatamento até a poluição de mares, lagos e oceanos. A diretora do Fórum explicou que a flatulência dos bois é gás metano – afirmação que é confirmada por estudos.

“Tem todo um embasamento técnico e de órgãos internacionais, não só de ONGs”, disse. MacGregor comentou também que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) já se pronunciou sobre o impacto da pecuária na natureza. “O Brasil tem mais boi do que gente”, afirmou. A questão, segundo MacGregor, “é seríssima em todo o mundo”.

Graxaria do navio NADA (Foto: Magda Regina)

Diretora do Fórum, a médica veterinária Vânia Nunes disse ainda que os maus-tratos se iniciam no transporte das fazendas para os portos, que já é “extremamente estressante para os animais”. Além disso, Nunes salientou que muitos animais morrem nos navios, durante as longas viagens de exportação, por não resistirem às péssimas condições as quais são submetidos. Os corpos, triturados, são jogados no mar, assim como toneladas de fezes e urina produzidas diariamente, poluindo o meio ambiente.

Na quinta-feira (13), foram realizados protestos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte (MG). Para esta sexta-feira (14), há atos marcados em Brasília, Salvador (BA) e Sorocaba (SP). No sábado (15), as manifestações serão realizadas em Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Belém (PA) e Indaiatuba (SP). O encerramento está marcado para domingo (16), em Lajeado (RS).

ANDA move ações contra exportação de animais

A Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) entrou com duas ações contra a exportação de animais. A primeira, feita em conjunto com a Associação de Proteção Animal de Itanhaém (AIPA), solicitou a interrupção das operações no porto de Santos com base nas implicações ambientais e nos crimes de maus-tratos registrados durante o embarque feito pelo porto em dezembro de 2017.

O pedido das entidades foi aceito pelo desembargador Luis Fernando Nishi, que determinou a suspensão imediata das operações no porto no final de janeiro deste ano. Dias depois, entretanto, a liminar foi derrubada por um recurso impetrado pela Advocacia Geral da União (AGU) e o navio seguiu viagem.

A segunda ação, movida exclusivamente pela ANDA, foi contra os embarques de animais vivos no porto de São Sebastião. Devido à existência de outras duas ações contra tais operações no porto que tinham como foco os maus-tratos contra os animais, a ANDA optou por usar o enfoque ambiental como fundamento para se opor à exportação de animais vivos em São Sebastião.

Após a ação ter extraviado, a ONG impetrou um mandado de segurança solicitando o julgamento da liminar. O mandado foi deferido pelo juiz Dr. Guilherme Kischner que, em abril, suspendeu temporariamente os embarques no porto.


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Kim Kardashian manda fazer casacos sintéticos para deixar de usar pele de animais

A socialite Kim Kardashian decidiu parar de usar casacos feitos com pele de animais. Na terça-feira (11), ela fez uma publicação em rede social anunciando a mudança.

Foto: Reprodução / Instagram / @kimkardashian

A decisão da socialite é importante, já que ela é formadora de opinião e, por isso, influencia muitas pessoas em todo o mundo.

O processo de fabricação de roupas feitas com pele de animais é extremamente cruel e as denúncias sobre o tema feitas por ativistas pelos direitos animais parecem ter conscientizado Kim Kardashian.

No Instagram, a socialite publicou uma foto de North West, sua filha, usando um casaco feito de pele falsa.
“Se lembram quando eu usei isso? Ela escolheu um look igual ao meu! Mas, o fato divertido é: eu peguei todas minhas peças favoritas que usam pele e mandei refazê-las em versões com peles falsas“, escreveu na legenda.

Foto: Reprodução / Instagram / @kimkardashian

A socialite já foi alvo de vários protestos feitos por ativistas. Em 2012, um militante jogou farinha em Kim para se manifestar contra os casacos de pele usados por ela.

Ao anunciar a mudança, a socialite recebeu muitos elogios, inclusive da organização internacional de defesa dos animais PETA.

“AMOR! Obrigado por fazer mudanças compassivas que salvam os animais e mostram ao mundo que os estilos #LivresdePele são o futuro!“, disse um seguidor.

Protestos do movimento Rebelião Contra a Extinção vão durar o mês todo

Protestos organizados pelo movimento Rebelião Contra a Extinção | Foto: Extinction Rebellion

Protestos organizados pelo movimento Rebelião Contra a Extinção | Foto: Extinction Rebellion

Tomando a frente das ações para conscientização da população em relação a emergência climática em que vivemos e a ameaça de extinção em massa já prevista e alertada pelos cientistas, a organização ambiental fechou áreas de Londres, na Inglaterra, na semana passada na tentativa de chamar a atenção para a urgência da questão e intimar os líderes políticos a agir e tomar posição.

Movidas pela seriedade e embasamento cientifico das manifestações uma série de empresas (Ecotricity, The Body Shop, entre outras) tem apoiado a organização ambiental Extinction Rebelion (Rebelião contra a Extinção, na tradução livre).

A Extinction Rebellion (XR, na sigla em inglês) fechou partes de Londres na última semana durante os protestos de conscientização realizados na cidade. A polícia executou 1.065 prisões. As manifestações começaram em 15 de abril e estão programados para continuar até dia 29. Os ativistas têm áreas-alvo como a Parliament Square, Marble Arch e Picadilly Circus.

Exigindo ações em relação ao clima

A organização, que se descreve como “uma rede apolítica internacional”, usa uma ação direta não-violenta para “persuadir os governos a agir sobre a situação do clima e a emergência ecológica” a que esgamos submetidos.

Eles tem três demandas, pedindo ao governo que “diga a verdade” declarando uma emergência climática e ecológica, trabalhando com outras instituições para comunicar a urgência da mudança.

O governo precisa agir agora para deter a perda de biodiversidade e reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa à estaca zero até 2025, e ir além da política, criando e sendo guiados pelas decisões de uma Assembléia de Cidadãos sobre justiça climática e ecológica.

Empresas líderes

Representantes de várias empresas de grande porte e líderes de setor escreveram para o jornal The Times, apoiando os protestos e dizendo que “indústrias e empresas inteiras” precisam ser redesenhadas

“Ao contrário do que se acredita, há apoio do setor empresarial para a agenda da Extinction Rebellion (XR)”, escreveram os líderes empresariais. “Os custos de vários milhões de libras que os protestos da Extinction Rebellion impuseram aos negócios são lamentáveis, assim como os inconvenientes para os londrinos. Mas os custos futuros impostos às nossas economias pela emergência climática serão muito maiores”.

“As pressões intensas pedem por mudanças, mas mesmo as empresas mais comprometidas precisarão de tempo para responder às demandas. Saudamos a notícia de que a Extinction Rebellion está desenvolvendo uma nova plataforma, a XR Business, para envolver líderes empresariais, investidores e consultores, no intuito de impulsionar as coisas, a ideia é convocar uma reunião de ativistas e especialistas da XR com líderes de negócios e influenciadores”.

Mudando a maneira como os negócios funcionam

A organização acrescentaram que a maioria das empresas “não foi projetada para o contexto em que estamos vivendo de emergência climática em desenvolvimento” e disse que há, portanto, uma necessidade urgente de “redesenhar indústrias e empresas inteiras, usando metas baseadas em ciência”.

Os líderes empresariais propuseram que as empresas fizessem uma declaração assumindo o compromisso de enfrentarmos a emergência climática e organizarmos uma sessão extraordinária em uma reunião de diretoria para considerar o caso de ação urgente, acrescentando: “Incentivaremos as equipes de gerência sênior das quais

Jovens fazem nova manifestação global pelo clima nesta sexta-feira

Jovens de todo o mundo se uniram novamente para realizar mais uma manifestação global pelo clima. O primeiro ato foi realizado há dois meses e o segundo foi marcado para esta sexta-feira (24).

Os atos começaram devido à iniciativa de Greta Thunberg, uma sueca de 16 anos, descendente de Svante Arrhenius, Prêmio Nobel de química em 1903 e um dos pais da ciência das mudanças climáticas. Greta passou a faltar à escola nas sexta-feiras para realizar o Fridays For Future (Sexta-feiras para o futuro, em tradução livre). A garota passava horas sozinha em frente ao Parlamento sueco reivindicando aos políticos fontes de energia renovável e ações de combate ao aquecimento global. As informações são do Blog da Redação.

Manifestações pelo clima ganham o mundo (Foto: Reuters / F. Bensch)

“Nossa biosfera está sendo sacrificada para que os ricos, em países como o meu, possam viver no luxo. É o sofrimento da maioria que paga pelo luxo de poucos”, disse Greta em dezembro de 2018, na COP24 da Polônia. “Vocês nos ignoraram no passado e nos ignorarão de novo. Não estamos mais no tempo das desculpas, não temos mais tempo. Viemos aqui para lhes dizer que, gostem ou não, a mudança está chegando. O poder real pertence ao povo”, completou.

Cerca de 125 países de todos os continentes se comprometeram a realizar manifestações nesta sexta-feira. Suécia, Canadá, Estados unidos, oito países da América Latina, inclusive o Brasil, Índia, Afeganistão e Ubequistão, Alemanha, rança, China, Austrália e Nova Zelândia integram a ação global. Até a quinta-feira (23), havia sido confirmadas 2.265 greves estudantis, duas delas na Antártida.

No Brasil, segundo o mapa do site oficial do movimento Fridays For Future, há atos marcados em Brasília, Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Feira de Santana e Petrolina (BA), Bacabal (MA), Araguatins (GO), Joinville (SC) Ribeirão Preto (SP) e outras cidades do interior e do litoral do estado de São Paulo, como Sumaré, Sorocaba, Bragança Paulista, Praia Grande e Peruíbe.

Greta Thunberg segura seu cartaz de ‘greve escolar climática’ em frente ao parlamento sueco (Foto: Reuters)

Na manifestação realizada em 15 de março, 1,6 milhões de manifestantes participaram em 123 países. A expectativa para esta sexta-feira (24) é de que os protetores superem os anteriores.

“As gerações adultas prometeram deter a crise climática, mas não fazem a lição de casa, ano após ano. Nossa geração já não aguenta mais! Vamos faltar à escola e fazer ações pelo clima para obrigar os adultos a parar de queimar combustíveis fósseis e queimar o planeta que é nossa casa!”, afirmam os jovens.

“Estamos nos levantando para que a indústria de combustíveis fósseis interrompa todos os projetos de extração de carvão, petróleo e gás e construa fontes de energia limpa para todos”, dizem os adolescentes, que chamam pessoas sensíveis à causa a apoiar o movimento e fazer parte das manifestações.

Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), em 2030 o aquecimento global será irreversível, a não ser que medidas urgentes sejam tomadas.

“Ativismo funciona. Então aja”, disse Greta, na última semana, pelo Twitter.

Protestos na Austrália ajudam a promover o documentário vegano “Dominion”

Ativistas que saíram às ruas esta semana carregavam cartazes convidando os transeuntes a assistirem “Dominion” (Foto: Andrew Henshaw)

Embora os protestos realizados esta semana por ativistas dos direitos animais na Austrália tenham dividido opiniões, o documentarista australiano Chris Delforce tem motivos para comemorar.

Depois de “Earthlings” ou “Terráqueos”, de Shaun Monson, com narração de Joaquin Phoenix, se tornar uma referência mundial em protestos internacionais, os ativistas australianos decidiram usar um filme mais recente e produzido nacionalmente para chamar a atenção para a realidade dos animais criados para consumo.

“Dominion”, que também conta com a produção de Monson, mas é dirigido por Chris Delforce, capitalizou grande parte da atenção nos protestos em Melbourne e em localidades como Bacchus Marsh, Corio, Pakenham e Toowoomba, nos estados de Victoria e Queensland.

O motivo é que os ativistas que saíram às ruas esta semana carregavam cartazes convidando os transeuntes a assistirem “Dominion”, que completou um ano de lançamento.

Apesar da ação que bloqueou temporariamente o trânsito em alguns cruzamentos ter deixado algumas pessoas bem irritadas, inclusive o primeiro-ministro Scott Morrison, em menos de dois dias o documentário disponibilizado no YouTube ganhou mais 55 mil visualizações – agora se aproximando de 559 mil.

O que significa que os protestos que incluíam cantos a favor da libertação animal despertaram a curiosidade de um número bem significativo de pessoas. “Dominion” é a continuação do documentário de longa-metragem “Lucent”, de 2014.

“Lucent” se concentra principalmente na indústria australiana da suinocultura, já “Dominion” é bem mais abrangente – mostrando relatos e registros das mais diferentes formas de uso e abuso dos animais.

Com duas horas de duração, o documentário explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. A partir daí, se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.

Caso queira assistir, o filme está disponível com legendas em português:

Estudantes vão às ruas em diversos países em atos contra o aquecimento global

Manifestações contra o aquecimento global foram realizadas por estudantes em diversos países nesta sexta-feira (15). O objetivo é pressionar os governos para que medidas favoráveis ao clima sejam colocadas em prática.

Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay

O protesto recebeu o nome de Fridays For Future (Sextas-feiras Pelo Futuro, em tradução livre). A iniciativa é da estudante Greta Thunberg, que passou a faltar às aulas todas as sextas-feiras desde setembro de 2018, em sua escola em Estocolmo, na Alemanha, para sentar em frente ao Parlamento da Suécia e protestar contra as mudanças climáticas.

A exigência dos estudantes é de que o Acordo de Paris, assinado por mais de 190 países, seja cumprido, com as metas para retardar o efeito do aquecimento global sendo colocadas em prática. As informações são do portal R7.

Os protestos estão sendo realizados na Europa, na Ásia, na África e no Brasil. Os alunos brasileiros têm atos marcados para acontecer no Rio de Janeiro e em Brasília.

Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay

As manifestações receberam o apoio de Cristina Figueres, funcionária da ONU (Organizações das Nações Unidas), que gerenciou o Acordo de Paris em 2015. Ao jornal The Guardian, ela afirmou que “chegou a hora de ouvir a voz dos jovens estudantes, que estão preocupados com o seu futuro”.

Os governos têm recebido há 30 anos advertências sobre a emissão de dióxido de carbono, que agrava o aquecimento global e que já atingiu níveis recordes nos dois últimos anos.

A ONU informou, através de um relatório publicado em outubro de 2018, que a humanidade tem até 2030 para impedir mudanças irreversíveis no clima e que há fortes indícios de que ocorra uma crise climática em 2040.

Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay

Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay

Ativistas fazem 25 protestos simultâneos contra rede de supermercados

Foto: DXE

A ANDA noticiou no fim do ano passado, um dos episódios entra a organização de proteção animal e a cadeia de supermercados. Na ocasião, a gigante de varejo Whole Foods tinha voltado atrás das acusações contra o ativista vegano Wayne Hsiung, fundador da  Action Everywhere Direct(DxE). A conversa com o gerente da loja e a prisão de Hsing foram capturadas em um vídeo que se tornou viral.

Novamente, a DXE enfrenta a Whole Food com protestos contra a crueldade animal em suas lojas, com manifestações simultâneas em 25 lojas da rede, nos Estados Unidos.

Os ativistas alegam que a rede tem como alvo denunciantes que conduzem investigações e querem suprimir protestos que desafiam a empresa.

Foto: DXE

O DxE divulgou o seguinte cronograma dos crescentes eventos entre a Whole Foods e os ativistas:

Janeiro de 2015 : DxE lança a primeira de uma série de investigações revelando crueldade nas fazendas fornecedoras da Whole Foods, desafiando os padrões de bem-estar animal da companhia.

Abril de 2018: Dois ativistas, incluindo uma menina de 16 anos, foram presos em uma loja da Whole Foods, no Colorado, depois de se recusarem a sair e perguntarem calmamente à gerência sobre a origem de sua carne. Um ativista foi acusado de “ameaça de lesão corporal”. A Whole Foods tentou ter outra, a ativista de 16 anos, legalmente afastada de seus pais. A situação se tornou viral no Facebook.

Maio de 2018: Citando evidências de crueldade contra animais, cerca de 500 ativistas realizaram uma vigília e resgataram 37 galinhas de uma fazenda de ovos de fábrica em Petaluma, Califórnia, que abastece a Whole Foods. Quarenta ativistas foram presos.

Setembro de 2018: Um juiz na Califórnia negou o pedido da Whole Foods de uma ordem de restrição estadual impedindo ativistas de entrar em qualquer uma de suas lojas e, em vez disso, emitiu uma ordem de restrição proibindo ativistas da DxE em apenas um estabelecimento de Berkeley, na Califórnia.

Dezembro de 2018: A Whole Foods obteve uma medida cautelar impedindo ativistas de protestar em quatro lojas da Whole Foods.

27 de janeiro de 2019: A DxE realizou protestos em 25 lojas da Whole Foods em todo o país, incluindo oito lojas da Califórnia.

“Nos últimos 4 anos, pedimos à Whole Foods para sentar e discutir nossas descobertas, que são chocantes e contraditórias com tudo o que esta empresa afirma sobre o tratamento de animais em suas fazendas”, disse Priya Sawhney, investigador do DxE em um comunicado enviado por e-mail ao World Animal News.

“A empresa recusou todas as conversas e está recorrendo a ações judiciais e acusações criminais forjadas.”

O DxE está pedindo que funcionários do governo tomem medidas imediatas para fornecer transparência na venda de carne e outros produtos animais.

Com a proibição da venda de peles em San Francisco, que entrou em vigor em 1º de janeiro, ativistas propuseram uma legislação que exigiria a colocação de cartazes em lojas e restaurantes alertando que os produtos de origem animal vendidos podem vir de fazendas industriais onde eles são mutilados e abusado e que esses animais podem ter sido drogados com antibióticos ou outras drogas. Os avisos incluiriam também outras informações relevantes, como a enorme e negativa contribuição das fazendas de gado à poluição ambiental.

A minuta da legislação “Direito a Saber” tem amplo apoio entre legisladores em Berkeley  e São Francisco, Califórnia, onde os ativistas acreditam que ela pode ajudar a construir um sistema alimentar com integridade.

Em 2017, a DxE obteve sucesso em conseguir um açougue em Berkeley, Califórnia,  para a colocação permanentemente de um cartaz em sua janela com informações semelhantes:   “Atenção: a vida dos animais é seu direito. Matá-los é violento e injusto, não importa como seja feito.”