Mulher usa pneus e cobertores fazer caminhas para cães abandonados

Uma cuidadora de animais, que há 12 anos acorda cedo pra cuidar dos amigos caninos que passam frio no Terminal de Barreirinha, em Curitiba (PR), improvisa camas com pneus velhos e cobertores para os cães.

Foto: Arquivo Pessoal

Cansada de ver diariamente os cachorros abandonados, ao relento, a vigilante Neusa dos Santos decidiu agir.

“Eu tinha que fazer alguma coisa. Alguém tinha que tomar uma atitude. E eu acho que essa missão era realmente minha. Hoje eu sou outra pessoa”, diz Neusa.

Os cachorros (Pitoco, Max e Zóinho) no início formavam uma turma de 10 amigos, mas com o tempo, o grupo foi diminuindo.

“Quando eu comecei a acolher, os animais eram dez. Agora, estamos só com três. Alguns foram adotados, outros morreram atropelados, infelizmente” conta.

“O Pitoco, por exemplo, perdeu a visão do lado esquerdo porque levou um chute de um passageiro. Muito triste”.

Foto: Arquivo Pessoal

Elogios

Funcionários do terminal e passageiros elogiam o trabalho dela. “Eu admiro demais o gesto da Neusa com os cães. Hoje em dia a gente não vê esse amor e essa atenção com os animais em qualquer lugar. Em diversos terminais de Curitiba o que se vê são animais largados, maltratados. Então, quando a gente se depara com uma cena dessa, dela trazendo todos os dias pela manhã o alimento, é uma coisa que não tem preço. Ela é um exemplo”, disse o vigilante Robson Santos Guimarães.

Além de cuidar dos cães no terminal, Neusa também leva alguns pra casa, para dar banho e faz passeios diários com eles.

Foto: Arquivo Pessoal

“Eu cuido porque eu amo os animais. Eu acho que quem não gosta de animal, sinceramente, não tem coração. Ainda mais os cães, que são fiéis com a gente”.

Mas a relação dela com os animais vai além. “Esses três aqui, por exemplo, sentem quando eu não estou bem. E eu também sinto quando alguma coisa ruim acontece com eles. A gente se ajuda. Enquanto eu estiver viva, eu vou cuidar deles”, disse Neusa.

Fonte: Portal Paraná Praia


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ONG pede ajuda para construir abrigo após receber ordem de despejo

Após receber uma ordem de despejo, a vendedora Mônica Aquino, fundadora da ONG Lar dos Animais, iniciou uma campanha para arrecadar, em menos de um mês, R$ 55 mil para construir um novo abrigo para 230 animais, entre cães e gatos. Mônica tem até o dia 28 para desocupar o imóvel, que será vendido pelo proprietário, em Goiânia (GO).

Quarenta e um cães da entidade já foram levados para uma chácara, que foi alugado por Mônica. O local, no entanto, não tem estrutura para abrigar todos os animais. Se não conseguir concluir a construção das baias, ela terá que manter os animais amarrados a árvores, sem proteção contra o sol e a chuva.

Foto: Paula Resende/ G1

“Preciso de R$ 55 mil, mas não consigo. Não sei o que fazer, nem dormir eu durmo e de dia corro atrás de ajuda. Eu não sei o que vai acontecer, não vou deixá-los na rua”, lamentou Mônica ao G1.

A protetora de animais recebeu a ordem de despejo no início do ano e, desde então, tem realizado uma campanha em uma rede social para a conseguir fundos para a construção da nova sede da entidade. Até o momento, porém, ela não conseguiu recursos nem para pagar o material para terminar a obra na chácara localizada no município de Aparecida de Goiânia.

Mônica conta que precisa construir um espaço coberto para que os animais fiquem protegidos das mudanças climáticas. “Precisamos de areia lavada, brita, telha de amianto, metalon, canos para fazer tubulação e cimento para a parte de alvenaria. Também precisamos de alambrado para poder fechar a chácara”, disse.

Além de construir o novo abrigo, a protetora terá que reformar a casa na qual os animais vivem atualmente, de onde os animais precisam sair até 24 de junho para que haja tempo hábil para a realização das obras.

Por não ter previsão de quando as obras da chácara serão concluídas, Mônica passou a pedir a doação de coleiras, correntes e cabos de aço para prender os animais, já que essa seria a única alternativa que impediria que eles ficassem soltos na rua e corressem riscos.

Foto: Paula Resende/ G1

Além do espaço coberto, o projeto do novo abrigo contempla uma área para atendimentos de emergência e berçários para os filhotes. Para conseguir executar os planos, a protetora precisa de doação de materiais, mão de obra e dinheiro.

Além dos gastos que surgiram devido à necessidade de transferência dos animais da sede atual da ONG, Mônica gasta ainda aproximadamente R$ 20 mil mensais para cuidar dos cães e gatos resgatados. Ela iniciou os resgates em 2016. No começo, cuidava dos animais na rua, já que morava em apartamento e não dispunha de espaço para abrigá-los. A ONG foi fundada quando Mônica decidiu alugar uma casa para abrigar os animais.

A protetora conta que é comum que pessoas resgatem animais, levem-os até o abrigo da ONG com a promessa de arcar com os custos de alimentação e tratamento, e depois sumam, deixando a responsabilidade do animal inteiramente sobre ela. Sem receber ajuda, a entidade sofre com o acúmulo de dívidas, o que já fez, inclusive, com que Mônica vendesse seu carro em 2017 para arcar com as despesas dos animais.

Interessados em ajudar com doações devem entrar em contato com Mônica através das redes sociais da ONG.


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Protetora de animais é emboscada e morta por morador de rua

Foto: Cidade Alerta/Facebook

Foto: Cidade Alerta/Facebook

Laura Hissai Ishicava, 56 anos, era conhecida na região onde morava, em Guaianases na zona leste de São Paulo, por alimentar e cuidar de cães em situação de rua.

Considerada por todos uma pessoa de bom coração, que só procurava fazer o bem, ela circulava pelas ruas do bairro diariamente, colocando comida para os animais e tratando daqueles que estivessem feridos ou doentes.

Edna Ishicava, irmã da Vítima diz que ela “tirava da própria boca para dar para os animais”. Ela conta que ao ser demitida do emprego de digitadora, a irmã gastou toda a rescisão com os cães e passou a se dedicar integralmente à causa animal.

Desde jovem, Laura se dedicava a alimentar os cães de rua da região, ela se mudou para o bairro ainda criança e por isso era muito conhecida na vizinhança.

Além de alimentar os animais, a protetora também ajudava os moradores de rua com cobertores e comida.

Passava da uma da manhã quando Laura saiu para alimentar os cães do bairro aquele dia, levando no carrinho de feira a comida preparada por ela mesma: arroz com fígado de frango.

Desempregada, ela não tinha dinheiro para gastar com ração, mesmo assim, a protetora não deixava de alimentar os cães de rua.

Foi a câmera de segurança que Laura instalou do lado de fora de sua casa que filmou o momento em que ela saiu. O equipamento foi instalado para monitorar os cães que ficavam do lado de fora da residência, pois ela tinha medo que eles sofressem maus-tratos.

Além dos cães que criava dentro de sua casa, ainda haviam os que dormiam em casinhas do lado de fora, na rua, cães que a vizinhança também ajudava a cuidar.

Laura saiu de madrugada pois só nessa hora ficava pronta a comida, eram quilos de alimento e ela utilizava o carrinho para conseguir carregar tudo e sair para distribuir os alimentos aos animais.

A protetora comentava com a família que podia sair tranquila, mesmo sendo de madrugada pois era querida e conhecida por todos os moradores de rua da região que reconheciam seu trabalho social.

O morador de rua, identificado como Rafael, conhecido como Alagoas, de 26 anos, atraiu Laura até um posto de gasolina abandonado, onde ele dormia regularmente dizendo que seu cão, o Pretinho, passava fome. O posto de gasolina ficava a menos de um km da casa da protetora, conforme informações do portal R7.

Foto: Cidade Alerta/Facebook

Foto: Cidade Alerta/Facebook

Rafael já conhecia Laura, pois ela sempre passava pela região carregando seu carrinho de feira com os alimentos para os animais.

Laura entrou na construção abandonada, levando um pote de comida para o cãozinho, quando foi atingida com um pedaço de pau na cabeça e desmaiou, com a vítima já desacordada, o morador de rua colocou fogo no local e saiu dizendo que tudo havia sido um atentado.

A família não consegue entender o que teria motivado o criminoso a agir dessa forma violenta e cruel com a protetora. A sobrinha de Laura foi quem viu o corpo carbonizado após a polícia encontrar o local do crime. Porém, só foi possível saber que era realmente Laura, após o próprio assassino se apresentar como testemunha à polícia.

Rafael, se apresentou inventando que a protetora tinha sido atacada por vários homens e que ele mesmo tinha sido vítima do ataque, mas conseguiu escapar. Após cair em contradição várias vezes e ser pressionando pela polícia o criminoso acabou confessando o crime.

O motivo permanece desconhecido.

Rafael encontra-se detido pela polícia e responderá pela morte de Laura.

Cadela é morta por protetora de animais após pegar um gato

Uma cadela da raça pit bull foi morta a facadas após escapar e pegar um gato na Vila Santana, em Itapeva, no interior de São Paulo. A responsável por matar a cadela é uma protetora de animais.

Foto: Arquivo Pessoal

O caso aconteceu no último sábado (9). Um boletim de ocorrência foi registrado pelo tutor da pit bull, segundo a Polícia Civil. O homem cobra justiça. As informações são do portal G1.

A polícia informou que a mulher não foi presa. Se for condenada, ela poderá ser punida com detenção de três meses a um ano, além de multa. A condenação, porém, também não leva o agressor à prisão, isso porque o crime, por ser considerado de menor potencial ofensivo, costuma ser ter a pena revertida em punições alternativas, como prestação de serviços comunitários.

Ainda segundo a polícia, a cadela foi ferida por três golpes de faca. Ela foi levada a uma clínica veterinária, mas não resistiu ao ferimentos e morreu. O gato que teria sido pego pela pit bull não sofreu ferimentos.

O tutor da cadela, Leandro Michel, conta que Mel tinha três anos e era dócil, brincalhona e nunca havia feito mal a ninguém.

“Ela era como minha filha. Minha esposa está grávida e eu queria que ela crescesse com a Mel. Só quero que essa mulher pague pelo que fez”, diz Leandro.