Austrália proíbe extermínio de tubarões na Grande Barreira de Corais

Foto: Independent/Reprodução

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Os tubarões não podem mais ser mortos na Grande Barreira de Corais, uma das mais visitadas atrações turísticas australianas, após uma decisão do tribunal do país que derrubou um esquema de extermínio da espécie feito pelo governo.

Ativistas têm lutado há tempos para acabar com a prática de matar tubarões na região, a desculpa usada para justificar a ação, era a necessidade de redução do risco de ataques em Queensland.

Quase 200 linhas defensivas de pesca eram usadas para matá-los, e enquanto muitos tubarões se afogavam depois de serem capturados nessas armadilhas, outros eram encontrados vivos, porém, grave ou fatalmente feridos.

Foto: Independent/Reprodução

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No entanto, o tribunal encontrou evidências “esmagadoras” de que matar o peixe gigante não reduz o risco de interações com tubarões.

O tribunal afirmou: “Ficou claro, a partir das evidências fornecidas neste processo, que o programa letal de controle de tubarões de Queensland está fora de sintonia com os desenvolvimentos nacionais e internacionais de proteção às espécies do país”.

Lawrence Chlebeck, militante de ações marinhas da Humane Society International, disse que: “Desde os anos 1960, os tubarões são mortos a tiros na Grande Barreira de Corais. Hoje isso acabou. Esta é uma grande vitória para tubarões e animais marinhos”

A sentença concluiu em seu texto que os tubarões não podem mais ser mortos por tiros, exceto em “motivos de vida ou morte”(ataques em andamento onde vidas estejam ameaçadas).

O texto afirmava também que os anzóis devem ser checados com mais frequência, e qualquer tubarão tigre, touro ou branco que for encontrado preso a eles, deve ser marcado antes (etiqueta de acompanhamento) e ser libertado “vivo” no mar.

Linhas de pesca defensivas | Foto: Independent

Linhas de pesca defensivas | Foto: Independent

Finalmente, o tribunal ordenou que apenas poderão ser usadas linhas de pesca não letais e outros métodos que permitirão que o peixe seja removido sem ser prejudicado em caso de necessidade.

“O julgamento deixa claro que a tecnologia não-letal (sem o envolvimento de mortes) é o caminho para o controle de tubarões na Grande Barreira de Corais”, disse Chlebeck.

“Como resultado deste julgamento, descobrimos que matar tubarões não tem impacto sobre a segurança dos banhistas, por isso a HSI intima o governo de Queensland a atualizar seu programa de gestão de tubarões ao longo de toda a costa.”

Desde 2016, mais de 500 tubarões morreram como resultado de “medidas de prevenção” a ataques na região. O tribunal descobriu que os tubarões-tigres sofreram um sério declínio nos números da espécie.

Autoridades disseram aos veículos de notícias locais que estavam revisando a decisão tomada pelo tribunal.

Governo australiano enfrenta pressão para proibir golfinhos em cativeiro

Golfinhos em cativeiro no SeaWorld | Foto: afrugalchick.com/Reprodução

Golfinhos em cativeiro no SeaWorld | Foto: afrugalchick.com/Reprodução

Uma ONG internacional que atua em prol bem-estar animal está pedindo ao governo de Queensland (Austrália) que proíba definitivamente a criação de golfinhos em cativeiro no Sea World, na Gold Coast.

A World Animal Protection lançou uma petição pública que será posteriormente apresentada ao governo de Queensland.

“Nós queremos que esses golfinhos que ficam Sea World sejam a última geração mantida em cativeiro em Queensland. A aceitação de lugares como esse está em vias de extinção ”, afirmou o gerente sênior de campanha da World Animal Protection, Ben Pearson, ao canal de notícias australianas Nine News.

O SeaWorld da Gold Coast é apenas um dos dois locais que mantêm golfinhos em cativeiro na Austrália, e com mais de 30 golfinhos no mesmo local, é um dos maiores do mundo.

O outro local é o Dolphin Marine Magic em Coffs Harbour.

“Não estamos falando em fechar o Sea World, não estamos falando de prejudicar a economia de Queensland, estamos dizendo que não há justificativas a reprodução”, disse Pearson.

“Um dos problemas na criação de animais em cativeiro é que você não pode liberá-los na natureza”.

Mas o Sea World defende o seu programa de criação de golfinhos justificando que o foco dele é a “conservação”.

O parque aquático alega que alguns desses animais já estão na terceira geração em cativeiro. Ou seja, jamais viram o mar, desfrutaram da liberdade ou percorrem diversos quilômetros nadando a toda velocidade como nasceram biologicamente adaptados para fazer.

Pearson disse que o programa de criação do Sea World vai contra o princípio básico de conservação das espécies e derrubou o argumento do parque lembrando que os golfinhos não estão ameaçados de extinção para serem “conservados”.

Não há nada de conservação no que eles fazem ali”, disse ele.

Se eles resgatassem os golfinhos na natureza, os reabilitassem em seguida, e os devolvessem ao mar, eles teriam o nosso apoio, mas a criação em cativeiro não faz isso”, esclarece Pearson.

O gerente da ONG também apontou que nenhum cativeiro jamais satisfará satisfazem as necessidades dos animais e indiretamente esse programa endossa a caça aos golfinhos.

“Um golfinho em cativeiro pode viver 50 anos. Na natureza, um golfinho nariz de garrafa nadaria 100km por dia e poderia mergulhar até 450 metros. Eles têm um ambiente rico no mar. Não há como uma pequena piscina de concreto no Sea World conseguir se igualar a isso” definiu ele.

Pearce afirma que uma das maiores ameaças aos golfinhos na natureza é a caça, como a que acontece em Taiji no Japão, onde eles realmente capturam golfinhos na natureza para exibí-los em aquários.

“O Sea World não faz isso, eles não caçam golfinhos, mas exibindo esses animais em um tanque essas práticas são endossadas indiretamente”, disse ele.

O governo de Queensland apoia o Sea World, alegando que eles estão operando segundo a lei do país.

O Ministro da pasta de Agricultura e Pescaria, Mark Furner, alega que o Sea World mantém o número máximo de golfinhos que é permitido criar em cativeiro no país, e desde que eles não excedam esses números “esta tudo certo”.

No entanto, o governo de Queensland não comentou nada sobre a petição iniciada pela World Animal Protection.

A petição conseguiu 5.500 assinaturas desde o seu lançamento ontem. Ainda não foi definida uma data para o envio do documento ao governo.

“Esperamos que o governo de Queensland aja rapidamente nesse caso. Se eles se recusarem a fazê-lo, insistiremos e protestaremos até que isso aconteça”, concluiu Pearson.

Austrália declara oficialmente a extinção de mamífero devido às mudanças climáticas

A triste notícia faz do Bramble Cay Melomys o primeiro mamífero a ter sido exterminado como resultado da mudança climática provocada pelo homem.

O roedor parecido com um rato, cujo único habitat conhecido era uma pequena ilha de areia no extremo norte da Austrália, não é visto há uma década.

Pesquisadores de Queensland disseram que a extinção foi “quase certamente” devido à repetida inundação oceânica do Cay, uma ilha de baixa altitude em um recife de corais – na última década, que resultou em perda dramática de habitat. As informações são do Daily Mail.

O Ministério do Meio Ambiente da Austrália disse na última terça-feira (19) que transferiu oficialmente o animal para a lista dos extintos.

A declaração era esperada. Os pesquisadores completaram uma ampla pesquisa em 2014, em uma tentativa de rastrear as espécies, mas não encontraram vestígios.

Dados disponíveis sobre o aumento do nível do mar e eventos climáticos na região do Estreito de Torres apontam para a mudança climática induzida pelo homem, sendo a causa da perda da Bramble Cay melomys, segundo um estudo divulgado em 2016.

O Melomys rubicola, considerado a única espécie endêmica de mamíferos da Grande Barreira de Corais, foi descoberto pela primeira vez no Cay em 1845 por europeus que atiravam nos roedores por “esporte”.

 

 

 

 

 

Vacas são levadas pela correnteza e vão parar em praia lotada de crocodilos

O clima na Austrália tem enfrentado mudanças radicais e repentinas. Ondas de calor escaldantes afetam diversas cidades, matam os animais devido à seca e trazem problemas respiratórios. Agora, as fortes chuvas e os alagamentos preocupam a população e as autoridades.

Um rebanho de bois foi levado vivo até uma praia infestada de crocodilos. Acredita-se que o gado tenha sido pego pela correnteza nas águas do rio Daintree e, como resultado, foi levado para a praia de Wonga, no norte de Cairns, no último domingo (27).

Moradores que passaram pelo local ficaram nervosos depois de verem as vacas dentro da água. Alguns animais não resistiram a força da água e acabaram morrendo enterrados na areia.

A costa nordeste de Queensland, sofre sua pior inundação em 118 anos, segundo a Wild Search Australia.

Segundo testemunhas, o rio atingiu alturas espantosas de 12,6 metros, desde a noite anterior (26), e o gado sofreu as consequências desastrosas.

A moradora local, Bec Waters, disse que estava levando seu cachorro para passear na praia quando viu um boi ferido.

“Foi horrível. Tínhamos tido um clima maluco e o gado foi levado para o mar ”, disse ela ao Daily Mail Australia.

Vi um boi sobrevivente preso na lama e ele parecia muito cansado. Consegui ajudá-lo a mover-se em direção a um solo mais sólido e fora da lama escorregadia.

“Ele parecia exausto e deve ter nadado durante horas durante a noite”, acrescentou.

Mais a frente, Waters logo se deparou com outra cena triste enquanto continuava a caminhar pela praia.

“Vi as carcaças de dois bois mortos. Foi horrível e meu cachorro estava ficando louco”, ela disse.

Graças às fotos, que mostraram a marca do gado, os moradores locais conseguiram rastrear os proprietários e alertá-los sobre o trágico incidente.

Ela também contou que estava preocupada com crocodilos que chegavam na praia em uma tentativa de comer os pobres animais tão vulneráveis.

Outro morador, Ashton Davenport, também postou uma imagem de outras vacas ainda presas na água na praia.

Juntamente com a foto surpreendente, ele escreveu: “Os bois estão sendo levadas para Wonga Beach e outras praias vizinhas da Daintree !! Continuam vivos”

“Pegamos um boi marrom na água e depois um rebanho de 4 e eles se juntara. HÁ há um grupo de 5 vacas perambulando por aí na praia ou no matagal”, acrescentou.

A chuva no norte de Queensland causou enchentes e deslizamentos de terra, com algumas áreas recebendo mais de 400mm de chuva em menos de um dia.

Um aviso foi emitido para os moradores de Douglas Shire, que vivem nas proximidades do rio. O nível do rio Daintree agora está caindo, mas especialistas alertaram que as condições climáticas ainda continuarão.