Filhote de raposa deixada para morrer é salva por veterinário que se recusou a desistir dela

Foto: Paul McDonald

Foto: Paul McDonald

Red, um filhote de raposa batizado com o nome da cor de seu pelo, foi encontrada desmaiado perto do terreno de uma fábrica em Oldham, na Inglaterra.

Ela parecia sem vida caída no chão e deitada de lado, apesar de todos os esforços dos trabalhadores da fábrica que a encontraram, tentando persuadi-la com comida e água para que ela se levantasse.

Quando todas essas tentativas fracassaram, Paul McDonald, um especialista local em raposas da Freshfields Animal Rescue em Liverpool, foi chamado. “Eu já tinha visto de tudo antes – raposas como aquela geralmente não têm um final feliz”, disse McDonald ao The Dodo. Ainda assim, McDonald tinha esperança e não desistiu de Red.

Foto: Paul McDonald

Foto: Paul McDonald

Ele entrou em contato com um veterinário de confiança da Parker Crowther Vets, explicando que, embora ele não tivesse esperanças que Red sobrevivesse, se alguma coisa pudesse ser feita por ela, mesmo com o batimento cardíaco fraco e a respiração sôfrega da raposinha, ele estava disposto a cobrir as despesas.

“Eu uso este veterinário em particular, pois sei que ela fará o melhor possível, ao contrário de alguns veterinários que não estão interessados em atender animais selvagens, já que não há dinheiro a ser ganho”, disse McDonald.

“Por sorte, minha avaliação inicial se provou equivocada”, disse ele. “A respiração e a frequência cardíaca de Red voltaram ao normal. Não havia sinais de nenhuma fratura”. No entanto, Red estava desidratada e tinha uma temperatura corporal baixa.

Foto: Paul McDonald

Foto: Paul McDonald

Ela foi imediatamente colocada no soro intravenoso e recebeu antibióticos, e começou sua jornada para a recuperação. Depois de passar mais algumas noites no veterinário, Red chegou ao Freshfields Animal Rescue. Enquanto a raposinha era capaz de se mover naquele momento, ela ainda estava fraca demais para se levantar e andar.

“Eu ainda tinha que alimentá-la usando uma seringa por mais alguns dias”, disse McDonald.

“Mas uma noite, quando entrei na unidade para alimentá-la, Red se levantou sozinha, o que eu admito ter trazido uma lágrima aos meus olhos. Ao ver esse pobre animal, que eu estava convencido de que não iria sobreviver, mostrar uma milagrosa reviravolta mudou minha visão sobre resgates desta natureza, que normalmente terminam em lágrimas de um tipo diferente “, disse ele.

Foto: Paul McDonald

Foto: Paul McDonald

Nos dias seguintes, Red começou a andar sozinha – seus passos eram um pouco vacilantes, mas, apesar de tudo, refletiam sua determinação em melhorar logo. Outro filhote de raposa chegou a Freshfields no meio da cura de Red. Ele foi encontrado sozinho atrás de um galpão em Wirral e recebeu o nome de Bruno.

“Como Red e Bruno tinham a mesma idade, eles eram as raposas ideais para se conhecerem – e se aproximaram muito rapidamente”, disse McDonald.

“Filhotes da raposa são animais muito sociáveis e é importante que não sejam mantidos sozinhos, pois eles podem se tornar mansos ou ficar tristes por não terem companhia. Então, foi um grande alívio poder dar a Red um amigo na forma de Bruno “, disse ele.

Red e Bruno dormindo juntos | Foto: Paul McDonald

Red e Bruno dormindo juntos | Foto: Paul McDonald

Agora os dois estão prosperando e praticamente comandam O Centro de Resgate de Raposas. McDonald disse que, dentro das semanas finais, os dois passarão por um processo de “soltura na natureza suave”.

Isso significa que Red e Bruno serão libertados dentro de um recinto ao ar livre, tendo a oportunidade de explorar as paisagens e aromas da vida selvagem enquanto estiverem dentro da segurança do Centro de Resgate de Raposas. As refeições serão fornecidas para eles por alguns dias até que aprendam e se tornem confiantes o suficiente para caçar por conta própria – e, eventualmente, viver por conta própria.

“Se mais filhotes órfãos mais ou menos da mesma idade que Red e Bruno chagarem até nós, eu vou misturá-los com eles também, até um grupo de 5, e eles serão todos soltos juntos na natureza, onde eles irão se dispersar e encontrar seus territórios próprios”, disse McDonald.

Você pode acompanhar Red e Bruno na página do Facebook do McDonald’s, The Fox Man.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Escócia propõe projeto de lei para banir completamente a caça à raposa

Alison Johnstone, co-líder do Partido Verde Escocês, anunciou planos de propor um projeto de lei de autoria um membro da sigla que visa fechar “brechas” na legislação existente, que não conseguiu erradicar completamente a caça às raposas e ainda permite que um número ilimitado de lebres nativas e marrons a serem mortas em certas épocas do ano.

Uma consulta pública sobre o projeto de lei esta sendo lançada, buscando feedback sobre as medidas destinadas a proteger as três espécies e impedir que sejam mortas por esporte.

A consulta será realizada até meados de setembro.

No documento de consulta, Johnstone afirma: “Os mamíferos selvagens não pertencem a ninguém enquanto estão vivendo livremente, mas a legislação do Reino Unido há muito tempo sustenta que o bem-estar animal é um bem público e que os animais devem ser protegidos pelo interesse público.

“O objetivo do projeto de lei proposto é, portanto, melhorar a proteção de alguns mamíferos silvestres na Escócia, especificamente ao acabar com o uso de cães na caça de mamíferos selvagens e melhorar a proteção de certos mamíferos selvagens”.

O governo escocês delineou as intenções de reforçar as leis depois de encomendar uma revisão da Lei de Proteção aos Mamíferos Selvagens (relativa apenas à Escócia) de 2002, de Lord Bonomy, mas até agora não tomou medidas.

Johnstone disse: “As raposas e as lebres são espécies emblemáticas que são amplamente celebradas na cultura popular e valorizadas tanto pelos escoceses que vivem no campo como pelos que vivem nas cidades.

“Eles merecem nossa compaixão e respeito, mas são rotineiramente mortos em todo o país em grande número”.

As regras existentes proíbem o uso de matilhas de cães para caçar e capturar raposas, mas permitem o uso de cães ao liberar uma raposa em campo aberto.

O novo projeto de lei foi bem recebido pelos defensores do bem-estar animal, que disseram que poderia representar uma “mudança no jogo”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Cadela adotada é a mais nova “funcionária” de parque em Canela (RS)

Foi em março deste ano que ela chegou de mansinho, esfomeada, machucada e desconfiada no Banhado Grande, em Canela (RS). Mas foi em poucos dias que a cachorrinha ganhou a confiança dos colaboradores do Parque Bondinhos Aéreos e agora é a mais nova funcionária do local. Ela ganhou o nome de Raposa, devido a semelhança com o animal selvagem.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

A ideia da administração do parque era de encontrar um lar para a cachorrinha, pois eles tinham o receio de que ela não fosse se adaptar com a circulação de pessoas e movimentação de ônibus e carros. “Para a nossa surpresa, ela é muito dócil e conquistou a todos daqui, por isso a adotamos”, comenta a colaboradora Janice de Castilhos.

Guarda noturno

Raposa ganhou um cargo no atrativo turístico, e sua identificação no crachá é vigia noturno. Ela é a companheira na hora da ronda dos guardas do local. Ao longo do dia, Raposa se esquenta no sol pelos jardins do parque e aproveita para descansar do trabalho de segurança. Ah, mas ela também garante as carícias dos turistas.

Primeiros cuidados

Quando chegou, Raposa tinha muitos carrapatos e um berne grande no lombo. A equipe do parque encaminhou a cachorrinha para atendimento médico para tratar o ferimento. Raposa também foi castrada e agora só aproveita os carinhos dos turistas e dos funcionários do local. A cada 15 dias ela vai tomar banho na pet shop e volta bem carente, conforme uma das cuidadoras dela no parque, Gabriella Souza. Segundo Mateus Scain, Raposa recepciona todos os dias os funcionários do parque quando chega o ônibus pela manhã. “Ela é muito querida por todos”, confirma Scain.

Fonte: Jornal de Gramado


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Câmera escondida flagra caçadora alimentando cães com filhotes de raposa

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Um investigador que atua em defesa dos direitos animais flagrou o momento em que um caçador alimentou seus cães com filhotes de raposa.

Paul Oliver, de 40 anos, é acusado de jogar os filhotes para seus cães antes que as duas raposas fossem encontradas mortas em uma lixeira. Ele nega acusações.

Na sexta-feira, o Tribunal de Magistrados de Birmingham (Inglaterra) assistiu as gravações secretas, depois que ativistas anti-caça instalaram as câmeras escondidas no canil South Herefordshire Hunt em 16 de maio de 2016.

Três pessoas foram julgadas por acusações de crueldade contra animais após as imagens secretas vieram à tona.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

O vídeo mostra um homem carregando um filhote de raposa até os canis, enquanto os cães podem ser ouvidos latindo alvoroçadamente.

Minutos depois, o homem sai do canil e joga o animal morto em uma lixeira antes de borrifá-lo com um líquido.

Oliver, a empregada do canil Hannah Rose, 30, e o terrierman Nathan Parry, 40, negam as quatro acusações de causar sofrimento desnecessário a um animal protegido.

Julie Elmore, 55, de Abergavenny, País de Gales, e Paul Reece, 48, de Itton, no País de Gales, admitiram duas acusações de causar sofrimento desnecessário a um animal protegido.

O tribunal ouviu como o investigador dos direitos animais, Karl Garside, capturou as filmagens depois de colocar um rastreador magnético no Land Rover da Parry.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Ele disse que as câmeras foram instaladas perto de trailers brancos no local onde fica o canil SHH Kennels, onde ele também encontrou um filhote de raposa em uma gaiola.

Garside, o investigador, observou que a caça à raposa foi proibida em 2005, então ele instalou a câmera para descobrir por que o filhote de raposa estava lá.

Ele disse que as imagens mostram um homem de boné colocando a raposa morta em uma lixeira, antes de ser visto levando outro filhote de raposa para dentro do canil.

Garside acrescentou: “Ele é visto então pulverizando algo sobre as raposas no lixo, fomos ao local mais tarde e vimos os filhotes de raposa no lixo, eles estavam azuis.”

Um funcionário rural disse ao tribunal que acredita que as raposas podem ter sido mortas com um martelo antes de serem dadas aos cães.

A testemunha de defesa, que foi referida apenas como Dr. Lomax, disse: “Sabemos que as lesões na cabeça e no peito ocorreram com cerca de um minuto de intervalo entre uma e outra.

“Pode-se supor que o golpe na cabeça teria sido o primeiro”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Raposa é resgatada após ficar presa em tampa de lixeira escolar

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Os professores da escola telefonaram para a ONG RSPCA em busca de ajuda ao encontrarem uma jovem raposa presa pela cabeça na tampa de uma lixeira do lado de fora do colégio de educação secundária.

A tampa da lixeira teve que ser serrada para que a raposa pudesse ser solta, logo após ela ter sido descoberta nos terrenos da Saracens High School, no noroeste de Londres (Inglaterra).

Uma lâmina de serra foi usada pela oficial responsável pelo resgate de animais, Mariam Adwan, depois de tentar retirar a raposinha manualmente, o que não funcionou.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Ela disse: “Essa jovem raposa se meteu em um verdadeiro problema. O animal estava realmente com medo, apavorado”.

“De alguma forma, ela conseguiu colocar a cabeça exatamente no buraco que fica na tampa da lata, mas depois não conseguiu mais sair”.

“Consegui acalmá-la e verifiquei se poderia gentilmente remover a tampa da cabeça dela, mas suas bochechas pareciam ser o obstáculo”.

“Logo percebi que aquele não ia ser um resgate fácil e eu tive que encontrar uma solução rápida”.

Os professores da escola encontraram a raposa com a cabeça entalada na lixeira em 17 de maio.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Adwan descreve a operação delicada: “Protegendo a raposa com uma das minhas mãos, eu cuidadosamente cortei uma fenda em forma de T para abrir o buraco estreito na tampa”.

“Uma vez que eu fiz isso, ele saiu facilmente e, depois de um rápido check-up no veterinário, fiquei feliz em saber que ela não se feriu e estava bem após dua aventura.”

Uma vez liberada, a raposa foi direto para seu covil e parecia saber exatamente onde ela estava.

A Sra. Adwan disse: “Espero que ela agora esteja reunida à sua família”.

Raposa viaja 150 km presa a para-choque de carro em Caldas Novas (GO)

Uma raposa ficou presa ao para-choque de um carro e viajou por cerca de 150 km dentro dele, de Goiânia a Caldas Novas (GO), conforme acredita o motorista do veículo. Ela foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

O motorista contou aos bombeiros que tinha saído de Anápolis com destino a Caldas Novas, onde trabalha como médico uma vez por semana. Ele relatou ter ouvido um barulho estranho quando passava pela BR-153, em Goiânia, mas não percebeu nada diferente no carro. As informações são do G1.

O médico contou ainda que só parou o carro no Setor São José, já na cidade de Caldas Novas. Foi nesse momento que ele descobriu que a raposa estava presa na grade do para-choque do veículo. Ele, então, acionou o Corpo de Bombeiros.

Os militares acreditam que a raposa foi atropelada. Eles tiveram dificuldade para resgatá-la. Presa ao para-choque, ela estava assustada, além de ferida e sangrando.

Após ser socorrida por um médico veterinário, a raposa está se recuperando. Ela foi medicada e deve ser solta na Serra de Caldas assim que estiver saudável.

Filhote de raposa é resgatada em supermercado de Araraquara (SP)

Filhote de raposa é resgatada pelo Daae em Araraquara — Foto: A Cidade ON/Araraquara

A equipe da fauna do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae) resgatou um filhote de raposa em Araraquara (SP) na última quinta-feira (18).

O animal estava perdido na área externa do supermercado da Avenida Bento de Abreu.

Segundo João Henrique Barbosa, coordenador da equipe, a raposa é um animal noturno e provavelmente se perdeu ao sair de seu habitat para procurar alimento.

A raposa estava em bom estado de saúde e foi levada de volta para a natureza.

Fonte: G1 

ONG denuncia extermínio de raposas pela caça

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Apesar de ser proibida no bloco de países, a caça à raposa ainda acontece frequentemente e em grande escala na Grã-Bretanha, com dezenas de animais sendo mortos de forma covarde, de acordo com uma instituição voltada para o bem-estar animal.

A Liga Contra Esportes Cruéis (LACS) afirma ter recebido 284 relatos de caçadas e 43 relatos de mortes de raposas causadas pela caças, a partir de novembro, quando a temporada foi aberta, e agora no seu encerramento.

A caça às raposas e a lei

A caça à raposa foi proibida na Inglaterra e no País de Gales sob a Lei de Caça de 2004 e na Escócia sob o Ato de Proteção de Mamíferos Selvagens da Escócia de 2002.

Mas acredita-se que os caçadores ignoram rotineiramente a lei, explorando as lacunas que encontram nela. Por exemplo, eles dizem que estão “caçando trilhas” – ou seja, seguindo uma trilha pré-estabelecida ao invés de um animal vivo – mas ainda estão caçando como antes na verdade.

Por causa disso, os ativistas pelos direitos animais pedem regularmente que a lei seja reforçada. Um debate parlamentar sobre crimes contra a vida selvagem em meados de março, levou ao fortalecimento dos apelos dos parlamentares inter-partidários pelo fortalecimento da Lei de Caça.

Fazendo campanha contra a caça à raposa

Além disso, políticos pró-caça ameaçaram derrubar a proibição estabelecida no passado, com a primeira-ministra Theresa May admitindo no passado que ela é a favor do esporte sangrento, sugerindo que ela pode derrubar a proibição se vencer a eleição com uma grande maioria.

Essa declaração causou um grande protesto público em maio de 2017, com milhares de pessoas tomando as ruas para mostrar seu apoio à proibição da caça às raposas. Falando no evento, o astro de TV Bill Oddie disse: “Este é um dia que pensei que eu nunca veria depois de uma conquista incrível em 2004 – a Lei da Caça. Muitos de nós pensamos ‘ok, evoluímos, agora vamos para outra questão’. O fato de termos que discutir sobre isso novamente é péssimo”, disse o astro.

Depois que May venceu a eleição – mas com uma pequena maioria – a questão parecia ter sido retirada a pauta, com os ativistas agora concentrando seus esforços no fortalecimento da legislação atual.

Matança

“Estes números mostram a triste realidade da imensa matança que ainda está ocorrendo nos campos britânicos pela caça à raposa”, disse Chris Luffingham, diretor de campanhas da League Against Cruel Sports.

“Sabemos que esses relatórios são apenas a ponta do iceberg, com caçadas matando raposas indefesas indiscriminadamente em todo o Reino Unido e mentindo sobre suas atividades sanguinárias para encobrir seus crimes”, disse ele.

“No entanto, acredito que a maré está mudando, e os partidos políticos estão reconhecendo a necessidade de levar o bem-estar animal muito mais a sério e criar uma legislação mais forte para proteger a vida selvagem britânica”, acredita Luffingham.

Questão de legislação

Ele acrescentou: “A questão do bem-estar animal nunca foi tão importante para o público e para os partidos políticos como agora e está se tornando um ponto vital para o sucesso eleitoral”.

“Estamos pedindo que a proibição da caça seja reforçada com a introdução de sentenças de prisão para os que são pegos caçando. Precisamos de um impedimento adequado para acabar com as atividades bárbaras da caça e também é imperioso acabar com as brechas que permitem que os caçadores burlem a lei”.

Alemanha desativa última fazenda de pele do país

Foto: Unilad

Foto: Unilad

A fazenda que ficava em Rahden na Renânia, Norte-Vestfália, no oeste da Alemanha, “agora está vazia”, segundo a PETA, sinalizando o fim da produção de peles em mais um país da União Europeia.

A maioria das peles vendidas no mundo vem de fazendas de animais de criação, como martas, raposas, guaxinins, coelhos e chinchilas.

O fazendeiro já havia sido objeto de uma petição on-line, criada em março deste ano, exigindo o fechamento de sua fazenda.

O texto da petição, que teve mais de 1.300 signatários, dizia: “Embora as condições de manutenção dos animais sejam péssimas e signifiquem um sofrimento sem fim até uma morte causada por envenenamento por gás, o proprietário obteve permissão para continuar a tortura dos animais até 2022”.

Proibição de peles na Alemanha

De acordo com a PETA, o fazendeiro fechou a fazenda antes do prazo previsto em 2022, devido a pressão do governo e as inspeções frequentes e não anunciadas. Ele afirmou também sentiu o peso das pressões dos ativistas – a PETA, principalmente, vem fazendo fortes campanhas no país há mais de duas décadas.

A Alemanha proibiu as fazendas de peles em 2017 – o país deu aos agricultores um período de transição de cinco anos para a eliminação completa do setor. A PETA credita a vitória aos seus intensos esforços de campanhas, petições, protestos e anúncios contra as peles para ajudar a transformar o projeto em lei.

Segundo a PETA, a maior organização de defesa dos direitos animais no mundo, 85% das peles da indústria de peles vêm de animais mantidos em cativeiro em fazendas de produção de peles. “Essas fazendas geralmente abrigam milhares de animais, e os tipos de abuso, crueldade e assassinato com os quais essas instalações criminosas se envolvem são notavelmente semelhantes e hediondos em todo o mundo”.

Segundo a Fur Free Alliance, ONG que atua em defesa dos animais atingidos e explorados pela indústria de peles, as fazendas de pele tiram a vida de 100 milhões de animais no mundo todo a cada ano.

Felizmente a Alemanha agora é 100% livre de pele

A moda descarta o uso de pele

Etiquetas famosas de moda em todo o mundo, incluindo Armani e Tom Ford, começaram a mudar para o uso peles artificiais em suas coleções. Designers de marcas de luxo estão se posicionando contra a prática do uso de peles: Donatella Versace anunciou que se afastará do uso de peles ano passado, dizendo que ela não quer matar animais pela moda. Diane von Furstenberg recentemente retirou as peles e o angorá de suas coleções, e Jean-Paul Gautier chamou a indústria de “absolutamente deplorável” em novembro passado.

E os desfiles seguiram o exemplo; A Semana de Moda de Amsterdã, no mês passado, aconteceu sem o uso de peles, assim como a London Fashion Week no outono passado.

Proibição do uso de peles

Um número crescente de governos pelo mundo está aprovando legislações que proíbem o uso de peles; na União Europeia, a Noruega e a República Tcheca anunciaram a proibição das fazendas de peles no ano passado. Los Angeles tornou-se a maior cidade dos EUA a proibir o uso de peles em fevereiro, e a cidade de Nova York está atualmente se preparando para aprovar uma legislação semelhante.

Segundo a PETA, “muitas vozes poderosas”, incluindo Jhené Aiko, Penélope Cruz, Taraji P. Henson, Eva Mendes e a primeira-dama Melania Trump deram voz às campanhas anti-peles, “depois de aprender sobre a horrível crueldade por trás de cada casaco de pele”.

Raposa encontrada em jardim de creche é resgatada em Tupã (SP)

Uma raposa foi encontrada no jardim de uma creche municipal em Tupã, no interior de São Paulo, nesta terça-feira (12), na rua Pedro Pavaneli.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Funcionários do local foram os responsáveis por encontrar o animal. Imediatamente, eles acionaram o Corpo de Bombeiros para que o resgate fosse feito. As informações são do portal G1.

As crianças que frequentem a creche não tiveram contato com a raposa, já que estava dentro das salas de aula no momento em que o animal silvestre apareceu.

Os bombeiros estiveram no local e resgataram a raposa, que, segundo a corporação, foi encaminhada para a Polícia Militar Ambiental do município.

Destruição dos habitats

O desmatamento é o principal fator que leva animais silvestres a irem para às cidades. Com a ação humana, grandes extensões territoriais são desmatadas, destruindo o habitat dos animais.

Com a destruição ambiental, os animais migram para o perímetro urbano à procura de abrigo e alimento. Com isso, eles acabam se expondo a riscos, como de atropelamento.