Estudo revela que espécies maiores como rinocerontes e águias estarão extintos nos próximos 100 anos

Foto: Baz Ratner/Reuters

Foto: Baz Ratner/Reuters

Conforme os seres humanos continuam destruindo o habitat dos animais maiores, o tamanho médio dos animais está previsto a “encolher” em 25% no próximo século, de acordo com um novo estudo.

Espécies maiores, menos adaptáveis e de vida mais lenta, como águias-de-tawny e rinocerontes, serão extintas, enquanto criaturas menores e adaptáveis como roedores, gerbos-anões (esquilos) e pássaros provavelmente predominarão, disseram pesquisadores da Universidade de Southampton.

A menos que ações radicais sejam tomadas para proteger a vida selvagem e restaurar habitats, ecossistemas inteiros podem entrar em colapso.

“De longe, a maior ameaça para aves e mamíferos é a humanidade – com habitats sendo destruídos devido ao nosso impacto no planeta, como desmatamento, caça, agricultura intensiva, urbanização e os efeitos do aquecimento global”, disse Rob Cooke, principal autor do estudo que foi publicado na revista Nature Communications.

“O substancial ‘downsizing’ (encolhimento) de espécies que previmos poderia gerar impactos negativos adicionais para a sustentabilidade a longo prazo da ecologia e da evolução. Esse downsizing pode estar acontecendo devido aos efeitos da mudança ecológica, mas, ironicamente, com a perda de espécies que desempenham funções únicas dentro do nosso ecossistema global, também pode acabar como um impulsionador da mudança”.

Os declínios previstos são particularmente grandes quando comparados com a redução de 14% do tamanho corporal observada em espécies desde o último período interglacial há 130 mil anos.

A equipe de pesquisa concentrou-se em 15.484 mamíferos terrestres e aves e considerou como variáveis como a massa corporal, o tamanho da ninhada, a largura do habitat, a dieta e o tempo entre as gerações afetavam seu papel na natureza.

Eles também usaram a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para determinar quais animais são mais propensos a se tornarem extintos no próximo século.

Os cientistas descobriram que animais pequenos e altamente férteis que comem insetos, podem prosperar em uma variedade de habitats e serão os mais resilientes.

“Nós demonstramos que a perda projetada de mamíferos e aves não será ecologicamente aleatória – e sim um processo seletivo em que certas criaturas serão filtradas, dependendo de suas características e vulnerabilidade à mudança ecológica”, disse Felix Eigenbrod, professor da Universidade de Southampton.

Amanda Bates, presidente de pesquisa da Universidade Memorial, no Canadá, acrescentou: “Extinções eram vistas anteriormente como inevitáveis determinidades trágicas, mas também podem ser vistas como oportunidades para ações de conservação direcionadas. Enquanto uma espécie que está projetada para extinção, persistir existindo, há tempo para ações de conservação e esperamos que pesquisas como a nossa possam ajudar a orientar e definir essas atitudes”.

Uma das maiores empresas holandesas acaba com os testes de afogamento de ratos após pressão de ativistas

Foto: Plant Based News

Foto: Plant Based News

Os testes de nado forçado, que foram condenados em massa pela população, eram realizados com camundongos, ratos e outros pequenos animais que era colocados em estruturas de vidro, semelhantes a tubos de ensaio, cheios de água de onde os roedores não tinham como fugir para forçá-los a nadar para que não se afogassem.

A empresa holandesa responsável pelos experimentos comercializa suplementos nutricionais e produtos para cuidados pessoais e afirma que abandonou os cruéis testes de natação, devido à pressão de ativistas veganos.

A DSM Nutritional confirmou que não realizará mais os testes após conversas com a ONG PETA. O experimento cruel se resumia em expor os camundongos, ratos e outros pequenos animais ao desespero extremo de um possível afogamento, uma situação de stress absoluto e forçá-los a nadar para não se afogarem até não suportarem mais.

A empresa já havia usado mais de 200 ratos e camundongos em testes de natação forçada, a fim de “fazer alegações de saúde sobre ingredientes como o ácido de abelha rainha, DHA e extrato de orégano”.

Testes de nado forçado

Segundo a PETA, aqueles que defendem a realização do teste dizem que ele pode medir o “comportamento de depressão” de um animal e identificar substâncias potencialmente antidepressivas.

“Mas essa teoria foi desmascarada”, diz a ONG. Os cientistas da PETA revisaram os estudos publicados e descobriram que deixar os animais na água dessa maneira era menos preditivo do que o lançamento de uma moeda (cara ou coroa) para descobrir a eficácia de um composto no tratamento da depressão humana.

“Os animais usados nesses testes lutavam para escapar freneticamente, tentando subir pelos lados dos equipamentos de vidro ou mergulhando embaixo d’água em busca de uma saída. Eles nadam e lutam furiosamente, tentando desesperadamente manter a cabeça acima da água. Eventualmente, a maioria começa a flutuar”

Hediondamente cruel

“Forçar os animais a nadar freneticamente com medo de perder suas vidas é horrivelmente cruel e não nos diz nada sobre a depressão humana”, disse Emily Trunnell, neurocientista da PETA, em um comunicado. “A DSM Nutritional Products fez o pedido certo ao deixar esta má ciência para trás.”

A DSM junta-se à Johnson & Johnson e à gigante farmacêutica AbbVie para terminar o uso deste teste, e a PETA está agora solicitando à Bristol-Myers Squibb, à Eli Lilly e à Pfizer que sigam o exemplo.

Testes cruéis em coelhos

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Experimentos secretos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizou eventos e protestos em algumas universidades.

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondendos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.

Dados acusam o aumento de experimentos utilizando animais no país

Foto: Depositphotos.com

Foto: Depositphotos.com

O número de experimentos científicos registrados com animais subiu 18% o que corresponde a mais de 500 mil testes de laboratório com animais em 2017, a maioria dos quais envolveu ratos ou peixes-zebra, conforme informações do conselho de segurança de produtos e alimentos, NVWA, na quarta-feira.

O tipo de abuso cruel e exploração intensa que esses animais sofrem nesses testes de laboratório muitas vezes comprometem sua saúde de forma irreversível. Indefesos, eles são expostos a drogas, tóxico e produtos químicos que muitas vezes causam um sofrimento lento e indescritível a esses seres.

Peixes da zebra estão sendo usados para pesquisas sobre drogas anticâncer e como parte de um projeto de pesquisa em toda a Europa sobre desordens hormonais, disse a NVWA. Os ratos são usados para vários experimentos, mas principalmente na pesquisa do câncer.

O aumento tem ocorrido apesar do compromisso assumido pelo governo em reduzir a quantidade de experimentos envolvendo animais. Em 2015, os ministros disseram que a Holanda pretendia ser a nação mais avançada do mundo em termos de pesquisa livre de animais até 2025. Até o final de 2017, 80 instituições acadêmicas e científicas tinham licenças para realizar experimentos envolvendo animais. Sete novas licenças foram concedidas e oito foram retiradas.

Os números também mostram que a utilização de gatos e cachorros em experimentos médicos aumentou em quase 50% entre 2016 e 2017 e que mais licenças foram distribuídas para 2018 e além. No total, 656 cães e 89 gatos foram usados em experimentos em 2016, mas um ano depois esse número aumentou para 909 cães e 200 gatos, segundo a NVWA.

Metade dos cães e um terço dos gatos explorados nos experimentos morreram. O grupo responsável pela campanha anti-vivissecção, Animal Rights, lançou uma nova petição contra o uso de cães e gatos em experimentos.

“Existe um amplo consenso de que esses experimentos com animais são desnecessários”, disse o líder da campanha, Robert Molenaar. “É por isso que é tão difícil aceitar que mais cães e gatos morram em experiências tão dolorosas”.

NASA aprisiona ratos em gaiolas e os expõem à gravidade zero em teste

Reprodução

Vinte ratos fêmeas foram aprisionados em gaiolas por cerca de 33 dias na Estação Espacial Internacional (ISS), um laboratório em órbita, da NASA. Os animais foram expostos à gravida zero em um estudo para entender o impacto de um voo espacial de longa duração no corpo de seres humanos.

Os animais, que têm cerca de 16 e 32 semanas de vida, ficaram aprisionados durante todo o tempo e em vários momentos apresentam comportamento de estresse, correndo compulsivamente de forma circular dentro das gaiolas, uma sintoma conhecido como “rastreamento de corrida”, muito similar ao que ocorre em animais mantidos em zoos, a zoocrosis.

Após receber uma série de críticas, a NASA alegou que os animais estão “perfeitamente bem e felizes” e, apesar de não divulgar exames, informou também que eles não sofreram nenhuma alteração significativa em seus organismos, declaração que é desmentida por ativistas em defesa dos direitos animais.

A pesquisadora da PETA Reino Unido, Anna Van Der Zalm, afirma que o experimento é desnecessário e obsoleto. “Ninguém precisa saber como ratos reagem no espaço, e verdadeiros pioneiros da exploração espacial moderna não se baseiam em experiências com animais, optam pela tecnologia do século 21, como simuladores capaz de avaliar com precisão os riscos à saúde dos astronautas”, disse.

Ao contrário de seres humanos, ratos não são astronautas e não podem dar seu consentimento para participar voluntariamente de testes. Os animais não são capazes de avaliar os risco que correm em experimentos e tampouco possuem anatomia que possa ser comparada aos seres humanos, deixando claro que a vida dos animais foram colocadas em jogo apenas para satisfazer a curiosidade cientifica da NASA. “Enviar animais sensíveis e assustados para o espaço é moralmente indefensável nos dias de hoje”, completou Anna Van Der Zalm.

Reprodução

No inicio dos anos 90, a NASA concluiu que experimentos com primatas no espaço obtinham resultados irrelevante para seres humanos. Em 2010 tentou retomar seu programa espacial explorando animais, mas desistiu após pressão de ativistas. Os efeitos de exposição à gravidade zero ainda estão sendo estudados e não há forma de prever o quanto isso pode ter sido prejudicial aos animais que foram forçosamente envolvidos.

Exames cerebrais realizados em astronautas após voos espaciais mostraram mudanças tipicamente relacionadas a processos de longo prazo, como envelhecimento e deterioração de áreas responsáveis pelo movimento e processamento de informações sensoriais. Os rostos dos astronautas também apresentaram inchaço, pois a gravidade puxa os fluídos corporais para cima.

Prêmio incentiva jovens cientistas e acabar com os testes em animais

Foto: PETA/Reprodução

Foto: PETA/Reprodução

Esta semana, o Consórcio Internacional de Ciências da PETA anunciou que Patrícia Zoio, estudante de doutorado da Universidade NOVA de Lisboa, ganhou o prêmio Early-Career Scientist Award oferecido pela instituição, para participar de curso de formação sobre métodos de testes que não utilizam animais. Patrícia está desenvolvendo um modelo skin-on-a-chip (pele em chip, na tradução livre) que poderia substituir o uso de animais em testes de pele em laboratório a longo prazo.

O curso de verão do Centro de Pesquisa Conjunta da Comissão Europeia, que acontece de 21 a 24 de maio em Ispra, Itália, permitirá que os participantes conheçam e explorem alguns dos avanços mais recentes no campo de testes que não envolvem animais.

Patrícia participará de palestras e sessões interativas e visitará um laboratório dedicado ao desenvolvimento de alternativas para testes em animais.

O que são “órgãos em chip”

Em 2017, engenheiros biológicos da Universidade de Harvard inventaram um microchip que pode ser revestido com células humanas vivas para testes de drogas, modelos de doenças e medicina personalizada.

O “Organ in a chip” é um chip tridimencional multi-canal de cultura de células microfluídicas que simula as atividades, mecânica e a resposta fisiológica de órgão, revestido de células humanas vivas, como se fosse um tipo de órgão artificial. A tecnologia foi responsável por introduzir um novo modelo de organismos humanos multicelulares in vitro.

No vídeo abaixo pode ser acompanhada uma rápida introdução à tecnologia de “órgãos em chip”

A importância de incentivos como esses

Milhões de coelhos, ratos, porquinhos-da-índia e outros animais são explorados em laboratórios, enfrentando procedimentos horríveis que podem ferí-los de diversas formas, causando sofrimento físico e psicológico e traumas.

Cientistas estão trabalhando para acabar com essas experiências cruéis e desnecessárias com animais. Este prêmio tem como objetivo ajudar nas pesquisas a substituir o uso de animais em testes de toxicidade para produtos químicos.

O Consórcio também apresentou vários outros ganhadores Early-Career Scientist Awards, que terão as despexas pagas para participar de conferências e workshops, como o Instituto de Métodos Práticos de In Vitro para o Laboratório de Toxicologia In Vitro e o 20º Congresso Internacional de Toxicologia In Vitro.

Esses prêmios são vitais para garantir que a próxima geração de toxicologistas esteja equipada com o conhecimento e as habilidades necessárias para implementar testes modernos e livres de crueldade, que são cruciais para um futuro onde os experimentos com animais sejam coisa do passado.

Modelos com tecido humano podem salvar ratos e coelhos

O Consórcio também forneceu aos pesquisadores tecnologia livre de custos. Por exemplo, uma parceria com a empresa de biotecnologia Epithelix, propiciou aos pesquisadores modelos tridimensionais de tecido humano do trato respiratório que podem ser usados para testar cosméticos, produtos farmacêuticos, produtos químicos industriais, pesticidas e produtos domésticos sem o uso de animais.

Os organizadores do prêmio também se uniram à MatTek Corporation para distribuir modelos tridimensionais de tecido humano sem custos que podem substituir o uso de coelhos em testes onde os produtos químicos são aplicados diretamente em seus olhos e pele e o uso de ratos em testes de inalação mortais nos quais os animais indefesos são espremidos em tubos estreitos e forçados a inalar substâncias tóxicas.

Além desses tecidos tridimensionais, centenas de milhares de quilos de equipamentos de teste da VITROCELL – dispositivos que podem ser usados para expor células a produtos químicos em vez de animais – também foram disponibilizados.

No geral, o Consórcio e seus membros doaram milhões de libras para melhorar e implementar métodos de teste que não envolvam animais, incluindo o financiamento de seu desenvolvimento e validação e a organização de oficinas gratuitas, webinars e oportunidades de treinamento para cientistas.

Fotógrafa registra a primeira experiência ao ar livre de animais usados em laboratórios

“Meus pequenos modelos são animais usados em testes, que foram salvos pela La Collina dei Conigli” (Fotos: Rachele Totaro)

No último verão, a fotógrafa Rachele Totaro realizou um ensaio fotográfico com animais recém-libertados dos laboratórios. Segundo ela, foi a primeira vez que eles foram colocados ao ar livre e tiveram contato com a realidade externa, com a luz solar, o céu, as árvores…

“Meus pequenos modelos são animais usados em testes, que foram salvos pela La Collina dei Conigli, uma instituição de caridade italiana sediada em Milão”, informa Rachele, acrescentando que anualmente centenas de milhares de animais morrem nos laboratórios da Itália.

Há animais que são utilizados em testes letais, mas não todos. Outros não chegam a ser utilizados, mas são mantidos confinados. Apesar disso, muitos têm condições de se recuperar das experiências ruins vividas em laboratórios, segundo a fotógrafa. No entanto, e infelizmente, todos eles são considerados descartáveis para os laboratórios ao final das experiências.

Porém, na Itália a legislação prevê que os animais saudáveis sejam doados para pessoas ou instituições de caridade como a La Collina dei Conigli, que se especializou em resgatar e garantir abrigo para coelhos e outros animais utilizados em laboratórios.

E como meio de apoiar a iniciativa, Rochele tem realizado ensaios com os animais resgatados, assim tentando levar um pouco de conscientização e sensibilização a quem não costuma ver esses animais como pequenas criaturas com anseio pela vida.

A fotógrafa conta que o melhor de tudo em fotografá-los ao ar livre é perceber a satisfação ao sentirem o sol tocando pela primeira vez suas peles. “Todos agem de maneira diferente ao ar livre, e mostram que não são meros números, como são considerados em laboratórios, mas indivíduos com atitudes e personalidades peculiares”, enfatiza.

Johnson & Johnson anuncia que não vai mais realizar testes de “nado forçado” em camundongos

Foto: Stock

A decisão da Johnson & Johnson de abolir este tipo de teste foi tomada após pressão da PETA.

Apesar de não representar o fim dos testes em animais, o anúncio trouxe esperança para os ativistas.

Nos testes de “nado forçado”, camundongos são colocados em provetas inescapáveis cheias de água onde lutam desesperadamente para sobreviver.

De acordo com a PETA, alguns pesquisadores afirmaram que o teste “serve como um modelo de depressão em animais e pode ser usado para testar a eficácia de novos medicamentos para a doença” – mas isso foi negado por outros cientistas.

Inútil

A PETA dos Estados Unidos diz que seus cientistas revisaram estudos publicados e descobriram que “colocar animais na água dessa maneira era menos preditivo do que o lançamento de uma moeda da eficácia de uma droga em humanos.”

“Os animais utilizados nesses testes tentam desesperadamente subir nas laterais dos cilindros ou até mesmo mergulhar para buscar uma saída”, disse a ONG.

“Eles remam furiosamente, tentando manter a cabeça acima da água. Eventualmente, a maioria deles começa a boiar.”

A decisão

“A Johnson & Johnson fez a coisa certa ao deixar de usar o teste de “nado forçado”, que não é apenas uma ciência ineficaz, mas também terrivelmente cruel”, disse a neurocientista da PETA US Emily Trunnell, em um comunicado enviado à Plant Based News .

“A PETA pede à Eli Lilly, à Pfizer e à Bristol-Myers Squibb que sigam a liderança da Johnson & Johnson e deixem de aterrorizar os animais dessa maneira.”

Futuro

O mundo está caminhando para ser mais compassivo com os animais. À medida que as pessoas tomam consciência dos horrores cometidos contra seres indefesos dentro de laboratórios, a demanda por produtos livres de crueldade aumenta.

Países e empresas estão cedendo a pressão do mercado e começam a trabalhar com alternativas éticas.

No setor alimentício, a Hershey’s e a Kellogg’s anunciaram o fim de testes em animais. Para cosméticos, a P&G fez uma parceria com a HSI para proibir que eles sejam usados na indústria da beleza. Recentemente, a Austrália aprovou uma lei que proíbe essa prática. Na Ucrânia, um projeto de lei semelhante está em andamento e a Índia deu um grande e importante passo anunciando o fim de testes em animais para pesquisas biomédicas.

“São como filhos”, diz mulher sobre oito ratazanas adotadas

Ana Carolina Vasconcelos, de 28 anos, moradora de Santos (SP), decidiu adotar ratazanas. Os primeiros animais foram adotados por ela em 2018. Hoje, ela cria oito ratos. “Eles são como filhos. Sempre brinco com eles e, quando estou fora de casa, penso o tempo todo neles”, diz.

Ana Carolina adotou oito ratos (Foto: Arquivo pessoal)

A decisão por adotar ratos veio enquanto Ana pesquisava sobre animais para adotar. “Tenho alergia de gato e, cachorro, eu precisaria de mais tempo e espaço. Procurei por um animal que se enquadrasse melhor na minha rotina. Comecei então a pesquisar sobre roedores”, conta. As informações são do portal G1.

Ao pesquisar, Ana descobriu que as ratazanas eram mais interativas que os hamsters e resolveu adotar duas. “Eu tive um hamster há 12 anos e descobri que tudo que eu fazia estava errado. Dessa vez, comprei a gaiola e alimentação correta antes de adotar. Depois, consegui uma pessoa em Santos que estava doando filhotes e acabei adotando uma dupla, porque eles precisam viver em companhia e serem do mesmo sexo, se não procriam muito rápido”, explica.

De acordo com o veterinário especialista em animais silvestres, André Luís Andrade, de 41 anos, o rato é bem maior que o hamster e a cauda não têm pelo, além de ser mais inteligente. Ele explica que os ratos tutelados por Ana são da mesma espécie da ratazana que vive no esgoto, mas são dóceis e interagem com os tutores.

Ana trata os ratos adotados como filhos (Foto: Arquivo pessoal)

O especialista afirma que as ratazanas não fazem barulho e não precisam ser vacinadas, são onívoras e necessitam de uma dieta à base de ração extrusada e alimentos naturais, como frutas e legumes. “Estes roedores tem média de vida de quatro anos. Eles têm o potencial de transmitir doenças, mas como vivem dentro de casa, não tem como adquiri-las e transmiti-las ao ser-humano”, afirma.

Ana conta que após adotar as duas primeiras ratazanas, decidiu trazer mais desses animais para casa, chegando ao total de oito ratos. Por ter a consciência de que elas vivem pouco, a tutora afirma que tenta passar o máximo de tempo com as ratazanas. “Infelizmente eles vivem pouco, mas deixam marcas na sua vida, são momentos intensos e de muita alegria que tenho com eles”, destaca. “Eles passeiam dentro de casa, dentro do box do banheiro, porque precisam todos os dias serem soltos para brincar em lugares que não corram risco de se machucar. Eles brincam, correm um pouco e levo mais ou menos uma hora para limpar a gaiola, todos os dias”, completa.

Ganon teve uma infecção e precisou retirar um olho (Foto: Arquivo pessoal)

Grupo de resgate

Ana integra um grupo chamado “FanRatics”, por meio do qual voluntários se unem para resgatar ratos em situação precária. Alguns desses animais foram resgatados em São Paulo, por uma amiga de Ana. Eles estavam com um homem que os vende para a alimentação de cobras.

“Ele tinha uma ninhada inteira de ratinhos sem pelo, mas eles estavam numa situação extremamente precária. Tinha mais de 20 em uma caixa pequena, todos amontoados”, relata.

Após o resgate, um dos ratos foi adotado por Ana. Com uma infecção no olho, Ganon perdeu a visão e teve que tirar o olho infectado. “O acompanhamento veterinário custou em torno de R$ 700. Ele precisou de um tratamento bem prolongado com antibiótico. Como só tinha 45 dias quando ficou doente, o veterinário resolveu que era melhor tirar o olho e diminuir o sofrimento”, conta.

“Eles são muito importantes na minha vida, não consigo mais imaginar a possibilidade de não tê-los comigo.” (Foto: Arquivo pessoal)

Os cuidados adequados para as ratazanas tem custo alto, segundo Ana. E por serem animais negligenciados, é difícil encontrar produtos próprios para eles. “Compro utensílios na loja de 1,99 e adapto, como caixinha de pregador de roupa, por exemplo. Eles adoram quando penduro na gaiola. E os ratos aprendem a usar o banheirinho. É só ensinar”, diz.

Ana lembra que ainda há muito preconceito com os ratos. E foi esse o motivo que a fez se voluntariar em grupos que os defendem. “Administro três grupos no Facebook: FanRatics, Ratolândia e Rato Twister, além de um grupo no WhatsApp. Acho importante conscientizar as pessoas”, afirma a tutora, que lembra que as ratazanas são inteligentes e tão apegadas ao tutor “quanto um cachorro”.

De cima para baixo e da esquerda para direita, as oito ratazanas de Ana: Darwin, Dexter, Tesla, Link, Ganon, Marx, Pablo e Kieran (Foto: Arquivo pessoal)

Todos os grupos, somados, têm mais de 11 mil participantes. Através deles, eventos e doações são organizadas, além de informações publicadas. “No Pet Shop eles te indicam absolutamente tudo errado, enquanto nós exigimos que a pessoa interessada em adotar apresente as condições adequadas para isso, ou seja, alimentação específica, alojamento, companhia para o rato, tudo certinho”, diz.

O objetivo dos grupos, segundo Ana, é mostrar para as pessoas que as ratazanas são inteligentes e devem ser valorizadas como qualquer animal. “Eles gostam e querem a companhia do tutor. São animais fantásticos”, finaliza.

rato nadando em experimento

Experimento cruel força ratos e camundongos a nadarem por suas vidas

Estudantes universitários da Nova Zelândia estão torturando ratos e camundongos em um experimento que os força a nadar até a exaustão. O teste de nado forçado, como é conhecido, mostra que os animais passam até 15 minutos presos em recipientes cheios de água, obrigados a nadar para não se afogarem. Os roedores são mortos após o estudo e seus cérebros são removidos para serem analisados pelos cientistas.

rato nadando em experimento

Foto: NAVS

A Victoria University, de Wellington, capital da Nova Zelândia, diz que o teste foi realizado duas vezes nos últimos cinco anos “como parte de um programa de pesquisa muito mais amplo que explora potenciais terapias baseadas em farmacologia para doenças mentais”.

Esse tipo de teste é realizado nas universidades desde a década de 1950. No experimento, os ratos são torturados e forçados a nadar enquanto os pesquisadores medem o tempo até o animal se render à exaustão. Segundo os cientistas, a a quantidade de tempo em que os ratos lutam por sua vida indicaria o seu “nível de depressão”.

A New Zealand Anti-Vivisection Society lançou uma petição para fazer com que o governo proibisse completamente a realização desse teste e de todos os experimentos em animais realizados pelo departamento de psicologia. A petição já contava com mais de 600 assinaturas em apenas duas horas após seu lançamento.

“A prática de explorar animais em testes para prever reações humanas é retrógrada e desatualizada, e os pesquisadores precisam se libertar disso”, disse Tara Jackson, representante da organização.

Hans Kriek, porta-voz da Save Animals from Exploitation (SAFE), também condenou o teste, dizendo que a tortura e o afogamento de animais não tinha nenhuma relação com a medicina humana.

“Vamos pedir ao governo que pare com isso. Na Nova Zelândia, dissemos que não vamos testar cosméticos em animais porque é cruel e desnecessário, agora estamos pedindo consistência,” disse Kriek.