Cães amam seus tutores e os veem como membros da família, diz estudo

Um estudo feito pela Emory University, localizada nos Estados Unidos, concluiu que os cachorros amam seus tutores e os consideram membros da família.

Foto: Pixabay

“Esse é um amor indiscutível, mas a grande curiosidade das pessoas é saber como os seus animais percebem essa relação”, conta o veterinário da Nutrire – indústria de alimentos de alta performance para animais -, Dr. Cleiton Rupolo, em entrevista ao Metro Jornal.

Exames de ressonância magnética feitos no cérebro de alguns cachorros concluíram que a reciprocidade no afeto entre esses animais e os humanos é identificada pelo olfato na atividade cerebral dos cães. De acordo com o estudo, os cachorros diferenciam odores e reconhecem seus tutores por meio deles.

“Ou seja, quando o odor característico do tutor se aproxima, o cérebro do animal é acionado e a sensação de felicidade e recompensa é ativada”, explica Rupolo.

O sentimento de recompensa é ativado apenas pelo cheiro do tutor do animal. O estímulo não acontece com outros odores. “Muitos pensam que os cães amam seus tutores pela comida ou pelos agrados que recebem, mas essa relação vai muito além disso. Os animais sentem amor por seus tutores pelo simples fato de ficarem próximos, juntos, unidos”, diz.

Esse amor explica, por exemplo, a felicidade que os cães demonstram no momento em que o tutor volta para casa após o trabalho, um passeio ou uma viagem.

“As atividades cerebrais pesquisadas durante esses momentos são muito semelhantes às que nós sentimos quando reencontramos alguém que amamos”, explica o veterinário.

A interação dos cães com os tutores é, inclusive, bastante semelhante a de bebês humanos com seus pais. “Isso explica porque o cachorrinho corre para o colo do tutor quando se assusta ou quando está com medo”, completa o especialista.

A relação de amor entre tutor e animal é criada nos primeiros meses de vida do cachorro ou logo após a chegada dele ao novo lar. Além disso, os primeiros seis meses de vida do cão é bastante importante para seu desenvolvimento, já que o cérebro do filhote é receptivo o bastante para que as ações ocorridas nesse período influenciem as próximas fases de sua vida. Por isso que, por exemplo, filhotes criados por homens tendem a se sentir mais confortáveis na presença masculina e vice-versa.

“Para toda regra sempre há exceções, claro, mas estamos falando do que geralmente acontece com a maioria dos cães. Por isso, é tão importante que os tutores interajam com seus animais, passeando, brincando e se divertindo com eles”, aconselha.


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Três brasileiros estão entre finalistas de premiação global sobre meio ambiente e empreendedorismo

Três brasileiros estão entre os cinco finalistas regionais da premiação Jovens Campeões da Terra, promovida pela ONU Meio Ambiente para viabilizar soluções inovadoras para problemas ambientais. Os vencedores vão receber consultorias técnicas e uma verba de 15 mil dólares para tirar suas ideias do papel. Ganhadores serão anunciados em setembro durante evento das Nações Unidas em Nova York.

(Foto: Pixabay)

Em 2019, a iniciativa da agência das Nações Unidas recebeu mais de 900 inscrições de empreendedores de todo o planeta engajados com a preservação da natureza e a sustentabilidade. Os concorrentes foram divididos por sua região de origem. A organização do prêmio escolheu cinco finalistas para cada uma das sete regiões contempladas.

Representando a América Latina e Caribe, estão três brasileiros com propostas de negócio distintas:

Anna Luisa Santos, que desenvolveu uma tecnologia de purificação e desinfetação da água por meio da energia solar. A Aqualuz é uma ferramenta que permite transformar a água da chuva em água potável. O dispositivo já beneficiou 150 pessoas em regiões do semiárido brasileiro;

Bernado Andrade, idealizador da Casa do Semiárido, um projeto de habitação que visa construir residências mais adequadas à realidade dessas regiões secas do Brasil. O empreendimento propõe um modelo de habitação que acompanha as oscilações do meio ambiente e utiliza matérias-primas naturais na construção. As instalações também são projetadas para garantir o reuso de água e a produção, em casa, da própria comida;

Barbara Schorchit, criadora da iniciativa Genecoin, que promove práticas de blockchain para rastrear o uso da biodiversidade brasileira em cadeias de produção. O objetivo do projeto é mapear a utilização de recursos naturais a fim de garantir compensações justas e equitativas dos ganhos obtidos com a sua exploração.

Fonte: Vegazeta


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Gatos reconhecem próprio nome e decidem quando atender aos chamados

Os gatos reconhecem o próprio nome, mas podem escolher não atender aos chamados do tutor. Cientistas japoneses chegaram à conclusão após realizar uma série de experimentos com felinos domésticos de raça, sexo e idade distintos. No estudo, publicado recentemente na revista Scientific Reports, os investigadores detalham a descoberta e dão dicas de como os tutores podem tentar melhorar a interação com os animais.

A pesquisa foi a primeira a estudar a capacidade dos gatos de entender vozes humanas. Estudos anteriores mostraram que mamíferos como golfinhos e macacos, considerados animais sociais, são mais propensos a interagir com as pessoas. “Em comparação a outras espécies, os gatos não são tão assim. Eles interagem conosco quando querem”, diz Atsuko Saito, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade de Tóquio.

(Foto: Valdo Virgo/CB/D.A Press)

Nos experimentos, os cientistas analisaram o comportamento de 77 gatos, divididos entre dois tipos de experimentos realizados ao longo de três anos. Os felinos de ambos os sexos tinham entre seis meses e 17 anos e eram, em sua maioria, de raças mistas. Grande parte era esterilizada e todos viviam com seres humanos.

Para verificar se um gato havia reconhecido seu nome, os pesquisadores usaram testes com o nome do animal e outros substantivos de sonoridade similar. Foram gravadas com a voz de um cientista e com a do tutor do animal cinco palavras: as primeiras quatro eram substantivos similares e a última, o nome do gato. Ao ouvir os sons, os felinos ignoravam o som dos substantivos, mas moviam as orelhas ou a cabeça quando era pronunciado o seu nome, independentemente de quem o chamasse.

Todos os gatos raramente responderam com mais entusiasmo, por exemplo, movendo a cauda ou o corpo. Os cientistas também notaram que os animais sabiam distinguir os nomes de outros felinos que coabitavam o ambiente. Segundo os pesquisadores, mesmo o gato que não reagiu ao chamado pode ser capaz de reconhecer seu nome. “A falta de resposta pode ser causada por baixo nível de motivação para interagir com os humanos, a depender do sentimento, da condição e da situação do gato”, explica Saito.

CAFÉ-GATOS

Também foram realizados experimentos em café-gatos, comércios japoneses nos quais clientes levam os animais para interagir com gatos que vivem no local. A equipe observou que os animais visitantes eram mais propensos do que os moradores a distinguir entre o próprio nome e o dos felinos anfitriões. “Revelamos que os gatos discriminam entre substantivos gerais e o próprio nome. Gatos em casas comuns também discriminam nomes de gatos que coabitam e o nome próprio. No entanto, não podemos dizer que os gatos se reconhecem porque não há evidência de autoconsciência nesses animais”, pondera Saito.

O pesquisador oferece uma série de conselhos simples a quem deseja aumentar a comunicação com o animal. “Por favor, interaja com seu gato quando ele mostrar que quer interagir com você”, diz. O autor explica que, para pessoas que não têm experiência em conviver com esses felinos, pode parecer que eles não têm boa capacidade de entender pistas humanas, como os cães. Isso, porém, não é verdade. “Eles nos entendem, no entanto, não expressam essa habilidade. Gatos não foram desenvolvidos para responder a estímulos humanos positivamente. Eles vão se comunicar com os humanos quando quiserem.”

Para fazer com que um gato aprenda o próprio nome mais rápido, uma opção fácil é dar recompensas logo após chamá-lo. “Outra dúvida frequente é se os animais reconhecem novos nomes após serem adotados, e isso é, sim, possível. É importante também não chamar o nome do gato em situações negativas”, ensina o pesquisador.

EVOLUÇÃO

Humberto Martins, veterinário especialista em comportamento de felinos, acredita que a pesquisa traz dados extremamente interessantes, que podem ajudar a impulsionar outros estudos do tipo. “Conseguimos ver, nesses resultados, que os gatos realmente têm noção do nome que ganham. Isso, provavelmente, ocorre pela rotina. Com isso, podemos abrir um leque de outras questões relacionadas ao comportamento desses animais. Podemos testar se eles respondem a outros comandos”, cogita.

Para o especialista, os gatos acabaram sendo pouco estudados por cientistas de comportamento animal. “Isso ocorre porque o cachorro geralmente responde mais fácil aos comandos e tem a necessidade de se comportar melhor, pois muitos são inquietos. Mas estudar os gatos pode ajudar a entender a relação deles com o homem, que será maior no futuro. Temos estudos mostrando que, em cerca de cinco anos, a população de gatos iguale ou até ultrapasse a de cães no Brasil.”

A equipe japonesa dará continuidade ao estudo. “Acho que a inteligência desses felinos não foi tão observada cientificamente em comparação com os cães”, frisa Saito. “Pode haver uma característica comum no processo evolucionário da socialidade entre humanos e gatos. Como os gatos ainda estão evoluindo para se tornar mais domesticados, existe a possibilidade de vermos o processo de evolução da socialidade investigando ainda mais a cognição social desse animais”.

Fonte: Estado de Minas

Cineasta Spike Lee apoia caridade vegana no Globo de Ouro

O premiado cineasta, Spike Lee, mostrou seu apoio à caridade vegana, no Golden Globe Awards.

Foto: Getty Images

A organização de proteção animal sem fins lucrativos “Peace 4 Animals”, que tinha um estande no Golden Globe Awards, foi ao Instagram no início desta semana para agradecer ao diretor “BlacKkKlansman” pela visita.

“Obrigado, @officialspikelee pelo seu apoio ao bem-estar animal visitando o @peace_4animals & @worldanimalnews_ no estande do GBK @goldenglobes“, escreveu a organização.

Prêmios e indicações de “BlacKkKlansman”

“BlacKkKlansman” , o filme mais recente de Lee – que conta a história de um policial negro que consegue se infiltrar na KKK (Ku Klux Klan) – foi indicada a quatro prêmios no Golden Globe Awards deste ano – “Melhor Filme – Drama”, “Melhor Diretor”, “Melhor Ator – Drama” com John David Washington como protagonista, e “Melhor Ator Coadjuvante – Drama” com Adam Driver.

O filme não levou para casa nenhum dos prêmio mas “BlacKkKlansman” ganhou o Grand Prix no Festival de Cinema de Cannes do ano passado e foi considerado um dos 10 Melhores Filmes do Ano pelo American Film Institute.

Outros prêmios incluem “Melhor Filme” e “Melhor Roteiro” da African-American Film Critics Association. Atualmente, tem 11 indicações pendentes para os Prêmios Black Reel e quatro para o Critics Choice Awards.

A Peace 4 Animals apoiada por Lee

Peace 4 Animals é um ramo de fundação World Animal News, uma organização que promove o bem-estar de todos os animais, selvagens e de criação.

Em setembro passado, fez parceria com a marca de roupas Kut, da Kloth, para lançar o TRY5 , um serviço de denim sob encomenda que envia aos clientes cinco jeans de sua preferência, para que possam experimentar antes de comprar.

De acordo com a fundadora da Peace 4 Animals, Katie Cleary, a TRY5 representa os “cinco grandes” animais ameaçados de extinção da África, que são leões, leopardos, rinocerontes , elefantes e búfalos do Cabo. A parceria apoia os esforços contínuos da organização para salvar os animais da extinção.

“Nós apreciamos muito a Kut em apioar em nossos esforços para ajudar a salvar estes animais icônicos da extinção e advogamos pelo fim da caçada e caça furtiva”, disse Cleary em um comunicado.

“É imperativo aumentar a conscientização por meio de parcerias criativas com empresas com visão de futuro como a Kut, do Kloth. Isso nos permite compartilhar a situação do ‘Big 5’ na África e difundir a conscientização além da nossa comunidade de bem-estar animal. ”