Cachorro surdo reencontra família após ficar desaparecido por 10 anos

Snoopy voltou para casa após ficar 10 anos desaparecido. Encontrado na rua, surdo, ele foi resgatado e teve a chance de reencontrar sua família uma década depois do dia em que fugiu. O caso aconteceu em Curitiba, no Paraná.

O cão, que ficou conhecida como Fumaça por ser um pouco bravo, foi encontrado pela consultora comercial Karina Bremm. Ele estava deitado dentro de uma poça de água no meio da rua, no bairro Marinoni, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.

Foto: Arquivo pessoal/Karina Bremm

“Eu estava passando de carro quando vi o cachorro. Quase atropelei ele, buzinei, fiz de tudo e nada. Parei o carro e tentei chamar para tirá-lo da rua, mas percebi que ele era surdo”, contou ao G1. Karina pegou ração no carro e usou o alimento para atrair o cão e colocá-lo no veículo.

“Chegando em casa não sabia o que fazer e, como tenho gato, ficou complicado. Decidi, então, publicar nas redes sociais que havia encontrado o cão. Ainda na internet, encontrei uma pessoa que me indicou um hotel para abrigá-lo”, explicou Karina.

Após levar o cão para o hotel, ela continuou procurando o tutor do animal por meio das redes sociais. Karina acreditava que não conseguiria encontrar um novo lar para o cachorro porque ele é idoso e bravo.

Na semana passada, quando completou um mês e meio do resgate de Snoopy, um homem enviou uma mensagem para Karina no Facebook afirmando que o cachorro poderia ser o cão que fugiu da casa dele há 10 anos.

“Ele perguntou: ‘É macho?’. Falei que era. Aí ele me perguntou como que eu tinha resgatado, e ele, emocionado, me disse: ‘Nossa, minha família morou nesse bairro há muito tempo. Pelas características que você falou, é ele. É o Snoopy’. E eu senti verdade na fala dele”, relatou Karina.

Karina disse que Snoopy rosnava até quando ofereciam comida para ele, mas que entrou imediatamente dentro do carro do tutor assim que o viu.

“Quando o tutor pegou na corrente, ele já foi andando do lado. Reconheceu mesmo, e aí vimos que era real a história. Eles abriram a porta do carro, e ele já entrou, como quem diz: ‘Achei finalmente a minha família’. Foi tão lindo”, disse.

O tutor de Snoopy, que preferiu não ser identificado, contou que a família acreditava que nunca mais veria o cão.

Foto: Arquivo pessoal/Karina Bremm

“Ele e outro cachorro que tínhamos fugiram há dez anos, quando meu filho tinha poucos meses de vida. Um dos cães voltou, mas o Snoopy, não. Na época, não tinha redes sociais, nem nada, então perdemos ele mesmo”, disse.

O homem disse ainda que só viu a publicação da Karina no Facebook porque um outro cão apareceu na frente de sua casa e ele decidiu divulgar o caso na rede social.

“É engraçado, né? Parece coisa de Deus, era para ter esse reencontro. Eu vi que era ele pelos traços familiares, pelo olhar, mesmo estando com os pelos mais brancos”, explicou. De acordo com o rapaz, a mãe de Snoopy fez parte da família por muito tempo.

Atualmente, a família do cão mora no bairro Sítio Cercado. “O Snoopy morou 11 anos conosco, então agora deve ter 21 anos, é bem velhinho. Talvez tenha voltado para se despedir mesmo. Ele está meio mal, deve ter sofrido muito enquanto estava na rua. Eu duvido que ele tenha morado com outra família justamente por causa da sua personalidade forte”, concluiu o tutor.


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Elefantes explorados por circo separados por 22 anos se reencontram

Imagem ilustrativa | Foto: Shutterstock

Imagem ilustrativa | Foto: Shutterstock

Dois elefantes do sexo feminino que foram explorados por um circo juntas, Shirley e Jenny, não haviam olhado um para o outro em mais de duas décadas. Quando as duas elefantas asiáticas finalmente ficaram cara a cara depois de todo esse tempo, a conexão entre elas foi imediata. A reunião das duas foi emocionante. Essa foi provavelmente a primeira vez que uma reunião emocional entre elefantes foi capturada em vídeo.

A reunião aconteceu na noite de 6 de julho de 1999, no The Elephant Sanctuary, no Tennessee, nos Estados Unidos. Fazia mais de duas décadas desde que Shirley e Jenny se conheceram no circo em um inverno de 1973. Na época, Jenny, uma elefantinha nascida selvagem em Sumatra em 1972, ainda era uma criança. Então, Shirley naturalmente assumiu o papel de mãe substituta para ela na nova e estranha terra.

Foto: The Elephant Sanctuary in Tenesse

Foto: The Elephant Sanctuary in Tenesse

Costuma-se dizer que “um elefante nunca se esquece”. É verdade. Quando Shirley e Jenny finalmente se reuniram após 22 anos de separação, as velhas amigas estavam tão determinados a se abraçar que até mesmo amassaram as barras de aço, que as mantinham separadas.

Depois que os guardiões abriram os portões de aço, Shirley permaneceu ao lado de Jenny. O par foi visto tocando ums a outro com suas trombas. Com as trombas entrelaçadas, os gritos de excitação das duas podiam ser ouvidos.

Todos os repórteres, cinegrafistas e outros que tiveram a sorte de testemunhar este momento precioso foram tocados pela cena, com muitos derramando lágrimas – especialmente o guardião que cuidara de Shirley durante todos esses anos.

Foto: The Elephant Sanctuary in Tenesse

Foto: The Elephant Sanctuary in Tenesse

Jenny veio para o Santuário de Elefantes em 1996, bastante doente, com cicatrizes sofridas por abuso no circo, de acordo com a Nature. Ela sofria de tuberculose. Além disso, ela tinha uma das pernas de trás aleijada causada por um elefante macho quando ela era explorada para reprodução na Hawthorn Corporation em Illinois, de acordo com o site The Elephant Sanctuary.

Shirley, que chegou ao santuário anos depois, em 1999, e ela talvez fosse a coisa mais próxima de uma família que Jenny jamais conheceria. Com Shirley ao seu lado, Jenny cencontrou algum conforto.

As velhas amigas frequentemente passam o tempo juntas com suas trombas enroladas uma na outra, tocando e, sem dúvida, relembrando juntas, após 22 anos de separação.

É incrível como os anos de separação não fizeram nada para diminuir sua forte amizade, como pode ser testemunhado em sua reunião no vídeo enviado pela EVOLVE Campaigns no YouTube.

Foto: The Elephant Sanctuary in Tenesse

Foto: The Elephant Sanctuary in Tenesse

“Tão surpreendentemente tocante – a história de Shirley e Jenny, dois elefantes aleijados reunidos no The Elephant Sanctuary no Tennessee depois de uma separação de 22 anos. A ligação foi imediata, intensa e inesquecível entre as duas ex-elefantas de circo ”, escreveu a EVOLVE Campaigns.

“É muito raro os elefantes exibirem esse tipo de emoção em cativeiro, e é provavelmente a primeira vez que isso é documentado em vídeo”.

A cena da reunião entre Shirley e Jenny já rendeu mais de 23 milhões de visualizações, emocionando os usuários das mídias sociais em todo o mundo.

Foto: The Elephant Sanctuary in Tenesse

Foto: The Elephant Sanctuary in Tenesse

“Esta é uma das coisas mais bonitas e tocantes que já vi”, comentou um usuário. Outro disse: “Eu sou um cara de 1,80m de altura e 70kg e estou chorando como um bebê por causa disso.”

“Esta é uma história tão linda e comovente. Eu também estou chorando. Uma amizade tão maravilhosa e que reunião” – comentou outro.

As duas elefantas viveram juntas até que Jenny adoeceu. Infelizmente, Jenny faleceu em 17 de outubro de 2006. Carol Buckley, a diretora executiva do santuário, descreveu como os últimos momentos de Jenny foram.

Foto: The Elephant Sanctuary in Tenesse

Foto: The Elephant Sanctuary in Tenesse

“No dia anterior à sua morte, Jenny tinha caído e ela não se levantou. Shirley ficou ao lado dela e insistiu que Jenny se levantasse. Jenny simplesmente não conseguia se levantar. Então Jenny se levantou, mas teve que se apoiar em Shirley para continuar”, disse Buckley, de acordo com a Nature.

“Se você olhasse para o rosto de Shirley, veria que ela sabia que Jenny estava morrendo. Jenny caiu no chão e Shirley entrou na floresta” – acrescentou Buckley.

Shirley ficou na floresta até que Jenny faleceu. Ela lamentou por dias após a morte de Jenny, recusando toda a comida. “Foi muito difícil para todos e especialmente difícil para Shirley. Toda a vida de Shirley girava em torno de cuidar do bebê Jenny. Era como uma mãe perdendo o bebê”, disse Buckley.

Felizmente, Shirley vive uma vida longa. Ela ainda está vivendo no Santuário de Elefantes no Tennessee, e em 6 de julho de 2019 celebrou seu 71º aniversário!

Foto: The Elephant Sanctuary in Tenesse

Foto: The Elephant Sanctuary in Tenesse

Nascida na Sumatra em 1948, Shirley sobrevive à maioria dos elefantes asiáticos e é o terceiro elefante mais velho da América do Norte. “Shirley passou por tanta coisa em sua vida. É incrível a rapidez com que ela confia nas pessoas”, disse a Kaitlin Stocks, cuidadora responsável, ao Nashville Tennessean. “Ela emana amor e bondade.”

Como os humanos, os elefantes são capazes de uma gama de emoções, pensamentos complexos e sentimentos profundos. O amor e a amizade entre Jenny e Shirley é um testemunho disso. A bela ligação entre esses dois elefantes nos lembra como a vida é preciosa e que devemos respeitar e cuidar de nossos semelhantes neste planeta, pois eles também têm sentimentos.

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Gata e seu tutor se reencontram após ele sofrer um derrame

Por Rafaela Damasceno

Tony tinha uma vida maravilhosa ao lado de Little Angel, sua gatinha, quando sofreu um derrame e teve que ficar internado. Ele sabia que, mesmo depois que tivesse alta, não poderia cuidar dela da mesma forma. Um de seus vizinhos foi designado para encontrar um novo lar para Little Angel.

Tony se reencontrando com sua gatinha

Foto: Amanda Hassam

Amanda Hassan tinha seu nome em listas de espera de alguns abrigos de animais pela cidade, aguardando ser aprovada, quando viu o post que o vizinho de Tony fez no Facebook. Ele explicava sobre sua missão de encontrar uma família nova para Little Angel, e não demorou para que Amanda se apaixonasse pela gatinha. Ela logo fez os arranjos necessários para ganhar a tutela de Little Angel, que foi rebatizada e agora se chama Chicken Little.

“Resolvemos chamá-la assim porque ela fala muito”, explicou ao The Dodo.

Depois que Tony recebeu alta, foi morar em uma casa de repouso para que pudesse receber toda a assistência que precisasse. Amanda sabia que, mesmo que a gatinha estivesse feliz em seu novo lar, ela deveria sentir falta de sua primeira família. Com a ajuda do vizinho de Tony ela organizou uma visita especial para reunir os dois.

Tecnicamente, animais não eram permitidos na casa de repouso, mas todos os funcionários do local se empenharam em fazer o reencontro acontecer. “A equipe de enfermagem finge que não vê”, contou Amanda.

Chicken Little ficou um pouco tímida quando entrou no local, insegura com o ambiente desconhecido. Mas foi só ver Tony que ela correu ao seu encontro, recebendo prontamente carinhos e afagos. Os dois ficaram muito felizes em se reunir.

Tony abraçando sua gatinha na casa de repouso

Foto: Amanda Hassam

Tony e a gatinha se abraçaram muito durante a visita, e quando a hora de ir embora chegou, permaneceram animados por muito tempo. Amanda quer manter as visitas regulares, determinada a deixar os dois felizes.

“Queremos levá-la a cada duas semanas. Esperamos manter seus corações quentinhos com os encontros”, completou.


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Acordo na Justiça garante transferência dos ursos Dimas e Kátia para santuário

Um acordo judicial garantiu a transferência dos ursos Dimas e Kátia do zoológico de São Francisco de Canindé, no Ceará, para o Rancho dos Gnomos, em Joanópolis (SP).

Kátia e Dimas no zoológico (Foto: Alex Pimentel/SVM)

Em junho, a transferência dos ursos havia sido determinada pela Justiça, mas cabia recurso. No entanto, caso o zoológico recorresse, a instituição teria que enfrentar uma ação que pedia R$ 100 mil de indenização por dano ambiental movida pela associação Viva Bicho, responsável por pedir a transferência dos animais. As informações são do G1.

Com o acordo feito entre as partes ficou determinada a transferência dos ursos, que ainda não tem data para acontecer. A forma como os animais serão transportados também não foi definida ainda.

Essa é a segunda tentativa de acordo. A primeira, feita em 4 de junho, não obteve sucesso.

Recinto foi preparado para Dimas e Kátia (Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos)

“A outra parte entendeu que seria melhor para os animais a transferência. Todos agora estão se mobilizando para que estes animais sejam transportados o quanto antes para o rancho”, disse a advogada Tiziane Machado, da associação Viva Bicho.

No Rancho dos Gnomos já vive a irmã de Dimas e Kátia, a ursa Rowena, que ficou conhecida como a “ursa mais triste do mundo” no período em que viveu em um zoológico no Piauí, suportando temperaturas extremas de mais de 40°C, totalmente inadequadas para a espécie.

A parte operacional, que deve ser executada para que Dimas e Kátia possam ser levados para o santuário, já foi iniciada, conforme explicaram os idealizadores e gestores do Rancho dos Gnomos, Marcos e Silvia Pompeu.

Recinto dos ursos no santuário está pronto (Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos)

“O recinto para os irmãos ursos já está pronto, foi construído por meio de doações feitas ao Instituto Luísa Mell, e repassadas para essa construção de 1,9 metros quadrados, piscina com capacidade para 80 mil litros de água, cambiamentos, decks, área de descanso, área de alimentação e amplo espaço de área gramada”, explica Marcos.

Não se sabe ainda como os ursos serão levados até o santuário. No caso de Rowena, uma cabine climatizada foi usada de abrigo para a ursa, que foi transportada por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Por não haver nada definido com a FAB para transferência de Dimas e Kátia, os responsáveis pelo Rancho dos Gnomos não descartam a possibilidade de buscar uma empresa aérea para transportar os ursos.

Exames que atestam que o casal de ursos está apto para ser transferido do zoológico para o santuário serão anexados ao processo e encaminhados ao Ibama, que ficará responsável por emitir uma guia de transporte autorizado. Assim que o documento for emitido, a transferência dos animais poderá ser realizada.

À esquerda, Rowena quando chegou ao santuário, logo após o resgate. À direita, a ursa atualmente, recuperada (Foto: Hellen Souza/Arte G1)

Reencontro dos irmãos

Dimas e Kátia ficarão em um recinto que tem um corredor que interliga o abrigo deles ao local onde vive Rowena, irmã dos dois. A reaproximação do trio será avaliada e monitorada por profissionais.

O casal de ursos foi levado ao zoológico de São Francisco de Canindé em caráter provisório pelo Ibama após serem resgatados de uma situação de maus-tratos. Eles eram explorados e maltratados por um circo que se apresentava no Ceará. Na época, segundo a decisão judicial, os ursos chegaram a ser alimentados com rapadura e refrigerante.

Ursa Rowena se refresca em piscina no Rancho dos Gnomos (Foto: Divulgação/ Rancho dos Gnomos)


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Cachorra perdida reencontra tutores após oito anos de separação

Laila filhote | Foto: Sophia Hanson

Laila filhote | Foto: Sophia Hanson

Sophia Hanson tinha o hábito de deixar seus dois cães da raça pit bull, Laila e seu irmão Blake, saírem para brincar no quintal.

Quando ela foi ver como eles estavam pouco tempo depois, os cachorros haviam desaparecido. “Ainda não temos certeza se eles foram roubados porque não havia porta aberta – não havia nada”, Hanson disse ao The Dodo. “Os dois apenas sumiram”.

Depois de um ano de busca, Hanson e seu marido encontraram um post em um site na internet, o Craigslist. Alguém que morava não muito longe de seu bairro em San Antonio, Texas (EUA), estava vendendo um pit bull por 500 dólares que parecia de uma forma muito suspeita com Blake.

Blake filhote | Foto: Sophia Hanson

Blake filhote | Foto: Sophia Hanson

“Então resolvemos nos aproximar do vendedor fingindo um falso interesse: ‘Oh, vamos comprar apenas um cachorro’. Nosso dinheiro estava pronto”, disse Hanson. “Quando fomos nos encontrar e confirmamos que era ele, vimos que eles o colocaram na maior corrente que eu já vi.”

“Ele ficou muito confuso por um tempo”, Hanson acrescentou. “Toda essa reabilitação foi um processo, mas agora ele é o maior ursinho de pelúcia”.

Vendo o estado em que Blake estava, os Hanson temiam que coisa pior tivesse acontecido com a doce e desajeitada Laila. Ainda assim, durante anos, Hanson continuou a procurar nos abrigos locais, e na internet, na esperança de ver o rosto de sua filhinha de quatro patas novamente.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

O que Hanson não sabia era que Laila tinha um anjo da guarda cuidando dela.

Quando Janice Rackley viu Laila pela primeira vez em 2018, a cachorrinha estava sozinha em um campo, sofrida e desnutrida ela era apenas pele e osso. Ficou claro que ela estava sozinha há algum tempo já, provavelmente se amor ou cuidados.

Rackley sabia que tinha que fazer alguma coisa.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

“Ela só precisava de ajuda e ninguém iria ajudá-la”, disse Rackley ao The Dodo. “Eu apenas sinto que eu estava ali e a encontrei por um motivo e a razão disso era que eu tinha que ajudá-la. Ela dependia de mim naquele momento.

Todos os dias, Rackley saía para o campo, carregando pesados jarros de água e comida.

A princípio, a cachorra ficou tão aterrorizada que correu na direção oposta assim que viu Rackley se aproximando – mas, eventualmente, Rackley ganhou sua confiança.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

“Eu acho que demorou cerca de seis meses, quando ela finalmente começou a se aproximar e chegar mais perto, então ela finalmente me deixou acariciá-la”, disse Rackley. “Naquele momento eu pensei: ‘Talvez eu consiga pegar uma coleira, já que ela está me deixando acariciá-la, e posso ficar com a coleira enquanto a alimento’. Mas sempre que ela via essa coleira, a cachorrinha saía correndo”.

Quando a véspera de Ano Novo se aproximou e o tempo ficou frio, Rackley sentiu que poderia ser sua última chance de resgatar a cachorra – então ela decidiu fazer algo imprudente.

“Acabei de pegá-la, joguei-a por cima do meu ombro e caminhei por ela por 40 pés nesse campo para levá-la até o meu carro”, disse Rackley. “Ela estava realmente muito calma quando eu peguei ela, ela era tão doce como eu jamais imaginei que seria”.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

Durante um mês, Laila recusou-se a deixar a casa de Rackley. Quando a personalidade da cachorrinha começou despontar, Rackley percebeu que o passado do cachorro perdido tinha mais segredos do que ela pensara anteriormente.

“Levou um tempo para ela voltar ao normal, mas uma vez que ela conseguiu, Laila se mostrou o cão mais doce do mundo”, disse Rackley. “Ela sabia sentar, sabia dar a pata, sabia como se deitar. Eu estava tipo, ‘nossa, alguém realmente ensinou tudo isso a ela.

Alguém deve sentir falta dela.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

Rackley levou Laila para ser examinada pelo controle de animais e, descobriu que ela tinha um microchip.

A apenas 40 milhas de distância, era apenas mais uma noite normal para Hanson e seu marido. “Meu marido e eu estávamos andando pela casa, desligando as luzes e nos certificando de que os filhotes estavam na cama”, disse Hanson. “Pouco antes de desligarmos a luz, recebemos uma ligação. Meu marido ficou tipo: “O que ?! Você pode repetir isso? “E ele colocou no viva-voz e nós ficamos tipo,”Isso é verdade mesmo?!”.

Oito anos ja haviam se passado, mas Hanson não podia esperar nem mais um minuto para ver Laila novamente, então ela pulou com tudo no carro. Quando Rackley trouxe Laila para fora, e ela pôs os olhos em sua mãe, todos os presentes ficaram comovidos pela reunião emocionante das duas.

Foto: Sophia Hanson

Foto: Sophia Hanson

“Ela apenas respondeu imediatamente, como se dissesse, ‘é você mesmo?’ “, Disse Hanson. “E então todos cmeçaram a chorar e doi um momento muito delicado”.

Embora Laila tivesse mudado de muitas maneiras, ela deixou claro para seus pais que se lembrava de sua antiga vida e de ambos.

“Nós costumávamos chamá-la de Scooby Doo porque ela fazia os sons mais loucos que você já ouviu”, disse Hanson. “Meu marido fazia brincadeiras imitando o desenho animado: ‘Scooby Doo! Scooby Doo! E ela reconheceu a brincadeira imediatamente”.

Agora em uma casa com três outros cães de resgate todos sênior, incluindo seu irmão Blake, Laila está se acostumando aos poucos à sua “nova vida antiga”.

Foto: Sophia Hanson

Foto: Sophia Hanson

Enquanto ela ainda se sente um pouco cautelosa em torno de seus novos irmãos, ela não poderia estar mais feliz por estar em casa. E os pais dela são tão gratos que a família deles está reunida novamente.

“Ainda não podemos acreditar”, disse Hanson. “Às vezes passamos por ela e temos que dar uma olhada pra nos certificarmos de que é tudo verdade mesmo. É extremamente surreal. Ela está na mesma cadeira, no mesmo lugar, deitada em sua mesma posição doce de cabeça para baixo. E é engraçado vê-la tão à vontade – eu nem consigo imaginar o que ela passou”.

“Mas o que importa é que ela esta de volta: em casa.”

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Cachorro reencontra tutora após ficar dois anos desaparecido

Um cachorro reencontrou sua tutora após ficar dois anos desaparecido. Durante todo esse período, a mulher não desistiu de procurar por ele. O caso emocionante aconteceu na Ucrânia.

Foto: Reprodução / The Dodo

O cão, de porte grande, chegou em um abrigo com sarna e ferimentos no corpo. Comovidos com o sofrimento do animal, voluntários do local fotografaram o cão e publicara a foto em rede social, na tentativa de localizar a família dele ou de encontrar um novo lar para ele viver.

Em poucas horas, a publicação alcançou centenas de compartilhamentos, chegando até a tutora do animal que, dois dias depois, ligou para o abrigo. As informações são do portal The Dodo.

A mulher ficou impressionada com a semelhança do cachorro com o animal que era tutelado por ela e decidiu marcar um horário para ir até o abrigo confirmar se aquele era seu cão.

“Ela estava procurando por seu cachorro há dois anos” , disse Galina Lekunova, que trabalha no abrigo.

O cão havia sido levado por um criminoso em 2017. Ele estava no quintal de casa quando foi retirado de sua tutora. Os dois, no entanto, tiveram a sorte de se reencontrar.

Senhor, como é chamado o cão, ficou extremamente feliz ao ver a tutora, que também comemorou o reencontro. O cachorro pulou na mulher e lambeu seu rosto, enquanto abanava o rabo. Ele nunca esqueceu dela.

Veja o vídeo do momento do reencontro:


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Cachorro encontra sua tutora que não via há três anos e transborda de emoção

Foto: Kennedy News and Media

Foto: Kennedy News and Media

As imagens do vídeo abaixo mostram o momento comovente que um cão que não via sua tutora há três anos se reencontra com ela, pulando de alegria e enchendo-a de beijos.

Inu Stark se jogou cheio de felicidade sobre sua tutora, Mariana Weiss, quando ela voltou para casa depois de estudar por um período no exterior, na Alemanha.

No adorável vídeo, o rabo de Inu pode ser visto abanando freneticamente enquanto ele pula emocionado na direção da garota de 24 anos, até mesmo a derrubando em um momento, antes de rolar de costas implorando por uma deliciosa massagem na barriga.

Mariana, que é analista financeira de Curitiba, abraça e afaga o cão sem raça definida de quatro anos e chora de alegria junto com ele. Fica claro que ambos aguardaram ansiosamente por este momento.

Ela disse: “Eu esperava que ele estivesse excitado, como ele é sempre aliás, mas não tanto assim”.

“Ele definitivamente me surpreendeu. Não seu se pode ser visto no vídeo, mas eu estava chorando o tempo todo”.

“Esses animais têm um amor tão puro e desinteressado por nós que eu não poderia ter pedido um cachorro melhor, eu o amo muito.”

Mariana ligava via Facetime para sua mãe e Inu diariamente enquanto estudava Negócios Internacionais e Economia na universidade da Alemanha – e quando ela falava ao telefone com os dois, as orelhas do cachorro se levantavam e ouviam atentamente a tudo.

Seu irmão Vinicius Weiss decidiu filmar o momento especial em dezembro, antecipando que Inu ficaria animado e emocionado em se reunir com ela.

Mariana disse: “Inu sempre foi super ativo e brincalhão, meu irmão pensou – e ele estava certo que Inu ficaria louco quando me visse”.

“Meu irmão decidiu então gravar o encontro, no momento em que chegamos à garagem já podíamos ouvir Inu chorando no pátio. Eu sinceramente amo esse cachorro mais do que eu pensava ser possível”.

“Enquanto eu estava na Alemanha, eu fazia chamadas de vídeo para minha mãe todos os dias e pedia para falar com ele. Ele sempre levantava as orelhas e prestava atenção, ele reconhecia minha voz”.

“Minha mãe também me disse que ele se recusava a entrar no meu quarto a todo custo enquanto eu estivesse fora. Ele nem mesmo passava pela porta”.

“Mas no dia em que voltei, ele pulou direto para a minha cama e dormiu a tarde toda lá”.

Mariana conta que o vídeo sempre traz um sorriso, e até lágrimas de felicidade, às pessoas que o assistem.

Ela acrescentou: “Não dá pra ver no vídeo, mas meus pais estavam chorando naquele momento. Todo mundo que assiste as imagens instantaneamente começa a sorrir e a dizer como Inu estava feliz!”.

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Cadela volta para a família após ficar desaparecida por 8 anos nos EUA

Uma cadela voltou para casa após ficar oito anos desaparecida. Laila sumiu quando saiu para passear com a tutora e com o cão Blake, que também desapareceu, mas foi encontrado cerca de um ano depois, ao ser anunciado para venda numa rede social. O caso aconteceu nos Estados Unidos.

“Ainda não temos certeza se eles foram roubados porque a porta não estava aberta – não havia nada aberto ou invadido”, relatou Sophia Hanson, tutora dos cães.

(Foto: Sophia Hanson)

Quando soube que um cão semelhante a Blake estava sendo vendido, o casal procurou o responsável pelo anúncio na internet. “Fomos até lá fingindo que iríamos comprar um cachorro”, disse Sophia. “Quando chegamos lá e confirmamos que era Blake, o pegamos de volta. Ele ficava num canil enorme e desconfortável, o mais feio que já vi.”

“Ele ficou muito confuso por um tempo”, acrescentou. “Toda a reabilitação foi um longo processo, mas agora ele voltou a se comportar como um dócil e enorme urso de pelúcia”, brincou. As informações são do site The Dodo, com tradução do Portal do Animal.

Laila, no entanto, não foi encontrada, mas os tutores nunca desistiram das buscas. Por anos, eles iam a abrigos, canis e pet shops à procura da cadela. Eles não sabiam, no entanto, que Laila havia sido encontrada bastante magra e debilitada por Janice Rackley, que se comoveu com a situação da cadela e decidiu cuidar dela.

Inicialmente, Janice passou a alimentar a cadela na rua. “Ela só precisava de ajuda e amor, e ninguém que a via lhe proveu isso”, disse Janice. “Eu apenas sinto que ela estava lá, naquele momento, por um motivo: para que eu pudesse ajudá-la. Ela dependia de mim”, completou.

(Foto: Janice Rackley)

Todos os dias, Janice alimentava e dava carinho para a cadela, conquistando aos poucos sua confiança. “Eu acho que ia lá vê-la todos os dias por cerca de seis meses, quando ela finalmente começou a se aproximar e ter mais confiança em mim”, disse.

“Então pensei: talvez eu consiga pegar uma coleira, já que ela está me deixando acariciá-la, e possa colocar com a coleira enquanto a alimento. Mas sempre que ela via a coleira, ela saía correndo”, contou. No entanto, o frio chegou e Janice entendeu que talvez aquela fosse sua última chance de salvar a cadela. “Acabei por pegá-la, coloquei-a por cima do meu ombro e caminhei com ela até o meu carro. Ela estava realmente muito calma quando eu peguei ela, era muito doce”, disse.

Laila morou, após o resgate, durante um mês na casa de Janice. Até que ela levou a cadela ao Controle de Animais da cidade e descobriu que o animal era microchipado. “Levou um tempo para ela se adaptar, mas uma vez que ela o fez, era o cão mais doce do bairro”, disse. “Ela sabia sentar, sabia rolar, sabia como se deitar. Eu estava tipo, ‘cara, alguém realmente ensinou e amou muito esse cachorro. Alguém tem que sentir falta dela’.”

Ao fazer a leitura do microchip da cadela, Janice encontrou os tutores de Laila e entrou em contato com eles. “Meu marido e eu estávamos andando pela casa, desligando as luzes e nos certificando de que os filhos estavam na cama”, relatou. “Pouco antes de desligarmos a luz, recebemos uma ligação. Meu marido ficou tipo: ‘O que?! Você pode repetir isso?’ E ele colocou no viva-voz e nós dissemos, ‘Não, isso é loucura!’”.

(Foto: Janice Rackley)

Desesperada para reencontrar a cadela o mais rápido possível, Sophia decidiu ir ao encontro de Laila imediatamente.

“Laila apenas me respondeu com os olhos… “mãe, é você?”, brincou Sophia. “E então todo mundo estava chorando junto, uma bagunça emocional.”

Embora a cadela tivesse passado por muitas transformações desde que desapareceu, ela deixou claro que lembrava perfeitamente dos tutores. “Nós costumávamos chamá-la de Scooby Doo porque ela fazia os sons mais loucos que você já ouviu”, disse Sophia. “Meu marido gritava ‘Scooby Doo! Scooby Doo!’ e ela respondia feliz da vida.”

Depois do reencontro, Laila voltou a viver com os antigos tutores, na companhia de Blake e de outros dois cães.

“Ainda não podemos acreditar”, disse Hanson. “Às vezes passamos por ela e temos que dar uma boa olhada. É extremamente surreal. Ela está na mesma cadeira, no mesmo lugar, deitada em sua mesma posição de cabeça para baixo. E é engraçado vê-la tão à vontade – nem consigo imaginar o que ela passou”, completou.

(Foto: Janice Rackley)


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Menina de 7 anos reencontra sua gatinha desaparecida por cinco meses

Belle, a gata da pequena Alice Morris, desapareceu durante a festa de aniversário da menina. A garotinha e sua mãe Sam haviam perdido a esperança de vê-la novamente.

Ela e o marido compraram outro gato para ela, chamado Max no Natal, temendo que Belle tivesse ido embora de vez. Mas um telefonema do pescador Ian Hobbs, que havia encontrado a felina preta e branca a 30 quilômetros de distância, acabou como o sofrimento de toda a família

Sam, 37 anos, filmou o reencontro emocionante dizendo a Alice: “Eu tenho uma surpresa, olhe para mim, fique calma”.

Sua filha entra em uma sala e animadamente diz: “É quem eu acho que é? Belle, olá Belle”.

Ela então pergunta: “Onde você a encontrou?”

A mãe responde: “Um homem a encontrou e levou-a para os veterinários”.

Belle ficou junto de pescadores por semanas no complexo de lagos em Snodland, uma pequena cidade da Inglaterra. Mas Ian percebeu que ela não era uma gata pedida ele ficou preocupado quando as temperaturas caíram para -5ºC uma noite. O pescador de bom coração deixou Belle, 20 meses, dormir em sua barraca e a alimentou.

A mão de Alice contou: “Nós havíamos contratado um castelo inflável para a festa de aniversário da minha filha e acho que Belle deve ter entrado na van quando o recolheram naquele dia.

“Não consigo imaginar em como ela foi parar tão longe”. “Ela foi encontrada por um cara que estava pescando em um lago remoto. Belle enfiou a cabeça na tenda dele e foi muito carinhosa”.

“Ele a levou para casa e, em seguida, levou-a aos veterinários para ver se ela estava doente e, pronto, nós a recuperamos”.

Sam acrescentou: “Alice ficou destruída quando Belle desapareceu. Ela era sua gata e dormia em sua cama”.

“Ela associou o desaparecimento da gatinha com sua festa de aniversário”.

“Algumas semanas antes ela veio até mim chorando dizendo ‘sinto muita falta de Belle’”.

“Quando os veterinários ligaram, nós as reunimos”

“Ela está muito animada por tê-la de volta.”

Estranhamente, a outra gata Beans desapareceu também enquanto Belle estava perdida mas foi encontrada depois de dois dias se escondendo em um armário da casa. As informações são do Daily Mail.

 

 

 

 

 

 

Cães resgatados após rompimento de barragem voltam para casa em MG

A história do cachorro que ficou à espera dos tutores após o rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho (MG) possibilitou que dois cães voltassem para casa. Isso porque o cão que pensavam chamar Vitinho é, na verdade, Zeus. E a repercussão gerada pela divulgação de uma foto dele na internet permitiu que os dois animais reencontrassem os tutores.

(Foto: Alexandre Guzanshe/EM)

O auxiliar administrativo Lucas Assis, de 32 anos, viu a foto do cão e acreditou que o animal fotografado era Vitinho. No entanto, horas depois do cachorro ser levado para a casa de Lucas, o pai do rapaz, José Moreira, percebeu que aquele não era o cão da família.

“Vitinho tem as orelhas maiores e mais caídas que este da foto de vocês. O cão que vocês fotografaram não é o nosso”, disse o aposentado. A observação de Moreira foi confirmada pela nora dele. “São quase idênticos, por isso o Lucas acabou confundindo, mas não é ele. De qualquer forma, ficamos muito gratos, pois a mobilização gerada pelo post do jornal nos trouxe o Vitinho de volta”, contou Vanessa Monteiro, de 28 anos. As informações são do jornal Estado de Minas.

(Foto: Estado de Minas)

A história, no entanto, chegou aos ouvidos da médica veterinária Larissa Alves, que fez a parte dela para que Zeus voltasse para casa. “Eu me lembro que o animal tinha um machucado na parte de cima do pescoço e também na pata. O ferimento estava manchado de roxo, como se tivessem passado um remédio por cima”, disse a veterinária, que lembrou que Zeus também tinha esse mesmo ferimento.

Foi assim que o animal voltou para a casa da família de Kayck Junior Braga, 15 anos. “Por causa do desastre, a gente também teve que desocupar nossa casa por um tempo. O Zeus, na confusão, acabou ficando para trás. Minha mãe então publicou uma foto dele em seu perfil no Facebook. A Larissa entrou em contato com a família do Vitinho, achando que havia encontrado o cachorro deles. Eles então ficaram sabendo do post da minha mãe, nos ligaram e trouxeram o Zeus para nós”, disse.

(Foto: Estado de Minas)

Segundo o adolescente, o irmão dele, Lucas, de um ano e cinco meses, foi quem ficou mais feliz com o retorno do animal. “O cão, na verdade, é do meu irmão. Meu pai o trouxe pra morar com a gente logo quando ele nasceu. O menino estava muito triste, sentiu muita falta do companheiro. Agora, está mais calmo”, afirmou Kayck.

Além de Zeus, a família criava vacas no pasto da pousada Nova Estância – onde o cão permaneceu à espera dos tutores. Esses animais, no entanto, não sobreviveram ao rompimento da barragem. Segundo Kayck, as vacas foram soterradas pelos 12,7 milhões de metros cúbicos de lama.