Três razões pelas quais o veganismo é mais próximo das pessoas do que elas acreditam

Foto: Adobe

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Muitas pessoas estão começando a entender que o veganismo, mais do que uma mera escolha alimentar, é uma maneira de pensar e viver.

Aqui estão três razões pelas quais você já pensa como um vegano e não sabe disso:

1. Você ama animais

Você tem grande admiração por animais que conhece pessoalmente: seu gato é mais zen do que você jamais poderia imaginar e o cachorro de seu amigo está sempre atraindo seus carinhos.

Em algum momento de sua vida, você sentiu uma conexão comovente com seu animal de companhia ou cm o animal doméstico de outra pessoa. Uma conexão profunda que é mais facilmente descrita como “amor”, mas que, de certa forma, vai além dessa palavra usada em excesso; é um tipo de amor puro e reverente que não se importa com reciprocidade: incondicional.

Você descobriu que, ao observar animais – selvagens ou domésticos, na vida real ou mesmo através de uma grade ou janela – você está testemunhando uma vida interior complexa.

Quando você vê um vídeo de um humano intervindo para salvar um tubarão encalhado, seu coração se enche de alívio e orgulho na raça humana. Mesmo que no caso seu instinto seria nadar em outra direção se você visse um tubarão nadando ao seu lado.

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2. Você se sente frustrado com a falta de ação contra a mudança climática

Você entende perfeitamente que o tempo está passando e nós temos que encontrar soluções rápidas e poderosas para consertar os danos que já causamos como espécie.

Você deseja que seus os seres humanos mostrem um sinal de união coletiva voltada para o cuidado com o planeta, nosso lar compartilhado.

Você não consegue nem imaginar a catástrofe que nos espera se não agirmos todos juntos.

3. Você está exausto por todo o sofrimento do mundo

Evitar ler as notícias porque sabe que o conteúdo delas vai trazer tristeza e preocupação é sinal de que você esta antenado com a situação do mundo.

Você se desespera porque a paz parece tão ilusória no mundo e você sonha com um futuro em que as coisas sejam diferentes.

Você teme em pensar nos animais sendo abusados e mantidos em gaiolas.

Da mesma forma, você fica enojado ao ouvir sobre seus outros companheiros animais humanos que sofrem fome ou abuso.

Em tempos difíceis, você tem empatia consigo mesmo e se sente solitário ou incompreendido.

Você sente todas essas coisas porque a empatia está arraigada em todos nós. Esse sentimento está no coração da experiência humana; quando deixamos de abordar emoções que ela invoca em nós, nos desumanizamos.

Flexibilidade psicológica

“Quando você olha pra si mesmo de um modo compassivo, bondoso e amoroso, a vida se abre e então você consegue se voltar para o significado e propósito da vida e percebe como você é capaz de trazer amor, contribuição, beleza e bondade para a vida dos outros.”

Essas palavras são proferidas pelo professor de psicologia Dr. Steven Hayes em sua palestra no TED de 2016. Como o amor transforma a dor em propósito. Hayes considera a capacidade de se envolver e responder ativamente às emoções dos outros de “flexibilidade psicológica”.

“Basicamente, isso significa permitir que pensamentos e sentimentos apareçam, depois, de forma ponderada, atentar para o que o ajuda a se mover na direção que valoriza”.

Mova-se na direção que você valoriza

Se você já está pensando como um vegano, tente viver como um por um mês ou dois e veja se você desenvolve um relacionamento melhor consigo mesmo.

Pode parecer impossível no começo, mas é fácil quando você já sabe como agir. Você logo descobrirá que há muito mais a ser ganho do que sacrificado.

Se você está procurando orientação, pesquise no Facebook por uma comunidade vegana local. Os veganos adoram compartilhar dicas e quase todos começaram não-veganos, para que eles saibam de onde você está vindo.

Ninguém espera que você faça isso e se transforme de uma vez, e partindo do nada. Mas você aprenderá muito ao longo do caminho, e um dia, muito em breve, olhará para trás e terá orgulho de ter sido corajoso o suficiente para se apropriar de seus valores em um mundo que não o encoraja a fazer isso.

Comediante gera polêmica no Reino Unido ao declarar que veganos são mais éticos

Por David Arioch

Ranganathan publicou que seguidores que não simpatizam com o veganismo comentaram que ele “é a pior escória da face da Terra” (Foto: BBC2)

Recentemente o comediante britânico Romesh Ranganathan gerou polêmica no Reino Unido ao declarar que veganos são mais éticos. A afirmação foi feita em um vídeo publicado pela BBC2:

“As pessoas odeiam veganos, e elas odeiam veganos porque acham que nos consideramos melhores do que os não veganos, e eles acham que estamos sempre batendo em cima disso, e todas essas coisas são verdadeiras.”

E acrescenta: “Sou melhor do que você se você não é vegano. Em relação às minhas decisões éticas, sou muito melhor que você. Sou melhor para o planeta, melhor para os animais…”

Ranganathan publicou que seguidores que não simpatizam com o veganismo comentaram que ele “é a pior escória da face da Terra e que seu tempo para pagar por essas atitudes virá em breve.”

Primeiro o comediante declarou que “não imaginava tantas reações” e que a lição foi aprendida, embora tenha deixado claro em seguida que na realidade já esperava esse tipo reação.

“Você vai me ver expressando visões provocativas apenas em shows de comédia, no palco e nesta coluna [da BBC], e provavelmente em outro vídeo. Quem eu estou enganando? Veganos são o futuro, e se você consome laticínios e carne você não se importa com o planeta “, provocou mais uma vez.


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Filme Dumbo gera debate sobre exploração de animais em circos

O filme Dumbo, dirigido por Tim Burton, que acaba de estrear no Brasil, está gerando debates sobre a exploração de animais em circos. Ao contrário da animação de mesmo nome, lançada pela Disney em 1941, na qual o desenho é apresentado sob a perspectiva dos animais, o filme foca na relação entre humanos e animais.

Foto: Reprodução / Portal Bem Paraná

Na animação, Dumbo, um elefante de orelhas grandes, que sofre com a desconfiança e piadas dos outros, aprende a voar. O filme, porém, não se resume a capacidade do animal de alçar voos, mas também mostra a dura realidade de animais explorados em circos. Em uma das cenas, Dumbo sofre ao ser separado da mãe. O sofrimento dos animais devido a condição dos espetáculos também é revelado. As informações são do portal Bem Paraná.

“Um circo, muitas vezes, não tem capacidade técnica de oferecer recintos adequados para os animais, que ficam em jaulas, na pior condição possível. Além disso, em um circo, o ambiente em que os animais vivem são muito artificializados, sem relação com ambiente natural. Essa condição e a falta de oportunidade de interação com outros animais, resulta em uma fonte permanente de estresse”, explica o biólogo e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Sérgio Lucena Mendes.

O biólogo lembra ainda que animais explorados por circos podem desenvolver problemas de saúde causado pelo estresse e pela falta de estrutura dos estabelecimentos, já que muitos deles não conseguem, segundo o especialista, oferecer aos animais uma condição médica e nutricional adequada.

“É comum verificar animais nos circos com problemas de desnutrição ou obesidade. Além disso, o estresse também causa impactos secundários, como queda da imunidade – o que deixa o animal suscetível a doenças também transmitidas por humanos”, comenta.

Casos de maus-tratos contra animais em circos podem ser denunciados à polícia, já que qualquer tipo de abuso configura crime, segundo o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. Além das delegacias da Polícia Militar, as denúncias podem ser feitas também ao Ministério Público e ao Disque-Denúncia do Ibama, através do número 0800-61 8080. Municípios e estados, como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina possuem canais de denúncia e delegacias especializadas para registrar esse tipo de ocorrência.

Na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 7.291, que proíbe a exploração de animais em circos em todo o Brasil, aguarda votação. No entanto, muitos estados brasileiros – como Paraná, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – já proíbem a presença de animais em espetáculos circenses.

Rede de Especialistas

A Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, da qual o biólogo Sérgio Lucena Mendes faz parte, é um grupo de profissionais, de referência nacional e internacional, que atua em prol da proteção da biodiversidade e assuntos relacionados com a intenção de divulgar posicionamentos que prezem pela defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi fundada no ano de 2014 por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Dia Internacional do Circo traz reflexão sobre exploração animal para entretenimento

Hoje, 27 de março, é celebrado o Dia Internacional do Circo. A data foi criada para homenagear o palhaço Piolim, personagem de Abelardo Pinto, que comandou o circo Piolim por mais de trinta anos. É necessário, porém, que esse dia seja visto também como uma oportunidade para refletir sobre os animais explorados para entretenimento humano em circos mundo afora.

Foto: Pixabay

Animais domésticos, especialmente cachorros, e selvagens, como tigres, macacos, ursos, elefantes e leões, são vítimas de exploração. Forçados a aprender truques anti-naturais, eles vivem aprisionados e, no caso dos silvestres, privados da vida em liberdade, na natureza, ao lado de suas famílias.

Os maus-tratos nestes ambientes também são frequentes. Para que aprendam a realizar os comandos, os animais são ensinados na base da agressão. Muitos deles ficam traumatizados, passam a desenvolver movimentos repetitivos e apresentam sinais claros de estresse.

A ursa Marsha é um desses animais. Nascida na Rússia, ela foi explorada por 25 anos por um circo que fazia excursões pelo Brasil. Após uma vida de sofrimento, ela foi condenada a viver, até os 32 anos, no Parque Zoobotânico de Teresina, no Piauí, onde sofria com o calor intenso do estado e realizava movimentos repetitivos frequentemente, devido ao estresse. No ano passado, porém, a ursa foi resgatada e encaminhada para um santuário onde ganhou não só uma vida nova, mas também outro nome: Rowena.

Apesar de ainda haver exploração animal em circos, muitos deles deixaram de explorar animais, por iniciativa própria ou após proibições feitas por legislações. Entre os locais que criaram leis para proibir a presença de animais em circos estão: a cidade de Los Palmas, na Espanha, Havaí, Portugal, os estados brasileiros da Paraíba e de São Paulo, a Guatemala, o País de Gales, os estados norte-americanos de Nova Jersey e Nova York, a Escócia, a Itália e a Irlanda.

Foto: Pixabay

Um marco significante para os direitos animais no que se refere à exploração para entretenimento humano foi o fechamento do circo norte-americano Ringling Bros Circus. Durante 36 anos, o circo foi alvo de protestos contra a presença de animais nos espetáculos, o que o levou à derrocada.

No entanto, apesar da vitória, a luta pela libertação dos animais ainda está longe de acabar, conforme lembra Chris DeRose, presidente e fundador da organização Last Chance For Animals, em artigo no Los Angeles Times. “Enquanto o fim do Ringling é uma vitória para cada ativista que escreveu uma carta, assinou uma petição ou protestou em frente ao circo, a luta para libertar os animais da crueldade, incluindo da indústria do entretenimento, está longe de acabar. Outros circos continuam explorando animais em nome do lucro, assim como zoológicos, aquários e rodeios”, reforça.

A opinião pública, porém, está do lado dos animais e dá apoio às entidades que lutam para que eles deixem de ser explorados e maltratados. Uma pesquisa feita em 2015 pela Gallup descobriu que 62% dos norte-americanos acredita que os animais merecem proteção e 32% defende que os animais devem ter os mesmos direitos que as pessoas. Em relação aos circos, uma pesquisa da YouGov, conduzida pela AAP Animal Advocacy e pela Protection of the Netherlands, concluiu que 65% dos europeus não pagariam para visitar um circo que explora animais selvagens. De acordo com os resultados do levantamento, 63% na Alemanha, 71% na Itália, 73% na Espanha e 76% no Reino Unido votaram contra a exploração de animais silvestres em circos.

Dia Nacional dos Animais traz reflexão sobre respeito a todas as espécies

Hoje, 14 de março, celebra-se o Dia Nacional dos Animais. A data, criada com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os cuidados que devem ser dados aos animais, deve ser vista como um momento de reflexão sobre a necessidade de respeitar todas as espécies, inclusive aquelas historicamente exploradas, maltratadas e mortas para beneficiar os seres humanos e alimentá-los.

Foto: Skeeze / Pixabay

No Brasil, os animais não são tratados dignamente. São 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães abandonados, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nas ruas, esses animais, que amavam suas famílias e eram leais a elas, vivenciam todo tipo de sofrimento: passam frio, suportam calor excessivo e chuvas fortes, sentem fome, são agredidos, atropelados, adoecem e, após conhecer o preço do descaso e da dor, morrem. Poucos têm a chance de ser resgatados e recomeçar a vida com amor, respeito e cuidados. Casos de maus-tratos, não só contra os animais abandonados, mas muitos deles promovidos pelos próprios tutores, também são comuns. Ainda em relação aos animais domésticos, o comércio de venda de filhotes condena inúmeros animais a uma vida miserável pautada na exploração promovida por pessoas que os tratam como máquinas reprodutoras e mercadorias.

O sofrimento, no entanto, não atinge apenas os cachorros e gatos. Animais silvestres são rotineiramente vítimas do tráfico. Retirados da família, privados da liberdade, transportados de forma cruel e inadequada, muitas vezes sem receber alimentação correta, eles se tornam vítimas dos traficantes e, depois, de quem os compra e se considera no direito de mantê-los aprisionados no cativeiro. Além deles, animais como ratos, cães e coelhos são submetidos a experimentos extremamente cruéis e dolorosos para a fabricação de cosméticos, alimentos, medicamentos e outros itens, como cigarros.

Foto: Karsten Paulick / Pixabay

Para fabricar produtos, produzir roupas e outros objetos e alimentar a população, milhares de animais também vivenciam um sofrimento inimaginável. No Brasil, um boi, um porco e 180 frangos são mortos para consumo por segundo, de acordo com dados do IBGE. Por trás da estatística, esconde-se a dor que os pecuaristas se esforçam para que não seja conhecida pela sociedade. Esses animais são explorados dia após dia e vivem uma rotina de maus-tratos, torturas e morte. Pintinhos machos são triturados vivos, galinhas têm seus bicos cortados sem anestesia e vivem presas em granjas superlotadas ou gaiolas minúsculas durante toda a vida, tratadas como máquinas de botar ovos, porcas são condenadas a uma existência dentro de pequenas celas gestacionais e os machos são castrados sem direito a anestésico, bezerros vivem aprisionados em locais pequenos, privados de alimentação adequada e luz solar para que se movimentem pouco e gerem, após a morte, uma carne macia, conhecida como vitela. E todo esse horror é apenas uma parte do que é vivido pelos animais na indústria.

Foto: Marco Massimo / Pixabay

A urgência de se garantir que os direitos dos animais sejam respeitados e que eles sejam tratados como os seres sencientes que são – capazes de sentir e de sofrer – faz do Dia Nacional dos Animais uma data de extrema necessidade para a promoção de reflexões a respeito da forma como a sociedade enxerga os animais atualmente e a desconstrução que deve ser feita para que eles passem a ser vistos como sujeitos de direito.

É preciso extinguir a hierarquia cruelmente estabelecida pelos humanos, na qual eles se colocam acima de quaisquer espécies, explorando-os, maltratando-os e tirando suas vidas. Os animais existem por propósitos próprios e não estão no mundo para servir às pessoas. O que falta, porém, é que os humanos entendam e aceitem essa realidade, passando a garantir aos animais a mesma paz que pedem para si.