A cada 100 adoções, apenas um animal com deficiência consegue um lar

Dados da Associação de Proteção aos Animais (SPA) de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, indicam que a cada 100 animais adotados, apenas um possui algum tipo de deficiência. Vítimas do preconceitos, eles são preteridos pelos adotantes.

Abril ficou cego de um olho após ser agredido (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)

No abrigo da entidade, 18 dos 120 animais acolhidos possuem deficiência e esperam por adoção. Um deles se chama Abril. Agredido com golpes de enxada em março deste ano, o animal foi submetido a uma cirurgia e ficou cego de um olho.

”Quando eu ofereço, mando foto, as pessoas falam ‘’ah mas eu queria um inteiro’’, eu falo, gente, ele tá sem um olho, mas ele tem o que é mais importante, que é o coração, dentro dele tem um coração cheio de amor para dar”, desabafa a presidente da Associação Protetora dos Animais, Carminha Marques, em entrevista ao G1.

Em muitos casos, os animais adquirem uma deficiência por terem sido abandonados com doenças tratáveis que não receberam o cuidado que precisavam por parte dos tutores. Chicão é um desses. Ele não recebeu a vacina para prevenir a cinomose e acabou contraindo a doença, que o deixou paraplégico. O cão foi abandonado e hoje passa os dias dentro de um carrinho de supermercado.

Mamé é tetraplégica e recebe cuidados especiais (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)

Boneca e Tupi estão há quase dois anos no abrigo, esperando adotantes, mas não os encontram porque são cegos e sofrem preconceito.

Mamé, no entanto, teve sorte e foi adotada por Carminha. A cadela é tetraplégica. “Ela dá os sinais dela e aí eu já conheço. Quando ela quer fazer xixi, levo ela até o banheiro, pressiono a bexiga, ela faz. Quando tá com fome e sede, ela também pede. No dia a dia eu fui aprendendo com ela’’, explica Carminha.

“Eu achei que eu estava fazendo um favor para ela. Mas na verdade ela que faz para mim. Eu aprendo com ela todo dia um pouco, sabe? Paciência, amor, ela me ensina muita coisa”, finaliza Carminha.

Para adotar um dos 18 cães com deficiência que vivem na ONG basta entrar em contato pelo telefone (24) 99985 7023. Ao levar um animal para casa – com deficiência ou não -, é preciso ter ciência de que eles requerem cuidados, gastos e responsabilidade. O tutor deve manter em dia a vacinação do animal, passear, alimentar e higienizar tanto o cão ou gato quanto o ambiente no qual ele vive. Além disso, é preciso se planejar também para viagens ou mudanças de endereço, sem nunca abandonar ou se desfazer do animal.

Chicão perdeu o movimento das pernas traseiras (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)

Boneca e Tupi são cegos e aguardam adoção (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)


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Gata acima do peso é adotada após ser rejeitada quatro vezes

Mitzi, que ficou conhecida como a “gata mais gorda do Reino Unido”, encontrou um novo lar após ser rejeitada quatro vezes. O animal, que atualmente tem 5,3 kg, chegou a pesar 7,7 kg. Após seu tutor morrer, em 2017, ela foi levada para o Woodside Sanctuary em Plymouth, em Devon. Desde então, a gata, que foi adotada e devolvida quatro vezes, esperava por uma família.

Foto: Woodside Sanctuary

Da raça Tabby, Mitzi acabou sendo adotada por familiares de seu antigo tutor, que morreu sem conseguir encontrar uma casa para ela. “É uma gata tão doce”, garante Helen Lecointe, a responsável pela associação. As informações são do portal português DN.

Os novos tutores da gata, que tem nove anos, já haviam demonstrado interesse em adotá-la em 2017, após a morte do tutor, mas na época não tiveram condições de levá-la para o novo lar.

“Recebemos ofertas dos Estados Unidos, da Suécia e do Médio Oriente, mas estamos muito satisfeitos por termos encontrado um tutor que já a conhece e a ama”, disse Helen Lecointe.

A responsável pelo santuário acredita que “é muito invulgar um gato ser devolvido tantas vezes, mas infelizmente ela tem sido muito azarada”.

Não se sabe como a gata ganhou tanto peso. A ONG que a acolheu acredita que ela tenha sido alimentada de forma inadequada por moradores de várias casas da região onde ela vivia antes da morte do tutor. “Não eram seus tutores, mas acabavam alimentando-a”, especulou Helen.

Projeto que libera caça de animais é rejeitado em enquete da Câmara

O projeto de lei 1019/2019, de autoria do deputado Alexandre Leite (DEM/SP), que pretende liberar a caça de animais silvestres no Brasil, foi rejeitado em uma enquete online feita pela Câmara dos Deputados. Os 75% de votos de internautas contrários à proposta comprovam que a sociedade é contra projetos que ameaçam a fauna silvestre.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

O projeto quer garantir que a caça passe a ser tratada como “direito de todo cidadão brasileiro” e que as entidades de caça, clubes, federações e confederações registrem “suas atividades e seus instrutores de armamento e tiro perante o Exército Brasileiro”.

O texto da proposta coloca sob a responsabilidade de órgãos ambientais, de âmbito nacional ou estadual, a regulamentação de atividades de caça e determina que o caçador tenha que fazer um cadastro “junto ao órgão ambiental competente é obrigatório para o exercício da atividade de caça”.

O caçador, segundo o projeto, com exceção de menores de 21 anos de idade, “poderá adquirir armas, munições e equipamento de recarga para uso exclusivo da atividade de caça” e os órgãos ambientais “deverão estabelecer o período das temporadas de caça” e também “a sua abrangência geográfica”.

Caso a proposta se torne lei, os caçadores terão o prazo de 180 dias após publicação da legislação para registrar “as máquinas de recarga e os acessórios que não estejam devidamente regularizados”.

Na justificativa do projeto, o parlamentar alega que a finalidade da proposta “de regular o exercício das atividades de
colecionamento, tiro desportivo e caça” para “prevenir que caçadores, atiradores e colecionadores – os denominados CACs – sejam presos indevidamente”.

o gatinho jaques

Gato é mandado de volta para o abrigo por ser ‘carinhoso demais’

Tudo o que Jacque queria era alguém para amá-lo, mas, em vez disso, o gato de 3 anos de idade foi rejeitado inúmeras vezes. Quando tinha apenas 7 meses de idade, seu primeiro dono se mudou e não levou Jacque com ele. “Ele foi encontrado pelo corretor de imóveis e levado para o abrigo. Isso acontece com muita frequência, infelizmente,” disse Nancy Hutchinson, fundadora e presidente da Michigan Cat Rescue.

o gatinho jaques

Foto: Michigan Cat Rescue

O abrigo estava superlotado de cães e gatos, e ninguém parecia interessado em adotar Jacque, então ele foi colocado na lista de eutanásia. Mas uma visita de Hutchinson salvou sua vida.

“Eu o vi em sua gaiola e me senti tão mal por ele”, disse Hutchinson. “Eu abri sua gaiola e sentei no chão com ele por um tempo e ele sentou no meu colo. Eu pensei: “Uau. Que gato legal.”

o gatinho jaque no colo de alguém

Foto: Michigan Cat Rescue

Percebendo o quão especial ele era, Hutchinson retirou Jacque do abrigo e o levou aos cuidados da Michigan Cat Rescue. Então ela e os outros voluntários procuraram uma casa para ele. “Nós o anunciamos como um gato de colo”, disse Hutchinson. “Uma mulher veio e o adotou.”

Mas isso não acabou sendo o lar que todos esperavam. “Depois de um ano, ela disse que não o queria mais”, disse Hutchinson. “Ela disse: ‘Ele está constantemente tentando sentar no meu colo, eu simplesmente não aguento mais. Vou ter que devolvê-lo para você, não foi para isso que eu o adotei.'”

Todos no grupo de resgate ficaram surpresos. “Na verdade, foi exatamente para isso que ela o adotou, porque pediu especificamente por um gato de colo”, disse Hutchinson. “Mas ela só se cansou dele.” Quando Jacque voltou ao grupo de resgate, ele estava visivelmente angustiado, e acabou ficando muito doente.

Foto: Michigan Cat Rescue

“Ele não comeu por alguns dias”, disse Hutchinson. “Acho que ele estava confuso e chateado com a rejeição. O estresse pode realmente causar danos, não apenas às pessoas, mas aos animais, e isso prejudicou seu sistema imunológico. Ele pegou um resfriado horrível; seus olhos estavam inchados e infectados.

A equipe trouxe Jacque de volta à saúde e começou a procurar um novo lar para ele. Mas desta vez, eles foram muito mais exigentes. “Recebemos muitos pedidos para ele, mas muitos deles não eram apropriados para a personalidade dele”, disse Hutchinson.

Então uma mulher chamada Liz Myziuk e seu marido se candidataram a adotar Jacque. Hutchinson tinha um bom pressentimento sobre eles, então ela marcou um horário para eles conhecerem Jacque.

“Nós conhecemos Liz e seu marido em um dos nossos hospitais veterinários, e os colocamos em uma sala juntos”, disse Hutchinson. “Eu deixei ele sair do suporte e ele andou um pouco. Então eles o pegaram e o colocaram no colo e ele ficou lá. Eles estavam chorando de tão felizes, eles estavam apaixonados por ele.”

os novos tutores de Jaque

Foto: Michigan Cat Rescue

“Eu o deixei na sala com eles, e eles saíram e disseram: ‘Queremos dar um lar para ele. Nós queremos levá-lo’,” acrescentou Hutchinson. “Então comecei a chorar. Eu estava tão feliz. Eu acho que Jacque também ficou aliviado. Acho que ele sabia que finalmente teve seu final feliz.”

Jacque rapidamente se instalou em sua nova casa e até ganhou um novo nome, Giuseppe. “Eles verdadeiramente o amam”, disse Hutchinson. “Ele está indo muito bem. É realmente ótimo.”

Hutchinson, que tem um lugar especial em seu coração para Giuseppe, está imensamente feliz por ele finalmente ter conseguido o lar amoroso que ele merece.

“Ficamos tão chateados quando ele nos foi devolvido por seu antigo tutor”, disse ela. “Eu estava de coração partido por ele, e posso dizer que isso o machucou também. Isso me faz chorar porque é por motivos assim que fazemos tudo isso, e é por isso que lutamos todos os dias apenas para salvar os animais e garantir que tenham uma vida boa e feliz.”