Bombeiros resgatam dois cachorros presos em bueiro em MG

Dois cachorros foram resgatados pelos bombeiros após ficarem presos em um bueiro em Caratinga (MG), nessa sexta-feira (31). Os militares foram chamados por moradores e a suspeita é de que os animais tenham sido abandonados.

Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Quando os bombeiros chegaram no local, os cachorros estavam chorando bastante e foi montada uma operação conjunta com apoio de militares de Ubaporanga e da Defesa Civil, para o salvamento. O bueiro fica na Rua Guarabi, no Bairro Floresta.

Segundo os bombeiros, foi preciso cavar a rua para resgatar os cachorros porque o local era apertado e de difícil acesso. Com o uso de equipamentos de salvamento, a equipe conseguiu chegar até os cães e realizar o resgate.

Os animais estavam desidratados e foram levados para uma clínica veterinária onde tomaram banho, passaram por exames, e depois foram adotados.

Fonte: G1


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Protetoras de animais fazem do resgate de cães e gatos uma missão ‘materna’

O amor materno vai além daquele de quem gerou uma vida humana. As protetoras de animais têm esse mesmo sentimento na luta diária para resgatar cães e gatos abandonados e maltratados. “Não somos apenas mães temporárias dos animais que vêm e vão. Somos eternas mães, e eles, nossos eternos filhos”, afirma Regina Cheida Vieites, vice-presidente da ONG de proteção aos animais Mapan.

A ONG Mapan não tem sede, e todos os animais vivem nas casas de protetoras, como Regina Cheida — Foto: Arquivo pessoal/Regina Cheida

Regina considera essa uma luta consciente, mas admite que os resultados nem sempre são positivos, e que a insegurança quanto ao processo é grande. “Muitas vezes, passamos por apertos e dificuldades para que as necessidades dos animais sejam supridas”, afirma.

Muitas protetoras de animais, segundo ela, fazem sacrifícios para que as necessidades de seus filhos sejam supridas. Regina menciona o caso de uma das protetoras da ONG, que está com 18 cachorros em casa. Vários deles são idosos e impossibilitados de andar.

Há pouco tempo, um dos animais precisou passar por uma cirurgia cara. A protetora recorreu às arrecadações da ONG, mas o total não foi suficiente para cobrir os gastos. Ela passou, então, a comer em restaurantes de 1 real para conseguir economizar e juntar o dinheiro necessário.

Para Regina Cheida, esse tipo de empenho dá resultado. Ela mostra como exemplo o caso de um cachorro que chegou com ferimentos de objetos cortantes, porque o tutor queria se livrar dele. Foram realizadas várias cirurgias, mas o animal foi adotado, e hoje se encontra saudável, e com uma nova família.

Além de ser desumano, abandonar e submeter animais a maus-tratos é crime. O Artigo 32 da Lei 9.605/98 determina detenção de três meses a um ano e multa a quem praticar abuso, ferir ou mutilar animais, ou realizar experiência dolorosa, ou cruel, em animal vivo. Além disso, a punição é aumentada de um sexto a um terço, caso o animal morra.

Patrícia França diz que ter pets ajuda no combate à depressão: “Passei a me sentir feliz” — Foto: Arquivo pessoa/Társila Maciel

A jornalista e protetora Társila David Maciel considera a adoção uma das maiores provas de amor. “Adotar é se tornar responsável por uma vida. É preciso cuidar. Minha família é muito mais completa com eles”.

Társila acredita que resgatar animas é uma “ótima política de redução de danos”. Ela argumenta que, quando as ONGs tiram cães e gatos da rua, contribuem para evitar que eles gerem filhotes que também ficarão abandonados.

A jornalista já adotou dez animais, cada um com uma história diferente. Alguns passaram por problemas de saúde que fizeram com que fosse preciso investir dinheiro em tratamentos de alto custo. “Mas, isso não importa”, comenta. Afinal, para ela, são seus filhos.

Ter animais em casa ajuda a combater a depressão e o estresse, de acordo com estudos realizados pela Universidade Estadual de Nova York, nos Estados Unidos. A administradora hospitalar Patricia França está entre os que concordam com essa avaliação. “Adotei meus filhotes quando estava passando por um momento um pouco triste e, desde então, passei a me sentir melhor e mais feliz”.

Patrícia diz que é frequente deixar de comprar coisas para ela mesma, e gastar com seus animais. “Tiro de mim para dar para os meus filhos. Se isso não é ser mãe, eu, realmente, não sei o que é”, afirma.

“Questão financeira”

Regina Cheida diz que é comum pessoas pegarem animais nas ruas e levarem até as casas das protetoras, com a ideia de que elas sempre podem pegar mais um para cuidar. “O pensamento é sempre o mesmo. Elas dizem ‘esse vai ser o último, não vou pegar mais nenhum’, mas o ciclo sempre se repete”.

Uma das protetoras, conta Regina, mora numa comunidade de baixa renda com vários cães e gatos. Frequentemente, diversos outros animais são deixados para ela cuidar. Na maioria das vezes, eles chegam em condições precárias, doentes e precisando de remédios, que costumam ser caros. Tudo isso envolve dinheiro, e faz com que seja necessário arcar com as despesas do próprio bolso.

A questão financeira é um grande problema, tendo em vista que todos os animais precisam se alimentar, receber medicações e, algumas vezes, passar por cirurgias. A Mapan realiza feiras de adoção de 15 em 15 dias. Nelas, é solicitado aos adotantes que façam donativos, mas nem todos compreendem que o dinheiro se destina a pagar pelos cuidados com os animais.

As doações não são poucas, admite Regina, mas estão longe de ser suficientes. As protetoras acabam ajudando da maneira que podem. Veterinários também ajudam, dando desconto em consultas, procedimentos e cirurgias. Uma cirurgia que custaria R$ 1.500, por exemplo, pode sair por R$ 800 com esse suporte. É quase metade do valor, mas ainda elevado e o dinheiro disponível, quase sempre insuficiente para manter um nível alto de qualidade nos cuidados.

A jornalista Társila Maciel considera necessários os gastos, mesmo que sejam altos, com os animais — Foto: Arquivo pessoal/Patrícia França

Para que a Mapan pudesse se manter da melhor maneira, Regina estima que seria preciso entrar R$ 10 mil na conta todos os meses, mas a ONG obtém só metade desse valor. “O restante sai do nosso bolso. Não conseguimos deixar de nos comover e não pegar os animais, por isso acabamos passando por apuros”.

Ser protetor de animais não é fácil, diz Regina Cheida, mas a sensação após o resgate compensa. “É quando podemos olhar nos olhos dos animais e dizer que a luta deles acabou. É extremamente gratificante”, avalia. Apesar de a gratidão ser grande, os problemas para as protetoras de animais surgem na mesma proporção. É comum elas terem, por exemplo, de lidar com a rejeição dos adotantes após algum tempo.

“Amor não se compra”

A estudante de Administração Victória Oliveira possui quatro cachorros. Um deles foi adotado e os outros três, resgatados. Ela acredita que deveria haver a conscientização de que, por trás de um filhote que custa R$ 3 mil, existe uma mãe que gera crias durante todo o ano, e muitas vezes em condições precárias. “É um mercado terrível que poderia ter fim se a população parasse de comprar uma vida. Sem demanda, nenhum comércio de mantém”, desabafa.

Victória conta que teve uma história diferente com cada um de seus cães. Uma delas foi marcante. A estudante trabalhava numa loja de shopping, quando saiu para o almoço e viu um homem em situação de rua com diversos cães. Ela gostou muito deles, mas seguiu seu caminho. Na volta, ao entrar na loja, notou um cachorro pelos corredores do shopping. Era justamente um dos que havia visto pouco antes, e acabou entrando na loja. Daí em diante, não se separaram mais.

“Costumo dizer que não fui eu quem escolhi, ele que me escolheu”, diz Victória. Por isso, ela acredita que “amor não se compra”. Mãe de verdade, argumenta, é quem cria. Assim, se considera mãe de seus animais. “Não consigo entender o que leva alguém a comprar, enquanto há tantos que custam exatamente zero real, mas valem milhões”.

Fonte: G1

Cavalo debilitado é resgatado após ser abandonado em Batayporã (MS)

A Prefeitura de Batayporã (MS), através do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), atendeu na última terça-feira (28) uma denúncia de um animal que estava em situação de abandono e maus-tratos, na Rua José Antônio Mourão.

Foto: PMB / SIM

Na ação, que aconteceu em conjunto com a Polícia Militar Ambiental, o diretor do SIM, o médico veterinário Rafael Olegário realizou a avaliação do cavalo, constatando violência física, psíquica e nenhum tipo de manutenção para sua vida.

Criação e abandono de animais em vias urbanas são práticas terminantemente proibidas no município, conforme prevê a Lei Complementar Municipal nº 008/2003. A normativa determina que o tutor deve possuir propriedade rural ou ser arrendatário de algum imóvel rural que tenha condições para manter e preservar o bem-estar do animal.

De acordo com a legislação municipal, o tutor do cavalo foi notificado e responderá pelo crime. Coube a ele ainda a aplicação da Lei 9.605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, bem como praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos; e prevê detenção de três meses a um ano, e multa.

O Serviço de Inspeção Municipal, que é um órgão vinculado à Secretaria de Obras, Desenvolvimento Econômico, Turismo e Meio Ambiente (SODETA), vem planejando iniciativas que façam com que o trabalho na proteção animal seja efetivo e eficaz.

Para registrar denúncias de casos semelhantes, basta entrar em contato com a SODETA, por meio do telefone (67) 3443-1288, ou com a Vigilância Sanitária do Município, pelo (67) 3443-2637. O SIM tem atuado de forma colaborativa em situações como a que ocorreu nesta semana.

Fonte: Nova News


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Três cachorros são resgatados vítimas de maus-tratos em Garopaba (SC)

Na última quinta-feira, 30, a Polícia Militar de Garopaba (SC) foi acionada para auxiliar em ocorrência de maus-tratos de animais. A PM de Paulo Lopes também auxiliou na operação de resgate. Os órgãos foram acionados por Rejane, Protetora de Animais e Sócia Fundadora da APAG – Associação Protetora dos Animais de Garopaba.

Rejane teria recebido uma denúncia de abandono, maus-tratos e descaso total com os cachorros, que estavam no Canto da Penha, local próximo à Escola Municipal Salomão Silveira, em Garopaba.

(Foto: arquivo pessoal )

— Os três cães estavam acorrentados, no relento, esqueléticos, gritando desesperadamente por socorro. Foi uma cena muito triste, chorávamos — lamenta a protetora, que abriga em sua casa gatos, cachorros e cavalos resgatados, disponíveis para adoção.

Rejane lembrou de contatar Paulo, ex-vizinho e amigo, que também é ativo nas causas animais.

Paulo Santangelo, Engenheiro de Telecomunicações, que hoje dedica sua vida à proteção dos 80 animais que recolheu da rua, conta que recebe este tipo de relato de maus-tratos diariamente. Em entrevista à reportagem Paulo aconselha:

— Eu sugeriria reduzir o limite de velocidade que é de 110 para 80km/h, pelo menos num trecho de 1km que corta o centro de Paulo Lopes aos outros bairros. Algum dia pode acontecer um acidente sério pelo grande fluxo de caminhões na BR e de cachorros transitando.

Segundo informações de vizinhos da região, os cães teriam sido abandonados pelos tutores.

— Eles são de um casal que viaja com frequência, fica semanas fora e deixa eles amarrados, na chuva, sem comida e água, quando não deixam soltos na BR-101 para serem atropelados.

Agora as duas fêmeas estão na casa de Rejane se recuperando para irem para adoção. O macho está com uma amiga da cuidadora.

Maltratar é crime

Maus-tratos a animais é crime federal, e a legislação catarinense reconhece cães, gatos e cavalos como seres sencientes, sujeitos a sentimentos como dor e angústia, o que agrava qualquer situação de crueldade.

As denúncias devem ser feitas imediatamente após presenciar algum caso, ligando à Polícia Militar, no telefone de emergência 190.

Animais para adoção

Paulo Santangelo é um dos protetores de animais da Grande Florianópolis, que cuida de animais abandonados e em situações de vulnerabilidade. Engenheiro de Telecomunicações, dedica sua renda para seus amigos de quatro patas. Ele aceita doações de ração, auxílio financeiro com as vacinas, consultas e acessórios.

Caso haja interesse de adoção, o sítio de Paulo fica em Palhoça e o contato com ele pode ser feito através do telefone (48)9616-8601.

Todos os animais de Paulo são vacinados e vermifugados. Veja alguns deles:

(Foto: arquivo pessoal )

(Foto: arquivo pessoal )

(Foto: arquivo pessoal )

(Foto: arquivo pessoal )

(Foto: arquivo pessoal )

(Foto: arquivo pessoal )

(Foto: arquivo pessoal )

Fonte: NSC Total


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Cadela idosa é resgatada após viver 15 anos acorrentada

Uma cadela foi resgatada após viver 15 anos acorrentada. O descaso e a negligência dos tutores que a mantinham presa era tamanho que ela nunca teve um nome. Tratada como um objeto, ela vivia jogada no quintal.

Foto: Reprodução / YouTube

Viktor Larkhill foi o responsável por resgatá-la. Quando a encontrou, ela estava com os pelos embaraçados e tinha um grande volume, semelhante a tumor, no corpo, que, segundo Viktor, estava tão dolorido que ela chorava quando o local era tocado por alguém. Apática, ela foi levada para uma clínica veterinária. As informações são do portal Olhar Animal.

Na clínica, ela foi submetida a exames e teve que ser operada. Doente, ela passou a receber tratamento veterinário e ganhou, pela primeira vez, já na velhice, um nome: Maria.

Todo o desamor ao qual foi submetida ficou no passado e, de agora em diante, a cadela pôde passar a viver uma nova vida, cercada de respeito, amor e cuidados.

Veja o vídeo do resgate abaixo:

Centenas de porcos são encontrados em situação degradante em Osasco (SP)

Por David Arioch

Animais resgatados hoje pela ONG Bendita Adoção (Fotos: Beatriz Silva/Bendita Adoção)

A bióloga e ativista dos direitos animais Beatriz Silva, da ONG Bendita Adoção, passou o dia de hoje em uma comunidade de Presidente Altino, em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, acompanhando e registrando a triste realidade de centenas de porcos criados de forma clandestina para consumo.

“Só na comunidade de Presidente Altino, sabemos que há muito mais de 200 porcos nessas condições. Além desses animais já levarem uma vida cruel, consumindo lixo e fezes, as pessoas ainda abatem esses porcos e comem”, lamenta Beatriz, que conseguiu resgatar alguns suínos que estavam vagando e procurando comida nas lixeiras.

Não é a primeira vez que a ativista e bióloga denuncia esse tipo de situação na cidade. Em 2013, ela resgatou um porco no Jardim Veloso, outra comunidade em que também há criação clandestina de porcos, onde os animais vivem em situação degradante, segundo Beatriz.

“Só conseguimos resgatar alguns animais hoje porque quando sobem para procurar comida, é possível ter acesso a alguns deles. Na comunidade mesmo [em Presidente Altino], é impossível se aproximar dos animais porque os moradores não deixam”, lamenta.

Alguns suínos foram encontrados feridos – como uma porquinha com a pata quebrada. Beatriz confidencia que, mesmo tendo o resgate de animais como parte da sua rotina com a ONG Bendita Adoção, o impacto dessa experiência é muito grande.

“Estou passando mal de ter ficado o dia todo lá. É muito estresse. Eles vivem em condições completamente indignas. É algo realmente nojento e obscuro”, avalia.

De acordo com Beatriz Silva, a julgar pela qualidade das fezes dos porcos encontradas na localidade, há animais que aparentam sofrer de algum tipo de enfermidade. “Não sei ainda quais estão em pior situação, se são aqueles que conseguem sair para procurar comida nas lixeiras e atravessam a avenida e morrem atropelados ou aqueles que vivem confinados dentro da comunidade. A situação desses é de olhar e querer vomitar”, desabafa.

Beatriz conta que já entraram com uma ação contra a criação clandestina de porcos em Osasco e agora estão recolhendo provas para fazer isso novamente em breve.

Acompanhe o trabalho da ONG Bendita Adoção:

Facebook

Instagram

Quem quiser contribuir com o trabalho de resgate de suínos realizado pela ONG Bendita Adoção em Osasco (SP), pode fazer uma doação:

Caixa Econômica Federal

Associação Bendita Adoção

Agência: 0326

Conta Poupança: 24090-1

CNPJ: 26.306.403/0001-57

Operação: 013 (para contas da Caixa)

Paypal: amazons@ig.com.br

Picpay: benditaadocao


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Cães resgatados após suspeita de tortura se recuperam no interior de SP

Dois cachorros que foram resgatados após uma suspeita de que eles estivessem sendo torturados pelos tutores estão sob a responsabilidade de uma ONG, já receberam alta médica e se recuperam bem. O caso aconteceu em Bebedouro, no interior de São Paulo, e é investigado pela Polícia Civil, que tomou conhecimento dos fatos após uma denúncia.

Foto: Mariângela Mussolini/ONG Dona Zuleika

Um dos cães apresentava mutilações por todo o corpo. Eles foram salvos na última quinta-feira (24) após o caso ser denunciado a ONG Dona Zuleika. Um laudo veterinário que apontará a causa das lesões está sendo elaborado e é aguardado pela polícia. As informações são do portal G1.

Uma técnica de enfermagem e o irmão dela, que é adolescente, são suspeitos do crime. De acordo com a polícia, a mulher tentou levar os cães de volta para casa, mas não teve autorização policial. O destino dos animais ficará, agora, a cargo da Justiça. Enquanto a decisão judicial não sair, eles ficarão sob os cuidados da ONG.

Segundo o médico veterinário Jorge Andrade, que socorreu os cachorros, os dois estavam desnutridos, com marcas de corda, feridas e carrapatos. O especialista suspeita que Toddy, que tem feridas graves na pele, tenha sido jogado contra a parede ou atropelado.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

“Isso é típico de quando o animal é atropelado. Quando esfrega no asfalto e fica aquele esfolado. Só que o cachorro eu acho que não ia para rua. Parece que ele foi jogado no muro”, diz Andrade.

A Polícia Civil trabalha com a possibilidade do animal ter uma doença dermatológica causada por fungo. O médico veterinário, no entanto, discorda. “[A dermatite] age diferente. Ali estava parecendo feridas vivas. Tinha acabado de acontecer. Estava sangrando. Para chegar uma dermatite naquele ponto é coisa de meses. Aquilo é ferida nova”, afirma.

Toddy está sendo medicado com antibiótico para tratar uma doença do carrapato, conforme explica Andrade. Dayle, o outro cachorro, não apresentou a doença, mas também tinha parasitas no corpo.

“Os dois estavam um pouco anêmicos. Eles tinham bastante carrapato. Inclusive eu tive que dedetizar toda a clínica aqui, porque empesteou tudo [durante] os dias que eles ficaram aqui”, diz.

Foto: Polícia Civil/Divulgação


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Cães mantidos presos em espaço insalubre são salvos em Nova Odessa (SP)

Doze cães foram resgatados, nesta terça-feira (28), no bairro Jardim Dona Maria Azenha, em Nova Odessa (SP), após uma denúncia de maus-tratos. Seis cães adultos e seis filhotes eram mantidos confinados em um espaço pequeno, sem higiene e ventilação.

Foto: AAANO/Reprodução/Jornal de Nova Odessa

Um boletim de ocorrência foi registrado sobre o caso. Nele, consta a informação de que os animais eram mantidos acorrentados por longos períodos e que, ao ser questionado sobre as condições em que mantinha os cães, o tutor afirmou que eles ficavam presos porque brigavam entre si e por não haver espaço suficiente para todos. As informações são do Jornal de Nova Odessa.

Ao constatar os maus-tratos, a polícia determinou o resgate dos animais, que foi feito com a ajuda de funcionários do Setor de Zoonoses do município e da Associação Amigos dos Animais de Nova Odessa (AAANO). O presidente da ONG, Carlos Pinotti, afirmou que a ação serve de alerta para a sociedade. “A Polícia Civil e a Zoonoses estão aptas para responder e agir nesses casos de maus-tratos, seguindo todas as leis. Isso tem que servir de lição para todas as pessoas. Nós emitimos, por exemplo, uma notificação para uma moradora que deixava a cachorra escapar e icar na rua. Ela foi alertada que isso também é considerado abandono, portanto, crime, passível de multa, detenção e processo criminal”, disse Pinotti.

Pinotti incentivou também a adoção responsável. “Ninguém é obrigado a ter um animal, mas a partir do momento que você adotou, é sua obrigação cuidar dele até o fim da vida, pois você passa a ser responsável juridicamente por aquela vida. Por isso falamos tato da conscientização e fazemos entrevistas rigorosas nas feiras de adoção para que todos saibam das responsabilidades de se ter um animal”, afirmou.

presidente da entidade lembrou ainda que “até os animais em situação de rua podem e devem ser cuidados, pois temos a lei do Cão Comunitário, que permite qualquer morador colocar casinha, comida e água na calçada para ajudar uma vida. Já que, infelizmente, não temos mais como recolher nenhum animal. Por isso reforçamos sempre nossa feirinha de adoção e somos contra a venda de animais. Temos muitos animais precisando de um lar, que acabam morrendo nas ruas, e esses realmente precisam ser adotados de forma responsável”, concluiu.

A Associação Amigos dos Animais de Nova Odessa se encontra em situação crítica, com uma dívida de mais de R$ 17 mil. “Fizemos mais resgates que o normal e o número de animais que começam a ficar doentes no frio triplica, então tivemos que gastar com cirurgias, medicações, utensílios veterinários, internações em clínicas veterinárias e vários outros serviços. Agora precisamos ajustar a dívida ou vamos parar nossas atividades por um período indeterminado”, lamentou Pinotti.

Para colaborar com o trabalho da ONG, através de doações, basta entrar em contato com os membros da entidade através da página oficial da AAANO no Facebook.

Ativistas revelam o que aconteceu ao porquinho que tremia em vídeo viral

Foto: Natura Umana

Foto: Natura Umana

Ativistas veganos revelaram ao site Plant Based News o que aconteceu com o porquinho trêmulo filmado em um vídeo feito por uma ONG de direitos animais que se tornou viral nas redes sociais.

O vídeo – cujo impacto levou várias pessoas a tornarem veganas, segundo elas mesmas assumiram – mostrava o pequeno animal, chamado Jasmin, convulsionando de tanto medo dentro de uma fazenda de criação. Suas orelhas haviam sido mastigadas pelos outros porcos que estavam tão estressados e assustados que estavam se voltando ao canibalismo.

Ativistas presentes em um evento da “Meat the Victims” (um trocadinho com a palavra carne ‘meat’ e o verbo conhecer: Conheça as Vítimas e Vítimas da Carne) na Holanda entraram na instalação e passaram algum tempo confortando Jasmin, descrita como “tendo espasmos violentos decorrentes de meningite”.

Eles então passaram nove horas negociando sua libertação com a polícia. Infelizmente, as autoridades insistiram que Jasmin fosse deixada na instalação para morrer.

A história de Jasmin

Em declarações à PBN, ativistas disseram: “A sala estava imersa na escuridão e ouvia-se sons de grunhidos combinados com ruídos de centenas de pés batendo no chão de plástico. Apenas um ponto de luz no final do corredor revelava os responsáveis pelo barulho.

“Apesar de apertados e sufocados presos em gaiolas superlotadas, os porquinhos estavam todos curiosos e se movimentavam ansiosos. Este foi o momento em que a vimos – deitada no chão, incapaz de se mover enquanto os outros a comiam viva, ela estava tendo espasmos violentos por causa da meningite. Jasmin olhava aterrorizada a sua volta com seu único olho visível, fraca demais para sequer gritar”.

“Impulsionados por seu desamparo total, nós a pegamos no colo tentando minimizar o sofrimento dela e, naquele momento, decidimos negociar para salvar a vida de Jasmin. Por nove horas, eu segurei seu corpo frágil em meus braços. Depois de um tempo, ela começou a se acalmar e relaxou, enchendo-me de gratidão por poder dar-lhe algum conforto pela primeira vez em sua curta e miserável vida. Ela adormeceu no meu colo e se enrolou no calor do meu corpo”.

Negociações

Eles afirmaram que as negociações continuaram “por horas” – e por algum tempo parecia que eles seriam bem sucedidos e estavam prestes a resgatar Jasmin da fazenda, descrita por eles como um “buraco do inferno”. Mas não foi assim que aconteceu.

“Sem nenhuma razão real, a polícia decidiu no último momento negar isso a ela, então eu tive que deixar Jasmin para trás. No momento em que a coloquei no chão, parte do meu coração morreu. Nunca mais vou me esquecer de como ela me olhou nos olhos confusa e assustada. Doente e mutilada, ela agora estava sozinha novamente, sozinha em um chão de concreto frio. O cheiro do sangue em suas orelhas ainda está fresco em minha memória”.

“Jasmin nasceu para ser morta, ela morreu em agonia como muitas de suas irmãs e irmãos que vimos. Matar um animal desnecessariamente é cruel e violento. Prometo a Jasmin, não vamos parar. Até que toda gaiola e cela esteja vazia”.

Bezerro é poupado do matadouro e recebe o nome de Oreo

Por David Arioch

Ele é apenas um cara de seis meses, realmente um bebê”, enfatizou a direção do santuário (Foto: Unity Farm Sanctuary/ivulgação)

Na semana passada, um bezerro foi poupado do matadouro depois de pular de um reboque em movimento em Hopkinton, uma cidade de pouco menos de 15 mil habitantes em Massachusetts, nos Estados Unidos.

O animal da raça escocesa Belted Galloway, criado como “gado de corte”, estava correndo pelo arborizado subúrbio da cidade quando alguém achou que seria uma boa ideia ligar para Tyla Doolin, do santuário de animais Unity Farm, de Sherborn, a cerca de 16 quilômetros de Hopkinton.

Tyla conseguiu encontrar o bezerro, que logo recebeu dos moradores da cidade o nome de Oreo, em referência às suas cores que lembram o biscoito recheado.

Encaminhado para o santuário, o animal já está se familiarizando com os outros moradores. “Ele está morando com uma alpaca no momento (e os dois parecem confusos sobre isso)”, informou a Unity Farm em tom bem-humorado em sua página.

“Nosso veterinário o avaliou e ele parece saudável, e está se recuperando do estresse. Ele é apenas um cara de seis meses, realmente um bebê”, enfatizou a direção do santuário.