ONG acolhe 68 filhotes de sagui vítimas do tráfico de animais silvestres

O Projeto Mucky, ONG que atua na preservação dos primatas, acolheu 68 filhotes de sagui resgatados pelas polícias Civil e Ambiental de São Paulo durante uma operação de combate ao tráfico de animais silvestres. O resgate foi realizado em Osasco e os animais foram levados para a sede da entidade, em Itu, no interior de São Paulo.

Foto: Divulgacão/Projeto Mucky

Trazidos da Bahia, os macacos estavam sendo vendidos por R$ 100 cada. Três pessoas estavam envolvidas no crime e responderão em liberdade por maus-tratos e pelo comércio dos animais. Elas assinaram um termo circunstanciado e foram multadas em R$ 2 milhões. As informações são do Estadão.

Os policiais resgataram ainda 120 aves de diferentes espécies. Algumas já estavam mortas. Elas eram transportadas “de maneira precária em dois compartimentos minúsculos, sem água ou alimentos”, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

“O índice de animais que morrem em decorrência do tráfico é muito grande. Infelizmente, desde a captura, até o transporte em condições insalubres e todo o estresse pelo quais eles são submetidos, são fatores que obviamente contribuem para a falência destes animais”, explica o Tenente Guedes, do Comando de Policiamento Ambiental.

Para conseguir proporcionar aos novos resgatados tudo o que eles precisam, o Projeto Mucky pede ajuda. “Temos 34 anos de trabalho e já fizemos resgates como este, mas nada com uma dimensão tão grande. Logo que soubemos do resgate, conseguimos um local para cuidar desses animais em Atibaia, mas ao chegarmos na delegacia, vimos que eram animais muito debilitados e todos filhotes”, conta Ana Paula Barranco, que integra a diretoria do Projeto Mucky.

Foto: Reprodução / Instagram / Projeto Mucky

Os macacos têm, segundo ela, entre dez dias e três meses de idade. “Filhotes dão três vezes mais trabalho do que adultos e estavam todos num ambiente em que poderiam morrer a qualquer momento. Optamos por levá-los à sede do Projeto, em Itu, onde hoje já cuidamos de 207 macacos. Eles estão se recuperando, mas não temos como ficar com eles”, diz.

A ONG tem utilizado as redes sociais para conseguir parcerias com outras entidades que possam receber os macacos, além de buscar reforço voluntário de cuidadores e ajuda financeira, com doações e patrocínio.

“Todos os 68 bebês receberam alimentação, soro e foram transferidos para recintos secos, limpos e aquecidos, uma operação que mobilizou cerca de dez pessoas e durou cinco horas até que todos os primatas fossem socorridos. Até o momento, todos os filhotes estão vivos e continuamos empenhados para que sobrevivam”, afirma o Projeto Mucky por meio de nota.

A Secretaria de Segurança Pública incentiva denúncias de tráfico de animais silvestres e reforça que a “crueldade contra os animais é comum no crime de tráfico da fauna”.

 

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68 olhares pedindo socorro! 68 motivos para ajudar! Uma das apreensões mais aterrorizantes e desumanas que já vivenciamos: 68 saguis “encomendados” da Bahia por uma mulher que os vendia ao preço de R$ 100,00 cada um. Quando o Projeto Mucky recebeu das Polícias Ambiental e Civil (3° DP de Osasco) o pedido de socorro sabíamos que não teríamos fôlego para acolher tantos primatas de uma só vez, mas não havia tempo para pensar, era preciso agir, pois 68 vidas estavam em risco e corríamos contra o tempo. Ao chegar na delegacia encontramos um cenário de terror e desolação. Todos os macacos eram filhotes com idades que variavam entre 10 dias e 3 meses. O grupo estava dividido em duas caixas minúsculas, completamente imundas e aqueles que ainda tinham alguma energia circulavam num lamaçal de fezes, urina e comida estragada.Por entre as frestas dos caixotes os olhares assustados pediam socorro e expressavam a dor de não entenderem por que estavam ali. Os macacos estavam molhados, sujos, famintos e sedentos. Um a um, começamos a retirá-los das caixas e prestar os primeiros socorros. Todos os 68 bebês receberam alimentação, soro e foram transferidos para recintos secos, limpos e aquecidos, uma operação que mobilizou cerca de dez pessoas e durou cinco horas até que todos os primatas fossem socorridos. Até o momento, todos os filhotes estão vivos e continuamos empenhados para que sobrevivam. EXTREMA URGÊNCIA, precisamos de: – Apoio financeiro para contratação emergencial de mais cinco cuidadores para reforçar nossa equipe. – Parceiros (ONGs e Associações) que possam RECEBER pequenos grupos de saguis, sob nosso acompanhamento e orientação técnica; – Mobilização contínua da sociedade para que esses crimes passem a ser punidos com rigor! Pasmem: a mulher apenas assinou um termo circunstanciado e já está livre! Ajude-nos a ajudá-los! Banco Itaú Ag. 0796 CNPJ 01.943.493/0001-66 C/C 60400-7 E-mail: contato@projetomucky.org.br

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Cadelas resgatadas de pedra recebem visita de bombeira que as salvou

As cadelas que foram resgatadas na Pedra do Penedo, na Baía de Vitória, no Espírito Santo, receberam a visita de uma bombeira que participou do resgate. Batizadas com os nomes Vitória e Guerreira, elas se recuperam em uma clínica veterinária.

Foto: Ari Melo/ TV Gazeta

Testemunhas relatam que as cadelas foram jogadas na água na noite de segunda-feira (11) por uma pessoa em uma lancha e nadaram até a pedra, onde se abrigaram. O Corpo de Bombeiros foi acionado e esteve no local na mesma noite, porém, a baixa luminosidade impediu o resgate, que foi retomado e realizado com sucesso no dia seguinte. Os militares chegaram no local na manhã de terça-feira (12) e levaram quase 10 horas para salvar as cadelas.

“Nós chegamos à conclusão de que a melhor forma era criar uma via através de escalada, acessar a parte superior, onde as cadelas estavam, e depois fazer um rapel. Eu desci, as cadelas continuaram fugindo até chegarem na água, onde a equipe de mergulho fez tudo que era possível para resgatá-las com segurança”, explicou ao G1 o sargento Josué.

De acordo com o sargento Bento, que estava na embarcação, as cadelas estavam assustadas e isso dificultou o resgate. “Quando trata-se de um ser humano, é comum ele querer ser salvo. Já o animal não tem essa questão. E, naquela ocasião, eles estavam estressados. Provavelmente, porque foram escorraçados por algum humano e toda vez que algum humano se aproximava, eles tentavam fugir”, disse.

Foto: Ari Melo/ TV Gazeta

“Tivemos muita dificuldade, porque eles estavam muito estressados. Toda vez que abordamos, eles fugiam, estavam ariscos, mordendo. Então a gente teve essa dificuldade para acessá-los, colocá-los no barco e trazê-los com segurança para a margem”, confirmou a tenente Andresa.

Na clínica veterinária onde estão internadas, no Jardim Camburi, as cadelas estão sendo tratadas pela médica veterinária Viviane Santana. “A Vitória chegou num quadro de hipotermia, em função de tudo que passou, a gente teve que aquecê-la. As duas chegaram muito assustadas, ainda estão um pouco. A gente está trabalhando essa questão humanitária, para reverter o trauma que elas passaram”, disse a profissional.

As cadelas foram levadas para a clínica por uma protetora de animais, que também foi a responsável por conseguir novos lares para Vitória e Guerreira. “Primeira providência que nós tomamos foi trazer para um clínica confiável, para estabilizar a saúde e depois pensar em adoção”, contou Clara Orlandi. As duas cadelas já tem famílias interessadas em adotá-las.

Comovida com a história das cadelas, a tenente Andresa, que participou do resgate, esteve na clínica para visitá-las na quarta-feira (13). “Feliz por elas estarem se recuperando”, afirmou.

Foto: Ari Melo/ TV Gazeta

Denúncia

A Polícia Civil emitiu nota por meio da qual reforçou que denúncias de maus-tratos a animais podem ser registradas em qualquer delegacias e também pelo Disque-Denúncia 181 ou ainda pelo site disquedenuncia181.es.gov.br.

É necessário que as ocorrências sejam formalizadas pra que a Polícia Civil seja informada sobre os casos e os investigue. O autor do crime é autuado no Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais por maus-tratos a animais e pode ser condenado à detenção de até um ano, além de multa. No entanto, por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, o infrator não costuma ser preso, já que a pena acaba sendo substituída por punições alternativas, como a prestação de serviços comunitários.

Porca come os filhotes após anos de exploração em fazenda de criação

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Porcos explorados pela indústria de criação, são mantidos em condições precárias e muitas vezes sofrem durante toda a vida. Fazendas de reprodução forçada são verdadeiras fábricas de animais e chegam a manter até 10 mil porcos em caixas de gestação individuais desconfortáveis e apertadas, que mal permitem que os animais se movimentem. As porcas são mantidas desta maneira com o objetivo de procriar indefinidamente, suportando condições estressantes e em um ambiente insalubre.

Princesa, uma porca de 14 anos sofreu em uma situação como as descritas acima por mais de uma década. Ela era obrigada a ficar em uma baia escura, sozinha, onde não fazia nada além do que se reproduzir ao longo de todos esses anos.

Sem nunca ter visto a luz do sol, nem sentido um toque amoroso ou sequer ter a dignidade de um nome antes de ser resgatada, a porquinha sofria diariamente. Inevitavelmente, sua saúde mental foi se deteriorando e quando ela deu à luz recentemente a doze leitões, ela matou oito deles.

O fazendeiro que mantinha Princesa nessas condições cruéis conhecia Caitlin Cimini, fundadora do “Rancho Relaxo” (abrigo pra animais), que muitas vezes pedia a ele para deixá-la salvar a Princesa e levando-a dali. Ele finalmente concordou após este trágico incidente, quando ficou claro que a porca não serviria mais para os propósitos dele: ganhar dinheiro.

Quando Cimini encontrou Princesa restava apenas um filhote sobrevivente dos doze (o outro se afogou em uma tigela de água e dois nasceram mortos), ela sabia que precisava salvar o bebê também. Além das condições precárias de saúde mental de Princesa, a porca é portadora de necessidades especiais, ela é cega. Portanto, ambos exigiriam muita atenção e cuidado, coisa que um abrigo comum não poderia oferecer. A equipe do Rancho Relaxo então entrou em contato com o santuário Arthur’s Acres, que se prontificou a receber mãe e filho.

Agora, o Arthur’s Acres está proporcionando à princesa o amor e a atenção que ela nunca recebeu. A equipe do santuário deu a ela esse belo nome. Enquanto isso, Pistache, o único filhote sobrevivente, se desenvolve bem no Rancho Relaxo. Ele aprendeu a usar a caixa de areia em seu segundo dia, reorganizou seu cercadinho sozinho e se comunica de maneira excelente.

Foto: Arthur's Acres Sanctuary

Foto: Arthur’s Acres Sanctuary

Princesa e seu filho tiveram um final um final feliz. Pistache nunca saberá o tipo de sofrimento que sua mãe suportou, e Princesa viverá o resto de sua vida em segurança e desfrutando de uma paz que nunca conheceu antes.

Santuários como Rancho Relaxo e Arthur’s Acres existem para salvar a vida desses animais que merecem muito mais do que o tratamento exploratório e cruel a que são submetidos pela indústria de alimentos.

Para mãe e filho, a tortura, a exploração e a crueldade acabaram, mas existem milhões de porcos passando por sofrimentos atrozes em fazendas de criação e produção de embutidos e carne por todo o mundo.

Capazes de sentir, amar, sofrer, compreender e considerados pelos cientistas criaturas dotadas de inteligência ímpar, esses seres sencientes permanecem indefesos perante os interesses calculistas que movem os seres humanos.

Cachorro mantido acorrentado em meio ao lixo é resgatado no Paraná

Um cachorro que era mantido acorrentado em meio ao lixo em uma casa em Curitiba, no Paraná, foi resgatado na terça-feira (12). O animal vivia no bairro Fazendinha.

Foto: Reprodução / Portal Massa News

O resgate foi realizado em uma ação conjunta entre a Rede de Proteção Animal, a Prefeitura de Curitiba e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) da Polícia Civil. As informações são do portal Massa News.

O caso foi descoberto pela polícia após uma denúncia ser feita pelo telefone através da Central 156. Ao chegar no local, as equipes constatara a situação de maus-tratos.

O dono da residência e tutor do animal foi multado e encaminhado à delegacia para prestar depoimento. No entanto, como o crime de maus-tratos é considerado de menor potencial ofensivo, não cabe prisão em flagrante.

O cachorro foi resgatado e levado para um lar temporário, onde permanecerá para que seja castrado e vacinado e até que encontre um novo lar após ser disponibilizado para adoção.

Para denunciar casos de maus-tratos a animais em Curitiba, basta ligar para o número 156. Maus-tratos é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais e tem como punição detenção de até um ano, além de multa. No entanto, a pena costuma ser revertida em penas alternativas, como prestação de serviços comunitários.

Bombeiros usam rapel para resgatar cadelas abandonadas em pedra

Duas cadelas que estavam presas na Pedra do Penedo, local de difícil acesso na Baía de Vitória, no Espírito Santo, foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros na terça-feira (12). Relatos indicam que os animais foram jogados na água na noite de segunda-feira (11) por uma pessoa em uma lancha e conseguiram sobreviver subindo na pedra.

Foto: Ari Melo/TV Gazeta

Para retirar as cadelas do local, foi necessário o uso de rapel. No entanto, durante os trabalhos dos bombeiros, os animais pularam no mar. As informações são do portal G1.

O primeiro animal resgatado é uma fêmea filhote. O outro fugiu assustado para a pedra quando uma equipe em um barco resgatava a outra cadela. Após mais de duas horas, o segundo resgate foi feito, na água, após a outra cadela voltar para o mar. Inicialmente, os bombeiros acreditaram que ela tivesse entrado na região de mata que fica atrás da pedra, mas a encontraram nadando na maré.

O abandono foi flagrado por pessoas que passavam pela orla da avenida Beira-Mar, no bairro Forte de São João, às 23 horas de segunda-feira. Uma equipe esteve no local na mesma noite para tentar salvar os animais, que nadaram assustados e se refugiaram na pedra. No entanto, a baixa luminosidade impediu o resgate, que foi retomado no dia seguinte pela manhã e finalizado no período da tarde.

Foto: Ari Melo/TV Gazeta

Clara Orlandi, moradora da região e protetora de animais, soube do caso e esteve no local na noite de segunda-feira para tentar ajudar.

“O porteiro do prédio onde moro passou pelo local, viu a cena e me acionou ainda a noite. Fiquei aqui até 23 horas com outras pessoas. Como estou na Patas do Canto, um grupo que ajuda animais, o foco está na causa do resgate, não nas nossas ações. Acredito que quem abandona um animal, não tem respeito nem por ele mesmo, e esse trabalho que está sendo feito pelos bombeiros é muito valoroso”, disse.

De acordo com Clara, a segunda cadela apresentava possível hipotermia e estava traumatizada. A primeira, não aparentava ter problemas de saúde nem ferimentos. No entanto, a protetora afirmou que as levaria ao veterinário. Segundo ela, já existem famílias interessadas em adotar as duas.

Morre Fifi, a ursa que deu uma lição ao mundo

Foto: Divulgação/PETA

Foto: Divulgação/PETA

Nos primeiros 30 anos de sua vida, a ursa Fifi não conheceu nada além de sofrimento. Até os 10 anos, ela foi mantida em um cativeiro precário e decadente em um zoológico na Pensilvânia (EUA) e forçada a realizar truques confusos e desconfortáveis para a diversão dos visitantes.

Quando o zoológico fechou em 1995, os proprietários simplesmente deixaram ela e outros três ursos se deteriorando em suas minúsculas gaiolas. Por 20 anos, ela não colocou uma pata fora de sua jaula enferrujada, estéril, de concreto e metal.

Finalmente, em 2015, as coisas mudaram. Uma denúncia sobre a situação dos ursos chegou a PETA, e a organização conseguiu transferir os quatro animais para o Santuário de Animais Silvestres, um espaço amplo e repleto de verde, no Colorado.

Após passar três décadas em uma laje de concreto, Fifi estava muito ferida, sua pelagem era fina e esparsa e seus olhos estavam afundados de profundamente em sua cabeça. Além disso, ela sofria de artrite debilitante nas pernas traseiras.

Mas Fifi era uma lutadora nata

Quando a PETA compartilhou na internet um vídeo mostrando o quanto essa ursa majestosa foi transformada em apenas alguns meses em sua nova casa, rapidamente ele se tornou viral.

Pessoas em todo o mundo se conscientizaram e vieram em defesa de Fifi e de todos os ursos. Em massa, eles se manifestaram contra a prática de manter esses animais confinados em condições cruéis, tudo porque essa linda ursa estava determinada a se curar. E se curou.

Fifi pode não ter tido todo o tempo para aproveitar sua liberdade, mas enquanto esteve de posse dela, ela percorreu grandes distâncias verdes, nadou no rio, sentiu o sol em seu rosto e saboreou a sensação de ser livre por completo, um direito que sempre foi seu, mas que lhe foi tomado por humanos inescrupulosos.

Dois leopardos são resgatados após cair em poço na Índia

Leopardos assustados dentro do poço após a queda, sem brigas | Foto: Newsflare

Leopardos assustados dentro do poço após a queda, sem brigas | Foto: Newsflare

Dois leopardos foram resgatados após terem caído em poço de mais de 15 metros após uma disputa por território.

Os grandes felinos machos foram vistos se degladiando perto de canaviais em Bhatkalwadi, Maharashtra, na Índia, na manhã de sexta-feira.

Mas durante a briga, eles acabaram caindo dentro do poço e foram ouvidos rosnando desperadamente por moradores da região.

A equipe da Wildlife SOS responsável pelo Manikdoh Leopard Rescue Center em Junnar (Centro de Resgate de Leopardos em Junnar) foi chamada imediatamente, temia-se que os animais se afogassem pois no poço a água batia na cintura de um homem.

A equipe dirigiu 50 milhas (cerca de 80 km) para chegar à aldeia remota.

Os dois leopardos, supostamente com sete ou oito anos de idade, pararam de lutar após a queda e subiram juntos em uma depressão num ponto mais alto dentro do poço para evitar o afogamento.

Quando a equipe de conservacionistas chegou, uma multidão de cerca de 25 pessoas se reuniu para assistir ao desdobramento do resgate.

Nas imagens podemos ver um dos leopardos olhando desesperadamente para a água enquanto o outro olha para o cima, como se esperasse pela ajuda de alguém.

A equipe baixou uma enorme caixa de madeira pelo poço em direção aos animais enquanto a multidão gritava palavras de encorajamento para os leopardos entrarem nela.

A caixa usada na operação foi presa por cinco cordas compridas e precisou da ajuda de vários homens para ser içada.

Um dos felinos se mostrou ansioso para entrar no equipamento, engatinhando pra dentro do elevador improvisado enquanto a porta por trás dele foi lentamento baixada após sua entrada.

Eles foram erguidos em segurança um de cada vez durante a operação que durou três horas, ao final da operação de subida do primeiro leopardo, aplausos entusiasmados dos habitantes locais celebraram o sucesso do resgate.

Cerca de 20 moradores da região acompanharam o resgate | Foto: Newsflare

Cerca de 20 moradores da região acompanharam o resgate | Foto: Newsflare

O vídeo então corta para uma uma câmera que parece estar no topo da caixa.

O outro leopardos é visto levantando nervosamente as patas dianteiras da água para a caixa, parando antes para dar uma última olhada ao redor do poço.

Mas o felino cuidadoso parece inseguro, empurra a base da gaiola improvisada e nada para a esquerda saindo de vista por um momento.

No entanto, o leopardo reconsidera e pode ser visto retornando a entrada da caixa rapidamente e entrando no equipamento.

O equipamento improvisado para o resgate foi erguido por 5 cordas | Foto: Newsflare

O equipamento improvisado para o resgate foi erguido por 5 cordas | Foto: Newsflare

Ele é então içado da água para fora do poço em segurança.

Os dois animais foram levados para o Manikdoh Leopard Rescue Centre para observação e tratamento.

Dr Ajay Deshmukh, veterinário do Manikdoh Leopard Rescue Center, disse que os felinos apresentavam ferimentos da briga anterior, mas não tiveram danos internos.

“Eles estão exaustos e em choque severo por causa da queda e do susto, os leopardos serão mantidos sob observação por alguns dias até que estejam aptos a serem libertados”, concluiu ele.

Mais de 50 cães salvos de canil em Piedade (SP) morrem durante tratamento

Dos 1.708 cachorros resgatados em situação de maus-tratos em um canil que os explorava para venda em Piedade (SP), 57 morreram, 80 estão internados sob risco de morte e mais de 500 estão sendo tratados para a doença do carrapato. Apenas 150 foram liberados para adoção no próximo sábado (16) em um evento em um shopping em São Bernardo do Campo.

Foto: Arquivo pessoal

O Canil Céu Azul foi multado administrativamente em mais de R$ 5 milhões. Outra multa, do Procon, de R$ 13.240 também foi aplicada. O advogado do canil José Luiz Ribeiro Vignoli disse que irá recorrer da decisão de multar o canil. As informações são do portal G1.

De acordo com a Polícia Civil, faltam testemunhas para serem ouvidas.

Entenda o caso

O canil, que funcionava no bairro Goiabas, na zona rural de Piedade, foi fechado em fevereiro pela Polícia Militar Ambiental após constatação de maus-tratos. A ação policial ocorreu após uma denúncia anônima.

A polícia afirma que encontrou 1.743 animais no canil, sendo 1.708 em situação de maus-tratos. Um auto de infração e de interdição do local foi lavrado pela Prefeitura de Piedade, por meio da Vigilância Sanitária. O estabelecimento não tinha alvará de funcionamento, nem inscrição municipal, além de não pagar impostos.

Foto: Arquivo pessoal

No canil, foram encontrados cachorros cegos, doentes e sem dentes. Havia também, no local, uma área de incineração de animais que estava irregular, já que o canil não dispunha de autorização para cremar corpos.

A proprietária do canil assinou um termo de doação dos cães, que foram, em sua maioria, resgatados pelo Instituto Luísa Mell. Os resgates tiveram início na quarta-feira (16) e terminaram apenas no domingo (20), devido à alta quantidade de animais. Após assinar o termo, a proprietária acionou a Justiça para tentar barrar a retirada dos cachorros, mas teve o pedido negado pela juíza Luciana Mahuad.

O canil vendia filhotes de cachorro para a Petz, que, após inúmeras críticas, anunciou que não vai mais comercializar cachorros e gatos nas 82 lojas da rede espalhadas pelo país.

Raposa encontrada em jardim de creche é resgatada em Tupã (SP)

Uma raposa foi encontrada no jardim de uma creche municipal em Tupã, no interior de São Paulo, nesta terça-feira (12), na rua Pedro Pavaneli.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Funcionários do local foram os responsáveis por encontrar o animal. Imediatamente, eles acionaram o Corpo de Bombeiros para que o resgate fosse feito. As informações são do portal G1.

As crianças que frequentem a creche não tiveram contato com a raposa, já que estava dentro das salas de aula no momento em que o animal silvestre apareceu.

Os bombeiros estiveram no local e resgataram a raposa, que, segundo a corporação, foi encaminhada para a Polícia Militar Ambiental do município.

Destruição dos habitats

O desmatamento é o principal fator que leva animais silvestres a irem para às cidades. Com a ação humana, grandes extensões territoriais são desmatadas, destruindo o habitat dos animais.

Com a destruição ambiental, os animais migram para o perímetro urbano à procura de abrigo e alimento. Com isso, eles acabam se expondo a riscos, como de atropelamento.

Cadela com 40 dias de vida fica presa em tubulação no interior de SP

Uma cadela com apenas 40 dias de vida ficou presa dentro de uma tubulação de água em Marília, no interior de São Paulo. O acidente aconteceu no bairro Parque das Vivendas e o filhote, da raça lhasa apso, foi salvo pelo Corpo de Bombeiros.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Os militares levaram cerca de 30 minutos para localizar o ponto exato onde o filhote estava entalado para, então, realizarem o resgate. Foi necessário quebrar o calçamento e cortar o cano para retirar a cadela, que corria risco de morte por afogamento em caso de chuva. As informações são do portal G1.

A tutora da cadela, a dona de casa Ruth da Silva Bernardes, de 39 anos, contou que Melinda, como é chamada, entrou na tubulação através de um ralo em um momento de distração dela e que não conseguiu pegá-la. “Fiquei desesperada e achei que ela ia morrer”, lembra.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Os bombeiros afirmam que Melina percorreu cerca de quatro metros dentro da tubulação de águas pluviais e ficou entalada na lama dentro do cano durante 40 minutos.

Retirada da tubulação sem ferimentos, a cadela estava apenas suja de lama. Os militares lavaram o animal e, em seguida, a devolveram para a tutora.

“Foi emocionante a dedicação dos bombeiros e na hora nem consegui agradecer direito”, conclui Ruth.