alguns dos bezerros resgatados

Ativistas resgatam mais de 60 bezerros de fábrica de laticínios

Cerca de 60 bezerros foram resgatados pela equipe do Hawaii Flow Animal Rescue (HLFARN). A fábrica de laticínios Big Island Dairy foi fechada após uma ação judicial contra a empresa pela violação da Lei Federal da Água Limpa, por ter despejado lixo em córregos próximos.

alguns dos bezerros resgatados

Foto: HLFARN

“Quando uma empresa de laticínios fecha suas operações, as vacas geralmente são leiloadas e distribuídas para matadouros e outras fábricas de laticínios. A Big Island Dairy tem cerca de 2600 vacas, bezerras e bezerros para serem removidos das instalações”, disse HLFARN à PBN. “Após reuniões iniciais com representantes do setor de laticínios, a HLFARN recebeu permissão para remover várias vacas por uma taxa negociada.”

“As equipes de resgate ajudaram os 61 bezerros de dois e três meses enquanto saíam de suas jaulas com as pernas bambas e entravam no trailer,” acrescentou o porta-voz. “Essas jaulas eram a única casa que os bezerros conheciam durante a vida na fábrica, comendo, bebendo, dormindo e fazendo suas necessidades lá.”

“Eles não estavam acostumados a sentir a grama sob seus pés ou o sol em seu rosto. Voluntários passaram o dia inteiro – alguns só voltando para casa depois de meia-noite – levando os bezerros para suas novas casas, onde seus cuidadores os aguardavam ansiosamente.”

Segundo o porta-voz da organização, os bezerros foram adotados por pessoas qualificadas e que tinham condições de abrigar adequadamente os animais.

Em Santa Catarina

No Brasil, oito animais resgatados após serem torturados e explorados em farras do boi foram covardemente mortos pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc). O órgão invadiu a Associação Catarinense de Proteção Animal (Acapra) na quarta-feira (16), onde os animais estavam abrigados há 10 meses, e encaminhou os animais para um matadouro, mesmo tendo concordado com a transferência dos animais para um santuário.

Na quinta-feira (17) todos os animais já estavam mortos sem que os ativistas tivessem tempo de recorrer da atitude abusiva do órgão público. Os animais nem mesmo tiveram a chance de serem encaminhados para o santuário vegano, conforme os planos, onde poderiam ter vivido o resto de suas vidas em segurança.

Galgos descartados são maltratados e explorados para doar sangue

A triste vida dos galgos é fadada ao sofrimento desde o nascimento. Eles são explorados ainda muito pequenos para serem cães de corridas durante sua curta “vida últil”.

Com o desgaste excessivos dos músculos e ossos em competições, os animais sofrem de doenças crônicas após certo tempo em atividade. O destino final é o abandono ou a morte.

Escândalos recentes falam sobre mortes contínuas, uso de drogas nos animais e exportação ilegal.

Foto: PETA

A GREY2K USA, a maior organização sem fins lucrativos de proteção de cães galgo ingleses do mundo, resgatou dezenas deles de um matadouro na China, em junho de 2018.

O sofrimento para alguns animais não acaba quando são “aposentados” e, de alguma forma, ainda são torturados e abusados por pessoas  e empresas.

O Hemopet é uma empresa da Califórnia que afirma operar como um banco de sangue canino que “fornece componentes sanguíneos e suprimentos de última geração para transfusões para clínicas veterinárias em todo o país”.

Eles utilizam galgos que foram descartados da indústria de corridas e os “abrigam” em suas instalações, a fim de retirar regularmente seu sangue, que então é vendido para clínicas veterinárias na América do Norte e na Ásia para ajudar animais de domésticos doentes. Segundo eles, eventualmente, os galgos são colocados para adoção e encontram novos tutores.

Foto: PETA

À primeira vista, a missão do Hemopet parece bastante honrosa – mas os defensores do bem-estar animal têm sérias preocupações com o tratamento de cães nessa instalação.

No ano passado, um investigador da PETA ficou disfarçado no Hemopet por três meses e relatou que os galgos foram severamente maltratados e negligenciados.

Foto: PETA

“Os cães latem muito alto e persistentemente, e não há descanso para os animais com barulho constante”, disse Dan Paden, diretor associado de análise de evidências da PETA , ao The Dodo.

“Alguns dos trabalhadores gritavam com os cachorros: ‘Cale a boca, fique quieto, pare’, o que só aumenta o estresse, a ansiedade e o medo daqueles animais.”

“O investigador viu esses cães grandes, sociais e cheios de energia reduzidos a ‘bolsas de sangue’ de quatro patas “, disse Paden.

“Eles são mantidos em gaiolas tão pequenas que mal conseguem ficar de pé, mal conseguem se virar. Quando tentam se deitar, suas costas estão contra um lado da caixa, e dificilmente podem esticar seus quatro membros sem tocar o outro lado da grade.

Foto: PETA

Os cães só foram resgatados por dois motivos, segundo Paden – para doar sangue ou para uma curta caminhada.

“Os cães que foram descartados pela indústria de corridas … e, como todo cão, precisam de uma oportunidade para correr e brincar. Eles são retirados das gaiolas por apenas por cinco minutos e colocados em um caminho concreto como o chamado exercício”, ele disse.

Os galgos também não têm conforto e estímulo dentro de suas gaiolas. No máximo, eles podem ter um cobertor fino e um único brinquedo, disse Paden. Este confinamento terrível deixou muitos dos cães com problemas de saúde.

“A testemunha viu uma quantidade enorme de cães com de perda de pelos, calos e até bolsões de líquido acumulados nos membros desses animais”, disse Paden. “O veterinário que consultamos disse que todos esses problemas são os efeitos do confinamento constante em superfícies duras.”

Foto: PETA

Apesar de serem negligenciados por seus cuidadores, a maioria dos cães no Hemopet é desesperada por atenção, de acordo com Paden. Eles abanavam o rabo com força quando alguém se aproximava de seu canil – tanto que machucavam e quebravam as pontas de suas caudas. As informações são do The Dodo.

Estar preso em gaiolas era apenas um elemento da miséria dos cães – outro era o próprio processo de coleta do material. Os cães doam sangue a cada 10 ou 14 dias, e muitos ficaram doentes como resultado, de acordo com Paden.

Foto: PETA

“Muitos dos cães estavam à beira da anemia e com falta de glóbulos vermelhos”, disse Paden.

“Os cães ficavam letárgicos e apáticos após as retiradas e eram colocados de volta suas gaiolas sem monitoramento, o que é uma atitude perigosa e irresponsável. Sangramentos e hematomas no pescoço nos cães após a coleta de sangue é muito comum. ”

O sangue doado de cães são muito importantes para salvar vidas em clínicas veterinárias – alguns donos até mesmo oferecem seus animai como doadores, mas a forma como o Hemopet opera é extremamente controversa.

Nenhum dos cães é isento da coleta de sangue, inclusive aqueles doentes com condições como o lúpus. Tirar sangue de um cão doente não é apenas perigoso para esse cachorro em particular – também é perigoso para o cão que recebe o sangue, apontou Paden.

Mesmo vendendo sangue de cachorro por um alto preço, o Hemopet está registrado como uma organização sem fins lucrativos nos EUA, o que intrigou os defensores do bem-estar animal.

Foto: PETA

“Na verdade, fizemos uma queixa ao procurador-geral da Califórnia, pedindo-lhes para investigar, perguntando por que essa empresa tem status de instituição de caridade”, disse Paden.

“Encontramos discrepâncias muito grandes entre o que o Hemopet afirma em seu site e a verdadeira realidade dos animais – há falhas no exercício, na criação e nos cuidados dos animais”.

Paden também está preocupado com a afirmação do Hemopet de que é um centro legítimo de resgate e adoção.

“O investigador viu inúmeros cães que tinhas um cartaz sobre sua caixa, que dizia  ‘indo para casa’, o que supostamente indicava que esses cães haviam sido adotados”, disse Paden.

“Mas aqueles cães ficavam naquelas gaiolas e continuvam sendo sangrados por mais três ou quatro semanas. Eles não iam para casa porque Hemopet precisava encontrar outro cachorro para substituí-lo na fila de sangue.”

“Foi uma experiência reveladora e também muito dolorosa para a testemunha”, acrescentou Paden.

O The Dodo revelou que entrou em contato com o Hemopet  e que um porta-voz enviou uma declaração dizendo que a PETA “transmitiu informações infundadas sobre os serviços do Hemopet e dos bancos de sangue animal”.

A empresa enfatizou seu status de instituição de caridade e alegou ser uma “instalação exemplar” que leva em conta o bem-estar de seus cães.

“Nossos cães são atendidos por mais de 40 pessoas e voluntários adicionais que, direta e regularmente, andam e brincam com eles”, disse o porta-voz do Hemopet.

“Há uma escassez nacional de sangue seguro e compatível com o sangue para animais de companhia e de trabalho. Se não fosse pelos serviços de banco de sangue animal do Hemopet, inúmeros pacientes com necessidade de transfusões sofrerão e alguns morrerão”.

Enquanto o sangue é muitas vezes necessário para ajudar os animais de estimação doentes, Paden acredita que existem formas mais éticas de obter esse sangue.

“Há um número crescente de escolas de veterinária, que operam bancos de sangue comunitários bem-sucedidos, onde os animais, sejam cães ou gatos, vivem em casa com a família e, a cada três ou quatro meses, o guardião os leva até a clínica, ou até mesmo uma clínica móvel, e um técnico veterinário ou veterinário vai tirar sangue de animal com a finalidade de doá-lo”, disse Paden.

“Em troca disso, os animais recebem frequentemente cuidados veterinários gratuitos e, é claro, o animal chega em casa no final do dia, como um doador de sangue humano faria, e não apenas é jogado de volta em um ambiente não natural e estressante.”

Outra alternativa é que os veterinários peçam aos clientes que doem sangue de seus animais domésticos para ajudar outros animais em necessidade.

 

Policiais indianos salvam uma vaca do afogamento

O que poderia ter sido um triste fim para um solitária vaca, acabou como uma história de heróis.

Uma equipe de três bravos policiais foi credenciada com certificados pelo resgate de uma vaca, em Agra, na Índia.

Foto: Pixabay

Identificados como o chefe de polícia Deshraj Singh e os guarda Jitendar Kumar e Shailendra Kumar, estavam patrulhando a área, no último domingo (13) de manhã, quando um aldeão veio até eles em busca de ajuda.

A vaca havia caído em um riacho e não conseguia sair dele. Enquanto o guarda Jitendar Kumar correu para uma aldeia próxima para trazer uma corda, o chefe de polícia Deshraj Singh entrou na água para salvar a vaca.

Quando ela foi finalmente salva, estava tremendo de frio e sem fôlego. Os policiais esfregaram o corpo do sortudo animal com roupas secas, que aos poucos retomou a consciência.

Não é a primeira vez que as autoridades resgatam animais presos em perigo. Em outro incidente, uma vaca que estava presa no rio Alaknanda, também na Índia, e foi resgatada pela Força de Resposta a Desastres do Estado (SDRF). A vaca foi resgatada em uma operação de uma hora de duração.

O SDRF já conduziu até 14 operações bem-sucedidas para resgatar animais.

 

 

Catador de materiais recicláveis emociona a internet por seu amor aos animais

Quem vê o catador de matérias recicláveis Emerson Carneiro andando pelas ruas da capital de Belo Horizonte com um carrinho de compras rodeado de cães e gatos pode imaginar o quanto ele ama os animais. Mas, por trás da cena que comove há uma triste constatação: o homem carrega os bichinhos para cima e para baixo para impedir que eles sejam mortos.

Foto: Alexandra Silva

A história de Emerson viralizou pelas redes sociais por conta de um post feito no Facebook, na última sexta-feira (18), pela vendedora e ativista pelos direitos animais Alexandra Silva, de 44 anos. A publicação conta que o catador vive no aglomerado da Barragem Santa Lúcia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, e que passou a carregar os animais para que eles não sejam mortos por lá. Ele já chegou a resgatar mais de 20 animais e os encaminha para adoção.

Ao BHAZ, Alexandra contou que a ideia da publicação é reunir o máximo de ajuda possível para o catador e os animais acolhidos por ele. “Montamos um grupo com interessados em ajudar, ele diz que tem que carregar os cachorros e gatos para que não sejam mortos. Alguns já foram. É uma situação muito triste”, explica.

“Estamos nos articulando para começar a fazer arrecadações de ração e outros itens para os animais, mas também queremos ajudar o Emerson. Já temos uma veterinária voluntária que vai auxiliar nas castrações, mas toda ajuda é bem-vinda”, conta. “Eu me vi nessa história dele, é muito comovente, a gente sabe que precisa fazer algo e só faz. É um anjo”, pondera.

Segundo Alexandra, ela e uma amiga, Ana Luisa, deveriam se encontrar com o catador ontem (20) para discutir os próximos passos para ajudá-lo a lidar melhor com os animais. “Quem quiser ajudar pode nos contactar pelos telefones, no WhatsApp e no Facebook. É incrível ver o nível de apego dos animais com ele, precisamos ajudar”, afirma.

Quem quiser ajudar, ou fazer parte do grupo que articula auxílio para o catador, pode fazer contato por meio dos telefones (31) 99682-9085 e (31) 9 9522-5474, ou ainda pelo Facebook.

Fonte: BHAZ

Filhote de jaguatirica é internado com desidratação

Um filhote de jaguatirica foi resgatado próximo da PR-323, em Iporã, Paraná. O animal estava desidratado e foi hospitalizado.

Foto: IAP

O animal foi recolhido pela Defesa Civil da cidade, que acionou o Instituto Ambiental do Paraná. Em seguida, o filhote encaminhado para o atendimento veterinário em São Jorge do Patrício.

A suspeita é que a jaguatirica tenha sido atropelada na rodovia. O animal, que tem cerca de oito quilos, estava com um ferimento no olho e desidratado.

O filhote está em tratamento com soro e deve permanecer em observação até o começo da próxima semana. O agente do IAP informou que a previsão é que o felino seja solto no Parque Nacional de Ilha Grande na próxima segunda (21) ou terça-feira (22).

Fonte: Massa News

Socorristas do Samu resgatam cadela com tumor

O destino de uma cadela mudou depois que ela buscou abrigo na base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na QNG, em Taguatinga Norte. Formosa, como foi apelidada pela equipe do local, teve idade estimada em 6 anos pelo médico veterinário que a analisou. Na mesma consulta, veio o diagnóstico de um tumor de 3kg na mama.

Foto: Divulgação | SAMU

A equipe da unidade se mobilizou para cuidar do animal e, na última sexta-feira (18), a cadela foi operada. Da cirurgia, seguiu direto para a casa da médica socorrista Gabriela Botar, 32 anos.

A cadela de pelo cor de mel e focinho preto chamou a atenção quando chegou com outros dois cachorros ao estacionamento da base da unidade. Não porque parecia perdida ou algo assim. Mas porque o tumor que ela carregava era tão grande que quase chegava a arrastar pelo chão. Ali, se juntou a outros animais que ficam pelo espaço, onde recebem comida, água e carinho de vigilantes e servidores do Samu.

A condição delicada de saúde fez Daniel Lúcio Diniz, 43, Ronaldo Macário dos Santos, 39, e Gabriela irem atrás de uma solução. “Nós olhamos para ela e pensamos: ‘E agora, o que vamos fazer?’ E nos mobilizamos. A princípio, começamos com consultas em veterinários particulares, mas os orçamentos eram altos. Mesmo assim, não desistimos”, conta a médica Gabriela Botar.

Com os dias passando, a angústia aumentava, como relata o condutor de ambulância Daniel. “Ela andava com dificuldade mesmo, porque o tumor era muito pesado. Isso nos deixava aflitos”, diz.

O trio conseguiu agendar a cirurgia de Formosa no Hospital Veterinário Público do Distrito Federal (Hvep), também em Taguatinga Norte. “Só tivemos um susto durante a cirurgia, porque ela teve uma parada respiratória. Precisou ser reanimada e, graças a Deus, ela ficou boa de novo”, relata Gabriela.

O trio ganhou uma lista com cinco medicações, orçadas em R$ 390. Mas o valor não ficou pesado. “Quem trabalha na base nos ajudou desde o começo cuidando da Formosa. Então, quando recebemos o valor dos remédios, muitos participaram da vaquinha”, explica Daniel.

No fim da tarde desta sexta, Formosa recebeu alta, porque não há internação no Hvep. “Decidi levá-la para casa, onde ela poderá ser cuidada e terá uma boa recuperação. Não tinha como deixá-la no estacionamento da base, pois, com a rotina de trabalho, não teríamos tempo. Também não seria um local confortável”, afirma.

Carinho diário

Os cuidados do pós-operatório são rigorosos: medicação nas horas certas e limpeza diária dos pontos da cirurgia. Formosa precisa usar a roupinha cirúrgica, que a impedirá de entrar em contato com a ferida. O retorno da cadelinha ao veterinário está marcado para o próximo dia 29.

Já pela noite, a cadelinha ainda estava meio cansada. Mas, de jejum desde cedo para a cirurgia, não deixou de comer. “Ela ainda está meio mole, porque foi um procedimento muito pesado. Mas o que queremos, agora, é que ela fique bem”, frisa Gabriela.

Após a recuperação completa e a retirada dos pontos, o destino de Formosa está incerto. “Ela ficará aqui em casa durante este período, mas, como há outros cachorros, não sei se conseguimos ficar com a Formosa. Mas ela não ficará desamparada. Arrumaremos um novo dono na base ou então a colocaremos para adoção”, garante.

Fonte: Diário de Pernambuco

GMP resgata 37 animais silvestres em cativeiro na região central de Palmas

A Inspetoria Ambiental da Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) resgatou na última quinta-feira (17), 37 espécimes de animais silvestres, em situação de cativeiro, em uma residência na Arso 102, região central da capital.

Foto: GPM Palmas

A descoberta do cativeiro aconteceu após denúncias de focos de dengue na residência que estaria abandonada. Agentes de Endemia em conjunto com a GMP entraram no local com o auxílio de um chaveiro. Os animais foram encontrados em estado de abandono e maus-tratos.

A equipe ambiental da GMP resgatou 11 aves e 26 animais silvestres. Entre as espécies recuperadas estão araras-canindé, periquitos australianos e porcos-da-índia. O chefe da Inspetoria Ambiental, Carlos Lima, explica que a criação de animais silvestres sem a devida autorização pelos órgãos competentes é crime e o valor da multa é de R$ 500 reais podendo chegar até R$2.000 mil por animal.

“Realizamos o auto de infração no valor de R$ 21 mil, e estamos em busca dos responsáveis pela guarda ilegal dos animais, que serão indiciados por crime ambiental”, completou o chefe da inspetoria. Os animais resgatados foram encaminhados para o Centro de Fauna, do Instituto de Natureza do Tocantins (Naturatins).

Cão é resgatado pelo polícia após passar 5 dias abandonado em uma loja

Um cachorro foi resgatado por policiais da Delegacia de Boa Viagem, na última sexta-feira (18), após passar cinco dias abandonado dentro de uma loja em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, bebendo água do ar-condicionado do estabelecimento.

O animal, da raça Yorkshire, estava preso no local, sem assistência, desde segunda (14).

Cachorro da raça yorkshire estava sem comida e água dentro de loja no Recife — Foto: Thiago Carvalho/WhatsApp

A loja onde o cachorro foi resgatado oferece serviços de conserto de celulares. De acordo com a delegada Beatriz Leite, titular da Delegacia Seccional de Boa Viagem, o caso é investigado pela Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma). O proprietário do estabelecimento pode ser autuado pelo crime de maus-tratos.

“O dono tem o costume de deixar o cachorro na loja, mas ela estava fechada desde a segunda-feira e o animal estava sem se alimentar. Trouxemos um chaveiro para abrir a porta. Pelo que parece, o cão estava sem comida e tomando a água que caía do ar-condicionado”, afirma a delegada.

O caso foi denunciado pela estudante Natália Tavares, presidente do projeto Mais Amor aos Animais. Ela trabalha em um empresarial ao lado da galeria onde o cachorro estava e foi avisada do ocorrido por um funcionário do local. Segundo ela, não é a primeira vez que o cão é deixado na loja.

Chaveiro foi levado à loja onde cachorro estava preso no Recife para abrir a porta — Foto: Thiago Carvalho/WhatsApp

“O tutor tem o costume de deixar o cachorro no local, isso aconteceu há 15 dias também. Fui a primeira a pegar o cachorro quando o chaveiro abriu a porta. Ele estava rouco de tanto latir, debilitado, todo molhado e bem cansado. Não queria nem beber a água que dávamos por baixo da porta. É revoltante”, diz.

Ainda segundo Natália, tanto o Depoma quanto a Companhia de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), da Polícia Militar, negaram-se a atender a ocorrência. “Me disseram para falar com a Vigilância Sanitária, que disse que não era uma situação emergencial. Falei com o deputado Romero Albuquerque (PP), que articulou com a polícia o resgate”, afirma.

De acordo com a delegada, o irmão do dono da loja foi ao local e disse que se responsabilizaria pelo animal. “Ele vai levar o cachorro para a família e se responsabilizar por ele formalmente. O Depoma vai pegar testemunhas, entrar em contato com o dono e investigar o caso”, conta Beatriz Leite.

Cachorro estava preso em loja há cinco dias no Recife — Foto: Thiago Carvalho/WhatsApp

Apesar disso, Natália disse que tentaria impedir que o cachorro fosse levado para o tutor. “Dar à família é devolver ao agressor. Vou fazer de tudo para tentar rever isso. É um bicho indefeso, tem tanta gente fazendo mal e tão poucas fazendo o bem. Se devolver o cachorro vai acontecer a mesma coisa ou pior. Vou lutar para que isso não aconteça, para dar voz a esse indefeso”, declara.

Segundo Romero Albuquerque, os órgãos que não acataram a denúncia também podem ser responsabilizados. “A população está tendo dificuldade em acionar a Polícia Militar para casos de maus-tratos a animais. Mas crime é crime. E, quando um agente público não cumpre a legislação, ele está prevaricando (cometendo um crime)”, diz o deputado.

Questionada sobre o contato e negativa de resgate, a Polícia Militar enviou nota em que “esclarece que para atuar nesse tipo de resgate, a população deve entrar em contato com a prefeitura, que dispões de equipe específica e viaturas adequadas para esse tipo de procedimento”.

O G1 entrou em contato com a Polícia Civil para saber o destino do cachorro e aguarda resposta.

Fonte: G1

Cães são resgatados na mesma casa em uma menina de 3 anos morreu após incêndio no RJ

Quatro cachorros foram resgatados na tarde desta quinta-feira (17) em condições de maus-tratos em uma casa localizada no bairro Cem Braças, em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio.

Animais foram resgatados muito magros na tarde desta quinta-feira (17) em Armação dos Búzios, no RJ — Foto: Flávia Quinhõnes/arquivo pessoal

Na noite de terça-feira (15), parte do mesmo imóvel pegou fogo e uma menina de três anos morreu asfixiada durante o incêndio.

Uma voluntária que trabalha em uma ONG em Cabo Frio disse ao G1 que havia ficado comovida com uma reportagem exibida no RJ2, que contava o caso e mostrava cachorros em péssimas condições no imóvel e decidiu tomar providências.

“É muito complicado entender como um ser humano é capaz de deixar animais em condições precárias de maus-tratos. Havia muitas fezes no quintal, muita sujeira. Os cachorros estavam debaixo do sol quente”, conta Flávia Quinhõnes, voluntária que ajudou no resgate.

Animais resgatados em Búzios, RJ, estavam cheios de carrapatos — Foto: Flávia Quinhõnes/arquivo pessoal

Segundo relatos da Flávia, os quatros animais estavam magros e com muitos carrapatos. Um deles está internado em uma clínica veterinária.

A voluntária lembra ainda que o imóvel foi utilizado como uma espécie de lar temporário para um cachorro no ano passado.

“Eu sempre tive muitos animais em minha casa. Por isso, no ano passado, fiz uma publicação na rede social pedindo um lar temporário para um cachorro que havia encontrado na rua. Essa uruguaia da casa que pegou fogo na última terça chegou a pegar o animal. Eu ajudava dando ração e dinheiro para a criação do bichinho, mas em menos de um mês, quando fui fazer uma visita, percebi que o cachorro estava pior do que quando deixei lá”, desabafa a voluntária.

Flávia disse também que pegou o animal de volta e tentou cuidar dos outros cachorros que estavam na casa, mas uma equipe que trabalha com animais abandonados em Búzios ficou responsável pela ação. O G1 tenta contato com a Prefeitura para saber o que foi feito com os animais.

Doação dos animais

Os quatro animais resgatados nesta quinta-feira estão passando por uma série de exames e, segundo a voluntária, assim que estiverem saudáveis, estarão disponíveis para a adoção.

A ONG que está ajudando os animais fica localizada no bairro Monte Alegre, em Cabo Frio, e para aqueles que possam ajudar com doações de rações e medicamentos, o telefone para contato é o (22) 99234-6611.

Fonte: G1

Cadela é resgatada com suspeita de estupro em Teresina (PI)

Reprodução

Um caso de maus-tratos de animais surpreendeu a população teresinense. O caso aconteceu na zona Leste de Teresina. Uma cadela gravemente ferida foi resgatada pela ONG Bento III. A suspeita é que o animal possa ter sido violentado por usuários de drogas que moravam em um terreno baldio da cidade. O resgate foi realizado no último domingo (13).

De acordo com Raissa Rocha, integrante da ONG que realizou o resgate da cadela, moradores e pessoas que passavam pelo local denunciaram a situação. “Nos mandaram um vídeo e fomos até o local checar. Ao chegarmos lá nos deparamos com ela chorando e com a vulva rasgada, sangrando muito. Encaminhamos diretamente para o hospital para que desse inicio ao tratamento”, disse.

Segundo Raissa a cadela está muito estressada e nervosa, o que está dificultando a realização dos exames. “Ela quase não está comendo. É perceptível o medo e o stress, então é preciso calma. O estupro só poderá ser, de fato, comprovado depois que fizermos o exame especifico, para então efetuarmos a denúncia oficial a delegacia do Meio Ambiente”, afirma.

A ONG publicou um post pedindo ajuda para custear o tratamento da cadela, que foi carinhosamente batizada de “Vitória”. Até o momento, ela segue internada recebendo medicação. Para ajudar, mais informações podem ser encontradas nas redes sociais da ONG Bento III. 

Fonte: Portal O Dia